Paraná reforça equipe dos bombeiros contra incêndios no Pantanal

O Governo do Estado encaminhou nesta quarta dia 16, sete caminhões-pipa e mais oito bombeiros militares para colaborar no combate às queimadas na região do Pantanal, no Mato Grosso do Sul. O grupo de oficiais e os equipamentos saíram do Palácio Iguaçu e vão reforçar a missão do Paraná no estado vizinho a partir de quinta dia 17.

 

Já estão em Corumbá, base fixa da comitiva paranaense no Mato Grosso do Sul, outros 31 bombeiros militares que se deslocaram de Curitiba, Londrina e Cascavel na terça dia 15. O suporte técnico no controle aos focos de fogo atende a uma determinação do governador Carlos Massa Ratinho Junior.

 

“É um momento muito difícil para o Brasil, de uma seca muito severa. E no Pantanal, pelo volume das queimadas, a situação é ainda mais crítica. O Paraná faz um gesto para colaborar um estado vizinho, para ajudar a salvar um patrimônio do meio ambiente”, afirmou o governador.

 

 

Ele destacou que o auxílio momentâneo em nada vai prejudicar as ações do Corpo de Bombeiros dentro do Paraná. O planejamento inicial prevê 15 dias de atuação no Mato Grosso do Sul, período que pode se estender dependendo da necessidade. “Há um planejamento em andamento e nenhum município paranaense ficará descoberto. Também estamos passando por um período de pouca chuva, a estiagem mais grave dos últimos anos, e precisamos sempre estar atentos. Mas o Paraná não ficará descoberto”, disse Ratinho Junior.

 

CAMINHÕES – Os caminhões-pipa servirão como suporte as sete caminhonetes 4x4 que já estão em Corumbá, explicou o comandante do Corpo de Bombeiros do Paraná, coronel Samuel Prestes. Segundo ele, ficarão responsáveis por armazenar e levar água até os veículos menores, transformando as viaturas em um pequeno caminhão de combate a incêndio florestal. Cada caminhão-pipa tem capacidade para transportar 6 mil litros de água.

 

“São esses caminhões que vão abastecer as caminhonetes com água. Uma ação em conjunto, já que os caminhões-pipa integram um programa da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Sustentável e Turismo”, ressaltou o comandante. “Equipamentos que ficarão à disposição de bombeiros experientes, acostumados a atuar neste tipo de situação”, acrescentou.

 

Além disso, destacou o comandante, o grupo paranaense conta com equipamentos especializados como abafadores, enxadas e mochilas. Um drone também ajudará na localização dos pontos de incêndio.

 

TAQUARI – Prestes informou ainda que o Corpo de Bombeiros do Mato Grosso do Sul solicitou apoio também da missão paranaense no combate às queimadas no Parque Estadual das Nascentes do Taquari, em outro ponto do Estado. “Estamos preparados para ajudar no que for preciso”, disse ele.

 

“Nos empenharemos ao máximo nessa missão. O Estado do Paraná sempre estará á disposição dos nossos vizinhos”, completou o tenente-coronel Ezequias de Paula Natal. Comandante da missão do Paraná no Pantanal, ele já iniciou o trabalho de campo em Corumbá.

 

PROGRAMA – Os caminhões-pipa integram um programa do Instituto Água e Terra (IAT), vinculado à Secretaria de Desenvolvimento Sustentável e do Turismo, de apoio a ações de sustentabilidade nas cidades paranaenses.

 

Serão, ao todo, 100 veículos. Uma parte, 40 caminhões, já foi entregue. Outros aguardam liberação das concessionárias. E já está em licitação um novo lote com 50 novos equipamentos.

 

Os caminhões-pipa têm múltiplas utilidades e vão ajudar no abastecimento de água, no combate a incêndios, na higienização de calçadas e ruas, e nas estradas rurais.

 

Segundo o secretário de Desenvolvimento Sustentável e do Turismo, Márcio Nunes, os novos veículos são parte de uma programação de investimentos ambientais de curto prazo. Eles complementam ações estruturantes maiores e mais complexas como as galerias de águas pluviais implementadas nos municípios, o maior programa de parques urbanos do País para recuperação de fundos de vales, tratamento de esgoto e preservação das áreas de proteção permanente.

 

“A natureza está nos dando sinais preocupantes, um exemplo é a crise hídrica. Esse investimento é a primeira parte, uma ação de curtíssimo prazo, vamos levar água para comunidades rurais e melhorar o tratamento dos resíduos municipais”, afirmou Nunes. “Agora, neste caso excepcional, vamos poder ajudar a salvar o Pantanal”, completou.

 

PRESENÇAS – Participaram do evento os secretários Romulo Marinho Soares (Segurança Pública) e Sandro Alex (Infraestrutura e Logística); e o superintendente da Polícia Rodoviária Federal no Paraná, Ismael de Oliveira. (Com AEN)

 

 

 

 

 

 

Paranacidade renova compromisso com o Pacto Global, da ONU

O Paranacidade, vinculado à Secretaria do Desenvolvimento Urbano e de Obras Públicas, renovou por mais dois anos os seus compromissos com o Pacto Global, da Organização das Nações Unidas (ONU).

 

O Pacto Global propõe a adoção, nas atividades corporativas, de princípios para a garantia dos direitos humanos: desenvolvimento de políticas não discriminatórias no trabalho; defesa do meio ambiente, com a adoção de normas em favor do consumo sustentável e do uso responsável dos bens naturais; e o combate à corrupção.

 

A entrega do Comunicado de Engajamento (COE) aconteceu de forma remota, pelo site do Pacto Global Nova Iorque, no início deste mês de setembro, juntamente com o relatório de atividades já realizadas.

 

A adesão do Paranacidade ao Pacto Global da ONU aconteceu quando o governador Carlos Massa Ratinho Junior respondia pela Secretaria do Desenvolvimento Urbano e pela superintendência do Paranacidade, no mesmo período em que teve início a implantação do Programa de Compliance na instituição.

 

Desde janeiro de 2019, o programa de Compliance, que garante gestão pública de acordo com as boas práticas, passou a ser implantada também em toda administração pública estadual. O programa é um dos destaques entre as ações relatadas à ONU, além do registro da orientação das atividades de acordo com a Agenda 2030 e os seus Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS), também da ONU.

 

GARANTIAS - As medidas para enfrentar as dificuldades geradas com a pandemia do novo Coronavírus aparecem como ações que garantiram a prestação dos serviços.

 

Com rápida adaptação, o Paranacidade passou a trabalhar no apoio aos municípios de forma remota, o que garantiu melhoria de produtividade nas ações e a continuidade nos processos de medições de obras e ações.

 

Na prática, isso significa a análise, aprovação, acompanhamento das fases de execução e o pagamento dos fornecedores, a manutenção e a criação de postos de trabalho e a movimentação da economia nas cidades, mesmo durante a crise provocada pela novo coronavírus.

 

O desenvolvimento e implantação do Portal dos Municípios, a publicação de um site com informações sobre a Agenda 2030, que conta com a adesão de 359 municípios paranaenses; o calendário de ações e a medição dos resultados alcançados também constam no relatório.

 

O COE registra, ainda, o compromisso assumido pela Companhia de Habitação do Paraná (Cohapar), além das ações desempenhadas pelo Conselho Estadual de Desenvolvimento Econômico (Cedes) para a implementação da Estratégia Paraná de Olho nos ODS, junto às demais vinculadas à Secretaria do Desenvolvimento Urbano e Obras Públicas: a Coordenadoria da Região Metropolitana de Curitiba (Comec), a Paraná Edificações (PRED) e o Conselho Estadual das Cidades do Paraná (ConCidades / PR).

 

COMO PARTICIPAR – A adesão ao Pacto Global está aberta a qualquer instituição com personalidade jurídica. Ou seja, não se limita a entidades governamentais. Empresas e organismos do terceiro setor também podem formalizar o seu compromisso com os princípios propostos pela ONU. Mais informações no link: www.pactoglobal.org.br/como-aderir. 

 

O COE do Paranacidade pode ser acessado no site do Pacto Global, no endereço PARANACIDADE. (Com AEN)

 

 

 

 

Paraná Trifásico alcança 1,2 mil quilômetros de novas redes

O programa Paraná Trifásico, da Copel e do Governo do Estado, já implementou 1.245 quilômetros de novas redes de energia elétrica no Estado. Esse grande linhão, como está sendo apelidado no Interior, já representa 5% do total de 25 mil quilômetros que serão implementados até 2025. O investimento atingiu a marca de R$ 237 milhões entre janeiro e setembro, ultrapassando o montante planejado inicialmente para este ano, na casa de R$ 210 milhões.

 

A nova rede trifásica está pulverizada por todo o Estado e as obras estão gerando cerca de mil empregos diretos e indiretos no Paraná. Foram concluídos 304 quilômetros no Centro-Sul (R$ 79,4 milhões); 265 km no Leste, que compreende Curitiba, Região Metropolitana, Campos Gerais e Litoral (R$ 59,5 milhões); 228,3 km no Noroeste (R$ 53,8 milhões); 212,4 km no Norte (R$ 23,6 milhões); e 235,3 km no Oeste/Sudoeste (R$ 20,4 milhões).

 

Já foram contempladas com as mudanças, por exemplo, Adrianópolis, Almirante Tamandaré, Altônia, Astorga, São Luiz do Purunã, Matelândia, Capanema, Jaguariaíva, Pérola, Ortigueira, Castro, Ponta Grossa, Santo Antônio da Platina e Mandaguaçu. Os maiores trechos foram em Paulo Frontin, na região Centro-Sul, que recebeu 12,2 quilômetros, e Iporã, no Noroeste, com 8,6 km.

 

Outros 3.119 quilômetros foram contratados e estão em execução. São 692,7 km no Centro-Sul; 701,9 km no Leste; 563,3 km no Noroeste; 479,6 km no Norte; e 681,9 km no Oeste/Sudoeste.

 

A previsão original é de 2,5 mil quilômetros implementados em 2020, mas provavelmente essa marca será superada nos próximos quatro meses. Além disso, já há 5.019 quilômetros totalmente projetados para os próximos anos. Pela programação original serão implementados três mil quilômetros em 2021, 4,5 mil km em 2022 e cinco mil em cada ano entre 2023 e 2025.

 

“Essas novas redes já estão transformando a produtividade do campo, principalmente as cadeias do leite, do frango, do peixe e dos suínos. Estamos levando energia de qualidade e estabilidade para as regiões que precisavam dessa modernização”, afirma o governador Carlos Massa Ratinho Junior. “A linha monofásica impedia ampliações ou novas instalações porque a rede não suportava as tecnologias empregadas no agronegócio. O Paraná Trifásico elimina essa dificuldade”.

 

O Paraná Trifásico é uma evolução do Clic Rural, iniciativa que levou energia para mais de 120 mil propriedades rurais nos anos 1980 e se tornou o principal programa de eletrificação rural da época. Toda essa espinha dorsal de distribuição no campo está sendo trifaseada.

 

“Precisávamos renovar a rede de distribuição, principalmente nas zonas rurais, onde estava defasada. Por isso focamos naquilo que a Copel faz de melhor, que é gerar, transmitir e distribuir energia elétrica. Era um compromisso com a população do Paraná. A rede monofásica teve seu mérito, a Copel foi uma das primeiras empresas do Brasil a levar energia para o campo, mas o objetivo agora é gerar mais confiabilidade e segurança energética”, destaca o presidente da Copel, Daniel Pimentel Slaviero.

 

Segundo Maximiliano Orfali, diretor-geral da Copel Distribuição, o impacto social do programa vai ser sentido nos próximos meses, entre a primavera e o verão, no período mais chuvoso do Estado. “O programa foi acelerado a partir de maio, justamente numa época de seca, com menos problemas na rede. O maior impacto para as pessoas ainda vai acontecer porque estamos garantindo segurança no sistema”, ressalta. “Nesse período ainda tivemos que direcionar todos os nossos recursos para solucionar os estragos do ciclone bomba, o que consumiu 20 dias de avanços no Paraná Trifásico, mas já voltamos a pisar no acelerador”.

 

O programa envolve R$ 2,1 bilhões e faz parte do maior pacote de investimentos da história da Copel Distribuição, junto à Rede Elétrica Inteligente, lançado semana passada com aporte de R$ 820 milhões para implementar medidores inteligentes em 4,5 milhões de unidades consumidoras (casas e empresas). São quase R$ 3 bilhões programados para modernizar e automatizar a rede, preparando-a para novos perfis de consumo relacionados às cidades inteligentes, maior autonomia dos usuários e geração sustentável.

 

PARANÁ TRIFÁSICO – O Paraná Trifásico retira os postes antigos do meio das plantações e coloca postes novos nas estradas rurais, o que facilita o acesso dos técnicos, e disponibiliza cabos mais resistentes contra as intempéries. Não são mais cabos nus de alumínio, mas cabos com capa protetora isolante contra toque de árvores, animais e demais objetos estranhos à rede. Os postes estão sendo enterrados cerca de 1,80 metro para dentro da terra, o que renova a resistência contra ventos fortes. Alguns deles têm para-raios.

 

O programa precisou ser escalonado até 2025 porque não havia disponibilidade de insumos suficientes para instalação a curto prazo dos equipamentos e do cabeamento. A rede era monofásica nas zonas rurais porque era mais barata, permitia menos cabos (apenas dois) e postes com distâncias maiores entre si. Eram até 140 metros entre um poste do outro, agora a distância é de cerca de 90 metros.

 

Com o trifaseamento também haverá interligação entre as redes. O efeito será a criação de redundância no fornecimento, ou seja, redes que hoje estão próximas, mas não conversam, passarão a ser interligadas. Se a energia falha em uma ponta, a outra a abastece e, em caso de desligamentos, os produtores rurais terão o restabelecimento da energia com mais agilidade. Os novos equipamentos inteligentes também identificam curtos-circuitos mais rapidamente.

 

As linhas também têm conexões inteligentes com monitoramento constante da rede, chamados de religadores automáticos. Esses aparelhos têm capacidade para identificar problemas e “abrem temporariamente” para passagens de eventuais curtos para evitar desligamento da rede, e então religam a energia sem precisar de interferência humana. Os equipamentos podem ser acionados remotamente pelo novo Centro de Operação da Copel em Curitiba.

 

Além de garantir energia de mais qualidade e com maior segurança, o investimento da estatal vai proporcionar o acesso do produtor rural à rede trifásica a um custo muito inferior ao que hoje é pago. Além disso, equipamentos com motores trifásicos normalmente são mais eficientes, baratos e têm uma taxa de falha menor. As redes elétricas trifásicas também favorecem quem pretende ser produtor de energia elétrica nas suas propriedades, pois a rede monofásica limita esta possibilidade.

 

AGRONEGÓCIO – A expectativa do Governo do Estado é de que o programa também seja uma grande plataforma de transformação e incentivo à industrialização para regiões produtoras do agronegócio.

 

Esse investimento em energia, insumo preponderante nos negócios do campo, se soma à modernização da infraestrutura nas malhas rodoviária e férrea, ao status sanitário de área livre de febre aftosa sem vacinação e ao Descomplica Rural, programa idealizado para facilitar o acesso às licenças necessárias para produção rural.

 

O programa será fundamental, por exemplo, para ajudar o cooperativismo paranaense a alcançar as ousadas metas do PRC-200, plano estratégico elaborado pela Ocepar para atingir R$ 200 bilhões de faturamento nos próximos anos. O sistema responde por 60% da produção de grãos e 45% da indústria de carnes e lácteos no Paraná e vai encerrar o ano com mais de 100 mil funcionários diretos.

 

O investimento também é fundamental para alguns setores, como a avicultura. O Paraná responde por 36% da produção nacional com mais de 20 mil granjas de frango de corte, e em 2019 atingiu recorde de abates de aves, com 1,87 bilhão de cabeças.

 

O Estado é o principal exportador de carne de frango do Brasil, responsável por 40% do mercado. Os abatedouros avícolas reúnem mais de 69 mil postos de trabalho direto no Paraná.

 

“Energia é um insumo cada vez mais importante no campo. A produção evolui na mecanização, digitalização e nos processos de produção de animais”, explica Norberto Ortigara, secretário estadual da Agricultura e do Abastecimento. “O agronegócio paranaense cresceu muito nos últimos anos, mas os investimentos na área energética ainda não tinham acompanhado esse boom. A realidade agora é outra. Os produtores terão mais chances de ampliar seus negócios e movimentar cada vez mais a economia do Estado”.

 

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Rede Elétrica Inteligente garante modernização da rede de distribuição

 

 

A Copel lançou na semana passada o programa Rede Elétrica Inteligente. O programa tem como objetivo modernizar a gestão e a distribuição de energia elétrica no Estado.

 

Na primeira fase serão atendidos 151 municípios das regiões Leste (Região Metropolitana de Curitiba), Centro-Sul, Sudoeste e Oeste, beneficiando aproximadamente 4,5 milhões de paranaenses.

 

Com o novo sistema, as unidades consumidoras terão medidores digitais que se comunicam diretamente com o Centro Integrado de Operação da Distribuição da Copel, facilitando o controle de toda a cadeia, da subestação até o consumidor final.

 

Esse investimento tecnológico permitirá leitura de consumo a distância e autonomia para cidadão monitorar seu consumo. Além disso, o programa vai reduzir o tempo de desligamento provocado por intempéries e outros fatores externos ao sistema.

 

A rede inteligente também terá sensores e dispositivos de controle a distância que permitem que ela se religue sozinha na maioria dos casos e, caso isso não ocorra, que a Copel possa detectar de imediato e sanar eventuais problemas de desligamento.

 

 

Com essa integração, quando houver necessidade de intervenção de técnicos, o centro saberá indicar o ponto exato que gerou a queda de energia. Essa solução elimina a necessidade de percorrer toda a rede afetada presencialmente para identificar o local onde ocorreu o problema.

 

Esta primeira fase do programa Rede Elétrica Inteligente foi dividida em duas etapas. A tecnologia será instalada em 73 cidades das regiões Centro-Sul, Sudoeste e Oeste do Paraná, com benefício direto a 1,5 milhão de paranaenses (462 mil unidades consumidoras).

 

A licitação para a segunda etapa está prevista para o começo de 2021. Serão atendidos mais 78 municípios das regiões Leste, Centro-Sul, Sudoeste e Oeste. A previsão é que a implantação atenda 3 milhões de paranaenses (1 milhão de unidades consumidoras). (Com AEN)

 

 

 

 

 

 

Conheça os colégios estaduais com melhores desempenhos no IDEB

A evolução do ensino público do Paraná é resultado direto da melhoria da educação em 359 das 399 cidades do Estado. O Paraná registrou o maior crescimento do país na nota do Índice de Desenvolvimento da Educação Básicnsino Médio (0,7), saltando de sétimo para quarto lugar, e também nos Anos Finais do Ensino Fundamental (6º ao 9º ano), com avanço de 0,5, pulando de sétimo para terceiro no ranking nacional.a (Ideb) no E

 

Os colégios com as melhores notas na avaliação nacional são de diversas regiões e têm diferentes tamanhos e perfis, provando que o trabalho e a dedicação de alunos e profissionais fazem a diferença. Diretores citam também o trabalho e parceria da Secretaria da Educação e do Esporte e dos Núcleos Regionais, novos programas, como o Prova Paraná, e o uso de tecnologia.

 

No Ensino Médio, o melhor desempenho foi novamente do Colégio da Polícia Militar em Curitiba, repetindo a nota de 6,2 do Ideb 2017. "Esse resultado se deve ao comprometimento dos nossos professores, que gostam de trabalhar aqui e sentem segurança. Não podemos deixar de falar da parceira com a Secretaria de Educação, que não mede esforços nas ações do CPM", ressalta o diretor Major Anderson Mendes, que dirige ao todo 1,5 mil alunos em três turnos.

 

 

Depois do CPM, a melhor nota (6,0) foi do Colégio Estadual de Laranjeiras do Sul, na região Centro-Oeste. "É muito gratificante receber essa notícia. Acredito que se deve a integração de todos: parceria com o Núcleo de Educação (Laranjeiras do Sul), o suporte é 100%. Sempre que precisamos está presente, a tutoria é fantástica", diz o diretor Walter Rogério Souza Pavan.

 

Dos 678 alunos no total, cerca de 250 frequentam o Ensino Médio. "A marcação está cerrada, quase 100% das atividades estão sendo realizadas, muita conversa da equipe pedagógica com os pais e muitas aulas pelo Meet", conta Pavan sobre o ensino remoto durante a pandemia.

 

O Colégio Estadual do Campo Maralúcia, em Medianeira, no Oeste, onde estudam 98 alunos, também obteve a mesma nota 6,0 empatado no 2º posto, bem acima da média da rede estadual de 4,4.

 

FUNDAMENTAL - Já nos anos finais do Ensino Fundamental (6º ao 9º ano), o melhor desempenho foi da Escola Estadual do Campo Professor Leonardo Salata, em Palmeira, nos Campos Gerais, com nota 7,2 - bem acima da média de 5,1.

 

A 15 quilômetros do centro da cidade e perto da BR-277, a escola com 93 alunos tem a educação voltada para o campo, valorizando o trabalho nele realizado.  "Temos inclusive alunos da zona urbana que escolhem vir para cá", diz a diretora e professora de Educação Física, Ana Lucia Trauchinski. Para ela, o resultado é fruto de toda uma equipe engajada. "É muito trabalho dos professores e dos alunos entenderem o que está sendo feito. Nesse momento não deixamos de fazer interação com alunos, estamos conversando com os pais e vemos que estão empenhados em prover educação de qualidade aos seus filhos", relata a diretora, que viu nesse momento de ensino remoto a verdadeira entrada da tecnologia nas escolas. "Será uma grande aliada quando tudo retornar ao norma", aponta.

 

Empatados na 2ª colocação com nota 7,0 ficaram o Colégio Estadual Professora Dea Alvarenga, em Londrina, a Escola Estadual do Campo Vinícius de Moraes, em Nova Santa Rosa, no Oeste, e o Colégio Estadual Castro Alves, em Quedas do Iguaçu, também no Oeste. O Castro Alves havia obtido a melhor nota do Ideb para esse ano em 2015 (6,6), mas perdeu o posto em 2017 e agora retornou para perto do topo ao subir o desempenho. 

 

"Batalhamos pela nota 7 desde 2017, agora ela veio. Devemos isso ao Núcleo (Laranjeiras do Sul), aos pais dos nossos alunos e a toda equipe pedagógica", diz a diretora Neiva Vieira. Ela avalia que o Prova Paraná também ajudou bastante. "Esses simulados melhoraram o acompanhamento". Para ela, o desafio para manter ou melhorar a nota será dobrado. "A pandemia atrapalhou nosso planejamento, mas vamos atrás disso". Atualmente são 224 alunos matriculados ao todo.

 

 

ANOS IINICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL - Do 1º ao 5º ano, faixa escolar sob responsabilidade dos municípios, mas com algumas escolas sob administração do Estado, o melhor desempenho foi do Colégio de Aplicação Pedagógica-UEM, em Maringá, com nota 7,7. Com 1.030 estudantes, a escola é uma exceção com todos os segmentos, desde o 1º ano do Fundamental até o 3º ano do Médio.

 

"Tivemos a melhor nota da cidade em todos eles, sendo o primeiro nos primeiros anos (325 alunos). É muito alegria, o empenho é grande e estamos bem felizes. A organização e o planejamento, cumprindo metas trimestre a trimestre para alcançar esse resultado", explica a diretora Cecília Pope Guerra

 

TOP 10 ENSINO MÉDIO

 

1. Colégio Polícia Militar do Paraná (Curitiba) - 6,2

2. Colégio Estadual de Laranjeiras do Sul - 6,0 

Colégio Estadual do Campo Maralucia (Medianeira) - 6,0

4. Colégio Jardim Gisele (Toledo) - 5,9 

5. Colégio Estadual São Pedro e São Paulo (Campo Largo) - 5,8

Colégio Polícia Militar do Paraná (Londrina) - 5,8

Colégio Estadual Pio XII (Maripá)Colégio Estadual do Campo Pinheiral de Baixo (Palmeira) - 5,8

Colégio Estadual do Campo Presidente Kennedy (Serranópolis do Iguaçu) - 5,8

10. Colégio Estadual Leonilda Papen (Mercedes) - 5,7

Colégio Estadual Castro Alves (Quedas do Iguaçu) - 5,7

 

TOP 10 ENSINO FUNDAMENTAL ANOS FINAIS  

 

1. Colégio Estadual do Campo Leonardo Salata (Palmeira) - 7,2

2. Colégio Estadual Professora Dea Alvarenga (Londrina) - 7,0

Escola Estadual do Campo Vinícius de Moraes (Nova Santa Rosa) - 7,0

Colégio Estadual Castro Alves (Quedas do Iguaçu) - 7,0

5. Colégio Polícia Militar do Paraná (Curitiba) - 6,9

Escola Estadual Nossa Senhora das Graças (Irati) - 6,9

7. Escola Estadual Santa Cruz (Capanema) - 6,7

Escola Estadual Angelo Trevisan (Curitiba) - 6,7

Escola Estadual do Campo Bairro Catarinense (Francisco Alves) - 6,7

Colégio Estadual Prof. Newton Guimarães (Londrina) - 6,7

Escola Estadual do Campo Pedro I (São João) - 6,7

Colégio Estadual do Campo Santa Rosa do Ocoí (São Miguel do Iguaçu) - 6,7

Escola Estadual do Campo Dez de Maio (Toledo) - 6,7

Escola Estadual do Campo Vila Ipiranga (Toledo) - 6,7 

(Com AEN)

 

 

 

 

 

 

Polícia Civil oferecerá mais de 100 cursos de aperfeiçoamento

A Polícia Civil do Paraná (PCPR) oferecerá mais de 100 cursos de aperfeiçoamento para servidores do Interior e da Capital até o final de 2021. Serão 31 tipos de cursos para os policiais civis distribuídos em sete áreas. A maior parte, 61, será ministrada no interior, outros 43 em Curitiba e cinco na modalidade de ensino a distância. 

 

Na área de Técnicas Policiais, Armamento e Tiro são três opções. O curso de Atualização em Armamento e Tiro terá 25 edições, 22 delas em cidades do Interior e três na Capital. Haverá também os cursos de Técnicas e Procedimentos Policiais, que terá 10 edições (seis no Interior e quatro em Curitiba), e o de Habilitação para Uso e Manuseio de Fuzil, com quatro edições, todas no Interior.

 

Além das práticas previstas, os policiais inscritos terão oportunidade de atirar no caminhão simulador de tiro, veículo adaptado para aperfeiçoamento. 

 

Na área de Atendimento Pré-hospitalar (APH) serão dois cursos: o APH em Combate, com cinco edições no Interior, e o curso de Extensão em Suporte Básico de Vida, com duas em Curitiba. 

 

No segmento de Inteligência Policial haverá 11 opções – o maior número – com cinco edições na Capital, cinco no Interior e duas a distância. Os cursos de Análise de Risco e o de Introdução à Atividade de Inteligência são algumas das alternativas. 

 

Em Investigação Policial serão sete temas. Para a Curitiba estão previstas sete edições e no Interior serão cinco. Entres os cursos, Investigação de Crimes Cibernéticos e o de Escuta Especializada para Crianças e Adolescentes.

 

A área de Procedimentos de Polícia Judiciária terá quatro tipos de cursos. Quatorze serão ministrados para servidores no Interior do Estado e quatro para policiais de Curitiba. A capacitação em E-Protocolo Digital e o curso de Atualização para Servidores do Instituto de Identificação e Conveniados estão na lista de oportunidades. 

 

Em pós-graduação a PCPR oferecerá dois tipos de curso. A formação de escrivães de polícia acontecerá em Curitiba e a distância. Já o curso de Análise em Segurança Pública terá cinco edições na Capital e duas de forma remota. 

 

Estão planejados ainda dois cursos na área de Policiamento Comunitário. A Capacitação sobre Drogas e o Ciclo de Palestras Continuado sobre Direitos Humanos ocorrerão em Curitiba. (Com AEN)

 

 

 

 

 

Educação do Paraná tem a maior evolução desde 2005

Desde 2005 o Paraná não experimentava uma evolução tão grande na avaliação da qualidade do ensino público, conforme mostra o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB). No Ensino Médio, a nota estadual teve a alta mais expressiva do Brasil, de 0,7. Com o avanço histórico, Estado saiu do sétimo para o quarto lugar no ranking de escolas públicas.

 

Nos Anos Finais do Ensino Fundamental (6o. ao 9o. Ano), a nota da rede estadual também obteve o maior crescimento absoluto do País (0,5). Assim, o sistema paranaense sai do sétimo para o terceiro lugar na classificação nacional divulgada nesta terça-feira (15) pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP).

 

Os dados mostram que o desempenho das turmas do 6o ao 9o Ano fez a nota do Paraná subir de 4,6 (2017) para 5,1 (2019). São Paulo e Goiás, obtiveram 5,2. No Ensino Médio a evolução foi de 3,7 para 4,4. Com o salto, o Paraná fica com a mesma nota de Pernambuco e próximo de Goiás (4,7) e Espírito Santo (4,6).

 

CONDIÇÕES - “O desempenho obtido pelos nossos alunos demonstra o esforço do governo para criar as condições de evolução do sistema de educação do Estado”, afirma o governador Carlos Massa Ratinho Junior. “A nota do ensino médio, com alta de 0,7, representa o maior avanço de todos os tempos no Brasil na avaliação desta fase do ensino”, ressalta ele.

 

Nos Anos Finais do Ensino Fundamental, o resultado das provas do IDEB coloca o Paraná entre os seis únicos estados a alcançar a projeção de evolução estabelecida pelo Inep para 2019. Tanto nesta etapa quanto no Ensino Médio, a performance das turmas reduziu a diferença de desempenho da rede pública para a rede privada.

 

TODO ESTADO - O IDEB de 2019 mostra que colégios de 90% dos municípios do Paraná alcançaram alta no desempenho de alunos do Ensino Médio. Das 399 cidades do Estado, houve melhora na nota em 359 cidades. Destas, 336 (80%) atingiram a meta estipulada pelo INEP. A qualidade do ensino evoluiu também entre os alunos dos anos finais do Ensino Fundamental. Houve alta em 336 municípios, e 140 atingiram a meta projetada.

 

INOVAÇÃO - O secretário estadual da Educação e do Esporte, Renato Feder, destaca que o IDEB reflete políticas inovadoras de ensino que o Paraná vem adotando nos últimos dois anos. Ele destaca iniciativas com o Prova Paraná, Presente na Escola, Tutoria Pedagógica e Mais Aprendizagem.

 

“Além de novas ferramentas, temos que ressaltar o empenho e o envolvimento do quadro de professores e profissionais do magistério”, afirma Renato Feder. “É o conjunto de ações que traz resultados tão expressivos como o que estamos vivenciando”, destaca o secretário.

 

FUNDAMENTAL I - O IDEB mostra ainda a evolução do ensino fundamental nos anos iniciais, da 1a. até a 5a. séries. Nesta área, o desempenho das turmas de escolas públicas colocou o Paraná em primeiro lugar no ranking brasileiro. Em 2017, o Estado estava na quinta posição. A nota na atual avaliação é 0,4 maior do que na rede privada de ensino. (Com AEN)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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