Em cinco anos, o Paraná exportou mais de US$ 1,3 bilhão em produtos para a França, a sede dos Jogos Olímpicos de 2024, cuja abertura será na próxima sexta-feira (26) com a participação de atletas apoiados pelo Estado no programa Geração Olímpica e Paralímpica.
Ao todo,
no Estado foram vendidos para os franceses entre o início de 2019 e o final do primeiro semestre de 2024. Os dados são do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC).A variedade de produtos enviados à França, que movimenta principalmente as agroindústrias locais e os setores automotivo, têxtil e madeireiro, por exemplo, mostra o dinamismo e a solidez da economia paranaense.
No pódio dos produtos paranaenses mais exportados neste período, a medalha de ouro fica com o farelo de soja. Com liderança folgada, o produto, que é usado principalmente para a alimentação animal, foi responsável por US$ 999 milhões em exportações aos franceses no período. Foram mais de 2,4 milhões de toneladas exportadas no período.
Na sequência, o segundo produto que mais movimentou as exportações paranaenses para a França foi a seda em fios. Como é um produto de maior valor agregado, as 576 toneladas comercializadas entre o Estado e o país europeu no período representam US$ 49,8 milhões na balança comercial paranaense. Quase metade disso, US$ 20 milhões, foi comercializado ao longo de 2023 e nos primeiros meses de 2024.
Com a medalha de bronze, estão os produtos trabalhados de madeira, como dormentes em madeira e madeira para assoalhos, móveis e construção civil. A comercialização destes produtos com a França ao longo de cinco anos rendeu US$ 35,5 milhões aos produtores paranaenses, com 20 mil toneladas exportadas.
Ainda entre os dez produtos mais exportados pelo Paraná à França estão os aparelhos elétricos, como tomadas e interruptores (US$ 26,9 milhões); peças de veículos (US$ 25,9 milhões); amidos e matérias albuminóides (US$ 23,3 milhões); bombas para líquidos e fluidos para motores (US$ 21,1 milhões); folheados e placas de madeira (US$ 18,9 milhões), manufaturas de madeira (US$ 15,8 milhões); e aparelhos contadores, como indicadores e tacômetros de velocidade (US$ 14,3 milhões).
RANKING – Os valores totais em dólar em exportações fazem da França o 20º principal destino dos produtos paranaenses entre 2019 e o primeiro semestre de 2024. Entre os europeus, o país fica atrás da Holanda (US$ 3 bilhões), da Alemanha (US$ 2 bilhões) e da Itália (US$ 1,5 bilhões). No geral, os dois principais destinos são a China (US$ 28,8 bilhões) e Estados Unidos (US$ 7,3 bilhões).
Já em toneladas exportadas, a França é o 11º principal destino dos produtos paranaenses. Os dez primeiros são China (59 milhões de toneladas), Irã (6,2 milhões de toneladas), Holanda (6 milhões de toneladas), Estados Unidos (5,9 milhões de toneladas), Paraguai (5,3 milhões de toneladas), Japão (5,2 milhões de toneladas), Coreia do Sul (4,8 milhões de toneladas), Vietnã (3,3 milhões de toneladas), Bangladesh (2,6 milhões de toneladas) e Alemanha (2,6 milhões de toneladas).
Por - AEN
Usar o banheiro e jogar o papel higiênico no vaso não parece um grande problema. Dada a descarga, tudo vai embora e, teoricamente, não é preciso se preocupar com isso. Mas não é bem assim.
Qualquer resíduo sólido que vai parar na rede coletora de esgoto pode causar transtornos. Obstruções da tubulação interna do imóvel e da rede coletora, sobrecarga do sistema, extravasamentos de esgoto na residência e nas vias públicas são alguns deles.
Só em Curitiba, a Sanepar recebe e trata, diariamente, 300 milhões de litros de esgoto doméstico – somando a Região Metropolitana, são 464 milhões de litros por dia. A Companhia opera 269 estações de tratamento de esgoto (ETEs) em 345 municípios, recebendo o efluente que percorre mais de 40 mil quilômetros de redes coletoras. No Paraná, a Sanepar coleta esgoto de mais de 80% da população e trata 100% desse volume.
“A operação desse sistema é muito complexa. Em linhas gerais, o esgoto que sai de cada imóvel segue pelas tubulações (redes, coletores, emissários, estações elevatórias) até chegar nas estações de tratamento. Ali, passa por processos biológicos e físico/químicos avançados de tratamento e, somente após depurado, conforme exigências definidas nas legislações ambientais, é lançado nos rios”, explica o agente técnico da Gerência do Processo Esgoto, Alessandro Gian Perini.
"Da ligação do imóvel à disposição final dos efluentes, o processo contínuo de operação e manutenção é realizado pela Sanepar. É um longo percurso", complementa.
É esse sistema complexo que fica prejudicado quando um vaso sanitário, uma pia de cozinha, um ralo de banheiro são usados como lixeiras. O despejo de gordura, de resíduos sólidos e de água da chuva nas redes coletoras é a principal causa de obstrução, sobrecarga e extravasamento de esgoto.
Segundo Perini, um único litro de óleo de cozinha jogado na rede contamina milhares de litros de água e afeta o processo de tratamento na ETE, matando as bactérias que fazem parte desse trabalho. O lançamento de água da chuva na rede coletora também pode ocasionar refluxo de esgoto para dentro do imóvel, extravasamento nas ruas, nos poços de visita – fechados com as tampas de ferro, causando inclusive alagamentos.
“Além disso, o descarte da água da chuva na rede de coleta e o lançamento do esgoto na galeria pluvial são crimes ambientais, passíveis de autuação pela Vigilância Sanitária e de multa”, diz.
Outro fator que merece atenção especial é o lançamento de efluentes não domésticos, que são os resíduos produzidos por indústrias e comércios, que também compromete o processo. “Esses efluentes podem ter características incompatíveis com a capacidade de coleta e tratamento dos sistemas”, afirma o técnico. “Para esses casos, a Sanepar possui um procedimento específico de Gestão de Efluentes Não Domésticos, em que os empreendimentos comerciais e industriais são vistoriados e devidamente orientados sobre o pré-tratamento e a destinação dos efluentes”.
PREVENÇÃO E SOLUÇÃO – Para manter a saúde da rede coletora de esgoto, a Sanepar investe em processos contínuos de prevenção e correção dos problemas causados pelo uso irregular dessa estrutura. Com o cliente, realiza ações socioambientais e de conscientização e orientação em escolas, entidades organizadas, em residências e faz vistorias técnicas nos imóveis que usam a rede. Faz manutenções preventivas com a limpeza das tubulações, utilizando equipamentos de sucção e veículos especiais para hidrojateamento da rede.
Além do trabalho preventivo e das vistorias nas ligações, a Sanepar tem empregado outras tecnologias para identificar problemas de desgaste natural dos materiais e rompimento das redes. Uma delas é o telediagnóstico, uma espécie de “endoscopia” da rede coletora de esgoto. Através da filmagem interna das tubulações, é possível identificar problemas nos tubos, como rachaduras e mesmo os entupimentos causados por lixo e pela incrustação de gordura na rede.
“Usamos também um localizador que vai por cima da calçada, da rua, e que consegue se comunicar com a ponta da câmera e identificar o local exato em que será preciso fazer uma intervenção, uma eventual escavação. Isso reduz o campo de atuação, minimizando o impacto na frente dos imóveis. Antigamente, tínhamos que escavar uma área grande, até chegar no problema”, explica o agente de suporte operacional da Sanepar, Davi Jorge Cordeiro.
REGULARIZAR PARA NÃO MULTAR – Nos imóveis com caixa de gordura inexistente ou ineficiente, despejo de esgoto em fossa séptica quando o imóvel tem acesso à rede coletora e lançamento de água da chuva na rede de esgoto, é obrigatória a regularização das ligações internas de acordo com a lei, inclusive passível de aplicação de sanções.
Quando da vistoria no imóvel, uma equipe da Sanepar analisa e testa todas as instalações internas e, detectando qualquer irregularidade, notifica o cliente para que resolva a situação dentro de um prazo determinado, geralmente de 60 dias. Em muitos casos, as irregularidades não são do conhecimento do morador. Após esse prazo, a equipe retorna ao imóvel para verificar se a correção foi feita. Não tendo sido feita, o morador recebe multa e novo prazo para a regularização.
Todas as orientações e informações que o cliente precisa também estão disponíveis no site da Sanepar, no Guia do Cliente, neste link.
Afinal, o que pode e o que não pode ir para a rede coletora de esgoto?
PODE
- Água do banho e da descarga
- Água de lavatórios (pia de cozinha e de churrasqueira, banheiro, tanque e área de serviço)
- Ralos de escoamento de banheiros, cozinha, área de serviço e churrasqueira
- Água de máquinas de lavar louças e roupas
- Água utilizada por quaisquer outros equipamentos geradores de esgoto doméstico
NÃO PODE
- Papel higiênico e papéis em geral
- Fio dental
- Cabelo
- Água da chuva
- Absorventes e fraldas
- Preservativo
- Plásticos, panos e embalagens
- Óleo usado
- Cigarro
- Entulho
Por- Agência Brasil
A Polícia Civil do Paraná (PCPR) está nas ruas nesta terça-feira (23) para cumprir 83 ordens judiciais contra uma organização criminosa envolvida no tráfico de drogas e lavagem de dinheiro. A operação ocorre em diversas cidades no Paraná, Santa Catarina, São Paulo e Alagoas.
São 21 mandados de prisão e 37 de busca e apreensão. Cerca de 150 policiais civis participam da operação, com o apoio das Polícias Civis dos respectivos estados. Os mandados estão sendo cumpridos simultaneamente em Curitiba, Pinhais, São José dos Pinhais, Cascavel, Lapa e Piraquara, no Paraná; em Balneário Camboriú, Itapema e São Francisco do Sul, em Santa Catarina; em São Paulo e Paranapanema, em São Paulo; e em Maceió, capital de Alagoas.
A PCPR também foca na descapitalização das associações criminosas. As medidas incluem bloqueio de contas bancárias, apreensão de veículos e ordens de sequestro de bens. Essas ações visam enfraquecer financeiramente a estrutura da organização criminosa.
As investigações iniciadas pela PCPR em maio de 2022 revelaram que os integrantes do grupo lavavam dinheiro por meio de empresas de revenda de veículos de luxo, lojas no ramo alimentício e barbearias localizadas em Curitiba, Santa Catarina e São Paulo. Durante o período investigado, a organização criminosa movimentou mais de R$ 252 milhões. Uma das empresas de revenda de veículos foi responsável por movimentar mais de R$ 30 milhões em benefício do líder da organização.
Além disso, foram identificadas práticas de ocultação de patrimônio através da aquisição de veículos e imóveis de luxo.
A investigação também apontou o envolvimento do grupo criminoso em homicídios de narcotraficantes rivais, motivados pela disputa pelo controle do tráfico de drogas no bairro Cajuru, em Curitiba. Pelo menos sete homicídios ocorridos na Capital podem estar relacionados ao grupo investigado e à disputa pelo controle do tráfico na região.
Um dos líderes da organização, um homem de 36 anos, foi morto com pelo menos 20 tiros no dia 28 de maio no estacionamento do shopping Pátio Altiplano, em João Pessoa, na Paraíba. O crime ocorreu por volta das 15h30 no subsolo do prédio.
A PCPR mantém sua ação em curso, visando a completa desarticulação da organização criminosa e a interrupção de seus esquemas de lavagem de dinheiro. A operação é um passo importante para enfraquecer o poder do grupo.
Por - AEN
A obra da Ponte da Integração Brasil-Paraguai, executada em parceria entre o Governo do Estado, governo federal e Itaipu Binacional, foi a vencedora do Troféu PAINEL 2024 na categoria Empreendimento Público.
Com 1.397 votos, o projeto paranaense foi escolhido por 45% do público que votou na categoria, ficando à frente do Contorno de Florianópolis, com 44% das escolhas.
A premiação é organizada pelo Instituto Besc de Humanidades e Economia, de Belo Horizonte, que reconhece profissionais, empresas e órgãos governamentais envolvidos em projetos de infraestrutura de energia, transporte e logística no País. O prêmio será entregue no dia 17 de setembro, na sede da Confederação Nacional da Indústria (CNI), em Brasília, durante o seminário PAINEL 2024 – Pacto pela Infraestrutura Nacional e Eficiência Logística.
A obra, que liga Foz do Iguaçu, no Oeste do Paraná, à cidade paraguaia de Presidente Franco, foi conduzida pelo Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER/PR), com projeto do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) e recursos da Itaipu, que investiu de R$ 238 milhões na construção.
“Este projeto não é apenas uma conquista da engenharia, mas também da gestão pública. A obra é fruto de uma parceria entre governos e a integração entre dois países para tirar do papel uma obra desafiadora, em uma região de fronteira, e que vai ser estratégica para a infraestrutura não só do Paraná, como do Brasil e do Paraguai”, afirmou o secretário estadual da Infraestrutura e Logística, Sandro Alex.
No total, foram 3.094 votos recebidos por todos os concorrentes, nas categorias Empreendimento Privado; Empreendimento Público; Inovação; Instituição Financeira e Personalidade. A indicação dos nomes ao troféu é feita pelo Conselho Técnico e Empresarial do seminário, mas a escolha dos vencedores é por meio de votação do público através site do instituto, que neste ano ocorreu entre os dias 1º e 15 de julho.
“Em nome dos profissionais do DER/PR e do DNIT, gostaria de agradecer a todos que votaram por essa obra que está no Paraná, mas que é um bom retrato da infraestrutura brasileira em uma região de fronteira”, completou Sandro Alex.
“Para nós é muito gratificante a indicação a esse prêmio, uma vez que os conselheiros do instituto são ilustres em suas atividades acadêmicas, empresariais e no serviço público, e nos dão a certeza de que o projeto da Ponte de Integração foi merecedor, por se tratar de um grande desafio da engenharia e de uma obra que é emblemática para a infraestrutura brasileira”, salientou o diretor-presidente do DER/PR, Fernando Furiatti.
PONTE DA INTEGRAÇÃO – A construção da Ponte da Integração Brasil-Paraguai foi finalizada em 2023, e agora estão sendo executadas as obras nas rodovias de acesso à estrutura. Ela tem 760 metros de comprimento, 19,2 metros de largura, com duas torres de sustentação de 124 metros de altura. O vão-livre da estrutura, de 470 metros, é o maior da América Latina.
O projeto completo, que inclui a Ponte da Integração e os acessos viários dos dois países, tem como objetivo desviar o trânsito pesado de caminhões para a nova ponte, desafogando parte do fluxo da Ponte da Amizade, que liga Foz do Iguaçu a Ciudade del Este.
Por - AEN
Seja por telefone, pela internet ou pessoalmente, a Coordenação Estadual de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon-PR) prestou 102.659 atendimentos nos primeiros seis meses de 2024, uma média de 570 por dia.
O órgão, vinculado à Secretaria de Estado da Justiça e Cidadania, teve um índice de resolução de 75% a 80% das demandas apresentadas pelos consumidores.
Os canais próprios do Procon-PR receberam 54.997 requerimentos entre 1º de janeiro e 28 de junho, sendo que 42,6% foram atendimentos presenciais, 30,6% online, 26,3% por telefone e um pequeno número, que responde a 0,5% dos pedidos, foi através de correspondências.
Já pela plataforma consumidor.gov, que é do governo federal e direciona o atendimento aos estados, foram 46.282 reclamações no período.
Problemas com cartões de crédito e débito fizeram com que bancos, financeiras e administradoras de consórcios liderassem as reclamações dos consumidores no período. Foram 18.790 atendimentos prestados pelo Procon-PR no primeiro semestre relacionados aos serviços prestados por essas instituições.
As operadoras de telefonia também respondem por um grande número de reclamações dos consumidores, com 11.007 feitas no período.
“O Procon pensa no consumidor e prima por atender as pessoas de acordo com as suas necessidades, por isso conta com diferentes canais de atendimento, prestando um serviço humanizado para facilitar a vida do consumidor”, destaca a diretora do Procon-PR, Cláudia Silvano. “Quando o consumidor tem algum problema, ele procura primeiro o fornecedor, e quando não há resultado vem ao Procon. Temos um bom índice de solução, seja nas primeiras tratativas ou mesmo nas audiências de conciliação”.
"A defesa do consumidor e a proteção dos direitos dos paranaenses são uma premissa fundamental do governo estadual. Esse volume de atendimentos mostra o comprometimento em lutar pelo que é justo", complementa o secretário de Justiça e Cidadania, Santin Roveda.
CANAIS DE ATENDIMENTO – O consumidor que tem alguma reclamação sobre o serviço ou produtos adquiridos pode fazer o registro pela internet, através dos sites consumidor.gov.br (plataforma do governo federal) ou www.procon.pr.gov.br/Faca-aqui-sua-reclamacao. Por telefone, o atendimento é pelo Disque-Procon, nos números 0800 41 1512 ou (41) 3223-1512.
O cidadão pode ainda procurar pessoalmente a sede do órgão, que fica na Rua Emiliano Perneta, 47, no Centro de Curitiba. O horário de funcionamento é das 8h30 às 17h, de segunda a sexta-feira, exceto feriados.
Dependendo da localidade do consumidor, o órgão estadual pode direcionar o pedido a uma das mais de 60 agências dos Procons municipais espalhadas pelo Paraná, que não têm os dados de atendimento contabilizados pelo Procon-PR.
Por - AEN
As recentes chuvas que atingiram o Rio Grande do Sul e as registradas no Paraná no fim de 2023 mostram que saber agir antes, durante e até mesmo após um momento de perigo iminente é essencial para garantir a segurança própria e das pessoas que vivem no mesmo ambiente.
Para auxiliar a população sobre como agir em situações de desastres naturais, tanto antes quanto durante uma calamidade, a Defesa Civil Estadual destaca uma série de medidas que contribuem para diminuir as perdas e facilitar o recomeço. A principal delas é a preparação, garantindo uma resposta rápida e eficiente, podendo salvar vidas.
A recomendação principal é sempre deixar o local afetado o mais breve possível. Entretanto, estar preparado ajuda nesse momento. Uma ferramenta útil é ter um plano de emergência familiar. Nele são definidos os meios de comunicação entre os habitantes da casa e o que deve ser feito no caso de uma emergência.
Através de uma conversa entre os membros da residência, é importante deixar claro quais medidas deverão ser tomadas diante de uma emergência, definindo um ponto de encontro caso algo aconteça.
É essencial ter em mente os riscos ao qual a residência ou região estão sujeitos e qual, a partir dessa reflexão, seria a melhor forma de resposta. Com esse planejamento é possível ter consciência sobre qual o papel de cada membro.
Outra sugestão da Defesa Civil é ter um kit de emergência pessoal pronto (uma mochila equipada com itens importantes, localizada em um lugar de fácil acesso), caso seja necessário deixar a residência imediatamente. É necessário ter em mente que em uma situação dessas poderá ser necessário ficar alguns dias fora de casa.
Entre os itens fundamentais para compor o kit de emergência pessoal estão: água, comida não perecível, cópias de documentos (deixar os originais com fácil acesso para também serem levados), dinheiro, remédios e receitas (como prescrições de remédios controlados), kit de primeiros socorros, material de higiene pessoal, kit básico de roupas, fraldas, suprimentos para bebês e ração para animais.
Abaixo segue uma lista de itens sugeridos para kit de emergência:
• Água;
• Comida não perecível;
• Documentos (cópias);
• Dinheiro;
• Remédios e receitas (como prescrições remédios controlados);
• Kit de primeiros socorros;
• Material de higiene pessoal;
• Kit básico de roupas;
• Fraldas, suprimentos para bebês;
• Ração para animais;
• Fósforos e velas (guardados em invólucro à prova d´água);
• Pratos, utensílios e copos de plástico, toalha de papel;
• Filme plástico;
• Lanterna;
• Rádio a pilhas (guardar pilhas separadamente);
• Celular e carregador portátil;
• Cobertor leve;
• Chaves de casa e veículos;
• Sacolas plásticas;
• Abridor de lata (manual);
• Apito (para sinalização de ajuda);
• Capa de chuva;
• Mapas locais;
DURANTE – A Defesa Civil também emite e encaminha alertas sobre possíveis desastres naturais em determinada região. Foram esses avisos, por exemplo, que reduziram perdas humanas e materiais nas chuvas de outubro de 2023 em União da Vitória, no Sul do Estado, e em outras cidades que foram afetadas, como Rio Negro e São Mateus do Sul.
Ao receber uma mensagem de alerta, é necessário confirmar o teor e buscar mais informações sobre a evolução da situação. É importante verificar se o alerta foi enviado por uma fonte segura e confiável, uma vez que pode ocorrer desinformação, intencional ou não.
A população pode consultar informações de órgãos de meteorologia, como o Simepar no caso do Paraná, para acompanhar os radares e as chuvas que estão chegando na região. Manter-se preparado para se deslocar, ir para um local seguro e auxiliar as pessoas que ficam sob sua responsabilidade é outra dica importante. Não esquecer também de desligar o gás e a energia elétrica. Os animais devem ser retirados de áreas perigosas e levados pelos tutores, quando possível.
Com o kit de emergência e documentos, o próximo passo é buscar um local seguro e não perder tempo, ou seja, quanto mais rápido você se mobilizar, menos dificuldade e obstáculos vai ter no caminho.
Saber quais são os possíveis problemas que podem acontecer na região auxiliam a ter um norte para agir com rapidez e ficar em segurança. Para isso, é possível buscar informações com a Defesa Civil local sobre os principais problemas, por exemplo, e identificar sites e aplicativos para acompanhar a situação e tomar a decisão de se proteger a tempo.
Com essas informações em mente, a recomendação é deslocar-se para lugares que não costumam sofrer com problemas na região, como aqueles mais altos, no caso de inundações e alagamentos, e distantes de morros, no caso de deslizamentos.
Em caso de emergência, a orientação é procurar a Defesa Civil (199) ou o Corpo de Bombeiros da sua cidade (193).
DEPOIS – No momento pós-tragédia, de reconstrução do que foi perdido, uma das principais demandas está relacionada à documentação pessoal. Isso faz com que um contingente maior de pessoas procure os serviços públicos em busca da confecção de CPF, CNH, RG (hoje Carteira de Identidade Nacional - CIN), entre outros documentos. Eles são necessários, muitas vezes, para buscar auxílio dos órgãos de governo.
No caso da CNH, uma segunda via pode ser solicitada de forma online pelo site do Detran-PR. Já a CIN, que substituiu o RG e reúne outros documentos como o CPF, pode ser solicitada junto ao Instituto de Identificação, da Polícia Civil.
Por - AEN