A Conferência das Nações Unidas sobre Mudança Climática (COP 26), que acontecerá de 31 de outubro a 12 de novembro, em Glasgow, na Escócia, tem tudo a ver com a agropecuária de ontem, de hoje e, sobretudo, do amanhã.
No Brasil, ela foi precedida por metas estabelecidas no Programa ABC para o decênio 2010/2020, complementado agora, na proposta do ABC+, com novas estratégias para reduzir emissões de carbono até 2030. O setor agropecuário paranaense tem contribuído de forma positiva nesse esforço com ações e programas voltados à geração de emprego e renda com foco na sustentabilidade.
“O Paraná tem um importante histórico de desenvolvimento da agropecuária com sustentabilidade, que iniciou com os primeiros imigrantes europeus, reforçou a partir da introdução do plantio direto e se fortifica agora com novas tecnologias que buscam preservar recursos finitos, otimizar o uso dos renováveis e dar destino mais nobre a dejetos vegetais e animais transformando-os, por exemplo, em energia”, disse o secretário de Estado da Agricultura e do Abastecimento, Norberto Ortigara.
O primeiro programa brasileiro previa recuperação de áreas degradadas; plantio direto; integração lavoura e pecuária, posteriormente acrescido de florestas; tratamento de dejetos (suínos) e florestas plantadas. No Programa ABC+ foram acrescentados a produção de bioenergia a partir de resíduos da produção animal, a terminação intensiva na pecuária de corte e os sistemas de produção irrigada.
O manejo integrado de solos e água é prática amplamente difundida no Paraná como política pública iniciada em meados da década de 80. Atualmente há 208 microbacias espalhadas pelo Estado, com 947.489 hectares sendo trabalhados e R$ 45.525.758,10 aplicados. Com a missão de estabelecer as diretrizes, a Secretaria da Agricultura e do Abastecimento (Seab) coordenou o nascimento do Programa Integrado de Conservação de Solo e Água do Paraná (Prosolo), que reúne os setores público e privado em torno de projetos integrados sustentáveis para redução de perdas.
Nesse contexto, o sistema de plantio direto, que começou na região dos Campos Gerais no início da década de 70, consolidou-se como uma das boas práticas a possibilitar que os agricultores obtivessem melhor produtividade sem degradar a qualidade do solo. Ainda hoje é técnica adotada em pelo menos 90 municípios. Mas é preciso mais que manter a umidade no solo. É necessário proteger nascentes. E isso é feito. Atualmente, há 3.700 nascentes protegidas em 237 municípios, com benefícios diretos a 4.800 famílias.
O solo bem cuidado resulta em produção adequada e isso é impulsionado com o incentivo ao alimento agroecológico. Em parceria com o setor privado, o Estado desenvolve o programa Produção Orgânica Paraná e mantém a liderança entre aqueles com mais produtores orgânicos. São 3.737 com o selo de certificação.
Também há esforços de orientação sobre as tecnologias, além de exigir cuidados redobrados, para reduzir a deriva em aplicação de produtos químicos com o intuito de preservação animal, particularmente a abelha, e de produtos sensíveis, como a sericicultura, viticultura e produção orgânica e agroecológica. Como auxílio no combate à deriva foi realizado o georreferenciamento de aproximadamente 24 mil unidades produtivas. A capacitação em tecnologia de aplicação de agrotóxicos já chegou a 81 municípios e pelo menos 500 equipamentos foram inspecionados.
Paralelo a isso, o Sistema de Agricultura do Estado incentiva e promove dezenas de eventos, em parceria com instituições da iniciativa privada, para treinar o correto manejo de pragas e doenças, tendo como local 260 Unidades de Referência, que são acompanhadas por 117 técnicos do Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná). As técnicas são monitoradas diretamente em 2.500 hectares de 112 municípios, envolvendo 207 produtores, mas a abrangência indireta alcança 30 mil hectares e 2.400 agricultores.
Em média, nas últimas oito safras, o manejo integrado de pragas promoveu redução em 50% nas aplicações de inseticidas. O manejo integrado de doenças resultou em diminuição de 36% em fungicidas. Também como fruto das boas práticas, houve incremento de 7,5% na produtividade.
“Se a tecnologia fosse adotada em grande escala no Estado poderia representar ganho de cerca de R$ 7 bilhões aos produtores”, acentuou Ortigara. “Estamos fazendo todos os esforços para conseguirmos ampliar a conscientização sobre os bons manejos.”
PECUÁRIA – Dobrar a lotação de animais por área, reduzir o tempo de abate, gerar renda extra com venda da produção de madeira e, de quebra, diminuir a emissão de gás metano. Esses benefícios são observados, sobretudo, no Noroeste do Estado, com o consórcio de eucaliptos e pecuária de corte, que faz parte do Projeto Carne e Madeira de Qualidade.
A integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF) é técnica que ganha cada vez mais força no Paraná. Em consórcio, sucessão ou rotação, o sistema otimiza o uso da terra, resultando em patamares mais elevados de produtividade, uso mais racional de insumos, diversificação de produção, mais renda e mais empregos. Ambientalmente correta, a técnica reduz em muito a emissão de gases causadores do efeito estufa.
Investimentos em melhorias da infraestrutura de transporte também fazem parte da estratégia de garantir maior sustentabilidade ao processo agropecuário e melhores condições de vida no setor rural. Foram realizados projetos de adequação em 690 quilômetros de estradas que se estendem por 179 municípios de forma individual e outros 70 atendidos por 14 consórcios intermunicipais, o que beneficiou, no mínimo, 21.700 famílias rurais. Para outras 49.750 de 250 municípios o trabalho de pavimentação de 950 quilômetros de estradas rurais também melhorou a qualidade de vida.
Melhores estradas facilitam na chegada de insumos e fertilizantes às propriedades e proporcionam mais rapidez no escoamento de produtos. Além disso, a população rural ganha com mais comodidade para o transporte de estudantes e enfermos, entre outros. De outra parte, as vias são readequadas ou pavimentadas respeitando-se as melhores práticas de conservação de solos, o que ajuda na boa irrigação e no controle de erosão.
INOVAÇÃO – O futuro já se faz presente em programas oferecidos pelo Sistema de Agricultura do Estado. O RenovaPR abre possibilidade de os agricultores investirem em alternativas para energia renovável, com aproveitamento solar e de biomassa. Os investimentos podem ter as taxas de juros assumidas totalmente pelo Estado por meio do programa Banco do Agricultor Paranaense. Até agora foram cadastrados 1.202 projetos de energia solar e nove de biogás, com investimento de R$ 205.041.803,95 e R$ 41 milhões aplicados pelo Estado na subvenção das taxas de juros.
Também com os olhos no futuro e na preservação ambiental, os órgãos de pesquisa públicos e privados do Paraná vêm dando atenção especial para o bioinsumo, inclusive quando se trata de estabelecer parcerias. Aliás, parceria é uma das estratégias mais buscadas para se conseguir avanços tecnológicos e de sustentabilidade.
Com esse espírito, a Secretaria da Agricultura e do Abastecimento, em parceria com a Federação da Agricultura do Paraná (Faep), constituiu a Rede Paranaense de Agropesquisa e Formação Aplicada. Reunindo instituições públicas, órgãos representativos dos produtores e universidades estaduais e federal, a Rede desenvolve 35 projetos em sete mesorregiões do Paraná com o objetivo de gerar tecnologia aplicada em conservação do solo. Dessa forma, o Estado pretende ampliar a agricultura 4.0, levando ao campo ferramentas de precisão que garantam informações mais consistentes para ajudar na fertilidade do solo, sobretudo em pequenas propriedades.
“A agricultura paranaense sempre foi parceira do governo federal e mais uma vez está unida para impedir a emissão de 1,1 bilhão de toneladas de carbono equivalente até 2030, de acordo com a meta estabelecida”, reforçou o secretário Ortigara. “Já avançamos bastante, mas continuaremos desenvolvendo nossas atividades com base em critérios de sustentabilidade social, ambiental e econômica, garantindo que a família rural se mantenha como protagonista das ações”.
Por - AEN
O Governo do Estado confirmou a liberação de R$ 4,88 milhões para fortalecer o atendimento a crianças e adolescentes de 189 municípios do Paraná com o incremento do Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SCFV), vinculado ao Ministério da Cidadania.
O anúncio foi feito pelo vice-governador Darci Piana nesta quarta-feira (27) durante cerimônia no Palácio Iguaçu. Os recursos são do Fundo Estadual para Infância e Adolescência (FIA).
O SCFV busca fortalecer as relações familiares e comunitárias com trabalhos em grupo, promovendo a integração e a troca de experiências entre os participantes e valorizando o sentido de vida coletiva. Além disso, o programa visa complementar o trabalho social com famílias e prevenir a ocorrência de situações de risco social. As ações precisam ser necessariamente ofertadas por Centros de Referência da Assistência Social (Cras) ou por Centros de Convivências instalados nos municípios.
“Não há a menor dúvida de que uma criança bem assistida e feliz tem todo o potencial para se tornar um grande ser humano”, destacou Piana. “Propiciar isso é o dever do Estado e especialmente deste governo, um governo consciente, responsável, dedicado e que cuida dos mais vulneráveis”.
Entre as ações, são oferecidas atividades artísticas, culturais, de lazer e esportivas, dentre outras, de acordo com a idade dos usuários. A intenção, explicou o secretário de Estado da Justiça, Família e Trabalho, Ney Leprevost, é criar uma forma de intervenção social planejada por meio de situações desafiadoras, estimulando e orientando os usuários na construção e reconstrução de suas histórias e vivências individuais, coletivas e familiares.
“Mais do que o valor monetário, o que há de mais valoroso nesse programa é o fortalecimento do vínculo familiar para as crianças, são elas que mais precisam da nossa ajuda como Estado”, disse. “Precisamos deixar cada vez mais claro que o bem-estar de cada criança é responsabilidade de toda a sociedade”.
Chefe do Departamento de Assistência Social da Sejuf, Larissa Marsolic explicou que o SCFV deve ser ofertado de modo a garantir as seguranças de acolhida e de convívio familiar e comunitário, além de estimular o desenvolvimento da autonomia dos usuários. Há, ainda, se necessário, a opção pelo alcance de alternativas emancipatórias para o enfrentamento das vulnerabilidades sociais.
“Mostramos com ações como essa que as políticas sociais são de fato prioridade no Paraná”, afirmou.
“Apoiamos as famílias e garantimos assim que as crianças do nosso Estado tenham todos os seus direitos garantidos e protegidos”, acrescentou a vice-presidente do Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente (Cedca), Ângela Mendonça.
Por - AEN
A forte tempestade do último fim de semana no Paraná, com ventos que passaram de 70 km/h, causou danos em 69 municípios, especialmente das regiões Oeste e Noroeste.
Os dados são da Coordenadoria Estadual da Defesa Civil (Cedec), que ainda apontam 7.782 casas danificadas e 35.091 pessoas afetadas. Os registros também mostram que 714 ficaram desalojadas e 17 desabrigadas. Duas pessoas morreram, uma atingida por descarga elétrica em Foz do Iguaçu, e outra por uma árvore em Londrina.
Com o objetivo de amenizar o impacto dos estragos, a Defesa Civil do Paraná envia desde sábado (23) materiais para as regiões atingidas. Já foram distribuídas 300 lonas, 15 mil telhas, além de colchões e cobertores. Os itens representam cerca de R$ 400 mil em insumos direcionados para os municípios paranaenses.
Para acompanhar a força-tarefa estabelecida no Estado, o coordenador estadual da Defesa Civil, coronel Fernando Schunig, e o secretário nacional de Proteção e Defesa Civil, Alexandre Lucas Alves, visitaram, nesta terça (26) e quarta (27), três dos municípios mais atingidos pelo temporal: Japurá e Rondon, ambos no Noroeste, e Foz do Iguaçu, no Oeste.
O governo federal liberou recursos para Japurá no valor de R$ 172.750,00, para compra de outros itens de ajuda humanitária. Mais aportes deverão ser destinados às cidades, conforme o preenchimento adequado das documentações por parte dos prefeitos.
Segundo o secretário nacional, a missão, através do grupo de apoio ao desastre, vai facilitar o reconhecimento federal de situação de emergência e a liberação de recursos para as cidades afetadas. “Além do apoio a Japurá, atenderemos Indianópolis e Rondon. Há, ainda, uma equipe na região de Foz do Iguaçu, analisando os municípios do entorno. O nosso objetivo é socorrer os paranaenses com a maior brevidade possível”, disse.
Analistas da Defesa Civil Estadual também atuam para orientar e auxiliar as administrações municipais nas documentações necessárias, permitindo que o apoio chegue o mais rápido possível aos locais mais afetados.
“Estamos empenhando todos os esforços necessários para dar assistência aos paranaenses. Esse reforço do governo federal vai contribuir para dar continuidade ao atendimento das famílias de Japurá”, destacou o coronel Fernando Schunig. A comitiva estadual e federal ainda deverá visitar Ramilândia e Indianópolis, na região Oeste.
Os municípios atingidos com a tempestade foram Alto Paraíso, Alvorada do Sul, Ângulo, Assis Chateaubriand, Astorga, Barracão, Braganey, Cafeara, Cascavel, Centenário do Sul, Céu Azul, Corumbataí do Sul, Cruzeiro do Oeste, Diamante do Oeste, Farol, Flórida, Foz do Iguaçu, Francisco Alves, Goioerê, Guaraci, Guaraqueçaba, Guaratuba, Ibiporã, Iguaraçu, Inajá, Indianópolis, Itaipulândia, Itaúna do Sul, Jacarezinho, Jaguapitã, Japurá, Jardim Olinda, Lidianópolis, Londrina, Lupionópolis, Mandaguaçu, Maringá, Matelândia, Medianeira, Moreira Sales, Nossa Senhora das Graças e Nova Olímpia.
As chuvas também causaram estragos em Ourizona, Paraíso do Norte, Paranacity, Paranavaí, Pato Bragado, Pérola, Querência do Norte, Ramilândia, Rondon, Santa Cruz do Monte Castelo, Santa Helena, Santa Tereza do Oeste, Santa Terezinha de Itaipu, Santo Antônio do Paraíso, Santo Inácio, São Carlos do Ivaí, São João do Ivaí, São Jorge do Ivaí, São Jorge do Oeste, São Jorge do Patrocínio, São Miguel do Iguaçu, Terra Rica, Terra Roxa, Tupãssi, Umuarama, Vera Cruz do Oeste e Xambrê.
UNIOESTE – Parte da comitiva visitou a Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste), câmpus Foz do Iguaçu, que teve a estrutura danificada. Estiveram no local o representante nacional da Defesa Civil, Marcos Vinícius Borges, e integrantes da Defesa Civil estadual.
“Viemos para ajudar o município a montar os planos de trabalho para solicitar recurso ao governo federal, com a finalidade de restabelecer as áreas atingidas pelo granizo e vendaval”, explicou Borges.
Imbuída pelo espírito de solidariedade, a comunidade acadêmica da instituição também se mobiliza para recuperar as instalações. A partir da campanha “Todos por Foz”, são realizadas iniciativas que vão desde a distribuição de novos móveis até o conserto do telhado, muito atingido.
O reitor da Unioeste, Alexandre Webber, ressaltou que, apesar do vendaval intenso, felizmente ninguém se feriu dentro do câmpus. “O estrago foi muito grande, mas a Universidade está inteira e unida. Temos certeza que receberemos o auxílio necessário para reconstruir o mais breve possível o espaço”, afirmou.
Energia e distribuição de água estão quase normalizadas no Paraná
As equipes da Copel (Companhia de Energia do Paraná) e da Sanepar (Companhia de Saneamento do Paraná) estão mobilizadas em uma força-tarefa para garantir a normalização da energia elétrica e da distribuição de água nos municípios atendidos. Os serviços estão próximos de estar totalmente normalizados.
Pela Copel, mais de 2 mil eletricistas foram mobilizados para o enfrentamento da situação, que causou o desligamento de 1,2 milhão de unidades consumidoras. Técnicos das regiões menos atingidas somaram esforços aos trabalhadores locais de emergência, manutenção e obras.
Desde a tarde desta terça-feira (26), os técnicos da Companhia reduziram em mais 40% o número de unidades consumidoras que estavam desligadas. Já foram registrados mais de 1.600 postes quebrados em diversos municípios. Os trabalhos prosseguem para buscar a normalização dos serviços para 12 mil imóveis que continuam desligados, dos quais 9 mil estão localizados na região Noroeste do Estado.
De acordo com a Copel, este foi o mais grave evento climático já enfrentado no interior do Estado. O temporal do último fim de semana só não foi mais intenso que o ciclone-bomba ocorrido na região Leste, em junho de 2020.
Quanto à distribuição de água, a maioria das cidades que tiveram o abastecimento prejudicado por falta de energia elétrica já está com o sistema operando normalmente. Apenas em alguns municípios localizados no Oeste e Noroeste do Estado ainda é preciso utilizar caminhões-pipas e geradores de energia alugados para garantir água para a população.
No Oeste, seguem sem energia os sistemas de abastecimento dos distritos de Mato Queimado e Guaporé, em Guaraniaçu; e distrito de São Judas Tadeu, em São Pedro do Iguaçu. No município de Céu Azul voltou a energia na manhã desta quarta.
No Noroeste, continuam sem energia os distritos de Nova Jerusalém, em Umuarama; e o distrito de Santa Felicidade, no município de Tapira. Uma das unidades de produção de água da cidade de Tapira permanece sem energia; no entanto, equipes da Sanepar trabalham na recuperação do sistema e em manobras para assegurar a distribuição de água.
Por - AEN
Como forma de garantir mais segurança à população, o Governo do Paraná transformou o Departamento Penitenciário do Estado do Paraná (Depen) em Departamento de Polícia Penal (Deppen), ampliando o poder de fiscalização do grupo operacional.
A iniciativa atende à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 1/2021, de autoria do Poder Executivo, foi promulgada pela Mesa Executiva da Assembleia Legislativa nesta quarta-feira (27).
A alteração no status do setor responsável por administrar a população carcerária faz a Constituição Estadual acompanhar a legislação federal. O novo regramento nacional, promovido pela Emenda Constitucional 104/2019, estabeleceu que as questões relativas ao sistema prisional sejam de responsabilidade da Polícia Penal, que passa a ser parte integrante dos órgãos de Segurança Pública.
“Seguimos a diretriz estabelecida pela União, ampliando o poder de atuação do Departamento Penitenciário com a criação do Deppen. Agora, tudo o que for relativo à rotina nas penitenciárias, cadeias e presídios do Paraná ficará sob responsabilidade da Polícia Penal. Isso vai permitir que os policiais militares e civis, que ainda exercem às suas funções em presídios, sejam definitivamente liberados”, afirmou o governador Carlos Massa Ratinho Junior.
“A partir desta mudança, teremos mais policiais disponíveis para atender a população nas ruas e ampliar a capacidade de resolução de casos. É, também, um reconhecimento ao trabalho dos agentes penitenciários, que reivindicavam há anos essa mudança”, acrescentou.
Com a alteração na legislação, o Departamento de Polícia Penal fica responsável pelas questões relativas aos presos no Estado do Paraná, com atos de gestão, controle e segurança de unidades penais. O ingresso de novos integrantes no quadro de servidores será feito, exclusivamente, por meio de concurso público, além da migração dos atuais agentes penitenciários.
A medida não trará aumento de despesas para o Estado e vai ao encontro da retirada de presos sob a alçada da Polícia Civil, há poucos meses, estancando uma dívida histórica com outra corporação.
CONQUISTA – A proposta de criação da Polícia Penal foi elaborada pela Secretaria da Segurança Pública em conjunto com as secretarias da Administração e da Previdência e Planejamento e Projetos Estruturantes, além da Procuradoria-Geral do Estado (PGE).
“É um texto sólido e coerente, que vai ao encontro dos anseios da categoria e as necessidades da Pasta, que certamente se beneficiará com mais um Departamento de Polícia para garantir a tranquilidade aos estabelecimentos penais. Todo esse trabalho reflete diretamente na redução dos índices de criminalidade e na pronta resposta contra ilícitos. Além disso, o Deppen valoriza os profissionais desta força de segurança”, disse o secretário Romulo Marinho Soares.
“É uma conquista para o Paraná. O reconhecimento dos policiais penais engrandece toda a categoria, com enorme repercussão no meio social. O Estado passa a oferecer um tratamento especializado à pessoa privada de liberdade ao mesmo tempo em que permite que os policiais militares possam se dedicar inteiramente ao serviço prestado à população”, acrescentou o vice-diretor geral do Departamento de Polícia Penal, Luiz Francisco da Silveira.
Por - AEN
O vice-governador Darci Piana se encontrou nesta quarta-feira (27), no Palácio Iguaçu, com cônsul-geral da Alemanha em São Paulo, Thomas Schmitt. A reunião serviu para estreitar laços e buscar novos mecanismo de parcerias.
O Paraná mantém, desde 2015, um acordo de cooperação com o estado de Baden Württemberg. Entre os temas debatidos, destaque para a recuperação econômica com o avanço da vacinação contra a Covid-19; projetos climáticos e de sustentabilidade; ações culturais; e investimentos em tecnologia.
“A Alemanha é parte importante da colonização do Paraná e protagonista no desenvolvimento do Estado. Queremos buscar novas formas de acordo que sejam produtivos para os dois lados”, comentou Piana.
O vice-governador destacou que há uma série de possibilidades para investimentos, especialmente em projetos de infraestrutura coordenados pelo Governo do Estado. Citou, como exemplo, a nova concessão das rodovias estaduais e federais, com perspectiva de aporte de recursos de R$ 44 bilhões, e o projeto da Nova Ferroeste, ferrovia que vai ligar Maracaju (MS) ao Porto de Paranaguá, com custo estimado em mais de R$ 20 bilhões.
“Ambas as concessões serão na Bolsa Valores de São Paulo justamente para ser aberta a empresas de todo o mundo, inclusive da Alemanha”, disse.
Piana reforçou ainda a prioridade do Estado por aliar o desenvolvimento econômico ao desenvolvimento sustentável, com ações como o Paraná Mais Verde, que recupera áreas degradadas com a distribuição gratuita de mudas de árvores nativos, e o Energia Sustentável, que desburocratiza a construção empreendimentos que geram energia com baixa emissão de Gases de Efeito Estufa.
Schmitt explicou que o consulado geral da Alemanha quer funcionar como um catalisador de bons projetos, tendo sempre a questão ambiental como protagonista. “Vamos nos aproximar, criar mecanismos econômicos e culturais que possam aproximar ainda mais Paraná e Alemanha”, afirmou, destacando que apenas neste ano foram confirmados investimentos de R$ 300 milhões de empresas privadas da Alemanha no Estado.
Há ainda a intenção de fomentar ações culturais relacionadas à língua, cinema e gastronomia alemãs.
PRESENÇAS – Participaram da reunião o cônsul honorário da Alemanha em Curitiba, Andreas Hoffrichter; e o assessor do Escritório de Representação do Itamaraty no Paraná (Erepar), Bráulio Pupim
Por - AEN
O general João Francisco Ferreira, diretor-geral brasileiro de Itaipu Binacional, destacou nesta terça-feira (26) que os investimentos em obras, infraestrutura, meio ambiente e proteção das bacias hidrográficas que alimentam o reservatório de água de 1.350 quilômetros quadrados seguirão na pauta de prioridades da empresa nos próximos anos.
Ele também ressaltou a maior parceria da história com o Governo do Estado e investimentos que ultrapassam R$ 1,5 bilhão em ações com o Executivo e a Sanepar no Oeste e Noroeste do Paraná.
“O planejamento de investimento na nossa área de influência chega a R$ 2,5 bilhões (R$ 1 bilhão nas obras de modernização do sistema de Corrente Contínua de Alta Tensão de Furnas e R$ 1,5 bilhão em infraestrutura). O general Joaquim Silva e Luna firmou vários convênios de obras há muito aguardadas e estamos prosseguindo do ponto que estava quando cheguei, olhando para a execução desses contratos. São ações importantes para o Estado e para Itaipu Binacional em diversas áreas, uma parceria institucional que fortalece o Paraná”, disse Ferreira.
Segundo ele, esse pacote é parte da missão institucional da empresa na área de influência dos rios que desaguam no Lago de Itaipu e tem como meta o desenvolvimento regional, mas também é dirigida à preservação da vida útil do reservatório e contenção do assoreamento com uso inadequado do solo, o que prejudica a produtividade da transformação de uma queda de 100 metros de altura de água em energia elétrica para o Brasil e o Paraguai.
As afirmações foram feitas em um bate-papo do diretor-geral brasileiro com jornalistas de diversos sites especializados do setor elétrico e grandes veículos nacionais. A conversa teve como mote a renovação do Anexo C do Tratado de Itaipu, espécie de constituição que rege o acordo diplomático entre os dois países, o que pode indicar novos parâmetros para a geração e comercialização de energia, além dos reflexos da crise hídrica sobre Sul e Sudeste, o que vai limitar a produção da empresa a 68 milhões de megawatts/hora em 2021, uma vez que o Operador Nacional do Sistema (ONS) tem buscado mais das termelétricas.
INVESTIMENTOS – Os investimentos em andamento no Paraná, disse Ferreira, envolvem obras em Foz do Iguaçu, onde fica a usina hidrelétrica, e em outras áreas da região, compreendida por 55 municípios paranaenses e um sul-mato-grossense. Os aportes financeiros têm como foco o desenvolvimento econômico e social da região, realidade espelhada na margem paraguaia, e os esforços para a criação de um corredor bioceânico multimodal conectando o Atlântico ao Pacífico, facilitando a integração da América do Sul.
Ele citou quatro intervenções em Foz do Iguaçu, todas com apoio do Estado: a ampliação da pista do Aeroporto Internacional Cataratas, transformando-a na maior do Sul; a Ponte da Integração Brasil-Paraguai, que já alcançou 71% de execução e deve ficar pronta em setembro de 2022; a perimetral leste, nova rodovia que vai da cabeceira da ponte até a BR-277; e a duplicação da Rodovia das Cataratas, que deve ter obras iniciadas em 2023.
Também apresentou detalhes das obras em execução nas demais regiões do Estado, como a duplicação da BR-277 e do Contorno Oeste, em Cascavel, a pavimentação da Estrada Boiadeira, entre Icaraíma e Umuarama, a nova sede do Batalhão de Fronteira em Guaíra, a Delegacia da Mulher e do Instituto de Identificação em Foz do Iguaçu e investimentos de mais de R$ 84 milhões em saneamento ambiental em 12 municípios.
“A relação com o Governo do Estado é muito profissional e transparente. A ideia é construir em parceria. Além disso, temos uma proximidade direta com os municípios para além dos royalties de exploração. Nossa área de influência é medida nas bacias hidrográficas que levam água ao reservatório. Fazemos a gestão de evitar qualquer agressão ao meio ambiente que produza resíduos. Água limpa é essencial para a produtividade da empresa ser preservada. Ou seja, esse trabalho no entorno está ligado com a produção de energia”, disse o diretor-geral brasileiro.
O general Luiz Felipe Carbonell, diretor de Coordenação de Itaipu Binacional, reforçou que os investimentos no Paraná constam no escopo do Tratado, que disciplina as relações da empresa nos dois países. “A Itaipu tem a missão de investir na sua região, na chamada bacia de contribuição. Temos duas grandes áreas complementares: a de engenharia civil, ampliando as possibilidades de crescimento do País, e o cuidado ambiental. Ambas têm a diretriz de apoiar a vitalidade do nosso lago e nosso relacionamento com a sociedade”, disse.
Segundo Carbonell, a verve ambiental envolve um trabalho estimado em US$ 30 milhões por ano. Ele citou entre as ações a consolidação da faixa de proteção do lago com 250 metros de largura (média), o plantio de 24 milhões de mudas de árvores, o sequestro de três mil toneladas de carbono por ano (30 vezes mais do que a emissão), a implementação orgânica dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), trabalho reconhecido internacionalmente pela ONU, além de educação ambiental com pescadores, indígenas e agricultores, análise de sedimentos, monitoramento da qualidade água, e incentivo ao saneamento.
OUTROS PONTOS – Também foram abordados diversos outros aspectos do planejamento da Itaipu Binacional para os próximos anos, como a programação de redução da tarifa de energia elétrica, as negociações do Anexo C do Tratado a partir de 2023, investimentos em novas fontes de energia, o plano de atualização tecnológica, reflexos da crise hídrica sobre a produção diária e o fim da dívida da construção da barragem.
Sobre Anexo, o diretor-geral brasileiro disse que a empresa está preparada para qualquer cenário, inclusive o de livre comércio de energia (hoje inviável), que é um dos avanços do setor nos últimos anos, e a produção a partir de fontes alternativas, como solar (o atual acordo também limita a geração a partir de recursos hídricos). A Itaipu produz cerca de 11% da energia brasileira e quase 90% da paraguaia.
“A revisão será feita a partir de 2023. Evidentemente os dois países já estão debruçados nesse assunto, mas existem muitas questões em aberto. E há interesses divergentes. Os negociadores são o Ministério de Relações Exteriores e o Ministério de Minas e Energia. A Itaipu Binacional integra um grupo de trabalho para dar suporte nas questões técnicas. Estamos construindo cenários para várias possibilidades, estaremos preparados para um novo ciclo”, disse Ferreira.
Ele também comemorou o fim da dívida da construção da usina, iniciada em 1975 e concluída efetivamente em 2007 com as duas últimas das 20 unidades geradores. “Neste ano estamos realizando um pagamento de US$ 600 milhões da dívida de Itaipu e ao longo de 2022 ela será praticamente zerada, com aporte de mais US$ 1,4 bilhão. A tarifa vai baixar em 2022 e em 2023 a tendência natural é baixar ainda mais”, complementou.
Hoje a tarifa-base é US$ 22,6 por quilowatt. Esse é o preço de venda para a Eletrobras e a Ande (estatal de energia paraguaia). Segundo projeções apresentadas, a expectativa é de cair US$ 4 no ano que vem e chegar a US$ 10 em 2023, menos da metade da atual.
Ferreira ainda apresentou detalhes do plano de atualização tecnológica de Itaipu Binacional, que está em fase de homologação, restando a finalização do processo do consórcio entre as empresas brasileiras e paraguaias vencedoras da licitação. O investimento para a troca de dispositivos de controle e comando vai ultrapassar US$ 500 milhões até 2034. “Será a modernização mais abrangente da nossa história. Permitirá que os controles sejam todos digitalizados, permitindo mais rapidez, eficiência e economia”, disse.
O diretor-geral brasileiro também fez um balanço da produtividade, que é referência em uma usina hidrelétrica no mundo. Esse componente mede a relação entre volume de água que passa na turbina e a quantidade de energia elétrica gerada. O parâmetro é da passagem de um metro cúbico de água por um segundo. "A usina que consegue fazer 1 por 1, 1 megawatt por 1 metro cúbico de água, tem um bom resultado. Itaipu gera 1,1 por 1”, disse Ferreira. "Temos dois fatores para isso: a equipe técnica e a qualidade do controle de água. Por isso os investimentos no Lago de Itaipu e nos municípios”.
Ele também disse que a crise hídrica e a formatação atual da produção de energia (preservação das hidrelétricas, que estão com nível médio de 24% de água nos reservatórios, e uso de termoelétricas) resultam em menos produção. Diante desse quadro, a estimativa é produzir 68 milhões de megawatts/hora em 2021, 65% ao melhor ano da história (2016), com mais de 100 milhões megawatts/hora. No ano passado foram 75 milhões megawatts/hora. No mundo só Itaipu Binacional e Três Gargantas (China) ultrapassam 50 milhões megawatts/hora ao ano.
REFÚGIO AMBIENTAL – Os diretores da Itaipu também apresentaram o conceito de Reserva da Biosfera da Mata Atlântica, área de mais de 100 mil hectares na região da usina que ganhou o maior status de proteção ambiental global, reconhecido pela Unesco. Atualmente, existem 12 reservas transnacionais no mundo. É o espaço que conjuga o Refúgio Bela Vista e o controle de fauna e flora da área de influência da empresa.
Esse é um dos programas que serão apresentados pela empresa na COP 26, em novembro, como referência em sustentabilidade para o mundo. Itaipu também é parceira do Governo do Estado no comitê público-privado ESG, lançado oficialmente na segunda-feira (25), que pretende ampliar ações de sustentabilidade para outras empresas e acelerar a implementação de uma agenda mais verde no Paraná.
Por - AEN












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