Termina às 23h59 desta sexta-feira (29) o prazo para declaração do Imposto de Renda. Até ontem (28), 11,5% dos contribuintes (5,1 milhões de pessoas) ainda não haviam acertado as contas com o leão. Quem perde o prazo de envio da declaração pagará multa de R$ 165,74 ou 1% do imposto devido, prevalecendo o maior valor.

Além disso, o CPF do contribuinte deixa de ser regular e se torna “pendente de regularização”. Segundo o auditor-fiscal da Receita Federal, José Carlos Fonseca, as consequências de não entregar a declaração do imposto de renda vão de entraves para abrir uma conta bancária até a emissão de passaporte.
“Nessas situações, o próprio mercado começa a olhar para esse contribuinte de forma diferente. Bancos podem não aceitar abertura de contas de uma pessoa que tá com pendência na Receita Federal; empréstimos acabam sendo negados porque a pessoa tem uma pendência; o passaporte já não é emitido. A pessoa passa a ter uma série de problemas porque o CPF tá pendente”.
É importante lembrar que o fato de a pessoa não ter entregue a declaração ou estar na malha fina por anos anteriores não a desobriga de declarar neste ano.
O programa gerador da declaração está disponível desde 19 de março.
As pessoas físicas que receberam rendimentos tributáveis acima de R$ 35.584, assim como aquelas que obtiveram receita bruta da atividade rural acima de R$ 177.920, são obrigadas a declarar. As pessoas que receberam até dois salários mínimos mensais em 2025 estão dispensadas de fazer a declaração, salvo se se enquadrarem em outro critério de obrigatoriedade.
Meios de declarar
A maioria dos documentos foi preenchida a partir do programa de computador (78,1%), enquanto 15,5% dos contribuintes recorreram ao preenchimento on-line, que deixa o rascunho da declaração salvo nos computadores do Fisco (nuvem da Receita), e 6,4% declararam pelo aplicativo Meu Imposto de Renda para smartphones e tablets.
Um total de 59,6% dos contribuintes que entregaram o documento à Receita Federal usaram a declaração pré-preenchida, por meio da qual o declarante baixa uma versão preliminar do documento, bastando confirmar as informações ou retificar os dados. A opção de desconto simplificado representa 55% dos envios.
Por- Agência Brasil
A economia brasileira cresceu 1,1% no primeiro trimestre de 2026 na comparação com o último trimestre de 2025. No acumulado de 12 meses, houve expansão de 2%.

O resultado do Produto Interno Bruto (PIB, conjunto de bens e serviços produzidos no país) foi divulgado na manhã desta sexta-feira (3) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Em valores correntes, o PIB brasileiro alcançou R$ 3,3 trilhões, no primeiro trimestre.
O que é o PIB
O PIB é o conjunto de todos os bens e serviços produzidos em uma localidade em determinado período. Com o dado, é possível traçar o comportamento da economia do país, estado ou cidade, assim como fazer comparações internacionais.
O PIB é calculado com o auxílio de diversas pesquisas setoriais, como comércio, serviços, indústria e agropecuária.
Os bens e serviços finais que compõem o PIB são medidos no preço em que chegam ao consumidor. Dessa forma, levam em consideração também os impostos cobrados.
O PIB ajuda a compreender a realidade de um país, mas não expressa fatores como distribuição de renda e condição de vida.
É possível, por exemplo, um país ter PIB alto e padrão de vida relativamente baixo, assim como pode haver nação com PIB baixo e altíssima qualidade de vida.
Por - Agência Brasil
Quase 9 milhões de contribuintes recebem nesta sexta-feira (29) o maior lote de restituição do Imposto de Renda da história. Ao longo do dia, a Receita Federal pagará R$ 16 bilhões a 8.749.992 pessoas. O pagamento contempla o primeiro lote da Declaração do Imposto de Renda Pessoa Física de 2026 e restituições residuais de anos anteriores.

Em nota, a Receita informou que o lote recorde se deve à agilidade no processamento das declarações e do avanço das ferramentas de modernização e automação adotadas pelo órgão. O primeiro lote de 2026, informou o órgão, representa 40% das restituições previstas para serem pagas este ano, tanto em valores quanto em número de contribuintes.
Dos R$ 16 bilhões desse lote, R$ 8,64 bilhões vão para contribuintes com prioridade legal no reembolso.
As restituições estão distribuídas da seguinte forma:
- 4.959.431 contribuintes que usaram a declaração pré-preenchida e/ou optaram simultaneamente por receber a restituição via Pix (prioridade não determinada por lei)
- 2.256.975 contribuintes de 60 a 79 anos (prioridade legal)
- 1.054.789 contribuintes cuja maior fonte de renda seja o magistério (prioridade legal)
- 256.697 contribuintes acima de 80 anos (prioridade legal);
- 222.100 contribuintes com deficiência física ou mental ou doença grave (prioridade legal).
Neste lote, que coincide com o último dia de entrega da Declaração do Imposto de Renda deste ano, não há o pagamento a contribuintes sem prioridade.
A consulta pode ser feita desde o último dia 22, na página da Receita Federal na internet. Basta o contribuinte clicar em “Meu Imposto de Renda” e, em seguida, no botão “Consultar a Restituição”. Também é possível fazer a consulta no aplicativo da Receita Federal para tablets e smartphones.
O recorde anterior tinha sido registrado no primeiro lote de 2025, que contemplou créditos de R$ 11 bilhões para 6,2 milhões de contribuintes. Neste ano, a Receita reduziu de cinco para quatro o número de lotes regulares de restituições da declaração, com pagamentos no fim de maio, de junho, de julho e de agosto.
Pagamento
O pagamento será feito ao longo do dia na conta ou na chave Pix do tipo CPF informada na declaração do Imposto de Renda. Caso o contribuinte não esteja na lista, deverá entrar no Centro Virtual de Atendimento ao Contribuinte (e-CAC) e tirar o extrato da declaração. Se verificar uma pendência, pode enviar uma declaração retificadora e esperar os próximos lotes.
Se, por algum motivo, a restituição não for depositada na conta informada na declaração, como no caso de conta desativada, os valores ficarão disponíveis para resgate por até um ano no Banco do Brasil. Nesse caso, o cidadão poderá agendar o crédito em qualquer conta bancária em seu nome, por meio do Portal BB ou ligando para a Central de Relacionamento do banco, nos telefones 4004-0001 (capitais), 0800-729-0001 (demais localidades) e 0800-729-0088 (telefone especial exclusivo para deficientes auditivos).
Caso o contribuinte não resgate o valor da restituição depois de um ano, deverá requerer o valor no Portal e-CAC. Ao entrar na página, o cidadão deve acessando o menu “Declarações e Demonstrativos”, clicar em “Meu Imposto de Renda” e, em seguida, no campo "Solicitar restituição não resgatada na rede bancária".
Por - Agência Brasil
Nenhum apostador acertou as seis dezenas do concurso 3.012 da Mega-Sena, realizado nesta quinta-feira (28). O prêmio acumulou e está estimado em R$ 10 milhões para o próximo sorteio.

Os números sorteados são: 05 - 07 - 17 - 41 - 42 - 49
- 23 apostas acertaram cinco dezenas e irão receber R$ 42.953,33 cada
- 2.040 apostas acertaram quatro dezenas e irão receber R$ 798,25 cada
Apostas
Para o próximo concurso, as apostas podem ser feitas até às 20h (horário de Brasília) de sábado (30), em qualquer lotérica do país ou pela internet, no site ou aplicativo da Caixa.
A aposta simples, com seis dezenas, custa R$ 6.
Por - Agência Brasil
Um acidente tipo saída de pista seguido de capotamento foi registrado na tarde desta quinta-feira (28), no KM 397 da BR 158, na localidade de Rincão Grande em Laranjeiras do Sul-PR.
Do acidente resultou em danos materiais de grande monta no veículo e ferimentos em duas pessoas, sendo uma com ferimentos leves e outra com ferimentos moderados, as quais foram encaminhadas à casa hospitalar de Laranjeiras do Sul.
O Corpo de Bombeiros e o SAMU atenderam a ocorrência.
No final da manhã desta quinta-feira (28), o Corpo de Bombeiros de Laranjeiras do Sul/PR foi acionado para atender uma ocorrência de acidente de trânsito tipo capotamento, ocorrido na rodovia BR 277, perímetro urbano do município de Virmond-PR.
No local, a equipe se deparou com um veículo VW/Gol capotado, com duas vítimas, as quais receberam atendimento imediato por uma equipe do Corpo de Bombeiros que passava pelo local, posteriormente chegaram ao local todo o escalão de socorro junto ao SAMU e concessionária da rodovia.
A condutora do veículo apresentava ferimentos leves e estava presa no veículo, sendo retirada mediante desencarceramento. Uma criança de 11 meses que também estava no veículo sofreu ferimentos moderados (fratura em face), não necessitando desencarceramento para o atendimento desta, sendo as duas vítima encaminhadas à casa hospitalar.
Por - Campo Aberto
A trégua na chuva acaba na faixa Oeste do Paraná neste fim de semana. Pancadas de chuva acompanhadas de trovoadas chegam nesta sexta-feira (29) e seguem ocorrendo de forma isolada até domingo (31). De acordo com o Simepar, Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná, também há possibilidade de chuva fraca no sábado na região Leste. Nas outras áreas do estado, o sol predomina.
“Nesta sexta-feira, a circulação dos ventos em médios níveis da atmosfera favorece o desenvolvimento de áreas de instabilidade entre o Paraguai e parte da região Sul do Brasil. Com isso, a partir da tarde, as primeiras pancadas de chuva acompanhadas de trovoadas devem atingir principalmente a região Oeste do Paraná”, explica Raissa Pimentel, meteorologista do Simepar.
No decorrer do dia, a chuva avança gradualmente em direção às regiões Sudoeste e parte do Noroeste paranaense, com ocorrência até o período da noite. Em alguns momentos, os temporais podem apresentar intensidade moderada, acompanhadas de raios.
A madrugada de sábado (30) ainda terá tempo instável no Sudoeste, com ocorrência de pancadas de chuva isoladas até o início da manhã. “No decorrer do dia, essas instabilidades perdem força gradualmente e o tempo volta a ficar estável em grande parte do estado. Ao longo da tarde, o sol predomina, principalmente na faixa Norte”, afirma Raissa.
Já na região Leste, a circulação dos ventos vindos do oceano mantém maior presença de nebulosidade e possibilidade de chuva fraca e ocasional em alguns momentos do sábado.
O domingo (31) começa com o céu encoberto na metade sul do estado. Ao longo do dia, a nebulosidade segue variável, com algumas aberturas de sol no Interior. “A partir da tarde, ainda há condição para pancadas de chuva e trovoadas, principalmente na região Oeste, podendo se estender até o período da noite. Nas demais regiões, o tempo segue estável, com variação de nuvens e sem previsão de chuva significativa”, detalha Raissa.
As temperaturas não apresentam grandes mudanças ao longo do fim de semana. As máximas seguem elevadas no Oeste, Noroeste e Norte Pioneiro, com valores próximos dos 25°C durante as tardes. Nas demais regiões do estado, os valores variam entre 18°C e 20°C. “De forma geral, Paraná deve apresentar amplitude térmica moderada ao longo do período, com diferença próxima dos 10°C entre as temperaturas mínimas e máximas em grande parte das regiões”, afirma Raissa.
A chuva muda de lugar no início da próxima semana. “Para segunda-feira, a passagem de um cavado de onda curta em médios níveis da atmosfera ainda favorece a formação de áreas de instabilidade sobre o Paraná. A partir da tarde, há condições para pancadas de chuva acompanhadas de trovoadas, principalmente entre a metade norte do estado e parte da região Central”, ressalta Raissa.
ALERTAS - É importante que a população fique atenta aos alertas da Defesa Civil Estadual, que acompanha o monitoramento do tempo 24 horas dos meteorologistas do Simepar.
Em caso de necessidade, as informações são disponibilizadas para a população por meio dos alertas enviados por SMS ou WhatsApp. O cadastro é gratuito. Basta a pessoa enviar o seu CEP por SMS para o número 40199 para se habilitar a receber os alertas. Para que sejam enviados por WhatsApp é necessário cadastrar o número 61 2034-2611 e interagir com esse contato, podendo se cadastrar a partir do CEP, do município ou da localização.
Para situações mais extremas, são enviados alertas por meio da tecnologia cell broadcast, sem necessidade de cadastro prévio.
Por- AEN
Ao observar grandes cidades a distância no outono e no inverno, em dias de tempo seco, muitas vezes fica perceptível uma camada acinzentada próxima à superfície. De acordo com o Simepar, Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná, são poluentes concentrados e materiais particulados acumulados, devido à atuação da inversão térmica. Essa concentração também é a responsável pela nossa percepção de céu laranja, costumeiramente visto no pôr do sol em dias frios.
Samuel Braun, meteorologista do Simepar, explica que, em uma atmosfera padrão, há uma camada de ar mais aquecida e mais leve próxima à superfície e, sobre ela, há uma camada de ar mais fria e mais pesada. Com isso, cria-se uma circulação na vertical que favorece a dispersão dos poluentes das grandes cidades para a atmosfera.
“Já numa situação de inversão térmica, nós temos uma camada de ar fria próximo à superfície. Como o ar frio é mais pesado, não ocorre essa circulação na vertical. Por isso, os poluentes ficam concentrados numa camada bem próxima à superfície, basicamente onde nós vivemos e respiramos, e com isso, principalmente quem sofre de doenças respiratórias, acaba tendo problemas mais significativos quando há essa condição”, afirma.
Essas situações são mais comuns no outono e inverno, quando há maior predomínio de massas de ar frio. Normalmente, esse fenômeno ocorre durante a madrugada e início da manhã. “Em situações onde o sol predomina, gradualmente com o aquecimento do ar, o fenômeno perde força. Dessa maneira, entre o final da manhã e a tarde, os poluentes conseguem se dispersar para a atmosfera”, explica Samuel.
Em situações onde uma massa de ar mais seco e frio perdura por vários dias, a concentração de poluentes fica bastante evidente por um período maior, especialmente nas grandes cidades. Quando isso ocorre, além de poluentes, também acumulam-se materiais particulados, oriundos até mesmo dos incêndios florestais. Essa concentração de poluentes pode inclusive reduzir a visibilidade, trazendo uma condição de névoa seca – diferente da neblina, que é formada por gotículas de água.
CÉU LARANJA – A concentração de poluentes causada pela inversão térmica também é a responsável pela nossa percepção de céu laranja, costumeiramente visto no pôr do sol em dias frios. As cores que a população enxerga no céu estão dentro do espectro do visível, do qual as ondas mais curtas, como o ultravioleta e o azul, se dispersam melhor entre o meio da manhã e o meio da tarde. Por isso percebe-se melhor o azul do céu nos momentos em que o sol está na vertical.
No entanto, no início da manhã e à tarde, o caminho percorrido pela luz do sol na atmosfera é bem mais longo. A luz azul e violeta é toda espalhada e desviada para longe da nossa linha de visão. Já a luz vermelha, laranja e amarela (comprimento de onda mais longo) consegue atravessar e chegar aos nossos olhos. A poluição e a poeira concentrados pela inversão térmica podem intensificar os tons vermelhos e laranjas ao amanhecer e ao entardecer.
Por- AEN
Na tarde de quinta-feira (28), por volta das 15h30, a equipe da Polícia Militar foi acionada para verificar uma denúncia de caça ilegal na comunidade do Bela Vista.
No local, em meio a uma lavoura, a equipe da PMPR visualizou uma estrutura camuflada, conhecida como "xocha", e nas proximidades, trinta pombas da espécie asa branca já abatidas, além de uma espera.
Ao solicitar a saída de quem estava na estrutura, um indivíduo foi abordado. Em sua posse, nada ilícito foi encontrado, porém, dentro da "xocha", foram localizados uma espingarda de ar comprimido calibre 5.55mm, dois magazines, uma luneta, uma caixa de chumbos, uma capa de arma, tecido de camuflagem, uma pomba de plástico utilizada como chamariz e um facão.
Diante dos fatos, o abordado foi conduzido ao destacamento da polícia militar para a confecção de um termo circunstanciado, sendo posteriormente liberado após assinar o termo de compromisso.
As pombas abatidas foram descartadas em local apropriado, e os demais objetos apreendidos foram encaminhados ao fórum da comarca.
Na tarde de quinta-feira (28), a equipe da Polícia Militar encontrava-se em apoio ao Poder Judiciário durante sessão do Tribunal do Júri, realizada no Fórum da Comarca de Catanduvas/PR, quando, ao término da votação, foi proferida sentença condenatória em desfavor do réu.
Na sequência, foi apresentado à equipe mandado de prisão expedido pelo Juízo Único da Comarca de Catanduvas/PR, referente à condenação pelo crime previsto no art. 121, §2º, inciso II, do Código Penal, com pena de 12 anos de reclusão em regime fechado.
Diante da ordem judicial, a equipe deu fiel cumprimento ao mandado, realizando a custódia e condução do condenado até o DEPEN de Cascavel/PR, onde foi entregue juntamente com a documentação pertinente, sem alterações e sem lesões aparentes.
Com a chegada das baixas temperaturas e a aproximação do inverno, o Instituto Água e Terra (IAT), responsável pela gestão de 19 viveiros florestais e dois laboratórios de sementes no Paraná, intensifica o trabalho de monitoramento, manejo e orientação técnica relacionado à produção, distribuição e plantio de mudas florestais nativas em diferentes regiões do Estado.
A atuação busca reduzir perdas provocadas por geadas, estiagem e déficit hídrico, além de garantir maior taxa de sobrevivência das espécies utilizadas em projetos de restauração ambiental, como a recuperação de áreas degradadas. O IAT é vinculado à Secretaria de Estado do Desenvolvimento Sustentável (Sedest).
No inverno, explica a bióloga e agente profissional do Instituto, Roberta Scheidt Gibertoni, determinadas espécies nativas passam a exigir cuidados ainda mais específicos após o plantio, principalmente em regiões sujeitas a geadas e déficit hídrico. Segundo ela, as condições climáticas típicas da estação exigem avaliação criteriosa tanto dos viveiros quanto dos projetos de plantio em todo o Paraná.
“Temperaturas muito baixas podem comprometer o estabelecimento das mudas no campo e aumentar significativamente o risco de mortalidade das espécies mais sensíveis”, afirma.
Em razão disso, durante o período mais frio do ano os viveiros florestais precisam intensificar os cuidados com irrigação, manejo, proteção e transporte das mudas. O frio intenso, associado às geadas e ao déficit hídrico, pode afetar diretamente o desenvolvimento das plantas, especialmente das espécies mais sensíveis às condições climáticas do inverno.
O protocolo adotado pelo IAT prevê autonomia aos coordenadores dos viveiros florestais para avaliar a retirada e doação de mudas durante os períodos de inverno e estiagem, com base em fatores climáticos, disponibilidade de espécies e particularidades de cada região do Paraná.
“A disponibilização de mudas pode ser limitada em determinados períodos justamente para evitar perdas e garantir melhor aproveitamento das espécies produzidas nos viveiros”, diz Roberta.
LOGÍSTICA – As baixas temperaturas também afetam diretamente a logística de transporte e distribuição das mudas no Paraná. Em períodos de frio mais severo, o manejo precisa ser mais cuidadoso para evitar danos durante o deslocamento e garantir que as plantas cheguem em boas condições até os locais de plantio.
Além disso, algumas espécies apresentam maior sensibilidade às condições climáticas do inverno, o que exige planejamento mais estratégico na produção e distribuição das mudas. O IAT avalia fatores como disponibilidade das espécies, finalidade do plantio e adaptação climática antes de autorizar a retirada das mudas.
Outro aspecto importante é que as condições climáticas variam de acordo com cada região do Paraná. “Por isso, a retirada de mudas pode ser limitada conforme as características específicas de cada município atendido pelos escritórios regionais do IAT”, destaca a técnica.
ESPÉCIES MAIS ADAPTADAS – Entre as espécies mais adaptadas ao período estão mudas nativas como araucária, ipê-amarelo, bracatinga, pitanga, guabiroba e cerejeira-do-mato, Essas plantas costumam apresentar melhor desempenho durante o inverno, especialmente em regiões sujeitas a geadas.
Para a população que pretende plantar durante a estação, a recomendação é priorizar períodos menos rigorosos de frio, evitar dias de geada e garantir irrigação adequada das mudas recém-plantadas, especialmente nos primeiros dias após o plantio.
“Também é importante preparar corretamente o solo e proteger as plantas contra os ventos fortes e temperaturas extremas. Em áreas de recuperação ambiental, o IAT recomenda ainda o uso de diferentes espécies florestais nativas, assegurando maior diversidade ecológica e melhor adaptação ao ambiente”, diz Roberta.
RECUPERAÇÃO AMBIENTAL – O trabalho desenvolvido pelos viveiros do IAT possui papel estratégico para a recuperação ambiental, preservação da biodiversidade e recomposição de áreas degradadas no Paraná. Por meio do Programa Paraná Mais Verde, o Estado vem ampliando a produção e distribuição de mudas – o Estado já distribuiu mais de 13 milhões de plantas nativas desde 2019. A ação também fortalece ações de restauração ecológica e educação ambiental.
Com planejamento técnico, orientação à população e investimentos em modernização sustentável, o Instituto busca garantir que o plantio de mudas ocorra de maneira mais segura, eficiente e adequada às condições climáticas de cada região do Estado.
Por - AEN
A partir de junho, o Sistema Único de Saúde (SUS) vai começar a oferecer um imunizante mais abrangente contra a doença pneumocócica. A vacina pneumocócica conjugada 20-valente (VPC20 ou Pneumo 20) vai substituir a 10-valente, dobrando os sorotipos prevenidos.

O Ministério da Saúde publicou nesta quarta-feira (27) um guia técnico preliminar com orientações sobre a mudança para profissionais de saúde. Os municípios poderão começar a aplicar a vacina assim que receberem o imunizante.
A doença pneumocócica é uma infecção causada pela bactéria Streptococcus pneumoniae, ou pneumococo, que pode ocasionar quadros leves, como inflamação no ouvido ou sinusite, ou graves, como pneumonia bacteriana, meningite e sepse.
Estima-se que o pneumococo seja responsável por até 50% de todos os casos de meningite bacteriana em crianças. A mortalidade nesses casos é de cerca de 30%. Além das crianças pequenas, idosos e indivíduos com comorbidades ou imunossupressão também são mais vulneráveis.
A vacinação contra a doença, com a VPC10, foi incluída no calendário básico infantil em 2010 e desde então, houve redução de 60% dos casos de doença meningocócica causada por algum dos 10 sorotipos combatidos pela vacina em crianças de até dois anos. Os casos de meningite pneumocócica na mesma faixa etária também caíram 65%.
No entanto, em anos mais recentes os casos vêm crescendo. De 2013 a 2019, o Brasil registrou uma média de 164 casos anuais de meningite pneumocócica em crianças de até 5 anos. De 2022 a 2024, a média anual subiu para 211,3 casos.
A Diretora da Sociedade Brasileira de Imunizações, Flávia Bravo, explica que esta fato é reflexo de uma mudança epidemiológica decorrente da própria efetividade da vacinação.
"A introdução da vacina 10-valente foi excelente na redução desses dez tipos, o que representou uma queda importante nas doenças graves. Mas o pneumococo tem uma característica que a gente chama de "replacement": você controlando um tipo, reduzindo a circulação, outro tipo pode começar a ganhar o espaço"
Dados da vigilância do Ministério da Saúde mostram que quase 40% dos casos graves com amostra coletada entre 2018 e 2023 foram causados por apenas dois tipos da bactéria não prevenidos pela VPC10, mas incluídos na formulação da VPC20.
"Além disso, nos menores de 1 ano, cerca de 11% dos casos de meningite meningocócica são causados pelos outros tipos adicionais da vacina 20-valente. Isso significa que há a possibilidade da gente voltar a reduzir a curva de incidência porque estaremos protegendo exatamente contra os sorotipos que hoje prevalecem", complementa Flávia.
As vacinas pneumocócicas conjugadas, que são o caso tanto da VPC10 quanto da VPC20, também evitam que o pneumococo se instale na nasofaringe de pessoas vacinadas. Por isso, além de evitar que elas desenvolvam a doença, a vacina também impede a transmissão, promovendo proteção indireta às pessoas não vacinadas.
O Programa Nacional de Imunizações já oferece outras vacinas mais abrangentes contra a doença pneumocócica, a VPC13 e a VPP23, mas apenas para públicos específicos, com determinadas condições de saúde que aumentam a vulnerabilidade às formas graves da doença. Esses imunizantes também serão substituídos pela VPC20 após o fim dos estoques.
Fazem parte dos grupos de alto risco que devem tomar a vacina: pessoas vivendo com HIV/aids; pacientes oncológicos; transplantados de órgãos sólidos ou medula; imunodeficientes; pessoas com nefropatias, pneumopatias, cardiopatias e hepatopatias crônicas; asmáticos graves; diabéticos; pessoas com síndrome de down e prematuros.
O calendário básico de vacinação prevê que os bebês devem receber duas doses da vacina pneumocócica, aos 2 e aos 4 meses de idades, com mais uma dose de reforço aos 12 meses. Crianças menores de 5 anos que não tenham sido vacinadas na idade correta devem atualizar a carteira o mais breve possível.
Durante o período de transição da VPC10 para a VPC20, as crianças receberão a vacina 20-valente na primeira dose e no reforço, e a 10-valente na segunda dose. Crianças que já receberam a primeira dose da vacina 10-valente, serão vacinadas com a 20-valente na segunda dose e no reforço. Uma dose de reforço da VPC20 também será aplicada nas crianças menos de 5 anos que completaram apenas o esquema básico de duas doses com a VPC10.
A vacina só é contraindicada para pessoas com alergia grave a algum componente da fórmula, ou que apresentaram reação alérgica severa em doses anteriores. Recomenda-se também que quem estiver com febre espere melhorar antes de se imunizar.
Por - Agência Brasil


























