PRF faz leilão online com 140 veículos bem conservados e sucatas, com lances a partir de R$ 50; veja como participar

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) realiza, neste sábado (17), um leilão online com 140 veículos, entre lotes em boas condições de circulação e sucatas.

A instituição afirma que são 71 sucatas e 69 veículos conservados disponíveis.

Segundo a PRF, os lotes com sucatas possuem lances mínimos entre R$ 50,00 e R$ 1.400,00, e os lotes conservados entre R$ 150,00 e R$ 40 mil.

Os interessados podem participar, enviando lances pelo site da empresa responsável pelo leilão.

No site, também é possível conferir os detalhes de cada lote. Podem participar pessoas físicas ou empresas.

Os veículos foram retidos, abandonados, removidos ou recolhidos na Região Metropolitana de Curitiba e estão há mais de 60 dias nos pátios das Unidades Operacionais vinculadas à PRF no Paraná.

 

 

 

 

 

Por - G1

Pesquisa mostra que quase 1 milhão de pessoas passa fome no Paraná

Pesquisa divulgada nesta quarta-feira (14) e que mede a insegurança alimentar dos lares revelou que 8% da população do Paraná vivem em situação grave, ou seja, passam fome.

Os números são de estudo da Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar (PENSSAN) feito por uma rede de pesquisadores das principais instituições e universidades do país.

No Paraná, mais da metade dos domicílios (53%) pesquisados apresenta alguém nível de insegurança alimentar, o que equivale a 6.205 pessoas nessa situação.

 
 

Os níveis de insegurança são divididos em três categorias:

  • Leve: quando o medo de faltar comida na mesa leva a família a restringir a qualidade dos alimentos.
  • Moderada: quando não há qualidade nos alimentos e a quantidade deles é insuficiente para todos.
  • Grave: quando se passa fome.

A pesquisa mostrou que 29% das famílias no Paraná estão dentro da primeira categoria. Na moderada são 15% dos paranaenses e 8% estão dentro da categoria mais grave, aquelas que passam fome.

Menos da metade dos lares (46,5%), vive dentro da chamada segurança alimentar, onde não falta comida e a qualidade dos produtos é uma realidade.

A insegurança fica mais crítica fora do Paraná. A maior proporção de famílias está nas regiões norte e nordeste do país. Juntas, somam quase 24 milhões de pessoas afetadas.

 

 

 

 

 

 

Por - G1

Entenda por que as tempestades se formarem mais no Sul do Brasil

Entre 2005 e 2018 foram registrados cerca de 20 tornados no Paraná, de acordo com dados da Defesa Civil.

A formação deste tipo de fenômeno, bem como temporais, chuvas intensas e vendavais, tem algumas explicações, conforme a geógrafa, especialista em desastres naturais, Karin Hornes. Veja orientações para como agir nestes incidentes no vídeo acima.

Ela afirmou que eles se formam especialmente na região Sul do Brasil, Paraguai e Argentina, por influência das frentes frias vindas da Antártica, associadas à formação de grandes nuvens na região conhecida como "Chaco Paraguaio".

 

 “A região Sul da América do Sul é a mais propicia a desenvolver tempestades severas depois dos EUA. [...] Em se tratar de tornados, o Brasil e a Argentina são os mais propícios. [...] Na região, conhecida como Bacia do Chaco, entre Argentina e Paraguai, tem uma planície extensa onde os raios solares aquecem e propiciam formação de vapor d'água e, quando ele começa a subir, forma grandes nuvens", explicou a especialista.

Ainda conforme a geógrafa, quanto maior for esse sistema, mais propensão a tempos severos. Além disso, cita Karin Hornes, temos as entradas das frentes frias na região Sul da América do Sul, na região do Chaco e que se deslocam para o Brasil atuando no Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

Tornado atingiu uma área rural de Terra Rica, no noroeste do Paraná — Foto: Reprodução/RPC

Tornado atingiu uma área rural de Terra Rica, no noroeste do Paraná — Foto: Reprodução/RPC

Karin comentou que à medida que as frentes frias vão se deslocando, formam sistemas de baixa pressão e, ao entrarem em contato com temperaturas diferentes do local de origem, formam um efeito parecido com o de um aspirador.

“Na região da América do Sul, elas vem da Antártica. Ela vai encontrar temperatura mais alta, com formação de baixa pressão. É como se fosse um aspirador, toda umidade está sendo sugada e elevada para outras altitudes. Quando ela se eleva, haverá a formação de várias nuvens gigantes que são as responsáveis pela chuva. Se for uma nuvem grande trará tempo severo", afirmou Karin.

 
 
 

Regiões mais propícias a temporais no Paraná

Conforme a especialista, as regiões mais propícias para registro destes fenômenos são oeste, sudoeste e noroeste do Paraná.

As grandes nuvens formadas na área conhecida como "Chaco Paraguaio", ao se deslocarem para o estado, se chocam com o relevo, que acaba bloqueando a passagem, gerando os temporais.

"Chega ao nosso estado e se encontra com o relevo. Temos ali o terceiro planalto, que vai servir como um bloqueio a esse complexo formado por muitas nuvens de crescimento vertical. Quando essa nuvem encontra esse bloqueio, ela tem que se elevar e com isso a temperatura do topo fica diferenciada, e o sistema se desequilibra e ocasiona a precipitação. Podendo ser severa devido a essa grande diferença de temperatura", explica Karin.

 
Granizo em Guaraniaçu, no oeste do Paraná, na terça-feira (19) — Foto: Portal Cantu

Granizo em Guaraniaçu, no oeste do Paraná, na terça-feira (19) — Foto: Portal Cantu

 

Formação granizo

A diferença na temperatura ocasiona também a formação do granizo, conforme a especialista. Ela explicou que ao observar imagens de satélite, é possível ver a temperatura do topo das nuvens. Quanto mais baixa a temperatura, maior a probabilidade delas causarem temporais.

"O que acontece, quando você tem uma temperatura de, por exemplo, menos 65°C, significa que o topo dela, é constituído basicamente de gelo. E, quando essa nuvem se desloca, ela encontra temperatura diferente da superfície diferente do seu topo. [...] O granizo grande, do tamanho do ovo, se forma porque essas nuvens estão num crescimento tão exacerbado e ela precisa equilibrar o sistema. Essa nuvem consegue com toda turbulência dela segurar esse granizo no seu topo, mas chega um momento que ela não consegue segurar", afirmou Karin.

 "Ele se forma pequeno. Começa com partículas de poeira que vão se aglutinando com cristais de gelo e vai crescendo devagar. [...] Quando tem muita atividade convectiva, esse gelo se choca com outros granizos e forma aqueles conglomerados enormes de gelo que já foram registrados no Paraná”, explicou ela.

Ela afirmou que essa diferença de temperatura interfere na carga eletrostática das partículas da nuvem e isso ajuda na formação de raios, juntos com a tempestade severa terá o grande registros de raios.

 

 

 

 

 

 

Por - RPC

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