3 produtos naturais para cabelos cacheados

Quem tem cabelo bem encaracolado sabe: não é qualquer cabeleireiro que sabe cortar, não é qualquer xampu, condicionador e produto de finalização que serve.



Para garantir que os cachos estão bem, muitas mulheres evitam arriscar e se mantém fiéis a um certo produto. Por isso, vale a pena arriscar em produtos naturais, que são indicados neste tipo de cabelo.

 

 

Alguns produtos possuem várias utilidades, como o óleo de amêndoas. Segundo o Health Site, este é um dos óleos mais leves para o cabelo, além disso, é altamente rico em vitamina E o que ajuda a hidratar o cabelo, evitando as pontas secas. Bastam duas ou três gotas misturadas na palma da mão e passar por todo o comprimento do cabelo. O ideal é que seja feito depois de lavá-lo, mas mesmo com o cabelo seco, não ficará grudento.

 

Outra opção é o gel de aloe vera. É possível comprá-lo, mas se tiver a planta em casa, pode também remover o gel do interior de cada folha e guardar num frasco. O gel deve ser aplicado nas regiões do cabelo mais danificadas e que precisam de mais hidratação.

 

Por fim, água de rosas e óleo de argan são outras opções ideais para hidratar o cabelo mais frisado, por ajudar a ‘selar’ as pontas.

 

 

 

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Sol e pele delicada: é bom ter cuidado e atenção redobrados

O uso do protetor solar e os outros cuidados com a exposição ao sol devem ser práticas adotadas por pessoas com todos os tipos de pele, principalmente as delicadas.

 

Quem possui tons de pele mais claros, com tendência à acne ou acabou de passar por algum tratamento dermatológico, compõem esse grupo no qual a atenção com o sol deve ser redobrada.



A pele delicada, quando exposta ao sol de forma incorreta, acaba tendo reações diferentes e específicas como erupções cutâneas, coceira, machucados, vermelhidão e pequenas bolhas, além do risco de câncer de pele. Se usado da maneira adequada e seguindo as orientações corretas de um dermatologista, que pode orientar desde o fator de proteção à textura ideal do produto, o protetor solar ajuda a evitar esses problemas.

 

Pensando na pele delicada, veja algumas dicas que podem contribuir na escolha do protetor solar mais adequado para cada necessidade:

 

 

Tendência à acne

 

Um dos principais cuidados que se deve ter ao expor a pele com acne à luz solar é com a hiperpigmentação pós-inflamatória, ou seja, quando há o risco de surgir pequenas manchas, espinhas ou outras lesões na pele. Os medicamentos para acne também podem aumentar a sensibilidade ao sol. Nesses casos, é importante usar protetores que atendam a necessidade da pele oleosa e propensa à acne. É o caso do Eucerin SUN Creme-Gel Oil Control Toque Seco FPS 60, com textura leve e que ajuda a controlar a oleosidade da pele.

 

Após tratamentos dermatológicos

 

Procedimentos como laser e peelings químicos, ou outros processos dermatológicos, podem deixar a pele mais sensível e irritada, tornando-a mais vulnerável. Por isso, após esse tipo de tratamento, é aconselhável evitar a exposição ao sol. No caso da necessidade de exposição moderada com a pele já íntegra, consulte seu dermatologista para verificar o protetor ideal para as condições da sua pele. É importante ressaltar que a luz do sol é fundamental para a saúde, e evitá-la não é aconselhável. Ela ajuda o corpo a liberar endorfina, melhorar a circulação, o metabolismo e a produtividade. Por isso, a exposição ao sol é essencial, devendo ser realizada de maneira moderada e com a pele devidamente protegida.

 

 

 

Terapia com animais ajuda a tratar transtornos psicológicos

Ter um animal de estimação em casa pode ser uma ótima maneira de se manter ocupado, de se divertir e de ter uma companhia.

 

Mas, nos últimos anos, pesquisas científicas têm revelado cada vez mais benefícios na interação entre humano e animal, de modo que essa convivência pode se transformar em um verdadeiro remédio.



No Brasil, a técnica, reconhecida pelo Conselho Regional de Medicina como TAA (Terapia Assistida por Animais), é popularmente conhecida como pet terapia ou zooterapia. No caso dos cavalos, o nome usado é equoterapia.

 

O Centro de Pesquisa de Conexão Pessoa-Animal da UCLA (Universidade da Califórnia), em Los Angeles (EUA), fez um levantamento com base em seis pesquisas científicas sobre TAA. Os dados apontam que o simples acariciar dos animais proporciona um relaxamento automático por liberar serotonina e ocitocina, os "hormônios da felicidade", que são liberados quando estamos apaixonados, por exemplo.

 

Além disso, os animais estimulam a atividade cerebral, diminuem a pressão arterial e, por estimularem a liberação de hormônios, ajudam a diminuir a sensação de dor ou desconforto. Com isso, os animais deixaram de ser apenas pets e passaram a integrar equipes de clínicas e mesmo hospitais, em que podem auxiliar o tratamento de pessoas com doenças psicológicas ou limitações físicas, principalmente crianças e idosos.

 

Manuella Balliana Maciel, psicóloga do Cerne, Centro de Excelência em Recuperação Neurológica, em Curitiba, é coordenadora de um projeto com animais há um ano. Segundo ela, os bichos participam de diversas atividades e ajudam pacientes que têm mais dificuldade em criar vínculos com a terapia. Atualmente, cinco animais vivem lá e os outros visitam o local esporadicamente. Cachorros, coelhos, tartarugas e até uma galinha chamada Laila já passaram pelo centro.

 

 

"Em uma sessão, conversávamos com um paciente deficiente visual sobre como os animais andam. Ele imaginava que os cães andavam em duas patas. Então, a partir daí, levamos alguns animais para que ele apalpasse e conhecesse, incluindo a Laila", disse a psicóloga. Segundo ela, a galinha foi tão bem recepcionada pela clínica que virou uma visita recorrente.

 

Na terapia, Maciel relaciona as atividades vividas com os animais com aquelas que os pacientes muitas vezes têm dificuldade em assimilar. "Trabalhamos as questões de dar a mão, dar comida, dar carinho. Para muitos, esse movimento de dar é muito difícil e, com o animal, eles fazem sem sentir como se fosse uma obrigação da terapia."

 

Luciana Alencar Salles, fisioterapeuta do Centro Social Nossa Senhora da Penha (Cenha), em São Paulo, faz parte da equipe de equoterapia da organização, que também inclui a psicóloga Adriana Marinho, um equitador e uma fonoaudióloga. Segundo ela, o movimento tridimensional do cavalo (para frente, para os lados e para cima) estimula músculos e neurônios adormecidos, o que traz benefícios físicos para pacientes com problemas motores.

 

"A criança que é cadeirante, quando sai da cadeira para cavalgar tem a sensação de que está andando porque a marcha do cavalo é muito semelhante ao andar humano e esse estímulo pode levar à diversas evoluções no quadro".

 

Marinho explica que o cavalo se torna um facilitador do processo de interação e socialização. "No caso dos pacientes com distúrbios mentais, a equoterapia ajuda a aumentar a autoestima e a confiança."

 

Claudijane dos Santos, 40, é mãe de Alexa, 11, diagnosticada com paralisia múltipla. Ela relata que a filha, cadeirante, faz o tratamento com equoterapia há dois anos e teve uma melhora notável na postura. "A percepção dela melhorou, ela está mais atenta. Além disso, ela sai da terapia bem mais feliz, o contato com os cavalos faz bem para ela."

 

O equitador e aposentado da polícia Douglas Gonçalves teve a ideia de abrir um centro de equoterapia no Guarujá, litoral de São Paulo, com o apoio do grupo de escoteiros do qual faz parte, o Grupo 331 Lobo Guará. Ele narra que um dos processos mais emocionantes na equoterapia era o de aproximação, quando a equipe de profissionais apresentava o animal para os pacientes mais debilitados, que não conseguiriam montar à priori.


"Levávamos os pacientes mais crônicos para conhecer o cavalo, dar comida acariciar. Lembro de uma paciente que no primeiro dia saiu correndo e fugiu, mas depois de seis meses estava dando comida na boca do cavalo. Era incrível acompanhar essa evolução", disse ele.

 

Sem assistência do poder público, o centro, formado por voluntários, funcionou por dois anos e precisou encerrar as atividades em 2014. Existem, no entanto, contraindicações. Pessoas com problemas de coluna ou no quadril não devem andar a cavalo e, embora não exista restrição em relação ao contato com outros animais, é preciso verificar se o paciente é alérgico.

 

Em São Paulo, é possível conseguir sessões gratuitas de TAA através do serviço público de saúde, por meio de uma indicação médica de um profissional do SUS.

 

No Brasil, apenas clínicas, ONGs e hospitais particulares podem oferecer zooterapia. Existe um projeto de lei de fevereiro de 2018 que pede a liberação deste tipo de tratamento em hospitais públicos, uma vez que sua eficiência foi comprovada cientificamente e a oferta ainda não é coerente com a demanda de pacientes. (Com Folhapress)

 

 

 

Governo elabora primeiro protocolo para tratamento de obesidade

O Ministério da Saúde abriu uma enquete pública para elaborar o primeiro Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) para tratamento de casos de obesidade e sobrepeso.

 

O documento poderá receber contribuições de representantes da sociedade civil e profissionais de saúde até o próximo dia 11 de setembro.



Segundo o Ministério, o objetivo é aprimorar e qualificar o atendimento e a conduta terapêutica de pacientes na atenção básica e especializada no Sistema Único de Saúde (SUS). A pasta alerta que a adoção do protocolo pode contribuir para prevenir e controlar a obesidade e o sobrepeso no país, além de garantir mais segurança e efetividade clínica e científica aos profissionais de saúde.

 

A obesidade é uma das doenças que mais tem crescido nos últimos anos em nível global. Dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) mostram que os índices de obesidade e sobrepeso quase triplicaram desde 1975. Em todo o mundo, existem pelo menos 650 milhões de obesos. No Brasil, um em cada cinco pessoas estão obesas e mais da metade da população das capitais estão com excesso de peso, segundo a Pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel).

 

O impacto sobre o Sus também tem crescido. Em 2012, a rede pública realizou pouco mais de mil cirurgias bariátricas e reparadoras de pacientes obesos. O número de intervenções subiu para 8,1 mil, em 2016, segundo o Ministério da Saúde.

 

 

A Sociedade Brasileira de Endocrinologia convocou a participação de endocrinologistas na elaboração do protocolo. A Associação Brasileira de Nutrologia (Abran) também se manifestou favorável à contribuição dos nutrólogos para elaborar o protocolo, devido à preocupação com a gravidade e o aumento da doença na população.

 

“A obesidade é uma doença crônica e multifatorial, que vai desde meio ambiente até condição de alimentação, meios de saúde e até genética. Por ser considerada uma doença crônica, infelizmente, se você para de tratar, ela volta. Ela é responsável por mais de 30 patologias, desde a hipertensão, diabetes, colesterol elevado, infarto, acidente vascular cerebral e até câncer”, alertou Dimitri Homar, representante da regional da Abran, em Brasília.

 

Uma das demandas que o especialista coloca é a volta de medicamentos de baixo custo que auxiliavam no tratamento da obesidade e foram retirados do mercado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

 

O Ministério da Saúde explicou que a enquete garante a participação popular desde a primeira etapa do processo de elaboração do protocolo, que ainda deve passar por consulta pública para deliberação final. (Com Agência Brasil)

 

 

 

Pesquisa revela impactos da artrite reumatoide em pacientes

Pesquisa mundial inédita, divulgada hoje dia 06, no 25º Congresso Brasileiro de Reumatologia, no Rio de Janeiro, evidencia os impactos causados na vida pessoal de pacientes com artrite reumatoide (AR).



A sondagem online foi feita com mais de 9.800 pessoas e dividida em duas etapas, captando respostas de pacientes maiores de 18 anos e de profissionais da saúde sobre questões do impacto da AR nas áreas de trabalho, relacionamentos, atividades e aspirações.

 

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a artrite reumatoide acomete adultos, atingindo uma em cada 100 pessoas.

 

A primeira fase da pesquisa, feita em 2017, ocorreu em países da Europa e no Canadá, obtendo mais de seis mil respostas.

 

A segunda etapa abrangeu, entre janeiro e junho de 2018, sete países: Brasil, Colômbia, Argentina, México, Arábia Saudita, Coreia do Sul e Taiwan. No Brasil, participaram 1.916 pacientes e 385 profissionais de saúde. O congresso se estenderá até o próximo sábado (8).

 

Em entrevista à Agência Brasil, a médica reumatologista Rina Dalva Neubarth Giorgi, membro da Comissão de Artrite Reumatoide da Sociedade Brasileira de Reumatologia, revelou que a maioria dos entrevistados no Brasil foi do sexo feminino “porque a AR é uma doença mais predominante na mulher.

 

Em torno de três mulheres para cada um homem são atingidas pela doença”. A maior parte das mulheres que participaram da pesquisa tinha entre 5 a 15 anos da doença. “Ou seja, já com a doença impactando de alguma maneira o seu dia a dia”, disse.

 

Também diretora do Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual de São Paulo, Rina Dalva destacou que, a partir dos anos 2000, teve início uma fase em que surgiram tratamentos novos e muito efetivos contra a artrite reumatoide.

 

Com essas novas terapêuticas, os problemas dos pacientes apresentaram melhora significativa.

 

Anteriormente a isso, 30% das pessoas com AR viram a doença evoluir a ponto de ficarem em cadeira de rodas.

 

A reumatologista salientou que, apesar disso, mais de 50% dos pacientes que responderam à pesquisa relataram que ainda sentiam dor, rigidez matinal quando acordavam, com as articulações endurecidas, com dificuldade de movimento e fadiga.

 

“Apesar de tudo que a gente está tratando e melhorando, você ainda sente que esses doentes têm necessidades não atendidas”, frisou.

 

Cerca de 36% dessas pessoas de alguma maneira tiveram de parar de trabalhar ou a AR prejudicou de algum modo a progressão da carreira delas.

 

Rina Dalva ressaltou que, apesar dos tratamentos que modificaram em muito a evolução da doença, os pacientes ainda têm diversas dificuldades.

 

Em relação à vida pessoal e social, por exemplo, a pesquisa revela que mais de 50% tiveram algum impacto nas relações interpessoais, sejam com familiares, com o cônjuge, com filhos ou amigos.

 

“Quase 60% dos pacientes relataram a doença levando a um impacto tanto na sua atividade física, como na sua atividade emocional, no modo de encarar a vida com frustrações, depressão, alterações de humor”, disse.



Os médicos também eram questionados sobre os mesmos segmentos e as respostas foram mais ou menos semelhantes, revelou a médica. Os profissionais de saúde perceberam deficiências no tratamento desses pacientes que ainda não foram atendidas.

 

 

De acordo com a pesquisa, 64% dos pacientes com AR comentaram os impactos da doença em suas relações íntimas, na sua vida sexual.

 

Em relação à atividade física, mais de 30% disseram não ter vontade de fazer exercícios físicos, por conta das dores que sentem. E 56% dos consultados sentem-se frustrados ou insatisfeitos quando não conseguem realizar ou completar atividades por causa da doença.

 

Rina Dalva informou que, uma vez a doença instalada e após o médico tirar o processo inflamatório, a indicação é que o paciente faça exercícios aeróbicos e de condicionamento físico para melhorar a questão cardiovascular, que é muito afetada.

 

Em termos de aspirações, a pesquisa revelou acomodação em relação à doença para grande parte dos entrevistados: 64% responderam que a AR dificulta sua vida, mas eles aceitam a doença.

 

“A grande maioria dos pacientes adere aos tratamentos, faz tudo direitinho, compartilha as necessidades conosco, profissionais de saúde, mas você sente que o indivíduo não se considera mais o mesmo, a partir do diagnóstico da doença. Eles se sentem impedidos em alguma situação, dentro desses domínios que foram vistos na pesquisa”, afirmou a médica.



A sondagem mostra que o que mais impacta os pacientes com AR, tanto nas atividades diárias de trabalho como nas atividades domésticas, é justamente utilizar as mãos.

 

“Porque por mais que melhore o processo inflamatório do acometimento, você sempre fica com uma certa diminuição da força de pressão na sua mão. Mais da metade reclama e foca nas mãos essa sensação de que não tem nunca uma vida normal”, explica a médica. Nove por cento dos entrevistados disseram que gostariam de sentir que podem viver da mesma maneira que as pessoas sem artrite reumatoide.

 

Nas relações interpessoais no trabalho, apesar de a maioria dos colegas demonstrar apoio ao amigo na doença, muitos se afastam.

 

“Apesar de muitas pessoas compreenderem a doença daquele amigo, a gente vê eles não entendendo muito”.

 

Ou seja, mesmo com os tratamentos modernos disponíveis, que deixam o paciente sem que a doença progrida ou tenha sinais de deformidade nas articulações, muitos colegas não entendem que um professor, por exemplo, sente cansaço nos braços e fadiga ou dificuldade de subir e descer escadas.

 

“As pessoas do trabalho até sabem que ele tem AR, mas não compreendem ao certo o que se passa com aquela pessoa em relação à sua doença”, explicou.

 

Isso significa que, embora a ciência tenha melhorado o processo inflamatório e diminuído a possibilidade de deixar o paciente com AR incapaz, apesar de dar a sensação de que não tem nada, ele às vezes sofre diminuição da força de pressão, tem dificuldade de carregar coisas, que tornam difícil explicar para o outro que “não está fazendo corpo mole, que não está querendo trabalhar”, destacou Rina Dalva.

 

A perspectiva é que a pesquisa ajude no diálogo entre médicos e pacientes, tornando prioritárias no tratamento as questões de maior importância para os doentes com AR, sem se ater somente aos problemas. (Com Agência Brasil)

 

 

 

Varizes: saiba como tratá-las para não ter sérias complicações

Varizes são veias dilatadas e tortuosas que perderam sua função circulatória, sendo causadas por fatores como idade, sexo, hábitos de vida ruins e, principalmente, genética.

 

Mas, apesar de serem uma alteração estética, as varizes também representam um problema circulatório e, se não forem tratadas, podem acabar causando graves complicações.



“As principais complicações das varizes surgem em função da falta de atenção à doença. Por isso, ao menor indício dos sintomas mais comuns, que incluem dor, inchaço, sensação de peso e cansaço nas pernas, o paciente deve procurar imediatamente a ajuda de um médico para orientar o tratamento e assim evitar que o organismo seja colocado em risco”, explica a angiologista Aline Lamaita, da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular.

 

A insuficiência venosa crônica, por exemplo, é umas das principais complicações das varizes. Caracterizada por uma lesão nas veias da perna que não permite que o sangue flua normalmente, a condição ocorre, geralmente, em mulheres mais velhas devido a fatores como gestação, obesidade e genética e tem como principais sintomas dor, coceira, formigamento, queimação, fadiga, cãibras musculares e inchaço.

 

“A insuficiência venosa crônica, se não tratada, ainda pode evoluir para úlceras venosas, feridas abertas que surgem na perna em função de veias anormais ou danificadas. Estas feridas são muito difíceis de serem curadas e os cuidados e acompanhamento devem continuar mesmo após o tratamento para evitar que retornem”, alerta a médica.

 

Outro problema comum que ocorre pela falta do tratamento das varizes é a dermatite ocre, quando o sangue acumulado nas veias extravasa e mancha a pele das pernas com uma coloração acastanhada, semelhante à ferrugem. “A cor tem relação com o ferro contido nos glóbulos vermelhos, que se rompem e liberam hemoglobina, o que altera a coloração da pele da região”, explica a especialista.

 

 

“A tromboflebite superficial, popularmente conhecida como trombose, também é uma complicação das varizes e ocorre quando há o desenvolvimento de um coágulo sanguíneo nas veias das pernas e coxas que entope a passagem do sangue.”

 

Segundo a médica, em casos mais raros, um pequeno coágulo pode se desprender e correr pela circulação até chegar ao pulmão, o que é chamado de embolia pulmonar e pode causar dor no peito, tosse, cansaço, falta inesperada de respiração e até mesmo morte súbita.

 

Tratamento

 

Como existem diferentes tipos de varizes, o tratamento deve ser indicado pelo cirurgião vascular, que irá realizar uma avaliação para só então definir qual o melhor procedimento para cada caso. Por exemplo, para as varizes menores, também conhecidas como vasinhos, o especialista pode sugerir a escleroterapia, onde uma substância química é injetada nas veias. Já para as varizes maiores o cirurgião pode indicar laser, espuma ou, dependendo do caso, até mesmo cirurgia.

 

Outros tratamentos para as varizes incluem a radiofrequência e a combinação de técnicas, como o ClaCs, que une laser não-invasivo e injeções de glicose. “Porém, o mais importante é que você consulte um angiologista ou cirurgião vascular para o diagnóstico e a intervenção correta do problema, já que, muitas vezes, apenas o tratamento da variz não é o suficiente, sendo necessário então identificar e eliminar a veia nutrícia, uma espécie de veia mãe, para que o tratamento seja efetivo”, finaliza Aline Lamaita.