Política arrojada e planejamento geram resultados no esporte do Paraná, diz Helio Wirbiski

Helio Wirbiski não esconde a emoção quando fala da delegação que vai representar o Paraná nos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Tóquio 2020. Com 35 nomes, o Estado quebrou a marca da Rio-2016 e alcançou o recorde de classificados, entre atletas e treinadores. O desempenho, diz o superintendente estadual de Esporte, tem de ser comemorado porque é fruto de uma política arrojada do governador Carlos Massa Ratinho Junior para o setor.

 

A prioridade dada ao programa Geração Olímpica, que apoia ateltas e treinadores com concessão de bolsas financeiras, permitiu que os esportistas se concentrassem nos treinamentos. Foco exclusivo que desencadeou passaportes carimbados para o maior evento de esportes do planeta. “Não tem como não se emocionar com o feito desse pessoal. É a dedicação de uma vida inteira”, destaca, entregando na voz embargada o contentamento.

 

Wirbiski está voltando a se concentrar exclusivamente no esporte. Por alguns meses, dividiu a função com a coordenação de uma das equipes paranaenses criadas para ajudar no combate à Covid-19 no Estado, atendendo a um chamado do governador. Colaborou com a finalização, em tempo recorde, de três hospitais – Telêmaco Borba, Guarapuava e Ivaiporã.

 

Agora, começa a destravar a gaveta de projetos do esporte. Com o avanço da vacinação e o indicativo de arrefecimento da pandemia, mira a retomada das competições esportivas em todo o Paraná. A intenção, se nenhuma reviravolta atrapalhar os planos, é voltar com os Jogos de Aventura e Natureza ainda neste ano, em novembro. Com novidades, entre elas, uma competição para idosos. A competição foi criada pelo governador Carlos Massa Ratinho Junior em 2019 para fomentar o esporte, o turismo e a economia de todas as regiões do Paraná.

 

Paralelamente, segue em tratativas avançadas para finalizar o projeto de revitalização do Ginásio do Tarumã, em Curitiba. O local, um ícone do esporte paranaense, será transformado em uma arena multiuso para 12 esportes. “Vamos instalar uma pista de skate no terreno para que a população possa ocupar o local”, diz.

 

Wirbiski também enfatizou a importância do Programa de Fomento e Incentivo ao Esporte, o Proesporte, do Governo do Paraná. Nesta edição, lançada no segundo semestre de 2020, o Governo do Estado destinou R$ 9 milhões em renúncia fiscal para os projetos inscritos neste edital, nas áreas Excelência Esportiva, Formação Esportiva, e Esporte Para a Vida Toda e Readaptação.

 

Assuntos e ações que ele destrincha nesta entrevista.

 

Era visível a sua emoção no dia da apresentação da delegação paranaense que vai disputar os Jogos de Tóquio 2020. Sentimento de dever cumprido?

 

É um orgulho, me emociono mesmo. Obtivemos um resultado muito bom graças a programas como o Geração Olímpica e o Proesporte. Somados foram quase R$ 30 milhões investidos. Para a realidade do esporte, é muito dinheiro. O planejamento deu muito resultado.

 

E ajudou a transformar o Geração Olímpica em referência para o País.

 

Exatamente. É o maior do País, tanto que tem sido copiado por outros estados. Um programa que trabalha com a meritocracia como base. Quem participa é porque tem resultados, tem ranking ou é uma revelação esportiva. Cuidamos muito para que não tenha influência externa de nenhum lugar. As pessoas que estão no Geração Olímpica são os melhores do Paraná, e um exemplo para o País.

 

Mas há também um viés que vai além do alto rendimento, certo?

 

Não é só alto rendimento imenso. Estamos cuidando também da capacitação, para que esse atleta saiba fazer projetos com foco em ajudar a cuidar da base. É assim que vamos renovar nossos quadros e ter mais atletas em Olimpíadas, por exemplo.

 

Que avaliação o senhor faz do impacto do Proesporte para o setor?

 

É um grande projeto de incentivo e fomento do esporte paranaense. Abrimos três editais durante a gestão do governador Carlos Massa Ratinho Junior, o que permitiu injetar em torno de R$ 25 milhões no esporte paranaense. Criamos uma carteira com bons projetos, sempre tendo a meritocracia como fator determinante. Pelo programa, devemos atender mais de 400 projetos pelo Paraná todo, permitindo que milhares de crianças sejam encaminhadas pelo esporte. O esporte educa, o esporte é saúde e é uma grande ferramenta de inclusão social.

 

O Estado fechou recentemente convênio com diferentes instituições na área esportiva. De que maneira elas vão ajudar a fazer com que o esporte seja cada vez mais praticado no Paraná?

 

Por exemplo, o Paraná não tinha um diagnóstico completo de equipamentos, recursos humanos e vocações para o esporte. Fizemos parceria com a Universidade Federal do Paraná (UFPR) para realizar esse estudo. Isso vai nos permitir programar políticas públicas. Isso, tenho certeza, vai deixar um legado para as próximas gerações.

 

Há também um convênio na área do paradesporto?

 

Sim, com o Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB). Isso vai nos permitir dar formação a professores de todos os municípios do Paraná para que saibam fazer a inclusão dos paratletas. Porque não adianta termos equipamentos os professores não sabem como lidar ou atrair as pessoas para o esporte.

 

O esporte foi uma das áreas mais afetadas pela pandemia da Covid-19. Se viu obrigado a paralisar as competições e praticamente ficar parado. Como foi lidar com esse longo hiato de mais de um ano?

 

Aproveitamos esse tempo parado para replanejar e reorganizar as estruturas esportivas do Estado. Sem as competições, conseguimos economizar um pouco, o que nos permitiu recuperar todos os aparelhos e equipamentos do esporte do Paraná.

 

Há previsão para a retomada das competições?

 

Estamos prontos para a retomada. Teremos novamente os Jogos de Aventura e Natureza, os Jogos dos Idosos e também competições de lazer e formação em todo o Paraná.

 

O que seriam esses Jogos dos Idosos?

 

O máster é uma novidade no nosso calendário. Como as pessoas acima de 50 anos estão todas vacinadas, vamos realizar uma competição para essa faixa etária. Será em outubro, no Litoral, antes dos Jogos de Aventura de Natureza, com a previsão de termos inscritos até dois mil atletas veteranos. Teremos também o retorno dos campeonatos entre municípios para a juventude.

 

A primeira edição dos Jogos de Aventura e Natureza, ainda em 2019, antes da pandemia foi um sucesso. A competição então está garantida nesse novo calendário?

 

Está. Será em novembro no Litoral, antes da Operação Verão, que sempre começa em dezembro.

 

Uma ótima notícia também para ajudar a impulsionar outro setor, o do turismo, que foi bastante prejudicado pela pandemia.

 

Claro, o esporte atuará como indutor do turismo e da economia. Atraímos para cada região até 5 mil atletas durante as competições. Isso significa hospedagem, alimentação, dinheiro circulando na economia. Ou seja, o turismo vai ganhar muito também.

 

 

Que tipo de recuperação de aparelhos e equipamentos foi feita pela superintendência durante esse período de recesso forçado?

 

Ajustamos diversos equipamentos. Teremos novas pistas de atletismo em Campo Mourão e Foz do Iguaçu, por exemplo. Abrimos também o Centro de Atletismo, em Cascavel, uma estrutura espetacular, que ajuda e muito no contraturno escolar.

 

O Ginásio do Tarumã, em Curitiba, é um ícone do esporte paranaense, carrega uma história incrível. Há algum projeto para ele?

 

O Ginásio do Tarumã vai ser reformado totalmente. Vai virar uma arena esportiva digna para receber diversas modalidades, junto com a maior pista de skate do Paraná. Uma área integrada. Neste momento ele foi transformado em um centro de logística da saúde, colaborando com o combate à pandemia da Covid-19. Está lotado de materiais.

 

Pode dar mais detalhes dessa revitalização?

 

Já apresentamos o projeto ao governador Ratinho Junior e temos o dinheiro em caixa. Vamos abrir uma arena capaz de receber até 12 modalidades diferentes. Será em parceria com a prefeitura de Curitiba, uma gestão compartilhada que visa deixar à disposição da população de Curitiba e do Paraná um complexo moderno, estruturado e preparado para a formação das crianças. Com muito planejamento, estamos resgatando o esporte do Paraná.

 

Em que fase está o projeto? Já sabe o montante que será investido pelo Estado?

 

São R$ 8 milhões. Estamos na fase de encaminhamento de projeto, licitação. Se tudo der certo, no ano que vem teremos um novo Ginásio do Tarumã no Paraná. (Com AEN)

 

 

 

Paraná recebe 173,1 mil doses contra a Covid-19, todas para população em geral

Mais um lote com vacinas contra Covid-19 desembarcou no Paraná na tarde desta quinta-feira (8). A remessa, parte do 30º lote de distribuição do governo federal, possui 173.160 doses do imunizante produzido pela Pfizer/BioNTech e será utilizada para o avanço da vacinação da população em geral por faixa etária.

 

Na madruga desta sexta-feira (9) está prevista, ainda, a chegada de mais 47.800 doses da CoronaVac, da parceria Butantan/Sinovac, que também será utilizada para a imunização da população geral e para D2 por causa do prazo de aplicação (três semanas).

 

A Secretaria de Estado da Saúde está avaliando o quantitativo que será distribuído para os 399 municípios, de acordo com o novo critério. Após a análise será realizada a distribuição de forma equitativa para as 22 Regionais de Saúde, provavelmente já a partir desta sexta-feira (9).

 

“A vacinação está avançando no Estado e já começamos a ver os números de internações diminuindo. É importante que a população esteja atenta ao chamamento de seu município e não deixe de se imunizar, seguindo também os protocolos de segurança, como higienização das mãos, distanciamento social e uso de máscara”, alertou o secretário de Saúde, Beto Preto.

 

A meta estabelecida pela Secretaria estadual de Saúde é de aplicar a primeira dose ou dose única em 80% da população-alvo até agosto, e 100% até setembro.

 

VACINÔMETRO – Os municípios paranaenses já aplicaram 6.208.629 vacinas contra a Covid-19. São 4.728.395 primeiras doses, 1.372.515 segundas doses e 109.646 doses únicas (Janssen). O Paraná é o sexto que mais aplicou vacinas e tem eficácia de 85% de aplicação (entre doses distribuídas e aplicadas). (Com AEN)

 

 

 

Agências internacionais elevam classificação e reconhecem avanços da Sanepar

O perfil econômico da Sanepar, o desempenho na prestação de serviços, com adequação de contratos e cumprimento de metas são alguns fatores que tornam a empresa bastante atrativa para investidores.

 

Nesta quarta-feira (7), a Fitch Ratings elevou o Rating Nacional de Longo Prazo da Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) e de suas emissões de debêntures quirografárias de AA(bra) para ‘AAA(bra)’. O anúncio da Fitch ocorreu praticamente uma semana depois da agência de classificação de risco Moodys anunciar a mesma decisão, elevando o rating corporativo ao nível ‘AAA(br).

 

Há quase duas décadas a Sanepar trabalha para obter esse upgrade, que vai facilitar o acesso da companhia à operações de crédito e emissão de debêntures, melhorando a capacidade de investimentos e avanços em seus indicadores.

 

Rating é a classificação de uma instituição conforme o risco que ela representa para o mercado quanto a sua capacidade de honrar as dívidas assumidas por ela. Ou seja, o rating indica o seu nível de risco. Essa avaliação é complexa e leva em consideração diversas variáveis para determinar uma nota. Quanto maior a nota, mais segura é a empresa.

 

A Fitch e a Moodys estão entre as três maiores agências de classificação de risco de crédito do mundo, ao lado da Standard & Poor's.

 

PREVISIBILIDADE E LIQUIDEZ – Conforme divulgação da Fitch Ratings, a elevação dos ratings reflete a força e a previsibilidade da geração de caixa da Sanepar, testada ao longo de 2020, diante de um cenário operacional desafiador, combinadas à expectativa de manutenção de reduzida alavancagem financeira e robusta liquidez, mesmo com uma programação de maiores investimentos previstos nos próximos anos.

 

Os ratings da Sanepar consideram os sólidos fundamentos do saneamento básico no Brasil. A análise levou em conta, ainda, que a empresa está preparada para enfrentar o novo ambiente regulatório. No momento, o risco político inerente ao seu controle público não exerce pressão negativa na classificação.

 

As agências de classificação avaliam que o perfil de negócios da Sanepar é fortalecido pela sua diversificada base de clientes e pelos contratos de programa/concessão para a prestação dos serviços de saneamento básico na maioria dos municípios do Paraná.

 

Atualmente, a empresa atende 345 municípios no Paraná, além de Porto União em Santa Catarina. Os serviços da Sanepar estão avaliados como os melhores indicadores de saneamento do País. Em toda sua base, o abastecimento com água atende 100% da população urbana e o índice de coleta de esgoto tem média de 77%, sendo que 100% é tratado.

 

No ranking da Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental (Abes), divulgado recentemente, a empresa lidera entre os estados do Sul. O mais importante levantamento técnico do setor de saneamento aponta 176 municípios atendidos pela companhia com boa performance em quatro categorias do estudo. (Com AEN)

 

 

 

Indústria paranaense avança 20% nos primeiros cinco meses do ano

A produção industrial paranaense teve crescimento de 20% entre janeiro e maio de 2021, na comparação com os primeiros cinco meses do ano passado, o quinto melhor resultado do País. É o que mostra a Pesquisa Industrial Mensal, divulgada nesta quinta-feira (8) pelo Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE). No Brasil, a média de crescimento no período foi de 13,1%.

 

Com relação a maio de 2020, a atividade industrial avançou 23,7% no Estado, próximo à média nacional, de 24%. No acumulado dos últimos 12 meses, a expansão foi de 8,5%, superior ao crescimento no País, de 4,9% no período. Houve uma pequena retração na produção paranaense no mês de maio na comparação com abril, com queda de 1,4% – no Brasil, o crescimento de um mês a outro foi de 1,4%.

 

Para o governador Carlos Massa Ratinho Junior, vários índices econômicos demonstram que o Paraná está superando os períodos mais críticos das restrições da pandemia da Covid-19, que impactou diversos setores. O crescimento acumulado em relação a 2020, destacou, mostra capacidade de adaptação rápida ao momento mais desafiador da história.

 

“O Estado tem uma indústria forte e diversificada, que está contribuindo para o Estado superar a crise causada pela pandemia”, disse. “E a expansão da indústria impacta em todos os setores, puxa a geração de empregos e ajuda a desenvolver as cidades”.

 

O governador também destacou a geração de novos empreendimentos. “Desde 2019, o Paraná atraiu cerca de R$ 45 bilhões em investimentos privados, que estão ajudando a transformar a realidade de todas as regiões. Com um ambiente propício para atrair novidades, mão de obra qualificada e uma logística de qualidade, a tendência é que esses números cresçam cada vez mais”, acrescentou.

 

SETORES – De janeiro a maio, 11 dos 13 segmentos analisados pelo IBGE no Paraná tiveram aumento na produção, com a liderança das fábricas de máquinas e equipamentos, que cresceu 83,4%. O setor também puxou a expansão da indústria em maio deste ano, na comparação com o mesmo mês de 2020, com salto de 119,8%.

 

Liderando a produção nacional, a indústria de produtos de madeira foi outra que se destacou em cada um dos recortes, com aumento de 107,4% em maio deste ano ante maio de 2020, de 58,9% no acumulado do ano e de 33,5% nos últimos 12 meses – melhor resultado para o período entre os setores analisados no Estado.

 

No acumulado do ano, também ampliaram a produção as indústrias de veículos automotores, reboques e carrocerias (53,7%); fabricação de produtos de metal, exceto máquinas e equipamentos (41%); fabricação de móveis (35,7%); fabricação de produtos de minerais não metálicos (32,3%); de máquinas, aparelhos e materiais elétricos (28,1%); de produtos de borracha e de material não plástico (17,3%); de bebidas (16,5%); de outros produtos químicos (13,4%); e fabricação de coque, de produtos derivados do petróleo e de biocombustíveis (5,7%).

 

Dois segmentos reduziram a produção no período: fabricação de celulose, papel e produtos de papel (-5,9%) e de produtos alimentícios (-6,2%).

 

Na produção de maio deste ano, comparado ao mesmo mês do ano passado, apresentaram crescimento as indústrias de veículos automotores, reboques e carrocerias (119,6%); fabricação de móveis (44,6%); de máquinas, aparelhos e materiais elétricos (42,3%); de produtos de metal, exceto máquinas e equipamentos (36,8%); de bebidas (30,1%); de produtos minerais não metálicos (29%); de outros produtos químicos (9,8%); de produtos de borracha e de material não plástico (3,8%).

 

Houve queda, no período, na fabricação de celulose, papel e produtos de papel (-2,7%); de produtos alimentícios (-7,3%) e de coque, de produtos derivados do petróleo e de biocombustíveis (-10,3%).

 

Já no acumulado dos últimos 12 meses, expandiram a produção as indústrias de fabricação de produtos de metal, exceto máquinas e equipamentos (33,3%); de móveis (25,8%); de produtos minerais não metálicos (23,5%); de máquinas, aparelhos e materiais elétricos (21,9%); bebidas (17%); de produtos de borracha e de material não plástico (12,8%); de coque, de produtos derivados do petróleo e de biocombustíveis (6,2%); produtos alimentícios (3,6%).

 

A retração aconteceu na fabricação de outros produtos químicos (-1%); de celulose, papel e produtos de papel (-4,5%); e de veículos automotores, reboques e carrocerias (-5,8%).

 

NACIONAL – No crescimento acumulado da produção industrial nacional, 12 dos 15 locais pesquisados mostraram taxas positivas. As maiores, além do Paraná, foram em Amazonas, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Ceará. (Com AEN)

 

 

 

Paraná supera europeus e inicia nova parceria com OCDE para desenvolvimento sustentável

O Estado do Paraná é a primeira região do mundo a participar de uma nova fase do programa de aceleração do desenvolvimento sustentável promovido pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). O projeto “Abordagem Territorial dos ODS” tem como objetivo otimizar a aplicação dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) das Organização das Nações Unidas (ONU) em diferentes localidades.

 

A OCDE é uma organização internacional composta por países-membros que se empenham em promover um padrão para o desenvolvimento das áreas econômicas, comerciais, sociais e ambientais.

 

O programa foi iniciado há dois anos com uma análise de diferentes indicadores sobre o Estado, e resultou em um relatório que abrange os principais resultados, destacando pontos altos e desafios a serem cumpridos. Esse documento foi apresentado nesta quinta-feira (8) pela OCDE a diversos membros do Governo do Estado, representando secretarias e autarquias que integram os esforços em prol dos ODS.

 

“É motivo de muita alegria a OCDE publicar um relatório que coloca o Paraná como exemplo de desenvolvimento sustentável para o mundo. Somos o único estado que tem conseguido implantar políticas públicas desenvolvidas pelos países desenvolvidos. Muitos dos índices da OCDE mostram o Paraná, inclusive, à frente. Essa é uma demonstração de que estamos no caminho de busca pela qualidade de vida, pelo desenvolvimento econômico, social e ambiental. Isso nos deixa muito orgulhosos”, afirmou o governador Carlos Massa Ratinho Junior.

 

Ele também é presidente do Conselho Estadual de Desenvolvimento Econômico e Social do Paraná (Cedes), órgão responsável pela implementação dos ODS no Estado.

 

O estudo mostra que o Paraná é destaque principalmente nas áreas de qualidade do ar, preservação da água, proteção costeira e energia renovável. Neste caso, por exemplo, o indicador paranaense é muito superior a outros países: enquanto 94% da energia consumida no Paraná vem de fontes renováveis, os membros da OCDE têm média de 41%. Já entre os desafios relatados pelo estudo, estão indicadores de saúde, educação e segurança.

 

SEGUNDA FASE – Além do Paraná, outras oito regiões do mundo integram o programa. No entanto, o Estado é o primeiro a avançar para a próxima etapa, e com isso estende a parceria estratégica com a OCDE para evoluir nos desafios ao longo dos próximos dois anos.

 

A primeira fase também durou dois anos e concentrou um diagnóstico do Paraná, comparando indicadores locais aos do Brasil e dos países-membros da organização. Já a segunda cria uma cooperação técnica entre a OCDE e o Cedes para auxiliar o Estado a cumprir as recomendações feitas pelo relatório.

 

A vice-presidente do Cedes, Keli Guimarães, explica que um dos objetivos deste momento será estabelecer um impacto concreto nos municípios, levando a conscientização sobre o desenvolvimento sustentável direto para o cidadão.

 

“Somos os primeiros do mundo a aderir à segunda fase do programa. Esperamos que o Estado possa levar aos municípios o que são os ODS e como eles podem se organizar para trabalhar em prol da comunidade. Queremos melhorar as políticas públicas de cada secretaria e aumentar o engajamento com os prefeitos. Nossa expectativa é solidificar o trabalho principalmente nas áreas que precisam ser melhoradas”, afirmou Guimarães.

 

Entre as recomendações da OCDE para a segunda fase estão aperfeiçoar estatísticas que medem o progresso dos ODS e fortalecer a articulação com prefeituras para ações mais focadas segundo o contexto de cada município.

 

ABORDAGEM TERRITORIAL – Além do Paraná, as outras oito regiões participantes da primeira fase do programa da OCDE são: Bonn (cidade da Alemanha), Córdoba (província da Argentina), Flandres (região da Bélgica), Kitakyushu (cidade do Japão), Kópavogur (cidade da Islândia), Moscou (capital da Rússia), região do sul da Dinamarca e Viken (condado da Noruega).

 

EVENTO – Além da apresentação da OCDE ao governo, a organização também promoveu um evento virtual para apresentar o relatório sobre o Paraná para diversas organizações internacionais. O encontro foi realizado pela OCDE e pelo Governo do Estado, além do Instituto das Nações Unidas para Treinamento e Pesquisa (UNITAR) e da Organização Mundial da Família (OMF).

 

“Os resultados do Paraná mostram que a busca pela aplicação dos ODS não é apenas possível como está acontecendo. A estratégia desta região tem valores como efetividade, resiliência e inclusão na construção de uma estratégia de como os ODS podem ser internalizados e aplicados de forma local”, declarou Nikhil Seth, secretário-geral adjunto da ONU e diretor executivo da UNITAR.

 

"O Paraná está estabelecendo um novo exemplo para o mundo, abrindo caminho como um modelo a ser espelhado por outros", acrescentou. (Com AEN)

 

 

 

Portos do Paraná tiveram melhor semestre da história em movimentação de cargas

Os portos do Paraná alcançaram o melhor semestre da história, com 29.081.691 toneladas de cargas movimentadas. O volume de produtos importados e exportados entre janeiro e junho de 2021 foi 3% maior que o registrado no mesmo período de 2020, que era recorde histórico até então, com 28.177.335 toneladas nos primeiros seis meses.

 

Os valores gerados com as transações também cresceram. Segundo o Ministério da Economia, as exportações via portos de Paranaguá e Antonina geraram receita de US$ 9,6 bilhões, alta de 11% na comparação com os mesmos seis meses do ano passado (US$ 8,6 bi). Nas importações, o crescimento em valor foi de 35%, chegando a US$ 7,5 bilhões (em 2020 foram US$ 5,5 bi).

 

Para o secretário de Estado da Infraestrutura e Logística, Sandro Alex, a movimentação alcançada no primeiro semestre aproxima os portos do Paraná de um novo recorde histórico anual. “A atividade portuária depende de muitos fatores externos, como clima, a colheita da safra, o mercado internacional, mas nossa previsão é ultrapassar as 58 milhões de toneladas movimentadas até dezembro de 2020”, disse.

 


Os números do primeiro semestre de 2021 já ultrapassam em quase 10 milhões de toneladas a movimentação registrada há 10 anos, no acumulado de janeiro a junho de 2011. Segundo o diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia, o ritmo de crescimento está acelerado.

 

“Se mantivermos esse padrão, a projeção do Plano Nacional de Logística Portuário, de movimentar 60 milhões de toneladas via Paranaguá e Antonina, será alcançada muito antes de 2030”, avaliou. Em todo o ano passado, 57.338.001 toneladas de produtos passaram pelos terminais paranaenses.

 

“Em 2021, o crescimento segue impulsionado, principalmente, pelas altas nos segmentos de carga geral e granéis líquidos. Porém, com destaques de altas significativas também entre os granéis sólidos, nosso carro-chefe”, completou o presidente.

 

DESTAQUES – Tanto o segmento de carga geral, quanto de granéis líquidos registraram alta de 12% no primeiro semestre. De carga geral, foram 6.585.462 toneladas movimentadas, nos dois sentidos de comércio, neste ano. Em 2020, foram 5.879.139 toneladas.

 

Um destaque foi a movimentação dos veículos, que registrou alta de 34% no geral. Foram 46.532 unidades de importação e exportação. No ano passado, no período, foram 34.727 unidades.

 

De contêineres, neste ano, 460.925 TEUs (unidades específicas equivalentes a 20 pés) foram transportados. As importações superaram as exportações e apresentaram maior crescimento. Foram 239.429 TEUs importados (alta de 4% no comparativo com 2020) e 221.499 exportados (aumento de 2%).

 

Ainda no segmento de carga geral, as exportações de celulose também ficaram em evidência, com incremento de 3% na comparação entre as 349.916 toneladas exportadas nesse primeiro semestre e as 338.966 toneladas do mesmo período de 2020.

 

O açúcar em saca foi destaque no Porto de Antonina: alta de 761%. Foram 133.925 toneladas, neste ano, e 15.548 toneladas no ano passado. Em Paranaguá, o volume de exportação totalizou 263.069 toneladas em 2021.

 

LÍQUIDOS – A movimentação de granéis líquidos somou 4.058.618 toneladas de janeiro a junho. O desempenho foi puxado, principalmente, pelas importações, com destaque para as movimentações de metanol (500.068 toneladas e alta de 14% no semestre) e de óleos vegetais (179.564 toneladas e alta de 583%).

 

SÓLIDOS – Os granéis sólidos responderam por quase 64% de todas as movimentações dos primeiros seis meses do ano. Foram 18.437.611 toneladas importadas e exportadas. O segmento, no geral, apresentou queda de 1% em relação às 18.681.401 toneladas movimentadas no mesmo período de 2020.

 

“Enquanto o farelo registrou queda de 9% e a soja em grão queda de 17% na comparação com as movimentações históricas de 2020, o milho e o açúcar registram altas expressivas na exportação. Na importação, os fertilizantes se destacam, com alta de 16%”, comentou Garcia.

 

De milho, foram 591.538 toneladas exportadas neste ano, 99% a mais que as 297.802 toneladas embarcadas no mesmo período em 2020. De açúcar a granel, 1.593.532 toneladas exportadas no último semestre, 32% a mais que as 1.203.094 toneladas registradas no ano passado.

 

Ferroeste tem crescimento de 13% na movimentação de contêineres
A soja continua como principal produto movimentado nos portos paranaenses, com 7.693.339 toneladas exportadas em 2021.

 

MENSAL – Especificamente em junho, na movimentação geral, os Portos de Paranaguá e Antonina registraram 4.738.815 toneladas de produtos. O mês teve desempenho 8% maior que junho de 2020. (Com AEN)

 

 

 

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