A campanha de vacinação contra a Covid-19 no Paraná atingiu uma marca importante nesta sexta-feira (17). O Estado chegou a 12.158.359 de doses aplicadas, avançando no processo iniciado em janeiro. São 7.773.122 primeiras doses (D1), 4.062.967 segundas doses (D2), divididas entre os imunizantes da AstraZenca, Pfizer e CoronaVac, e 322.270 doses únicas (DU), essas exclusivamente com a Janssen. Os números são do Vacinômentro nacional, ferramenta administrada e atualizada pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
Ainda de acordo com o painel, o Paraná alcançou 8.095.392 pessoas imunizadas com D1 ou D2, ou 92,8% do público-alvo, aqueles com 18 anos ou mais, grupo estimado pelo Ministério da Saúde em 8.720.953 – a meta do Governo do Estado é chegar a 100% até o fim deste mês.
A atualização revelou, também, que 4.385.237 paranaenses completaram o ciclo vacinal, ou seja, receberam as duas aplicações ou aplicação única. O quantitativo equivale a 50,2% da população vacinável.
“O Paraná sempre foi referência em ações de imunização e contra a Covid-19 não é diferente. Temos capacidade de aplicar mais de 150 mil doses por dia. E, com uma programação mais constante de envio de vacinas por parte do governo federal, tenho certeza de que os números vão subir rapidamente”, destacou o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto.
Ele lembrou que o Paraná vem quebrando recordes consecutivos durante a campanha. Os dados do Vacinômetro apontam que agosto foi o mês em que o Estado aplicou mais vacinas contra a doença desde o início do processo. Foram 2.779.756 doses administradas neste período. Foi o terceiro mês consecutivo em que o Paraná bate recordes em aplicações.
Em setembro, até o momento, foram outras 1.064.770 doses, entre D1 (209.023) e D2 mais DU (855.747). “A logística de distribuição por parte do Governo do Estado é extremamente veloz e eficiente. Mas reforço o pedido para a população procurar os postos de saúde e buscar a vacinação. Vacina boa é aquela que vai para o braço, somente assim vamos vencer essa guerra contra o vírus”, acrescentou o secretário.
Nesta quinta-feira (16), o Paraná recebeu do Ministério da Saúde mais 324.930 vacinas contra a Covid-19. São 115.500 doses do imunizante Covishield (AstraZeneca/Fiocruz) e 209.430 do Comirnaty (Pfizer/Biontech), todas de segunda dose (D2), para completar o esquema vacinal da população com idade entre 40 e 59 anos e de alguns grupos prioritários.
MUNICÍPIOS – Em números absolutos, os municípios que mais administraram as vacinas contra a Covid-19 foram Curitiba, com 2.143.031, Londrina (591.855), Maringá (548.068), Cascavel (360.995) e Ponta Grossa (326.494).
Proporcionalmente à população, segundo o Ranking da Vacinação da Secretaria de Estado da Saúde, a cidade que mais avançou na aplicação de primeiras doses é Maringá, com 98,64% da população vacinada, seguida por Floresta (98,43%), Pontal do Paraná (97,65%), Toledo (95,33%) e Matinhos (93,25%).
Já em relação às segundas doses, os destaques são: Esperança Nova (62,49%), Pontal do Paraná (61,44%), Sulina (60,16%), São Manoel do Paraná (60,01%) e Maringá (58,56%). (Com AEN)
O Paraná terá 14 aeroportos completamente modernizados nos próximos anos. Dois deles, inclusive, já estão em operação – Cascavel, na Região Oeste, e Umuarama, no Noroeste. Entre recursos do Governo do Estado, União e iniciativa privada, os investimentos superam a ordem de R$ 1,5 bilhão.
O planejamento, explicou o governador Carlos Massa Ratinho Junior, é fazer com que o transporte aéreo seja protagonista na transformação do Paraná em hub logístico da América do Sul, acompanhando a modernização de estradas, linhas férreas e dos portos de Antonina e Paranaguá. Esse conjunto estrutural será essencial para a modernização e desenvolvimento do Estado nas próximas décadas.
“A revitalização de aeroportos e as conexões aéreas que esses investimentos possibilitam certamente atrairão mais empresas, empregos, negócios inovadores, além de fortalecer o agronegócio e o trabalho das cooperativas, que são pujantes no Paraná”, comentou. “É mais um passo que damos para dotar o Paraná da melhor infraestrutura logística do País e da América do Sul”.
As ações são diversificadas. Duas obras estão prontas e foram entregues à população. Com investimento de R$ 40 milhões, o novo terminal de Cascavel, na Região Oeste, começou a receber passageiros no fim do ano passado. A intervenção englobou a revitalização e duplicação de 2,2 quilômetros da Avenida Itelo Webber, que dá acesso ao terminal, um estacionamento para 398 automóveis, novo pátio de estacionamento das aeronaves, um novo terminal de passageiros com cinco portões e dois pavimentos, dois fingers e aquisição do mobiliário aeroportuário e dos equipamentos de informática.
A Secretaria de Estado do Desenvolvimento Urbano e Obras Pública custeou mais de 50% da obra, com investimento de R$ 20,5 milhões – governo federal e Itaipu Binacional também foram parceiros do projeto.
Governo entrega primeira etapa do Contorno Noroeste de Pato Branco
O terminal de Umuarama, no Noroeste, por sua vez, contou com apoio de quase R$ 1 milhão para aquisição de diversos equipamentos estruturais e de tecnologia.
Outros quatro aeroportos estão com obras em andamento. No de Pato Branco, no Sudoeste, o Estado investiu R$ 2,87 milhões na pavimentação asfáltica, recapeamento e sinalização horizontal da pista de pouso, área de escape, pátio de manobras e pista de taxiamento. Mais R$ 27 milhões foram destinados recentemente, o que vai permitir à prefeitura concluir a ampliação, incluindo o aumento da pista.
Já a pista do Aeroporto Municipal Aguinaldo Pereira Lima, em Siqueira Campos, no Norte Pioneiro, está recebendo recapeamento asfáltico e sinalização horizontal. Ela tem 1.210 metros de extensão e 23 metros de largura. As intervenções estão 84,37% executadas. O valor é de R$ 2 milhões, com recursos da Secretaria de Estado da Infraestrutura e Logística.
Polo regional do Noroeste, Maringá terá ainda neste ano um aeroporto com capacidade ampliada. O terminal passa por obras orçadas em R$ 81,5 milhões com recursos do Fundo Nacional de Aviação Civil. Entre as melhorias, estão a reforma e ampliação da pista em 280 metros – vai chegar agora a 2.380 metros –, nova taxiway, ampliação do pátio e balizamento de LED.
“Maringá, com isso, poderá disputar com Campinas para ser um dos principais terminais de transporte de carga do País”, disse Ratinho Junior.
Também com recursos federais, estimados em R$ 35,3 milhões, o Aeroporto Comandante Antônio Amilton Beraldo, mais conhecido como Aeroporto Sant’Ana, em Ponta Grossa, nos Campos Gerais, vai ganhar uma nova taxiway, a reforma e ampliação do pátio de aeronaves, estacionamento de veículos, cerca operacional e terminal de passageiros com mais de 2 mil metros quadrados.
NOVOS CONVÊNIOS – Há, também, quatro protocolos em fase de instrução processual para a celebração de convênios entre Governo do Estado e municípios, em Cornélio Procópio, Arapongas (Norte) e Paranavaí e Loanda (Noroeste).
A maior parte do investimento, de R$ 5,49 milhões, se dará em Loanda, com a reforma de edificações, recape e sinalização horizontal da pista. Em Cornélio Procópio serão mais R$ 4,7 milhões para recapeamento asfáltico e balizamento noturno. A ampliação da pista de Arapongas vai custar R$ 4,31 milhões e o recapeamento asfáltico e sinalização horizontal do terminal de Paranavaí outros R$ 3,30 milhões. Os recursos são da Secretaria da Infraestrutura e Logística.
“A série de mudanças que estão sendo colocadas em andamento pelo Governo do Estado em diversos aeroportos é um exemplo de como olhamos para a infraestrutura de forma integrada, em busca de encurtar distâncias”, ressaltou o secretário estadual da Infraestrutura e Logística, Sandro Alex.
CONCESSÃO – A maior fatia dos investimentos, contudo, se dará por meio da concessão pública de quatro aeroportos paranaenses: os Internacionais Afonso Pena, em São José dos Pinhais, e das Cataratas, em Foz do Iguaçu; e os regionais de Governador José Richa, em Londrina, e Bacacheri, em Curitiba. A expectativa é que eles recebam investimentos na ordem de R$ 1,4 bilhão, com obras de ampliação, manutenção e exploração da infraestrutura dos terminais. O acordo, finalizado em abril na Bolsa de Valores de São Paulo (B3), é válido por 30 anos.
A previsão é que o Aeroporto Internacional Afonso Pena receba R$ 566,2 milhões de investimentos. A principal obra prevista é a construção da terceira pista, com extensão de 3 mil metros, o que permitirá pousos e decolagens simultâneos, ampliação da capacidade e a possibilidade de receber voos diretos da Europa e dos Estados Unidos. Também estão previstas a ampliação da área de embarque de passageiros, do pátio principal, a construção de um novo pátio, criação de uma ponte de embarque, entre outras obras.
O Aeroporto Internacional das Cataratas deve ter um aporte de R$ 512,3 milhões no período de concessão. A unidade passou por investimentos recentes como a obra de ampliação da pista, fruto do convênio entre Governo do Paraná, Infraero e Itaipu Binacional, com investimento de R$ 69,4 milhões. Com o contrato com a iniciativa privada, o complexo ganhará uma nova pista de 3 mil metros, aumentando sua capacidade de voos internacionais.
Em Londrina, a promessa é que o aeroporto ganhe, principalmente, em conforto. Serão investidos R$ 273 milhões, com duas fases de obras, incluindo ampliação e melhorias na pista, construção de novo terminal de passageiros e melhoramentos no terminal já existente, além de construção e adequação das pistas de taxiamento. Já o Aeroporto do Bacacheri deve dobrar sua capacidade de atendimento com a melhoria da infraestrutura já existente. As obras neste terminal devem somar R$ 43,1 milhões.
“Foi uma ousadia do governo federal lançar esses leilões em um momento tão difícil. Temos um desafio no pós-pandemia que é a geração de emprego, então é necessário contratar investimentos, tendo em mente que em breve estaremos competindo com outros países em busca de ativos”, explicou o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas. “Com todas essas ações em andamento, não tenho dúvidas que o Paraná terá a melhor logística do País”.
O melhoramento da infraestrutura de transporte aéreo ajuda também o Paraná na retomada do maior programa de aviação regional do País. O Voe Paraná, interrompido em março do ano passado em razão da pandemia da Covid-19, recomeça na segunda-feira (27). O voo 2612 sai de Apucarana no começo da manhã e finaliza a rota no Aeroporto Internacional Afonso Pena, em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. No dia seguinte, terça-feira (28), o voo 2520 parte de Curitiba às 11h05 para Pato Branco, retornando na sequência, às 13h30 – o tempo de viagem, por trecho, é de 1h25. Também na terça, às 16h25, o voo de retorno à Apucarana sai às 16h25 do Afonso Pena.
Os trajetos serão operados pela Aerosul, companhia aérea paranaense com sede em Rolândia, na região Norte. As passagens, inclusive, já podem ser compradas no site da empresa – as aeronaves Cessna C208 têm capacidade para transportar até nove passageiros.
Rotas que serão ampliadas pela companhia até o fim deste ano. A empresa pretende instalar as ligações Curitiba-Londrina, Curitiba-Telêmaco Borba, Curitiba-Guarapuava e Londrina-Foz do Iguaçu-Assunção (Paraguai). O investimento ultrapassa US$ 25 milhões (cerca de R$ 130 milhões).
O roteiro prevê seis voos semanais na linha Curitiba-Apucarana. Às segundas e quartas com saída de Apucarana. Às terças e quintas com saídas de Curitiba. E, nas sextas-feiras, o trecho completo, com ida e volta. Apenas nas segundas é que voo sai de Arapongas, onde está instalado o hangar da companhia.
A ligação entre Curitiba e Pato Branco, por sua vez, terá saídas da Capital de terça a sexta. Os voos do Sudoeste partem às terças, quartas e sextas.
MAIS VOOS – Atualmente há linhas aéreas periódicas ligando Curitiba a Londrina, Maringá, Cascavel e Foz do Iguaçu, operadas por companhias aéreas diferentes – Azul, Gol e Latam.
A Azul Linhas Aéreas informou que planeja expandir sua operação para mais cinco cidades do Interior do Paraná ainda neste ano. Umuarama é um dos destinos visados pela companhia já a partir de outubro deste ano, e as cidades de Toledo, Guarapuava, Pato Branco e Ponta Grossa também poderão ter suas bases reabertas.
A Latam, por sua vez, também confirmou um incremento no número de voos partindo de Curitiba. Serão mais sete destinos: Porto Alegre, Belo Horizonte/Confins, Rio de Janeiro/Santos Dumont, Foz do Iguaçu, Maringá, Londrina e Fortaleza. Ao todo, até o primeiro trimestre de 2022, a empresa completará 10 destinos a partir da capital paranaense, contra os três em operação atualmente (Guarulhos, Congonhas e Brasília).
Também com previsão de estreia para os três meses do ano que vem, destacou a empresa, está a rota Cascavel-Guarulhos (SP).
A pista do Aeroporto Municipal Aguinaldo Pereira Lima, em Siqueira Campos, no Norte Pioneiro, está recebendo recapeamento asfáltico e sinalização horizontal. Foto: Jonathan Campos/AEN
Confira o estágio das reformas dos aeroportos paranaenses
PRONTOS
Umuarama
Cascavel
EM OBRAS OU COM OBRAS CONFIRMADAS
Ponta Grossa
Maringá
Siqueira Campos
Pato Branco
EM HOMOLOGAÇÃO
Arapongas
Paranavaí
Loanda
Cornélio Procópio
CONCEDIDOS COM OBRAS A SEREM INICIADAS
Afonso Pena
Bacacheri
Londrina
Foz do Iguaçu
A produção industrial no Brasil apresentou queda em dez dos 15 locais pesquisados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Os dados se referem a junho de 2021 – quando o balanço passou pela última atualização – e são comparados ao mês imediatamente anterior.
Uma das perdas mais acentuadas foi verificada no estado do Paraná. Neste recorte, a Unidade da Federação teve queda de 5,7%. Os números também repercutiram no Congresso Nacional. Segundo o deputado federal Gustavo Fruet (PDT-PR), o quadro se deve ao cenário de pandemia, que afetou, inclusive, os mercados de importação e exportação.
“É necessário que a retomada seja acompanhada de questões macroeconômicas. E esses fatores também apontam indicadores preocupantes, tendo em vista a questão cambial dos indicadores que apontam crescimento da inflação, um crescimento do PIB abaixo do esperado, e também um recuo em relação a investimentos”, considera.
Cenário nacional
De acordo com pesquisa do IBGE, a produção nacional teve variação nula na passagem entre maio e junho. Quando comparada com junho de 2020, a produção industrial subiu 12%.
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Para o resultado deste último recorte, o conselheiro do Conselho Federal de Economia, Carlos Eduardo de Oliveira Júnior, entende que houve uma participação do avanço da vacinação contra Covid-19. Já para justificar a estagnação na comparação anterior, ele elenca variados fatores.
“Isso pode ser detectado por alguns problemas conjunturais. Um deles é a elevação dos custos, com a elevação dos produtos importados, e também com a elevação do dólar. Isso faz com que a produção se reduza. Agora, temos uma grande incógnita, porque a elevação no preço da energia elétrica também vai fazer com que a produção não cresça, porque a energia elétrica está muito cara”, afirma.
O balanço do IBGE revela, ainda, que, no indicador acumulado para o período entre janeiro e junho deste ano, frente a igual período de 2020, a expansão verificada na produção nacional alcançou doze dos quinze locais pesquisados, com destaque para Ceará (26,8%), Amazonas (26,6%) e Santa Catarina (26,1%).
Dezenas de secretários municipais de Agricultura e de Meio Ambiente do Paraná, além de servidores das secretarias, iniciaram nesta quarta-feira (15) um encontro que se estenderá até sexta-feira (17) para conhecer em detalhes programas desenvolvidos pelo Estado nessas duas áreas e que podem ser aplicados em suas regiões.
O evento, promovido pela Federação dos Engenheiros Agrônomos do Paraná, tem, entre outros, apoio das Secretarias de Estado da Agricultura e do Abastecimento, e do Desenvolvimento Sustentável e Turismo. Reúne parte do público de forma presencial no auditório do Mercado Municipal de Curitiba e é transmitido online para o Interior.
Durante a abertura, na noite de quarta, o secretário estadual da Agricultura e do Abastecimento, Norberto Ortigara, destacou a importância de Estado e municípios terem agendas de trabalho em conjunto. “Se tiver duas ou três agendas no município está errado, cada um está puxando para um lado, não potencializa o resultado”, alertou. “Não estou impondo a minha agenda e nem vou fazer só a de vocês, vamos trabalhar em agenda de consenso, potencializando”.
Segundo ele, há vários programas que oferecem oportunidades para que os agricultores cresçam em suas atividades, e há muitos exemplos de sucesso nos municípios que podem ser replicados.
Ortigara apresentou dados da agropecuária paranaense, que a fazem líder de produção nacional em vários segmentos. “Mas não nos falta a perspectiva, a visão de que tem muito por fazer. O meio rural tem muitas carências que nós podemos ajudar seja no aspecto produtivo seja no aspecto da vida social”, afirmou. “Dá para fazer bastante”.
Entre os programas detalhados pelos técnicos do Sistema Estadual da Agricultura estão Banco do Agricultor Paranaense, Coopera Paraná, Estradas da Integração, Paraná Energia Rural Renovável e as várias ações de segurança alimentar e nutricional, como Leite das Crianças, Compra Direta Paraná e Restaurantes Populares. Também foram relatadas as principais atividades de defesa agropecuária e apresentada a forma como foi constituído e funciona o IDR-Paraná.
Os participantes estão recebendo, ainda, noções sobre o ICMS Ecológico, resíduos sólidos e parques urbanos, apresentados por servidores do Instituto Água e Terra (IAT), além de conhecerem experiências sobre asfaltamento de estradas rurais em Toledo, conectividade no campo em Pato Branco e as ações de segurança alimentar e nutricional desenvolvidas pela prefeitura de Curitiba.
PARTICIPANTES - “A gente está vindo esclarecer assunto por assunto, sabendo os detalhes dos programas que o governo tem para os municípios e, com certeza, vai ter mais conhecimento”, disse o secretário de Agricultura e Pecuária do município de Salgado Filho, no Sudoeste, Marcelo João Barili. “Quando os produtores procurarem as secretarias, a gente vai conseguir direcionar mais corretamente.”
Recém-nomeado secretário de Agricultura de Planalto, no Sudoeste do Estado, Willian Kegler ressaltou a oportunidade de ouvir os técnicos do governo e ter conhecimento de programas que poderão ajudar o município. “Ouvir essas palestras é muito bom para poder repassar ao nosso povo e à nossa cidade”, afirmou.
Fernanda Giorgetti está há oito meses à frente da Secretaria de Meio Ambiente e de Agropecuária de Jaguapitã, no Norte, e considerou muito importante participar do encontro ainda no começo de seu trabalho. “Vamos levar as experiências e os programas para tentar implantar da melhor forma no município, é um aprendizado incrível”, reforçou.
O presidente da Federação dos Engenheiros Agrônomos do Paraná, Clodomir Ascari, disse que a entidade tem esse evento em seu calendário com o objetivo de despertar para a necessidade de os secretários buscarem sempre a melhor orientação técnica para suas ações. Segundo ele, é preciso reduzir o tempo tanto de elaboração de projetos quanto de implementação.
“Temos obrigação de passar as informações para diminuir esse tempo e melhorar a comunicação para que a sociedade seja bem atendida e para os secretários terem mais tranquilidade”, afirmou.
Chegaram ao Paraná, na manhã desta quinta-feira (16), 324.930 vacinas contra a Covid-19. São 115.500 doses do imunizante Covishield (AstraZeneca/Fiocruz) e 209.430 do Comirnaty (Pfizer/Biontech), todas de segunda dose (D2), para completar o esquema vacinal da população com idade entre 40 e 59 anos e de alguns grupos prioritários.
Assim que desembarcaram no Aeroporto Internacional Afonso Pena, em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, as vacinas foram encaminhadas para separação e armazenagem no Centro de Medicamentos do Paraná (Cemepar). Elas serão distribuídas às Regionais de Saúde conforme o cronograma previsto para a segunda aplicação.
A remessa faz parte de um lote com 5.158.560 doses distribuídas pelo Ministério da Saúde aos 26 estados e ao Distrito Federal. Em todo o País, 267.623.564 vacinas já foram confirmadas para envio aos estados. Até o momento, o Paraná recebeu 14.082.880 doses, e cerca de 640 mil estão em processo de envio e distribuição.
De acordo com o vacinômetro do Ministério da Saúde, quase 12 milhões de doses já foram aplicadas no Estado (11.973.358). Com isso, 8.044.872 de pessoas já receberam ao menos uma dose do imunizante, 92,26% da população adulta. Quase metade dos paranaenses com mais de 18 anos já completou a cobertura vacinal, com a aplicação de 4.250.593 segundas doses ou do imunizante de dose única. (Com AEN)
Com os avanços do projeto de expansão da malha ferroviária para o transporte de cargas pelo Estado, o setor produtivo volta a atenção para a outra ponta da cadeia logística: os portos. O potencial de movimentação da Portos do Paraná, nos mais diversos segmentos, foi debatido nesta quarta-feira (15) em encontro que reuniu o Governo do Estado, iniciativa privada e governo federal na Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), em Curitiba.
“O governo tem, constantemente, dialogado com todo o setor produtivo do Paraná para essa construção da nova infraestrutura do nosso Estado. Esse diálogo tem sido intermodal”, disse o secretário de Estado de Infraestrutura e Logística, Sandro Alex.
De acordo ele, os resultados alcançados pelos portos de Paranaguá e Antonina são fruto não só do trabalho e da dedicação dos trabalhadores paranaenses, mas também uma combinação de toda a logística e infraestrutura que têm se desenvolvido no Estado, com apoio das novas concessões rodoviárias e da Nova Ferroeste. A integração, segundo ele, é preponderante para o setor produtivo.
“Todos os caminhos (rodoviário, ferroviário ou aéreo) chegam até os portos”, disse o secretário. “E o Governo do Estado tem trabalhado exatamente projetando esse hub, pelas características logísticas do Paraná”.
Segundo o diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia, há uma preparação para todo esse avanço na infraestrutura. “O porto precisa estar preparado para melhorar a condição de receber essas cargas. O principal meio é promover uma melhora na condição ferroviária”, afirmou.
Garcia destacou que hoje o volume de carga que chega pelos trilhos aos portos paranaenses não é tão expressivo quanto pode ser. “A hora que conseguirmos melhorar (e o projeto do moegão é fundamental para essa recepção ferroviária, com as licitações dos novos terminais) certamente vamos conseguir atender toda a demanda que está sendo projetada”, declarou.
De acordo com ele, os atuais investimentos dos portos acontecem simultaneamente em três frentes: infraestrutura terrestre, marítima e de armazenagem (com novos arrendamentos). O objetivo, em geral, é não apenas ampliar a capacidade, mas também reduzir os custos aos empresários, o que faz aumentar a competitividade do Estado.
Nessa linha, além do projeto do moegão, referente à ampliação da capacidade de descarga ferroviária em uma moega exclusiva para atender o modal, ainda se destacam o projeto do Novo Corredor de Exportação, que vai ampliar muito a capacidade de escoamento dos graneis sólidos; o projeto para a concessão do canal de acesso marítimo; a dragagem continuada de manutenção; e a derrocagem da porção mais rasa do maciço rochoso conhecido como Pedra da Palangana.
FERROVIA – O projeto da Nova Ferroeste, também apresentado na pauta do encontro na Fiep, é a nova estrada de ferro, com 1.304 quilômetros, que vai ligar Maracaju (MS) a Paranaguá. Como apontam os estudos, ela deve ser base para a movimentação de cerca de 26 milhões de toneladas de carga já no primeiro ano de operação, principalmente grãos (em especial a soja) e contêineres refrigerados com proteína animal.
O secretário nacional de Transportes Terrestres do Ministério da Infraestrutura, Marcello da Costa, disse que essa ferrovia vai criar um grande corredor logístico, captando carga do Paraguai via Foz do Iguaçu, e ser mais uma opção para o Centro-Oeste a partir de Maracaju. Tudo isso, segundo ele, se alinha com a estratégia do governo federal para o País, que é conectar as ferrovias aos portos em diferentes regiões.
O secretário falou ainda sobre a importância da obra para trazer insumos e outras cargas, especialmente para o agronegócio. “Essa circulação interna e de retorno com fertilizantes e milho, por exemplo, vai beneficiar outros estados além do Paraná, como Santa Catarina e o Mato Grosso do Sul”, destacou.
Esta também é a opinião do secretário de Estado do governo do Mato Grosso do Sul, Jaime Verruck. Durante o encontro ele falou sobre a importância da execução da Nova Ferroeste para fomentar a competitividade das regiões Sul e Centro-Oeste. “A partir da construção dessa obra poderemos reduzir tarifas e melhorar a competitividade dos produtos brasileiros no Exterior”, afirmou.
A ausência de estradas de ferro no Paraguai foi lembrada pelo diretor do Departamento de Transporte Ferroviário (DTFER), Ismael Trinks, que participou presencialmente do evento. Para ele, o ramal ligando Cascavel a Foz do Iguaçu compensa uma carência logística do país vizinho e gera novas oportunidades. Ele lembrou ainda a transformação proporcionada pela publicação da Medida Provisória 1.065, no final de agosto, que inclui a autorização como opção de execução de novos projetos para o modal ferroviário.
“Desde a publicação, recebemos 12 pedidos de autorização, três deles da Nova Ferroeste”, explicou, sobre as conexões com Maracaju, Foz do Iguaçu e Paranaguá protocolados este mês que serão acrescidos à concessão vigente.
Hoje a Ferroeste opera um trecho de 248 quilômetros entre Cascavel e Guarapuava, onde se liga à Malha Sul, operada pela Rumo Logística, para chegar ao Litoral. Atualmente o tempo de viagem de um contêiner entre Cascavel e Paranaguá é de cinco dias; a partir da execução da Nova Ferroeste, esse trajeto será feito em 20 horas.
O projeto completo prevê a ampliação nas duas pontas. De Cascavel a ferrovia segue até Maracaju (MS), além de um ramal a Foz do Iguaçu. A partir de Guarapuava, a Ferroeste vai seguir um novo traçado para cruzar a Serra da Esperança, contornar a Capital e descer a Serra do Mar próximo à BR 277 até alcançar o Litoral.
Hoje cerca de 20% de toda mercadoria que chega aos dois portos é transportada por trem. A intenção é aumentar essa fatia para até 60% com a chegada da Ferroeste a Paranaguá.
Um dos trechos mais sensíveis do ponto de vista ambiental e de engenharia é a descida da Serra do Mar que vai acontecer junto à área de domínio da BR 277, sempre que o relevo permitir. Um vídeo com a projeção do traçado foi apresentado aos participantes. Nos 55 quilômetros serão construídos 25 viadutos (17 km no total) e 10 túneis (8 km no total), procurando preservar ao máximo a vegetação existente.
A Nova Ferroeste foi projetada para suportar composições com vagões sobrepostos, conhecidos como double stack. Dessa maneira, além de aumentar a capacidade de transporte, diminui o impacto ambiental. “Cada vagão corresponde a quatro caminhões, dessa maneira reduzimos significativamente a emissão de carbono em comparação com o modal rodoviário”, disse o coordenador do Plano Estadual Ferroviário, Luiz Henrique Fagundes.
A Nova Ferroeste vai beneficiar 9 milhões de pessoas em 427 cidades no Paraná, Mato Grosso do Sul, Santa Catarina e Paraguai.
SETOR PRODUTIVO – Para Edson Vasconcelos, vice-presidente e coordenador do Conselho Temático da Infraestrutura da Fiep, esse debate com o setor produtivo foi fundamental para entender como estão os portos hoje. “Traz uma clareza muito importante dessa conexão com a nova ferrovia. O porto atender a produção do Estado do Paraná é uma primeira necessidade, mas, hoje, o que se mostrou aqui é que ele transcende e passa a atender também o Mato Grosso do Sul, o Paraguai e coloca o Estado como de grande interesse portuário”, afirmou.
PRESENÇAS – O evento foi aberto virtualmente pelo presidente do Sistema Fiep, Carlos Valter Martins Pedro. Também participaram, pelo Governo do Estado, o secretário de Planejamento e Projetos Estruturantes, Valdemar Bernardo Jorge; e o diretor da Ferroeste, André Gonçalves. Além deles, ainda fizeram parte do debate representantes do Instituto de Engenharia do Paraná; do Movimento Pró-Paraná; da TCP e do projeto do Porto Guará. (Com AEN)

























