Inquérito conclui que freira foi estuprada e morta com crueldade no Paraná

O inquérito que apura a morte da freira Nadia Gavanski, de 82 anos, dentro do convento no dia 21 de fevereiro de 2026, em Ivaí, na região dos Campos Gerais do Paraná, chegou à conclusão.

O delegado Hugo Fonseca, da Polícia Civil, apresentou o resultado da investigação e confirmou a autoria dos crimes.

Segundo ele, o investigado cometeu homicídio qualificado, com emprego de meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima. 

A investigação também aponta agravantes pelo fato de a vítima ter mais de 60 anos e possuir deficiência. O relatório inclui ainda estupro qualificado, devido à gravidade das lesões constatadas, resistência no momento da prisão e violação de domicílio qualificada pela invasão do convento mediante escalada.

Imagens de câmeras de segurança mostram o homem escalando o muro para invadir o convento. A perícia também identificou vestígios de sangue nas roupas do investigado.

O laudo pericial indicou violência física e sexual. A vítima possuía limitações motoras e de fala após um AVC e não teve chance de defesa, conforme apontou a investigação.

Durante interrogatório, o investigado admitiu parte das agressões e declarou que ouviu "vozes". A perícia técnica descartou versões que tentaram afastar a natureza sexual dos atos.

Segundo o delegado, a soma das penas máximas previstas no Código Penal para os quatro crimes pode ultrapassar 50 anos de reclusão, considerando os limites máximos de 30 anos para o homicídio qualificado com aumento de pena, 15 anos para o estupro qualificado, além das penas de resistência e violação de domicílio.

O investigado permanece preso preventivamente e aguarda julgamento à disposição do Poder Judiciário.

 

 

 

 

POr - Catve

 CNJ afasta desembargador que absolveu acusado de estupro de vulnerável

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) determinou nesta sexta-feira (27) o afastamento do desembargador Magid Nauef Láuar, da 9ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG). O magistrado também foi alvo de uma operação da Polícia Federal (PF).

A medida foi tomada após o desembargador ser alvo de pedidos de investigação por ter proferido voto que levou à absolvição de um homem acusado de estupro de vulnerável contra uma adolescente de 12 anos e a mãe da menina, que teria sido conivente com o crime.

Em nota à imprensa, o CNJ confirmou que, após a repercussão do caso, recebeu denúncias de que o magistrado teria praticado delitos sexuais durante o período em que atuou como juiz nas comarcas de Ouro Preto (MG) e Betim (MG).

Segundo o conselho, cinco supostas vítimas do desembargador já foram ouvidas pela Corregedoria Nacional de Justiça. Ao identificar que há fatos recentes, que ainda não prescreveram, o CNJ determinou o prosseguimento da apuração das denúncias.

Diante das acusações, Magid Nauef ficará afastado do cargo para evitar interferências na investigação.

Recuo

Nesta quarta-feira (25), antes de ser afastado, o desembargador proferiu uma decisão individual e restabeleceu a decisão de primeira instância que condenou o homem e a mãe da adolescente. Ele também determinou a prisão dos acusados.

A Agência Brasil busca contato com a defesa do magistrado.

 

 

 

 

 

Por- Agência Brasil

 Renda domiciliar per capita chega a R$ 2.316 em 2025, diz IBGE

O rendimento domiciliar per capita para o Brasil, em 2025, ficou em R$ 2.316. O valor representa um avanço em relação a 2024, quando a renda média dos residentes no país ficou em R$ 2.069. Foi maior também na comparação com anos anteriores: R$ 1.893, em 2023, e R$ 1.625, em 2022.

Entre as unidades da federação, esse valor variou de R$ 1.219 no Maranhão a R$ 4.538 no Distrito Federal. Nove estados e o DF superaram o rendimento médio nacional.

Na sequência do DF, que registrou a maior renda, ficaram os estados de São Paulo (R$ 2.956), Rio Grande do Sul (R$2.839), Santa Catarina (R$2.809), Rio de Janeiro (R$2.794), Paraná (R$ 2.762), Mato Grosso do Sul (R$ 2.454), Goiás (R$ 2.407), Minas Gerais (R$2.353) e Mato Grosso (R$ 2.335).

Os dados registrados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua divulgados nesta sexta-feira (27) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Conforme o órgão, a divulgação atende à Lei Complementar 143/2013, que estabelece os novos critérios de pagamentos do Fundo de Participação dos Estados e do Distrito Federal (FPE). Além disso, em consequência, define os compromissos assumidos para determinar os valores que serão repassados ao Tribunal de Contas da União (TCU) “para o cálculo dos fatores representativos do inverso do rendimento domiciliar per capita”.

Segundo o IBGE, o rendimento domiciliar per capita é calculado como a razão entre o total dos rendimentos domiciliares (nominais) e o total dos moradores.

“Nesse cálculo, são considerados os rendimentos de trabalho e de outras fontes”, informou, acrescentando que para o cálculo, todos os moradores são considerados, incluindo os classificados como pensionistas, empregados domésticos e parentes dos empregados domésticos.

Os valores são definidos levando em consideração os rendimentos brutos de trabalho e de outras fontes, efetivamente recebidos no mês de referência da pesquisa, acumulando as informações das primeiras visitas da PNAD Contínua aos domicílios, feitas no 1º, 2º, 3º, e 4º trimestres de 2025.

Segundo o IBGE, a PNAD Contínua é uma pesquisa domiciliar, amostral, realizada desde janeiro de 2012, “que acompanha as flutuações trimestrais e a evolução da força de trabalho, entre outras informações necessárias para o estudo do desenvolvimento socioeconômico do país”.

Em 2020 e 2021 os dados sofreram impacto da pandemia de covid-19 e de acordo com o IBGE, houve queda acentuada de taxas de aproveitamento da coleta, sobretudo da primeira visita ao domicílio. “As menores taxas de aproveitamento das entrevistas refletiam o contexto excepcional, ocasionado pela pandemia de covid-19 nesses anos e os procedimentos adotados para minimizar as perdas de informação que poderiam ocorrer devido à pandemia, ao isolamento social e ao acesso dos entrevistadores aos domicílios”, explicou.

Esse panorama começou a mudar a partir de 2022, quando já se observava o processo de recuperação do aproveitamento das entrevistas em curso, o que se consolidou em 2023.

“Diante desses impactos, para o cálculo do rendimento domiciliar per capita dos anos de 2020, 2021 e 2022 foi adotada a quinta visita ao domicílio, em alternativa ao padrão até então adotado (primeira visita) e temporariamente suspenso em decorrência da pandemia de covid-19.”

“A partir de 2023, com o retorno aos níveis de aproveitamento das amostras, o cálculo do rendimento domiciliar per capita volta a ter como referência o banco de primeira visita aos domicílios”, concluiu o IBGE.

Rendimento nominal mensal domiciliar per capita da população residente, segundo as Unidades da Federação – 2025
Unidades da FederaçãoRendimento nominal mensal domiciliar per capita da população residente (R$)
Brasil2.316
Rondônia1.991
Acre1.392
Amazonas1.484
Roraima(1)1.878
Pará1.420
Amapá1.697
Tocantins2.036
Maranhão1.219
Piauí1.546
Ceará1.390
Rio Grande do Norte1.819
Paraíba1.543
Pernambuco1.600
Alagoas1.422
Sergipe1.697
Bahia1.465
Minas Gerais2.353
Espírito Santo2.249
Rio de Janeiro2.794
São Paulo2.956
Paraná2.762
Santa Catarina2.809
Rio Grande do Sul2.839
Mato Grosso do Sul2.454
Mato Grosso2.335
Goiás2.407
Distrito Federal 4.538

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Pesquisas por Amostra de Domicílios, Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua - PNAD Contínua - 2025.
Nota (1): Em cumprimento ao Mandado de Segurança - Ação Judicial nº 1000261-89.2020.4.01.4200, o valor de Roraima é R$ 1.764.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Por - Agência Brasil

 Adapar habilita 56 profissionais de 6 estados para emissão de certificados fitossanitários

A Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) realizou nesta semana um curso voltado à habilitação de profissionais para a emissão de Certificados Fitossanitários de Origem (CFO) e de Origem Consolidada (CFOC). A habilitação é destinada para engenheiros agrônomos com registro regular nos Conselhos Regionais de Engenharia e Agronomia.

Ao todo, 46 profissionais do Paraná e de mais cinco estados participaram da capacitação, que aconteceu quarta e quinta-feira (25 e 26). Além disso, 10 servidores da Adapar também foram capacitados. A Adapar vai emitir certificados de participação dos profissionais no curso.

O curso foi realizado no município de Cerro Azul, na Região Metropolitana de Curitiba e teve a parceria do Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-PR), prefeitura de Cerro Azul e Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). O foco do conteúdo foi em vegetais que podem hospedar Pragas Quarentenárias Presentes que, no Brasil, são aquelas que causam alto impacto econômico, mas não são amplamente distribuídas e contam com vigilância e controle oficial para evitar disseminação.

Foram abordadas a Xanthomonas citri subsp. citri (Cancro Cítrico), Candidatus Liberibacter americanus e Candidatus Liberibacter asiaticus, conhecidas por Greening ou Huanglongbing (HLB).

A capacitação não se limita apenas a profissionais paranaenses e, na sua 80ª edição, contou com engenheiras e engenheiros agrônomos dos estados da Bahia, de Minas Gerais, do Rio Grande do Sul, de Santa Catarina e de São Paulo. O chefe da divisão de Certificação e Rastreabilidade Vegetal da Adapar, Juliano Farinazzo Galhardo, foi o responsável pela realização do curso e destacou a qualidade e reputação da capacitação.

“Os cursistas gostaram muito, segundo as fichas de avaliação de satisfação preenchidas”, comentou. “Teve pessoa que veio de avião, 1.800 quilômetros de distância, desceu em Curitiba foi até Cerro Azul participar da capacitação, porque esses os cursos de CFO e CFOC da Adapar são reconhecidos pela qualidade, comprometimento do quadro técnico, e pelo fato serem realizados no local de produção, com as práticas e abordando as rotinas”, ressaltou o engenheiro agrônomo.

CONTEÚDO – O curso teve conteúdo relacionado a legislação vigente, identificação e controle de pragas, uso do Sistema de Defesa Sanitária Vegetal da Adapar e práticas de campo. Foi dividido em dois módulos. No primeiro, foram detalhadas as normas sobre as certificações, o trânsito de plantas ou de produtos vegetais relacionado com a Permissão de Trânsito de Vegetais (PTV) e noções sobre normas internacionais.

O segundo módulo tratou de aspectos de classificação taxonômica, levantamento e mapeamento em condições de campo da praga; práticas de monitoramento, tipos de armadilhas, identificação, coleta, acondicionamento e transporte de amostras; bioecologia; sintomas e sinais em plantas hospedeiras; ações de prevenção; e métodos de controle.

PARCERIA – A ação aconteceu em parceria com o Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-PR), com a prefeitura de Cerro Azul e com o Ministério da Agricultura e Pecuária.

 

 

 

Por - AEN

Prévia da inflação de fevereiro atinge 0,84%, diz IBGE

A prévia da inflação oficial de fevereiro ficou em 0,84%, o que representa avanço em relação ao mês anterior, quando ficou em 0,20%. O maior impacto (0,32 p.p.) no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) partiu do grupo educação, que teve alta de 5,20%. A explicação está nos reajustes no início do ano letivo que ocorreram nas mensalidades de escolas e cursos.

Outro grupo que influenciou o indicador foi o de transportes, com elevação de 1,72%. Neste caso, o peso no índice ficou em 0,35 p.p. (ponto percentual). Os demais grupos oscilaram entre -0,42% de vestuário e 0,67% de saúde e cuidados pessoais.

A alta acumulada do IPCA-15 no ano é de 1,04%, enquanto nos últimos 12 meses foi de 4,10%. O resultado é menor do que os 4,50% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores.

Os dados do IPCA-15 de fevereiro, divulgados nesta sexta-feira (27) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), indicam ainda que no grupo saúde e cuidados pessoais a alta ficou em 0,67% e impacto de 0,09 p.p, com destaques para os avanços em artigos de higiene pessoal (0,91%) e do plano de saúde (0,49%).

No grupo alimentação e bebidas, que subiu 0,20% com impacto de 0,04 p.p., a alimentação no domicílio avançou 0,09% em fevereiro, que representa recuo em relação a janeiro, quando marcou 0,21%. Conforme o indicador, as principais variações positivas ficaram com o tomate (10,09%) e as carnes (0,76%).

Nas queda de percentual, os destaques foram o arroz (-2,47%), o frango em pedaços (-1,55%) e as frutas (-1,33%). “A alimentação fora do domicílio registrou maior variação que no domicílio: 0,46%, com as altas da refeição (0,62%) e do lanche (0,28%)”, informou o IBGE.

Após cair 0,26% em janeiro, o grupo habitação teve alta de 0,06% em fevereiro. Os resultados da taxa de água e esgoto (1,97%) e do aluguel residencial (0,32%) foram destaques.

Em sentido contrário, a energia elétrica residencial caiu 1,37% e foi o subitem com o maior impacto negativo no indicador (0,06 p.p.). O motivo foi a ocorrência no período de bandeira tarifária verde, que é sem custo adicional para os consumidores. “A taxa de água e esgoto teve alta de 1,97%, enquanto o subitem gás encanado registrou queda de 0,71% nas tarifas”, informou o IBGE.

Indicadores regionais

Nos índices regionais, São Paulo teve a maior variação (1,09%). A explicação está nas elevações dos subitens passagens aéreas (16,92%) e nos cursos regulares (6,34%), com destaque para o ensino fundamental (8,32%). A menor variação ficou em Recife (0,35%). O motivo foram as quedas no transporte por aplicativo (-10,34%) e na energia elétrica residencial (-2,32%).

De acordo com o IBGE, para o cálculo do IPCA-15 de fevereiro, foram analisados os preços coletados no período de 15 de janeiro de 2026 a 12 de fevereiro de 2026 (referência) e comparados com aqueles vigentes de 13 de dezembro de 2025 a 14 de janeiro de 2026 (base).

“O indicador refere-se às famílias com rendimento de 1 a 40 salários-mínimos e abrange as regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife, São Paulo, Belém, Fortaleza, Salvador e Curitiba, além de Brasília e do município de Goiânia”, diz o levantamento.

A metodologia utilizada é a mesma do IPCA, a diferença está no período de coleta dos preços e na abrangência geográfica. A próxima divulgação do IPCA-15, referente a março, será em 26 do mesmo mês.

 

 

 

 

 

POr - Agência Brasil

Receita paga lote da malha fina do Imposto de Renda de fevereiro

Cerca de 205 mil contribuintes que caíram na malha fina e regularizaram as pendências vão acertar as contas com o Leão. Nesta sexta-feira (27), a Receita Federal paga o lote da malha fina de fevereiro, que também contempla restituições residuais de anos anteriores.

Ao todo, 204.824 contribuintes receberão R$ 578,97 milhões. Desse total, R$ 337,69 milhões irão para contribuintes com prioridade legal no reembolso.

As restituições estão distribuídas da seguinte forma:

  • 127.585 contribuintes que usaram a declaração pré-preenchida e/ou optaram simultaneamente por receber a restituição via Pix;
  • 39.290 contribuintes de 60 a 79 anos;
  • 17.318 contribuintes sem prioridade;
  • 10.735 contribuintes cuja maior fonte de renda seja o magistério;
  • 6.632 contribuintes acima de 80 anos;
  • 3.264 contribuintes com deficiência física ou mental ou doença grave.

A consulta está disponível desde o último dia 20 na página da Receita Federal na internet. Basta o contribuinte clicar em “Meu Imposto de Renda” e, em seguida, no botão “Consultar a Restituição”. Também é possível fazer a consulta no aplicativo da Receita Federal para tablets e smartphones.

Pagamento

O pagamento será feito na conta ou na chave Pix do tipo CPF informada na declaração do Imposto de Renda. Caso o contribuinte não esteja na lista, deverá entrar no Centro Virtual de Atendimento ao Contribuinte (e-CAC) e tirar o extrato da declaração. Se verificar uma pendência, pode enviar uma declaração retificadora e esperar os próximos lotes da malha fina.

Se, por algum motivo, a restituição não for depositada na conta informada na declaração, como no caso de conta desativada, os valores ficarão disponíveis para resgate por até um ano no Banco do Brasil.

Nesse caso, o cidadão poderá agendar o crédito em qualquer conta bancária em seu nome, por meio do Portal BB ou ligando para a Central de Relacionamento do banco, nos telefones 4004-0001 (capitais), 0800-729-0001 (demais localidades) e 0800-729-0088 (telefone especial exclusivo para deficientes auditivos).

Caso o contribuinte não resgate o valor de sua restituição depois de um ano, deverá requerer o valor no Portal e-CAC. Ao entrar na página, o cidadão deve, acessando o menu “Declarações e Demonstrativos”, clicar em “Meu Imposto de Renda” e, em seguida, no campo "Solicitar restituição não resgatada na rede bancária".

 

 

 

 

 

 

POr - Agência Brasil

Estado conclui formação de novos especialistas para fortalecer o SUS no Paraná

A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) promoveu nesta quinta-feira (26) a formatura de novos profissionais dos programas de residência vinculados à rede estadual, em cerimônia na Escola de Saúde Pública do Paraná (ESPP). O evento reuniu 18 formandos, além de autoridades da saúde estadual, gestores hospitalares, coordenadores de programas e familiares dos formandos.

A solenidade marcou a conclusão de residências uniprofissionais, multiprofissionais e médicas em áreas estratégicas para o fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS), como enfermagem obstétrica, saúde mental, psiquiatria, cirurgia geral e dermatologia. Os programas são desenvolvidos em parceria com hospitais estaduais e municipais e integram a política de formação e qualificação permanente de profissionais da saúde no Paraná.

Durante a cerimônia, o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto, destacou a importância da formação especializada para a consolidação de uma rede pública mais resolutiva e regionalizada. “A qualificação profissional é um dos pilares da política estadual de saúde, com impacto direto na qualidade do atendimento e na ampliação do acesso da população aos serviços”.

A diretora da Escola de Saúde Pública do Paraná, Solange Rothbarth Bara, ressaltou o papel da instituição na formação de profissionais alinhados às necessidades do SUS e preparados para atuar em diferentes realidades do Estado. “A integração entre ensino e serviço fortalece a rede de atenção e contribui para a melhoria contínua da assistência”, disse.

Os novos especialistas passam a integrar o mercado de trabalho com experiência prática em unidades hospitalares e serviços da rede pública, contribuindo para a ampliação da capacidade assistencial e para a qualificação do atendimento em todas as regiões do Paraná.

A cerimônia também simbolizou o fortalecimento das políticas de educação permanente em saúde, consideradas estratégicas pela Sesa para garantir inovação, segurança e excelência no cuidado prestado à população paranaense.

O diretor-geral da Secretaria de Estado da Saúde, César Neves,também destacou o papel da formação especializada para a consolidação de uma saúde pública universal e de qualidade. “Defender o SUS é defender uma saúde pública universal, acessível e resolutiva. A qualificação permanente dos profissionais é fundamental para que possamos manter e aprimorar esse modelo, assegurando atendimento cada vez mais eficiente, técnico e humanizado em todas as regiões do Paraná”, afirmou.

ESPECIALIZAÇÃO – A médica Letícia Midori Kondo Iwamoto, integrante da primeira turma do Programa de Residência Médica em Dermatologia do Hospital de Dermatologia Sanitária do Paraná (HDSPR), relembrou o sentimento de realização ao concluir a especialização e participar da estruturação do serviço na unidade. “Foram três anos intensos. Ser a primeira turma não é fácil, mas é muito especial fazer parte da construção de um serviço que hoje funciona de forma organizada e integrada. Trabalhamos em contato direto com outras especialidades e com toda a equipe do hospital, o que fortalece muito o cuidado ao paciente”.

O chefe do Serviço de Dermatologia do HDSPR, Carlos de Castro, falou sobre o caráter histórico ao formar a primeira turma de residentes da instituição. “Esta é a nossa primeira turma, formada por três residentes. O hospital está completando 100 anos de história. No passado, era um leprosário como a doença era chamada  e hoje seguimos como um dos poucos hospitais do Brasil especializados em dermatologia. Essa turma é desbravadora e marca uma mudança importante: estamos deixando de ser apenas um hospital assistencial para nos consolidarmos também como hospital-escola”, afirmou.

HOSPITAL DO TRABALHADOR – Na tarde de quarta-feira (25), foi realizada a formatura dos programas de residência dos formandos do Complexo do Hospital do Trabalhador (HT). Ao todo, 35 residentes concluíram a formação, em cerimônia que também marcou os 20 anos da residência médica na instituição. A solenidade reuniu profissionais das áreas médicas e multiprofissionais formados pela instituição, que é referência estadual em atendimento de média e alta complexidade, especialmente nas áreas de trauma e urgência e emergência.

FORMADOS – Os residentes finalizam o Programa de Residência Uniprofissional em Enfermagem Obstétrica da Escola de Saúde Pública do Paraná, em parceria com o Complexo Hospitalar do Trabalhador; Programa de Residência Multiprofissional em Saúde Mental da Escola de Saúde Pública do Paraná, em parceria com a Secretaria Municipal da Saúde de Pinhais; Programa de Residência Médica em Psiquiatria do Hospital Adauto Botelho (HAB); Programa de Residência Médica em Cirurgia Geral do Hospital Regional do Litoral (HRL) e o Programa de Residencia Médica em Dermatologia do Hospital de Dermatologia Sanitária do Paraná- São Roque (HDSPR)

Para conferir os programas da Sesa, acesse o site da Escola de Saúde.

 

 

 

 

Por - AEN

Regulariza Paraná é prorrogado e cidadão tem até fim de março para quitar dívidas com descontos

Os contribuintes paranaenses terão mais tempo para colocar as dívidas atrasadas em dia. O prazo de adesão ao Programa Regulariza Paraná foi prorrogado e agora vai até 27 de março para quem optar pelo parcelamento, e 31 de março para pagamento em parcela única.  O decreto oficial, com efeito retroativo, deve ser publicado na próxima semana.

O Regulariza funciona como um programa ampliado de recuperação fiscal, permitindo a renegociação de débitos de IPVA, ICMS, multas e créditos inscritos em dívida ativa. Desde o lançamento, em dezembro de 2025, o programa já possibilitou a recuperação de mais de R$ 380 milhões aos cofres públicos, ao mesmo tempo em que ajudou milhares de contribuintes a reorganizarem sua situação fiscal.

“A prorrogação é uma oportunidade para que mais contribuintes possam regularizar sua situação com condições facilitadas. Nosso objetivo é estimular a adimplência, oferecer segurança jurídica e permitir que empresas e cidadãos sigam suas atividades com tranquilidade”, afirma o secretário estadual da Fazenda, Norberto Ortigara.

Entre os principais débitos incluídos está o Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA). Podem ser negociadas dívidas com fato gerador até 31 de dezembro de 2024, com pagamento exclusivamente à vista e redução de 95% da multa e 60% dos juros.

O programa contempla débitos de ICMS com fatos geradores até 28 de fevereiro de 2025, inclusive valores ainda não constituídos, inscritos em dívida ativa ou em discussão judicial. As condições variam conforme a forma de pagamento, com descontos mais elevados para a quitação à vista e reduções graduais de multa e juros nos parcelamentos em até 24 vezes. Quando a dívida já estiver judicializada, é necessário quitar os honorários advocatícios ou, ao menos, a primeira parcela para aderir ao programa.

O Regulariza também abrange créditos tributários e não tributários inscritos em dívida ativa até 4 de novembro de 2025, com possibilidade de pagamento à vista ou parcelado em prazos mais longos, sempre com redução de multas. Em uma etapa posterior, o programa ainda permitirá a negociação de multas ambientais aplicadas pelo Instituto Água e Terra (IAT), além de outros débitos vinculados a órgãos da administração pública estadual.

ACERTE JÁ – O Regulariza faz parte do Acerte Já, um portal que centraliza, em um único ambiente digital, todas as ferramentas de consulta, simulação e adesão aos programas de renegociação de débitos tributários, não tributários e inscritos em dívida ativa. A iniciativa foi criada para apoiar especialmente os contribuintes que enfrentam dificuldades para manter suas obrigações em dia.

Por meio do site parana.pr.gov.br/lp/Acerte-Ja é possível acessar diretamente programas como o Regulariza Paraná, que integra a plataforma, além do Renegocia Paraná. O portal reúne informações claras, condições especiais de pagamento e descontos expressivos, tornando mais simples e transparente o processo de negociação e permitindo que o contribuinte regularize suas pendências com o Estado de forma prática e segura.

 

 

 

 

 

Por - AEN

Mês de transição, março terá temperaturas mais amenas e menos chuva, prevê Simepar

O mês que marca a chegada do outono trará temperaturas mais amenas e menos chuva ao Paraná. Março de 2026, de acordo com o Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar), terá temperaturas mais baixas ao amanhecer e mais dias nublados na faixa Leste. Não há previsão de ondas de calor severas no período. 

O outono astronômico terá início às 11h46 do dia 20 de março, mas as mudanças meteorológicas já demonstram desde o início do mês que trata-se de um período de transição entre as estações. “Março ainda é considerado um mês do verão. No Interior do Paraná, com maior predomínio de sol, teremos ainda vários dias consecutivos com temperaturas acima dos 30°C, principalmente no Norte e Oeste do Estado, mas no Leste e no Extremo Sul já começamos a ter mudanças no tempo”, ressalta Reinaldo Kneib, meteorologista do Simepar. 

Apesar de serem altas no Interior, as temperaturas serão inferiores às registradas em janeiro de 2026, quando várias cidades atingiram valores entre 35°C e 39°C. Ao longo do mês, as primeiras massas de ar frio começam a se aproximar do Sul do Brasil, transportando um ar um pouco mais seco e com temperaturas mais baixas para o Leste e o Sul do Paraná.

“Por isso começamos a perceber mais nuvens, principalmente no Litoral e na Região Metropolitana de Curitiba. Nestas regiões os dias já amanhecem com temperaturas um pouco mais baixas, e isso favorece para que os dias sejam menos abafados. Mesmo assim, ao longo do mês, podemos registrar alguns dias com temperaturas elevadas”, explica Reinaldo. 

Devido à redução da umidade e do calor na atmosfera, em março historicamente chove um pouco menos do que os valores registrados em janeiro e fevereiro, no Paraná. “A tendência é de que em março de 2026 tenhamos chuvas ligeiramente abaixo da média, principalmente na faixa Oeste do Estado. Mas isso não quer dizer que o tempo vai ser seco. O que muda é que teremos maiores períodos sem chuva do que as precipitações típicas do verão, que ocorreram quase que diariamente em algumas regiões em dezembro e janeiro”, detalha.

Já no Centro e no Leste do Paraná, principalmente entre a Região Metropolitana de Curitiba e o Litoral, os acumulados de chuva devem ficar próximos da média histórica em março de 2026.  

CALOR - A temperatura média, ou seja, a média de todas as temperaturas registradas no dia, em março historicamente é mais alta em todo o Noroeste e extremo Oeste, bem como no Litoral Norte e ao redor de Cornélio Procópio até a divisa com São Paulo, ficando entre 24°C e 26°C. A mais baixa é especificamente em General Carneiro, entre 16°C e 18°C.

Ao redor de Curitiba, de Guarapuava e até a região de Palmas, a temperatura média historicamente em março fica entre 18°C e 20°C. Nas outras regiões dos Campos Gerais e Centro Sul do Estado, em Cascavel e na parte Leste da Região Metropolitana de Curitiba, já perto da Serra do Mar, a temperatura média historicamente em março fica entre 20°C e 22°C. No resto do Estado, fica entre 22°C e 24°C. 

Com relação à média das temperaturas máximas, as mais altas são no extremo Oeste, no Noroeste e em toda a área que faz divisa com São Paulo, ultrapassando os 30°C. A região de Palmas até Cruz Machado possui a menor média de temperaturas máximas em março, na faixa de 24°C a 26°C. O Centro-Sul e a Região Metropolitana de Curitiba tem máximas médias em março de 26°C a 28°C. No resto do Estado, as máximas médias ficam entre 28°C e 30°C.

A média das temperaturas mínimas, geralmente registradas no amanhecer, é mais alta no Noroeste e no Litoral em março, onde ultrapassa os 20°C. Entre Palmas e Cruz Machado a média das mínimas em março é a mais baixa do estado: entre 14°C e 16°C. No Centro Sul, Campos Gerais e parte oeste da Região Metropolitana de Curitiba, as mínimas médias em março ficam entre 16°C e 18°C. Em toda a faixa Oeste, na faixa Norte e na região da Serra do Mar, bem como nas outras áreas da Região Metropolitana de Curitiba, as mínimas médias ficam entre 18°C e 20°C em março.

CHUVAS - Já sobre as chuvas, a região de Doutor Ulisses é a mais seca do Paraná historicamente em março, registrando um acumulado mensal entre 75 mm e 100 mm. Na parte norte da Região Metropolitana de Curitiba, incluindo a Capital, e nos Campos Gerais, bem como nas cidades que fazem divisa com o Mato Grosso do Sul e nas regiões de Vitorino e de Candói, a média de chuva em março é de 100 mm a 125 mm.

No Litoral a média de chuvas em março é a mais alta, chegando a valores entre 225 mm até mais de 300 mm. No resto do Estado, a média de chuva em março historicamente fica entre 125 mm e 200 mm.

 

 

 

 

 

POr - AEN