Paraná ganha o primeiro hospital oncopediátrico da Região Sul

O governador Carlos Massa Ratinho Junior participou nesta terça dia 1,, em Curitiba, da inauguração do Erastinho, o primeiro hospital oncopediátrico do Sul do País. Idealizado pelo Hospital Erasto Gaetner, referência no tratamento de câncer no Paraná, a unidade recebeu investimento de R$ 30 milhões, sendo que mais de R$ 19 milhões foram destinados pelo Governo do Estado. O hospital é filantrópico e atende também pelo SUS. 

 

Com uma área de 4,8 mil metros quadrados, a unidade vai atender exclusivamente crianças e adolescentes com câncer, que hoje fazem tratamento na Ala Pediátrica do Hospital Erasto Gaertner. A expectativa com a nova unidade é dobrar a capacidade de atendimento oncopediátrico, com foco também no diagnóstico precoce, na promoção e prevenção de saúde.

 

“Este hospital é fruto de um trabalho de muitas mãos, com a sociedade e poder público juntos pela concretização do projeto, sem contar a credibilidade e a expertise de toda a equipe técnica do Erasto Gaertner”, afirmou o governador. “Este trabalho conjunto resultou em uma instalação moderna, um ambiente lúdico que traz um cuidado maior para as crianças e os adolescentes que farão tratamento aqui. É um espaço saudável e mais confortável que um ambiente hospitalar comum”, disse.

 

Ratinho Junior ressaltou que o Paraná conta uma grande estrutura hospitalar para a atenção infantojuvenil, com complexos como o Pequeno Príncipe, em Curitiba, o Waldemar Monastier, em Campo Largo, o Hospital da Criança de Ponta Grossa e futuro Hospital da Criança de Maringá, que será um dos maiores do País.

 

“O Erastinho tem um diferencial, porque trata de uma doença muito delicada, que infelizmente traz muitas consequências aos pacientes, em especial às crianças e adolescentes”, disse o governador. “Entregar à população um hospital que não tem cara de hospital, que foi todo pensado para atender as crianças de forma humanizada, representa a modernização da área médica”, destacou.

 

ABRAÇARAM A CAUSA - O superintendente do Hospital Erasto Gaertner, Adriano Lago, ressaltou que, desde o lançamento do projeto, em 2015, toda a sociedade e diferentes instituições públicas se mobilizaram para que a unidade saísse do papel.

 

“O número de pessoas que abraçaram esta causa é difícil de mensurar. O poder público e a sociedade civil mobilizaram R$ 30 milhões em um tempo recorde. É uma obra inteira da comunidade”, ressaltou.

 

“O Erastinho quer bater muito forte na questão do diagnóstico precoce e, para isso, vamos trabalhar com prevenção, diagnóstico, tratamento, ensino e pesquisa, porque sabemos que metade das crianças diagnosticadas com câncer ainda não têm uma estrutura adequada para tratamento”, explicou Lago. “Mas o Paraná tem uma experiência diferenciada, com grandes instituições filantrópicas, em diferentes áreas especializadas, que ajudam muito o Estado na gestão da saúde. Ampliar o atendimento especializado é importante, vamos ajudar muita gente Brasil à fora”, afirmou.

 

O ERASTINHO – Além de dobrar a capacidade de atendimento oncopediátrico, os pacientes vão encontrar no Erastinho um ambiente moderno e humanizado, com acesso a um tratamento especializado e multiprofissional. A nova unidade tem capacidade para fazer até 17 mil consultas, 500 cirurgias e mais de 85 mil procedimentos por ano.

 

O complexo conta com 43 leitos de internamento privativos e semiprivativos, recepção, lobby, atendimento ambulatorial, hospital-dia, centro cirúrgico e alas de internação clínica, cirúrgica, TMO (Transplante de Medula Óssea) e UTI. A transferência dos pacientes para a nova estrutura será feita de maneira gradativa, iniciando nas próximas semanas. 

 

ATUAL ALA - Com o novo ambiente, a atual ala pediátrica será transformada em um setor exclusivo para transplante de medula óssea. Com apoio da Volkswagen e do Governo do Estado, por meio do Programa Paraná Competitivo, o local será reformado, passando de 1.050 metros quadrados para 1.300 metros quadrados, podendo ampliar em até 50% o número de transplantes.

 

MOBILIZAÇÃO – O projeto para construção do Erastinho foi lançado em 2015 e, desde então, contou com o apoio massivo da sociedade civil e a parceria entre os diferentes poderes para a sua concretização

 

A obra teve um custo de R$ 22 milhões. Metade deste valor foi custeado pelo Governo do Estado, que destinou R$ 12 milhões para essa etapa, por meio da Secretaria de Estado da Saúde. O restante foi captado pelo Erasto Gaertner junto à sociedade civil, em eventos, projetos e doações voluntárias.

 

“A oportunidade que o Erasto nos dá com a ampliação dos serviços e uma unidade exclusiva para o atendimento oncopediátrico é fantástica. Com a estrutura e um parque tecnológico instalado, pouco lugares do Brasil terão essa capacidade de fazer os tratamentos especializados”, destacou o secretário estadual da Saúde, Beto Preto.

 

“Teremos capacidade de ampliar todo tipo de tratamento especializado, além de trazer um ambiente lúdico para o processo de tratamento do câncer. Às vezes temos dificuldade de atendimento e agora poderemos trazer para cá pacientes não só do Paraná, como também de outros estados”, disse Beto Preto. 

 

EQUIPAMENTOS - Além dos recursos para a construção, o Estado também repassou mais R$ 8,1 milhões para a compra de equipamentos e mobiliários para unidade. Deste total, R$ 2,8 milhões são recursos da Secretaria da Saúde e o restante é contribuição do Poder Legislativo, por meio de emendas de deputados estaduais e federais.

 

“A Assembleia Legislativa tem dado sua contribuição à sociedade, com repasses ao Governo do Estado para a área da saúde, em especial neste momento de pandemia”, explicou o presidente da Assembleia, Ademar Traiano. “Também com o aval do governador e do secretário da Saúde, a Casa repassou recursos para o Erastinho, tanto fruto da economia dos recursos próprios, como por meio de emendas parlamentares”, ressaltou.

 

SUSTENTÁVEL – A obra do Erastinho atendeu parâmetros internacionais de sustentabilidade, dentro do conceito Green Hospital. Foi a primeira instituição brasileira a conquistar, simultaneamente, as certificações LEED for Healthcare e WELL Building Certification, selos que atestam o menor impacto ambiental nos serviços e a possibilidade de otimizar recursos na operação do edifício, visando a práticas sustentáveis.

 

As chancelas poderão alçar o Hospital Erastinho à condição de único do País a contar com a inédita dupla certificação internacional, um lastro de excelência no uso das edificações para a promoção da saúde e da redução de impacto no meio ambiente.

 

PRESENÇAS – Participaram da solenidade o vice-governador Darci Piana; o chefe da Casa Civil, Guto Silva; a primeira-dama Luciana Saito Massa; o presidente da Liga Paranaense de Combate ao Câncer, Luiz Antônio Negrão Dias; o secretário estadual do Desenvolvimento Urbano e Obras Públicas, João Carlos Ortega; o presidente da Invest Paraná, Eduardo Bekin; a secretária municipal de Saúde de Curitiba, Márcia Huçulak; o deputado federal Pedro Lupion; e os deputados estaduais Luiz Claudio Romanelli, Soldado Adriano José; Luiz Fernando Guerra e Rubens Recalcatti. (Com AEN)

 

 

 

 

 

Policiais são recebidos a tiros e um suspeito é morto em confronto

Um jovem de 23 anos trocou tiros com policiais durante uma abordagem e morreu na hora, na noite desta segunda dia 31, em São José dos Pinhais, na região metropolitana de Curitiba. Ele está sem identificação, mas policiais confirmaram que ele fazia parte do tráfico de drogas na região.

 

O confronto aconteceu na rua Helio Thomaz, no Jardim Independência, por volta das 22 horas. O tenente Cason do 17.° Batalhão da Polícia Militar (BPM) disse à Banda B que o confronto aconteceu em um local de compra e venda de drogas.

 

"Os policiais estão bem, eles vieram dar apoio em uma abordagem, que se iniciou em um ponto já conhecido pelo tráfico de drogas e foram recebidos a tiros. Teve um primeiro confronto a cerca de 50 metros daqui, os policiais saíram em perseguição e perto aqui desse rio aconteceu novo confronto e esse indivíduo foi atingido e morreu", descreveu.

 

Sem identificação, a polícia espera ter acesso aos dados oficiais do suspeito morto após confirmação no Instituto Médico Legal (IML), pra onde o corpo foi levado. (Com Banda B)

 

 

 

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Governador apresenta Corredor Oeste de Exportação à bancada federal

O governador Carlos Massa Ratinho Junior apresentou, nesta segunda dia 31, para a bancada de deputados federais do Paraná, o projeto de implantação do Corredor Oeste de Exportação. O novo ramal ferroviário vai ligar o Porto de Paranaguá até a cidade de Maracaju (MS), ampliando a malha operada hoje pela Ferroeste (Estrada de Ferro Paraná Oeste S/A). O encontro ocorreu por meio de videoconferência.

 

Ratinho Junior explicou que a previsão é que a nova malha ferroviária tenha uma extensão de até 1.371 quilômetros. O projeto, destacou ele, inclui a construção de uma nova ferrovia entre Maracaju e Cascavel (Oeste do Paraná); a revitalização do atual trecho ferroviário operado pela Ferroeste, entre Cascavel a Guarapuava; a construção de um novo traçado entre Guarapuava e Paranaguá e de um ramal multimodal entre Cascavel e Foz do Iguaçu. Como está em fase de elaboração, não há um valor definido para a obra.

 

“É um projeto extremamente importante, que vai impactar no escoamento da produção do Mato Grosso do Sul, Paraná e Paraguai. Essa obra é parte das ações que buscam transformar o Paraná no hub logístico da América do Sul”, ressaltou o governador. “Um projeto que já nasce vitorioso, unindo dois polos de produção para criar um grande corredor de exportação”, acrescentou.

 

Durante o encontro virtual com os parlamentares, Ratinho Junior lembrou que foi firmado neste mês um acordo de cooperação técnica com o Mato Grosso do Sul com o intuito de dar velocidade ao projeto. Além disso, reforçou, já foi assinado o contrato com a empresa TPF Engenharia para execução dos Estudos de Viabilidade Técnico-operacional, Econômico-Financeira, Ambiental e Jurídica (EVTEA), que deve ser concluído em, no máximo, um ano.

 

“O prazo é apertado, mas está tudo indo muito bem, dentro do cronograma estabelecido. Estamos em conversações com o Ibama em busca das licenças ambientais”, afirmou Ratinho Junior.

 

PRÓXIMOS PASSOS – A proposta é abrir a concessão do projeto para a iniciativa privada. Em junho, a Ferroeste foi qualificada para integrar o Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) do Governo Federal, atendendo a um pedido feito pelo Governo do Estado. Com a inclusão no PPI, a União vai ajudar o Paraná com apoio técnico regulatório necessário em diversas áreas, da modelagem e meio ambiente à atração de investidores.

 

A expectativa é colocar a Ferroeste em leilão na Bolsa de Valores (B3) até novembro de 2021, já com o EVTEA e o EIA/RIMA concluídos. O modelo de concessão (total ou parcial) está sendo discutido pelo grupo de trabalho que elabora o Plano Estadual Ferroviário do Paraná, instituído em julho pelo governador Ratinho Junior.

 

PROBLEMA HISTÓRICO - Secretário de Estado da Infraestrutura e Logística, Sandro Alex explicou que o projeto, também chamado de Nova Ferroeste, resolverá um problema histórico de infraestrutura do Paraná, com impacto para o Brasil e para o Mercosul. O novo traçado vai ligar o Paraná à malha ferroviária nacional, beneficiando as principais potências do agronegócio nacional, além do Paraguai, que é hoje um dos principais produtores mundiais de grãos.

 

“Tem um impacto muito grande em toda a logística nacional, fortalecendo e incentivando a produção de dois estados do País e também do Paraguai. Por isso a necessidade de envolver e construir o projeto em conjunto com a nossa bancada federal”, destacou ele. “Vamos construir um modal sustentável de longo prazo, deixando um legado muito grande para toda a sociedade paranaense”, acrescentou o coordenador do plano ferroviário do Paraná, Luiz Fagundes.

 

“Foi uma reunião esclarecedora. Entendemos todos os detalhes de um projeto que é de extrema importância para o Paraná e para o Brasil. A bancada paranaense vai apoiar integralmente no que for preciso”, afirmou o coordenador da bancada do Estado na Câmara Federal, deputado Toninho Wandscheer.

 

LUCRO – O diretor-presidente da Ferroeste, André Gonçalves, aproveitou o encontro para mostrar os números da companhia. Ele lembrou que no ano passado, pela primeira vez na história, a Ferroeste operou com lucro. “Algo simbólico, em torno de R$ 500 mil, mas que comprova que a companhia pode funcionar no azul”, disse.

 

Neste ano, disse, a empresa fechou o primeiro semestre com lucro operacional de R$ 2,3 milhões e faturamento de R$ 13,9 milhões. Ainda segundo Gonçalves, entre janeiro e junho deste ano, 792,1 mil toneladas de cargas passaram pelos trilhos da ferrovia, principalmente grãos e frango refrigerado, que são enviados para exportação via Porto de Paranaguá, e fertilizantes e cimento ensacado, transportados até Cascavel.

 

O volume movimentado nos seis primeiros meses de 2020 foi 23% superior ao mesmo período do ano passado, quando foram transportadas 609,3 mil toneladas de produtos.

 

PRESENÇAS – Participaram do encontro o chefe da Casa Civil, Guto Silva; o diretor-geral do DER-PR, Fernando Furiatti; o chefe do escritório do governo do Estado em Brasília, Rubens Bueno II; o deputado federal do Paraguai e integrante do Parlamento do Mercosul, Enzo Cardozo; além dos deputados federais Luizão Goulart, Leandre, Diego Garcia, Rubens Bueno, Ricardo Barros, Sérgio Souza, Vermelho e Sargento Fahur.

 

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Ratinho Junior pede apoio da bancada para o programa BR do Mar


O governador Carlos Massa Ratinho Junior pediu também durante a reunião desta segunda-feira (31) o apoio dos deputados federais do Estado em torno do programa BR do Mar. O projeto de incentivo à Cabotagem foi enviado neste mês pelo Governo Federal, como projeto de lei, em caráter de urgência, ao Congresso Nacional.

 

A medida tem como objetivo aumentar a oferta da cabotagem, incentivar a concorrência, criar novas rotas e reduzir custos. Entre outras metas, o Ministério da Infraestrutura pretende ampliar o volume de contêineres transportados, por ano, de 1,2 milhão de TEUs (unidade equivalente a 20 pés), em 2019, para 2 milhões de TEUs, em 2022.

 

Também é objetivo ampliar em 40% a capacidade da frota marítima dedicada à cabotagem nos próximos três anos, excluindo as embarcações dedicadas ao transporte de petróleo e derivados.

 

“Contamos com o apoio dos nossos deputados porque os portos de Antonina e de Paranaguá estão entre os mais preparados do Brasil para a cabotagem. Isso vai ajudar muito na exportação de produtos, gerando emprego e renda no Paraná”, disse Ratinho Junior.

 

A cabotagem é a navegação entre portos ou pontos da costa de um mesmo país. É um modo de transporte seguro, eficiente e que tem crescido mais de 10% ao ano no Brasil, segundo o Governo Federal, quando considerada a carga transportada em contêineres. “Diminui muito os custos de quem quer produzir”, afirmou o governador. (Com Agência Brasil)

 

 

 

 

 

 

Universidades estaduais recebem recursos para pesquisas da Covid-19

A Universidade Estadual de Londrina (UEL) e a Universidade Estadual de Maringá (UEM) foram contempladas com recursos do Governo Federal para apoiar o desenvolvimento de pesquisas relacionadas à Covid-19.

 

O edital de financiamento foi aberto pelos Ministérios da Saúde; Ciência, Tecnologia e Inovações e pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), com o objetivo de estimular soluções para a doença pandêmica em diferentes linhas de pesquisa.

 

A UEL foi contemplada com R$ 931,4 mil para desenvolver pesquisas na área de diagnóstico. Já a UEM vai receber R$ 332,41 mil para auxiliar as pesquisas relacionadas ao enfrentamento da Covid-19 e suas consequências em pacientes.

 

A professora do Departamento de Microbiologia, do Centro de Ciências Biológicas da UEL, Sueli Fumie Yamada Ogatta, desenvolve pesquisas em diagnóstico, baseadas na identificação de agentes causadores de infecções microbianas e é a coordenadora geral do projeto, que foi aprovado.

 

Com o desenvolvimento do novo projeto, os estudos se ampliaram para diagnóstico de vírus causadores de infecções respiratórias graves, com foco na detecção tanto do agente quanto nos anticorpos produzidos pela pessoa infectada.

 

Uma das vantagens da pesquisa da UEL, segundo a professora Sueli, é a redução dos custos nos insumos, que pode fazer um teste para Covid-19 ficar aproximadamente 60% mais barato.

 

AVANÇO CIENTÍFICO - O projeto da UEL envolve 27 pesquisadores, além de estudantes de graduação e pós-graduação, de diferentes áreas. São três as abordagens previstas. A primeira gira em torno da identificação do vírus através da amplificação de RNA (material genético do vírus). Os testes comerciais utilizam uma sonda (que é complementar ao alvo amplificado) entre outros reagentes, o modelo da UEL não utilizará este componente.

 

Além disso, no mesmo teste serão pesquisados outros vírus responsáveis por infecções respiratórias graves, como por exemplo, o vírus influenza causador da gripe.

 

ANTICORPOS - Outra metodologia consiste no diagnóstico imunológico utilizando anticorpos purificados em ovos de galinha. Os pesquisadores inoculam uma proteína do vírus na ave e depois purificam o anticorpo a partir da gema do ovo. Este anticorpo (IgY) pode ser empregado para detectar o vírus ou o anticorpo da doença.

 

A terceira abordagem diagnóstica é de natureza química e baseada em impressão molecular de polímeros biomiméticos. Segundo o professor do Departamento de Química da UEL, Cesar Ricardo Teixeira Tarley trata-se de empregar um polímero sintetizado na presença do vírus inativado.

 

A polimerização resulta em cavidades nas quais o vírus se encaixa, possibilitando confirmar sua presença em uma amostra de saliva com maior seletividade, por uma reação colorimétrica ou por meio de medidas eletroquímicas. Outra vantagem deste modelo é a rapidez, o resultado é tão rápido quanto um teste de gravidez de farmácia.

 

PACIENTES - O projeto da UEM pretende realizar o acompanhamento de pacientes após alta hospitalar para avaliar as sequelas e consequências da Covid-19, a longo prazo. A proposta acontece em parceria com a Duke University (EUA) e Secretaria de Saúde do Paraná.

 

A aprovação do projeto possibilitará avanços na pesquisa, com as parcerias estabelecidas. “A Secretaria de Saúde disponibilizará os dados do Estado para a captação dos participantes.

 

A parceria com a universidade americana vai potencializar a internacionalização, incentivar a mobilidade acadêmica e institucional, estimular o desenvolvimento de pesquisas em conjunto das duas universidades; e ampliar a divulgação científica dos dados”, explica a coordenadora do projeto e professora da UEM, Maria Aparecida Salci.

 

"Esperamos trazer resultados importantes para a sociedade e para a ciência, além de respaldo para direcionamentos de políticas públicas no que compreende as sequelas e consequências que a Covid-19 acarreta a longo prazo para as pessoas que desenvolveram a forma grave da doença. Com o projeto criamos também a possibilidade de acompanhamento clínico e de cuidado para as pessoas que tiveram a Covid-19”, conclui Maria Aparecida. (Com AEN)

 

 

 

 

 

 

 

Plano de retomada do turismo avança para reaquecer setor

Diante de todo o impacto provocado pela pandemia do coronavírus, o setor do turismo está entre os primeiros que sentiram a crise bater à porta e figura no rol dos mais prejudicados. Para deixar tudo pronto e favorecer o reaquecimento desse mercado tão logo seja possível, o Governo do Estado e entidades do setor articularam, assim que surgiram os primeiros reflexos do coronavírus, o Projeto de Retomada do Turismo no Paraná, que caminha a todo vapor.

 

A principal meta é a possibilitar a recuperação a partir do turismo regional, com viagens até de 200 quilômetros dentro do próprio Estado.

 

Após a conclusão da Fase 1 do projeto, a 2 foi iniciada imediatamente e a fase 3 já está em andamento. Elas consistem, respectivamente, na costura de parcerias com entidades de classe e instâncias de governança para capacitação e qualificação dos serviços, como hospedagem, alimentação e agenciamento e na retomada dos negócios a partir de encontros de negócio virtuais.

 

O projeto é uma iniciativa da Paraná Turismo, Invest Paraná e Secretaria do Desenvolvimento Sustentável e do Turismo, em parceria de instituições representativas dos setores público e privado, que fazem parte do Conselho Paranaense de Turismo (Cepatur) e, ainda, das Instâncias de Governança Regionais (IGR’s) das 14 regiões turísticas do Paraná.

 

“Durante o isolamento social e o fechamento do comércio, trabalhamos incansavelmente para proporcionar uma retomada do turismo em todas as regiões do Estado. Queremos garantir que os destinos turísticos do Paraná entrem na rota dos paranaenses, dos brasileiros e dos estrangeiros, como foi determinado pelo governador", afirmou o secretário do Desenvolvimento Sustentável e do Turismo, Márcio Nunes.

 

Na Fase 1 do projeto foi feito, entre março e abril deste ano, um levantamento de 11 mercados emissores dentro do Estado, principalmente nos segmentos ecoturismo, aventura e rural. Os destinos emissores são: Curitiba, Ponta Grossa, Londrina, Maringá, Umuarama, Campo Mourão, Cascavel, Toledo, Foz do Iguaçu, Pato Branco e Guarapuava. Essas cidades foram escolhidas em função da densidade populacional e da capacidade de renda.

 

Ainda nessa fase houve a seleção de produtos e empresários envolvidos na emissão e recepção de turistas, que deveriam estar inseridos em três filtros básicos – ter registro ativo no Cadastur, estar em um município que faça parte do Mapa do Turismo Brasileiro e seguindo os protocolos sanitários de prevenção à Covid-19.

 

De acordo com o diretor de Marketing da Paraná Turismo, Aldo Carvalho, após a seleção dos destinos emissores, foi definido que o turismo de curta distância seria a prioridade, inspirando-se em experiências internacionais. “Começamos um trabalho de construção das fases dos projetos e a primeira coisa que fizemos foi um levantamento de informações, e definimos os mercados emissores e os destinos finais dentro do próprio Estado. Ou seja, um turismo do Paraná para o paranaense”, destacou.

 

CENÁRIO - A necessidade de refletir sobre um plano de retomada era iminente, uma vez que o setor no Estado vinha em franca ascensão. Até outubro de 2019, o Paraná era o segundo com o maior crescimento turístico do Brasil (5,4%) superando, inclusive, a média nacional (1,5%). Também houve um aumento de 23% de empresas que aderiram ao Cadastur, cadastro de prestadores de serviços turísticos, o que representa 1.183 novas empresas registradas em 2019. Além disso, o Paraná marcou presença em pelo menos 30 eventos do setor.

 

O turismo movimentou no País cerca de R$ 930 bilhões em 2019, além de gerar, até o início da pandemia, cerca de 25 milhões de empregos no Brasil. Os dados traziam otimismo para 2020. No entanto, em março, o início da pandemia atingiu o turismo em cheio, trazendo duras consequências ao trade de forma praticamente indiscriminada, desde os guias de turismo até as companhias aéreas.

 

Para Giovanni Bagatini, gerente de Turismo do Serviço Social do Comércio (Sesc/PR) e representante da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Paraná (Fecomercio-PR), o empreendedorismo no turismo é uma atividade arriscada e necessária para o crescimento e até mesmo para a sobrevivência da economia no País.

 

“O empresariado do turismo tem passado por grandes dificuldades durante a pandemia, sendo o setor mais impactado. Por isso, penso que é a hora de união e resiliência. Eu particularmente sou otimista e devemos buscar suportar os impactos gerados pelo caos para que possamos voltar, e voltar mais fortes”, definiu.

 

Bagatini define ainda que é possível considerar um cenário de estabilização da economia entre outubro de 2020 e outubro de 2021, no qual ele cita um estudo da Fundação Getúlio Vargas (FGV) que estima uma perda de 21,5% para o setor do turismo no biênio. Porém, há regiões no Estado, como Foz do Iguaçu e Morretes, nas quais a taxa de dependência do turismo chega a superar 50% e, portanto, são locais onde o impacto acaba sendo muito maior.

 

“A colaboração entre todas as lideranças será imprescindível e será imperativo de sucesso para superar essa tempestade, a qual tenho certeza que vamos superar aqui no Paraná”, destacou o gerente.

 

NÃO CANCELE, REMARQUE! – Como parte do projeto de retomada foi lançada a campanha Não cancele, remarque!, que tem como objetivo principal evitar a falência de empresas e o desemprego.

 

O intuito é que os turistas que já haviam comprado pacotes, passagens aéreas e outros produtos turísticos que estavam datados para um período coincidente com a pandemia sejam conscientizados a não cancelar as reservas feitas, e sim que as remarquem. Isso faz com que as empresas turísticas não tenham que devolver o valor que o turista pagou, desonerando o capital de giro, que ficou prejudicado pela falta de movimentação do mercado durante a pandemia.

 

SONDAGEM DOS IMPACTOS DA COVID-19 – Durante o período da pandemia, a Paraná Turismo também fez pesquisas de sondagem desenvolvidas pelo Conselho Paranaense de Turismo (Cepatur) sobre os impactos da Covid-19. Os levantamentos foram realizados entre turistas, órgãos oficiais de turismo, e os setores de meios de hospedagem, alimentos e bebidas, eventos, agências de turismo e transportadoras turísticas.

 

As pesquisas serviram de base para que fosse traçado um cenário do turismo local antes e durante a pandemia da Covid-19, para obter dados suficientes para a execução do projeto de retomada de uma forma assertiva e eficaz. Todas as sondagens podem ser acessadas (Com AEN)

 

 

 

 

 

 

CGE elabora código de ética para agentes de compliance

Todos os servidores públicos têm a obrigação da conduta honesta e íntegra. Porém, os agentes de compliance têm que ficar ainda mais atentos a possibilidades de desvio de conduta. Para eles a Controladoria-Geral do Estado (CGE) preparou o código de ética específico de sua atuação, disponível na página do órgão. (www.cge.pr.gov.br/Pagina/Codigo-de-Etica-do-Agente-de-Compliance)

 

Esse agente, o Compliance Officer, foi criado com a lei 19.857/2019, que implantou o Programa de Integridade e Compliance do Estado do Paraná. Todo órgão ou entidade da administração direta tem um servidor responsável por desenvolver essa nova cultura em seu local de trabalho e ser um ponto de apoio para outros servidores no combate à corrupção e a condutas inadequadas.

 

O controlador-geral do Estado, Raul Siqueira, explicou que o agente de compliance é elo fundamental para prevenção de irregularidades. “Esse papel é novo para o servidor público, por isso damos todo o apoio necessário para que o agente de compliance possa desenvolver seu trabalho de reduzir os riscos de desvios de conduta e financeiros”, disse.

 

O suporte a esses agentes é dado pela Coordenadoria de Integridade e Compliance, da CGE, que elaborou o Código de Ética do Agente de Compliance. “O documento é uma ferramenta de apoio, e irá orientar o servidor sobre o procedimento a ser adotado conforme a situação. Caso surja alguma dúvida ou questionamento ele tem o código para embasar argumentos, além da equipe da coordenadoria”, explicou o coordenador Murillo Santos.

 

Com o código, o agente de compliance assina o Pacto de Integridade e o Termo de Responsabilidade e Confidencialidade. Santos disse que as assinaturas reforçam a importância do papel do agente e seu compromisso em denunciar qualquer procedimento lesivo ao Estado, bem como analisar as vulnerabilidades à corrupção dos procedimentos executados pelo órgão ou entidade em que trabalha.

 

Santos adiantou que está em elaboração o Código de Conduta e Ética do servidor do Governo do Estado. “Esse documento irá complementar as diretrizes do Estatuto do Servidor, cujo enfoque é mais administrativo que comportamental. Nossa intenção é reforçar a cultura do serviço público com qualidade e integro no trato com recursos do Estado”. (Com AENl)

 

 

 

 

 

 

 

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