Paraná reforça equipamentos para respostas a acidentes com produtos perigosos

Uma das principais preocupações do Governo do Estado é a preservação do meio ambiente e o desenvolvimento com sustentabilidade, seguindo os parâmetros internacionais e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).

De 2019 para cá, o governo estadual reforçou ações e programas para garantir uma maior proteção aos recursos naturais.

É o caso do convênio com o Ministério do Meio Ambiente, que resultou no envio de diversos materiais e equipamentos para auxiliar nas ações de resposta a acidentes com produtos perigosos, aqueles que podem causar muito mais danos e poluição ao meio ambiente. Os equipamentos foram destinados à Secretaria do Desenvolvimento Sustentável e do Turismo (Sedest) e repassados à Coordenadoria Estadual de Defesa Civil.

O investimento é de R$ 2,4 milhões, sendo R$ 482,7 mil de contrapartida da Sedest. Foram entregues roupa de proteção nível C; barreiras de absorção; máscaras faciais; caixas de mantas de absorção; filtros PV (polivalente); rolo de silvertape 50 M; massa (pó) de vedação; pacotes de turfa; conjunto de batoque e cunhas; fita de isolamento com 200 metros e luvas PVC, entre outros.

“São materiais de primeira resposta que devem ser utilizados para evitar vazamentos e garantir que a contenção dos fluidos seja rápida e eficiente”, disse o coordenador estadual de Defesa Civil, coronel Fernando Raimundo Schunig. Os equipamentos foram distribuídos às Coordenadorias Regionais de Proteção e Defesa Civil, que funcionam nos Grupamentos de Bombeiros de todo o Estado.

MAIS AÇÕES – Além da aquisição de equipamentos, houve outras ações para garantir a proteção do meio ambiente, como o treinamento de 37 bombeiros das diversas regiões do Paraná, com participação no Curso Internacional de Resposta a Emergências com Produtos Perigosos - HAZMAT em Nível Operações e no Curso Avançado e Estabilização de Emergências Químicas Rodoviárias - Nível 2. São capacitações de excelência que serão utilizadas pelos profissionais do Corpo de Bombeiros para garantir a ação rápida e efetiva nestas ocorrências.

O treinamento foi fruto de uma integração entre o Corpo de Bombeiros e o Instituto Água e Terra (IAT), compartilhando recursos voltados à capacitação e estruturação da área de atendimento a emergências com produtos perigosos.

P2R2 – O Paraná possui uma Comissão Estadual de Prevenção, Preparação e Resposta Rápida a Emergências com Produtos Químicos Perigosos. O grupo, com 26 entidades estaduais e federais, incluindo o IAT e a Defesa Civil Estadual, se reúne regularmente para discutir estratégias voltadas ao gerenciamento dos riscos em situações variadas, que abrangem tanto a questão de fiscalização, quanto de planos de contingência.

São cinco linhas de atuação no Estado: ferroviário, rodoviário, aquaviário, insumos agrícolas e empresas. Segundo o diretor-presidente do IAT, Everton Souza, o atendimento rápido a acidentes envolvendo produtos químicos perigosos é essencial para evitar danos ao meio ambiente e à população.

“O objetivo é evitar maiores danos, principalmente para os rios e à vegetação, além de conter esses vazamentos para que não afetem as pessoas que estão no entorno desses locais. A primeira medida é construir barreiras para que o produto não contamine o lençol freático e os recursos hídricos, diminuindo os impactos ambientais”, destacou.

CONTINUIDADE – Dentro do mesmo convênio com o Ministério do Meio Ambiente estão previstos projetos de bacia de contenção, que estão em elaboração pela empresa de Engenharia Engemass em cinco municípios paranaenses. Também há previsão de compra de itens de laboratório que serão destinados ao IAT, para potencializar a análise dos resíduos realizada pelo órgão.

LICENCIAMENTO – Os empreendimentos e empresas cuja atividade possa resultar em acidentes com impacto para a população do seu entorno e que mantiverem em suas instalações substâncias tóxicas, inflamáveis e explosivas, em quantidade acima da permitida por lei, devem apresentar ao Instituto Água e Terra (IAT) um relatório de comprovação de auditoria específica de todos os itens que compõem o Programa de Gerenciamento de Risco (PGR).

Estabelecido pela Portaria IAP nº 159/2015, o programa contém critérios específicos para o licenciamento de atividades consideradas de risco. Os empreendimentos que não se sentem obrigados a apresentar o PGR devem entregar comprovação com análises de vulnerabilidade e consequências, indicando que acidentes em suas instalações não podem impactar a população do entorno.

O não atendimento, a omissão ou a apresentação de informações total ou parcialmente falsas, podem resultar em penalidades estabelecidas pelos órgãos ambientais federais.

 

 

 

 

 

Por - AEN

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Sanepar retira mais de 23 toneladas de lixo das praias na virada do ano

Na virada do ano, coletores contratados pela Sanepar retiraram 23.510 quilos de resíduos da orla das cidades de Guaratuba, Matinhos e Pontal do Paraná.

Esse foi o maior volume diário de lixo coletado da praia pela Companhia nesta temporada. Desde que a atividade foi iniciada, em 17 de dezembro de 2021, foram quase 250 toneladas, uma média de 15.577 quilos por dia.

Os coletores da Sanepar têm distribuído sacolinhas plásticas para que os próprios banhistas recolham o lixo que produzem enquanto estão na praia. A Companhia também deixou 400 tambores nas calçadas próximas à orla nos municípios de Guaraqueçaba, Guaratuba, Matinhos, Morretes e Pontal do Paraná para receber os resíduos gerados na beira-mar.

Os serviços da Sanepar incluem limpeza, varrição e separação de resíduos e são feitos diariamente, incluindo sábados, domingos e feriados, num trecho de cerca de 48 km. Na limpeza das areias são utilizados 10 quadriciclos e 10 carretinhas, com atuação de cerca de 130 trabalhadores, entre coletores, motoristas e supervisores, a maioria moradores do Litoral.

A coleta de resíduos na orla vai até o início de março de 2022.

 

 

 

Por - AEN

 

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Investimento de R$ 5,5 milhões assegura modernização das unidades acadêmicas da Unioeste

O Governo do Estado liberou R$ 5,5 milhões para investimentos e despesas de custeio da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste), no ano de 2022.

Os recursos financeiros serão destinados à conservação e modernização dos câmpus da instituição de ensino superior, nas cidades de Cascavel, Foz do Iguaçu, Francisco Beltrão, Marechal Cândido Rondon e Toledo.

Desse montante, R$ 2,5 milhões serão investidos na aquisição de computadores e outros equipamentos e mobiliários, enquanto o restante, R$ 3 milhões, será destinado à manutenção das estruturas físicas e prediais das unidades acadêmicas, nas cinco cidades do oeste paranaense.

Para o reitor da Unioeste, Alexandre Webber, o apoio à educação superior é essencial no processo de desenvolvimento regional sustentável, com impacto positivo no crescimento das atividades produtivas locais. “O ensino superior desempenha papel relevante na produtividade local e na promoção de serviços. Por isso, é necessário fortalecer e ampliar as ações de ensino, pesquisa e extensão universitária”, afirma.

Entre várias iniciativas, os recursos serão aplicados na compra de equipamentos para o Hospital Universitário do Oeste do Paraná (Huop), em Cascavel, e nas obras do ambulatório do Câmpus de Francisco Beltrão e do auditório do Câmpus de Toledo. Além disso, também serão adquiridos mobiliários, equipamentos de processamento de dados e aparelhos de ar-condicionado para os cinco campi e a Reitoria.

O aporte financeiro foi viabilizado com o apoio de emendas parlamentares estaduais e órgãos como a Superintendência Geral de Ciência Tecnologia e Ensino Superior (Seti) e a Secretaria de Estado da Fazenda (Sefa).

ECONOMIA – O subsídio também vai custear a aquisição de aparelhos telefônicos IP, cuja tecnologia utiliza protocolos de internet, convertendo os sinais analógicos de áudio em dados digitais, que podem ser transmitidos pela rede. O objetivo é reduzir os gastos com telefonia e implementar uma solução tecnológica, inovadora e de baixo custo na Unioeste.

 

 

 

 

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Caminhões-pipa auxiliam no combate a incêndios e levam água a comunidades distantes

Combate a incêndios e disponibilização de água para comunidades afetadas pela estiagem são os principais registros de utilização dos caminhões-pipa nas cidades paranaenses. Os equipamentos também podem ser usados para higienização urbana e irrigação.

Os veículos são viabilizados pela Secretaria estadual do Desenvolvimento Sustentável e do Turismo (Sedest), com recursos próprios e de emendas parlamentares. Desde 2019, 190 caminhões já foram disponibilizados para 176 municípios. A Defesa Civil Estadual também recebeu um veículo.

Os caminhões-pipa fazem parte do Patrulha Ambiental, um projeto pensado para amenizar os maiores problemas que atingem os municípios, como estiagem, coleta de resíduos sólidos, entre outros. Compõem a Patrulha os seguintes equipamentos: caminhão-pipa; caminhão compactador de lixo; caminhão de coleta seletiva; caminhão-caçamba + poli guindaste + cinco caçambas avulsas; e caminhão limpa-fossa.

Os veículos foram de grande valia durante a pandemia, na higienização de ruas, calçadas e pontos de ônibus. “Não existe nada mais nobre do que atender pessoas que estão passando por alguma dificuldade. O principal é levar água para quem não tem acesso a ela e, neste caso, em que vivemos uma das piores estiagens dos últimos 100 anos, o Estado trabalha para diminuir o sofrimento das pessoas”, disse Nunes.

ABASTECIMENTO – Nos últimos 100 dias, o caminhão-pipa tem auxiliado no abastecimento de água de Prudentópolis, na região Central do Estado. “De 100 comunidades rurais em Prudentópolis, 30 estão com problemas sérios de água. O caminhão faz cerca de quatro viagens por dia ajudando essas famílias”, destacou o prefeito Osnei Stadler, ao lembrar que no passado a população precisava carregar água em latões para essas regiões distantes.

Matelândia, no Oeste do Estado, vive a mesma realidade. De acordo com o prefeito Maximino Pietrobon, a cidade abriga cerca de 500 aviários que sofrem com a estiagem prolongada, e a demanda pela continuidade das atividades econômicas foi suprida pelo abastecimento de água do caminhão-pipa.

“Esse caminhão veio para resolver um grande problema no município, que é a falta de água com a estiagem. Desde outubro, quando recebemos o veículo, ele auxiliou comunidades e aviários com mais de 3,06 milhões de litros de água, sendo 51 mil litros somente no dia 31”, destacou.

“O caminhão está sendo de grande valia. Tem bastante gente sem água devido à seca e ele está nos ajudando muito”, ressaltou o prefeito de Corumbataí do Sul, Alexandre Donato.

“O Governo do Estado teve uma visão futura ao disponibilizar esses caminhões, evitando desastres maiores na estiagem que não foi prevista”, complementou o prefeito de Planalto, Luiz Carlos Boni.

INCÊNDIOS – Em 2020, sete caminhões foram deslocados até o Mato Grosso do Sul para auxiliar no combate aos incêndios que assolaram o Pantanal. No Paraná há casos similares. O município de Conselheiro Mairinck, no Norte Pioneiro, possui o equipamento há cerca de seis meses, evitando um incêndio de maiores proporções.

Segundo o prefeito Alex Sandro Pereira Costa Domingues, antes de possuir o caminhão era preciso acionar o Corpo de Bombeiros de Ibaiti ou Santo Antônio da Platina, distantes a 29 e 43 quilômetros, respectivamente.

“Pegou fogo em uma mata da cidade e o combate durou cerca de cinco horas. Se não fosse o veículo, outras quatro casas e uma granja rural seriam atingidas. Graças a esse caminhão-pipa conseguimos evitar uma tragédia grande”, disse.

Cerca de 28 famílias que vivem na comunidade rural Ponte Preta também são atendidas com frequência com abastecimento de água pelo veículo.

 

 

 

 

Por - AEN

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