Sexta, 17 Junho 2016 09:52

Feijão fica muito caro no Paraná, a solução é trazer da China

O preço do quilo do feijão disparou em todo o Brasil, inclusive no maior estado produtor nacional: o Paraná.

 

Só em Curitiba o aumento da variedade carioca foi de 33,46% e do preto de 17,10%, de janeiro a maio deste ano, segundo o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) medido em maio.

 

Para tentar regular o mercado, a partir de julho a feijoada brasileira passará a ser feita com feijão preto importado da Argentina. Em agosto, chega a segunda leva de feijão preto, desta vez da China. As informações são do Instituto Brasileiro do Feijão (Ibrafe).

 

Por conta deste aumento, em alguns supermercados de Curitiba o produto chegou a ser ofertado por R$ 11,65 o quilo do carioca — preço do dia 15 de junho, segundo o Disque Economia, Serviço da Secretaria de Abastecimento da Prefeitura de Curitiba. Em outras capitais como Brasília e Recife, o quilo é vendido a R$ 15 e em São Paulo, entre R$ 12 e R$ 14, segundo dos dados dos Instituto Brasileiro do Feijão.

 

Esses aumentos se devem a menor oferta de produto no mercado, resultado da quebra de safra causada pelo fenômeno climático El Niño e migração de consumo. Com a alta do carioca, o consumo foi direcionado para o preto. “Tivemos quebra nas três últimas safras de feijão, ora por causa do excesso de chuvas no momento da colheita, o que prejudicou a qualidade do grão, ora por falta de água e calor, ora pelo frio na época errada”, explica o Carlos Alberto Salvador, engenheiro agrônomo do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Paraná (Seab).

 

Por conta deste cenário, só no Paraná, deixaram de ser colhidas 131 mil toneladas de feijão, safra 2015/16. O Estado responde por mais de um quarto da produção nacional de feijão e esperava colher 769 mi toneladas. Na época do plantio, em fevereiro, a chuva castigou as lavouras. Depois, em abril, foram 30 dias de estiagem e agora, entre maio e junho, o frio. As geadas das últimas semanas sapecaram as plantas da terceira safra de feijão, ainda no campo. A consequência é a quebra na produção que pode chegar a 20%.

 

Além de Paraná, houve quebra na safra também nos demais estados produtores. “Em Minas, segundo maior estado produtor, também houve problemas com a safra”, diz o presidente do Ibrafe, Marcelo Eduardo Lüders. Ele ressalta que o mesmo cenário se repetiu em Mato Grosso do Sul, Goiás e São Paulo, que juntos com Paraná e Minas formam, por ordem decrescente, os cinco maiores produtores de feijão do Brasil. (Com Bem Paraná)

 

 

 

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    A estimativa de perda na microrregião de Francisco Beltrão é de 10%. Na micro de Pato Branco, onde o frio foi mais intenso, a redução ficará entre 20% e 30%.

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    Produtos importantes para a alimentação do brasileiro, como a batata-inglesa e o feijão carioca, estão entre os itens que mais contribuíram para o recuo da inflação oficial de 0,52% em julho deste ano para 0,44% em agosto.

     

    A batata-inglesa, por exemplo, teve queda de preços de 8% de um mês para outro, enquanto o feijão carioca ficou 5,6% mais barato no período.

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    O presidente do Instituto Brasileiro do Feijão e Pulses (Ibrafe), Marcelo Lüders, disse que é preciso construir uma política de diversificação do consumo de feijão no país.

     

    Segundo ele, o hábito do brasileiro de consumir prioritariamente feijão-carioca deixa o país e os produtores muito dependentes.

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