Com avanço da vacinação e queda nos indicadores, Paraná diminui restrições

O avanço da campanha de vacinação contra a Covid-19 e a redução dos indicadores de mortes, casos e internações em decorrência do vírus permitiram que o Governo do Estado alterasse as medidas restritivas para enfrentamento à pandemia no Paraná.

 

O novo decreto (8.178/2021), assinado pelo governador Carlos Massa Ratinho Junior nesta sexta-feira (30), diminui em uma hora o período de restrição da circulação em espaços e vias públicas, que passa a ser das 24h às 5h – a exceção são as atividades e serviços essenciais. O mesmo vale para a comercialização e o consumo de bebidas alcoólicas em espaços públicos.

 

Permite também a realização de algumas categorias de eventos, desde que respeitadas todas as medidas de prevenção. A peça jurídica começa a vigorar a partir das 5h deste sábado (31) e tem validade até 15 de agosto. Após esse período, será feita uma avaliação do cenário pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) para determinar novas orientações.

 

Um conjunto de regras específicas prevê a realização de eventos, desde que com retorno de forma gradual e escalonada e com presença condicionada à apresentação de teste negativo ou a comprovação do esquema vacinal da Covid-19.

 

Em locais abertos, para público exclusivamente sentado ou delimitado, sem consumo de alimentos e bebidas, poderão ser realizados eventos com capacidade máxima de 60% do previsto para o local, desde que não ultrapasse 500 pessoas. Já se houver consumo de alimentos e bebidas, a lotação prevista é de 50%, também para o máximo de 500 pessoas.

 

Em locais fechados, por sua vez, a taxa de ocupação é de 40% para até 500 pessoas, sem nenhum tipo de consumo.

 

Em ações que envolvam comidas e bebidas, o regramento estabelece o limite de 400 pessoas e lotação de 30% do previsto, respeitando a seguinte ordem: I – espaços com capacidade máxima de 200 pessoas poderão receber eventos de até 80 pessoas; II – espaços com capacidade entre 201 a 500 pessoas, poderão sediar eventos de no máximo 150 pessoas; III – espaços com capacidade entre 501 a 1000 pessoas poderão sediar eventos de no máximo 300 pessoas; e IV – espaços com capacidade máxima acima de 1001 pessoas poderão sediar eventos de no máximo 400 pessoas.

 

PROIBIÇÕES – Permanece proibida, contudo, a realização presencial dos eventos, de qualquer tipo, que possuam uma ou mais das seguintes características: dançantes ou de outra modalidade de interação que demandem contato físico entre os frequentadores; em local fechado que não possua sistema de climatização com renovação do ar e Plano de Manutenção, Operação e Controle atualizados; que demandem a permanência do público em pé durante sua realização; com duração superior a 6 horas; esportivos com presença de público; que não consigam garantir o controle de público no local ou que possam atrair presença de público superior àquele determinado nesta norma, como exposições e festivais; de caráter internacional; realizados em locais não autorizados para esse fim; e que não atendam os critérios previstos nesta legislação e demais normativas vigentes.

 

INDICADORES – Para balizar a decisão, o Governo do Estado levou em consideração os dados do boletim epidesiológico divulgado diariamente pela Sesa. A média móvel de mortes, por exemplo, teve uma redução de 39,6% em relação há 14 dias. No mesmo espaço de tempo, os casos reduziram em 45,4%.

 

A taxa de ocupação de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) exclusivos para tratamento da Covid-19 está em 57%, a mais baixa em nove meses – o indicador não baixava de 60% desde 1º novembro de 2020. Já a de enfermarias é de 38%.

 

Em paralelo, há redução significativa no internamento de idosos em UTIs Covid desde fevereiro deste ano. A média de ocupação dos leitos no ano passado era de 63% de pessoas acima de 60 anos. Em fevereiro esta taxa baixou para 56%, em março para 51%, em abril para 50%, em maio para 33% e em junho para 27%.

 

TRANSMISSÃO – Outro indicativo da melhora nos indicadores da pandemia é o número de reprodução eficaz, ou Rt, que mede o contágios causado por cada pessoa infectada e indica a velocidade de contaminação da Covid-19 em cada localidade. Nesta sexta-feira (30) o Paraná está com 0.81, o que significa que 100 pessoas contaminadas pelo vírus Sars-CoV-2, transmitem, em média, para 81 novas pessoas.

 

Os números são bem diferentes dos registrados no mês passado, quando o Paraná atingiu um Rt de 1.48 no dia 24.

 

VACINAÇÃO – Outro fator importante é que, atualmente, mais de 6 milhões de pessoas, 69% da população adulta do Paraná, já recebeu ao menos uma dose ou a dose única do imunizante contra a Covid-19. (Com AEN)

 

 

 

 

Saúde inicia distribuição de doses para aplicação no público geral; veja a divisão

A Secretária Estadual da Saúde (Sesa) já começou a distribuir, neste domingo (01), a maior parte das 329.380 doses de vacinas contra a Covid-19 recebidas na tarde de sábado (31). São 180.180 da Pfizer/BioNTech e 74.600 da CoronaVac (Butantan/Sinovac) que serão entregues para as 22 Regionais de Saúde (RS).

 

Os imunizantes são para aplicação no público em geral por faixa de idade, adultos com 18 anos ou mais. Todas as doses da Pfizer serão destinadas para a primeira aplicação (D1). Já o quantitativo da CoronaVac é metade para D1 e metade para D2, respeitando o intervalo de aplicação de 21 dias.

 

As doses da Coronavac (74.200) para segunda aplicação ficarão armazenadas no Centro de Medicamentos do Paraná (Cemepar) para distribuição em prazo oportuno.

 

Curitiba e a 2ª Regional de Saúde (Metropolitana) já receberam as doses pela manhã. As demais regionais que são mais próximas da Capital (Paranaguá, Ponta Grossa, Irati, Guarapuava, União da Vitória, Pato Branco, Francisco Beltrão e Telêmaco Borba) vão retirar o imunizante Centro de Medicamentos do Paraná (Cemepar) a partir das 14 horas.

 

As RS mais distantes (Foz do Iguaçu, Cascavel, Campo Mourão, Umuarama, Cianorte, Paranavaí, Maringá, Apucarana, Londrina, Cornélio Procópio, Jacarezinho, Toledo e Ivaiporã) receberão por meio de transporte aéreo, também a partir das 14 horas.

 

“O Governo do Estado tem sido ágil na distribuição dessas doses aos municípios. Precisamos que todos estejam comprometidos e com o mesmo objetivo, que é a vacina no braço do paranaense. Por isso eu peço a colaboração de todos os gestores municipais, para que juntos possamos avançar na vacinação e imunizar o maior número de pessoas possível”, disse o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto.

 

A distribuição de doses para os municípios segue a metodologia determinada pela Sesa, que prevê a readequação do quantitativo de doses nas 399 cidades. A estratégia, segundo o secretário Beto Preto, visa igualar a cobertura vacinal de 80% da população adulta até o final de agosto. A ideia é encerrar o calendário até o final de setembro.

 

REFORÇO – A Sesa está encaminhando, neste lote, outras doses que já faziam parte da previsão de distribuição para reforçar a imunização.

 

São 16 mil doses de Astrazeneca/Fiocruz para iniciar o esquema vacinal (D1) da população acima de 18 anos de idade. Permanecem armazenadas no Cemepar, 16 mil doses para completar o esquema vacinal com D2, que serão encaminhadas posteriormente.

 

Outras 25 mil doses de Coronavac/Butantan também serão enviadas para iniciar a vacinação (D1) do público em geral acima dos 18 anos. Permanecem armazenadas 25.000 doses para finalizar o esquema vacinal com D2, que serão encaminhadas perto da aplicação.

 

Há, ainda, 3.500 doses da Coronavac/Butantan para a vacinação (D1) em municípios de fronteira. Ficam armazenadas outras 3.500 para completar o esquema vacinal com D2, que serão encaminhadas oportunamente.

 

Confira a quantidade de vacinas destinadas à população em geral por Regional de Saúde:

1ª RS – Paranaguá – 3.312 doses de Pfizer e 1.380 doses da Coronavac

2ª RS – Metropolitana – 65.160 doses de Pfizer e 26.950 doses da Coronavac

3ª RS – Ponta Grossa – 10.026 doses de Pfizer e 4.160 doses da Coronavac

4ª RS – Irati – 3.522 doses de Pfizer e 1.450 doses da Coronavac

5ª RS – Guarapuava – 7.338 doses de Pfizer e 3.050 doses da Coronavac

6ª RS – União da Vitória – 2.670 doses de Pfizer e 1.100 doses da Coronavac

7ª RS – Pato Branco – 4.770 doses de Pfizer e 1.980 doses da Coronavac

8ª RS – Francisco Beltrão – 5.862 doses de Pfizer e 2.440 doses da Coronavac

9ª RS – Foz do Iguaçu – 2.502 doses de Pfizer e 1.040 doses da Coronavac

10ª RS – Cascavel – 6.870 doses de Pfizer e 2.840 doses da Coronavac

11ª RS – Campo Mourão – 5.118 doses de Pfizer e 2.140 doses da Coronavac

12ª RS – Umuarama – 4.488 doses de Pfizer e 1.870 doses da Coronavac

13ª RS – Cianorte – 2.550 doses de Pfizer e 1.050 doses da Coronavac

14ª RS – Paranavaí – 4.206 doses de Pfizer e 1.750 doses da Coronavac

15ª RS – Maringá – 11.496 doses de Pfizer e 4.770 doses da Coronavac

16ª RS – Apucarana – 5.556 doses de Pfizer e 2.300 doses da Coronavac

17ª RS – Londrina – 15.846 doses de Pfizer e 6.560 doses da Coronavac

18ª RS – Cornélio Procópio – 2.748 doses de Pfizer e 1.140 doses da Coronavac

19ª RS – Jacarezinho – 4.602 doses de Pfizer e 1.890 doses da Coronavac

20ª RS – Toledo – 6.342 doses de Pfizer e 2.610 doses da Coronavac

21ª RS – Telêmaco Borba – 3.120 doses de Pfizer e 1.280 doses da Coronavac

22ª RS – Ivaiporã – 2.076 doses de Pfizer e 850 doses da Coronavac

TOTAL – 180.180 doses de Pfizer e 74.600 doses da Coronavac

 

Doses da Astrazeneca/Fiocruz para a população em geral:

1ª RS – Paranaguá – 300

2ª RS – Metropolitana – 5.790

3ª RS – Ponta Grossa – 900

4ª RS – Irati – 315

5ª RS – Guarapuava – 660

6ª RS – União da Vitória – 230

7ª RS – Pato Branco – 425

8ª RS – Francisco Beltrão – 525

9ª RS – Foz do Iguaçu – 220

10ª RS – Cascavel – 615

11ª RS – Campo Mourão – 470

12ª RS – Umuarama – 390

13ª RS – Cianorte – 225

14ª RS – Paranavaí – 365

15ª RS – Maringá – 1.010

16ª RS – Apucarana – 500

17ª RS – Londrina – 1.405

18ª RS – Cornélio Procópio – 240

19ª RS – Jacarezinho – 410

20ª RS – Toledo – 555

21ª RS – Telêmaco Borba – 270

22ª RS – Ivaiporã – 180

TOTAL – 16.000 doses da Astrazeneca

 

Doses da Coronavac/Butantan para a população em geral:

1ª RS – Paranaguá – 460

2ª RS – Metropolitana – 9.030

3ª RS – Ponta Grossa – 1.390

4ª RS – Irati – 500

5ª RS – Guarapuava – 1.000

6ª RS – União da Vitória – 360

7ª RS – Pato Branco – 680

8ª RS – Francisco Beltrão – 820

9ª RS – Foz do Iguaçu – 340

10ª RS – Cascavel – 960

11ª RS – Campo Mourão – 730

12ª RS – Umuarama – 620

13ª RS – Cianorte – 350

14ª RS – Paranavaí – 600

15ª RS – Maringá – 1.580

16ª RS – Apucarana – 770

17ª RS – Londrina – 2.200

18ª RS – Cornélio Procópio – 400

19ª RS – Jacarezinho – 630

20ª RS – Toledo – 880

21ª RS – Telêmaco Borba – 420

22ª RS – Ivaiporã – 280

TOTAL – 25.000 doses da Coronavac/Butantan

 

Doses da Coronavac/Butantan para municípios de fronteira:

9ª RS – Foz do Iguaçu – 3.500 (Com AEN)

 

 

 

Estado distribui mais 50,3 mil primeiras doses contra a Covid-19 aos municípios

Uma nova remessa com 118.170 doses de vacinas contra a Covid-19 partiu na manhã desta quinta-feira (29) do Centro de Medicamentos do Paraná (Cemepar), em Curitiba, com destino às 22 Regionais de Saúde do Estado. O lote é formado pelo imunizante Comirnaty, produzido pela Pfizer/BioNTech, que chegou na noite de quarta-feira (28) ao Paraná.

 

Das vacinas que estão sendo distribuídas, 50.310 são para aplicação da primeira dose (D1) na população geral, fora do grupo prioritário, para dar avanço no calendário vacinal em todas as regionais. As outras 67.860 são para completar a imunização de pessoas com comorbidades, deficiência, gestantes e puérperas, que receberam a primeira dose do imunizante em maio.

 

A aplicação da segunda dose (D2) nesses públicos deve iniciar na primeira semana de agosto nas quatro cidades que receberam a vacina da Pfizer naquele primeiro momento, já que o imunizante demandava condições especiais de armazenamento. Serão 45.630 doses para Curitiba (2ª RS), 9.360 para Maringá (15ª RS), 7.020 para Cascavel (10ª RS) e 5.850 para Londrina (17ª RS).

 

A Secretaria de Estado da Saúde já tinha iniciado na quarta-feira o envio de 85 mil vacinas para as regionais. Nesta semana, o Paraná recebeu do Ministério da Saúde 649.420 doses de imunizantes, 80% deles para D2. Os que não foram distribuídos nesta semana, ficarão armazenados no Cemepar para envio próximo à data da segunda aplicação.

 

Paraná confirma transmissão comunitária da variante delta e mais 16 casos
DISTRIBUIÇÃO – Nas regionais mais próximas da Capital (1ª, 2ª, 3ª, 4ª, 5ª, 6ª, 7ª, 8ª e 21ª RS), os volumes foram encaminhado pela via terrestre. Para as demais, foram utilizadas as aeronaves da frota oficial do Estado.

 

O secretário estadual da Saúde, Beto Preto, explicou que a logística de entrega nos últimos dois dias foi dividida conforme o envio pelo Ministério da Saúde, que aconteceu na terça e na quarta-feira.

 

“Desde o início da campanha, as vacinas seguem em direção aos municípios menos de 24 horas após chegarem ao Paraná. Todas as primeiras doses são direcionadas para acelerar a imunização nos públicos que ainda não receberam a vacina, e as segundas ficam armazenadas com segurança no Cemepar até chegar a data da aplicação, conforme a carteirinha”, disse.

 

Com 7,5 milhões de doses aplicadas, PR ultrapassa a Bahia em imunizados
VACINÔMETRO – De acordo com o vacinômetro do Ministério da Saúde, atualizado em tempo real pelos municípios, 7.869.688 doses de imunizantes já foram aplicadas no Estado. Até a manhã desta quinta-feira, 5.968.661 de paranaenses receberam ao menos uma dose de vacina, 68,4% da população adulta. Entre as que completaram o ciclo imunológico, foram 2.201.226 pessoas, um quarto da população vacinável.

 

Confira a distribuição das primeiras doses que estão sendo enviadas nesta quinta-feira (29) por Regional de Saúde:

1ª RS – Paranaguá – 936

2ª RS – Metropolitana – 18.222

3ª RS – Ponta Grossa – 2.814

4ª RS – Irati – 990

5ª RS – Guarapuava – 2.004

6ª RS – União da Vitória – 750

7ª RS – Pato Branco – 1.344

8ª RS – Francisco Beltrão – 1.632

9ª RS – Foz do Iguaçu – 708

10ª RS – Cascavel – 1.896

11ª RS – Campo Mourão – 1.428

12ª RS – Umuarama – 1.260

13ª RS – Cianorte – 726

14ª RS – Paranavaí – 1.158

15ª RS – Maringá – 3.186

16ª RS – Apucarana – 1.566

17ª RS – Londrina – 4.440

18ª RS – Cornélio Procópio – 786

19ª RS – Jacarezinho – 1.236

20ª RS – Toledo – 1.770

21ª RS – Telêmaco Borba – 876

22ª RS – Ivaiporã – 582

TOTAL – 50.310 doses

 

Confira a distribuição das segundas doses que estão sendo enviadas nesta quinta-feira (29) por Regional de Saúde:

2ª RS – Metropolitana – 45.630

10ª RS – Cascavel – 7.020

15ª RS – Maringá – 9.360

17ª RS – Londrina – 5.850

TOTAL – 67.860 doses (Com AEN)

 

 

 

Paraná abriu 118.316 postos de trabalho no primeiro semestre, melhor resultado desde 2011

O Paraná foi o quarto estado brasileiro que mais gerou empregos no primeiro semestre de 2021, com um saldo de 118.316 vagas abertas entre janeiro e junho. É o melhor desempenho do Estado para o período desde 2011, e também a primeira vez que o saldo nos primeiros seis meses do ano ultrapassa a marca de 100 mil vagas formais.

 

Segundo os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados nesta quinta-feira (29) pelo Ministério do Trabalho, o Estado também atingiu um bom resultado no mês de junho, com a criação de 15.858 postos de trabalho com carteira assinada, maior saldo da região Sul e também a quarta posição no País. Foi também o melhor desempenho para o mês nos últimos 11 anos.

 

“Temos comemorados resultados históricos na geração de empregos a cada período. Tivemos o melhor trimestre, o melhor quadrimestre e agora também o melhor semestre da história do Paraná”, afirma o governador Carlos Massa Ratinho Junior.

 

“Isso demonstra que o Estado está se recuperando que forte impacto da pandemia na economia, graças à força do nosso setor produtivo e o trabalho intenso do Governo do Estado na atração de investimentos e no auxílio aos trabalhadores”, destaca.

 

O saldo do semestre se refere à diferença entre as 752.694 admissões e 634.378 desligamentos no período. Já no mês passado, 117.295 pessoas foram contratadas do Paraná, enquanto 101.437 foram demitidas. No acumulado dos últimos 12 meses, o saldo de empregos formais no Estado é de 219.370 vagas.

 

O Estado acumula saldos positivos na geração de empregos ao longo de todo o ano de 2021. Os 118.316 postos formais abertos nos semestres são a somatória dos meses de janeiro (25.105), fevereiro (41.453), março (10.600), abril (9.773), maio (15.527) e junho (15.858). No mesmo período do ano passado, quando o impacto da pandemia de Covid-19 foi mais forte no setor produtivo, o Estado fechou o semestre com saldo negativo de 49.708.

 

“Os números do Paraná estão excelentes em relação à empregabilidade. Em junho ficamos atrás, na geração de empregos, de apenas três estados que são bem mais populosos, e fomos o número 1 na região Sul”, salientou o secretário estadual da Justiça, Família e Trabalho, Ney Leprevost.

 

“Também fomos o estado brasileiro o que mais ofertou vagas através das Agências do Trabalhador, com 90 mil empregos intermediados pelas 216 agências espalhadas pelos municípios”, disse.

 

Leprevost destacou o papel da pasta na qualificação dos trabalhadores, que reflete nos bons números. “Nossa equipe tem sido incansável no trabalho de qualificação profissional. O trabalhador que está bem preparado, bem qualificado, tem melhores oportunidades no mercado de trabalho”, afirmou. “Também temos que agradecer a confiança das empresas paranaenses, o governo não tem medido esforços para atrair investimentos ao Paraná”, reforçou.

 

MELHOR SEMESTRE – Até então, o melhor desempenho do Paraná no acumulado dos primeiros seis meses tinha sido em 2011, quando 93.085 postos foram abertos no Estado. Os números foram baixando gradualmente nos anos seguintes, até atingir saldo negativo de -16.512 vagas no primeiro semestre de 2016.

 

A retomada na abertura dos postos de trabalho nos anos seguintes foi interrompida pela pandemia. De janeiro a junho de 2020, 49.708 vagas foram fechadas no Estado. A recuperação, porém, veio nos meses seguintes, até culminar nas 118.316 vagas abertas do último semestre.

 

O Paraná também comemora o melhor mês de junho na criação de postos de trabalho desde 2011. Naquele ano, o melhor até então, o número de vagas criadas foi bem inferior ao atual: 6.777. Após cinco anos com saldos negativos no mês, o Estado vem há três anos melhorando o desempenho. O saldo em junho de 2019 foi de 158 postos, passou para 2.829 em junho de 2020 e chegou às 15.884 neste ano.

 

Estado vai implementar postos em 183 municípios para intermediar emprego

 

MUNICÍPIOS – Dos 399 municípios paranaenses, 367 (92%) tiveram saldo positivo na abertura de vagas do semestre. Em três deles – Arapuã, Espigão Alto do Iguaçu e Santo Antônio do Paraíso – o número de contratações foi o mesmo das demissões, e apenas 29 (7,2%) fecharam os primeiros seis meses do ano com saldo negativo.

 

As 10 cidades paranaenses que lideraram a criação de empregos formais no período foram Curitiba (27.187), Cascavel (6.002), Maringá (5.398), Londrina (4.751), São José dos Pinhais (3.830), Toledo (3.392), Pato Branco (1.999), Ponta Grossa (1.867), Umuarama (1.736) e Cambé (1.715).

 

Em junho, 283 municípios (71%) tiveram números positivos na abertura de vagas, em 21 o total de contratações e desligamentos foi o mesmo e 93 fecharam o mês com saldo negativo. Os dez principais foram Curitiba (3.182), Londrina (1.298), São José dos Pinhais (1.031), Cascavel (835), Maringá (726), Campo Largo (406), Apucarana (279), Toledo (268), Umuarama (248) e Ponta Grossa (227).

 

PAÍS – No Brasil, 1.536.717 postos de trabalho foram abertos nos primeiros seis meses do ano, 309.114 somente em junho. O acumulado é bastante superior ao primeiro semestre do ano passado. Impactado pelas restrições impostas pela pandemia de Covid-19, o País apresentou saldo negativo de 1.198.363 vagas naquele período.

 

Entre os estados que lideraram a abertura de vagas, o Paraná ficou atrás apenas de São Paulo (491.021), Minas Gerais (185.578) e Santa Catarina (126.111). Das 27 unidades da federação, apenas Alagoas teve saldo negativo no semestre (-5.565).

 

Em junho, apenas São Paulo (105.547), Minas Gerais (32.818) e Rio de Janeiro (16.002) ficaram à frente do Paraná. Todas as 27 unidades da federação fecharam o mês com números positivos. (Com AEN)

 

 

 

118.170 doses da Pfizer chegam ao Paraná, completando a remessa da semana

O último lote das vacinas contra a Covid-19 enviadas nesta semana pelo Ministério da Saúde chegou ao Paraná no início da noite desta quarta-feira (28). São 118.170 doses do imunizante Comirnaty, produzido pela Pfizer/BioNTech.

 

Parte dele (50.310) é destinado a dar continuidade à vacinação com a primeira dose e o restante (67.860) é para a segunda aplicação em pessoas com comorbidades, deficiência permanente, gestantes e puérperas vacinadas no primeiro semestre.

 

Com essa nova remessa, que chegou às 20h30 no Centro de Medicamentos do Paraná (Cemepar), o Estado completa o recebimento de 649.420 doses de imunizantes em dois dias. A maioria (80%), no entanto, é destinada à segunda aplicação e as demais darão continuidade à imunização por faixa etária.

 

Nesta quarta-feira, a Secretaria de Estado da Saúde iniciou o processo de distribuição das primeiras 85 mil doses aos municípios. A pasta já preparou a logística de entrega desses outros 50.310 imunizantes para a quinta-feira (29), possibilitando que as prefeituras tenham mais doses disponíveis para continuar reduzindo o calendário.

 

As demais 514 mil doses dessa remessa são todas para a segunda aplicação e ficarão armazenadas no Cemepar, com distribuição programada para as próximas semanas, dentro da necessidade de respeitar o ciclo vacinal de quem já foi vacinado.

 

Com essa última remessa, o Paraná recebeu 9.671.370 doses de vacinas do Ministério da Saúde, sendo que 7.830.008 já foram aplicadas nos braços dos paranaenses. Até agora, 5.951.781 pessoas foram vacinadas no Paraná, o que corresponde a 68,2% da população adulta do Estado, sendo que um quarto já está completamente imunizada. (Com AEN)

 

 

 

Paraná confirma transmissão comunitária da variante delta e mais 16 casos

A Secretaria de Estado da Saúde, o Ministério da Saúde e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) confirmaram nesta quarta-feira (28) a transmissão comunitária da variante delta do coronavírus no Paraná. O conceito é definido quando o contágio entre pessoas ocorre no mesmo território, entre indivíduos sem histórico de viagem e sem que seja possível definir a origem da transmissão.

 

Mesmo com essa confirmação, a predominância atual ainda é da cepa gama (P1/amazônica), que apareceu em janeiro. Ela não tem esse status de alerta junto aos organismos internacionais, mas estudos preliminares indicam que ela também é mais contagiosa que a versão original do vírus.

 

A Secretaria da Saúde também confirmou mais 16 casos e seis óbitos da delta no Paraná. Agora, o Estado soma 29 casos e 12 óbitos da cepa B.1.617 do vírus da Covid-19. São sete mulheres e nove homens com idades de 12 a 83 anos. As novas confirmações foram em Araucária (1), Colombo (1), Curitiba (3), Fazenda Rio Grande (1), Piên (2), Piraquara (1), Pinhais (1), Fernandes Pinheiro (3), Irati (1), Imbituva (1) e Campo Mourão (1).

 

Quatro casos estão encerrados como cura, um paciente teve alta e cinco estão em investigação. Com relação aos óbitos, ocorridos entre 6 e 28 de julho em Curitiba (2), Piên (2), Imbituva e Irati, foram quatro homens e duas mulheres, com idades de 31 a 83 anos. As informações foram repassadas por meio do relatório de circulação de linhagens Sars-CoV-2, por sequenciamento genômico da Fiocruz.

 

“Depois de avaliação técnica e investigação epidemiológica ampliada com a participação de todos os entes que sustentam a tríade do SUS, entre eles a equipe do Programa de Epidemiologia Aplicada aos Serviços do Sistema Único de Saúde (EpiSUS-Avançado), confirmamos a transmissão comunitária da variante delta, considerada de preocupação pelas organizações de saúde", disse o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto.

 

"Diante desse quadro, que requer atenção, mas não desespero, ressaltamos mais uma vez a importância fundamental das medidas não farmacológicas, que são o uso de máscara de proteção de forma correta, a higienização frequente das mãos e o distanciamento social, além da imunização na data que a dose estiver disponível”, acrescentou.

 

A variante delta, linhagem B.1.617.2, originada na Índia em outubro de 2020, é uma das variantes do SARS-CoV-2 que apresenta mutações genéticas múltiplas e é denominada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) "variante de atenção/preocupação" por alterar o comportamento do coronavírus, ser mais transmissível do que outras linhagens. Não há evidências até o momento de que as infecções pela delta provoquem casos mais graves ou óbitos.

 

INVESTIGAÇÃO – Esse resultado só foi determinado após uma investigação ampliada realizada no Estado, num exemplo nacional de esforço conjunto para rastrear a origem, conforme a recomendação epidemiológica.

 

A Rede Genômica Fiocruz, através do Laboratório de Vírus Respiratórios e do Sarampo (LVRS), Instituto Oswaldo Cruz no Rio de Janeiro (Fiocruz/Rio de Janeiro), e o Laboratório Central de Saúde Pública do Paraná (Lacen-PR) vêm ampliando o sequenciamento genômico do vírus no Estado por meio de amostragem representativa aleatória, a qual permite saber qual variante está circulando e detectar a introdução de novas variantes.

Esse trabalho já era realizado de maneira natural e foi amplificado com o surgimento da delta. A partir da amostragem aleatória foi possível identificar o primeiro caso. Como medida de resposta, foi realizada investigação

epidemiológica e rastreados todos os casos positivos com vínculo e então foi identificado o chamado "caso índice", desencadeando um trabalho mais amplo de investigação de casos confirmados, suspeitos e contatos em diferentes municípios e regionais.

 

As equipes do EpiSus chegaram ao Paraná no começo do mês e realizaram a pesquisa entre 9 a 24 de julho em diversas regiões. O sequenciamento genômico e a análise filogenética permitiram encontrar duas introduções independentes da variante: uma associada ao caso índice da viajante proveniente do Japão e a outro sem identificação, o que deu origem à conclusão de transmissão comunitária.

 

TRIAGEM – Como forma de ampliar essa pesquisa, desde a terceira semana de junho o Lacen-PR também realiza um protocolo diferenciado de triagem de RT-PCR em tempo real para detecção de variantes, utilizando o Naveca como ferramenta científica de pesquisa.

 

São rastreadas 330 amostras semanais e as que apresentam ausência da detecção para a variante P1, predominante no Estado, são encaminhadas para sequenciamento genômico e confirmação pela Fiocruz.

 

Até o momento foram realizados 2.770 testes com 133 amostras suspeitas da variante encaminhadas para a Fiocruz. Segundo a investigação, a P1 ainda é a mais ativa, presente em 95,63% das amostras avaliadas.

 

TOTAL DA DELTA – Ao todo, o Paraná já confirmou 29 casos e 12 óbitos pela variante delta, sendo quatro casos e dois óbitos em Apucarana, quatro casos e dois óbitos em Curitiba, três casos e três óbitos em Piên, três casos em Fernandes Pinheiro, dois casos e um óbito em Araucária, dois casos em Piraquara, dois casos e um óbito em São José dos Pinhais, um caso e um óbito em Mandaguari, um caso e um óbito em Irati, um caso e um óbito em Imbituva e um caso em cada um dos seguintes municípios: Colombo, Pinhais, Fazenda Rio Grande, Campo Mourão, Francisco Beltrão e Rolândia. (Com AEN)

 

 

 

feed-image
SICREDI 02