86% dos municípios não registraram mortes por Covid-19 nos 10 primeiros dias de novembro

Um levantamento da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), realizado nesta quinta-feira (11), mostra que 344 municípios do Paraná não registraram óbitos em decorrência da Covid-19 em novembro. Os dados consideram os dez primeiros dias do mês e representam 86,2% do Estado.

“Nossa missão nesta pandemia sempre foi salvar vidas e cada vez mais, com o avanço da vacinação, temos conseguido frear a disseminação do vírus e a evolução da doença no Paraná. A baixa na taxa de mortalidade sem dúvidas é reflexo da efetividade e segurança das vacinas”, disse o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto.

Ainda segundo a Secretaria, 168 cidades paranaenses não registram mortes pela Covid-19 há pelo menos dois meses e 92 municípios estão há 30 dias sem notificações de óbitos. Boa Esperança do Iguaçu é a única cidade que não registrou mortes pela doença desde o início da pandemia.

“Os números comprovam que vacinas salvam vidas. Então quem ainda não se vacinou, ou atrasou a segunda dose ou dose reforço, deve procurar uma Unidade de Saúde mais próxima, se informar com o município e realizar a imunização. Só iremos vencer essa doença com a população vacinada e protegida”, reforçou Preto.

VACINAÇÃO – Segundo os dados do Vacinômetro Nacional, o Paraná aplicou mais de 16,5 milhões de vacinas contra a Covid-19, sendo 8.733.296 primeiras doses (D1), 7.127.911 segundas aplicações (D2) ou doses únicas (DU), 46.701 doses adicionais (DA) e 600.858 doses reforço (DR).

Atualmente, o Estado possui 81,7% da população adulta (estimada em 8.720.953 pessoas) completamente imunizada com a D2 ou DU. Quando considerado a população em geral (11.597.484 pessoas), o Paraná é o 4º estado no ranking do consórcio de imprensa com duas doses ou dose única e o 2º com a primeira dose.

“Os municípios tem vacinado de domingo a domingo desde janeiro e graças a esse esforço hoje o Paraná está entre os estados mais avançados na imunização e atingindo quase 82% da população adulta com as duas doses”, afirmou.

ADOLESCENTES – A vacinação dos adolescentes de 12 a 17 anos também tem avançado no Estado. Desde que as primeiras doses para este público chegaram ao Paraná, no dia 24 de setembro, 596.927 vacinas foram aplicadas.

De acordo com o Vacinômetro, 589.636 são D1, o que representa quase 63% dos adolescentes com pelo menos uma dose – seis pontos percentuais a mais do que o registro desta segunda-feira (8). A estimativa do Ministério da Saúde é que o Estado tenha 936.296 pessoas nesta faixa etária.

 

 

 

Por - AEN

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Com bom desenvolvimento, plantio da primeira safra de milho está encerrada no Paraná

As condições climáticas favoráveis possibilitaram que os produtores paranaenses de milho encerrassem o plantio da primeira safra 2021/22 nesta semana, com a lavoura apresentando bom desenvolvimento.

Esse é um dos assuntos abordados no Boletim de Conjuntura Agropecuária referente ao período de 05 a 11 de novembro. O documento é preparado pelos técnicos do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento.

A área estimada para a atual safra de milho, no Paraná, é de 423 mil hectares. A maioria do que foi plantado já está na fase de desenvolvimento vegetativo. O levantamento a campo mostra que 96% estão em condições boas, enquanto os 4% restantes apresentam situação mediana em termos de qualidade.

Se não houver alteração no cenário, a expectativa do Deral é que o Estado colha 4,1 milhões de toneladas, o que representa aumento de 32% em relação à primeira safra do ciclo anterior. Se os números forem confirmados, a produtividade ficará em 9,7 mil quilos por hectare, bem próximo do recorde da safra 2019/20, que foi de 10 mil quilos por hectare.

A previsão é iniciar a colheita em janeiro estendendo-se até abril. No mesmo mês em que deve começar a colheita da primeira safra, os produtores paranaenses iniciam o plantio da segunda. No entanto, a perspectiva é de que os custos de produção tenham crescimento ainda maior. Hoje, esses custos já estão, em média, 35% superiores ao praticado na safra passada.

TRIGO E SOJA – Em relação ao trigo, o Paraná já colheu 93% da área. O predomínio de tempo seco nas duas últimas semanas possibilitou melhoria na qualidade, atendendo, na maior parte, às expectativas do mercado. É para ele que os olhos se voltam agora, pois há boas perspectivas de que os preços internacionais mantenham-se em alta.

Na soja, o documento registra a semeadura de 88% dos 5,52 milhões de hectares estimados para a safra, volume pouco superior ao que foi observado no mesmo período do ano passado. Esta cultura também apresenta 96% das áreas em condições boas de desenvolvimento, enquanto o restante tem situação mediana.

BATATA E MANDIOCA – A primeira safra de batata está com o plantio avançado no Paraná, alcançando 99% dos 15 mil hectares previstos. O levantamento de campo apresenta 93% das áreas em boas condições. A estimativa é de que sejam colhidas 460,2 mil toneladas, recuo de 1% em relação à safra passada.

Apesar das condições climáticas favoráveis nas últimas semanas, os trabalhos de colheita da mandioca ainda estão em ritmo lento. Até agora foram colhidas 73% da área, volume inferior à média de 85% neste período em outros anos. Isso se deve ao baixo rendimento de amido, à expectativa de preços mais altos nas próximas semanas e à prioridade para o plantio da nova safra.

FRUTAS E FEIJÃO – O boletim agropecuário traz ainda análise em relação à inflação e o que representa no setor de alimentos, particularmente, na fruticultura. A variação anual nacional para as principais frutas foi de 4,28% positivos. Mas, no Paraná, ficou em 2,74% negativos.

A semeadura do feijão das águas atingiu 94% da área estimada de 139,2 mil hectares. Apesar de um decréscimo de 9% em área, a produção pode ter acréscimo de 7% em relação ao ano passado, chegando a 274,5 mil toneladas.

PECUÁRIA, AVES E MEL – A variação no preço da arroba do boi gordo pago aos produtores também é destacada no documento. A análise é de que houve pequena queda, creditada, sobretudo, à paralisação das exportações para a China e à maior oferta de animais, em razão de as condições de pastagem terem melhorado.

Os números de exportação de carne de frango, a partir dos dados Agrostat Brasil/Mapa, também fazem parte do boletim. Em nove meses de 2021, o acréscimo brasileiro foi de 21,1% em faturamento e de 8,4% em quantidade. O Paraná cresceu 9,4% em volume e 17,1% em faturamento e é o principal Estado exportador de carne de frango.

Em relação ao mel, igualmente são apresentados os números de exportação. As agroindústrias brasileiras de apicultura enviaram para o Exterior 40.596 toneladas entre janeiro e setembro. O Paraná é o terceiro maior Estado exportador, com 8.797 toneladas.

 

 

 

Por - AEN

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