IAT abre nova turma para capacitação de brigadistas voluntários

O Instituto Água e Terra (IAT) abriu o período de inscrição para uma nova turma de capacitação de brigadistas voluntários do Programa de Prevenção de Incêndios na Natureza (Previna).

O curso, oferecido pela Defesa Civil do Paraná em parceria com o IAT e o Corpo de Bombeiros do Paraná, trabalha com temas ligados à prevenção e contenção de incêndios florestais e servirá para ampliar o quadro de voluntários do órgão. A nova edição da iniciativa é voltada para os moradores de Quatro Barras, na Região Metropolitana de Curitiba, mas qualquer pessoa pode participar.

As inscrições vão até sexta-feira (26), são gratuitas e podem ser feitam de forma online no site da Escola de Defesa Civil. Antes, porém, é necessário estar vinculado ao programa de Voluntariado de Unidades de Conservação do Paraná (VOU), coordenado pelo IAT – o cadastro pode ser feito por este linkVeja o passo a passo AQUI.

O curso é feito de forma semipresencial com 40 horas/aula, dividido em duas etapas. A primeira, teórica, tem 25 horas/aula, e será realizada de forma remota do dia 29 de julho até 26 de agosto. Depois, haverá a etapa prática, com 15 horas/aula, em local a ser definido.

“Esse curso servirá para estarmos preparados para atender a desastres que possam ocorrer nas Unidades de Conservação, como incêndios nos períodos de estiagem. Há muitas pessoas que têm interesse em ajudar nessas situações, mas não possuem a capacitação adequada, então vamos prepará-las para poderem contribuir em caso de necessidade”, afirma Marina Rampim, bióloga do IAT e chefe dos parques estaduais Serra da Baitaca e Pico Paraná.

A última edição do curso foi concluída no final de junho, na Floresta Estadual Metropolitana em Piraquara. Ao final do treinamento, 65 novos voluntários se tornaram capacitados para integrar a brigada do Previna.

VOU – O VOU é uma proposta do IAT que possibilita o ingresso de pessoas que colaboram de forma espontânea em diferentes atividades de manejo e gestão para proteger as UCs do Paraná.

Os voluntários se envolvem em atividades como o atendimento ao visitante, manutenção de trilhas e/ou instalações de novos espaços, em projetos de educação ambiental e pesquisa, em trabalhos administrativos de UCs, em ações de recuperação de áreas degradadas ou ainda na implementação de projetos de manejo das UCs. Há disponibilidade de alojamento, alimentação e transporte, além de seguro contra acidentes.

Assim como o VOU, o Previna é também uma atividade voltada para voluntários, mas com foco na prevenção e para o combate aos incêndios florestais nas UCs, garantindo a preservação dos patrimônios ambientais existentes no Paraná.

O Previna foi estabelecido em 2018 com o Decreto Estadual nº 10.859 para proporcionar a preservação dos patrimônios ambientais existentes no Estado. Ele vincula ações de meio ambiente, segurança pública e defesa civil para identificar recursos e organizar a resposta, garantindo que seja rápida e efetiva. Uma parte importante do programa envolve a sociedade civil. Assim as atividades de prevenção se multiplicam.

PREVENÇÃO – Se avistar um foco de incêndio em uma UC, o indicado é acionar o Corpo de Bombeiros pelo número 193. Durante a ligação, forneça o máximo de detalhes possível sobre o local e as condições do incêndio, para facilitar a atuação dos profissionais. Outras recomendações incluem se afastar do lugar para evitar acidentes e alertar a equipe do IAT responsável pela unidade, que também saberá como lidar com as chamas.

 

 

 

 

 

Por - AEN

 Paraná prorroga por mais 180 dias emergência zoossanitária contra a gripe aviária

Para continuar com as ações de prevenção e controle da influenza aviária de alta patogenicidade (H5N1) e ter acesso facilitado a recursos no combate à doença, o Governo do Paraná decretou segunda-feira (22) a prorrogação do estado de emergência zoossanitária no Estado pelo prazo de 180 dias adicionais.

O Decreto 6811  segue em conformidade com a Portaria n.º 587 de 22 de maio de 2023 do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e do Decreto n.º 2893 de 25 de julho de 2024 da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar). A emergência zoossanitária foi decretada no Paraná pela primeira vez em 25 de julho de 2023 e prorrogada, uma vez, em 25 de janeiro de 2024. Em maio deste ano, o Mapa também prorrogou em território nacional por 180 dias a vigência do estado de emergência zoossanitária.

"Essa medida é de extrema importância, pois a prorrogação do estado de emergência zoossanitária permite agir de maneira ágil e mais eficaz em caso de detecção da gripe aviária", afirma o diretor-presidente da Adapar, Otamir Cesar Martins.

Para o chefe do Departamento de Saúde Animal (DESA) da Adapar, Rafael Gonçalves Dias, a prorrogação da emergência zoossanitária contribui para manter esse status perante a Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA). “A emergência sanitária permite ao governo mobilizar recursos financeiros e logísticos de forma mais eficiente para combater a doença. Isso inclui a articulação entre diferentes níveis de governo e organizações não governamentais para implementar medidas de controle e erradicação” afirma.

Dias ainda aponta que o decreto ajuda a manter a confiança dos mercados internacionais na segurança dos produtos avícolas brasileiros. “Manter o status de país livre de gripe aviária é importante para as exportações e para a reputação internacional do Brasil em termos de segurança sanitária”, ressalta.

A influenza aviária é uma doença com distribuição global e ciclos pandêmicos ao longo dos anos, com sérias consequências para o comércio internacional de produtos avícolas. No ano passado foi detectada pela primeira vez em território brasileiro, em aves silvestres, o que não afetou a condição de país livre da doença com vistas ao comércio. “A influenza aviária é altamente contagiosa entre aves. A presença de influenza aviária pode levar à perda de mercados internacionais e à destruição de aves infectadas, resultando em grandes prejuízos econômicos” explica Dias.

VIGILÂNCIA ATIVA – Em 2024, a Adapar promoveu um ciclo de ações de vigilância ativa em aves, conforme o Plano Nacional de Vigilância para Influenza Aviária e Doença de Newcastle do Mapa. Foram colhidas, neste ciclo, 7.229 amostras de soros e suabes de traqueia e cloaca de aves em 448 propriedades. Quando separadas em componentes, foram 5.745 amostras em 350 propriedades comerciais e 1.484 amostras em 98 propriedades de subsistência.

Essas ações fortaleceram a prevenção de doenças em aves no Estado, ao acionar a disseminação de informações e práticas relacionadas à prevenção de doenças, encorajar a participação ativa da comunidade na promoção da saúde e na implementação de práticas sanitárias.

Segundo a Coordenadora Estadual de Sanidade Avícola da Adapar, Pauline Sperka de Souza, os ciclos de vigilância ativa são uma importante ferramenta para comprovar a ausência das doenças na avicultura industrial e de subsistência.

VBP – O Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) do Paraná somou R$ 197,8 bilhões em 2023, conforme a análise preliminar publicada em junho no site da Secretaria estadual da Agricultura e do Abastecimento (Seab). Os números representam um crescimento nominal de 3% em relação ao VBP de 2022 (R$ 191,2 bilhões). Se considerada a inflação do período, o resultado foi 11% superior.

Em termos de segmento, o relatório aponta a liderança da produção pecuária na formação do VBP pelo segundo ano consecutivo. O setor representa 49% do valor gerado nas propriedades rurais do Paraná em 2023, com R$ 96,5 bilhões. O setor da avicultura como um todo, incluindo produção de frango de corte, para recria, ovos férteis e ovos para consumo, é o mais expressivo no segmento da pecuária. No ano passado, gerou mais de R$ 44,7 bilhões nas propriedades rurais.

FRANGOS – No 1º trimestre de 2024, o Paraná teve o segundo maior no abate de frangos, o que também manteve o Estado como líder nacional na produção de carne de frango. O Estado abateu 3,83 milhões de cabeças a mais entre janeiro e março de 2024 do que em relação ao mesmo período do ano passado (de 546,9 milhões para 550,7 milhões), uma alta de 0,7% que só foi menor do que a registrada em Santa Catarina, onde houve aumento de 7,13 milhões de unidades.

Com isso, o Estado alcançou um novo recorde entre todos os trimestres da série histórica analisada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 

O Paraná também manteve uma ampla margem na liderança do segmento, respondendo por 34,6% da produção nacional, bem à frente de Santa Catarina (13,6%) e Rio Grande do Sul (11,9%), que completam o pódio. Em todo o País, houve queda de 1,2% nos abates de frango entre os 1º trimestres de 2023 e 2024 – de 1,61 bilhão para 1,59 bilhão de cabeças.

 

 

 

 

Por- AEN

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