Onças matam 172 flamingos no Parque das Aves, em Foz do Iguaçu

Duas onças pintadas mataram 172 dos 176 flamingos do Parque das Aves, em Foz do Iguaçu, na madrugada desta terça-feira (9), segundo a administração.

Por volta da meia-noite, os dois predadores (a mãe e o filhote) pularam a cerca e invadiram o recinto dos flamingos chilenos e africanos. Apenas quatro aves sobreviveram ao ataque.

O Parque das Aves informou que permanecerá fechado para visitação até sexta-feira (12).

Os flamingos chegaram ao parque em 1995, quando as aves foram resgatadas no Chile. Em 2001, nasceram os primeiros filhotes.

Segundo a administração do parque, foram anos de trabalho de conservação prejudicados pelo ataque das onças.

Os flamingos são um dos principais atrativos do Parque das Aves. O nascimento deles em setembro de 2020 trouxe momentos de celebração à vida. Em 2019, as aves ganharam destaque depois de serem estimuladas a passear e tomar banho pelo local (veja imagens mais abaixo).

O parque é monitorado por câmeras de segurança, que flagraram o momento do ataque das onças. A administração não divulgará as imagens.

 

 

 

Por - G1

 

Com apoio estratégico do Estado, sistema que integra lavoura e pecuária traz benefícios aos produtores

Pouco tempo atrás, o produtor Lairton Berti Garcia, de Moreira Sales, no Centro-Oeste, enfrentava sérias dificuldades para manter seu rebanho alimentado durante o inverno. Com pasto nativo e solo arenoso, a oferta de alimento para os animais sempre foi pequena nesse período.

Como ele trabalha com a criação de bezerros, frequentemente era obrigado a vender animais. O que salvou Garcia foi uma tecnologia que vem sendo disseminada em todo o Estado pelos servidores do IDR-Paraná (Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná): a Integração Lavoura-Pecuária (ILP). Há quatro anos a prática foi implantada na propriedade e hoje sobra pasto e a produtividade das lavouras também aumentou.

A área de Garcia tem 76 hectares, nas quais ele mantém 130 animais da raça Nelore. São 74 matrizes, 26 novilhas, 26 bezerros e três reprodutores. O zootecnista Fernando Alves, do IDR-Paraná de Moreira Sales, acompanha o trabalho na propriedade. Ele explicou que as áreas de lavoura, que eram deixadas em pousio no inverno, deram espaço ao capim braquiária.

Geralmente, a forrageira é implantada de forma solteira, mas em algumas áreas também é consorciada com o milho safrinha. “O capim serve de alimentação para os animais no inverno, fazendo com que as áreas de pastagem perene permaneçam em descanso até o preparo para o plantio da soja”, afirmou Alves.

Atualmente a propriedade de Garcia é uma Unidade de Referência no sistema Integração Lavoura-Pecuária para um grupo de 15 produtores da região. A principal vantagem dessa prática, de acordo com os técnicos, é dar ao agricultor uma maior produção, com a diversificação de explorações numa mesma área. O ILP oferece sustentabilidade econômica, social e ambiental para a atividade agropecuária.

Garcia já tem registrados os resultados das últimas três safras. São esses números que servem de incentivo para que outros produtores se convençam das vantagens da ILP.

“A partir da adoção desse sistema, percebi minha produtividade na agricultura melhorar, mesmo em anos com condições climáticas desfavoráveis. Com o gado não precisei mais vender animais para aliviar os pastos. Pelo contrário, tenho pasto sobrando no inverno e consigo reter mais fêmeas para matrizes, aumentando o rebanho” disse o produtor.

PLANEJAMENTO – Um dos segredos para o sucesso da Integração Lavoura-Pecuária é o planejamento forrageiro da propriedade. O zootecnista explicou que o produtor precisa considerar não apenas a parte pecuária, mas também as áreas de lavouras na hora de fazer esse planejamento.

“Por utilizarmos o sistema ILP, após o plantio da soja já definimos as áreas que trabalharemos milho no cultivo solteiro, milho com a braquiária ou apenas a braquiária na segunda safra. Leva-se em conta também o tamanho do rebanho, o preço do milho e as áreas com invasoras a serem controladas”, observou Fernando Alves.

Como são implantados talhões, em consórcio ou não, o produtor consegue ter áreas onde a braquiária solteira fornece pastagem ainda no fim do outono, geralmente 50 dias após o plantio em anos com condições climáticas adequadas.

“Nessas áreas realizamos o acompanhamento da produção de massa de forragem por meio de amostras e correlacionando com a altura da pastagem. A divisão em piquetes com cerca elétrica facilita muito o manejo da pastagem e proporciona um melhor aproveitamento de área”, acrescentou Alves.

LAVOURAS SÃO BENEFICIADAS – O zootecnista explicou ainda que os talhões que são implantados em consórcio de milho com a braquiária fazem a segunda etapa do planejamento. “Após a colheita do milho, os animais entram na área e pastejam as sobras e a braquiária que estava ali estacionada, devido ao sombreamento do milho, agora consegue dar sequência na emissão de perfilho. Dessa forma, os animais são retirados das áreas de pastagens perenes no fim do outono e só retornam para esses locais no finalzinho do inverno, quando as áreas de integração precisam ser dessecadas para dar início ao plantio de uma nova safra de soja”, disse Alves.

A área permanece com grande volume de resíduos de cobertura provenientes das folhas, talos e raízes do capim, além das fezes e urina dos animais que pastejaram no local. Essas condições acabam por propiciar um bom desenvolvimento da soja, especialmente em épocas de estiagem, avaliou o extensionista.

Alves chama atenção para a importância da ILP em anos de adversidades climáticas. Segundo ele, a safra 2020/2021 vem sendo marcada por uma grande estiagem no Estado, afetando praticamente todos os setores agropecuários.

“Vários produtores tiveram problemas com a germinação das braquiárias para o sistema de integração, afetando em grande parte a oferta de volumoso e posteriormente o sistema de plantio direto com boa cobertura de palhada. Contudo, ainda assim é vantajoso em comparação ao antigo sistema de pousio, mostrando-se uma ótima alternativa de manejo sustentável do solo e viabilidade econômica das atividades agropecuárias”, afirmou o extensionista.

 

 

 

Por - AEN

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Ceasa Paraná fará concurso público para modernizar quadro funcional

Já estão abertas as inscrições para o concurso público que a Ceasa Paraná realizará no dia 19 de dezembro para oito vagas em seis cargos nas áreas administrativas e junto ao mercado atacadista.

O concurso de provas e títulos será feito através da empresa OMNI Concursos Públicos Ltda, que venceu a licitação através de pregão eletrônico.

O edital do concurso (veja aqui) prevê duas vagas para engenheiro agrônomo, outras duas para advogado, e as outras quatro para os cargos de engenheiro civil, administrador, analista de tecnologia e contador. Das vagas de engenheiro agrônomo uma será para o município de Curitiba, e a outra para o município de Londrina, sendo que esta irá também atender as outras três Ceasas – Maringá, Cascavel e Foz do Iguaçu e suas respectivas regiões. 

O prazo de pagamento da taxa de inscrição para o concurso no valor de R$ 150,00, vai até o dia 1º de dezembro.

“Estamos requalificando e reestruturando o nosso quadro funcional, para melhor atender não só os produtores e permissionários atacadistas que atuam em nossos mercados, como também para o público externo – compradores e consumidores em geral”, explica Éder Eduardo Bublitz, diretor presidente da Ceasa Paraná.

O concurso público compreenderá a aplicação de prova escrita objetiva, de caráter classificatório e eliminatório.

As especificações dos cargos e seus requisitos básicos e formação, jornada de trabalho, assim como as demais informações sobre o processo seletivo, e realização da inscrição para o concurso, podem ser obtidas no endereço eletrônico da Ceasa Paraná.

 

 

 

Por - AEN

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