Guia orienta profissionais de saúde sobre prevenção do câncer uterino

Para marcar o Dia Mundial de Prevenção do Câncer do Colo do Útero, comemorado no próximo dia 26, a Fundação do Câncer lançou hoje (24) o Guia Prático. A publicação reúne orientações sobre a doença para capacitação de médicos e profissionais que trabalham na Atenção Básica de Saúde - enfermeiros, técnicos e agentes comunitários.

O Guia Prático Prevenção do Câncer de Colo do Útero - Orientações para Profissionais de Saúde tem o objetivo de aumentar a adesão às recomendações para a vacinação contra o HPV (sigla em inglês para Papilomavírus Humano) e o rastreamento da doença. Acesse aqui o guia em formato digital.

A iniciativa faz parte do estudo Conhecimento e Práticas da População sobre Prevenção do Câncer de Colo do Útero, que teve a primeira parte divulgada em fevereiro deste ano (https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2022-02/desinformacao-e-maior-entrave-para-controle-do-cancer-do-colo-do-utero). Nesta segunda etapa do levantamento foram considerados relatos de 2.727 profissionais de saúde, informou a médica Flávia Miranda Corrêa, doutora em saúde coletiva, pesquisadora da Fundação do Câncer e responsável pela pesquisa.

“Nós damos as orientações sobre o público-alvo da vacinação, quantas doses são necessárias e os intervalos entre elas; damos informações gerais sobre efetividade e segurança do imunizante, dúvidas que encontramos no levantamento. Há algumas orientações práticas para checar se quando as crianças e adolescentes vão a consultas por outro motivo, elas estão vacinadas contra o HPV e, se não estiverem, que os profissionais recomendem a imunização, para ajudar a aumentar a cobertura vacinal, que é pequena”, disse Flávia.

Cobertura

Números obtidos desde 2014, quando a vacinação de meninas contra o HPV foi incorporada ao Programa Nacional de Imunização (PNI) no Brasil, revelam que a primeira dose da vacina para meninas entre 9 e 14 anos alcançou 83% de cobertura, enquanto na segunda dose caiu para 57%.

Para os meninos na faixa etária de 11 a 14 anos, a vacinação começou em 2017. Os números são ainda mais baixos entre os representantes do sexo masculino: 58% tomaram a primeira dose e apenas 36% a segunda, informou a médica. “A desinformação dos meninos e adolescentes é maior que a das meninas. Os pais e responsáveis não têm muita noção de que os meninos também se beneficiam da vacina, que protege contra outros tipos de câncer, como boca, faringe e anal". 

Para Flávia Corrêa, quando a vacinação contra o HPV para meninos foi disponibilizada, em 2017, não foram enfatizados muito bem os benefícios que os meninos também têm. “Eles não têm que se vacinar apenas para proteger as meninas contra o câncer do colo do útero, mas também se beneficiam diretamente da vacina. Isso é importante veicular. Foi uma das coisas que identificamos na pesquisa”.

As informações ajudam também a combater fake news (notícias falsas) de que a vacina contra o HPV estimula a iniciação sexual precoce ou não é segura para a saúde, tema abordado na primeira fase do estudo. A vacina também não provoca efeitos adversos além daqueles relacionados ao local da injeção, como dor leve, rubor, edema. “São os eventos mais comuns. Eventos graves não foram relacionados à vacinação”, disse Flávia. Mais de 400 milhões de doses de vacina contra o HPV já foram aplicadas no mundo; no Brasil, mais de 50 milhões.

Entre os entrevistados, 14% dos profissionais não tinham todas as informações exatas sobre o público-alvo da vacina, uma das formas de prevenir a doença, o que torna necessária orientação específica e reforço em campanhas A vacinação contra o HPV está disponível no Sistema Único de Saúde (SUS) para meninas de 9 a 14 anos e meninos de 11 a 14 anos. São indicadas duas doses, com intervalo de seis meses entre elas. Pessoas imunossuprimidas também devem ser vacinadas.

Rastreamento

O levantamento mostrou que 75% dos profissionais ouvidos iniciavam o rastreamento de mulheres contra o câncer de colo do útero antes dos 25 anos, ou seja, fora da faixa recomendada, que é a partir dos 25 até os 64 anos, o que gera desperdício de recursos humanos e insumos. Além disso, 93% rastreavam com periodicidade anual, quando a recomendação é a cada três anos, após dois exames anuais sem anormalidade.

Devem ser priorizadas para o rastreamento mulheres que nunca fizeram o exame Papanicolau ou que fizeram há mais de três anos. Flávia relatou que existe a prática equivocada no país de começar a coleta de material preventivo quando a adolescente inicia a atividade sexual. Outra prática errada se refere à coleta de material para esse exame por suspeita de infecção vaginal ou corrimento.

“O exame não é para isso. O Papanicolau é para detecção de lesão precursora do câncer de colo do útero”. A pesquisadora afirmou que o maior problema de se colher material antes dos 25 anos é que o rastreamento abaixo dessa idade pode ser mais prejudicial do que benéfico. “Porque abaixo dos 25 anos, a gente tem o pico de prevalência de infecção por HPV. Então, a maioria das alterações que vamos encontrar nessas adolescentes e mulheres jovens é ligada a essa infecção, e ela regride espontaneamente em mais de 95% das vezes”. Flávia lembrou que as recomendações do guia são baseadas em evidências científicas adotadas em muitos países, não só no Brasil.

A Fundação do Câncer pretende oferecer aos profissionais de saúde um curso de reciclagem, provavelmente no segundo semestre, baseado nos resultados encontrados na pesquisa. A primeira etapa do levantamento mostrou que muitas mulheres não fazem o exame preventivo por desconhecimento ou por vergonha. O estudo concluiu ainda que baixa renda, menor escolaridade, cor da pele parda ou negra, residência em áreas urbanas pobres e rurais são fatores associadas ao conhecimento insatisfatório e a práticas equivocadas referentes à vacinação contra o HPV e ao rastreamento do câncer de colo do útero.

Mortalidade

Esse tipo de câncer atinge cerca de 16.710 mulheres por ano no Brasil e gera, pelo menos, 6.500 mortes. O cirurgião oncológico Luiz Augusto Maltoni, diretor executivo da Fundação do Câncer, disse que a ideia da entidade é informar à população que a doença tem cura e é possível prevenir a partir de uma vacina disponível no sistema público de saúde. Por isso, o tema foi definido como útero e uma redução da mortalidade”, afirmou Maltoni.

A fundação quer também, com o guia, reforçar o papel dos profissionais de saúde que trabalham no recrutamento e na mobilização da sociedade para a imunização contra o HPV de crianças e adolescentes. “Por isso, temos trabalhado e vamos trabalhar este ano até atingir os objetivos de redução do número de casos novos, da mortalidade desse tipo de câncer. É fundamental o papel da informação correta para esclarecer a população sobre o controle da doença”, disse ele.

Maltoni acredita que será possível contribuir para o Brasil diminuir as diferenças regionais em termos de mortalidade por câncer de colo do útero. Dados do Instituto Nacional do câncer (Inca) revelam que, em 2019, a taxa padronizada de mortalidade pela população mundial na Região Norte foi de 12,58 mortes por 100 mil mulheres, representando a primeira causa de óbito por câncer feminino nessa região.

No Nordeste, a taxa de mortalidade de 6,66/100 mil foi a segunda causa e na Região Centro-Oeste, com taxa de 6,32/100 mil, a terceira causa. As regiões Sul e Sudeste tiveram as menores taxas (4,99/100 mil e 3,71/100 mil, respectivamente) representando quinta e sexta posições, respectivamente, entre os óbitos por câncer em mulheres. 

 

 

 

 

 

 

Por - Agência Brasil

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Saúde recomenda segunda dose de reforço para idosos acima de 80 anos

O Ministério da Saúde (MS)  recomenda segunda dose de reforço da vacina contra a covid-19 para idosos com mais de 80 anos. A aplicação deve ser feita quatro meses após a primeira dose de reforço e a orientação é que o imunizante seja preferencialmente da Pfizer.

"Ministério da Saúde recomenda a aplicação de uma segunda dose de reforço aos idosos acima de 80 anos. A imunização deve ser feita quatro meses após a primeira dose de reforço e a orientação é que a aplicação seja efetuada, preferencialmente, com a Pfizer", informou a pasta por meio das redes sociais.

Desde dezembro, o ministério já orientava a aplicação de uma dose de reforço apenas para as pessoas maiores de 18 anos imunossuprimidas. Com a nova informação, a pasta amplia o público-alvo para este novo esquema vacinal.

Além da Pfizer, o ministério disse que as vacinas da Janssen e AstraZeneca também podem ser utilizadas na aplicação da segunda dose de reforço, independentemente do imunizante anterior.

A pasta reforça que há doses suficientes da Pfizer para aplicação neste grupo de idosos.

"Janssen e AstraZeneca também podem ser utilizadas no novo reforço, independentemente do imunizante anterior. O MS reforça que há vacinas da Pfizer suficientes para aplicação neste grupo. Vários estados informam que também têm esses imunizantes em estoque", disse o ministério.

 

 

 

 

 

 

Por - Agência Brasil

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Outono aumenta risco de problemas respiratórios; veja como evitar

O outono começou no domingo (20) e fatores típicos da estação, como o ar mais seco e a poluição, podem prejudicar o desempenho das defesas naturais do nosso sistema respiratório.

 “O tempo frio e seco, habitual do outono e do inverno, leva a um ressecamento das vias aéreas, o que aumenta a dificuldade de formar o muco de forma adequada. Isso diminui a capacidade de defesa da via contra microrganismos", explica o pneumologista Frederico Fernandes, diretor da Sociedade Paulista de Pneumologia e Tisiologia.

As infecções mais comuns no outono são as virais, como gripe e resfriado. "Em geral, esses vírus circulam mais a partir de abril, maio, com uma grande incidência de influenza (gripe) no final de maio e começo de junho. Começa no outono e se estende até o inverno", diz Fernandes.

O pneumologista acredita que, com a flexibilização das máscaras, essas infecções virais aumentarão em 2022. Por isso, é essencial que pessoas com sintomas de infecção respiratória continuem se protegendo e, por consequência, protegendo o próximo.

Infecção bacteriana

Outro tipo de infecção frequente é a bacteriana: amigdalite, faringite, sinusite e pneumonia.

"Se uma virose respiratória começa a ficar mais arrastada, não melhora depois de três dias, ela pode ter se transformado em bacteriana. É preciso atenção caso os sintomas se prolonguem", alerta o pneumologista.

Os sinais de alerta são: febre alta persistente, queda no estado geral de saúde (como a falta de apetite), dificuldade para respirar ou respiração trabalhosa e sintomas que não melhorar a partir do terceiro dia.

Já as manifestações alérgicas mais comuns são a rinite, asma e bronquite. Alguns gatilhos frequentes da estação são: mudanças de temperatura, baixa umidade do ar, mofo, poeira, ácaros.

Dicas para prevenir os problemas respiratórios

Apesar de não ser possível prevenir algumas formas de infecção, algumas atitudes podem reduzir a chance de contágio:

Lavar as mãos frequentemente

Lavar o nariz com soro fisiológico pelo menos três vezes ao dia

Manter hábitos saudáveis (boa noite de sono, exercício físico e alimentação balanceada)

Tomar bastante líquidos

Umidificar o ambiente

Estar com as vacinas em dia

Evitar ambientes fechados ou mal ventilados

Evitar ambientes poluídos

Evitar acúmulo de poeira e mofo em casa

Evitar cobertores e malhas que soltam pelos

 

 

 

 

 

 

Por - G1

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Anvisa tira dúvidas de pacientes que fazem uso de losartana

Pacientes cardíacos e hipertensos estão preocupados com o recolhimento voluntário pelos laboratórios farmacêuticos Sanofi Medley e Sandoz de lotes do medicamento genérico losartana.

A medida foi tomada preventivamente, entre setembro de outubro do ano passado, depois de encontrada presença das impurezas do tipo azido no produto.

Orientações aos pacientes

A orientação da Anvisa é que os usuários de losartana não interrompam o uso do produto por conta própria. “A losartana pertence à classe conhecida como “sartanas”, que são medicamentos seguros e eficazes no controle do tratamento de hipertensão e insuficiência cardíaca, reduzindo significativamente o risco de derrame e infarto. A interrupção do tratamento com a losartana sem a orientação médica correta pode levar a problemas graves, tais como episódios de hipertensão”, alertou a agência.

Outra recomendação da Anvisa é que pacientes que tiverem alguma dúvida sobre o tratamento atual devem conversar com seu médico ou farmacêutico. Qualquer suspeita de eventos adversos deve ser notificada à Anvisa e informada ao médico responsável. A notificação pode ser enviada diretamente à agência pelo link.

Lotes recolhidos

Os recolhimentos mais recentes de alguns lotes do medicamento losartana ocorreram em setembro e outubro de 2021 e os fabricantes já concluíram esse trabalho. Além dessa medida, a partir da publicação das resoluções da Anvisa que suspenderam a comercialização, nenhum lote desses produtos pode ser colocado à venda.

Sobre a presença da impureza “azido” encontrada nas medicações, a Anvisa explicou que ela pode ser resultado do próprio processo de fabricação do insumo farmacêutico ativo, ou seja, um subproduto de interações químicas que acontecem durante a produção da substância.

As substâncias têm sido identificadas pelo próprio controle de qualidade dos fabricantes, que seguem a regulamentação da Anvisa que determina o controle sobre impurezas em medicamentos. Este processo é contínuo dentro da rotina da empresa, a fim de garantir que os produtos comercializados sejam adequados ao consumo.

Riscos

Em relação a eventuais riscos para pacientes que fazem uso contínuo desses medicamentos, a Anvisa ressaltou que o recolhimento é uma medida de precaução. “Não existem dados para sugerir que o produto que contém a impureza causou uma mudança na frequência ou natureza dos eventos adversos relacionados a cânceres, anomalias congênitas ou distúrbios de fertilidade. Assim, não há risco imediato em relação ao uso desse medicamento”, disse a Anvisa em nota.

A agência continuará a monitorar a presença de impurezas nos medicamentos e adotará todas as medidas que forem necessárias à proteção da saúde da população. Os profissionais de saúde e pacientes podem comunicar à agência suspeitas de eventos adversos com o medicamento pelo VigiMed.

Nos links abaixo é possível conferir os produtos e os lotes, de acordo com o fabricante:

1) Losartana potássica – Sanofi Medley

2) Losartana potássica + hidroclorotiazida – Sanofi Medley

3) Lorsacor e losartana potássica – Sandoz

A lista completa de todos os medicamentos com determinação de recolhimento ou suspensão pode ser consultada aqui pelo link.

 

 

 

 

 

Por - Agência Brasil

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