Paraná é o estado que mais investiu em educação em 2025, aponta Tesouro Nacional

O Paraná é o estado brasileiro que proporcionalmente mais aplica recursos na educação, segundo o Relatório Resumido de Execução Orçamentária dos Estados e do Distrito Federal , publicado nesta quarta-feira (20) pelo Tesouro Nacional. Os dados, referentes ao primeiro semestre de 2025, apontam que 24% de todas as despesas líquidas do Estado foram para esta área.

Os estados do Acre e do Amapá dividem a liderança com o Paraná, com a diferença que o estado paranaense tem uma aplicação absoluta de recursos muito maior do que os outros dois estados. Ao todo, o Paraná destinou R$ 7,78 bilhões para a educação nos seis primeiros meses de 2025, enquanto no Acre o gasto foi de R$ 1,23 bilhão e no Amapá foi de R$ 990 milhões.

Na sequência, estão Distrito Federal (19%), São Paulo (19%), Pará (18%), Amazonas (17%), Maranhão (17%), Mato Grosso do Sul (17%), Paraíba (17%), Roraima (17%) e Rio Grande do Sul (17%).

A média nacional de despesas proporcionais estaduais com educação é de 16,3%, segundo o relatório, com R$ 4,1 bilhões em média gastos com a pasta. No caso do Paraná, o investimento proporcional é 47% superior à média. Já em números absolutos, o aporte na educação ficou 89,8% acima da média dos estados.

“O relatório mostra o quanto Paraná coloca a educação no topo das prioridades. Estamos investindo mais do que a média dos estados para modernizar a infraestrutura das escolas, apoiar o trabalho de professores e criar ambientes mais acolhedores para os nossos alunos. Não são apenas obras, mas um investimento no futuro que garantem oportunidades reais de aprendizado e desenvolvimento para cada estudante da nossa rede pública”, disse o secretário de Educação, Roni Miranda.

INVESTIMENTOS – O Paraná tem feito investimentos recordes na educação, desde melhorias nas estruturas físicas das escolas até programas multidisciplinares que capacitam os alunos paranaenses.

De janeiro a junho de 2025, o Paraná já investiu mais de R$ 1 bilhão em infraestrutura escolar, com recorde histórico na rede estadual. Entre as ações, estão a entrega de sete novas escolas, além de outras sete em construção para entrega ainda neste ano.

Além disso, o Estado investiu R$ 116 milhões na compra de quase 10 mil aparelhos de ar-condicionado e R$ 150 milhões na adequação elétrica das escolas, com a meta de climatizar todas as salas de aula até março de 2026. Atualmente, mais de 300 obras estão em execução nas escolas estaduais do Paraná.

O Estado também destinou para todo o ano R$ 132 milhões para reformas emergenciais nas escolas pelo programa Escola Mais Bonita. Os recursos que já foram aplicados ajudaram a reformar 1.600 colégios em todo o Estado, o que equivale a 70% do total de serviços a serem concluídos por intermédio do programa.

Para capacitar tecnologicamente os colégios, a Secretaria de Educação já instalou antenas Starlink em 159 escolas indígenas e quilombolas, e ampliou a capacidade de rede, que passou de 25 Gbps para Gbps no primeiro semestre. Ao longo do ano, o Estado também vai entregar 25 mil tablets, 32 mil chromebooks, 15 mil desktops e mais de 180 mil fones de ouvido.

Além disso, o Paraná também investe no maior programa de intercâmbio estudantil do Brasil voltado às redes estaduais de ensino. Desde 2022, mais de 2,5 mil estudantes, professores e diretores já viajaram para o Exterior, com investimentos de mais de R$ 500 milhões.

RESULTADOS – O aumento nos investimentos na área ao longo dos últimos anos tem como resultado o melhor desempenho do Brasil no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb). No ensino médio, o Estado lidera o ranking nacional com nota 4,9. Nos anos finais do ensino fundamental, o Paraná tem nota 5,5, empatado com Ceará e Goiás.

Já nos anos iniciais, liderados pelos municípios e com apoio da Secretaria de Estado da Educação, por meio do programa Educa Juntos, o Paraná também está no topo do ranking com nota 6,7.

 

 

 

 

 

 

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 Com 73 mil entrevistas, Ipardes conclui pesquisa de campo do perfil socioeconômico do Paraná

O Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes) concluiu a etapa de visitas domiciliares da Pesquisa por Amostra de Domicílios do Paraná (PAD-PR). Foram visitadas 73 mil residências, urbanas e rurais, distribuídas nos 361 municípios das 29 regiões geográficas.

O questionário coletou informações referentes à infraestrutura domiciliar, nível de escolaridade, perfil dos moradores e hábitos e condições alimentares. Os dados estão sendo compilados pelas equipes técnicas, com aplicação da modelagem estatística para ponderação e expansão da amostra, e devem ser divulgados ainda em 2025 em um painel interativo.

Maior levantamento já conduzido por um governo estadual no País, a PAD-PR será mais ampla e detalhada em relação à Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), coordenada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que faz 20 mil entrevistas no Paraná. A pesquisa é financiada com recursos do Fundo Paraná, gerido pela Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti), e que conta com 2% da receita tributária anual do Governo do Estado.

O diretor-presidente do Ipardes, Jorge Callado, destacou que a pesquisa fará com que o Estado tenha uma gama maior de informações e indicadores socioeconômicos. “O Ipardes terminou a fase de coleta de campo, nas áreas rurais e urbanas, e fomos muito bem recebidos. Agora estamos na fase interna, com modelagem matemática e estatística, para interpretação dos dados”, afirmou.

Segundo ele, os dados vão ajudar inclusive na elaboração de orçamento do Governo do Paraná e prefeituras. “Os números divulgados pelo IBGE dão uma direção de como o Estado está evoluindo, mas com o PAD-PR teremos um recorte mais específico e regionalizado sobre a situação atual e as perspectivas do futuro do Paraná. Com isso, identificaremos regiões com dificuldades e trabalharemos para elevar o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do Paraná”, comentou.

 

 

 

 

 

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 Com redução de 45%, Paraná terá menor alíquota de IPVA do Brasil em 2026

O Paraná terá o menor Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) de todo o Brasil a partir de 2026. O governador Carlos Massa Ratinho Junior anunciou nesta quarta-feira (20) uma redução de 45% na alíquota, de 3,5% para 1,9% sobre o valor venal. A medida vai beneficiar 3,4 milhões de proprietários em todo Estado. O projeto de lei será encaminhado em breve para a Assembleia Legislativa.

"É mais uma medida dentro do nosso compromisso com redução de impostos e da máquina pública. Cortamos mordomias, incrementamos os investimentos públicos e agora chegamos no momento desse grande anúncio que vai beneficiar todos os paranaenses. É uma redução de 45%, deixando a alíquota do Paraná como a menor o Brasil", disse Ratinho Junior.

Com a nova base de cálculo, por exemplo, um dono de um automóvel de R$ 50 mil que pagava R$ 1.750 de imposto passará a pagar apenas R$ 950 em 2026. De acordo com a Receita Estadual, mais de 68% dos veículos paranaenses estão dentro dessa faixa.

Atualmente, a frota tributada do Paraná é de 4,1 milhões de veículos, sendo que 3,4 milhões deles serão beneficiados com a redução – ou seja, quase 83% do total. Fazem parte desse grupo automóveis, motocicletas acima de 170 cilindradas, caminhonetes, camionetas, ciclomotores, motonetas, utilitários, motorhomes, triciclos, quadriciclos e caminhões-tratores.

Os donos de automóveis serão quem mais vão aproveitar a redução. São mais de 2,5 milhões de carros tributados em todo o Paraná e que terão o IPVA reduzido a partir de 2026. Em seguida, aparecem as motocicletas (268,7 mil), caminhonetes (244,7 mil) e camionetas (225,1 mil).

“Com o menor IPVA do Brasil, o paranaense vai ter mais dinheiro para fazer compras, viajar de férias com a família e investir. É dinheiro no bolso que impulsiona o consumo e movimenta a economia como um todo”, explicou o secretário da Fazenda, Norberto Ortigara. “Tivemos uma experiência bastante positiva no ano passado, com a isenção do IPVA de motocicletas, que trouxe mais qualidade de vida para os paranaenses sem impactar a arrecadação do Estado”.

A medida não altera a alíquota de veículos com valores diferenciados. Assim, ônibus, caminhões, veículos de aluguel, utilitários de carga ou movidos a gás natural veicular (GNV) seguem tributados em 1%.

A alíquota incide sobre o valor venal dos veículos, que é estabelecido pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) a partir de uma análise regional dos preços praticados no estado. A divulgação desses dados é feita sempre no final do ano.

EQUILÍBRIO – Para equilibrar a redução da alíquota e garantir a saúde fiscal do Estado, o Governo do Paraná fará algumas alterações no IPVA 2026 – como o aumento da multa por atraso do pagamento do imposto, que passará de 10% para 20%. 

A regra de cobrança de juros de mora e multa diária (0,33% ao dia, acrescida de juros da taxa Selic) será mantida, com a multa fixa de 20% sendo aplicada após 30 dias de atraso.

Além disso, o Estado espera aumentar a repatriação de veículos que hoje são emplacados em outras localidades, como Santa Catarina, em que a alíquota é de 2%. Com isso, o tamanho da frota tributada no Paraná deve aumentar, colaborando para esse equilíbrio.

SEGUNDA GRANDE MUDANÇA – Esse é o segundo grande anúncio de mudança do IPVA de Ratinho Junior. No ano passado o Governo do Paraná isentou do imposto veicular donos de motocicletas de até 170 cilindradas, o que beneficiou mais de 732 mil pessoas, principalmente motoboys e entregadores.

Exemplos:

Valor do veículo - valor do imposto (de 3,5% para 1,9%)

R$ 35 mil - de R$ 1.225 para R$ 665

R$ 40 mil - de R$ 1.400 para R$ 760

R$ 45 mil - de R$ 1.575 para R$ 855

R$ 48 mil - de R$ 1.680 para R$ 912

R$ 50 mil - de R$ 1.750 para R$ 950

R$ 60 mil - de R$ 2.100 para R$ 1.140

R$ 80 mil - de R$ 2.800 para R$ 1.520

R$ 100 mil - de R$ 3.500 para R$ 1.900

 

 

 

 

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