O governador Carlos Massa Ratinho Junior autorizou, nesta segunda-feira (2), a promoção de 2.116 profissionais da Polícia Civil do Paraná (PCPR), uma das maiores da história da corporação.
O beneficia, com aumento de remuneração, mais de 1,9 mil agentes de polícia judiciária, 140 papiloscopistas e 4 agentes de operações policiais, todos do Quadro Próprio da Polícia Civil (QPPC).
O impacto mensal da medida é de R$ 2,2 milhões. As promoções fazem parte de uma política de reconhecimento ao trabalho desenvolvido pelos policiais civis paranaenses. Em 2024, por exemplo, o Governo do Estado fez a maior promoção da história da Polícia Civil, com 2.337 agentes envolvidos.
“O Paraná tem alcançado alguns dos menores índices de criminalidade da sua história, com recorrentes quedas nos números de homicídios, furtos e roubos. É o resultado da valorização dos profissionais e do investimento nas forças de segurança para a população paranaense”, afirmou Ratinho Junior.
Com investigações eficientes que previnem o cometimento de crimes ou que aumentam o índice de solução dos casos, os agentes da Polícia Civil têm um papel fundamental no combate à criminalidade do Estado.
Desde 2019, com a atual política de valorização das forças de segurança, a PCPR já incorporou 991 novos servidores. Em 2022, a instituição realizou a maior contratação da história, com o ingresso de 400 policiais civis, o que garantiu a presença de delegados em todas as 161 comarcas do Paraná.
Os dados do primeiro trimestre de 2025 mostram que o número de homicídios dolosos, por exemplo, caiu 26,3% em relação ao ano anterior. Os furtos registraram queda de mais de 9%, e os roubos diminuíram 18,5%. Fruto do reforço no trabalho de inteligência policial, o volume de drogas apreendidas aumentou 155%.
INVESTIMENTOS – Uma das áreas prioritárias do Estado, o orçamento da segurança pública praticamente dobrou nos últimos anos no Paraná. Em 2019, o valor destinado à Secretaria de Segurança Pública (Sesp) foi de R$ 3,8 bilhões, enquanto em 2025, o valor previsto pela Lei Orçamentária Anual é de R$ 7 bilhões.
Uma parte significativa destes valores tem sido aplicada em investimentos em equipamentos e tecnologias que auxiliam o trabalho dos policiais civis e agentes da corporação. Em maio, por exemplo, as forças policiais do Paraná receberam 1,4 mil armas não letais de incapacitação neuromuscular. Os equipamentos vieram dos Estados Unidos e estão entre os mais modernos do mundo. O investimento do Governo do Estado na aquisição das armas foi de US$ 5 milhões.
Para os trabalhos dos papiloscopistas, recentemente a Polícia Civil do Paraná também recebeu 13 unidades do Tablet 8K, que utilizam princípios físicos de ponta para a detecção e análise de impressões digitais. O aporte foi de R$ 8,4 milhões. O tablet permite capturar fragmentos papiloscópicos em superfícies complexas, como metais, vidros e plásticos. O uso da tecnologia melhora a visibilidade de vestígios que seriam invisíveis a olho nu.
Por - AEN
O governador Carlos Massa Ratinho Junior assinou nesta segunda-feira (02) o , que regulamenta a lei nº 21.658/2023, que instituiu o Programa Paraná Integral (PPI).
A iniciativa visa ampliar a educação em tempo integral nos colégios estaduais, garantindo aos estudantes uma formação mais completa, com atividades socioeducativas integradas ao currículo regular.
A Secretaria de Estado da Educação (Seed) tem aumentado o número de instituições de ensino que realizam a oferta de ensino em tempo integral. Em 2019, por exemplo, eram 73 unidades, passando para 82 em 2020, 92 em 2021, 167 em 2022, 253 em 2023 e alcançando 412 colégios com a modalidade em 2025. Atualmente, cerca de 80 mil alunos cursam a modalidade, entre ensino fundamental II, ensino médio ou ambos.
Além da oferta de atividades socioeducativas durante todo o período em que o aluno estiver na escola, que pode ser tanto de 35 horas quanto de 45 horas semanais, cada instituição de ensino terá metas estabelecidas, que contemplam desde a frequência escolar e o processo de ensino e aprendizagem, até o Índice de Acompanhamento do Modelo da Educação Integral vigente e os indicadores estabelecidos pela Seed.
“Acreditamos que investir na educação em tempo integral dos nossos alunos é uma das ações mais importantes da nossa gestão, afinal, mantê-los na escola por mais tempo com atividades e bem alimentados fortalece o seu aprendizado e contribui com os pais e responsáveis, que podem trabalhar mais seguros sabendo que o filho está no ambiente escolar”, destacou o secretário de Estado da Educação, Roni Miranda.
Ainda segundo o decreto, a implantação do Programa Paraná Integral levará em consideração aspectos de ordem logística e pedagógica para a escolha tanto das instituições de ensino quanto dos anos/séries e sua implantação — se de forma gradativa (iniciando com uma série ou ano) ou simultânea (todo ensino fundamental, médio ou ambos) —, conforme política educacional planejada.
A gestão pedagógica das escolas com educação em tempo integral ficará a cargo da própria instituição, por meio de um grupo formado pelo diretor-geral, diretores-auxiliares, equipe pedagógica e professores coordenadores de área, de acordo com o porte da instituição de ensino. Já a gestão administrativa terá a participação do diretor-geral, diretores auxiliares, secretário escolar e agentes educacionais I e II.
Entre os objetivos desse grupo está a integração dos componentes da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) com as unidades curriculares da Parte Diversificada (conteúdos e atividades que atendam as especificidades locais, culturais e regionais) e Parte Flexível Obrigatória (parte do currículo que todos os alunos devem cursar, mas com flexibilidade na forma como é oferecida).
A organização do ensino contará com professores das áreas de Linguagens e suas Tecnologias, Matemática e suas Tecnologias, Ciências da Natureza e suas Tecnologias e Ciências Humanas e Sociais Aplicadas.
Outro detalhe regulamentado pelo decreto é que o horário de almoço passa a ser considerado como parte da jornada integral do aluno, uma vez que ele permanece na instituição de ensino. Neste período, deverão ocorrer atividades como clubes de protagonismo, reuniões de líderes de turma, entre outras ações.
O Programa Paraná Integral tem como finalidades ampliar as oportunidades de acesso à educação de qualidade aos estudantes da rede estadual de educação do Paraná por intermédio da jornada escolar integral; promover a formação integral dos estudantes por meio da educação básica de excelência, desenvolvendo conhecimentos e habilidades necessários à construção de seus projetos de vida; e garantir um currículo escolar articulado por meio da integração das disciplinas da BNCC e da Parte Diversificada.
AVANÇO – O avanço no ensino público paranaense, que deixou a 7ª colocação do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) em 2019 para o 1º lugar em 2021 e mantido em 2023, também passa pelo ensino em tempo integral.
As unidades escolares que funcionam neste modelo obtiveram um crescimento acima da média em 2023, tanto nos últimos anos do ensino fundamental quanto no ensino médio. Entre as escolas estaduais do ensino fundamental II, que abrangem estudantes do 6º ao 9º ano, 65,6% das unidades que funcionam no modelo integral aumentaram as notas no Ideb entre 2021 e 2023, com uma variação positiva de 14,3% na média das notas. O avanço ficou quase 12 pontos percentuais acima das demais escolas, cuja proporção de melhoria na avaliação foi de 53,9%.
No ensino médio, houve aumento no Ideb em 51,6% das escolas estaduais em tempo integral, contra 46,2% das demais, uma diferença de mais de 5 pontos percentuais. Na média, a nota das escolas integrais cresceu 18% entre 2021 e 2023.
Por - AEN
Redução da população que vive na zona rural e um maior adensamento nas áreas urbanas.
Essa é a projeção prevista pelo Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes) para os próximos 25 anos no Paraná. A informação consta na Projeção Populacional Urbana e Rural dos Municípios Paranaenses no Período de 2025 a 2050, apresentada nesta segunda-feira (2) pelo secretário estadual do Planejamento, Ulisses Maia, e pelo diretor-presidente do Ipardes, Jorge Callado.
Entre os números mais importantes do estudo, está a projeção, baseada nos Censos Demográficos de 2010 e 2022, de que o Grau de Urbanização do Paraná deverá crescer de 89,7%, em 2025, para 94% em 2050. Outro dado relevante é a redução da população rural do Estado, que deverá passar dos 11,1% atuais para 6% em 2050.
Enquanto os centros urbanos devem ganhar 986.284 pessoas a mais nas próximas duas décadas e meia – crescendo de 10.672.024 habitantes, em 2025, para 11.658.308, em 2050 – a população vivendo nas áreas rurais deve cair de 1.218.556 pessoas, em 2025, para 745.523 em 2050 – 473.033 a menos. No ano passado, o Ipardes projetou que a população do Paraná em 2050 deve chegar a 12,4 milhões de pessoas.
Segundo o secretário Ulisses Maia, essa urbanização acelerada exige um planejamento estratégico robusto. “Nosso foco deve ser o desenvolvimento de infraestrutura, habitação e serviços públicos para garantir a qualidade de vida da população. É por meio desse planejamento proativo que fortalecemos o nosso Estado, assegurando que o desenvolvimento seja inclusivo e sustentável”, disse.
Maia ressaltou que a reestruturação feita pelo Governo do Estado no Ipardes permite estudos como esse, que ajudam no planejamento de políticas públicas. “Nenhuma política é elaborada por achismo ou sem avaliação técnica. E, para isso, foi feita uma reestruturação no Ipardes que permite a realização sistemática de pesquisas como essa. E a partir desses números podemos fazer um planejamento dentro do Estado para atender as demandas que são apresentadas com dados”, afirmou.
De acordo com o presidente do Instituto, Jorge Callado, entres os fatores que impulsionam o crescimento urbano, além do saldo vegetativo (diferença entre nascimentos e óbitos) e da migração, estão o impacto de políticas públicas e o desenvolvimento socioeconômico.
“As projeções populacionais dos municípios por áreas urbanas e rurais, acompanhadas do monitoramento constante de outras variáveis de interesse, auxiliam o planejamento governamental, por ofertar uma visão acerca da tendência de distribuição da população ao longo do tempo”, ressaltou Callado. “São subsídios para a oferta de serviços públicos essenciais de infraestrutura e urbanização, além da elaboração de políticas de proteção ambiental”.
POPULAÇÃO URBANA – A ampliação da população vivendo nas áreas urbanas segue uma tendência observada constantemente nos censos demográficos. De acordo com o estudo, o Grau de Urbanização do Paraná passou de 58,6% no Censo de 1980, para 73,4% em 1991, 81,4% em 2000, 85,3% em 2010 e 89% em 2022.
A projeção para os próximos anos prevê um contingente urbano de 90,9% em 2030, 91,8% em 2035, 92,6% em 2040, 93,4% em 2045, e 94% em 2050. Além disso, o estudo aponta que 147 municípios terão a mesma ou uma proporção superior à do Estado na população urbana, ou seja, com 94% ou mais das pessoas vivendo nas cidades.
Atualmente, 100% da população de Curitiba e de Pinhais, na Região Metropolitana (RMC), residem em áreas classificadas como urbanas. Até 2025, mais três cidades devem ser incorporadas a esse grupo: Maringá, no Noroeste, Piraquara e Fazenda Rio Grande, também na RMC.
O Estado já é o quinto no Brasil com a maior população urbana atualmente, atrás do Rio de Janeiro (97,9%), São Paulo (96,8%), Distrito Federal (96,5%) e Goiás (93,2%). Na outra ponta da tabela está o Piauí, com 69,4%.
O superintendente estadual do IBGE no Paraná, Elias Guilherme Ricardo, ressaltou que apesar de ser uma tendência nacional, o processo de urbanização do Paraná cresce de forma acelerada. “Temos identificado essa tendência em todos os estados e no País como um todo, comparando também com outros países, já que tem a ver com estudos similares sobre projeções populacionais”, disse. “O Paraná não está sozinho, mas vem num ritmo bem acelerado de crescimento urbano, até por causa das políticas de desenvolvimento e melhoria da infraestrutura das cidades”.
POPULAÇÃO RURAL – Por outro lado, 17 municípios poderão ter acréscimo de pessoas vivendo em áreas rurais, somando aproximadamente 16,5 mil moradores a mais: Almirante Tamandaré, Araucária, Atalaia, Balsa Nova, Colombo, Itaperuçu, Lobato, Matinhos, Paiçandu, Palmas, Piên, Santa Terezinha de Itaipu, Quatro Barras, Colorado, Rio Branco do Sul, Santo Antônio do Sudoeste e Tapejara. Mais da metade desse crescimento, um total de 52,57%, deve se concentrar em três municípios da RMC: Araucária, Balsa Nova e Itaperuçu.
A projeção aponta ainda que, em 2050, 13 municípios permanecerão com mais da metade da população em áreas rurais. Quitandinha, na RMC, deverá ser o município com maior participação rural, com 69,6% da população vivendo nessas áreas.
METODOLOGIA DA PESQUISA – Para a projeção das localidades intramunicipais, o Ipardes adotou a metodologia do Manual VIII das Nações Unidas e, no Brasil, a que foi aplicada pela Fundação João Pinheiro para os municípios do estado de Minas Gerais. Essa metodologia consiste em prospectar os contingentes populacionais, segundo os diferenciais nos padrões de crescimento por situação de domicílio, classificada de acordo com sua área de localização: urbana ou rural.
Como base de dados, foram utilizadas a população residente total, segundo situação do domicílio, obtidas nos Censos Demográficos de 2010 e 2022, realizados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e a população total oriunda das Projeções por Sexo e Idade dos Municípios do Paraná (2025-2050), elaboradas anteriormente pelo Ipardes.
“O Censo Demográfico de 2022 atualizou muitas das informações que tínhamos do Censo de 2010. Com base nessas duas pesquisas, conseguimos traçar tendências e participação dos municípios. A partir da aplicação da metodologia, conseguimos projetar o futuro dos municípios do Paraná”, explicou o chefe do Departamento de Estudos Populacionais e Sociais, Leonildo Pereira de Souza.
“E o futuro é urbano, uma tendência bastante consolidada que vem crescendo e não tem sinais de arrefecimento, até porque os municípios que são majoritariamente rurais têm um histórico de migração em décadas passadas”, ressaltou Souza. “Com isso, aconteceu um esvaziamento do meio rural, ficando nesses locais as pessoas mais idosas. Então existe uma baixa taxa de fecundidade no meio rural e um envelhecimento mais elevado que nas áreas urbanas. Isso naturalmente leva a um menor crescimento vegetativo da população, que com o fenômeno migratório para os grandes centros, contribui com à retração da população no meio rural”.
Além disso, foi realizada a compatibilização nos dois períodos censitários da malha dos setores censitários, por situação e tipo, segundo a classificação vigente na pesquisa de 2022, uma vez que os setores censitários são atualizados em sua classificação urbana e rural conforme a evolução da configuração territorial observada.
por - AEN
Os 60 anos de atuação da Companhia de Habitação do Paraná (Cohapar) na garantia de moradia aos habitantes paranaenses mais vulneráveis foram celebrados na noite desta segunda-feira (2) no Plenário da Assembleia Legislativa do Paraná.
A sessão solene também condecorou a atuação do diretor-presidente da empresa de economia mista, o contador Jorge Luiz Lange; de empregados públicos e ex-diretores presidentes.
“A Cohapar é uma grande marca do estado do Paraná, e tem uma história que transformou milhares de vidas”, ressaltou o deputado Gugu Bueno (PSD), 1º secretário da Alep, que propôs a homenagem junto ao deputado Luis Corti (PSB). “Quando a gente fala em casa própria, falamos em dar dignidade ao cidadão. Todo ele tem direito a habitação”.
Criada em 14 de maio de 1965 para estudar o problema da habitação popular e proporcionar residência ou ampliação dos lares àqueles com poucos rendimentos, a Companhia criou até então 353.945 moradias em todo o Paraná, conforme dados da própria Cohapar. De 2019 para cá, 18.497 ações de regularização fundiária foram realizadas – totalizando 372 mil lares. "Isso significa uma média de quase 17 casas por dia, todos os dias, incluindo sábados, domingos e feriados", destacou Bueno.
Do total, cerca de 92 mil lares foram criados a partir de 2019, quando Jorge Luiz Lange se tornou presidente da empresa de economia mista, na gestão do governador Ratinho Júnior (PSD). Mais de 111 mil famílias foram atendidas mesmo período. O investimento corresponde a mais R$ 1 bilhão e a movimentação financeira na construção civil supera a casa dos R$ 19 milhões, ainda segundo a Companhia.
Corti, que já ocupou o posto de diretor de regularização fundiária na Cohapar, apontou a importância das atividades de regularização exercidas pela empresa. “Tive a honra de receber a missão de transformar posse e ocupação em propriedades. É um instrumento de garantia de segurança jurídica e de nascimento de propriedade”, pontuou.
“A Cohapar tem feito um trabalho extraordinário. Participo de diversas solenidades, mas não tem nada mais gratificante que participar da entrega de uma casa popular”, destacou o deputado Alexandre Curi (PSD). O presidente da Alep realçou ampliações recentes do programa de habitação, como Casa Fácil Paraná Terceira Idade. A iniciativa anunciada pelo governo do Paraná deve garantir subsídios de R$ 80 mil para que pessoas com mais de 60 anos utilizem como valor de entrada na aquisição da moradia.
“É um momento especial. Foram mais de 360 mil sonhos, de quem conseguiu adquirir sua casa própria e ter seu abrigo”, frisou Lange. O diretor-presidente pontuou que o trato da habitação popular como política pública foi fortalecida em 2020, com a criação do programa Casa Fácil Paraná, iniciativa do Executivo aprovada pela Assembleia Legislativa. “Ela funciona tão bem que foi replicada em 14 estados e seis cidades no Brasil”.
"Só quem morou em mocó [habitação precária], em beira de rio, em área de risco, sabe quão relevante é superar essas dificuldades. Só quem é instável juridicamente, sem título, sem documento, sabe quão importante é a política de regularização fundiária", refletiu o secretário de Estado da Fazenda, Norberto Ortigara, representando o governo do Paraná. "Há muita gente precisando das políticas do Estado para ter dignidade".
Homenagens
Menções honrosas foram entregues aos ex-diretores presidentes que passaram pela Cohapar. A honraria conta com os seguintes dizeres: “Em reconhecimento pelo importante trabalho desenvolvido durante sua gestão, ao longo dos 60 anos de história da Cohapar, atuando de forma decisiva para a sua consolidação e para o fortalecimento dos programas habitacionais no estado do Paraná”.
A homenagem foi entregue aos seguintes nomes que chefiaram a Cohapar: os deputados Nelson Justus (União), diretor-presidente em 1986; e Luiz Claudio Romanelli (PSD), que ocupou a chefia da empresa mista em dois momentos, nos períodos 1991 - 1994 e 2003 - 2006; Teobaldo Vitorio Machado (diretor-presidente entre 1983-1986), Odeni Villaca Mongruel (1987 – 1990), José Lagana (1990), Rosangela Curra Kosak (2006 – 2007), Rafael Greca (2007 – 2010), Everaldo Belo Moreno (2010 – 2011), Mounir Chaowiche (2011 – 2015), Abelardo Luiz Lupion (2015 – 2018) e Nelson Cordeiro Justus (2015, 2018 – 2019).
Romanelli, representando todos os ex-diretores presidentes, se manifestou ressaltando a importância da Cohapar para combater a desigualdade social e garantir inclusão. “Todos que passaram pela gestão da Cohapar se apaixonaram pela história da empresa. Construir é moradias é garantir dignidade para as famílias”.
O diretor administrativo-financeiro da Cohapar, Paulo de Castro Campos, recebeu a honraria em nome da empresa. Ele integra o quadro de servidores da Companhia há 45 anos.
O deputado Soldado Adriano José (PP) subiu à tribuna para parabenizar todos os gestores. "Desejo que Deus dê muita saúde e paz para que possam desempenhar o trabalho com muita sabedoria", afirmou. "Vocês nunca deixaram a peteca cair. A entrega de casas é o evento que mais me emociona".
Também compuseram a mesa de honra Orlando Pessuti, secretário do Codesul (Conselho de Desenvolvimento e Integração Sul); Paulo Cesar Nauiack, vice-presidente da Fecomércio; Gilberto Onofre da Luzo superintendente Regional da Caixa em Curitiba; Renato Silva, prefeito de Cascável; e Guto Silva, secretário das Cidades do Estado do Paraná.
Trajetória
A preocupação com a difusão de favelas e habitações irregulares no Paraná da década de 1960 está explícita na lei estadual que criou a Cohapar. Para garantir moradia digna, as ações da Companhia são realizadas em articulação com o Governo Federal, prefeituras e demais órgãos estaduais, além da iniciativa privada.
O trabalho da empresa de economia mista é hoje realizado por 432 profissionais. Além da sede no bairro Cristo Rei, em Curitiba, há ainda escritórios regionais em 12 municípios paranaenses: Apucarana, Campo Mourão, Cascavel, Cornélio Procópio, Francisco Beltrão, Guarapuava, Londrina, Maringá, Paranavaí, Ponta Grossa, Umuarama e União da Vitória.
Dentre as iniciativas da Cohapar está o programa Casa Fácil, responsável por viabilizar a construção de moradias para famílias com renda mensal até dez salários mínimos em todos os 399 municípios paranaenses. Destaca-se também a coordenação do Plano Estadual de Habitação de Interesse Social do Paraná, realizada pela empresa mista.
Jorge Luiz Lange se tornou diretor-presidente da Cohapar em 2019. Desde então, o contador formado pela Faculdade de Educação, Ciências e Letras de Cascavel (Fecivel) – hoje Unioeste contribui com a empresa mista levando um currículo de experiências como vice-prefeito e secretário de Obras de Cascavel (2018 - 2019), presidente da Companhia de Engenharia e Trânsito de Cascavel (2009 - 2011), deputado federal, entre outros.
Natural de Querência do Norte, Lange mora em Cascavel desde os sete anos.
Hoje ele também é membro do Conselho Deliberativo e do Conselho Consultivo e de Acompanhamento do Fundo Estadual de Combate à Pobreza (Fecop-PR), presidente do Conselho Estadual de Habitação de Interesse Social (Coehis) e presidente nacional do Fórum Nacional de Secretários de Habitação e Desenvolvimento Urbano (FNSHDU).
Por - ALEP
Inicia nesta segunda-feira, 2 de junho, o período de vazio sanitário da soja para as regiões Norte, Noroeste, Centro-Oeste e Oeste do Paraná, que integram a Região 2 do escalonamento definido pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). A medida segue até 31 de agosto, com a liberação para o plantio da oleaginosa a partir de 1º de setembro de 2025, encerrando-se em 31 de dezembro.
Durante o vazio sanitário, é proibido cultivar ou manter plantas vivas de soja no campo. A medida visa evitar que a planta se torne hospedeira do fungo causador da ferrugem-asiática (Phakopsora pachyrhizi), principal doença da oleaginosa, devido à sua severidade, facilidade de disseminação, custo elevado de controle e potencial de reduzir a produtividade das lavouras.
No Paraná, os períodos do vazio sanitário foram escalonados em três etapas, conforme os diversos microclimas do Estado. A definição foi feita pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), com o objetivo de estabelecer os períodos mais adequados para o plantio e reduzir a propagação do fungo.
ADAPAR – A Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar), vinculada à Secretaria estadual da Agricultura e do Abastecimento, é responsável pela fiscalização em todo o território paranaense, devendo aplicar as penalidades previstas em legislação aos produtores que não fizerem a erradicação das plantas vivas de soja durante o período do vazio sanitário. Também cabe à autarquia o controle e cumprimento das datas para a janela de plantio da cultura no Estado.
O Departamento de Sanidade Vegetal da Adapar (DESV) reforça que é importante que todos os agricultores adotem esse cuidado em suas propriedades. A agência destaca que a medida sanitária somente será efetiva com o monitoramento de todos os locais que possam conter plantas vivas de soja e a eliminação imediata caso alguma seja detectada.
REGIÕES E DATAS – A Portaria n.º 1.271, de 30 de abril de 2025, da Secretaria de Defesa Agropecuária do Mapa, estabelece as normas para o vazio sanitário da soja.
Confira:
Na Região 1, que abrange os municípios do Sul, Leste, Campos Gerais e Litoral do Paraná, o vazio sanitário inicia em 21 de junho e segue até 19 de setembro. O plantio poderá ser realizado de 20 de setembro de 2025 até 20 de janeiro de 2026.
Região 2, que abrange Norte, Noroeste, Centro-Oeste e Oeste do Paraná, começa em 02 de junho e segue até 31 de agosto, com semeadura a partir de 1º de setembro e se encerrando em 31 de dezembro.
Na Região 3, que compreende os municípios do Sudoeste do Estado, o vazio sanitário começa em 12 de junho e termina em 10 de setembro. A semeadura está autorizada entre 11 de setembro e 10 de janeiro de 2026.
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Por - AEN
Um novo levantamento realizado pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) nesta segunda-feira (06) mostra que o Paraná registrou, desde o começo do ano e até agora, 10.038 casos e 469 mortes de pacientes hospitalizados por Síndromes Respiratórias Agudas Graves (SRAGs).
O trabalho evidencia que só na última semana foram 783 casos e 33 óbitos computados. Dentre os dados, 801 casos 74 mortes correspondem a SRAGs por Influenza.
Quando comparado ao mesmo período no ano passado, o número de casos aumentou 13%, saindo de 8.836 para os atuais 10.038. Já com relação aos óbitos, foram 612 no mesmo período em 2024, o que indica uma redução de 23% com os atuais 469 deste ano.
Acompanhando a alta demanda, o Laboratório Central do Estado (Lacen/PR) registrou o maior número de exames processados em um único mês desde 2023. Foram 3.769 exames em maio (63% a mais que a média de 2,3 mil exames mensais), sendo 1.322 somente na última semana. Dentre as amostras do mês, o Vírus Sincicial Respiratório (VSR) e a Influenza continuam predominando, num total de 51,52% das amostras, sendo 25,68% para VSR e 25,84% para Influenza.
VACINAÇÃO – A vacinação contra a gripe influenza está aberta para toda a população acima de seis meses de idade. O secretário estadual da Saúde, Beto Preto, reforçou a importância da imunização para evitar agravamento da doença. “A melhor forma de evitar as formas graves da doença é a prevenção. A vacina contra a gripe está disponível e é essencial neste momento, especialmente diante do avanço do vírus”, afirmou.
Dados do Vacinômetro Nacional mostram que o Paraná registrou a aplicação de 2.336.173 vacinas contra a Influenza, sendo que apenas 40,80% do grupo prioritário de gestantes, crianças e idosos procurou pela imunização. A meta do Ministério da Saúde é atingir 90% de cada um destes grupos. O Estado já recebeu e distribuiu para os 399 municípios, 4.188.000 doses.
NOVOS LEITOS – Na última semana, a Sesa autorizou a abertura novos leitos para atender a crescente demanda relacionada a casos de internação por SRAGs. São 58 leitos nas regiões de Ponta Grossa, Curitiba e Foz do Iguaçu.
As unidades estão divididas em 20 leitos de internação pediátrica no Hospital Infantil Waldemar Monastier (HIWM), em Campo Largo; 13 leitos no Hospital do Coração Bom Jesus, em Ponta Grossa (10 de enfermaria e 3 de UTI); 25 leitos pediátricos no Hospital Madre de Dio, em São Miguel do Iguaçu (15 de enfermaria e 10 de UTI infantil).
Os leitos serão abertos gradativamente. Nesta segunda-feira (2), os leitos do HIWM entrarão em funcionamento, e no decorrer da semana serão abertos os leitos do Hospital do Coração. Já em Foz do Iguaçu, a previsão é que os novos leitos estejam em funcionamento na próxima semana.
“Estamos abrindo mais leitos específicos para casos de SRAG em todo o Paraná, principalmente na Região Metropolitana de Curitiba, em Ponta Grossa e no Oeste do Estado. Se for necessário, dependendo do cenário epidemiológico e da demanda, novos leitos serão abertos nos próximos dias”, avaliou o secretário Beto Preto.
Confira dados de casos e óbitos de SRAG hospitalizado, 2024 e 2025 até a Semana Epidemiológica nº 22:
1ª Regional de Saúde (RS) – PARANAGUÁ:
2024: 177 casos e 16 óbitos / 2025: 173 casos e 4 óbitos
2ª RS – CURITIBA:
2024: 3.092 casos e 156 óbitos / 2025: 2.827 casos e 94 óbitos
3ª RS – PONTA GROSSA:
2024: 498 casos e 12 óbitos / 2025: 474 casos e 11 óbitos
4ª RS – IRATI:
2024: 155 casos e 6 óbitos / 2025: 295 casos e 2 óbitos
5ª RS – GUARAPUAVA:
2024: 115 casos e 7 óbitos / 2025: 198 casos e 13 óbitos
6ª RS – UNIÃO DA VITÓRIA:
2024: 28 casos, sem óbitos / 2025: 40 casos e 3 óbitos
7ª RS – PATO BRANCO:
2024: 135 casos e 5 óbitos / 2025: 136 casos e 3 óbitos
8ª RS – FRANCISCO BELTRÃO:
2024: 200 casos e 3 óbitos / 2025: 261 casos e 6 óbitos
9ª RS – FOZ DO IGUAÇU:
2024: 866 casos e 70 óbitos / 2025: 690 casos e 43 óbitos
10ª RS – CASCAVEL:
2024: 991 casos e 106 óbitos / 2025: 929 casos e 49 óbitos
11ª RS – CAMPO MOURÃO:
2024: 87 casos e 6 óbitos / 2025: 158 casos e 4 óbitos
12ª RS – UMUARAMA:
2024: 64 casos e 1 óbitos / 2025: 123 casos e 6 óbitos
13ª RS – CIANORTE:
2024: 37 casos e 2 óbitos / 2025: 39 casos e 2 óbitos
14ª RS – PARANAVAÍ:
2024: 58 casos e 4 óbitos / 2025: 40 casos e 6 óbitos
15ª RS – MARINGÁ:
2024: 688 casos e 39 óbitos / 2025: 644 casos e 39 óbitos
16ª RS – APUCARANA:
2024: 34 casos e 1 óbito / 2025: 170 casos e 16 óbitos
17ª RS – LONDRINA:
2024: 925 casos e 118 óbitos / 2025: 1.436 casos e 100 óbitos
18ª RS – CORNÉLIO PROCÓPIO:
2024: 54 casos e 14 óbitos / 2025: 106 casos e 6 óbitos
19ª RS – JACAREZINHO:
2024: 69 casos e 8 óbitos / 2025: 147 casos e 23 óbitos
20ª RS – TOLEDO:
2024: 443 casos e 29 óbitos / 2025: 990 casos e 20 óbitos
21ª RS – TELÊMACO BORBA:
2024: 74 casos e 1 óbito / 2025: 81 casos e 2 óbitos
22ª RS – IVAIPORÃ:
2024: 46 casos e 8 óbitos / 2025: 81 casos e 2 óbitos
TOTAL PARANÁ:
2024: 8.836 casos e 612 óbitos / 2025: 10.038 casos e 469 óbitos
Por - AEN


















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