Revista científica do Tecpar vai divulgar aplicação de tecnologias

O Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar) implementa um importante ajuste no foco temático de sua revista científica, que completa 75 anos de veiculação em 2021. A novidade é que a publicação intitulada Brazilian Archives of Biology and Technology (BABT) — que desde a sua fundação recebe artigos em diferentes vertentes — tem agora um escopo definido, voltado à aplicação da tecnologia em soluções que possam resolver problemas da sociedade.

 

Em 2020, a revista publicou cerca de 60 artigos científicos, em áreas que variam de biologia e ciências aplicadas a biotecnologia, por exemplo.

 

Para o diretor-presidente do Tecpar, Jorge Callado, a atualização do escopo é fundamental para definir a identidade da revista e reforçar a importância do instituto como grande apoiador da produção científica. “A revista chega aos 75 anos com apoio ao desenvolvimento científico paranaense e brasileiro em diversas áreas. A ideia agora é focar em pesquisas que contribuam com o surgimento de soluções práticas para a sociedade”, observa.

 

DEFINIÇÃO – O editor-chefe da revista e professor da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), Paulo Vítor Farago, explica que o escopo foi definido para estar alinhado à vocação do próprio Tecpar, que é um polo de tecnologia. Segundo ele, os pesquisadores poderão publicar seus trabalhos em uma revista mais focada na sua vocação de base, que são os avanços tecnológicos, com maior visibilidade para seu público-alvo.

 

O periódico continuará voltado para seis grandes áreas: agronomia, biologia aplicada, saúde humana e animal, ciência de alimentos, engenharia ambiental e engenharias diversas. No entanto, os próximos artigos submetidos deverão conter uma aplicação prática, voltada à tecnologia.

 

O foco será a aplicação de ferramentas tecnológicas como máquinas, instrumentos, métodos, técnicas e processos para explicar problemas atuais e emergentes. “Por exemplo, se um artigo tratar do uso de uma planta, ele deverá conter uma propriedade tecnológica, ou seja, terá que dar uma aplicação àquele conhecimento”, esclarece o professor, que lidera o Conselho Editorial do BABT.   

 

O diretor de Tecnologia e Inovação, Carlos Pessoa, ressalta a importância do relacionamento da publicação com os pesquisadores. "Os autores, por meio de seus artigos, proporcionam a longevidade e a relevância da revista. O novo desafio é desenvolver temas direcionados a solucionar problemas práticos", observa.

 

A gerente do Centro de Informação e Vigilância Tecnológica do Tecpar, Livia Nogueira dos Santos, destaca que a mudança também visa melhorar as qualificações da revista nacional e internacionalmente, para elevar o Fator de Impacto, considerado o principal indicador de qualidade de um periódico.

 

“O Fator de Impacto é a métrica que identifica a frequência média com que um artigo de um periódico é citado em determinado espaço de tempo. Ou seja, quando a citação de artigos publicados em uma revista aumenta, seu impacto também cresce”, diz Lívia.

 

ETAPAS – Atualmente publicada em formato online, o BABT recebe em torno de 800 artigos por ano, dos quais são publicados cerca de 15%. O editor-chefe é o responsável por receber os artigos e avaliar se o material tem ou não mérito científico. Nesta etapa é analisado se foram cumpridos os critérios de ética, dados estatísticos válidos, entre outras informações.

 

Caso o texto seja aprovado, é enviado para os editores associados, que o encaminham para a revisão. São cerca de 500 revisores, selecionados entre pesquisadores renomados em sua área de atuação, de instituições nacionais e estrangeiras. Por fim, o artigo volta para o editor-chefe para definir se será aceito, negado, ou se ainda precisará de correções.

 

CHAMADA – O Tecpar está com chamada aberta para a edição especial de 75 anos do BABT, que será lançada no ano que vem. A oportunidade é voltada para pesquisadores de institutos de ciência e tecnologia paranaenses e de universidades do Estado. Os interessados têm até 18 de dezembro para submeter seus artigos. As instruções para os autores podem ser acessadas pelo site do Tecpar, na página  (Com AEN)

 

 

 

 

 

 

6 dicas de planejamento financeiro para começar agora e manter depois da pandemia

Especialista em finanças do Sicredi aponta medidas simples e práticas para organizar o orçamento, economizar e ter uma vida financeira mais saudável.

 

A pandemia do novo coronavírus trouxe uma realidade econômica diferente para muitas famílias brasileiras: redução de salários, queda do rendimento e desemprego. Mudanças que reforçam ainda mais a importância do planejamento financeiro, especialmente em situações de crise.

 

E a nova realidade traz um desafio extra para quase metade dos brasileiros. Dados da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), revelam que, mesmo antes da pandemia, o controle do orçamento já não era realidade para 48% dos consumidores. E agora o problema pode aumentar.

 

Para o diretor de Desenvolvimento da Central Sicredi PR/SP/RJ, Adilson de Sá, o controle efetivo dos gastos está diretamente ligado à educação. “A consciência financeira e o melhor entendimento das relações de consumo fomentam bons hábitos e ajudam a evitar dívidas no futuro. Por isso, no Sicredi, desenvolvemos projetos de educação financeira voltados para diferentes perfis, incluindo crianças”, afirma.

 

O especialista ainda lembra que sempre há tempo para iniciar o planejamento financeiro. “O importante é se organizar, dar o primeiro passo e ter disciplina para manter o controle de gastos”, analisa.

 

Confira outras dicas simples para começar agora e continuar planejando a vida financeira até depois da pandemia:

 

1 - Hora de organizar o orçamento

 

Uma vida financeira saudável começa com planejamento. Quem ainda não faz controle ou registro de gastos pode iniciar uma planilha simples com informações sobre rendimentos e despesas. Também é importante estimar gastos sazonais e imprevistos, que podem ocorrer a curto e longo prazos. Com o planejamento inicial é possível identificar as despesas mais caras, supérfluas e essenciais. “Em alguns momentos é preciso reorganizar o orçamento adequando os gastos aos ajustes de rendimentos. Nessas ocasiões o planejamento financeiro ajuda no corte ou adequação de despesas e renegociação de dívidas, caso necessário”, explica Felis de Sá.

 

2 - Algumas compras podem esperar

 

Tenha cuidado com as promoções e compras online por impulso. Antes de cada aquisição é importante ter uma escala de prioridades e refletir sobre a necessidade do produto. Nas compras de menor valor, dê preferência para o pagamento à vista e evite parcelamento para aquisição de itens supérfluos. “É o momento de repensar consumo, priorizar compras essenciais, poupar e investir parte dos recursos”, reforça.

 

3 - Utilize a internet para vender

 

A internet é uma ótima ferramenta para conseguir renda extra oferecendo produtos e serviços. É possível anunciar peças que você não usa mais, de segunda mão, ou ainda investir na comercialização de itens novos. Plataformas de marketplace são uma boa alternativa para anunciar. “O Sicredi conta com a plataforma gratuita Sicredi Conecta, que permite anúncios e vendas de produtos e serviços entre associados - uma boa opção para a geração de bons negócios”, analisa o especialista.

 

4 - Aproveite para renegociar dívidas

 

Com a organização do orçamento e planejamento financeiro é possível identificar as dívidas mais caras e buscar a renegociação, ou fazer a troca por dívidas mais baratas, com taxas de juros menores. Negocie, converse e busque alternativas de pagamento junto a seus credores.

 

5 - Comece a poupar, não importa o valor

 

Separe um valor mensal para reserva financeira. O hábito de poupar pode começar com quantias pequenas. O importante é ter disciplina e manter os depósitos. Além de se beneficiar com os juros compostos, juros sobre juros, o poupador ainda pode utilizar o montante em caso de emergência ou para uma compra à vista, conseguindo melhores condições de pagamento. “A poupança ajuda a criar a cultura da educação financeira. A modalidade costuma ser a opção de muitas famílias no início do planejamento. Com o hábito de poupar consolidado, é possível avançar para outros tipos de investimentos”, ressalta.

 

6 - Procure novas modalidades

 

Existem diferentes opções de investimentos. Antes de escolher um produto é importante levar em consideração o perfil do investidor: arrojado, moderado ou conservador. Quem busca maior segurança, mesmo com menor rentabilidade, pode iniciar os investimentos nos fundos de renda fixa. Perfis mais arrojados contam com opções como o Fundo Inflação e os Fundos Multimercados. O Fundo Ibovespa também é uma opção que pode apresentar maior rentabilidade a longo prazo. “A vantagem de investir em uma instituição financeira cooperativa é que os associados ajudam a fomentar o desenvolvimento econômico regional e, ao mesmo tempo, participam dos resultados da cooperativa gerados no final de cada ano”, conclui o diretor.

 

Sobre o Sicredi

 

O Sicredi é uma instituição financeira cooperativa comprometida com o crescimento dos seus associados e com o desenvolvimento das regiões onde atua. O modelo de gestão do Sicredi valoriza a participação dos mais de 4,5 milhões de associados, os quais exercem papel de donos do negócio. Com presença nacional, o Sicredi está em 22 estados* e no Distrito Federal, com mais de 1.900 agências, e oferece mais de 300 produtos e serviços financeiros (www.sicredi.com.br).

 

*Acre, Alagoas, Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins.

 

 

 

 

Hashtag:
Acadêmicos de Agronomia da Univel aprendem sobre Logística reversa das embalagens vazias de defensivos agrícolas

O tema abordado tratou sobre a importância do produtor rural realizar a tríplice lavagem das embalagens de defensivos agrícolas com todos os cuidados de segurança e uso adequado de EPIS (Equipamento de Proteção Individual), onde há uma legislação específica que obriga a devolução de toda embalagem de defensivo agrícola, que precisa ocorrer dentro do prazo de um ano após a compra, sendo o produtor rural o responsável pela entrega das embalagens limpas.

 

“A importância da devolução dessas embalagens primeiramente é pela segurança da saúde do produtor rural, que não vai ficar guardando dentro da propriedade rural uma embalagem com resíduo químico. Também temos a questão ambiental, pois antigamente essas embalagens eram queimadas, sem nenhum tipo de cuidado, havia contaminação do solo, da água e do ar por conta dessa queima e hoje é tudo realizado dentro do ambiente controlado e seguro”, explica a coordenadora do curso de Agronomia da Univel, Vanessa Taques Batista Josefi.

 

A engenheira agrônoma Patricia Moretti explica que o Brasil é líder mundial em realizar essa atividade, o país consegue receber e dar a destinação correta para 94% das embalagens comercializadas no território brasileiro. “É importante que os acadêmicos tenham o conhecimento sobre como esse processo funciona. Além de contribuir para a formação, essas orientações proporcionam inclusive mais segurança para eles trabalharem. Futuramente serão os profissionais que vão atuar na área, sendo essencial que tenham conhecimento sobre a legislação. Existem várias áreas que pode-se trabalhar envolvendo diversos setores como por exemplo elos dessa cadeia, direto na indústria ou em uma revenda, cooperativas, área de fiscalização, contato com agricultor ou com empresas do setor”, esclarece Patricia.

 

Para o acadêmico de Agronomia, Vinicius Vigo Arrosi, aprender sobre o tema é significativo. “Nós, como futuros engenheiros agrônomos devemos aprender sobre práticas sustentáveis. Saber sobre os cuidados que podemos ter com a poluição do planeta em relação aos agrotóxicos, tríplice lavagem, uso de epis, descartagem correta de embalagens e local de armazenamento é importante para nossa formação”, diz o acadêmico.

 

 

 

Hashtag:
Homem morre em grave acidente na BR-373 nesta quinta

Uma batida entre cinco veículos BR-373 em Imbituva matou um homem de 30 anos nesta quinta (3). Além, três pessoas ficaram feridas. A tragédia ocorreu no Km 225 da rodovia e foi divulgada no início da tarde pela Polícia Rodoviária Federal (PRF).

 

Conforme informações da polícia, um carro VW Gol com três ocupantes, um homem de 30 anos que dirigia o carro, e dois jovens de 17 e 18 anos, se envolveu em uma primeira batida, logo depois de uma em local permitido quando bateu frontalmente com um caminhão com placas de Cascavel.

 

Ainda de acordo com as informações da PRF, a intensa neblina, teria sido a causa da batida. O motorista do caminhão de 56 anos, que estava carregando ferragens não se feriu. Porém, com o impacto, ambos os veículos ficaram fora da pista.

 

SEQUÊNCIA DO ACIDENTE:

Logo depois, um caminhão Ford Cargo, com placa de Ibiporã-PR, atingiu levemente o carro com a parte traseira. Mas o motorista de 34 anos não se feriu. Depois disso, um caminhão Volvo bitrem, placas de Boa Ventura de São Roque-PR, também bateu contra o carro.

 

O motorista do carro morreu no local. Além disso, os dois passageiros foram levados em estado grave ao Hospital Municipal de Irati. Os motoristas dos caminhão, que estavam ilesos, fizeram o teste do bafômetro, que não apontou irregularidades.

 

ALERTA:

Por fim, a pista permaneceu interditada em ambos os sentidos, sendo liberada para o sistema de pare-siga horas depois.Por fim, o corpo foi encaminhado ao IML de Ponta Grossa. Em decorrência do acidente, a PRF reiterou o alerta de atenção aos motoristas que trafegam na pista quando há neblina.(Com PRF/RSN). 

 

 

Montadora de caminhões TatraBras investirá R$ 102 milhões no Paraná

A montadora de caminhões TatraBras, que pertence ao grupo CSG Aerospace, da República Tcheca, oficializou nesta quinta dia 3, investimento de R$ 102 milhões até 2026 em uma planta em Ponta Grossa, na região dos Campos Gerais. O protocolo de adesão da empresa ao programa de benefícios fiscais do Paraná foi assinado pelo governador Carlos Massa Ratinho Junior e pelo presidente da empresa, Rui Lemes, no Palácio Iguaçu.

 

Serão gerados aproximadamente 300 empregos diretos no período de vigência do acordo, que prevê, ainda, preferência para contratação de mão de obra local e intercâmbio de dez estudantes brasileiros para participar de um programa de treinamento na matriz da Tatra, em Kopřivnice, na República Tcheca. A transferência de tecnologia, instalação da fábrica e início efetivo da produção estão previstos para fevereiro de 2021.

 

A TatraBras vai produzir em Ponta Grossa veículos off-road para solos difíceis nas categorias 6x6 e 8x8, voltados para os setores de mineração, produção florestal e sucroalcooleiro. A empresa deve desenvolver, ainda, veículos pesados para as áreas militares e de defesa. A produção atenderá o mercado brasileiro, sul-americano e a África, e a expectativa de volume de negócios deve ultrapassar R$ 500 milhões nos próximos anos.

 

O governador disse que a TatraBras se insere em um mercado com muito potencial no País e destacou o ingresso de mais uma empresa no cenário automobilístico estadual. O Paraná é um dos maiores polos produtores do País nesse setor. “A Tatra é um grande player mundial em caminhões pesados. O Brasil tem uma demanda gigante nesse setor porque é um grande produtor de álcool, de minério e de celulose a partir de campos florestais”, afirmou Ratinho Junior. “Não tenho dúvidas de que a empresa será muito feliz no Paraná e que esse será o primeiro de muitos investimentos”.

 

O governador destacou a vocação industrial de Ponta Grossa e a concretização do anúncio em um momento de retomada da economia e da geração de empregos. “Essa semana tem sido especial para o Paraná. A cooperativa Lar abriu um frigorífico com 1,9 mil empregos em Rolândia, o Grupo Boticário vai investir R$ 83,5 milhões no Estado e consolidamos o acordo com a Tatra. Todo investimento é muito planejado, ainda mais de multinacionais, e é bom ver que as empresas estão apostando no Estado e nos municípios paranaenses”, acrescentou Ratinho Junior.

 

O vice-governador Darci Piana, ex-cônsul honorário da República Tcheca no Brasil, foi um dos principais responsáveis pela atração da empresa. As negociações começaram há cerca de dois anos e foram concretizadas em uma viagem dele representando o Governo do Estado à Europa no ano passado. Na ocasião Piana apresentou aos empresários tchecos o potencial do Paraná em relação à infraestrutura de escoamento, capacidade energética e qualificação da mão de obra.

 

“Temos a missão de procurar empresas para gerar empregos no Estado. Ficamos felizes em gerar oportunidade, isso é dignidade para a nossa gente. Esses são caminhões diferenciados, específicos para determinadas funções. Atrás da Tatra tem uma cadeia gigante de fornecedores e tecnologia de ponta”, afirmou Darci Piana. “E num terceiro momento a empresa terá capacidade para produzir caminhões militares. O Brasil precisa se modernizar nesse aspecto. É uma empresa que vai ajudar muito o País e que nesse momento está acreditando no Estado do Paraná”.

 

PRODUÇÃO – Essa será a primeira planta da montadora no Brasil. O barracão de seis mil metros quadrados que abrigará a multinacional começou a ser construído há aproximadamente um ano e fica no distrito industrial de Ponta Grossa, às margens da BR-376. Num segundo momento ela também terá uma pista de teste para os veículos no município.

 

Inicialmente a produção utilizará o sistema CKD (somente montagem no Paraná), mas os últimos meses de 2020 já serão utilizados para estruturar o início do ciclo de investimentos mais robusto da empresa nesta planta para produzir veículos a partir de partes, motores, componentes e acessórios fabricados ou fornecidos por empresas brasileiras, especialmente paranaenses. A planta terá capacidade para produzir 225 caminhões por ano a partir de 2022 e até 800 caminhões/ano depois de 2025.

 

Boa parte dos componentes dos caminhões deve ser adquirida da DAF de Ponta Grossa, que pertence ao grupo PACCAR, com quem o CSG Aerospace tem uma parceria na Europa. Muitas peças utilizadas pelos caminhões e veículos da Tatra no exterior são provenientes da DAF, como os motores, cabines, conjuntos ópticos, entre outros itens.

 

“Vários estados pediram essa planta, mas o forte relacionamento com o Estado, foi preponderante. O Paraná foi escolhido pela pujança, pelo relacionamento entre as entidades empresariais, pela competitividade de Ponta Grossa. Fizemos uma pesquisa muito forte de concorrência antes desse investimento”, explicou Rui Lemes. “Nossos caminhões não são exatamente iguais aos on road fabricados no País. Eles são off-road, o diferencial é a flexibilidade dos eixos. Existe essa lacuna no mercado”.

 

O presidente da TatraBras destacou que o objetivo da parceria é gerar novos mercados para a empresa e desenvolvimento econômico para o Paraná. “A ideia é atingir toda a América Latina. Temos 39 consulados credenciados no Estado, ou seja, os países com representação no Paraná certamente estão juntos nessa empreitada. Já temos diálogos avançados com o Chile e Angola e a ideia é ampliar essas negociações”, afirmou Rui Lemes.

 

Esse é o primeiro grande investimento da CSG Aerospace no Brasil. A holding possui 21 empresas em seu guarda-chuva e já há negociações em andamento para novas plantas.

 

TATRA – A montadora automotiva é uma das fábricas de caminhões mais antigas do mundo, com 170 anos de história. Ela é conhecida pelos veículos de alta tecnologia, caminhões para a indústria bélica e sobreviveu a duas grandes guerras mundiais no século passado e às grandes transformações da República Tcheca, antigo Império Austro-Húngaro e Tchecoslováquia.

 

“É uma empresa muito antiga. Nossa indústria automobilística já tem mais de 100 anos. Essa empresa é um dos diamantes da coroa industrial da República Tcheca, conquistando fama mundial. Era uma questão de tempo até ela conquistar o mercado latino-americano”, destacou a embaixadora da República Tcheca no Brasil, Sandra Lang Linkensederová.

 

“Hoje é um grande dia para a República Tcheca. A diplomacia é o caminho trilhado para concretizar o comércio exterior. O Brasil tem muito potencial e tivemos sorte de encontrar parceiros como o Paraná. Essa sinergia era fundamental para que os empresários tchecos tivessem coragem de investir a dez mil quilômetros de suas casas”, acrescentou a embaixadora. “Agora vamos trabalhar com o Paraná para abrir novas oportunidades”.

 

MERCADO AUTOMOTIVO – Com a instalação da TatraBras, o Paraná se consolida como um dos maiores polos automotivos do Brasil. Atualmente o parque paranaense responde por 15% da produção nacional de veículos, segundo a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). Carros, caminhões, ônibus, vans, tratores e colheitadeiras, além de motores, cabines, acessórios e peças, formam o rol de produtos da cadeia automotiva paranaense. São cerca de 600 indústrias envolvidas no sistema produtivo.

 

O Paraná abriga montadoras globais de veículos como a Renault, Volkswagen-Audi, Volvo e DAF; de maquinário, como New Holland e Caterpillar; de motores, FCA Fiat Chrysler e Paccar; e de pneus, Dunlop. A produção deste grupo abastece o mercado doméstico e também países da América do Sul, Europa, Ásia e Estados Unidos.

 

A indústria automotiva do Paraná se fortaleceu ao longo dos anos, contribuindo para o adensamento de cadeias, e multiplicou o valor gerado pelo parque industrial paranaense. A fabricação de automóveis e utilitários responde por 7,6% do Valor da Transformação Industrial (VTI) do Paraná, enquanto a produção de autopeças responde por 2,8%, de caminhões e ônibus, por 2,1%, e a de cabines, carrocerias e reboques atinge por 0,28%, segundo a Pesquisa Industrial Anual – Empresa, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

 

O setor fechou 2019 como o quinto principal exportador do Estado, representando 4,1% de tudo o que foi negociado com o exterior. Foram US$ 668 milhões em vendas, atrás apenas das exportações do setor agropecuário (soja, milho, carnes congeladas). Apenas São Paulo exportou mais, US$ 1,5 bilhão. Argentina, Colômbia e México foram os principais destinos dos veículos paranaenses.

 

PRESENÇAS – Participaram da assinatura os secretários da Fazenda, Renê Garcia Junior, e de Infraestrutura e Logística, Sandro Alex; o deputado estadual Hussein Bakri; o diretor de Internacionalização da Invest Paraná, Giancarlo Rocco; o cônsul-geral da República Tcheca em São Paulo, Milos Sklenka; o ministro conselheiro da Embaixada da República Tcheca, Ondrej Kasina; o chefe de Assuntos Econômicos e Comerciais em São Paulo, Filip Vavrínek; o prefeito de Ponta Grossa, Marcelo Rangel; o diretor comercial da TatraBras, Ricardo Sales; o controlador internacional da Tatra, Pavel Petrasek; o diretor de Assuntos Econômico-Tributários da Secretaria da Fazenda, Gilberto Calixto, e o responsável pelo Departamento de Incentivos Fiscais da Diretoria de Assuntos Econômico-Tributários da Secretaria da Fazenda, João Marcos de Souza. (Com AEN)

 

 

 

 

 

Boletim registra 2.228 novos casos de coronavírus

A Secretaria de Estado da Saúde confirma nesta quinta quinta dia 3, 2.228 novos casos e 50 óbitos pela infecção causada pelo novo coronavírus. O Paraná soma 136.391 casos e 3.411 mortes em decorrência da doença. Há ajustes nos casos confirmados detalhados ao final do texto.

 

INTERNADOS –  São 1.006 pacientes internados com diagnóstico confirmado de Covid-19: 857 pacientes estão em leitos SUS (389 em UTI e 468  em leitos clínicos/enfermaria) e 149 em leitos da rede particular (48 em UTI e 101 em leitos clínicos/enfermaria).

 

Há outros 1.243 pacientes internados, 515 em leitos UTI e 728  em enfermaria, que aguardam resultados de exames. Eles estão em leitos das redes pública e particular e são considerados casos suspeitos de infecção pelo vírus Sars-CoV-2.

 

ÓBITOS – A secretaria estadual informa a morte de mais 50 pacientes. Todos estavam internados. São 23 mulheres e 27 homens com idades que variam de 34 a 94 anos. Os óbitos ocorreram entre 23 de julho a 03 de setembro.

 

Os pacientes que faleceram residiam em: Curitiba (22), Araucária (3), Campo Largo (2), Colombo (2), Ponta Grossa (2), São José dos Pinhais (2), além de um óbito registrado nos seguintes municípios: Almirante Tamandaré, Cambé, Dois Vizinhos, Foz do Iguaçu, Guaratuba, Itambaracá, Itaperuçu, Ouro Verde do Oeste, Paranaguá, Pato Branco, Pérola d´Oeste, Pinhais, Quedas do Iguaçu, Ribeirão do Pinhal, Santana do Itararé, Telêmaco Borba e Toledo.

 

FORA DO PARANÁ – O monitoramento da secretaria estadual registra 1.474 casos de pessoas que não moram no Estado. Destas, 38 foram a óbito.

 

AJUSTES:

 

Alteração de município

 

Um caso confirmado no dia 24/06 em Cianorte foi transferido para Jussara;

 

Um caso confirmado no dia 01/09 em Laranjeiras do Sul foi transferido para Dois Vizinhos;

 

Um óbito confirmado no dia 15/06 em Contriguaçu/MT foi transferido para Adrianópolis. (Com AEN)

 

 

 

 

 

feed-image
SICREDI 02