Meteorito abriu enorme cratera na Groenlândia há 58 milhões de anos

Uma imensa cratera no noroeste da Groenlândia, enterrada sob uma espessa camada de gelo e vista pela primeira vez em 2015, é muito mais antiga do que se suspeitava, formada por um impacto de meteorito há 58 milhões de anos, em vez de 13 mil anos atrás.

Cientistas disseram nesta quarta-feira (9) que usaram dois métodos diferentes de datação em areia e rocha que sobraram do impacto para determinar quando a cratera - com cerca de 31 quilômetros de largura - foi formada.

Eles descobriram que o meteorito - com cerca de 1,5 km a 2 km de diâmetro - atingiu a Groenlândia cerca de 8 milhões de anos depois que um impacto de asteroide maior na Península de Yucatán, no México, exterminou os dinossauros.

A cratera fica abaixo da Geleira Hiawatha da Groenlândia, coberta por uma camada de gelo de 1 km de profundidade. Ela permaneceu sem ser detectada até que dados de radar alertaram os cientistas sobre sua existência.

É uma das 25 maiores crateras de impacto conhecidas da Terra. Ao longo das eras, a Terra foi atingida por rochas espaciais inúmeras vezes, embora mudanças graduais na superfície do planeta tenham apagado ou obscurecido muitas das crateras.

A Groenlândia na época - durante a época do Paleoceno - não era o lugar gelado que é hoje e, em vez disso, era coberta por florestas tropicais temperadas, povoadas por uma variedade de árvores e habitadas por alguns dos mamíferos que se tornaram os animais terrestres dominantes da Terra depois que os dinossauros foram extintos.

O meteorito liberou milhões de vezes mais energia do que uma bomba atômica, deixando uma cratera grande o suficiente para engolir a cidade de Washington.

"O impacto teria devastado a região local", disse o geólogo do Museu Sueco de História Natural Gavin Kenny, principal autor da pesquisa publicada na revista Science Advances.

 

 

 

 

 

 

 

 

Por - Agência Brasil

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Astrônomas detectam molécula inédita em disco de formação planetária

Um grupo de astrônomas do Observatório de Leiden, na Holanda, anunciou neste 8 de março a descoberta inédita de uma molécula orgânica de éter dimetílico em um disco de formação planetária, sendo que frequentemente é localizada em formações estelares. Com nove átomos, esta é a maior molécula já registrada em um disco deste tipo.

De acordo com o Observatório Europeu do Sul (ESO), as imagens foram capturadas e analisadas pelas pesquisadoras com auxílio do Observatório do Atacama Large Millimeter/submillimeter Array (Alma), no Chile.

Para uma das autoras do estudo publicado hoje (8) na revista Astronomy & Astrophysics, Nashanty Brunken, estudante de mestrado do Observatório de Leiden, saber mais sobre estas composições pode ajudar a explicar a vida no nosso sistema planetário. "A partir dos resultados, podemos aprender mais sobre a origem da vida no nosso planeta e, consequentemente, ter uma ideia melhor do potencial para a existência de vida em outros sistemas planetários. É muito emocionante ver como essas descobertas se encaixam no quadro geral", diz.

A molécula foi localizada próxima a estrela IRS 48, localizada na constelação de Ofiúco, a 44 anos-luz de distância da Terra. Esta é uma região evidenciada em pesquisas devido a uma ‘’armadilha de poeira’’ gelada que pode formar objetos como cometas, asteroides e até planetas.

Segundo as astrônomas, a poeira coberta por gelo pode ser rica em moléculas complexas e foi neste local que o éter dimetílico foi localizado. ‘’Quando o calor da IRS 48 sublima o gelo em gás, as moléculas prisioneiras que vieram das nuvens frias, libertam-se e podem assim ser detectadas’’ informa o ESO.

“O que torna tudo isto ainda mais excitante é o fato de sabermos agora que as moléculas complexas maiores se encontram disponíveis para alimentar planetas em formação no disco. Isto não era conhecido anteriormente, já que na maioria dos sistemas estas moléculas se encontram escondidas no gelo”, explica a co-autora do estudo Alice Booth.

Com a descoberta, as cientistas apontam para a possibilidade de existência de outras moléculas complexas na formação dos planetas, inclusive aquelas que estão associadas a aminoácidos e açúcares, favoráveis a formação de vida e que podem ajudar nas investigações sobre a origem biológica na Terra.

“Estamos incrivelmente satisfeitos por podermos agora começar a seguir toda a jornada das moléculas complexas, desde as nuvens que formam estrelas, aos discos que formam planetas e aos cometas. Esperamos, com mais observações, poder chegar mais perto de entender a origem das moléculas prebióticas em nosso próprio Sistema Solar”, disse Nienke van der Marel, integrante da equipe de pesquisadoras no Observatório de Leiden.

 

 

 

 

 

 

 

Por - Agência Brasil

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Fruta não precisa ser luxo; veja como encontrar mais em conta

Tem o costume de comprar frutas? Se não, o obstáculo é o preço? Apesar de consideradas por alguns como um “bônus” ou um “luxo” alimentar, frutas podem ser encontradas de forma mais em conta.

“Quando a gente tem qualquer crise econômica, as primeiras coisas que se corta (da alimentação) são as frutas. Não vai cortar o arroz, a batata, o feijão”, diz Maria Bassols, da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) Clima Temperado.

“Isso porque há tempos considera-se as frutas como sendo uma sobremesa, como se fossem supérfluas. Na verdade, a gente devia atentar que as frutas são complementos alimentares, têm uma série de compostos que são importantes para o organismo”, completa.

Veja a seguir algumas dicas para conseguir incluir frutas na sua alimentação sem gastar muito:

Escolha produtos de época

Além de apresentarem preços melhores, as frutas de época também terão maior quantidade e qualidade, explica a Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp).

Um dos motivos do preço ser melhor é que o armazenamento ou importação sempre encarecem o produto, aponta Luiz Belarmino, agroeconomista da Embrapa.

Procure acompanhar as variações de preços. As frutas possuem oscilações dos valores durante o ano todo. O custo para o consumidor é sempre menor na época da colheita, podendo chegar até a metade, diz Belarmiro.

As frutas de época também podem ser uma alternativa mais saudável e se tornam mais saborosas por causa do menor uso de agrotóxicos em seu cultivo, já que estão no seu tempo natural de produção.

Prepare uma lista de compras

Com uma lista de compras, é possível evitar desperdícios e economizar.

Na hora de preparar a lista, leve em consideração as seguintes perguntas, recomenda a Ceagesp:

quais frutas eu ainda tenho em casa?

qual será meu cardápio?

quais produtos consumo diariamente? De quanto será o consumo deste produto?

quanto tempo pretendo que essa compra dure?

Divida ainda a sua lista de compras por grupos relacionados à durabilidade. Algumas frutas podem amadurecer depois de colhidas (são as chamadas de climatéricas) e outras não (chamadas de não climatéricas).

O mamão, a banana e a manga são exemplos de frutas que amadurecem depois de colhidas e, se as comprarmos mais verdes, pode ser que durem mais tempo em casa. A dica é escolher produtos mais “maduros” para consumo imediato e mais “verdes” para armazenagem.

Frutas como o abacaxi, a laranja, a uva e o morango devem ser compradas no ponto ideal para consumo, pois não amadurecem depois de colhidas, apenas desidratam e podem mudar de cor.

"Vá ao sacolão e à feira

Costuma ser mais barato comprar direto de agricultores locais. Eles terão alimentos mais frescos do que os do supermercado, por exemplo.

A maioria das médias e grandes cidades possuem feiras de fruticultores, lojas do tipo “sacolão”, onde o preço quase sempre está inferior aos supermercados, e centrais de abastecimento no modelo de “atacarejo” (atacado e varejo juntos), explica Belarmiro.

"Vale a pena pesquisar e estabelecer uma fidelidade com esses mercados", recomenda o agroeconomista.

Aproveite promoções

Às vezes, os supermercados podem colocar em promoção frutas que já estão no ponto para o consumo.

Ainda que você não pretenda comer os produtos naquele momento, é possível comprá-los e usar alguns truques para aproveitá-las depois. Por exemplo, preparar uma geleia ou compota ou congelar a polpa para ser utilizada em sucos.

 

 

 

 

 

 

 

 

Por - G1

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'Batman' é ótima adaptação do herói, mas história se perde ao longo das 3 horas duração

Com quase três horas de duração, não seria bem exagero falar que o novo "Batman", que estreia nesta quinta-feira (3) nos cinemas brasileiros, tem mais ou menos dois filmes dentro de si.

Na primeira metade, a nova versão do homem-morcego com Robert Pattinson (de "O farol", mas mais conhecido pela saga "Crepúsculo") com o capuz e a capa, é uma das melhores adaptações da estética e da linguagem dos gibis.

A narração afetada, a história com idas e vindas pontuais, mas certeiras, os cenários que retratam um mundo fictício muito vivo. Tudo lembra capítulos mais memoráveis do herói da DC nos quadrinhos e graphic novels (as obras mais fechadas e, muitas vezes, mais "adultas" do personagem).

Já a parte final é uma grande representação de uma das maiores características do diretor Matt Reeves (dos últimos dois filmes da trilogia "Planeta dos macacos").

Ao assumir a quarta versão cinematográfica do Batman e dividir o roteiro com Peter Craig ("Bad Boys para sempre"), o cineasta mostra seu talento em construir filmes com visuais e narrativa atraentes. Ao mesmo tempo, esses filmes parecem não saber muito bem para onde ir, com conclusões arrastadas e até frustrantes.

Nas sombras mais uma vez

"Batman" serve como um recomeço – sim, mais uma vez – para o personagem nos cinemas. Pelo menos não é outra história de origem, com um homem-morcego já estabelecido em sua luta contra o crime na cidade de Gotham. O público finalmente é poupado de mais uma cena de um colar de pérolas partido em câmera lenta em um beco escuro.

Com a investigação de uma série de mortes cometidas por um assassino serial que deixa pistas para o protagonista sob a alcunha de Charada (Paul Dano), o enredo constrói uma boa desculpa para trazer um dos fundamentos do personagem menos retratados nos cinemas.

Este é, afinal, o maior detetive do mundo (dos quadrinhos da DC).

Por outro lado, fãs das HQs podem estranhar as mudanças no vilão, que abandona sua origem cerebral de gênio do crime para vestir uma roupagem mais parecida a de psicopatas violentos como o de "Seven - Os sete crimes capitais" (1995).

No fim, ele ainda assume um lado incel/alt-right um pouco mais perturbador do que talvez até os próprios autores gostariam.

Pattinson consegue um bom equilíbrio com seu Batman. Por sorte, não há qualquer tentativa de uma voz gutural como a de Christian Bale na trilogia de Christopher Nolan.

Infelizmente, isso tem um custo, com um Bruce Wayne, o alter ego do herói, mais nas sombras do que o próprio Cavaleiro das Trevas.

Isso até ajuda a esquecer um pouco o fato de que o personagem é, no fim das contas, um bilionário que bota armadura para esmurrar criminosos sem consequências, mas também enfraquece um ponto importante do plano mirabolante (e um pouco tonto) do antagonista.

Paul Dano, Zoë Kravitz, Colin Farrell... (que elenco!)

Erros e acertos da escalação de Pattinson e Dano à parte, "Batman" conta com um dos melhores elencos de todos os filmes do herói.

Zoë Kravitz ("Big little lies") entrega a Mulher-Gato mais atraente e instigante desde Michelle Pfeiffer em "Batman: O Retorno" (1992), e Colin Farrell ("O lagosta"), ainda um dos atores mais subvalorizados de Hollywood, rouba todas as suas cenas como o Pinguim.

Jeffrey Wright ("007 - Sem tempo para morrer"), por sua vez, apresenta sua habitual competência como um novo futuro comissário Gordon, e consegue se sair bem da inevitável comparação com a interpretação de Gary Oldman no papel.

Além deles, participações de luxo como as de Peter Sarsgaard ("Lanterna Verde") e John Turturro ("Barton Fink") ajudam a manter o público engajado mesmo nos momentos mais arrastados da trama. Ela começa forte, mas aos poucos mostra que não sabe muito bem para onde ir.

Tempo demais, escuridão demais

E este é o principal problema de "Batman", que sofre de uma escuridão perpétua que ultrapassa em muito o argumento de que o herói se favorece mesmo nas sombras.

Um roteiro deve conquistar o direito de manter uma duração tão grande, e a história de Reeves certamente não chega lá.

Tudo bem, a proposta de dissecar a complexa história política e criminal da cidade junto dos planos do vilão era ousada, mas cabe aos autores a obrigação de manter todos os seus elementos coesos, sob o risco de perder o interesse dos espectadores.

Quando mais um dos muitos antagonistas é superado e o objetivo do Charada ainda não está nem perto de ser esclarecido, é um pouco inevitável se sentir tal qual o meme de John Travolta olhando de um lado para o outro enquanto segura seu sobretudo em "Pulp Fiction" (1994).

Para piorar, a conclusão repentinamente toma tons grandiosos demais, em especial para um herói urbano, com muitas coisas – pouco interessantes – acontecendo ao mesmo tempo. Ironicamente, é um final aquém das promessas do enredo. Deixa um gosto amargo após tanta espera.

"Batman" é um ótimo recomeço para o personagem nos cinemas, mas que não sabe direito como e quando terminar.

O filme tem elementos bons o suficiente para garantir o futuro para mais uma franquia, só precisa aprender com seus erros – pelo menos ele tem tempo de sobra para isso.

 

 

 

 

 

 

Por -G1

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