As universidades estaduais do Paraná definiram seus calendários letivos para 2022 com a previsão de retorno das aulas presenciais, mediante o cumprimento de protocolos de segurança sanitária.
A partir desta segunda-feira (10), 67.664 estudantes de graduação e 15.224 alunos de pós-graduação começam a retomar a rotina de atividades, referentes ao período 2021/2022.
Entre as principais medidas os conselhos universitários das instituições de ensino superior estabeleceram a conclusão do esquema vacinal contra o novo coronavírus para toda a comunidade universitária. Neste primeiro momento, somente as universidades estaduais de Londrina (UEL) e do Centro-Oeste (Unicentro) não pretendem solicitar o comprovante de vacina.
As sete instituições compartilham orientações semelhantes de biossegurança para o acesso de alunos, professores e demais profissionais em salas de aula e laboratórios, como a higienização de mãos com água e sabão ou álcool 70%; e o uso obrigatório de máscara facial de tecido ou descartável, cobrindo nariz e boca durante toda a permanência nas dependências universitárias.
Para o reitor da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), Miguel Sanches Neto, a comprovação da vacina vai propiciar o retorno seguro das atividades presenciais, superando os desafios impostos pela pandemia de Covid-19 e pelo ensino remoto. “Além de proteger as vidas das pessoas, essa medida tem impacto no controle da pandemia e no combate à disseminação do vírus, em consonância com a ciência”, afirma.
A reitora da Universidade Estadual do Norte do Paraná (UENP), Fátima da Cruz Padoan, salienta que o objetivo é resguardar a segurança da comunidade universitária e das comunidades locais. “A comprovação da vacina é um cuidado necessário, principalmente por que grande parte dos alunos se desloca diariamente de ônibus para assistir as aulas, inclusive entre municípios”, destaca.
Para efeitos de comprovação, será considerado o certificado de vacina digital, disponível na plataforma do Sistema Único de Saúde, o Conecte SUS, ou o cartão de vacinação. No documento devem constar os registros de doses, conforme recomendação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
A obrigatoriedade de comprovação do ciclo vacinal será dispensada nos casos de condição de saúde que impeça a imunização contra a Covid-19, conforme apresentação de atestado médico.
DETALHES – Na Universidade Estadual de Maringá (UEM), o retorno presencial ocorrerá em etapas, contemplando inicialmente cerca de 10.500 alunos, que equivale a 75% dos estudantes da instituição. Outros 3.500 universitários começarão as atividades duas semanas depois.
A Unicentro também vai escalonar esse retorno presencial. Primeiramente serão retomadas as atividades dos cursos de Enfermagem e Medicina Veterinária, ambos localizados no câmpus do Centro Educacional de Desenvolvimento Tecnológico de Guarapuava (Cedeteg). As aulas dos demais cursos terão início uma semana depois.
Na UENP, todos os estudantes de graduação e pós-graduação deverão enviar antecipadamente os comprovantes da vacina para a instituição, assim como um termo de ciência e cumprimento dos protocolos de biossegurança.
Nos sites das sete instituições é possível consultar todas as informações sobre os protocolos definidos para o retorno seguro das aulas.
LEGISLAÇÃO – Todas as universidades dispõem de autonomia didático-científica e administrativa, e de gestão financeira e patrimonial, assegurada pela Constituição Federal, o que permite atos normativos próprios, em conformidade com os estatutos de cada instituição.
As universidades estaduais do Paraná se orientam pelas recomendações das autoridades sanitárias, principalmente a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), priorizando a ciência e o compromisso com a vida na definição de práticas de enfrentamento ao novo coronavírus. Cada instituição mantém um comitê gestor da pandemia.
Desde o início da crise epidemiológica, a Superintendência Geral de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti) também estabeleceu uma comissão de especialistas, constituída por representantes de todas as universidades estaduais. O objetivo é acompanhar, informar, avaliar e executar ações para o combate à propagação da Covid-19 na comunidade universitária.
Confira a previsão de início das aulas presenciais em todas as instituições estaduais:
10 de janeiro – Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro)
Estudantes: 8 mil de graduação e 1.000 de pós-graduação
17 de janeiro – Universidade Estadual de Maringá (UEM)
Estudantes: 14 mil de graduação e 4 mil de pós-graduação
24 de janeiro – Universidade Estadual de Londrina (UEL)
Estudantes: 13.149 de graduação e 4.781 de pós-graduação
24 de janeiro – Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste)
Estudantes: 8.454 de graduação e 2.557 de pós-graduação
02 de fevereiro – Universidade Estadual do Norte do Paraná (UENP)
Estudantes: 5.500 de graduação e 500 de pós-graduação
02 de fevereiro – Universidade Estadual do Paraná (Unespar)
Estudantes: 9.755 de graduação e 386 de pós-graduação
07 de fevereiro – Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG)
Estudantes: 8.806 de graduação e 2 mil de pós-graduação.
Por - AEN
O Centro de Operações de Emergências (COE) em Saúde Pública da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) realizou sua primeira reunião do ano nesta quinta-feira (06), de maneira virtual, para debater questões e estratégias sobre o enfrentamento da pandemia da Covid-19, o aumento de casos de Influenza H3N2 e outras pautas que impactam a saúde pública.
Sob a coordenação da diretora de Atenção e Vigilância em Saúde da Sesa, Maria Goretti David Lopes, o encontro buscou alinhar a recomendação de ações a partir de informes que trouxeram dados acerca da pandemia, influenza, projeções futuras e assuntos de relevância.
“Essa reunião é de suma importância para alinharmos nossas ações e reforçarmos estratégias para tratar de maneira eficiente não apenas da pandemia, mas de todas as pautas emergentes deste início de ano”, observou Goretti.
Dentre os números apresentados, houve destaque para o alto índice de vacinação contra a Covid-19 no Paraná. Segundo a coordenadora de Imunização da Sesa, Vera Rita da Maia, isso reflete o empenho acertado do Estado no combate à pandemia.
“A vacinação contra a Covid-19 apresenta números animadores. Quando comparamos o número de doses encaminhadas aos municípios, o que se nota é uma cobertura de 96% de vacinação da população geral com a primeira dose e de 84% com a segunda. Além disso, também acreditamos que com a atualização dos dados dos municípios devemos chegar a cerca de 90% da vacinação no Estado” afirmou.
A baixa adesão da população à vacinação da gripe também esteve na pauta. Com uma taxa inferior a outros anos, os índices revelam a importância de um esforço coletivo para expandir as taxas de cobertura vacinal.
“No geral, os números da imunização apresentam uma nítida queda se comparados a anos anteriores. Mesmo dentro da média nacional, o Paraná vacinou, em 2021, uma taxa de 70% da população. Por isso, é preciso reforçar que a vacina é indispensável para impedir a disseminação do vírus. Todas as Regionais de Saúde se encontram abastecidas e seu uso segue como prioridade. Além disso, descentralizamos 380 mil unidades de Tamiflu, recurso terapêutico de maior impacto na redução da gravidade da Influenza”, destacou Vera.
Outra situação abordada foi o aumento de casos de gripe por H3N2. De acordo com dados da Sesa divulgados nesta quinta, o Estado soma 375 confirmações e quatro mortes pela doença, que é considerada um tipo do vírus Influenza A (H3). A ascensão dos casos tem preocupado a população, o que levou a Sesa a emitir um alerta sobre a circulação do vírus no Paraná. Para Goretti, a disseminação da informação é fundamental para combater a expansão da Influenza.
“Essa nota veio a partir de uma deliberação da Comissão Intergestores Bipartire (CIB/PR), que transformamos em documento de alerta para facilitar o acesso e a divulgação para a população. Além das orientações aos serviços de Saúde, ela também contém informações valiosas para a população, como precauções contra o vírus. Por isso, peço às lideranças aqui presentes que nos ajudem a divulgar essa mensagem”, disse.
O secretário de Estado da Saúde, Beto Preto, enfatizou a importância da reunião do COE para traçar o planejamento de ações da saúde em toda a esfera estadual.
“São informações relevantes que orientam o funcionamento e estratégias para a saúde, com foco na proteção de todos os paranaenses. Desde sua ativação em 2020, a atuação do COE tem se mostrado fundamental não somente no combate à pandemia da Covid-19, mas também na ocorrência da dengue, febre amarela e agora para a Influenza”, reforçou.
Por - AEN
A Secretaria estadual da Fazenda libera nesta segunda-feira (10) os créditos do Nota Paraná para os consumidores que solicitaram o CPF na nota.
A novidade para este mês é o valor que será devolvido também para quem abasteceu nos postos de combustíveis e pediu CPF na nota durante as compras no mês de outubro. Serão devolvidos aproximadamente R$ 10 milhões aos contribuintes referentes à atividade econômica de varejo dos postos de combustível.
Dos valores gerais, serão repassados R$ 21,8 milhões divididos entre as atividades econômicas (varejo, atacado e combustível), sendo R$ 19,3 milhões para consumidores com CPF identificado e R$ 2,5 milhões para entidades sociais cadastradas.
O cálculo do crédito de cada nota fiscal é feito sempre no terceiro mês após a compra. Por exemplo, as compras efetuadas em janeiro/2022 serão calculadas em abril/2022, e assim sucessivamente. Esse é o prazo para as informações necessárias para que o cálculo dos créditos, tais como o recolhimento do imposto pelo estabelecimento comercial, as notas fiscais com o CPF ou as doadas para as instituições sociais, cheguem à Secretaria da Fazenda.
Após 12 meses, os créditos do programa são automaticamente cancelados. É importante que os contribuintes transfiram os valores para o IPVA ou para conta bancária para que possam utilizar a quantia disponível.
BILHETE EM DOBRO – O consumidor que coloca o CPF na nota fiscal nos postos de combustíveis recebe bilhetes em dobro para concorrer nos sorteios mensais, que dão prêmios individuais de até R$ 1 milhão. A cada R$ 200 em notas fiscais geradas nos postos, o contribuinte tem direito a dois bilhetes. Nos demais estabelecimentos vinculados ao programa, cada R$ 200 em notas fiscais com CPF identificado continuam gerando um bilhete.
Por - AEN
O Governo do Paraná começou a entrega da primeira remessa da alimentação escolar para as mais de 2,1 mil instituições de ensino estaduais.
São cerca de 3 milhões de quilos de produtos não perecíveis que chegam até a primeira semana de fevereiro, antes do início das aulas. O investimento é de quase R$ 22 milhões. Até o final do ano estão previstas outras três remessas.
“Precisamos assegurar que os itens necessários para a alimentação escolar estejam nas nossas escolas para garantir o preparo de refeições já no primeiro dia de aula aos nossos estudantes. E para isso realizamos um imenso trabalho para aquisição, armazenamento, distribuição e controle de qualidade”, destacou o diretor-presidente do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Educacional – Fundepar, Marcelo Pimentel Bueno.
Entre os itens recebidos estão: achocolatado em pó, açúcar, arroz, biscoitos, canjica, cereal, feijão, farinha, macarrão, molho de tomate, milho em conserva, óleo de soja, entre outros. Alguns destes produtos, como biscoitos, macarrão e achocolatado, são específicos para os alunos que têm necessidades alimentares especiais, como diabéticos, celíacos e lacto intolerantes.
Os gêneros alimentícios da chamada merenda seca são entregues pelos fornecedores na unidade armazenadora da Companhia de Desenvolvimento Agropecuário do Paraná (Codapar), em Pinhais, Região Metropolitana de Curitiba. Os produtos são separados, pesados e acondicionados de acordo com o padrão de armazenagem, e identificados por escolas, seguindo as guias da Fundepar.
Uma amostra dos produtos passa, ainda, por uma análise em relação à qualidade e à embalagem, que é realizada pelo Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar) para constatar se estão dentro das especificações exigidas.
NA ESCOLA – O Colégio Estadual Zumbi dos Palmares, em Colombo, Região Metropolitana de Curitiba, recebeu mais de 2,2 mil quilos de produtos da alimentação escolar que serão utilizados para refeições de cerca de 1,1 mil estudantes dos ensinos fundamental, médio e da educação de jovens e adultos.
Quando chegam à escola, os produtos são verificados quanto à qualidade e à quantidade. A guia da remessa é assinada e as informações são inseridas no Sistema Merenda Escolar, desenvolvido pela Companhia de Tecnologia da Informação e Comunicação do Paraná (Celepar).
Para finalizar, os produtos são retirados das embalagens secundárias, higienizados, armazenados nas despensas e organizados pela validade para serem utilizados no preparo das refeições.
“Uma boa alimentação reflete na aprendizagem. Ninguém se concentra se não está bem alimentado. Uma criança ou adolescente malnutrido não realiza as atividades escolares de maneira satisfatória”, explicou a diretor do Zumbi dos Palmares, Heloísa Urcino da Silva.
CONGELADOS E OVOS – Os congelados começam a ser distribuídos para as escolas a partir de 17 de janeiro. São cerca de 640 mil quilos e, em fevereiro, serão entregues 168 mil dúzias de ovos. Nessa primeira etapa foram investidos cerca de R$ 11,8 milhões para compra desses alimentos.
AGRICULTURA FAMILIAR – Os produtos da agricultura familiar também devem chegar em fevereiro para a alimentação escolar dos estudantes da rede estadual. A chamada pública está aberta até 13 de janeiro para as associações e cooperativas da agricultura familiar que tenham interesse em participar do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), em 2022.
Por - AEN
Os Portos de Paranaguá e Antonina fecharam 2021 com movimentação de 57.520.122 toneladas de cargas - o maior volume de produtos importados e exportados já atingido pelos terminais paranaenses na história. Em relação às 57.338.001 toneladas registradas em 2020, o aumento foi de 0,3%.
Não fosse a queda no embarque dos granéis sólidos de exportação, principalmente do milho, produto que sofreu quebra significativa em decorrência da estiagem durante o desenvolvimento da lavoura, o volume movimentado no ano passado poderia ter sido ainda maior, segundo o diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia.
“Trabalhamos intensamente, durante todo o ano de 2021, com alta produtividade e performance e superamos o nosso próprio recorde. O segmento dos granéis sólidos de exportação registrou queda, porém todos os demais alcançaram aumento na movimentação”, disse.
Os granéis sólidos, tanto de importação quanto exportação, representam quase 62,2% da movimentação total dos portos do Paraná. Em 2021, foram 35.806.105 toneladas de cargas movimentadas – 4% a menos que em 2020, com 37.288.965 toneladas.
Considerando apenas os granéis sólidos de exportação – soja, milho, farelo de soja e açúcar – em 2021, foram 23.027.094 toneladas de cargas, 13% a menos que as 26.531.964 toneladas exportadas em 2020.
No segmento, no último ano, apenas o embarque de açúcar registrou alta. Foram exportadas 4.080.802 toneladas do produto, 4% a mais que as 3.935.096 toneladas embarcadas no ano anterior.
Já os granéis sólidos de importação – fertilizantes, malte/cevada, trigo, sal e, em 2021, em especial, o milho – registraram aumento de 18%. Em 2021 foram 12.881.261 toneladas ante 10.911.752 toneladas no ano anterior.
CARGA GERAL – O segmento que engloba a movimentação de produtos em sacas (como o açúcar e o fubá), contêineres, fardos (como madeira, papel e celulose) e unidades (como os veículos e partes de projetos) é chamado de carga geral e representa quase 24% do total movimentado pelos portos de Paranaguá e Antonina no ano passado.
Em 2021, a carga geral somou 13.765.178 toneladas movimentadas – 11% a mais que as 12.440.192 toneladas embarcadas e desembarcadas em 2020. O destaque principal foi a quantidade de contêineres no ano passado, com registro de nova marca histórica e aumento de 12% na movimentação total.
Em 2021, 1.100.885 TEUs (unidade específica equivalente a um contêiner de 20 pés) foram importados e exportados pelo Terminal de Contêineres de Paranaguá, administrado pela TCP. Em 2020, foram 981.116 TEUs.
LÍQUIDOS – Produtos líquidos – granéis de importação e exportação – somam 13,8% do total movimentado em 2021 pelos portos paranaenses. Nos 12 meses do ano, o segmento movimentou 7.948.839 toneladas de cargas, 4% a mais que as 7.608.843 toneladas registradas em 2020.
Entre os líquidos, destaca-se a movimentação do óleo de soja, com aumento nos volumes tanto de importação quanto de exportação. Embarcadas, no ano passado, foram 1.179.760 toneladas do óleo vegetal, 50% a mais que as 788.262 toneladas exportadas em 2020. Em contrapartida, o desembarque totalizou 361.416 toneladas (57% superior que as 230.433 toneladas importadas em 2020).
PORTOS – Das 57.520.122 toneladas de cargas movimentadas pelos portos do Paraná em 2021, 1.479.581 toneladas foram pelo Porto de Antonina (Porto Ponta do Félix). O restante, 56.040.541 toneladas, pelos terminais do Porto de Paranaguá.
Em 2021 foi registrado o melhor mês de dezembro em movimentação de cargas da história dos portos do Paraná. Nos 31 dias, foram 4.491.255 toneladas de cargas importadas e exportadas. O volume é 19% maior que as 3.777.259 toneladas registradas no mesmo mês em 2020.
Considerando a última movimentação mensal fechada, além de maior volume, as exportações tiveram o maior aumento. Nesse sentido do comércio exterior foram 2.349.837 toneladas movimentadas – 25% a mais que as 1.873.758 toneladas exportadas em dezembro de 2020.
Em produtos de importação, foram 2.141.418 toneladas em dezembro do ano passado. O volume é 12,5% maior que as 1.903.501 toneladas que passaram pelos terminais paranaenses nos mesmos 31 dias finais de 2020.
Considerando o movimento mensal, entre as exportações, os produtos com maiores altas foram os óleos vegetais (790%, principalmente o óleo de soja); os derivados de petróleo (94%); o farelo de soja (15%); e a celulose (6%).
Entre as importações, os destaques ficaram para os volumes de milho (em 2020 não houve importação do produto); fertilizantes (16%); sal; carga geral (26%) e metanol (12%).
Por - AEN
Com destaque na produção de grãos, como soja, cevada e trigo, e figurando entre os líderes nacionais no abate de porco e frango, os municípios de Guarapuava, Cascavel, Tibagi e Toledo estão entre as cidades mais ricas do agronegócio brasileiro.
A informação foi divulgada nesta semana pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), com base na Produção Agrícola Municipal (PAM), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
A publicação leva em conta duas classificações: o Valor Bruto da Produção (VBP) das lavouras permanentes e temporárias, referente ao ano de 2020, e o Produto Interno Bruto (PIB) dos municípios em 2019. O VBP dessas quatro cidades somou quase R$ 27,2 bilhões, um quinto da produção agropecuária estadual, que registrou um VBP de R$ 128,3 bilhões em 2020, de acordo com a Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento.
“A vocação do Paraná é produzir alimentos. Somos o segundo maior produtor de grãos, líder na produção de proteína animal e contamos com uma variedade enorme de produtos cultivados na nossa terra”, afirma o governador Carlos Massa Ratinho Junior. “Por isso é uma alegria imensa ver o quanto o trabalho dos nossos agricultores e pecuaristas se destacam, com essas quatro cidades incluídas como as mais ricas do agronegócio nacional”.
O secretário estadual da Agricultura e do Abastecimento, Norberto Ortigara, ressalta que o agronegócio paranaense tem grande competitividade, inclusive internacional, figurando entre os maiores exportadores de alimentos do País. “Também temos sanidade e qualidade, e podemos abordar de forma qualificada o mercado mundial com a nossa grande capacidade de produzir o ano todo”, diz.
MUNICÍPIOS – Maior produtor nacional de cevada, com destaque também no cultivo de soja, batata e trigo, Guarapuava está na 49ª posição entre os municípios com a maior produção do País. De acordo com o levantamento, teve um VBP de R$ 1,16 bilhão em 2020 e o PIB de R$ 7,5 bilhões no ano anterior.
Cascavel é a segunda cidade paranaense no ranking, no 58º lugar, e atingiu uma produção de R$ 1,1 bilhão e o PIB de R$ 12,6 bilhões. O forte do município da região Oeste são os grãos, ocupando a liderança estadual na soja e com forte plantio também de milho e trigo, além da criação de frango para reprodução e de ovinos e caprinos – dois segmentos em que Guarapuava também está presente. Cascavel puxa ainda o cultivo, no Estado, de flores e plantas ornamentais.
Na sequência está Tibagi, nos Campos Gerais, que ocupa a marca de número 70 no levantamento do Ministério da Agricultura. Em 2020, o VBP de Tibagi chegou a R$ 932,9 milhões, com um PIB de R$ 842,1 milhões em 2019. É a capital nacional do trigo, além de estar entre os principais do Paraná no plantio de madeiras de reflorestamento, de feijão e soja.
Toledo, também no Oeste, se destaca na pecuária, sendo um dos polos produtores de suínos e de frango de corte no Estado. Está na 79ª posição no ranking nacional, com o VBP de R$ 825,5 milhões e um PIB de R$ 6,2 bilhões. É também o segundo maior produtor de pescados do Paraná.
MAIORES DO PAÍS – O Paraná é o estado da Região Sul com o maior número de cidades entre as 100 mais ricas do agronegócio brasileiro. A lista do Ministério da Agricultura coloca Sorriso (MT) na liderança nacional. Os 100 municípios rankeados (confira AQUI) geraram, em 2020, um valor da produção de R$ 151,2 bilhões – 32% do total do País, estimado em R$ 470,5 bilhões.
Por - AEN





















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