IAT orienta população sobre como agir ao avistar onças em perímetros urbanos

Três das maiores cidades do Paraná – Londrina (Norte), Toledo (Oeste) e Colombo (Região Metropolitana de Curitiba) –, têm em comum o aparecimento recente de onças no perímetro urbano.

A notícia boa é que os animais, em risco de extinção, continuam a habitar o Paraná, sinal da recuperação ambiental em curso no Estado. Mas, em paralelo, a presença dos felinos gera preocupação à população, que não sabe como agir.

Órgão responsável pelo cuidado com a fauna silvestre do Paraná, o Instituto Água e Terra (IAT) reforça o pedido para que se evite qualquer tipo de contato com animais. Invariavelmente, a onça voltará para o seu habitat. Ainda assim, explica o biólogo do órgão ambiental, Mauro Britto, o indicativo é acionar o IAT, seja pelas regionais ou por meio do telefone do setor de fauna (41) 9-9554-0553.

São os técnicos que farão o manejo correto do animal. “Por mais boa intenção que se tenha, não é permitido que se faça arapucas, armadilhas ou coisas assim. Isso pode ser enquadrado como crime ambiental, passível de processo e multa. Pedimos para que, quando de encontrar um animal de grande porte, acione o IAT imediatamente”, destaca o biólogo.

Mauro Britto explica que, na área rural, predadores naturais, como as onças, costumam ser vistos como “animais que geram prejuízo”, mas a afirmação não é verdadeira. O biólogo cita que o número de situações envolvendo esses animais silvestres é muito inferior quando se comparado a baixas que ocorrem comumente em propriedades rurais, como atolamento de animais na lama, doenças infecciosas, desnutrição ou acidentes de manejo.

“Vale lembrar que as orientações para a prevenção a ataque de predadores inclui também um melhor manejo da propriedade, oferecendo maior segurança ao proprietário rural e ao animal, como a instalação de luzes e alarmes”, afirma Britto.

Para mais informações, o IAT indica o Guia Orientativo de Prevenção à Presença ou Ataque de Onças .

 

 

 

 

 

 

 

 

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 65 mil profissionais da rede estadual participam do planejamento do 2º semestre

Diretores, professores, equipes pedagógicas e colaboradores das escolas estaduais participam nesta segunda e terça-feira (22 e 23) do Período de Estudo e Planejamento do segundo semestre letivo, que começa quarta-feira (24).

O evento é realizado pela secretaria estadual da Educação com o objetivo de consolidar as diretrizes educacionais, estabelecer as metas de aprendizagem e integrar as equipes das escolas. A ação abrange os trabalhos a serem desenvolvidos nos próximos meses. Participam, em suas respectivas unidades, mais de 65 mil professores, diretores e colaboradores das mais de 2 mil escolas estaduais de todo o Paraná.

O secretário estadual da Educação, Roni Miranda esteve na abertura das atividades no Colégio Estadual Cívico-Militar Pinheiro do Paraná, no bairro Santa Felicidade, em Curitiba. Ele reuniu-se com as equipes pedagógicas da escola para um panorama da comunidade escolar e a projeção das próximas estratégias educacionais a serem implementadas até o fim do ano. “É momento de aprimorar as bem-sucedidas ações já viabilizadas nas escolas do Paraná, dando continuidade ao trabalho desenvolvido até aqui. O período é também excelente oportunidade de diálogo entre pares, permitindo a diretores, professores, pedagogos e colaboradores, analisar possíveis lacunas e alinhar expectativas em relação ao semestre”, afirmou.

Entre os temas levantados durante o encontro, a segunda etapa da aplicação da Prova Paraná, agendada para os dias 21 e 22 de agosto, foi destaque. “A Prova Paraná permite o levantamento de dados valiosos sobre a aprendizagem dos nossos alunos. Os resultados trazem subsídios para a definição de ações de apoio pedagógico aos Núcleos Regionais e secretarias municipais de Educação e Escolas. Por isso, a participação de toda a comunidade escolar na realização da avaliação é fundamental”, enfatizou Miranda.  

Ele também lembrou a aplicação da Prova Paraná Mais, que deve acontecer entre outubro e dezembro. Voltada aos alunos do 3º ano do ensino médio, a partir deste ano, a avaliação passa a ser também instrumento para o ingresso ao ensino superior nas universidades estaduais, junto com o vestibular e outros processos de seleção. 

COMBATE AO BULLYING – Com uma abordagem proativa, o combate ao bullying também esteve entre as diretrizes pedagógicas a serem reforçadas no próximo semestre. O secretário da Educação afirmou que reforçar políticas claras contra o bullying e estabelecer canais de comunicação abertos entre alunos, pais e educadores permitem às escolas identificarem e intervirem precocemente nessas situações, reduzindo seu impacto negativo.

Para orientar as equipes pedagógicas, a cartilha Paraná Sem Bullying, da Secretaria da Educação, foi utilizada como material de apoio. No documento, orientações claras ajudam professores, diretores e colaboradores a identificar situações no ambiente escolar, sugerindo metodologias de escuta ativa como estratégia para minimizar essa forma de violência.

OUTRAS INICIATIVAS  Além dos estudantes, os professores também foram pauta durante o encontro. Segundo Roni Miranda, importantes iniciativas que começaram a ser implementadas no primeiro semestre terão continuidade nos próximos meses, como o chamamento de professores aprovados no último concurso público, de junho de 2023, para composição do Quadro Próprio do Magistério (QPM). 

“Em maio deste ano, o governador Carlos Massa Ratinho Junior assinou o decreto de nomeação de 1.106 professores e pedagogos que, desde então, vêm sendo chamados para reforçar a rede estadual de ensino em todas as regiões do Estado. São professores de Educação Física, História, Química, Língua Portuguesa, Geografia, Física, Língua Inglesa, Matemática, Sociologia, Filosofia, Arte, Biologia e Ciências. No segundo semestre, daremos continuidade a estes chamamentos, tendo em vista reforçar ainda mais o quadro de docentes da rede estadual”, destacou.

Outras ações, como o Ganhando o Mundo Diretor, que está na primeira edição, e o Ganhando o Mundo Professores, também foram trazidas à pauta. “Tivemos alegria em proporcionar a 96 professores da rede a oportunidade de participarem da primeira edição do Ganhando o Mundo Professores, em um programa de formação continuada no Canadá e na Finlândia, países de referência em termos educacionais", disse o secretário.

Ele destacou que nos próximos meses 100 diretores terão a mesma oportunidade. O objetivo é expandir os programas de intercâmbio para profissionais da rede, possibilitando a um número ainda maior de docentes a chance de fortalecerem seus currículos e consequentemente, a qualidade da educação no Paraná.

 

 

 

 

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 Bombeiros prestaram mais de 63 mil atendimentos no 1º semestre; incêndios cresceram

O Corpo de Bombeiros Militar do Paraná (CBMPR) atendeu a 63.113 ocorrências no primeiro semestre de 2024.

Embora o maior número de chamadas seja referente a acidentes de trânsito e atendimentos pré-hospitalares, o dado que mais chama a atenção neste ano é o de incêndios. Ao todo, nos primeiros seis meses de 2024, o efetivo já foi mobilizado 9.942 vezes para esse tipo de atividade em todo o estado. O aumento é de quase 60% em relação ao ano anterior, quando foram registrados 6.235 ocorrências de incêndios.

Essa estatística alcançou patamar tão elevado devido aos incêndios em vegetação, que chegaram a 5.904 no primeiro semestre - haviam sido 2.673 no ano passado, ou seja, uma disparada de 133%. O número é ainda mais preocupante considerando que os meses com maior incidência de incêndios florestais ainda estão por vir - historicamente, o período entre julho e setembro. Em 2024, há ainda um fator extra: o La Niña, fenômeno que deixa o clima mais seco, propiciando o aparecimento de focos de calor e, consequentemente, incêndios. As últimas projeções indicam que ele ocorrerá, desta vez, nos meses de agosto, setembro e outubro.

“Esses números servem de alerta para o Corpo de Bombeiros para que a gente perceba que os incêndios tendem a aumentar em 2024, principalmente em comparação com o ano passado. Pelos números já é possível identificar essa crescente”, afirmou a capitã Luisiana Cavalca Guimarães, membro da Câmara Técnica de Prevenção e Combate a Incêndios Florestais do CBMPR. 

“Com isso, o Corpo de Bombeiros se prepara para o atendimento a essas ocorrências, mas também atua na prevenção, conscientizando a população para que tenham atitudes de prevenção a incêndios florestais, com campanhas preventivas, preparação da tropa, de materiais, de viaturas e organizando guarnições extras para esses atendimentos”, complementou.

Para fazer frente a esse problema, o CBMPR promove anualmente a Operação Quati João, que trata do combate aos incêndios florestais. Esse programa já está em andamento, tendo sido realizadas capacitações de cadetes e bombeiros militares para a atuação nesse tipo de ocorrência, além de reuniões periódicas para acompanhamento do cenário e definição das estratégias a serem adotadas.

DEMAIS OCORRÊNCIAS - Outra preocupação recorrente da Corporação é com os acidentes de trânsito, mais uma vez no topo da quantidade de ocorrências. No primeiro semestre deste ano, foram atendidas 23.050 situações dessa natureza, contra 21.230 do mesmo período de 2023 - aumento de 8%. As colisões respondem por cerca de 60% do total dos chamados desse tipo: 13.731.

O segundo lugar no ranking de ocorrências atendidas é ocupado pelos atendimentos pré-hospitalares (APH). Foram 20.112 ações de socorro médico entre janeiro e junho, o que significa 20% de aumento em relação ao mesmo momento de 2023 - 16.794. As operações de busca e salvamento também têm espaço relevante nas atividades dos bombeiros paranaenses. Elas somaram 7.482 ocorrências no primeiro semestre de 2024, representando praticamente 11% das ações realizadas. Foram registradas ainda 63 atuações em desastres neste ano.

AUMENTO DE ESTRUTURA - Com números em crescimento, o Corpo de Bombeiros segue reforçando sua estrutura, com apoio do governo do estado. Neste ano, já foram inauguradas três unidades de Bombeiro Integrado, nas cidades de Ibaiti, Manoel Ribas e Mauá da Serra. Esses quartéis funcionam mesclando bombeiros militares e agentes da Defesa Civil, contratados pelos municípios, aumentando a capacidade de resposta nessas localidades.

No início de junho, também foram incorporadas 37 novas viaturas para a frota, sendo 14 ambulâncias para o Siate, 8 caminhões Auto Bomba Tanque Resgate (ABTR) para combate a incêndios ou para salvamentos, além de 16 veículos leves destinados aos trabalhos de fiscalização e prevenção.

ATUAÇÃO NO RIO GRANDE DO SUL - Além do atendimento às emergências dentro do território paranaense, o CBMPR também se destacou neste início de ano fora de suas divisas. Seis equipes da Força-Tarefa para Resposta a Desastres foram enviadas para o Rio Grande do Sul durante a maior tragédia natural daquele estado, em maio. Cerca de 120 integrantes desse grupo se alternaram, a cada 7 ou 10 dias, tendo fornecido apoio em resgates, buscas e salvamentos, ajuda comunitária, transporte de médicos e militares, entre outros serviços emergenciais, durante 52 dias. Os bombeiros do Paraná salvaram 1,5 mil vidas, entre pessoas e animais, durante essa operação.

 

 

 

 

 

 

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 Batalhão de Polícia Ambiental apreende 933 quilos de maconha em Umuarama

A Polícia Militar Ambiental Força Verde, da PMPR, em conjunto com a Polícia Ambiental do Mato Grosso do Sul, apreendeu no sábado (20), em Umuarama, no Noroeste do Paraná, 933,85 quilos de maconha.

A ação fez parte da Operação Protetor das Divisas e Fronteiras. A droga foi apreendida durante patrulhamento aquático pelo Rio Paraná, no Parque Nacional de Ilha Grande, nas proximidades do Porto Camargo. Os tablets da substância foram encontrados escondidos em meio a vegetação.

"As equipes faziam patrulhamento preventivo na região do Parque Nacional de Ilha Grande quando foi localizado uma grande quantidade de droga e após todos os trâmites necessários foi confirmada a quantidade da droga", explicou o 1º tenente da Polícia Militar Ambiental, Guilherme Britto Schnaider.

Coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública e realizada nas fronteiras e divisas dos estados e fronteiras do Brasil com outros países, a Operação Protetor tem como objetivo desarticular grupos criminosos e reduzir a circulação de drogas, principalmente em rota de contrabando de mercadorias ilícitas. 

COMBATE AO TRÁFICO - Em outra ação policial, também no sábado (20) o Batalhão de Polícia de Rondas Ostensivas de natureza especial (Bprone), , da PMPR, desarticulou uma estufa clandestina de produção de maconha, localizada em uma chácara na cidade de Campina Grande do Sul. Um homem foi detidono local. 

Dentro da estrutura adaptada para o cultivo foram descobertos 519 pés de maconha em diferentes estágios de amadurecimento, além de 160g de capulho (droga ainda sem ser prensada), indicativo da atividade ilegal no local. 

 

 

 

 

 

 

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 Com apoio do IDR-PR, abelhas produzem mel e aumentam produção de grãos no Noroeste

No sítio Roda d’Água, localizado na região Noroeste do Paraná, o cultivo de grãos convive harmoniosamente com a apicultura.

Cerca de 80 colmeias são mantidas nas áreas de preservação da propriedade, no município de Floresta, e fazem parte de uma antiga tradição da família Jung. O que para muitos produtores parece impossível, manter as abelhas e cultivar soja ou milho, se transformou num diferencial. Hoje as abelhas se transformaram em aliadas dos produtores.

Além de produzirem mel, elas são responsáveis por um aumento considerável da produção de grãos. A prática mostra, e a pesquisa comprova, que o manejo adequado das lavouras traz benefícios tanto ambientais quanto econômicos para o produtor.

Até os anos 1970 o sítio Roda d’Àgua, pertencente a João Jung, era ocupado com o plantio de café, e os filhos, Antônio e João Filho, mantinham algumas colmeias na propriedade. Depois da grande geada negra, em 1975, que comprometeu o cafezal, os proprietários deram início ao plantio de soja e decidiram manter as abelhas. Para alimentar as colmeias eles contavam com dois alqueires de mata nativa preservada e 59 alqueires dedicados às lavouras.

O manejo era feito de forma intuitiva, evitando aplicar agrotóxico quando as abelhas estavam procurando pólen no campo ou retirando as colmeias de áreas expostas a produtos químicos. Na década de 1990 um extensionista da Emater, hoje IDR-Paraná, deu algumas orientações para que os produtores melhorassem o manejo das abelhas.

Na ordem natural de sucessão familiar, a propriedade passou a ser administrada pelos filhos do João, que levaram adiante o trabalho com as abelhas. Em seguida, seria a vez da terceira geração. Lígia e Paulo, filhos do Antônio, passaram a administrar a propriedade com o pai, já que o tio falecera. Neste tempo o consórcio abelhas-grãos foi aprimorado.

Lígia Jung, formada em Agronomia pela Universidade Estadual de Maringá (UEM), lembra que a prática mostrava que havia algo acontecendo nas áreas próximas das colmeias. “Começamos a perceber que colhíamos bastante mel na época da florada da soja. Notamos que na beirada dos apiários a produção de soja era maior. A gente sentia que a colheitadeira ficava mais pesada”, afirma.

Segundo ela, a partir dessa observação eles perceberam que havia uma relação muito boa entre as abelhas e a soja. “Decidimos cuidar dessa parte técnica, porque estava um ajudando o outro. A gente estava colhendo mais soja e mais mel”, acrescenta a produtora. Não demorou para que Décio Gazzoni, pesquisador da Embrapa Soja, que desenvolvia um estudo sobre esse consórcio, viesse à propriedade para confirmar os dados a partir dos resultados obtidos pela observação dos produtores.

De acordo com Eduardo Mazzuchelli, coordenador regional de Lavouras do IDR-Paraná, de Maringá, já se sabia que a abelha aumentava a produtividade da soja, mas até pouco tempo atrás não havia uma avaliação oficial do impacto das colmeias nas lavouras.

“As pesquisas da Embrapa mostraram que, apesar de a soja ser uma planta com flores autofecundantes (quando as flores recebem seu próprio pólen ou o pólen de outras flores da mesma planta), as abelhas aumentam a produtividade. As vagens que normalmente produzem três grãos de soja, com as abelhas passam a ter 4 ou 5 grãos, e com isso há um incremento médio na produtividade em torno de 13%”, afirma.

Na propriedade da família Jung são mantidas colmeias com abelhas europa e espécies nativas, sem ferrão. Atualmente as colmeias produzem 2 mil quilos de mel que representam 20% da renda da propriedade. As abelhas garantem o pagamento das despesas da casa da família quando a soja não tem bom preço. Os produtores já têm uma marca, Mel Floresta, com registro no SIM (Sistema de Inspeção Municipal) e entregam mel para a clientela da região. O mel é tipificado como silvestre, já que as abelhas coletam pólen das flores da soja e de outras plantas nativas no restante do ano.

Manter colmeias em uma área com soja nem sempre é fácil. Em 2009 os proprietários perderam 50% das colmeias, em virtude da deriva de agrotóxicos de outras propriedades. Lígia afirmou que ela só insistiu com as colmeias porque já tinha uma marca regional de mel e não dava para perder esse patrimônio. “São anos brigando por isso, trabalhando com a apicultura. Falando que as abelhas não prejudicam a soja, só vêm agregar. Hoje a pesquisa já fala que essa parceria dá certo”, ressalta.

Toda a família Jung está envolvida nesse trabalho. Antônio e os filhos, Lígia e Paulo, cuidam da lavoura. A matriarca, Albertina Ambiel Jung, é responsável pela agroindústria que processa o mel e pelo manejo das colmeias, juntamente com Antônio e Lígia.

Eduardo Mazzuchelli observa que o papel do IDR-Paraná, atualmente, é fazer com que outros produtores adotem esse modelo, divulgando as vantagens do consórcio abelhas-grãos. No ano passado a propriedade ganhou o prêmio Orgulho da Terra. Para Lígia foi uma vitória.

“Foi um presente. A gente fala que dá para trabalhar as duas coisas, abelhas e soja, juntos. Não queremos que os outros produtores parem de fazer o que estão fazendo. A gente aqui escuta muito isso, que a abelha vai atrapalhar a lavoura. Quando chegou o prêmio mostramos que todo o trabalho de anos dá certo, existe uma pesquisa comprovando. E o pessoal em volta viu que dá resultado”, comemora.

PESQUISA – De acordo com a Embrapa Soja, a flor de soja contém néctar de qualidade, com açúcares e outras substâncias que as abelhas precisam para o seu desenvolvimento. Uma planta de soja possui 50 ou mais flores, dependendo da cultivar, do solo e do clima. Isso significa mais de 12 milhões de flores por hectare. Ainda segundo os estudos da Embrapa, a produção de néctar pode passar de 6 litros por hectare, por dia. Com vinte dias de floração plena, são 120 litros de néctar que as abelhas podem levar para suas colmeias. Os apicultores que colocam seus apiários perto de lavouras colhem até 50 kg de mel por colmeia, durante a florada da soja. Isto é mais do que o dobro da média brasileira, que é de 19 kg de mel, por caixa, por ano.

As análises da Embrapa demonstram que os apicultores têm outros benefícios quando os apiários estão perto de lavouras de soja. O primeiro é que a floração da soja ocorre quando acaba a florada da primavera. Sendo assim, o apicultor produz mel num período com poucas flores nativas, mantendo as colmeias fortes e ativas, já que as abelhas forrageiam na soja. O segundo é que, quando há pouca oferta de flores, os apicultores necessitam fornecer alimentação artificial para as abelhas, custo que é desnecessário quando se tem a soja na área.

Para os agricultores as vantagens da criação de abelhas são comprovadas. Os estudos da Embrapa Soja demonstraram que ao coletarem o néctar das flores da soja, as abelhas agem como polinizadoras, aumentando a produtividade de soja em até 18%, ou 13% em média. Isso acontece porque aumenta o número de grãos por vagem. Praticamente não existe vagem chocha e são poucas com um grão quando as abelhas fazem a polinização.

Além disso, o peso do grão aumenta e os dois fatores combinados são os responsáveis pelo aumento da produtividade. Com isso, as abelhas ajudam a aumentar a renda líquida para o agricultor, sem qualquer mudança no sistema de produção, dispensando a aplicação de novos recursos. Os pesquisadores também dizem que o agricultor beneficia o ambiente, ao proteger as abelhas e ao reduzir as emissões de gases de efeito estufa, por produzir mais, na mesma área, sem necessitar de mais insumos.

Para integrar a criação de abelhas à soja, os agricultores e apicultores precisam seguir boas práticas agrícolas e apícolas. Devem ser observadas as orientações do Manejo Integrado de Pragas da Soja e as recomendações da tecnologia de aplicação, para evitar impacto negativo sobre as abelhas, criadas ou silvestres. Sempre que houver um apiário próximo às lavouras sujeitas a pulverização agrícola, deve-se estabelecer um amplo canal de comunicação entre as atividades a fim de evitar riscos para ambos, e garantir a produção de mel.

 

 

 

 

 

 

 

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 Grande Reserva da Mata Atlântica recebe agenda turística com experiência cultural

A Grande Reserva da Mata Atlântica do Paraná, projeto que reúne Paraná, Santa Catarina e São Paulo, promove nos dias 27 e 28 atividades especiais voltadas ao turismo.

Os dois dias contemplam práticas que aliam o turismo à cultura indígena Guarani. São passeios que remontam a história da antiguidade, culinária, contemplação da natureza e também conhecimentos sobre ervas medicinais.

A imersão é com base no tema “Ancestralidade: Cultura Indígena no Ekôa com Ju Kerexu”, conduzida pela cacique da Aldeia Tekoa Takuaty. Ju Kerexu é nascida na terra indígena ilha da Cotinga, em Paranaguá (Litoral), professora da língua Mbya-Guarani, poetisa e ativista indígena.

As atividades acontecem no Ekôa Park, atrativo integrante da Grande Reserva da Mata Atlântica. O parque, considerado um paraíso ecológico voltado ao turismo de natureza, faz parte de uma série de atrativos que estão listados na  Rede de Portais da Grande Reserva, um grupo composto atualmente por mais de 700 pessoas que apoiam a iniciativa.

A Grande Reserva Mata Atlântica é uma iniciativa voluntária que reúne diversos atores – públicos, privados, não governamentais e da academia – que, juntos, promovem ações de desenvolvimento regional com foco no turismo de natureza. São cerca de 3 milhões de hectares de ambientes naturais conservados, localizado entre os três estados. “Temos atrativos belíssimos e atividades para todas as idades e gostos nesse contínuo do Bioma Mata Atlântica. É o turismo aliado à sustentabilidade”, disse o secretário estadual do Turismo, Márcio Nunes.

“Ver o turismo crescente nessa região é de fato um grande ganho para o Paraná. Estamos, cada vez mais, vendo os paranaenses entendendo o turismo como negócio e geração de emprego e renda”, acrescenta o diretor-presidente do Viaje Paraná, Irapuan Cortes.

PROGRAMAÇÃO – No sábado (27), às 14h, acontece a oficina “Cultura Guarani e Artesanato Indígena”, na qual os participantes vão conhecer a rica história e origem do Guarani, explorando suas narrativas orais e seus mitos de criação. Uma das atividades é a imersão nas técnicas e tradições do artesanato indígena, em os participantes aprendem a criar cestos e fazer trabalho em madeira e adornos, utilizando materiais e métodos tradicionais.

Já às 16h haverá apresentação do coral indígena no restaurante do parque, com músicas tradicionais cantadas em línguas nativas, que transmitem histórias, rituais e conhecimentos ancestrais. Para os amantes da natureza noturna, entre às 19h e 22h, acontece a experiência “Leitura do Céu”, a partir de conhecimentos ancestrais. O objetivo é aprender a identificar constelações e estrelas importantes, entendendo seus significados culturais e a conexão com a natureza. As inscrições para essa atividade específica da Leitura do Céu podem ser feitas AQUI.

No domingo (28), às 10h30, acontece a oficina "Ervas Medicinais Indígenas" na Trilha do Peabiru, na qual os participantes aprendem a identificar ervas medicinais nativas, suas propriedades curativas e métodos de preparo sustentável. Às 14h, no restaurante do parque, haverá uma oficina culinária indígena.

O foco gastronômico é o Xipa, um pão frito não fermentado, de origem Guarani. Os participantes aprenderão a preparar duas versões da especialidade: uma com farinha de milho e outra com farinha de trigo. O alimento foi importante para os Guaranis na Guerra do Paraguai.

Encerrando a programação do final de semana, às 16h, o coral indígena se apresenta mais uma vez no Oka Gastronomia, restaurante do Ekôa Park.

O agendamento para participar das atividades e a compra dos ingressos podem ser feitos AQUI. As vagas são limitadas.

Serviço:

Turismo com imersão pela cultura indígena Guarani

Local: Ekôa Park - Estrada da Graciosa, Km 18,5 – São João da Graciosa/Morretes

Data: 27 (sábado)

Horário: 14h às 15h30

Atividade: Oficina “Cultura Guarani e Artesanato Indígena”

Horário: 16h às 16h45

Atividade: apresentação do coral indígena

Horário: 19h às 22h

Atividade: experiência “Leitura do Céu”

Data: 28 (domingo)

Horário: 10h30 às 12h

Atividade: oficina "Ervas Medicinais Indígenas"

Horário: 14h às 15h30

Atividade: oficina culinária indígena

Horário: 16h às 16h45

Atividade: apresentação do coral indígena

 

 

 

 

 

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