Investimentos bilionários vão ampliar e modernizar 14 aeroportos do Paraná

O Paraná terá 14 aeroportos completamente modernizados nos próximos anos. Dois deles, inclusive, já estão em operação – Cascavel, na Região Oeste, e Umuarama, no Noroeste. Entre recursos do Governo do Estado, União e iniciativa privada, os investimentos superam a ordem de R$ 1,5 bilhão.

 

O planejamento, explicou o governador Carlos Massa Ratinho Junior, é fazer com que o transporte aéreo seja protagonista na transformação do Paraná em hub logístico da América do Sul, acompanhando a modernização de estradas, linhas férreas e dos portos de Antonina e Paranaguá. Esse conjunto estrutural será essencial para a modernização e desenvolvimento do Estado nas próximas décadas.

 

“A revitalização de aeroportos e as conexões aéreas que esses investimentos possibilitam certamente atrairão mais empresas, empregos, negócios inovadores, além de fortalecer o agronegócio e o trabalho das cooperativas, que são pujantes no Paraná”, comentou. “É mais um passo que damos para dotar o Paraná da melhor infraestrutura logística do País e da América do Sul”.

 

As ações são diversificadas. Duas obras estão prontas e foram entregues à população. Com investimento de R$ 40 milhões, o novo terminal de Cascavel, na Região Oeste, começou a receber passageiros no fim do ano passado. A intervenção englobou a revitalização e duplicação de 2,2 quilômetros da Avenida Itelo Webber, que dá acesso ao terminal, um estacionamento para 398 automóveis, novo pátio de estacionamento das aeronaves, um novo terminal de passageiros com cinco portões e dois pavimentos, dois fingers e aquisição do mobiliário aeroportuário e dos equipamentos de informática.

 

A Secretaria de Estado do Desenvolvimento Urbano e Obras Pública custeou mais de 50% da obra, com investimento de R$ 20,5 milhões – governo federal e Itaipu Binacional também foram parceiros do projeto.

 

O terminal de Umuarama, no Noroeste, por sua vez, contou com apoio de quase R$ 1 milhão para aquisição de diversos equipamentos estruturais e de tecnologia.

 

Outros quatro aeroportos estão com obras em andamento. No de Pato Branco, no Sudoeste, o Estado investiu R$ 2,87 milhões na pavimentação asfáltica, recapeamento e sinalização horizontal da pista de pouso, área de escape, pátio de manobras e pista de taxiamento. Mais R$ 27 milhões foram destinados recentemente, o que vai permitir à prefeitura concluir a ampliação, incluindo o aumento da pista.

 

Já a pista do Aeroporto Municipal Aguinaldo Pereira Lima, em Siqueira Campos, no Norte Pioneiro, está recebendo recapeamento asfáltico e sinalização horizontal. Ela tem 1.210 metros de extensão e 23 metros de largura. As intervenções estão 84,37% executadas. O valor é de R$ 2 milhões, com recursos da Secretaria de Estado da Infraestrutura e Logística.

 

Polo regional do Noroeste, Maringá terá ainda neste ano um aeroporto com capacidade ampliada. O terminal passa por obras orçadas em R$ 81,5 milhões com recursos do Fundo Nacional de Aviação Civil. Entre as melhorias, estão a reforma e ampliação da pista em 280 metros – vai chegar agora a 2.380 metros –, nova taxiway, ampliação do pátio e balizamento de LED.

 

“Maringá, com isso, poderá disputar com Campinas para ser um dos principais terminais de transporte de carga do País”, disse Ratinho Junior.

 

Também com recursos federais, estimados em R$ 35,3 milhões, o Aeroporto Comandante Antônio Amilton Beraldo, mais conhecido como Aeroporto Sant’Ana, em Ponta Grossa, nos Campos Gerais, vai ganhar uma nova taxiway, a reforma e ampliação do pátio de aeronaves, estacionamento de veículos, cerca operacional e terminal de passageiros com mais de 2 mil metros quadrados.

 

Governador lança obras da implantação do contorno de Jandaia do Sul
NOVOS CONVÊNIOS – Há, também, quatro protocolos em fase de instrução processual para a celebração de convênios entre Governo do Estado e municípios, em Cornélio Procópio, Arapongas (Norte) e Paranavaí e Loanda (Noroeste).

 

A maior parte do investimento, de R$ 5,49 milhões, se dará em Loanda, com a reforma de edificações, recape e sinalização horizontal da pista. Em Cornélio Procópio serão mais R$ 4,7 milhões para recapeamento asfáltico e balizamento noturno. A ampliação da pista de Arapongas vai custar R$ 4,31 milhões e o recapeamento asfáltico e sinalização horizontal do terminal de Paranavaí outros R$ 3,30 milhões. Os recursos são da Secretaria da Infraestrutura e Logística.

 

“A série de mudanças que estão sendo colocadas em andamento pelo Governo do Estado em diversos aeroportos é um exemplo de como olhamos para a infraestrutura de forma integrada, em busca de encurtar distâncias”, ressaltou o secretário estadual da Infraestrutura e Logística, Sandro Alex.

 

CONCESSÃO – A maior fatia dos investimentos, contudo, se dará por meio da concessão pública de quatro aeroportos paranaenses: os Internacionais Afonso Pena, em São José dos Pinhais, e das Cataratas, em Foz do Iguaçu; e os regionais de Governador José Richa, em Londrina, e Bacacheri, em Curitiba. A expectativa é que eles recebam investimentos na ordem de R$ 1,4 bilhão, com obras de ampliação, manutenção e exploração da infraestrutura dos terminais. O acordo, finalizado em abril na Bolsa de Valores de São Paulo (B3), é válido por 30 anos.

 

A previsão é que o Aeroporto Internacional Afonso Pena receba R$ 566,2 milhões de investimentos. A principal obra prevista é a construção da terceira pista, com extensão de 3 mil metros, o que permitirá pousos e decolagens simultâneos, ampliação da capacidade e a possibilidade de receber voos diretos da Europa e dos Estados Unidos. Também estão previstas a ampliação da área de embarque de passageiros, do pátio principal, a construção de um novo pátio, criação de uma ponte de embarque, entre outras obras.

 

O Aeroporto Internacional das Cataratas deve ter um aporte de R$ 512,3 milhões no período de concessão. A unidade passou por investimentos recentes como a obra de ampliação da pista, fruto do convênio entre Governo do Paraná, Infraero e Itaipu Binacional, com investimento de R$ 69,4 milhões. Com o contrato com a iniciativa privada, o complexo ganhará uma nova pista de 3 mil metros, aumentando sua capacidade de voos internacionais.

 

Em Londrina, a promessa é que o aeroporto ganhe, principalmente, em conforto. Serão investidos R$ 273 milhões, com duas fases de obras, incluindo ampliação e melhorias na pista, construção de novo terminal de passageiros e melhoramentos no terminal já existente, além de construção e adequação das pistas de taxiamento. Já o Aeroporto do Bacacheri deve dobrar sua capacidade de atendimento com a melhoria da infraestrutura já existente. As obras neste terminal devem somar R$ 43,1 milhões.

 

“Foi uma ousadia do governo federal lançar esses leilões em um momento tão difícil. Temos um desafio no pós-pandemia que é a geração de emprego, então é necessário contratar investimentos, tendo em mente que em breve estaremos competindo com outros países em busca de ativos”, explicou o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas. “Com todas essas ações em andamento, não tenho dúvidas que o Paraná terá a melhor logística do País”.

 

O melhoramento da infraestrutura de transporte aéreo ajuda também o Paraná na retomada do maior programa de aviação regional do País. O Voe Paraná, interrompido em março do ano passado em razão da pandemia da Covid-19, recomeça na segunda-feira (27). O voo 2612 sai de Apucarana no começo da manhã e finaliza a rota no Aeroporto Internacional Afonso Pena, em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. No dia seguinte, terça-feira (28), o voo 2520 parte de Curitiba às 11h05 para Pato Branco, retornando na sequência, às 13h30 – o tempo de viagem, por trecho, é de 1h25. Também na terça, às 16h25, o voo de retorno à Apucarana sai às 16h25 do Afonso Pena.

 

Os trajetos serão operados pela Aerosul, companhia aérea paranaense com sede em Rolândia, na região Norte. As passagens, inclusive, já podem ser compradas no site da empresa – as aeronaves Cessna C208 têm capacidade para transportar até nove passageiros.

 

Rotas que serão ampliadas pela companhia até o fim deste ano. A empresa pretende instalar as ligações Curitiba-Londrina, Curitiba-Telêmaco Borba, Curitiba-Guarapuava e Londrina-Foz do Iguaçu-Assunção (Paraguai). O investimento ultrapassa US$ 25 milhões (cerca de R$ 130 milhões).

 

O roteiro prevê seis voos semanais na linha Curitiba-Apucarana. Às segundas e quartas com saída de Apucarana. Às terças e quintas com saídas de Curitiba. E, nas sextas-feiras, o trecho completo, com ida e volta. Apenas nas segundas é que voo sai de Arapongas, onde está instalado o hangar da companhia.

 

A ligação entre Curitiba e Pato Branco, por sua vez, terá saídas da Capital de terça a sexta. Os voos do Sudoeste partem às terças, quartas e sextas.

 

MAIS VOOS – Atualmente há linhas aéreas periódicas ligando Curitiba a Londrina, Maringá, Cascavel e Foz do Iguaçu, operadas por companhias aéreas diferentes – Azul, Gol e Latam.

 

A Azul Linhas Aéreas informou que planeja expandir sua operação para mais cinco cidades do Interior do Paraná ainda neste ano. Umuarama é um dos destinos visados pela companhia já a partir de outubro deste ano, e as cidades de Toledo, Guarapuava, Pato Branco e Ponta Grossa também poderão ter suas bases reabertas.

 

A Latam, por sua vez, também confirmou um incremento no número de voos partindo de Curitiba. Serão mais sete destinos: Porto Alegre, Belo Horizonte/Confins, Rio de Janeiro/Santos Dumont, Foz do Iguaçu, Maringá, Londrina e Fortaleza. Ao todo, até o primeiro trimestre de 2022, a empresa completará 10 destinos a partir da capital paranaense, contra os três em operação atualmente (Guarulhos, Congonhas e Brasília).

 

Também com previsão de estreia para os três meses do ano que vem, destacou a empresa, está a rota Cascavel-Guarulhos (SP).


A pista do Aeroporto Municipal Aguinaldo Pereira Lima, em Siqueira Campos, no Norte Pioneiro, está recebendo recapeamento asfáltico e sinalização horizontal. Foto: Jonathan Campos/AEN
Confira o estágio das reformas dos aeroportos paranaenses

 

PRONTOS

Umuarama

Cascavel

EM OBRAS OU COM OBRAS CONFIRMADAS

Ponta Grossa

Maringá

Siqueira Campos

Pato Branco

EM HOMOLOGAÇÃO

Arapongas

Paranavaí

Loanda

Cornélio Procópio

CONCEDIDOS COM OBRAS A SEREM INICIADAS

Afonso Pena

Bacacheri

Londrina

Foz do Iguaçu

Tecpar é o único laboratório no Paraná que faz análise de ligas de titânio para uso em próteses

O Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar) é o único laboratório do Estado a fazer a análise de ligas de titânio, material amplamente utilizado na produção de próteses para implantes ortopédicos e odontológicos. Há dois anos, o Instituto modernizou um de seus laboratórios, a fim de ampliar o atendimento a empresas que utilizam as ligas de titânio como matéria-prima.

 

O novo equipamento, chamado de analisador de oxigênio, hidrogênio e nitrogênio, foi adquirido com recursos de um projeto aprovado junto ao Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPQ).

 

Por se tratar de um material importado, as empresas que adquirem as ligas de titânio buscam o Tecpar para avaliar as amostras do produto e atestar sua conformidade à American Society for Testing and Materials (ASTM International), órgão americano equivalente à Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). Com a readequação do laboratório o Tecpar poderá realizar todas as análises determinadas pela ASTM.

 

O diretor-presidente do Tecpar, Jorge Callado, destaca que o Instituto oferece soluções que acompanhem os avanços tecnológicos da indústria, com o objetivo de assegurar a qualidade e a conformidade dos materiais às normas técnicas, sejam elas nacionais ou internacionais.

 

“As avaliações realizadas pelo Tecpar conferem confiança ao produto final, assegurando que a matéria-prima passou por um crivo técnico e foi aprovada. Essa garantia se torna ainda mais necessária quando tratamos de soluções que serão aplicadas para melhorar a qualidade da vida da população, como na área da saúde”, afirma Jorge Callado.

 

LIGAS DE TITÂNIO - Um dos clientes na avaliação de ligas de titânio é o Instituto de Bioengenharia Erasto Gaertner (Ibeg), unidade operacional da Liga Paranaense de Combate ao Câncer (LPCC) voltada para o desenvolvimento e fabricação de próteses, cateteres centrais e materiais de uso hospitalar.

 

Emerson Czachorowski, coordenador do instituto, explica que o Ibeg traz esperança aos pacientes que precisam de tratamento oncológico, na forma de inovações que permitam a sua recuperação e retorno à sua vida da melhor maneira.

 

“Atualmente este tratamento é feito por meio de um dispositivo totalmente fabricado em titânio grau médico, de modo a permitir o acesso vascular central para administração de quimioterapia. Somos o primeiro a fabricar em solo nacional”, afirma Czachorowski.

 

QUALIDADE - Para garantir a qualidade do produto, o Ibeg envia amostras ao Tecpar para fazer a caracterização do titânio que compõe o corpo do dispositivo. Segundo o coordenador, a avaliação das amostras é necessária a fim de se garantir que o material está de acordo com os rígidos padrões de qualidade do Ibeg - conforme normas internacionais - e que causará ao paciente benefícios maiores que os riscos.

 

“Buscamos o Tecpar por ter um serviço sério e de qualidade, uma vez que esse material será implantado no organismo de um paciente fragilizado. A equipe Tecpar sempre foi cortês e atenciosa, sanando dúvidas, atendendo demandas e propondo formas de parcerias e auxílio nas questões as quais é contratada e naquelas diferentes do contrato”, destaca Czachorowski.

 

TITÂNIO - Considerado um metal de transição, o titânio não existe na natureza em estado livre, mas na forma de combinações químicas, geralmente com oxigênio e ferro. Pode ser encontrado em rochas, areias, argilas, em alguns meteoritos e rochas lunares. Utilizado em diversas áreas da indústria, o titânio é altamente valorizado por ser leve, resistente, ter boa flexibilidade e resistência à corrosão.

 

É classificado como um biomaterial, pois apresenta excelente compatibilidade com o organismo - o que o torna apropriado para aplicações em implantes no corpo humano. Em virtude das propriedades que apresenta, o titânio passou a ser usado na produção de ligas que são posteriormente transformadas em próteses ortopédicas e odontológicas.

 

SERVIÇO – O Tecpar realiza diversos tipos de ensaios que avaliam a conformidade de produtos e matérias-primas, atendendo empresas públicas e privadas. Empresas interessadas podem entrar em contato pelo telefone 0800 6451 725 ou pelo email Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.. (Com AEN)

 

 

 

Mais 348.660 vacinas contra a Covid-19 chegaram neste domingo ao Paraná

O Paraná recebeu neste domingo (19) mais 348.660 vacinas contra a Covid-19 da Pfizer/BioNTech. Os lotes foram enviados em três horários distintos. O primeiro desembarcou no Aeroporto Internacional Afonso Pena, em São José dos Pinhais, às 13h55, no voo AD4830. Na sequência, às 14h35, no voo G31106, o segundo lote, e às 15h30, no voo LA4791, a carga destinada ao Estado foi finalizada.

 

Ainda não há confirmação se as vacinas são destinadas a primeira ou segunda dose. A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) aguarda a divulgação do Informe Técnico do Ministério da Saúde para definir a descentralização dessas doses para as Regionais de Saúde.

 

Os imunizantes foram encaminhados para o Centro de Medicamentos do Paraná (Cemepar), onde serão conferidos e armazenados até que sejam distribuídos.

 

Paraná recebe mais 363,8 mil vacinas para primeira e segundas doses
Somente neste final de semana, o Estado recebeu 712.460 vacinas, que devem ser distribuídas aos municípios nos próximos dias.

 

Além dessas doses, outras 164.700 estão previstas para chegar no período da manhã desta segunda-feira (20). Desse total, 450 são imunizantes da Janssen e 164.250 da AstraZeneca/Fiocruz.

 

VACINAÇÃO – Segundo os dados do Vacinômetro nacional, 12.398.967 doses já foram aplicadas no Estado. Destas, foram 7.886.055 D1, 322.479 doses únicas (DU) e 4.191.301 D2. Entre D1 e DU, o Paraná já atingiu 94,12% da população adulta estimada em 8.720.953 pessoas. (Com AEN)

 

 

 

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