PCPR destrói 300 mil garrafas em operação contra bebidas irregulares em Curitiba e RMC

A Polícia Civil do Paraná (PCPR) desarticulou um esquema de comércio irregular de embalagens de bebidas importadas nesta terça-feira (7).

A operação resultou na apreensão de aproximadamente 300 mil garrafas e na prisão de dois homens por crimes contra o consumidor. A ação contou com apoio do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) e da Vigilância Sanitária de Curitiba.

Ao todo, foram localizadas e destruídas em Curitiba, no bairro Tatuquara, cerca de 65 mil garrafas de vodca, 50 mil de uísque e 5 mil de gin importado. Além disso, 100 litros de cachaça artesanal irregular foram descartados e 71 garrafas de bebidas diversas foram apreendidas em Araucária.

Segundo o delegado Fabiano Oliveira, 100 mil garrafas foram totalmente destruídas e outras 200 mil inutilizadas, totalizando 300 mil unidades retiradas da possibilidade de comercialização. “A ação teve por objetivo evitar o comércio clandestino dessas garrafas, que podem ser utilizadas por falsificadores para a comercialização de bebidas adulteradas, pondo em risco a saúde e a vida”, explicou Oliveira.

O delegado destaca que garrafas vazias de bebidas importadas são frequentemente reutilizadas por grupos criminosos especializados em adulteração. Esses indivíduos envasam produtos de baixa qualidade em embalagens originais e os revendem como bebidas legítimas.

Diante dos fatos, a Vigilância Sanitária de Curitiba interditou o local onde era feita a lavagem das garrafas. Em diligências complementares, realizadas em São José dos Pinhais e Araucária, um comerciante foi flagrado comercializando bebidas alcoólicas sem rótulo, por meio de fracionamento e envasamento irregular.

As amostras das bebidas apreendidas serão encaminhadas pelo MAPA ao laboratório da Universidade Federal do Paraná (UFPR) para análise. O comerciante responderá por crime contra o consumidor. Os dois homens foram encaminhados ao sistema penitenciário.

CASOS NO PARANÁ – A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) atualizou nesta quarta-feira (8) as informações sobre os casos suspeitos e confirmados de intoxicação por metanol. Até o momento, três casos foram confirmados no Paraná, todos em Curitiba — pacientes do sexo masculino, de 36, 60 e 71 anos, que permanecem internados e recebem acompanhamento médico especializado. Há outros cinco casos em investigação.

A pasta orienta que as pessoas que apresentarem sintomas como dor de cabeça intensa, tontura, náusea, confusão mental ou visão turva procurem imediatamente um serviço de saúde. Os casos suspeitos devem ser notificados à rede de Centros de Informação e Assistência Toxicológica (CIATox) do Paraná, que prestam suporte clínico e orientações:

CIATox Curitiba: 0800 041 0148

CIATox Londrina: (43) 3371-2244

CIATox Maringá: (44) 3011-9127

CIATox Cascavel: (45) 3321-5261

 

 

 

 

 

 

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 Estado compra 424 ampolas de antídoto contra metanol; Paraná tem três novas suspeitas

A Secretaria de Estado da Saúde do Paraná (Sesa) atualizou, nesta quarta-feira (8), as informações sobre os casos suspeitos e confirmados de intoxicação por metanol após ingestão de bebidas alcoólicas no Estado. Três novos casos são considerados suspeitos. Um homem de 30 anos e uma mulher de 17, residentes de Curitiba, e um homem de 20 anos, residente de Piên (Região Metropolitana de Curitiba). Todos estão internados em serviços de saúde e alegam ter ingerido bebida alcoólica.

O Paraná segue com três casos diagnosticados. Todos os pacientes (homens de 36, 60 e 71 anos, residentes na Capital) permanecem internados, recebem acompanhamento médico especializado e apresentam melhoras

Seguem em análise outros dois casos: um de Maringá (homem de 27 anos, internado em um serviço de saúde da região) e outro de Toledo (homem de 27 anos, também hospitalizado). Ambos aguardam o resultado dos exames laboratoriais. A Sesa descartou as notificações de Ponta Grossa, Foz do Iguaçu e Cruzeiro do Oeste.

ANTÍDOTO – O secretário de Estado da Saúde, Beto Preto, confirmou que o Paraná realizou a compra de 424 ampolas de etanol farmacêutico, que devem ser entregues ao Estado na próxima semana, e alertou que o momento é de cuidado, mas não de pânico.

“Volto a pedir bastante tranquilidade. Não se trata de criar um clima de celeuma, não vou vender informação de pânico. Quem for utilizar de bebida destilada que olhe a garrafa, pergunte quando foi aberta, o prazo de validade. Todos os detalhes que faríamos em qualquer supermercado se fossemos comprar qualquer perecível temos que ter também com a bebida alcoólica”, disse.

A Sesa já emitiu uma nota técnica para todas as Regionais de Saúde alertando sobre monitoramento e necessidade de alerta compulsório. Todos os casos suspeitos são notificados no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), do Ministério da Saúde, e comunicados de forma imediata para a Vigilância Municipal em Saúde.

O Ministério da Saúde enviou ao Paraná 360 ampolas do antídoto utilizado no tratamento de intoxicações por metanol, que consiste em etanol farmacêutico. O produto é encaminhado diretamente ao hospital que está atendendo o caso notificado pelo Estado ao Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (CIEVS) nacional.

Cada caso é avaliado individualmente, com base em critérios clínicos e laboratoriais, para definir a quantidade necessária de antídoto. O protocolo prevê uma dose inicial, chamada de “dose de ataque”, calculada conforme o peso do paciente, e uma dose de manutenção, que pode se estender de algumas horas até 24 horas.

Em situações graves, por exemplo, um paciente de 100 quilos com necessidade de manutenção por 24 horas pode requerer até 100 ampolas em um único tratamento. Por esse motivo, não é possível determinar previamente a quantidade exata de antídoto utilizada em cada caso, já que o cálculo depende de parâmetros clínicos, laboratoriais e da resposta individual do paciente.

Três pacientes do Paraná já receberam o antídoto. O Estado aguarda um novo envio do medicamento por parte do governo federal.

SINTOMAS E SINAIS DE ALERTA – Nesse momento é importante prestar atenção aos sintomas. Não é possível identificar o metanol na bebida apenas pelo cheiro ou sabor, pois ele não altera significativamente as características sensoriais.

Os principais sintomas devido à intoxicação por metanol podem aparecer entre 12h e 24h após a ingestão da substância. Neste momento em que há uma alta nas notificações, é importante redobrar a atenção porque os sinais se associam aos de uma ressaca comum: dor abdominal, visão adulterada, confusão mental e náusea.

Sintomas iniciais (6 a 24 horas após a ingestão)

- Dor de cabeça (cefaleia).

- Náuseas e vômitos.

- Sonolência e falta de coordenação (semelhante a uma forte embriaguez ou ressaca grave).

- Tontura e confusão mental.

Sintomas graves e tardios (após 24 horas)

- Dor abdominal intensa: um sinal de alerta de emergência.

- Alterações visuais: visão turva, fotofobia (sensibilidade à luz), visão embaçada, percepção de “campo nevado” ou pontos escuros e, em casos graves, cegueira repentina em ambos os olhos.

- Dificuldade respiratória e hiperventilação.

- Convulsões e coma.

ATENDIMENTO – A Sesa orienta que, em casos de sintomas, os pacientes devem procurar um serviço de saúde imediatamente. Todos os casos suspeitos de intoxicação por metanol devem ser reportados e discutidos com um dos quatro Centros de Informação e Assistência Toxicológica do Paraná, que vão orientar sobre a conduta clínica e notificar imediatamente a Sesa por meio da Rede CIATox do Paraná.

- CIATox Curitiba: 0800 041 0148

- CIATox Londrina: (43) 3371-2244

- CIATox Maringá: (44) 3011-9127

- CIATox Cascavel: (45) 3321-5261

MEDIDAS DE PREVENÇÃO – A Sesa orienta que a população tome alguns cuidados ao ingerir bebidas alcoólicas:

- Adquira bebidas apenas de estabelecimentos confiáveis.

- Fique atento a preços muito abaixo do normal.

- Verifique se o líquido contém partículas ou impurezas, que podem ser indicativos de contaminação.

- Confira se o lacre está intacto. Lacres rompidos ou tortos são pontos de atenção.

- Desconfie de rótulos mal aplicados, com erros de ortografia ou informações borradas, que podem indicar falsificação.

- Procure o registro do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) na embalagem.

- Em destilados, confira o selo do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), geralmente colocado próximo à tampa. A ausência pode indicar que a bebida não passou pela fiscalização brasileira.

- Ao adquirir bebidas alcoólicas para comercialização, os estabelecimentos devem exigir a nota fiscal de seus fornecedores, garantindo a procedência e a rastreabilidade das bebidas.

- Em caso de suspeita de intoxicação, o paciente deve procurar o serviço de saúde o mais rápido possível.

 

 

 

 

 

 

 

 

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 Paraná isenta ICMS de remédio para hipertensão e outras doenças cardiovasculares

O Governo do Paraná vai isentar o Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) de um popular medicamento utilizado para o tratamento de hipertensão e outras doenças cardiovasculares.

O Decreto nº 11.402, encaminhado nesta terça-feira (07) à Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), zera o tributo sobre o succinato de metoprolol, trazendo um alívio ao bolso dos paranaenses que dependem do remédio.

O medicamento é um betabloqueador que diminui a frequência cardíaca e a força de contração, sendo usado principalmente para pacientes com arritmias ou que sofreram infarto.  A isenção é válida para os comprimidos de 25 mg, 50 mg e 100 mg.

De acordo com o texto, a medida passa a valer a partir do próximo dia 1º de janeiro, conforme determinado pelo Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz). 

Para o secretário de Estado da Fazenda, Norberto Ortigara, a isenção do ICMS é um alívio para o bolso das famílias. “Trata-se de uma redução da carga tributária sobre um medicamento usado em uma doença cada vez mais recorrente em toda a população. É uma isenção importante que certamente vai impactar a vida de milhões de paranaenses”, celebra. 

Dados da Pesquisa Nacional de Saúde, do Ministério da Saúde, apontam que 23% da população do Paraná é hipertensa – ou seja, quase um a cada quatro paranaenses. Segundo a Secretaria de Estado da Saúde, o número de atendimentos relacionados à hipertensão na Atenção Primária no Paraná cresceu mais de 500% entre 2019 e 2023, saltando de 868 mil atendimentos para 4,5 milhões.

 

 

 

 

 

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 0 a 12 anos: Opera Paraná alcança 113 mil procedimentos em crianças desde 2022

Neste mês de outubro, em que se celebra a infância, o Governo do Estado reforça o compromisso com o cuidado e o fortalecimento da rede materno-infantil.

Entre as estratégias adotadas, o programa Opera Paraná tem se destacado na assistência cirúrgica pediátrica, garantindo que milhares de crianças tivessem acesso a procedimentos essenciais com mais agilidade nos últimos anos. Programa do Governo do Paraná, desenvolvido pela Secretaria da Saúde (Sesa), o Opera Paraná amplia o acesso a cirurgias eletivas no Sistema Único de Saúde (SUS), e reduz as filas de espera. 

De acordo com levantamento da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), o número de cirurgias realizadas em crianças de zero a 12 anos cresceu de forma significativa desde o início do programa, em 2022. Naquele ano, a média mensal foi de 2.003 cirurgias, totalizando 24.039 nos 12 meses. Em 2023, o número de procedimentos passou para 29.810 e, em 2024, para 35.301. Ou seja, foram 89.150 em três anos. De janeiro até julho de 2025 foram realizados 24.308 procedimentos cirúrgicos - 3.472 por mês. Esse resultado nunca havia sido alcançado.

“O Governo do Estado tem um compromisso permanente com o cuidado e o fortalecimento da rede materno-infantil. O Opera Paraná é um exemplo desse trabalho, ampliando o acesso a cirurgias pediátricas e garantindo que mais crianças sejam atendidas com segurança e no tempo certo. Cada resultado representa mais saúde e mais qualidade de vida para as famílias paranaenses”, ressalta o secretário estadual da Saúde, Beto Preto.

Entre os procedimentos mais realizados em crianças pelo programa Opera Paraná estão aqueles voltados à correção de condições comuns da infância que, quando não tratadas, podem comprometer o desenvolvimento, a respiração e o bem-estar. Destacam-se as cirurgias de amígdalas e adenoide, indicadas para melhorar a respiração e a qualidade do sono; postectomia (fimose), que corrige alterações no prepúcio; e hérnias umbilicais e inguinais, frequentes na infância e quando tratadas precocemente evitam complicações.

Isabela Miola, de 11 anos, residente no município de Dois Vizinhos, no Sudoeste do Paraná, realizou um desses procedimentos. Em 29 de maio, passou por uma cirurgia de amígdalas e adenoide. A mãe, Marizete Lemes do Amaral, contou que foi uma cirurgia rápida. “Correu tudo bem, as enfermeiras, os médicos foram muito queridos e atenciosos. Tanto antes, como depois da cirurgia. Em nenhum momento ela ficou com medo. A recuperação demorou um pouquinho, talvez pela idade dela. Em alguns meses resolvemos o problema”, contou a mãe de Isabela.

INVESTIMENTOS – Lançado em 2022, o Opera Paraná recebe recursos financeiros significativos e tem promovido um aumento expressivo no número de procedimentos realizados no Estado. O programa conta com um investimento de mais de R$ 1,3 bilhão do Governo do Estado, por meio da Sesa.

A iniciativa já passou por duas fases importantes: a primeira com aporte de R$ 378 milhões, resultando em aumento de 47% no número de cirurgias de 2021 para 2022 no geral; e a segunda, com R$ 580 milhões, garantindo crescimento adicional de 20% entre 2022 e 2023. Os procedimentos cirúrgicos são realizados por hospitais estaduais, municipais e contratualizados.  

Em março deste ano, durante o evento Saúde em Movimento, em Foz do Iguaçu, o governador Carlos Massa Ratinho Junior anunciou mais R$ 350 milhões para a terceira fase do programa.

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 Paraná adere a convênio que concede isenção do ICMS para queijo, requeijão e doce de leite

Na busca de valorizar ainda mais a identidade cultural do campo e fomentar a produção artesanal local dos produtores rurais, o Governo do Estado, por meio da Secretaria da Fazenda, aderiu ao Convênio ICMS 181/2019, que concede isenção do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) nas vendas internas de queijo, requeijão e doce de leite no Paraná.

A medida, aprovada na última semana pelo Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), durante a Semana Fazendária do Rio Grande do Sul, atende a uma antiga reivindicação dos pequenos produtores e coloca o Paraná em igualdade de condições com estados como São Paulo, Santa Catarina, Mato Grosso do Sul e Minas Gerais, que já haviam adotado o benefício fiscal.

Com a isenção, o objetivo é ampliar a competitividade e garantir que o consumidor paranaense reconheça e valorize os produtos feitos com técnicas tradicionais, que preservam o sabor e a cultura regional.

O secretário estadual da Fazenda, Norberto Ortigara, destacou o impacto social da medida ao afirmar que, mais do que uma questão econômica, essa decisão é um reconhecimento ao esforço e à dedicação dos produtores rurais que mantêm viva a tradição do campo. “Cada queijo, cada pote de doce de leite ou requeijão artesanal carrega a história de uma família, o cuidado na produção e o sabor da nossa identidade cultural”, disse.

Com a adesão ao convênio, a proposta seguirá para os trâmites na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), onde deverá ser convertida em lei estadual para que a medida entre em vigor em breve.

De acordo com a legislação, são considerados produtos artesanais aqueles elaborados com predominância de matéria-prima de origem animal, de produção própria ou de origem determinada, resultantes de técnicas exclusivamente manuais e submetidos à inspeção oficial. O benefício fiscal será concedido para produtores com faturamento anual de até R$ 360 mil nas operações previstas.

A diretora da Receita Estadual, Suzane Gambeta, afirmou que a adesão representa um avanço importante para a economia local e para o reconhecimento desses produtos no mercado. Segundo ela, essa isenção vem para equilibrar as condições de competição e, principalmente, valorizar quem produz. “É uma forma de o Estado apoiar o pequeno produtor, incentivando o consumo de produtos genuinamente paranaenses e fortalecendo as economias regionais”.

COMPROMISSO – Com iniciativas como essa, o Paraná reafirma seu compromisso em apoiar quem vive do trabalho no campo. Outra ação que reforça esse compromisso foi a prorrogação do prazo para a adoção da Nota Fiscal do Produtor Eletrônica (NFP-e), concedido pela Fazenda. A medida, anunciada anteriormente, prorrogou até 5 de janeiro de 2026 para que agricultores e pequenos pecuaristas se adequem ao sistema digital, uma transição que traz mais praticidade e agilidade ao dia a dia do produtor.

Com a NFP-e, o documento fiscal pode ser emitido de qualquer lugar com acesso à internet, reduzindo erros de escrituração e eliminando a necessidade de deslocamentos até as prefeituras.

 

 

 

 

 

 

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