O Governo do Estado distribuiu 390.880 vacinas contra a Covid-19 na manhã desta segunda-feira (4) para as 22 Regionais de Saúde. São 194.250 para segunda dose (D2), 19.960 para primeira (D1) na população acima de 18 anos e 176.670 para reforço (DR) em idosos a partir de 60 anos e trabalhadores da saúde.
As doses de D2 são da AstraZeneca/Fiocruz e referem-se ao complemento do esquema vacinal de remessas aplicadas no começo do segundo semestre. Os imunizantes para D1 são da CoronaVac/Butantan, destinados à população adulta que ainda não se vacinou.
Já as DR, conforme orientação do Ministério da Saúde, são da farmacêutica norte-americana Pfizer/BioNTech, divididos em 146.250 para trabalhadores da saúde e 30.420 para idosos acima de 60 anos. Elas serão aplicadas em pessoas que tenham tomado a D2 ou dose única (DU) até 31 de março.
Este é o primeiro lote do Ministério da Saúde para DR nestes públicos. Anteriormente, somente imunossuprimidos e idosos acima de 70 anos haviam sido contemplados. A estimativa, segundo o Plano Estadual de Vacinação, é que cerca de 1,7 milhão de pessoas tenham mais de 60 anos no Paraná. São, ainda, 381.426 trabalhadores de saúde.
“Tanto os trabalhadores da saúde quanto os idosos são públicos mais suscetíveis à contaminação pela doença, então é muito importante que consigamos reforçar a imunização dessas pessoas, evitando a disseminação do vírus e a perda de mais vidas”, disse o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto.
MEDICAMENTOS – A Sesa também está descentralizando para todas as Regionais mais 60.900 medicamentos elencados no chamado “kit de intubação”. Eles atendem pacientes diagnosticados com a Covid-19 e que estejam internados em leitos exclusivos para a doença no Paraná ou em serviços de saúde do Estado.
Destes, 50 mil são de compra própria da Secretaria e o restante de doações de instituições parceiras. Somente neste envio, estima-se um investimento de R$ 1,2 milhão em insumos.
NOVAS DOSES – Além da distribuição, Beto Preto também anunciou a chegada de um novo lote de vacinas ao Paraná. Segundo ele, 344.210 doses vão desembarcar no Aeroporto Internacional Afonso Pena, em São José dos Pinhais, nesta terça-feira (5). São 182.750 vacinas da AstraZeneca para D2 e 161.460 Pfizer/BioNTech, sendo 141.570 para D2 e 19.890 para DR de trabalhadores da saúde que tenham completado o esquema vacinal até 15 de abril.
VACINAÇÃO – De acordo com os dados do Vacinômetro nacional, o Paraná já aplicou 13.651.799 vacinas, sendo 8.174.721 D1, 323.582 DU e 5.096.945 D2. Entre D1 e DU, o Estado já atingiu 97,46% da população adulta estimada em 8.720.953 pessoas, com pelo menos uma dose. Com D2 e DU, 62,16% deste público está completamente imunizado. Além disso, 43.090 vacinas foram aplicadas como DR e 13.638 como doses adicionais (DA).
O índice de cobertura representa a etapa final da vacinação na população adulta. As cidades mantêm aberta a vacinação para pessoas acima de 18 anos, com doses suficientes para esse público.
“Considerando que cerca de 3% da população ainda se recusa a tomar a vacina, estes 97% representam o nosso 100%. Nunca houve uma adesão tão grande da população por um imunizante”, afirmou o secretário.
“Alguns municípios ainda estão fazendo repescagens, e eu insisto, quem ainda não se vacinou deve procurar pela vacina. Não deixe para depois, pois quem não se vacinar terá uma chance muito maior de contrair a doença e evoluir para a forma mais grave”, arrematou Beto Preto. (Com AEN)
O Paraná possui polos tecnológicos em todas as regiões, onde a academia conversa com o setor produtivo, com as entidades corporativas e com o Governo do Estado, por meio de suas entidades. E a movimentação conjunta entre diferentes atores da sociedade faz a roda da inovação girar mais rápido e é esse o diferencial do Estado.
Essa foi a mensagem do governador Carlos Massa Ratinho Junior durante a abertura da 3ª Semana da Inovação do Paraná, realizada nesta segunda-feira (4), de forma predominantemente online. A iniciativa, promovida pelo Governo do Estado através da Superintendência Geral de Inovação do Paraná, busca unir o ecossistema de tecnologia paranaense em torno de diálogos, debates e troca de experiências ao longo de uma semana
“A inovação está na atitude. É a conversa que faz a roda girar. E esse é um movimento atrativo, que cria uma cultura de inovação, de pensar fora da caixa. É a fórmula do sucesso, e estamos no caminho certo”, afirmou o governador.
Três eventos compõem a Semana da Inovação: o Assespro Innovation Day, o Smart City Sessions e o Viasoft Connect 2021. Todos são online e gratuitos, iniciando nesta segunda-feira e seguindo até sexta-feira (4 a 8 de outubro) com palestras e painéis que promovem discussões em torno de diversos aspectos da inovação e tecnologia. A programação completa e inscrições para os eventos estão disponíveis neste SITE.
Para o superintendente-geral de Inovação, Marcelo Rangel, o papel Semana da Inovação é democratizar o acesso ao conhecimento sobre o tema, que não deve ficar apenas na esfera acadêmica ou empresarial. Ele ressalta que a missão do Estado é fazer com que a inovação seja simples, chegando a todos os paranaenses.
“O Governo do Estado precisa promover a desburocratização, a tradução do que acontece no mundo inovador, e aproximar atores da inovação para que possam colaborar e construir um Paraná que cresce conectado”, afirmou.
LIDERANÇA – O Paraná, disse o secretário de Empreendedorismo e Inovação do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações, Paulo Alvim, é destaque no ecossistema de inovação brasileiro e precisa de iniciativas como essa para manter sua liderança. Ele reforçou que a pandemia acelerou a demanda por novas tecnologias em todos os setores da sociedade, e gerou uma grande oportunidade para dar um salto de desenvolvimento na área.
“O ecossistema de ciência, tecnologia e informação do Paraná é diferenciado. Não podemos perder essa janela de oportunidade, em que a inovação, a transformação digital e o conhecimento de base científica e tecnológica passam a ser o fator que vai agregar valor a produtos e serviços que a sociedade demanda, criando um ciclo virtuoso”, afirmou Alvim.
Parte desse pioneirismo se dá pelo número de startups do Estado, que vem crescendo nos últimos anos. De acordo com o Mapeamento das Startups Paranaenses 2020/2021, realizado pelo Sebrae/PR, o Paraná conta hoje com 1.434 empresas em 87 cidades — o que representa um acréscimo de 39% em relação ao estudo anterior, divulgado no segundo semestre de 2019.
O chefe da Casa Civil, Guto Silva, reforçou que esse cenário é consequência de política pública e priorização na agenda do governo estadual. “Colocamos a inovação na linha de frente do governo, como um tema transversal, mas sobretudo como uma prioridade. Priorizar a inovação e a tecnologia significa priorizar oportunidades para as novas gerações: empregos, alternativas de desenvolvimento”, acrescentou.
ATIVIDADES – A semana inicia com o Assespro Innovation Day, promovido nesta segunda e terça-feira (4 e 5) pela Associação das Empresas Brasileiras de Tecnologia da Informação (Assespro-Paraná). A programação é de palestras, das 9h às 13h. Entre os destaques, estão dois expoentes da área tech: o pesquisador e especialista em tecnologia Tony Ventura, e Dave Mosby, investidor-anjo no Vale do Silício. Mais informações estão disponíveis no site do evento.
Também na terça-feira, das 14h às 17h, será realizado o segundo evento da semana: o Smart City Session 2021, que reúne três painéis digitais sobre cidades inteligentes, com profissionais das áreas da inovação, tecnologia, governança, sustentabilidade, economia criativa, cultura e educação. O evento é realizado pela iCities, empresa de projetos e soluções para cidades inteligentes. Programação e inscrições estão disponíveis AQUI.
Paraná terá mais 60 Salas do Empreendedor para facilitar novos negócios
De quarta a sexta-feira (6 a 8) é a vez é do Viasoft Connect 2021. Haverá painéis com profissionais renomados do mercado, com diferentes abordagens sobre a inovação. Entre os temas estão tecnologia, gestão e desenvolvimento de pessoas, performance, vendas e expansão, jurídico, estoque e logística. Iolanda Viola, diretora do Viasoft Connect, explica que a edição em 2021 vai abordar exemplos práticos de como tirar a inovação do papel e colocá-la no dia a dia pessoal e corporativo.
A programação inclui, entre os destaques, a CEO do movimento Black Money, Nina Silva; o presidente do conselho executivo da startup Robô Laura, Jacson Fressatto; e a apresentadora e influencer Gabriela Prioli. A programação de cada dia começa às 12h30 e segue até as 18h. Confira AQUI.
PRESENÇAS – Também compareceu presencialmente à abertura o vice-governador Darci Piana. De forma online, participaram Leandro Moura, presidente da Celepar; Jorge Callado, diretor-presidente do Tecpar; Renato Feder, secretário estadual de Educação e do Esporte; Wilson Bley, vice-presidente do BRDE; Vinícius Rocha, gerente de Mercado da Fomento Paraná; o presidente da Assespro Nacional, Ítalo Nogueira; o presidente da Assespro Paraná, Lucas Ribeiro; o diretor de operações do Sebrae-PR, Julio Agostini; o diretor-superintendente do Parque Tecnológico Itaipu, Eduardo Garrido; o gerente de P&D, Tecnologia e Inovação da Fiep, Rafael Trevisan; o CEO do iCities, Beto Marcelino. (Com AEN)
O governador Carlos Massa Ratinho Junior sancionou nesta segunda-feira (4), em ato no Palácio Iguaçu, a lei que implementa a educação domiciliar no Paraná, o chamado homeschooling. O modelo pode ser aplicado para estudantes dos ensinos infantil, fundamental e médio. O projeto, de autoria do deputado estadual Márcio Pacheco, foi assinado por outros 36 parlamentares.
De acordo com o texto, as aulas ficam sob responsabilidade dos pais ou responsáveis, com supervisão e avaliação periódica da aprendizagem por parte da Secretaria de Estado da Educação e do Esporte (Seed). A prática não é obrigatória, cabendo aos responsáveis legais optar por um modelo de ensino. A escolha deverá ser comunicada à Seed, nos termos do artigo 38 da Lei Federal nº 9.394.
“É uma forma democrática para a educação das nossas crianças e adolescentes, dando a opção aos pais de definirem qual formato de aprendizagem eles querem. Aqui no Paraná temos a escola convencional, com aulas de programação, robótica e educação financeira; a escola cívico-militar; e agora o homeschooling. Os pais ou responsáveis é que vão escolher”, afirmou Ratinho Junior.
“Com essa lei o Paraná passará a ser o primeiro estado do País a regulamentar o homeschooling”.
A Seed, por meio de um grupo de trabalho, vai criar mecanismos para a execução da proposta, como a elaboração de um calendário de provas, além de avaliações periódicas para medição do nível de aprendizado dos estudantes. “A Secretaria quer garantir que os alunos estejam sendo educados de maneira regular.
"Para isso, vamos acompanhar muito de perto, com provas, conversas, avaliações e entrevistas com os pais”, disse o secretário de Estado da Educação e do Esporte, Renato Feder.
Caberá aos Conselhos Tutelares supervisões periódicas para coibir qualquer tipo de abuso, com objetivo de garantir a segurança e o bem-estar dos estudantes. A legislação prevê também a proibição da prática do homeschooling por pais e responsáveis que tenham sofrido condenação pela prática de qualquer crime doloso contra a vida previsto no Estatuto da Criança e do Adolescentes (ECA) e na Lei Maria da Penha.
“Não somos contra a escola regular, e sim a favor da garantia de escolha”, disse Pacheco.
O texto estabelece ainda a necessidade de os alunos terem interação social, de no mínimo 8 horas por mês, por meio de atividades coletivas desportivas, religiosas ou de lazer, em espaços públicos ou privados. A participação poderá ser comprovada por matrículas, contratos, diplomas, certificados, recibos e declaração dos pais ou responsáveis, instruídos com filmagens ou fotografias.
HISTÓRICO – O formato surgiu nos Estados Unidos na década de 1970 e hoje está presente em mais de 60 países. Na América Latina o ensino domiciliar é regulamentado na Colômbia, Chile, Equador e Paraguai. A Associação Nacional de Ensino Domiciliar (Aned) estima que no Paraná mais de 3 mil famílias são adeptas do ensino domiciliar.
É o caso da pedagoga Cibele Scandelari. Ela cuida pessoalmente da educação das quatro filhas, de 11, 8, 5 e 3 anos, desde 2016, e vê muitas vantagens no formato. “Eu sempre quis ser protagonista na educação das minhas filhas, ter essa responsabilidade. Busco uma educação personalizada, respeitando o ritmo de cada uma”, ressaltou. Ela separa o turno da manhã para as aulas e à tarde para a socialização das garotas.
PRESENÇAS – Participaram do anúncio o secretário-chefe da Casa Civil, Guto Silva; os deputados estaduais Dr. Batista, Gilson de Souza, Homero Marchese, Soldado Adriano José, Boca Aberta Júnior, Nelson Justus e Gugu Bueno; a prefeita de Pérola, Valdete Cunha; e o presidente da Associação Nacional de Ensino Domiciliar (ANED), Rick Dias. (Com AEN)
O Governo do Estado abriu oficialmente nesta segunda-feira (4) as atividades da 3ª edição da campanha Paraná Rosa, que promove a prevenção dos cânceres de mama e de colo do útero. Sob o tema “Cuide-se, ame-se, previna-se”, as ações são organizadas pela secretaria estadual da Saúde e a Superintendência Geral de Ação Solidária (SGAS), e foram anunciadas em evento no Palácio Iguaçu.
“A campanha do Outubro Rosa é conhecida no Brasil inteiro. Aqui, nós unimos todas entidades municipais e estaduais para fazer com que as informações cheguem a todas as mulheres de forma universal, em todos os cantos do Paraná. Essa campanha serve para chegar a todas e convencê-las da necessidade de se cuidar. Por isso, incentivamos que façam seu autoexame e o exame com um profissional de saúde”, afirmou o governador Carlos Massa Ratinho Junior.
A presidente do Conselho de Ação Solidária e primeira-dama do Paraná, Luciana Saito Massa, e o secretário estadual de Saúde, Beto Preto participaram da solenidade de abertura da campanha. Através de diversas frentes, a campanha compartilha informações para conscientizar a população sobre os sinais, sintomas e formas de proteção contra os cânceres de mama e de colo do útero, além de fomentar o acesso a serviços de diagnóstico e de tratamento precoce das doenças. As atividades também envolvem ações voltadas à saúde integral da mulher.
Em 2021 a campanha volta a contar com ações presenciais nos municípios, já que, em 2020, ela foi realizada totalmente online em consequência da pandemia. Ao longo de outubro, seis municípios terão encontros regionais com a presença da primeira-dama Luciana Saito Massa, que pretende engajar lideranças das comunidades para que alertem as mulheres sobre a importância do autocuidado e dos exames de detecção e diagnóstico precoce do câncer. A programação será divulgada pela SGAS.
Entre as novidades desta edição, está o lançamento da Cartilha dos Direitos da Pessoa com Câncer e do Programa de Garantia da Qualidade das Mamografias, que implementa instrumentos de garantia da qualidade da imagem, do laudo e da dose de radiação empregada nos mamógrafos utilizados no Estado. Todas as ações promovidas pela campanha, além de materiais informativos para divulgação, estão compiladas no site do Paraná Rosa.
PRÉDIOS ILUMINADOS – A campanha também vai iluminar prédios públicos e privados com a cor rosa, lembrando os paranaenses do período como forma de incentivo. O Palácio Iguaçu, o Museu Oscar Niemeyer, a Assembleia Legislativa e o prédio da Secretaria estadual da Saúde são alguns deles.
AGENDAMENTO DE CONSULTAS – No Brasil, o câncer de mama é o que mais incidente em mulheres. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), o Paraná pode chegar a 3.470 casos neste ano. Já o câncer do colo do útero é o terceiro tumor maligno mais frequente no Brasil, correspondendo à quarta causa de morte de mulheres. Para o ano de 2021, são estimados 990 novos casos da doença no Estado.
A diretora de Atenção e Vigilância em Saúde da Secretaria de Saúde, Maria Goretti David Lopes, recomenda às mulheres que busquem sua unidade para fazer os exames. Ela reforça que também é papel dos profissionais da área e gestores municipais incentivarem os agendamentos de mamografias e coletas de papanicolau para prevenção ao câncer de colo de útero.
Esses exames tiveram queda por causa da pandemia. O Paraná registrou uma redução de 45% no número de mamografias entre 2019 e 2020. De acordo com o Sistema de Informação do Câncer (Siscan), foram realizadas 347.319 mamografias em 2019, reduzindo para 191.043 em 2020. Já o papanicolau teve queda de 47% no período.
“Temos uma rede de cuidados organizada no Estado para a detecção precoce, diagnóstico e tratamento das doenças. Se feito de maneira rápida, na hora certa, o exame pode evitar casos graves e mortes de mulheres por câncer de mama e de colo de útero”, explicou Maria Goretti.
Campanha da Portos do Paraná promove conscientização do câncer de mama
EXAMES – Indicada para mulheres entre 50 e 69 anos, a mamografia é oferecida pelo Sistema Único de Saúde (SUS) de forma gratuita. Também podem fazer o exame mulheres acima de 35 anos e com fatores de risco. A recomendação é que as mamografias sejam realizadas a cada dois anos.
Para oferecer os exames pelo SUS, o Paraná conta com 184 mamógrafos distribuídos nas 22 Regionais de Saúde. Além disso, a secretaria distribui aos municípios kits para a coleta do exame Citopatológico do Colo de Útero e organiza a programação dos exames de mamografia e de papanicolau.
PRESENÇAS – Estiveram presentes no lançamento da campanha o secretário de Segurança Pública, Romulo Marinho Soares; o coordenador estadual da Defesa Civil, coronel Fernando Schunig; a deputada estadual Cristina Silvestri; e o presidente da Associação Comercial do Paraná, Camilo Turmina. (Com AEN)
A Agência de Inovação Tecnológica (Aintec) da Universidade Estadual de Londrina (UEL) lança nesta semana o Edital de Seleção 2021 para empreendimentos a serem abrigados na Incubadora Internacional de Empresas de Base Tecnológica da UEL (Intuel) em 2022. As inscrições vão até 22 de outubro.
Estão abertas cinco vagas, todas para empreendimentos de base tecnológica, nas modalidades de incubação residente (no âmbito da universidade) ou não-residente. As inscrições podem ser feitas no site da Aintec, sem custos. O resultado final do processo será divulgado também no site da agência. Candidatos aprovados e não selecionados formarão um cadastro de reserva, válido por seis meses.
Podem ser incubadas na Intuel empresas que se encaixem nas características das startups de tecnologia. Segundo o gerente da Intuel, Thiago Spiri Ferreira, o processo vai se concentrar em empresas de hard science, ou seja, que possuem ideias inovadoras desenvolvidas por pesquisadores da UEL ou comunidade externa e que necessitem de serem comercializadas, com a expertise e estratégia disponibilizadas pela Incubadora.
“Procuramos pesquisadores plenos, de qualquer área do conhecimento, com base tecnológica”, afirma Ferreira.
Cada empreendedor ou empresa deve inscrever apenas um projeto. Os critérios de seleção para o processo serão os estabelecidos pela plataforma Cerne, um modelo de qualidade nacional utilizado pela Intuel. De acordo com Ferreira, o processo seletivo se dará em três fases. Na primeira, classificatória, os candidatos devem preencher o formulário com dados do empreendimento ou ideia, disponível neste link, e gravar e enviar um vídeo com rápida apresentação (pitch) sobre o negócio ou ideia, de no máximo 5 minutos de duração.
Já a segunda fase, eliminatória, atenderá aos requisitos do edital. Na terceira etapa do processo, também classificatória, os candidatos passarão por uma banca, com base na análise do formulário de inscrição e pitch do projeto. “Para este ano, consideraremos aprovados os candidatos que conseguirem nota 7”, confirma Ferreira.
STARTUP E MERCADO – A Intuel é uma das responsáveis, segundo o gerente da incubadora, de estabelecer um elo entre as startups de tecnologia e o mercado, por meio da atuação da universidade. Com processo de incubação de 24 a 48 meses, a Intuel recebe desde empresas com ideias inovadoras, mas sem um empreendimento formalizado, até startups já em andamento.
Atualmente, a Intuel abriga 14 empresas em incubação. “Temos três em processo de graduação, mas conseguimos atender entre 10 a 15 empresas simultaneamente. Nossa meta, para 2023, é ter 15 empresas incubadas”, informa.
Em 2019, último ano em que houve graduação de empresas pela Aintec, saíram da incubadora para o mercado seis empresas. Em 2020, não houve graduação de empresas, por conta da pandemia. (Com AEN)
A combinação de clima, altitude, fertilidade e sanidade faz do trigo produzido em Tibagi, nos Campos Gerais, referência para o País. Quem diz isso tem know-how no assunto, é considerado por muitos uma espécie de catedrático da região. Guilherme Frederico de Geus Filho mal nasceu e já começou a percorrer os campos de trigo da propriedade.
Conta, com orgulho, que ainda menino de tudo já acompanhava o pai na lavoura. E se divertia entre os ramos dourados. Criou tanto amor pelo cereal que fez disso a sua profissão. Engenheiro agrônomo desde 2010, ele toca o dia a dia da fazenda, sempre sob a supervisão e os olhos atentos do patriarca.
A cada inverno, reserva um espaço entre 600 e 800 hectares para a cultura, o que rende uma colheita de até 3.600 toneladas, integralmente comercializada com a cooperativa Frísia. “É o que temos de mais forte na época de frio. E Tibagi é ainda mais privilegiada, com uma combinação perfeita de fatores que favorecem o trigo plantado aqui”, afirma ele, destacando que os diferentes negócios do grupo empregam 20 pessoas na região.
“Da cooperativa o nosso trigo ganha o Brasil e o mundo”, ressalta.
Os números corroboram a explicação do agricultor. Ninguém produz mais trigo no Paraná e no Brasil do que Tibagi, cidade com população estimada em 20,6 mil habitantes pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). De acordo com o Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria de Estado da Agricultura e Abastecimento (Seab), o município colheu 111 mil toneladas em 2020, em uma área total de 30 mil hectares. Ou pouco mais de 15% de toda a produção paranaense de trigo.
“Tudo começou com meu avô, um holandês que veio para o Brasil e se estabeleceu em Tibagi. Hoje eu toco uma plantação de 160 hectares, que rende cerca de 400 toneladas de trigo por ano”, conta o agricultor Fredy Nicolaas Biersteker.
Impulsionado pelo trigo, Tibagi passou a figurar no seleto grupo dos bilionários no somatório das riquezas produzidas pelo campo – conjunto formado por aqueles municípios que alcançaram valores superiores a R$ 1 bilhão no Valor Bruto da Produção Agropecuária (VPB). A cidade alcançou R$ 1,26 bilhão.
Toledo (R$ 3,48 bilhões), Cascavel (R$ 2,27 bilhões), Castro (R$ 2,26 bilhões), Guarapuava (R$ 1,60 bilhão), Marechal Cândido Rondon (R$ 1,47 bilhão), Santa Helena (R$ 1,35 bilhão), Assis Chateaubriand (R$ 1,34 bilhão), Dois Vizinhos (R$ 1,34 bilhão) e Palotina (R$ 1,32 bilhão), Carambeí (R$ 1,17 bilhão), São Miguel do Iguaçu (R$ 1,16 bilhão), Nova Aurora (R$ 1,08 bilhão) e Piraí do Sul (R$ 1,02 bilhão) completam o ranking.
DESEMPENHO ESTADUAL – O trabalho da turma de Tibagi isola o Paraná como maior produtor de trigo do País. Foram 3,2 milhões de toneladas no ano passado, pouco mais da metade de tudo o que foi colhido no País – 6,2 milhões de toneladas. Com isso, dentre o faturamento das principais culturas locais, o trigo foi o que teve o maior incremento no Valor Bruto da Produção (VPB), passando de R$ 1,92 bilhão para R$ 3,59 bilhões de 2019 para 2020. O crescimento real de 87% foi impulsionado pela produção 39% superior aliada aos preços valorizados, cuja média da saca passou de R$ 46,93 para R$ 67,99.
“Por causa do dólar alto, o mercado está mesmo muito bom. Não podemos reclamar”, afirma Biersteker.
Rendimento que segue alto. A projeção da Seab aponta para 3,7 milhões de toneladas, meio milhão a mais ao que foi colhido em 2020. “Em que pese a pandemia e as condições climáticas não tão favoráveis, a produção agropecuária paranaense foi bastante razoável e os preços acompanharam boa parte da evolução das principais commodities do mundo, o que trouxe renda para os agricultores e esse crescimento expressivo”, destaca o secretário de Estado da Agricultura e do Abastecimento, Norberto Ortigara.
“O Paraná tem ciência, conhecimento e materiais que nos permitem apoiar as culturas de inverno, reduzir nossa dependência de importação, reduzir os custos e aumentar a renda”, acrescenta.
SÉRIE – O trigo de Tibagi faz parte da série de reportagens “Paraná que alimenta o mundo”, desenvolvida pela Agência Estadual de Notícias (AEN). O material mostra o potencial do agronegócio paranaense. Os textos são publicados sempre às segundas-feiras. A previsão é que as reportagens se estendam durante todo o ano de 2021. (Com AEN)








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