O Governo do Paraná transferiu mais de R$ 1,23 bilhão aos municípios em fevereiro, conforme dados da Secretaria de Estado da Fazenda (Sefa). O valor representa um aumento de 9,34% em relação ao mesmo período de 2024, quando os repasses somaram R$ 1,12 bilhão.
A maior parte desses recursos veio do Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), que totalizou R$ 779 milhões. Esse tributo é a principal fonte de receita do Estado, representando aproximadamente 25% da arrecadação.
Além disso, o Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) de 2025 contribuiu com R$ 439,2 milhões, o Fundo de Exportação adicionou R$ 12 milhões e os royalties do petróleo somaram R$ 828 mil.
Entre as regiões que mais receberam repasses no último mês, a Região Metropolitana de Curitiba liderou com R$ 364,1 milhões. Em seguida, a região Oeste recebeu R$ 167,2 milhões, enquanto o Noroeste foi contemplado com R$ 150,2 milhões.
Os recursos são provenientes de transferências constitucionais e fazem parte das receitas públicas correntes. Eles podem ser aplicados pelos municípios em áreas essenciais como saúde, educação, segurança pública e transporte.
LEGISLAÇÃO – As transferências de recursos são feitas de acordo com o Índice de Participação dos Municípios (IPM), seguindo as normas constitucionais. Esses índices são calculados anualmente, considerando uma série de critérios estabelecidos pelas leis estaduais.
Os valores destinados a cada um dos municípios, assim como seu detalhamento, podem ser acessados pelo Portal da Transparência.
Confira as 10 cidades que mais receberam repasses em fevereiro de 2025:
Curitiba (R$ 168,4 milhões)
Araucária (R$ 55,5 milhões)
Londrina (R$ 43,7 milhões)
São José dos Pinhais (R$ 43,7 milhões)
Maringá (R$ 41,4 milhões)
Ponta Grossa (R$ 34,5 milhões)
Cascavel (R$ 33,4 milhões)
Foz do Iguaçu (R$ 25,2 milhões)
Toledo (R$ 20,5 milhões)
Guarapuava (R$ 18,5 milhões)
Por AEN/PR
O alívio no calorão esperado pelos paranaenses finalmente está chegando: uma frente fria se aproxima do Estado e do Sul do Brasil no fim de semana, e a partir de segunda-feira (10) as temperaturas finalmente devem cair, de acordo com o Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental (Simepar).
A diminuição das temperaturas vem depois de duas semanas extremamente quentes no Estado, com cidades atingindo recordes de temperatura.
Uma massa de ar seco ainda atua no Paraná nesta sexta-feira (7), garantindo tempo firme na maior parte do Estado, com temperaturas entre 25°C e 30°C em todo o Paraná, podendo ultrapassar essa temperatura no Norte e ficar acima de 35°C no Oeste. Pancadas isoladas de chuva acontecem ao longo do dia na Região Metropolitana de Curitiba e no Litoral. Podem ocorrer chuvas pontuais no Interior também.
No sábado e no domingo esquenta ainda mais. “No final de semana, com a formação de uma frente fria na altura Sul do País, ventos de norte mais aquecidos entram no Estado elevando ainda mais as temperaturas. No Oeste e no Norte do Paraná as temperaturas podem chegar a 38°C. No sábado as chuvas podem ser eventuais e no domingo tempestades localizadas serão mais frequentes - principalmente na Região Metropolitana de Curitiba e no Litoral”, garante Júlia Munhoz, meteorologista do Simepar.
A diminuição das temperaturas deve, finalmente, chegar na próxima semana. "Na segunda-feira as temperaturas máximas entrarão em declínio inicialmente nas áreas mais ao Sul e Leste do Estado. Ao longo da semana essa redução alcançará os demais setores do Paraná”, afirma.
CALORÃO – Do dia 26 de fevereiro até a terça-feira de Carnaval, um quadro próximo a uma onda de calor foi percebido em várias cidades do Estado. Esse fenômeno é caracterizado por 5°C acima da média por pelo menos cinco dias seguidos. Em Cândido de Abreu, região Central do Estado, isso efetivamente ocorreu do dia 27/02 ao dia 4/03, com destaque para o dia 2 de março, que registrou temperatura máxima de 38,2°C. O número foi 7,7°C acima da média das temperaturas máximas para o período, que é de 30,4°C.
Em Cerro Azul, na Região Metropolitana de Curitiba, entre o dia 26/02 e o dia 3/03 as temperaturas ficaram 5°C graus acima da média, com exceção do dia 28/02, que teve uma temperatura máxima 4,5°C acima da média. Em Capanema, no Sudoeste, as temperaturas ficaram mais de 6°C acima da média entre os dias 1 e 4 de março, e em algumas datas a temperatura máxima passou de 40°C. Também no Sudoeste e no mesmo período, Francisco Beltrão teve temperaturas mais de 5°C acima da média.
“Fevereiro foi bastante quente em todo o Estado com temperaturas até 2°C acima da média histórica. Em Curitiba desde o dia 9 de fevereiro até o início de março a temperatura máxima média também ficou acima da média histórica. Nos últimos dias, perto da costa Sul, até a temperatura da água do mar ficou mais elevada: 2°C a 3°C acima da média. Isso também favoreceu que as temperaturas ficassem altas. Um bloqueio atmosférico (massa de ar quente e seco) ficou estagnado sobre o Sul do País”, explica Reinaldo Kneib, meteorologista do Simepar.
SIMEPAR – Com uma estrutura de 120 estações meteorológicas telemétricas automáticas, três radares meteorológicos e cinco sensores de descargas meteorológicas, o Simepar é responsável por fornecer dados meteorológicos para órgãos como a Coordenadoria da Defesa Civil e a Secretaria do Desenvolvimento Sustentável, de modo a facilitar ações de resposta a situações extremas. São monitoradas desde situações causadas por chuvas extremas, como enxurradas, deslizamentos e alagamentos, até situações como incêndios e secas.
Dados mais detalhados da previsão do tempo para os 399 municípios paranaenses estão disponíveis no site www.simepar.br. A previsão tem duas atualizações diárias. Para cada cidade é possível saber o quanto deve chover, temperaturas mínimas e máximas previstas, umidade relativa do ar e vento, com detalhamento por hora para a data e o dia seguinte.
Por - AEN
Já está disponível para todos os alunos da 3ª série do Ensino Médio da rede estadual a plataforma digital Enem Paraná. Desenvolvido pela Secretaria Estadual de Educação (Seed-PR), esse novo recurso educacional foi criado para auxiliar na preparação para o Enem e vestibulares em geral.
O Enem Paraná visa otimizar o ensino e a aprendizagem dos estudantes que desejam ingressar no ensino superior, oferecendo conteúdos e ferramentas de estudo personalizáveis, de acordo com o ritmo e a disponibilidade de tempo de cada um. Os alunos têm acesso a questionários, videoaulas, podcasts e simulados que abrangem todos os conteúdos do Enem e dos principais vestibulares e atendem a diferentes estilos de aprendizagem.
Além disso, é possível acompanhar o próprio progresso por meio de gráficos que permitem que o estudante identifique seus pontos fortes e fracos, melhorando seu desempenho e aumentando suas chances de ingresso no ensino superior. Cerca de 105 mil estudantes paranaenses serão beneficiados pelo uso da plataforma.
“O Enem Paraná é mais uma demonstração de como o Governo do Estado investe em tecnologia e inovação com foco em melhorar ainda mais a qualidade do ensino paranaense”, afirma o secretário da Educação, Roni Miranda. “Queremos estimular o ensino para além da sala de aula”.
O conteúdo disponível no Enem Paraná está alinhado à Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e aborda os componentes curriculares da Formação Geral Básica. A plataforma oferece acesso on-line e off-line, por computador ou aplicativo no celular, garantindo que os estudantes possam estudar a qualquer momento.
O acesso ao Enem Paraná pelo computador pode ser feito pela página https://enempr.com.br/enemparana. Já por celular ou tablet, é necessário fazer o download do aplicativo nas lojas oficiais Android e iOS. Para utilizar a plataforma, basta clicar no botão "Acesso com Paraná" e fazer o login normalmente com a conta @escola.pr.gov.br.
APLICATIVOS – Além desse dispositivo, a Secretaria da Educação testa, em parceria com a Google, o uso da Plataforma LIA, focada em melhorar a capacidade de leitura de crianças, e de outra ferramenta para aperfeiçoamento da redação, proporcionando feedbacks automatizados e o aprimoramento das habilidades de escrita, desenvolvida para estudantes do 3º ano do ensino médio. O objetivo é disponibilizar para toda a rede a partir deste ano.
Outro recurso digital disponível na rede estadual é o Khanmigo, ferramenta de Inteligência Artificial para apoio no ensino da matemática. O sistema proporciona suporte individualizado aos alunos, respondendo dúvidas em tempo real e adaptando estratégias de ensino às necessidades específicas de cada estudante.
Estudantes da rede estadual também têm aulas de Inglês por meio da plataforma Inglês Paraná, que oferece um curso on-line completo de Língua Inglesa, além do ensino regular em sala de aula. Ele segue o Quadro Comum Europeu de Referências para Línguas (CEFR) e contempla as habilidades da BNCC e objetivos de aprendizagem previstos para cada etapa do nosso currículo.
Por - AEN
A Educação Profissional e Técnica (EPT) da rede de ensino do Paraná alcançou um marco histórico em 2025, com mais de 50 mil novos estudantes.
Esse número representa 39% dos alunos do 1º ano do Ensino Médio, que agora terão a oportunidade de concluir a educação básica simultaneamente à formação técnica, adquirindo competências alinhadas às demandas do mercado de trabalho.
O programa, disponível em todas as regiões do Estado, abrange mais de 45 cursos em áreas como saúde, tecnologia da informação, comunicação, processos industriais, gestão, entre outras e conta, atualmente, com mais de 123 mil estudantes matriculados.
Em relação a 2024, quando aproximadamente 42 mil estudantes ingressaram nos cursos técnicos da rede estadual, o número de matrículas cresceu quase 20% neste ano. A comparação com 2019 é ainda mais significativa: naquele ano, cerca de 14 mil alunos iniciaram na modalidade, enquanto em 2025 esse número ultrapassou 50 mil, representando um aumento superior a 200%.
“Atribuído a iniciativas estratégicas para expansão do programa, o aumento na oferta de cursos profissionalizantes representa um avanço significativo para a formação dos nossos jovens que, a partir do programa, ganham a chance de ingressar no mundo do trabalho ainda durante a formação”, comenta o secretário de Estado da Educação, Roni Miranda.
“A Educação Profissional é propulsora de oportunidades. Por meio dela, os estudantes podem conseguir se colocar no mundo do trabalho mais rápido e melhor preparados. Além disso, ela impulsiona também o ingresso ao ensino superior. É um ganha-ganha: o estudante se qualifica e tem mais oportunidades, e o setor produtivo pode contar com jovens mais preparados”, destaca.
MERCADO DO TRABALHO – Com o objetivo de ampliar a educação profissional, a Seed-PR vem promovendo, nos últimos anos, a atualização das matrizes e planos dos cursos técnicos integrados ao ensino médio.
A revisão envolveu a participação do setor produtivo, especialistas e coordenadores, com foco em adaptar os cursos às demandas do mercado de trabalho, elevando as chances de empregabilidade dos estudantes. Na ocasião, 20 cursos técnicos foram atualizados, incluindo Administração, Agronegócio, Desenvolvimento de Sistemas, Agropecuária, Hospedagem, Planejamento e Controle de Produção, Marketing, entre outros.
O processo de atualização foi viabilizado com objetivo de alinhar as competências exigidas pelo mercado com o conteúdo dos cursos. Esse esforço resultou em um aumento significativo no número de estagiários e aprendizes no Estado, com o número de contratos saltando de 5 mil em 2023 para 18.490 até junho de 2024.
“A ampliação da educação profissional tem sido acompanhada de perto, com a participação do setor produtivo e a constante busca pela qualidade dos cursos. A meta para 2025 é alcançar 41% de estudantes do ensino médio matriculados em cursos técnicos integrados, um crescimento significativo em relação aos 32% de 2024”, reforça Miranda.
MATERIAIS DIGITAIS – Com o objetivo de fortalecer a qualidade do ensino em todas as regiões do Estado, a Secretaria da Educação investiu no desenvolvimento e na implementação de materiais didáticos digitais. A estratégia envolveu a criação de conteúdos digitais adaptáveis, alinhados aos novos planos de curso, que garantem a uniformidade no ensino, independentemente da localidade da escola, desde a Capital até municípios menores.
O processo de elaboração dos conteúdos foi estruturado para subsidiar os docentes e coordenadores de curso, garantindo que todos os envolvidos no processo de ensino-aprendizagem estivessem preparados para ministrar os conteúdos de maneira eficiente. A adaptação não só facilitou a disseminação de conteúdos de qualidade, mas também possibilitou maior flexibilidade para o ensino, respeitando os diferentes ritmos e necessidades dos estudantes.
“A capacitação dos professores, em conjunto com esses recursos, assegura que os cursos técnicos oferecidos em toda a rede estadual atendam às exigências do mundo do trabalho, oferecendo aos alunos uma educação alinhada com as competências demandadas pelas empresas”, finaliza o secretário.
EPT – Desde 2019, o programa já atendeu mais de 250 mil estudantes, consolidando-se como um dos principais projetos educacionais do Paraná. Ele permite que os alunos combinem o ensino médio regular com uma formação técnica, abrangendo mais de 45 cursos em áreas como saúde, tecnologia da informação, comunicação, processos industriais, gestão, entre outras. Atualmente, a Educação Profissional no Paraná conta com mais de 123 mil estudantes.
Pr - AEN
O Paraná enviou ao Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e ao Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA) a
, com sugestão para serem liberados R$ 597,1 bilhões para cobrir as necessidades de crédito, investimentos e garantia aos produtores.Para a safra que se encerra em junho deste ano, o volume liberado pelo governo federal foi de R$ 475,5 bilhões.
A proposta paranaense, que já se tornou tradicional em todos os anos, é de que R$ 417 bilhões sejam destinados para créditos de custeio e comercialização e R$ 180,1 bilhões para investimentos.
Os agricultores enquadrados no Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) teriam acesso a R$ 90 bilhões, os do Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp) poderiam dispor de R$ 86 bilhões, e os restantes R$ 421 bilhões iriam para os demais agricultores.
O documento foi enviado na última sexta-feira (28) com a assinatura dos titulares dos órgãos representativos dos agropecuaristas estaduais que ajudaram na elaboração: Secretaria da Agricultura e do Abastecimento do Paraná (Seab), Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná - Iapar-Emater (IDR-Paraná), Federação da Agricultura (Faep), Federação dos Trabalhadores Rurais Agricultores Familiares do Estado do Paraná (Fetaep) e Sistema Ocepar.
“A proposta leva em conta os desafios que muitos produtores têm enfrentado especialmente diante de variações climáticas e volatilidade de preços observadas nas safras recentes”, afirmou o secretário estadual da Agricultura e do Abastecimento, Natalino Avance de Souza. “Os valores apresentados e as sugestões de como aplicá-los visam dar mais tranquilidade para o produtor fazer o que sabe, que é produzir alimento. As sugestões estão dentro da realidade vivida no campo”.
O
caminhado ao Ministério da Agricultura e Pecuária, com cópia para o Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar junto com as propostas, enfatizam os principais pontos a serem analisados no documento: “Destacam-se a necessidade de elevação do montante de recursos para custeio, comercialização e investimento, a necessidade de recomposição do orçamento para subvenção ao prêmio de seguro rural, promover o reequilíbrio do teto de renda bruta da agricultura familiar e um olhar especial sobre as taxas de juros, considerando o cenário econômico nacional”.O documento ainda ressalta a importância desses pontos. “As medidas apresentadas pelas entidades paranaenses são de caráter estratégico e contributivas à economia nacional. Buscam, efetivamente, colaborar para manutenção do crescimento da produção brasileira de alimentos de origem vegetal e animal, fator determinante para composição da cesta de índices que compõe o cálculo da inflação e a manutenção da segurança alimentar do país”, destaca o texto do ofício.
CUSTEIO E COMERCIALIZAÇÃO – O documento salienta que o financiamento de custeio possibilita a aquisição de insumos, como sementes, fertilizantes, defensivos e ração, garantindo que os produtores tenham os recursos necessários para cada safra. Já o crédito para comercialização viabiliza a estocagem e a venda da produção em momentos mais favoráveis do mercado, evitando a necessidade de negociações em períodos de preços baixos.
A proposta é de que sejam disponibilizados R$ 417 bilhões para essas duas atividades, sendo R$ 45 bilhões para Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), R$ 72 bilhões para o Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp) e R$ 300 bilhões para os demais produtores.
Os limites de contratação sugeridos são de R$ 400 mil para Pronaf, com taxa de 0,5% a 5,5% de juros ao ano. Para o Pronamp o limite seria de R$ 2 milhões, com juros de 7%, enquanto os demais produtores poderiam contratar até R$ 4 milhões, com 11% ao ano.
Também é proposta uma linha especial para os produtores de leite, com o objetivo de que eles possam reter as matrizes e adquirir alimentos para o plantel, “possibilitando que mantenham a capacidade produtiva mesmo em períodos de adversidade econômica”.
INVESTIMENTO – A proposta contempla a aplicação de R$ 180,1 bilhões para essa finalidade. As prioridades apresentadas pelas entidades do agronegócio paranaense são o Programa para Construção e Ampliação de Armazéns (PCA), que teria R$ 11,5 bilhões; o Programa de Financiamento à Agricultura Irrigada e ao Cultivo Protegido (Proirriga), com R$ 3 bilhões; o Programa de Incentivo à Inovação Tecnológica na Produção Agropecuária (Inovagro), com previsão de R$ 4,5 bilhões, e o Programa de Financiamento a Sistemas de Produção Agropecuária Sustentáveis (RenovAgro), com proposta de R$ 10 bilhões.
A sugestão é que esses programas listados como prioritários tenham taxas de juros pré-fixadas e juros menores, além de prazos para reembolso superiores aos demais programas de investimentos.
GESTÃO DE RISCO RURAL – Com objetivo de ter uma válvula para mitigar os impactos de condições climáticas adversas, pragas recorrentes e oscilações frequentes do mercado, a proposta é que seja prevista a liberação de R$ 4 bilhões para o Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR), criado para reduzir o custo da contratação do seguro rural, a partir do subsídio, dado pelo Estado, de parte do valor.
As entidades propõem, entre outras ações, alterações no Programa de Seguro Rural com vistas à inclusão de produtos, ampliação do tempo de cobertura, implementação de subvenção diferenciada para culturas predominantes em cada região, além de incluir condições de seguro de qualidade para cultura de inverno.
A proposta também inclui o fortalecimento do Monitor do Seguro Rural, com capacitação de técnicos, corretores e peritos, além de pedir recursos para que a Embrapa realize levantamentos e estudos técnicos para aprimorar o Zoneamento Agrícola de Risco Climático (ZARC).
Ainda em relação às consequências climáticas, o Estado sugere que os produtores rurais atingidos por adversidades sejam amparados com medidas emergenciais, como prorrogação de financiamentos de custeio por 12 meses, mantendo-se todas as condições acordadas, renegociação das operações de investimento que não puderem ser liquidadas, e acesso a novos créditos.
AGRICULTURA FAMILIAR – Para os agricultores familiares enquadrados no Pronaf, o documento propõe aumento no volume de recursos destinados ao custeio e comercialização de R$ 41 bilhões para R$ 45 bilhões e para investimento de R$ 35 bilhões para R$ 45 bilhões.
A sugestão é de que eles possam financiar até R$ 400 mil, tendo prazo de dez anos para reembolso, com dois anos de carência. Também há proposta de aumento de R$ 500 mil para R$ 750 mil na renda bruta de enquadramento do agricultor familiar (portador do Cadastro Nacional da Agricultura Familiar – CAF).
Para os pequenos produtores é sugerido também a simplificação nos procedimentos para acesso ao Programa de Garantia de Preços para Agricultura Familiar (PGPAF), assegurando a compensação financeira quando os preços de mercado dos produtos agrícolas ficam abaixo dos valores de referência estabelecidos pelo governo. “O programa funciona como um mecanismo de proteção da renda dos agricultores familiares, reduzindo os riscos da atividade e incentivando a permanência no campo”, diz o documento.
Por - AEN
O Paraná alcançou o maior número de mulheres no mercado de trabalho e a menor taxa de desocupação de sua história no 4º trimestre de 2024.
Dados da última Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) no fim de fevereiro, mostram que 2,663 milhões de mulheres estavam ocupadas no período, com uma taxa de desocupação de apenas 4,2%.
Os dados compilados pelo Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes) mostram que o número de mulheres ocupadas têm crescido constantemente no Estado. No 4º trimestre, foram 46 mil mulheres a mais no mercado de trabalho em relação ao mesmo período imediatamente anterior, quando 2,617 milhões estavam empregadas, melhor resultado da série histórica até então.
Esse índice vem crescendo desde o 4º trimestre de 2023, quando 2,567 milhões estavam no mercado de trabalho formal. Desde então, a cada trimestre esse número aumenta: 2,572 milhões no 1º trimestre de 2024; 2,575 milhões no 2º trimestre de 2024; 2,617 milhões no 3º trimestre de 2024; até os 2,663 milhões no 4º trimestre. Quando comparado ao 4º trimestre de 2023, o incremento foi de quase 100 mil vagas.
Como consequência desse aumento, a desocupação (desemprego) entre as mulheres alcançou a menor taxa da série histórica, iniciada em 2012, com 4,2%. O melhor resultado até então era um empate entre o 4º trimestre de 2013 e 4º trimestre de 2014, com uma taxa de 4,6%. Nestes mesmos períodos, o número de mulheres ocupadas era de 2,372 milhões e 2,331 milhões, respectivamente. Em 10 anos, 332 mil mulheres entraram no mercado de trabalho.
"São números que reforçam o grande momento do mercado de trabalho e o protagonismo das mulheres no Paraná. No começo da gestão criamos o Banco da Mulher Empreendedora, apostando nessa vertente, o que ajudou as empreendedoras. Além disso, a maioria das pessoas com ensino superior no Estado é formada por mulheres, e capacitação é a chave da empregabilidade", afirma o governador Carlos Massa Ratinho Junior.
Para o diretor-presidente do Ipardes, Jorge Callado, os bons indicadores são frutos do trabalho conjunto entre os setores público e privado. “Estes importantes números refletem de forma direta as políticas públicas do Governo do Estado, em especial as comandadas pelas secretarias da Mulher, Igualdade Racial e Pessoa Idosa e Trabalho, Qualificação e Renda, além da parceria com setores produtivos que têm valorizado e oportunizado para as mulheres postos mais estratégicos e com melhores remunerações”, afirmou.
A secretária da Mulher, Igualdade Racial e Pessoa Idosa, Leandre Dal Ponte, destacou que os dados refletem o impacto positivo na economia. “As mulheres têm conquistado cada vez mais espaço e se tornado protagonistas da sua vida profissional em diversos setores que contribuem com a economia no Estado”, ressaltou. “Mesmo com essa crescente, é importante continuarmos com a luta pela igualdade de gênero, permitindo que elas não tenham sua atuação limitada por outros fatores. Quando uma mulher prospera, a sociedade prospera e, consequentemente, a economia também”.
Para o secretário do Trabalho, Qualificação e Renda, Mauro Moraes, investimentos em políticas públicas e ações de empregabilidade têm contribuído para a inclusão do público feminino no mercado de trabalho. “O Paraná se consolida como referência nacional na geração de oportunidades para mulheres. Ao longo de 2024, mantivemos a liderança na empregabilidade feminina na região Sul, segundo o Caged, um reflexo do nosso compromisso com a igualdade de gênero no mercado de trabalho”, disse. “O resultado é um Paraná com mais oportunidades e igualdade para todas.”
RENDA – Outro recorte pesquisado pelo IBGE e levantado pelo Ipardes é sobre o rendimento médio real recebido pelas mulheres paranaenses, em relação ao trabalho principal. No 4º trimestre de 2024, elas receberam em média R$ 3.141, pouco menos que o maior valor registrado na série histórica, no 1º trimestre do mesmo ano, de R$ 3.253.
Dos 10 trimestres com melhor rendimento médio entre as mulheres, sete deles foram nos últimos seis anos. Além dos dois já citados em 2024, aparecem o 1º trimestre de 2019 (R$ 3.115), o 1º trimestre de 2020 (R$ 3.086), o 1º trimestre 2023 (R$ 3.036), o 3º trimestre 2024 (R$ 3.023) e o 2º trimestre 2024 (R$ 2.926).
DESEMPREGO – A PNAD Contínua apontou também o índice de 3,3% da população desocupada no Paraná no 4º trimestre de 2024, a menor taxa de desemprego da história. O índice recorde foi alcançado após o Paraná registrar uma redução de 0,7% na taxa de desocupação em relação ao terceiro trimestre de 2024, a maior queda trimestral no índice em todo o Brasil, ao lado de Minas Gerais.
Confira
os comparativos entre os trimestres da série histórica em relação a ocupação, desocupação e rendimento real recebido pelas mulheres.
Por - AEN