Detran-PR investe R$ 4 milhões na reforma de Ciretrans em seis municípios

O Departamento de Trânsito do Paraná (Detran-PR) concluiu obras de reforma em seis Circunscrições Regionais de Trânsito (Ciretrans), com um investimento total de R$ 4 milhões. As unidades são dos municípios de Altônia, Cianorte, Jacarezinho, Londrina, Quedas do Iguaçu e Santo Antônio do Sudoeste.

As principais modificações estão relacionadas, por exemplo, à reformulação das pistas para exames práticos de direção em conformidade com os padrões de segurança, adequação das calçadas e dos banheiros para Pessoas com Deficiência (PCDs), troca de telhados, recuperação de muros, de placas de identificação visual, readequação das instalações elétricas, pinturas internas e externas.

De acordo com o presidente do Detran-PR, Santin Roveda, o objetivo dos investimentos é modernizar a infraestrutura e oferecer mais conforto, acessibilidade e segurança à população, atendendo ao propósito do Governo do Estado de oferecer atendimento eficiente em todas as regiões do Paraná.

“Essas obras representam, além de importantes melhorias em infraestrutura, um reflexo do nosso compromisso com o cidadão paranaense. Ao reformar e modernizar essas unidades, garantimos um ambiente mais seguro e digno para quem trabalha e para quem busca os serviços do Detran-PR”, afirmou.

SANTO ANTÔNIO DO SUDOESTE E CIANORTE – A 67ª Ciretran de Santo Antônio do Sudoeste, que atende em média 50 pessoas por dia, recebeu investimentos de R$ 595 mil para serviços como limpeza e impermeabilização de calhas de concreto, substituição de rufos, atualização e adequação do projeto de incêndio e recuperação do totem de comunicação visual.

Para a chefe da unidade, Juçara Luiza Angonese, a sede precisava de reparos urgentes e o espaço ficou funcional. “Tínhamos problemas estruturais há muitos anos e sofríamos com danos deixados por um temporal. Essas obras foram executadas num momento de extrema necessidade, melhorando a estética, a  funcionalidade do espaço e atendendo todas as nossas necessidades”, disse. 

No Noroeste, a 26ª Ciretran de Cianorte teve melhorias no valor total de R$ 647 mil. Foram feitas recuperação do piso do local de vistoria de veículos, substituição das coberturas das entradas com a instalação de rufos, substituição de luminárias, substituição de pisos e divisórias, remodelação da telessala, entre outras benfeitorias. A unidade atende em média 45 agendamentos diários, com fluxo aproximado de 70 pessoas na unidade.

O chefe da unidade, Giancarlo Dandalo Ferreira, conta que são melhorias significativas para usuários e servidores. “Todo o piso foi substituído por porcelanato e as paredes receberam nova pintura, revitalizando completamente o ambiente interno. A área externa também foi completamente reformada, antes era de chão batido e agora oferece infraestrutura adequada e pavimentada. Além disso, a nova pista para exames gera maior satisfação e confiança por parte dos alunos”, elencou.

EXPERIÊNCIA DO USUÁRIO – No Norte do Paraná, a 12ª Ciretran de Londrina passou por obras no valor de R$ 1,5 milhão para, por exemplo, recuperação da cobertura de vistoria, substituição de pisos e divisórias, reformulação dos banheiros, limpeza e impermeabilização de calhas, adequação nas instalações elétrica, lógica e atualização do projeto de incêndio.  

A unidade recebe grande fluxo de pessoas diário. São, em média, 210 atendimentos públicos, incluindo andamento de processos, agendamentos e orientações no balcão e realização de exames práticos e teóricos.

De acordo com a chefe da unidade, Camila Lucatelli Laverde, a reforma contempla, além de melhorias na estética, qualidade no atendimento ao cidadão. “A modernização da estrutura física melhora o conforto, a acessibilidade e a organização dos espaços, o que impacta diretamente na experiência do usuário. Também proporciona melhores condições de trabalho para os servidores, o que contribui para um serviço mais eficiente, humanizado e ágil. Reformar é investir no bem-estar de todos, de quem trabalha e de quem é atendido”, destacou.

MODERNIZAÇÃO – A maioria das obras foi finalizada no primeiro semestre de 2025 e integra o plano de modernização do Detran-PR, que prevê melhorias estruturais e tecnológicas em todo o Estado. Outras unidades também devem passar por manutenção e reparos nos próximos meses, sendo as de Assis Chateaubriand, Bandeirantes, Catanduvas, Chopinzinho, Goioerê e Guarapuava.

 

 

 

 

 

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 Período de seca acabou no Sudoeste e reduziu no Noroeste do Paraná, aponta relatório

O Monitor de Secas, relatório elaborado pela Agência Nacional de Águas (ANA), aponta o fim do período de seca no Sudoeste do Paraná.

A intensidade da seca no Noroeste também reduziu, segundo o estudo, que é referente ao mês de junho e foi divulgado nesta semana. O Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar) é parceiro da ANA no Monitor das Secas, fazendo todos os meses a análise das regiões Sul e Sudeste do Brasil.

O documento mostra que houve recuo de até duas categorias de intensidade (de grave para fraca) no Sul e Sudoeste do Paraná - que agora ficaram sem seca relativa. Nestas regiões, a estiagem vinha se agravando todos os meses desde fevereiro. Já no Noroeste e Oeste do Paraná, a seca moderada recuou. O mapa paranaense, portanto, ficou com a metade sul sem seca, com uma faixa de seca fraca do Litoral até o Noroeste, e outra faixa, menor do que nos meses anteriores, de seca moderada na área de divisa com São Paulo. 

“A condição que favoreceu este abrandamento da seca é o alto volume de chuvas registrado em junho no Paraná, muito acima da média histórica”, explica Reinaldo Kneib, meteorologista do Simepar, que participa da elaboração do estudo. Em Cruzeiro do Iguaçu, no Sudoeste, por exemplo, a média de acumulado de chuva para junho é de 136,4 mm e choveu 543,4 mm, uma diferença de 406,5 mm. Foi o maior volume mensal de chuvas desde a instalação da estação na cidade, em setembro de 2021.

Os impactos da seca no Paraná apontados pelo relatório de junho são de curto prazo na região Leste, ou seja, com consequências maiores na agricultura, e de curto e longo prazo nas demais áreas do Estado, com consequências além da agricultura, também para o abastecimento de água.

Apesar do cenário positivo em junho, nos próximos relatórios podem apontar mudança na situação. O Paraná ainda tem um decreto de emergência hídrica vigente. “A tendência é de que o quadro de seca tenha agravamento nos próximos meses, já que o regime de chuvas no inverno é historicamente mais baixo”, ressalta Kneib. 

BRASIL – No País, o Monitor de Secas aponta no relatório de junho que a seca moderada recuou na maior parte das áreas, permanecendo apenas em algumas faixas de Santa Catarina, do Sudeste, Nordeste e na região amazônica. A seca grave está restrita a algumas áreas da região Nordeste. Não há casos de seca extrema ou excepcional. 

MONITOR – O Monitor de Secas iniciou em 2014 focado no semiárido, que sofria desde 2012 com a seca mais grave dos últimos 100 anos. Desde 2017 a ANA articula o projeto entre as instituições envolvidas e coordena o processo de elaboração dos mapas. O Simepar faz a análise das regiões Sul e Sudeste, utilizando dados como precipitação, temperatura do ar, índice de vegetação, níveis dos reservatórios e dados de evapotranspiração (a relação entre a temperatura e a evaporação da água). A cada três meses, o Simepar ainda coordena a elaboração do mapa completo.

 

 

 

 

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 Paraná registra queda de 35,6% nos crimes ambientais contra a flora no 1º semestre

O Instituto Água e Terra (IAT), órgão vinculado à Secretaria de Estado do Desenvolvimento Sustentável (Sedest), confirmou nesta quinta-feira (17), Dia de Proteção às Florestas, a queda de 35,6% na ocorrência de crimes ambientais contra a flora no primeiro semestre de 2025 no Paraná.

Foram emitidos, entre janeiro e junho, 1.763 Autos de Infração Ambiental (AIA) ante 2.737 ocorrências registradas no mesmo período do ano passado. Redução que se refletiu também no valor total das advertências, que passaram, no recorte de seis meses, de R$ 69,3 milhões em 2024 para R$ 46,07 milhões neste ano (-33,6%).

Entre as infrações verificadas no período estão o desmatamento ilegal do bioma, a movimentação do solo de maneira irregular em áreas de regeneração natural, o transporte de madeiras sem procedência legal e o funcionamento de madereiras clandestinas.

"Celebramos, neste Dia de Proteção às Florestas, os frutos de uma política ambiental firme e eficaz. O Paraná registra expressiva queda nos crimes contra a flora, com menos desmatamento, menos infrações e mais respeito à Mãe Natureza. É o zelo ambiental em ação, com tecnologia, fiscalização e amor às nossas matas", destaca o secretário estadual de Desenvolvimento Sustentável, Rafael Greca.

Gerente de Monitoramento e Fiscalização do IAT, Álvaro Cesar de Goes condiciona a redução dos números à intensificação da fiscalização em todo o Paraná. “Em 2021, nós tivemos uma área desmatada de praticamente 7 mil hectares e agora, em 2025, no primeiro semestre, não devemos ter passado de 325 hectares. Ou seja, redução tanto do número de alertas quanto da área desmatada no Estado. Isso é fruto da política ambiental implementada a partir de 2019, de rigor na fiscalização e na repressão, fazendo da tecnologia uma grande aliada”, afirma. 

“Os infratores perceberam que tem punição e estão mais receosos, o que é ótimo para o meio ambiente, para as nossas florestas”, completa o gerente.

O valor recolhido pelo Estado com as infrações é repassado integralmente ao Fundo Estadual do Meio Ambiente. A reserva financeira tem como finalidade financiar planos, programas ou projetos que objetivem o controle, a preservação, a conservação e a recuperação do meio ambiente, conforme a Lei Estadual 12.945/2000.

REGIONALIZAÇÃO – Os dados do IAT revelam ainda que as regionais de Francisco Beltrão (272), Curitiba (245), Guarapuava (186), Ponta Grossa (144), Litoral (126), Irati (122) e Pato Branco (101) foram as que mais aplicaram advertências no primeiro semestre.

Do outro lado do ranking, entre os que menos emitiram multas, estão os núcleos das regiões de Cianorte (16), Maringá (21), Paranavaí (25), Foz do Iguaçu (26) e Cornélio Procópio (26). “Hoje identificamos o desmatamento ilegal por meio de satélite e constatamos o dano ambiental que foi praticado com maior rapidez. Utilizamos helicópteros, drones, além de organizamos forças-tarefas de combate ao crime. Tudo isso tem um pacto muito siginificativo”, ressalta Goes.

É justamente o rigor no serviço de fiscalização, reforçou ele, um dos pilares da redução do desflorestamento e de outros crimes ambientais no Estado, como a pesca predatória e a ocupação irregular do solo.

Por meio da vigilância, o Paraná conseguiu reduzir em 64,9% a supressão ilegal da Mata Atlântica ao longo do ano passado. A área desmatada no Estado passou de 1.230 hectares em 2023 para 432 hectares em 2024, segundo levantamento da Plataforma MapBiomas, uma iniciativa do Observatório do Clima.

Além disso, também com base em dados do MapBiomas, 75% dos municípios do Paraná ampliaram a área de mata nativa entre 2019 e 2023 e 71% das cidades paranaenses tiveram desmatamento zero em 2024.

COMO AJUDAR – A denúncia é a melhor forma de contribuir para minimizar cada vez mais os crimes contra a flora e a fauna silvestres. Quem pratica o desmatamento ilegal está sujeito a penalidades administrativas previstas na Lei Federal nº 9.605/98 (Lei de Crimes Ambientais) e no Decreto Federal nº 6.514/08 (Condutas Infracionais ao Meio Ambiente). O responsável também pode responder a processo por crime ambiental.

O principal canal do Batalhão Ambiental é o Disque-Denúncia 181, o qual possibilita que seja feita uma análise e verificação in loco de todas as informações recebidas do cidadão.

No IAT, a denúncia deve ser registrada junto ao serviço de Ouvidoria, disponível no Fale Conosco, ou nos escritórios regionais. É importante informar a localização e os acontecimentos de forma objetiva e precisa. Quanto mais detalhes sobre a ocorrência, melhor será a apuração dos fatos e mais rapidamente as equipes conseguem realizar o atendimento.

 

 

 

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 Frota oficial do Estado passará a ser abastecida de forma mais sustentável

O Governo do Estado determinou, nesta terça-feira (16), por meio do Decreto 10.613/2025 , que os veículos oficiais do Paraná devem priorizar o etanol como forma de abastecimento. A ação busca diminuir a dependência dos combustíveis fósseis para adoção de alternativas menos poluentes.

As medidas estão alinhadas ao Plano Estadual de Ação Climática 2024-2050 (PAC-PR) e às campanhas internacionais "Race to Zero" e "Race to Resilience", reforçando o compromisso do Paraná com a sustentabilidade e a resiliência climática.

Para garantir a execução da mudança de maneira correta, a Secretaria da Administração e Previdência, por meio da Coordenação de Gestão de Transporte Oficial (DETO), deve fazer a orientação e acompanhamento do processo junto aos demais órgãos do Estado.

“Foram realizados estudos para determinar o impacto dessa mudança da gasolina para o etanol, trazendo grandes benefícios ao meio ambiente ao diminuir a emissão de gases do efeito estufa”, explicou o chefe da Coordenação de Gestão de Transporte Oficial, Nasson Polak.

A política estadual estabelece como metas a redução em ao menos 20% do consumo de gasolina na frota até 2026 e a diminuição em 15% o consumo de diesel até 2028, substituindo-o por biodiesel.

O decreto prevê situações específicas em que a priorização do biocombustível pode não se aplicar, como incompatibilidade técnica do veículo, disponibilidade limitada do combustível, condições climáticas adversas, exigências legais contratuais ou emergências que exijam maior autonomia de combustível. Nesses casos, medidas destinadas à mitigação ou resolução devem ser adotadas sempre que possível.

O secretario do Planejamento do Estado, Ulisses Maia, enfatiza que a medida impulsiona o Paraná a ser mais verde e eficiente. "Com este decreto, priorizamos o etanol e a renovação da frota oficial com veículos mais sustentáveis. Nossa meta é reduzir a dependência de combustíveis fósseis e as emissões de GEE, contribuindo para um futuro mais limpo para todos. É o Governo do Estado investindo na sustentabilidade e na resiliência climática do nosso estado", afirmou.

BUSCA POR INOVAÇÃO – Ao trazer mais sustentabilidade à administração do Estado, a medida reforça a busca por inovação do Governo do Paraná. A Secretaria da Administração e da Previdência, por meio do DETO, vem promovendo diversas mudanças para garantir um funcionamento mais moderno e com melhor atendimento ao cidadão.

Na última semana, o órgão também apresentou uma solução mais ágil aos servidores que realizarem viagens oficiais pelo Estado. A partir de agora, os funcionários da SEAP receberão o pagamento de diárias por transferência via PIX, utilizando a chave CPF do servidor. A mudança ainda será implementada gradativamente pelas demais secretarias estaduais.

 

 

 

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 Selo Clima Cidades: municípios podem ter iniciativas ambientais reconhecidas pelo Estado

Os municípios paranaenses podem ter ações ambientais valorizadas pelo Governo do Estado por meio do Selo Clima Paraná.

O prêmio, promovido de forma anual pela Secretaria de Desenvolvimento Sustentável (Sedest), tem o objetivo de incentivar, reconhecer e valorizar práticas de mitigação e adaptação às mudanças climáticas. As inscrições estão abertas e podem ser feitas até 30 de julho na página do Selo Clima.

Além de categorias para organizações públicas e privadas, há uma condecoração exclusiva para as práticas sustentáveis desenvolvidas nos municípios.

“A participação no prêmio é uma grande oportunidade para os municípios do Estado. Ao conquistar o Selo Clima, a cidade mostra um compromisso com a sustentabilidade, atrai parcerias e fortalece a imagem em relação aos desafios climáticos”, explica a coordenadora de Ação Climática e Relações Internacionais da Sedest, Walquíria Biscaia.

A valorização das iniciativas municipais foi incorporada ao Selo em 2024, durante a 10ª edição do prêmio. Entre os projetos inscritos pelos ganhadores, figuram ações de proteção ambiental (como reflorestamento, fiscalização e recuperação de nascentes), de gestão de resíduos sólidos (programas de reciclagem e compostagem), de conscientização ambiental (palestras e campanhas educativas), de saúde (ampliação da vacinação) e de gestão pública (políticas de incentivo à adoção de práticas sustentáveis na geração de energia e na agricultura).

Ao todo, 13 cidades foram premiadas no ano passado: Agudos do Sul, Araucária, Assis Chateaubriand, Cianorte, Janiópolis, Mandaguari, Maringá, Paranaguá, Quatro Barras, Santa Terezinha de Itaipu, Santo Antônio da Platina, Serranópolis do Iguaçu e Uraí.

PRÊMIO – Lançado em 2015, o Selo Clima Paraná é um instrumento do Registro Público Estadual de Emissões de Gases de Efeito Estufa, previsto na Política Estadual de Mudanças Climáticas (Lei 17.133/2012). Ele foi desenvolvido como uma estratégia do Governo do Estado para incentivar, reconhecer e valorizar práticas de mitigação e adaptação às mudanças climáticas.

Mais do que uma certificação, ele representa um compromisso público com a sustentabilidade, promovendo a cultura Ambiental, Social e de Governança (ESG) em diferentes esferas. A metodologia é fundamentada nos princípios dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU), além de outros compromissos internacionais como as campanhas Race to Zero e Race to Resilience.

A proposta é destacar organizações que, por meio de suas ações concretas, demonstram protagonismo ambiental e responsabilidade socioeconômica nos campos de atuação.

A certificação é aberta a três categorias de participantes: organizações privadas, órgãos públicos e municípios – esses últimos participam por meio da modalidade Selo Clima Paraná – Cidades. Cada participante passa por um processo de avaliação técnica, com foco em resultados alcançados ao longo dos 12 meses anteriores à inscrição.

Para as categorias organizações privadas e órgãos públicos, a pontuação final obtida define a categoria da organização dentro do selo: Categoria A, para aqueles que atingem 11 pontos ou mais; Categoria B, entre 7 e 10,99 pontos; Categoria C, de 3 a 6,99; e Categoria D, entre 1,60 e 2,99 pontos — sendo este o mínimo necessário para obter a certificação.

O reconhecimento, válido por 12 meses, funciona como uma oportunidade de valorização da atuação climática de cada participante e reforça a imagem institucional de quem o recebe. Na edição mais recente, em 2024, mais de 185 participantes foram certificados. No total, 495 organizações foram condecoradas desde o início do prêmio, em 2015.

 

 

 

 

 

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 Nova internet de alta velocidade leva inclusão às escolas indígenas do Paraná

Inclusão e conectividade são os pilares de um projeto da Secretaria de Estado da Educação (Seed-PR) que assegurou a implantação de internet de alta velocidade em escolas indígenas do Paraná. Ao fim do primeiro semestre letivo de 2025, estudantes e professores afirmam ter notado os impactos positivos da novidade.

A Escola Estadual Indígena, em Pontal do Paraná, no Litoral, foi uma das contempladas pela iniciativa. A instalação de banda larga Starlink de 200 megabits por segundo (Mbps), concluída no início do ano, já promoveu mudanças significativas na rotina escolar.

“Com essa melhoria, podemos aproveitar melhor os recursos tecnológicos, tanto nos processos de ensino e aprendizagem quanto na gestão pedagógica. Isso representou um grande avanço para nossos estudantes indígenas, proporcionando a eles os mesmos recursos que os alunos da cidade têm”, destaca Rejane de Oliveira, diretora da escola, que atende 17 estudantes desde a Educação Infantil até os anos finais do Ensino Fundamental.

No Colégio Estadual Indígena Pindoty, em Paranaguá, que atende 22 estudantes indígenas, o impacto também foi perceptível. Ativada no início de maio, a rede de internet Starlink já trouxe benefícios para os alunos da Educação Infantil ao Ensino Médio.

“Estamos muito felizes com a instalação da internet Starlink. É uma ferramenta a mais para auxiliar o trabalho dos professores e o processo de aprendizagem com os alunos”, relata a diretora, Taciana Bogo. “Por meio da internet, os alunos podem interagir com o mundo virtual e desenvolver conhecimentos para além da sala de aula”.

Ao todo, 18 escolas indígenas de diferentes regiões do Paraná foram beneficiadas com a instalação de rede de internet Starlink em 2025. A iniciativa integra um projeto da Seed-PR que garantiu conectividade de alta velocidade via satélite a 150 escolas estaduais situadas em regiões afastadas, incluindo também colégios do campo e escolas localizadas em ilhas e assentamentos rurais. O investimento do Governo do Estado, por meio da Seed-PR, foi de R$ 18 milhões.

“A ampliação da conectividade é fundamental para fortalecer a educação em escolas indígenas, do campo e em outras regiões afastadas. Dessa forma, garantimos que todos os estudantes da rede estadual, independentemente de onde estejam, tenham acesso ao que há de mais avançado em tecnologia educacional”, afirma o secretário de Estado da Educação, Roni Miranda.

A solução foi planejada para garantir estabilidade e alta disponibilidade de conexão no acesso a recursos educacionais digitais ofertados pela Seed-PR, como o aplicativo Enem Paraná, e as ferramentas de Inteligência Artificial (IA) Khanmigo e Inglês Paraná Teens. Mais de 11 mil estudantes foram diretamente impactados pela iniciativa, que ainda otimizou a realização de pesquisas pedagógicas e de atividades administrativas nos colégios.

“É uma ação que beneficia estudantes, professores, funcionários e toda uma comunidade escolar que enxerga, na escola, a oportunidade de se conectar ao mundo lá fora. Já temos colhido os bons resultados deste investimento”, completa o secretário.

JANELA PARA O MUNDO – Nelson Veríssimo, professor de Língua Guarani na Escola Estadual Indígena Guavirá Poty, usa a internet para conduzir os alunos a uma viagem virtual pela cultura indígena. Por meio de sites e ferramentas de busca, o docente apresenta à turma imagens de outras aldeias e comunidades indígenas pelo Brasil. O objetivo é discutir e compreender diferenças e semelhanças entre os variados grupos étnicos que compõem a população brasileira.

Segundo o docente, a ampliação da conectividade beneficiou muito a realização da atividade. “Quando cheguei na escola, até tinha internet, mas não era das melhores. Quando chovia, parava de funcionar e caía o sinal. A internet Starlink nos beneficiou muito e facilitou meu trabalho como educador. Precisamos desse acesso para fazer pesquisas, visitar outras aldeias e até outros estados”, comenta.

Inserida na comunidade Guaviraty, próxima ao balneário Shangri-lá, em Pontal do Paraná, a escola atende crianças e jovens majoritariamente da etnia Guarani.

Maucon Gonçalves, de 14 anos, é um deles. Conforme o jovem, que cursa o 8º ano do Ensino Fundamental, a melhoria na conexão impactou os estudos de diferentes componentes curriculares.

“Facilitou para fazer pesquisas sobre Ciências, Geografia, História e Educação Física, e acessar Khan Academy, Redação, Inglês e Leia Paraná”, conta. “Isso é muito importante, pois as escolas dos povos indígenas são fundamentais para garantir a educação dos povos originários sem descaracterizar as suas tradições”.

A realidade é a mesma na Ilha da Cotinga, em Paranaguá, onde está situado o Colégio Estadual Indígena Pindoty. Por lá, estudantes de diferentes séries elevaram seus índices de participação em aulas de informática e nos recursos educacionais digitais. Mais do que isso, a escola se tornou o local ideal para acessar a internet e conhecer o mundo ao redor.

“A internet Starlink melhorou muito nosso dia a dia na escola. Antes, não era tão fácil fazer trabalhos e pesquisas. Agora, não fica caindo toda hora e é mais rápido para acessar as plataformas”, diz Aniela Moreira, da 2° Série do Ensino Médio.

“Nós dificilmente saímos da aldeia. Então, precisamos da internet para saber como é a vida lá fora e também trazer conhecimento da cidade. Por isso, a escola é importante”, opina Bruno Fernandes, também aluno da 2ª série do Ensino Médio.

Além do impacto em sala de aula, a instalação de banda larga de alta velocidade nas escolas indígenas também beneficiou diretamente a gestão escolar e a realização de serviços administrativos nas secretarias das escolas. A melhoria na conectividade somou-se a outros investimentos realizados no início do ano, como a substituição de salas de madeira, a entrega de chromebooks e a instalação de aparelhos de ar-condicionado em diversas escolas.

“Me sinto feliz e grata por fazer parte de uma educação inclusiva, com infraestrutura e de qualidade para os nossos estudantes”, resume Rejane de Oliveira, diretora da escola Estadual Indígena Guavirá Poty, em Pontal do Paraná.

EDUCAÇÃO INDÍGENA – A rede estadual de ensino do Paraná conta com 40 escolas indígenas que atendem cerca de 5,5 mil estudantes das etnias Kaingang, Guarani, Xokleng e Xetá. As instituições de ensino têm normas, pedagogia e funcionamento próprios, respeitando a especificidade étnico-cultural de cada comunidade. Os estudantes têm direito a ensino intercultural e bilíngue – com aulas da língua indígena e de língua portuguesa – desde o início da jornada escolar.

“A escola é importante para aprender o que não sabemos e entender mais sobre o que está acontecendo pelo mundo. O aluno ensina o professor e o professor ensina o aluno”, opina Diogo Romero, estudante indígena do 7° ano do Ensino Fundamental no Colégio Pindoty.

O Novo Ensino Médio no Paraná, estabelecido em 2022, também prevê componentes curriculares específicos para a matriz curricular dos colégios indígenas. Além daqueles previstos pela Base Nacional Comum Curricular (BNCC), os estudantes indígenas cursam Projeto de Vida e Bem Viver, Informática Básica e Robótica e Laboratório de Escrita e Produção Audiovisual. Ainda foram incluídos à grade curricular componentes como filosofia indígena e cultura corporal indígena.

Além da manutenção das escolas indígenas, a Seed-PR promove a inserção de conteúdos e práticas pedagógicas que celebram a valorização da cultura indígena em todas as escolas da rede estadual. Por meio do trabalho de equipes multidisciplinares, a secretaria implementou a Lei 11.645, de 10 de março de 2018, que tornou obrigatório o ensino de história e cultura indígenas em todos os níveis da educação básica.

 

 

 

 

Por - AEN

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