Produção de petróleo ultrapassa 4 milhões de barris por dia, diz ANP

A produção total de petróleo e gás no mês de setembro totalizou 4,048 milhões de barris de óleo equivalente por dia, (MMboe/d), sendo 3,148 milhões de barris diários de petróleo e 143,07 milhões de metros cúbicos por dia de gás natural, segundo informado no Painel Dinâmico de Produção de Petróleo e Gás Natural.

De acordo com a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) essa foi a segunda vez que a produção total ultrapassou a barreira dos 4 MMboe/d, a primeira havia sido em janeiro de 2020.

A produção no pré-sal alcançou 3 MMboe/d e representou 74,11% do total nacional. O Campo de Tupi produziu 887,71 Mbbl/d e foi o que apresentou maior produção. A instalação de maior produção foi o FPSO Carioca com 196,74 mil boe/d com apenas 4 poços produtores. O poço 7-ATP-6-RJS foi o maior produtor com 65 mil boe/d. 

O Painel Dinâmico de Produção de Petróleo e Gás Natural apresenta dados mensais e anuais consolidados, permitindo visualizar a evolução histórica da produção no país e também filtrá-la por campo, bacia, instalação, poço, estado, período de tempo, operador, entre outros. É possível também observar os principais parâmetros de movimentação de gás, como queima e injeção. Essas informações têm como fonte os dados declaratórios pelas operadoras. 

 

 

 

 

 

 

 

 

Por - Agência Brasil

Hashtag:
Ministro: é importante que as famílias sejam aliadas contra a dengue

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, disse hoje (20) que é muito importante ter as famílias como aliadas no combate ao mosquito da dengue, o Aedes aegypti.

“Os reservatórios dos ovos dos mosquitos se encontram nas casas, então deve ser o empenho não só das autoridades sanitárias, mas também das famílias brasileiras no combate a dengue”, disse o ministro, em entrevista ao programa A Voz do Brasil desta quinta-feira (20).

Queiroga ressalta que o mosquito da dengue também é causador da chikungunya e da zika. ”A dengue, claro, é a que tem mais relevância epidemiológica, mas nós tivemos uma epidemia de zika no passado, com aquelas consequência nas nossas crianças, a microcefalia. A chikungunya também gera problemas articulares, e essas doenças além de poder levar ao óbito, também causam internações hospitalares”, detalha o ministro.

Queiroga ressalta que todos vasculhem suas casas, à procura de reservatórios de água, que é onde o mosquito se reproduz.

Outubro Rosa

No mês em que se destaca o câncer de mama, o ministro da Saúde alerta que o câncer de mama é a principal causa de óbitos entre as mulheres mais jovens. “É um assassino de mulheres, e temos hoje com prevenir o câncer de mama e como diagnosticar precocemente, tratar, e quando é tratada na fase inicial, a doença é curável somente com tratamento cirúrgico, às vezes sem necessidade de tratamentos complementares”, diz o ministro.

Pelo Sistema Único de Saúde (SUS), o rastreamento desse tipo de câncer é feito com a mamografia, em mulheres entre 50 a 69 anos. “Agora, se houver uma suspeita da doença, em qualquer idade pode ser recomendada a mamografia”, explica o ministro.

A previsão do Instituto Nacional do Câncer é que em 2023 sejam feitos 66 mil novos diagnósticos de câncer de mama no Brasil.

Médicos pelo Brasil

Durante a entrevista, o ministro também destacou o programa Médicos pelo Brasil, que tem o objetivo de levar estes profissionais para locais remotos do país. “Há uma carreira para esse médico, não é apenas um contrato por três anos. Ele tem um vínculo, ele pode ter um salário que começa por R$ 15 mil e pode ir até R$ 38 mil, de acordo com o estágio da carreira e com a região em que ele trabalha.

Até o final de 2022, segundo Queiroga, cerca de 4 mil médicos do programa estarão trabalhando nas unidades básicas de saúde. ”Um ponto importante é a qualificação dos recursos humanos. Esses médicos, após os dois anos, que é o primeiro período, têm que apresentar uma titulação de especialidade em saúde da família”, diz o ministro.

 

 

 

 

 

 

Por - Agência Brasil

Hashtag:
CFM abrirá consulta pública sobre uso da cannabis medicinal

Em meio às reações contra a resolução do Conselho Federal de Medicina (CFM), que estabelece novas regras para a prescrição de medicamentos à base do canabidiol, um derivado da Cannabis, a autarquia federal decidiu nesta quinta-feira (20) abrir consulta pública à população sobre o assunto.

Em nota, o CFM informou que esta etapa ocorrerá de 24 de outubro a 23 de dezembro deste ano.

A Resolução 2324 de 2022 restringe o uso do canabidiol apenas ao tratamento de epilepsias da criança e do adolescente que não respondem às terapias convencionais nas síndromes de Dravet e Lennox-Gastaut, e no Complexo de Esclerose Tuberosa. A norma também proíbe médicos de prescreverem Cannabis in natura para uso medicinal, bem como quaisquer outros derivados que não o canabidiol. Fica vedada ainda a prescrição de canabidiol para indicação terapêutica diversa da prevista na resolução, com exceção de estudos clínicos previamente autorizados pelo sistema formado pela Comissão Nacional de Ética em Pesquisa e Conselhos de Ética em Pesquisa (CEP/Conep). 

Além disso, a resolução proíbe médicos de ministrarem palestras e cursos sobre uso do canabidiol, ou produtos derivados da Cannabis, fora do ambiente científico, nem fazer sua divulgação publicitária. Médicos que não observarem as determinações da resolução estarão sujeitos a responder processos no CFM que, no limite, podem levar à cassação do registro e o direito de exercer a profissão no país.

Na nota em que anuncia a consulta pública, a entidade médica reafirmou e defendeu o conteúdo da resolução, destacando que foram avaliados quase 6 mil artigos científicos publicados em "importantes periódicos nacionais e internacionais", além do recebimento de contribuições de médicos e instituições durante consulta pública anterior, ocorrida no mês de julho. 

"As conclusões apontam para evidências ainda frágeis sobre a segurança e a eficácia do canabidiol para o tratamento da maioria das doenças, sendo que há trabalhos científicos com resultados positivos confirmados apenas para os casos de crises epiléticas relacionadas às Síndromes de Dravet, Doose e Lennox-Gastaut", argumenta o CFM. "Diante desse quadro, o plenário do CFM considera prudente aguardar o avanço de estudos em andamento, cujos resultados vão ampliar – ou não – a percepção de eficácia e segurança do canabidiol, evitando expor a população a situações de risco", acrescenta.

MPF

No início da semana, o Ministério Público Federal (MPF) instaurou procedimento preparatório para apurar a legalidade da resolução. De acordo com o procurador da República Ailton Benedito de Souza, responsável pelo procedimento, a investigação vai apurar se há compatibilidade entre a resolução do CFM com o direito social à saúde, nos termos da Constituição Federal, e outros regulamentos oficiais, como os da própria Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que em 2019 autorizou a fabricação e a importação de produtos com Cannabis para fins medicinais. Sobre isso, o CFM respondeu que encaminhará todas as informações solicitadas. 

De acordo com dados da Anvisa, estima-se que mais de 100 mil pacientes façam algum tipo de tratamento usando Cannabis. Além disso, mais de 66 mil medicamentos à base de Cannabis foram importados em 2021. Cerca de 50 países já regulamentaram o uso medicinal e industrial da Cannabis e do Cânhamo.

"Os pacientes prometem entregar artigos científicos sobre medicina canabinoide baseada em evidências em mãos ao CFM e esperam ser recebidos por um representante do colegiado. Além disso, vamos entregar abaixo assinado com mais de 100 mil assinaturas pedindo a revogação da resolução", afirma a jornalista Manuela Borges, paciente e fundadora da InformaCANN, uma rede de apoio aos pacientes que usam Cannabis medicinal.

Protesto

Pacientes que usam a Cannabis medicinal também marcaram um protesto silencioso nesta sexta-feira (21), na sede do CFM, em Brasília, contra a resolução. Segundo a Associação Pan-Americana de Medicina Canabinoide, as supostas evidências científicas listadas pelo CFM na norma se restringiram a estudos publicados há mais de 8 anos e não atualizou os achados da academia mais recentes, citando a PubMed, uma das maiores bases de dados da biomedicina do mundo.

"Atualmente, há quase 30 mil pesquisas sobre o uso medicinal da Cannabis só na PubMed, sem mencionar outras bases de dados científicos. No site é possível verificar que entre 2018 e 2022, foram produzidos cerca de 10 mil artigos científicos sobre o uso medicinal da Cannabis. Mas, ao que tudo indica, as pesquisas que embasam a regulamentação da Cannabis em mais de 50 países ainda são desconhecidas pelos conselheiros do CFM", diz nota de pacientes e representantes de entidades da sociedade civil.

 

 

 

 

 

Por - Agência Brasil

Hashtag:
Carteira de crédito de cooperativas cresce 35,9% em 2021

As cooperativas de crédito mantiveram-se como o segmento do Sistema Financeiro Nacional (SFN) que mais cresce.

Segundo números divulgados hoje (20) pelo Banco Central (BC), a carteira de crédito ativa (total de empréstimos ativos) do sistema cooperativo aumentou 35,9% em 2021, enquanto a carteira de crédito do SFN cresceu 15%.

Os dados fazem parte do relatório Panorama do Sistema Nacional de Crédito Cooperativo (SNCC), publicado anualmente pelo Banco Central. O levantamento foi divulgado em comemoração ao Dia Internacional do Cooperativismo de Crédito, celebrado hoje.

De acordo com o relatório, a concessão de crédito pelas cooperativas financeiras cresceu, apesar da persistência da pandemia da covid-19 em 2021. Segundo o BC, o segmento tem presença marcante no interior do país e em negócios de pequeno porte, o que explica em parte o crescimento acima da média do SFN.

“Em mais um ano marcado pela pandemia de covid-19, o cooperativismo de crédito continuou a crescer. Ele se destaca em relação aos demais segmentos do Sistema Financeiro Nacional, demonstrando a importância para o desenvolvimento da atividade econômica, principalmente no interior do país, onde o setor possui atuação marcante”, destacou o BC em nota.

Após uma retração no início da pandemia, a expansão das cooperativas de crédito começou a acelerar no segundo semestre de 2020, encerrando aquele ano com crescimento de 35% em relação ao ano anterior. Em agosto de 2021, o volume de carteira de crédito ativa chegou a registrar alta de 42% em 12 meses, antes de desacelerar nos meses finais do ano passado.

No estudo, o órgão destaca que o crédito rural a famílias e o crédito para capital de giro impulsionaram a carteira das cooperativas de crédito no ano passado. Em expansão desde 2017, a carteira de crédito para pessoas físicas cresceu 36,6% em 2021. Desse total, o crédito rural e agroindustrial, que responde por 43,7% do crédito às pessoas físicas, foi o que mais puxou a expansão, passando de R$ 57,8 bilhões em dezembro de 2020 para R$ 82,2 bilhões em dezembro de 2021.

Pontos de atendimento

As cooperativas de crédito continuam a ampliar a presença física. Em 2021, o número de unidades de atendimento subiu 9,9%, chegando a mais da metade dos municípios brasileiros. O total de cooperados aumentou 13,5% e encerrou o ano passado em 13,6 milhões de pessoas físicas e jurídicas.

Os ativos totais das cooperativas de crédito, que inclui não apenas a carteira de crédito, mas os outros bens, totalizou R$ 459 bilhões em dezembro de 2021, alta de 23,5% no ano. O estoque de captações de recursos subiu 23,7%, em ritmo superior ao dos outros ramos do Sistema Financeiro Nacional.

Em relação aos riscos financeiros das cooperativas de crédito, o BC informou que os ativos problemáticos (como empréstimos com inadimplência) continuou a trajetória de queda iniciada em 2020. Segundo o órgão, o nível de provisões (reservas financeiras para cobrir possíveis prejuízos) está acima de 90% das perdas esperadas na carteira de crédito. O setor, apontou o relatório, continua a operar acima dos limites de segurança exigidos pela regulamentação.

O aumento da alavancagem financeira (empréstimos que multiplicam o volume de dinheiro em circulação) tem sido compensado pelo maior controle dos gastos com provisão e com as despesas operacionais, melhorando os ganhos do setor. “Além disso, a capitalização agregada das cooperativas de crédito singulares continuou confortável em relação aos limites regulamentares”, ressaltou o relatório do BC.

 

 

 

 

 

 

Por - Agência Brasil

Hashtag:
feed-image
SICREDI 02