Um projeto de lei do Governo do Estado propõe a aprovação de crédito especial para atender os municípios atingidos pela estiagem.
O texto já está na Assembleia Legislativa do Paraná. O projeto trata da autorização para a Coordenadoria Estadual de Defesa Civil usar recursos da ordem de R$ 8 milhões, repassados pelo governo federal, para apoio direto aos municípios prejudicados pela crise hídrica nos últimos anos.
No final de 2021 e início deste ano, 62 municípios cadastraram ocorrências relatando danos e prejuízos ocasionados pela contínua diminuição das chuvas no Estado. Por conta dos prejuízos, o governo estadual decretou situação de emergência, englobando as cidades que inseriram as informações no sistema de Defesa Civil e fizeram solicitação de recursos federais para solucionar o problema.
Os municípios tiveram prejuízos tanto na distribuição regular de água, sendo necessário inclusive rodízio da distribuição de água para a população – a situação já foi regularizada pela Sanepar após a realização de obras no sistema e da volta das chuvas. Além disso, lavouras e animais também foram afetados, causando grandes perdas.
Os impactos da estiagem começaram em 2019 no Paraná e se agravaram em 2021, de forma que foi necessária a intervenção de diversas instituições do Estado para o atendimento.
O início da situação de estiagem também se deu em concomitância com a pandemia de Covid-19, dificultando as ações sanitárias básicas necessárias à proteção das pessoas contra a doença.
Os R$ 8 milhões devem ser usados para atendimento direto à população, com alimentos, motobombas e reservatórios. Cinquenta kits compostos pelas motobombas e reservatórios serão entregues aos municípios afetados e mais de 13 mil famílias receberão cestas básicas, de acordo com a Defesa Civil.
UNIOESTE – Os recursos também servirão para ajudar a restruturação do câmpus da Unioeste em Foz do Iguaçu, unidade que foi destelhada em um temporal no ano passado.
Municípios incluídos no Decreto de situação de emergência:
Ampére, Ariranha do Ivaí, Barbosa Ferraz, Bela Vista da Caroba, Boa Esperança do Iguaçu, Bom Sucesso do Sul, Borrazópolis, Califórnia, Campo Magro, Capanema, Capitão Leônidas Marques, Chopinzinho, Coronel Vivida, Cruz Machado, Cruzeiro do Oeste, Diamante do Oeste, Enéas Marques, Espigão Alto do Iguaçu, Flor da Serra do Sul, Francisco Beltrão, Godoy Moreira, Honório Serpa, Irati, Iretama, Ivaiporã, Kaloré, Laranjal, Laranjeiras do Sul, Lobato, Mallet, Manfrinópolis, Mangueirinha, Marechal Cândido Rondon, Maripá, Marmeleiro, Mercedes, Nova Esperança do Sudoeste, Nova Laranjeiras, Nova Londrina, Nova Prata do Iguaçu, Nova Santa Rosa, Peabiru, Pérola do Oeste, Planalto, Prudentópolis, Realeza, Rebouças, Rio Negro, Quedas do Iguaçu, Quinta do Sol, Salgado Filho, Salto do Lontra, Santa Cruz de Monte Castelo, Santa Izabel do Oeste, Santa Monica, Santo Antônio do Sudoeste, São João do Ivaí, São José das Palmeiras, São Mateus do Sul, São Pedro do Ivaí, Toledo e Tupãssi.
Por - AEN
A espera chegou ao fim para os 5.017 candidatos que fizeram o Vestibular 2022 da Unicentro.
A Coordenadoria de Processos Seletivos da universidade divulgou nesta quarta-feira (20) a lista dos aprovados em primeira chamada (confira aqui).
Os aprovados foram conhecidos, primeiro, em transmissões pelas redes sociais da instituição. Às 14 horas uma live no YouTube da instituição apresentou a lista, o que foi repetido no fim da tarde no Instagram.
Os selecionados em primeira chamada devem fazer a pré-matrícula de modo online, confirmando o interesse pela vaga, nos dias 25 e 26 deste mês. Quem não realizar esse procedimento perde o direito à vaga. As vagas não preenchidas serão ofertadas em edital de segunda chamada, que está previsto para ser divulgado em 27 de abril.
Para o Vestibular 2022 a Unicentro reservou 1.254 vagas em 40 cursos lotados em três campi universitários – o Santa Cruz e o Cedeteg, em Guarapuava, e o de Irati – e, ainda, nas unidades avançadas de Chopinzinho, Coronel Vivida, Pitanga e Prudentópolis.
As aulas do ano letivo de 2022 começam, na Unicentro, no dia 13 de junho. A exceção é o curso de Enfermagem, que tem um calendário diferenciado e inicia as atividades em 11 de julho.
Por - AEN
A Polícia Civil do Paraná (PCPR) oferece atestado de cadastro negativo e antecedentes criminais a brasileiros e estrangeiros que não possuam carteira de identidade emitida no Paraná pela internet. O serviço entrou em operação em fevereiro e atende a demanda de qualquer um que precise dos documentos.
Em 2021, o Instituto de Identificação do Paraná emitiu 8.493 atestados de cadastro negativo e antecedentes criminais a pessoas sem Registro Geral (RG) no Estado. Todos foram solicitados de forma presencial nos postos.
Com a oferta pelo site www.policiacivil.pr.gov.br, na aba “serviços”, o cidadão passa a solicitar remotamente, sem precisar se deslocar ou depender de um procurador para garantir o acesso ao atestado, como acontecia antes.
Para emitir a certidão, a pessoa deverá preencher os dados com a inserção de um documento de identidade, que pode ser o RG de outra unidade da federação, carteira nacional de habilitação, passaporte, registro nacional de estrangeiro, etc. O serviço vale também para familiares de falecidos que precisam de um documento para apresentação em órgão público. A partir da certidão de óbito o familiar consegue obter o atestado do falecido.
No caso do cadastro negativo, uma guia no valor de R$ 12,12 será emitida. 24 horas após o pagamento, o cidadão terá o atestado gerado no sistema para imprimir de onde estiver.
O atestado de cadastro negativo e antecedentes criminais comprova a ausência de registro criminal da pessoa no Paraná ou de carteira de identidade emitida no Estado. É indicado para pessoas que necessitam apresentar o atestado de antecedentes criminais do Paraná, mas nunca fizeram um RG no Estado.
O documento emitido pela PCPR possui mecanismos de segurança. No momento da apresentação do atestado para o órgão pretendido, o recebedor poderá confirmar a veracidade do documento por um QR Code impresso no atestado e solicitar ao cidadão o documento físico que o gerou.
O atestado de cadastro negativo fica disponível para impressão pelo prazo de 30 dias corridos a partir da data de emissão. Já a confirmação da autenticidade do atestado negativo fica disponível para impressão pelo prazo de 60 dias a partir data de emissão.
Por - AEN
O lodo gerado a partir do tratamento de esgoto nas estações da Sanepar tem sido uma alternativa sustentável para agricultores no Paraná, que deixam de gastar com fertilizantes, principalmente num cenário de aumento internacional de preços.
Em 2021, a Companhia destinou gratuitamente 14.370 toneladas de lodo que foram aplicadas em 2.655 hectares.
Foram beneficiados 89 produtores de 52 municípios. Além do benefício financeiro – o valor desse volume equivale a cerca de R$ 2,15 milhões – há um ganho ambiental e de produtividade. E a Sanepar também deixa de destinar esse material para aterros sanitários.
Estudos apoiados pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) indicam que a implementação de práticas mais sustentáveis de manejo do solo, como plantio direto e uso de insumos biológicos à base de resíduos orgânicos, ajuda a aumentar a eficiência e reduzir o uso de minerais críticos para a agricultura, como o fosfato.
Os principais nutrientes do lodo distribuído pela Sanepar são nitrogênio, fósforo, enxofre, cálcio e magnésio, importantes para o desenvolvimento das plantas. Usada na higienização do lodo, a cal virgem contribui para a correção do solo nas áreas onde tem sido aplicada.
Foram essas características que convenceram o agricultor João Angelo Costa Gomes a utilizar pela primeira vez o lodo em 200 hectares de área arrendada na região de Ponta Grossa, nos Campos Gerais. “Eu teria que aplicar calcário para fazer a correção. Isso me custaria R$ 58 mil. E a matéria orgânica, que vem junto com o lodo, funciona como adubo. Mas, para mim, o principal é fazer a correção que vai elevar cálcio e magnésio do solo”, disse.
Ele está aplicando o lodo para fazer adubação verde, com nabo e milheto, a fim de preparar a terra para o plantio de trigo, no inverno, e de soja, no verão.
No município de Ipiranga (Campos Gerais), a produtora Marli Scheifer aguarda o lodo para usar, pela primeira vez, em 126 hectares, e fazer a correção do solo. “Vou fazer cobertura com nabo forrageira para o plantio do trigo. Fui atrás de matéria orgânica porque é importante para o solo e tive a indicação de um produtor conhecido que usa o lodo há bastante tempo. Fiquei um pouco apreensiva, a princípio, mas ele me recomendou e achei interessante porque vi que, além da correção, o lodo tem mais benefício”, afirma.
Para determinar a quantidade do lodo a ser aplicado na propriedade de Marli, o engenheiro agrônomo da Sanepar Rebert Skalisz fez a coleta do solo e encaminhou o material para análise laboratorial. A partir das características do solo, será calculado o volume a ser aplicado.
Todos os lotes de lodo recebem tratamento para eliminar patógenos, com aplicação de cal virgem, tornando-se 100% seguro para o seu manuseio. O material também passa por análise laboratorial. Os resultados são encaminhados para o Instituto Água e Terra (IAT), que faz avaliação e liberação para uso na agricultura.
Em todo o Estado, a Sanepar tem 36 unidades de gerenciamento de lodo, que recebem o material gerado nas estações de tratamento de esgoto. A aplicação do lodo é conduzida por engenheiros agrônomos da Companhia que fazem parte da Gerência de Gestão Ambiental, submetida à Diretoria de Meio Ambiente e Ação Social.
PROGRAMA – A Sanepar desenvolve o Programa de Uso Agrícola do Lodo de Esgoto desde 2007. Nesse período, foram aplicadas cerca de 400 mil toneladas de lodo. Isso equivale a cerca de R$ 60 milhões em benefício para a agricultura paranaense, além da disposição ambientalmente correta, em vez de serem lançados em aterros sanitários.
O programa já foi indicado como referência pela ONU e visitado por profissionais de outras companhias de saneamento dos estados da Bahia, Mato Grosso, Rio Grande do Sul, Espírito Santo, Santa Catarina, Minas Gerais e Goiás. Interessados em receber o lodo agrícola devem enviar email para Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..
Por - AEN
As prefeituras têm até o dia 30 deste mês para preencher os dados referentes à destinação adequada dos resíduos sólidos urbanos na plataforma contabilizando resíduos. Criada pela estadual Secretaria do Desenvolvimento Sustentável e do Turismo (Sedest) em 2021, a ferramenta servirá para elaboração de políticas públicas voltadas ao setor.
Até a tarde desta terça-feira (19), apenas 08 municípios finalizaram o cadastro e outros 37 deram início ao preenchimento das informações e aguardam a conclusão. Outros municípios foram notificados de que preencheram os cadastros com dados de 2022.
“É necessário preencher os dados referentes ao ano de 2021, pois para a gestão das políticas públicas precisamos trabalhar com o ano fechado”, destaca o diretor de Políticas Ambientais da Sedest, Rafael Andreguetto. As iniciativas para a gestão de resíduos sólidos visam a preservação do meio ambiente, adoção de práticas sustentáveis e geração de emprego e renda à população.
Para orientar o correto preenchimento do cadastro, a Sedest convocou representantes municipais da área ambiental no 1º Webinar de Capacitação dos Gestores Municipais, no início deste mês. Os gestores municipais foram notificados oficialmente sobre o prazo de preenchimento do cadastro, o qual também foi estendido por um mês.
“Estamos em uma força-tarefa para orientar os gestores públicos municipais. A informação sobre a realidade das cidades é fundamental para efetivar as políticas públicas voltadas à gestão dos resíduos sólidos”, acrescentou o diretor. A Sedest também disponibiliza o Manual do Usuário para ajudar no acesso e navegação na plataforma.
PLATAFORMA - O Sistema Estadual de Informações sobre Resíduos Sólidos do Estado do Paraná, a plataforma digital contabilizando resíduos, é uma ferramenta de gestão e planejamento sobre os resíduos sólidos do Paraná.
Tal gestão foi instituída pela Lei Estadual 20.607 de 10 de junho de 2021 e teve seus critérios e procedimentos regulamentados pelas Resoluções Conjuntas SEDEST/IAT n° 20 de 20 de julho de 2021 e n° 22 de 28 de julho de 2021.
Por - AEN
A descarga de fertilizantes pelos portos de Paranaguá e Antonina segue aquecida devido à demanda crescente e o mercado em alta para a comercialização.
Com isso, houve aumento da quantidade de navios e do volume descarregado, e a Portos do Paraná acompanhou essa evolução com crescimento da produtividade dos terminais para atender os importadores.
Com a alta, registrada desde o segundo semestre de 2021, a administração portuária atualizou as regras operacionais e aumentou em quase 30% os níveis de produtividade para cada operação de descarga dos granéis de importação. Além disso, o porto investiu em balanças, o que agilizou o atendimento dos caminhões à demanda da descarga no cais.
O diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia, explica que Paranaguá tem uma das melhores pranchas médias (ou produtividade média) operacionais para o desembarque dos produtos entre os portos brasileiros. “Para garantir maior eficiência no segmento de fertilizantes, a prancha média varia de 6 mil a 9 mil toneladas por dia, por berço ou navio”, afirma Garcia.
A média de descarga tem sido de cerca de 40 mil toneladas, ou seja, quase dois navios por dia – considerando o volume mês a mês, de outubro de 2021 até março deste ano. “Elevamos a capacidade de 800 mil toneladas/mês para mais de um milhão de toneladas”, afirma o diretor de Operações, Luiz Teixeira da Silva Júnior.
Neste ano, de janeiro a março, 3,06 milhões de toneladas de fertilizantes foram desembarcadas nos portos do Paraná – 26% a mais que as 2.436.122 toneladas registradas no mesmo período em 2021. Os portos paranaenses são as principais entradas dos fertilizantes no País. Conforme o Ministério da Economia (ComexStat), com base nos dados do 1º trimestre do ano, cerca de 31,5% dos produtos importados pelo Brasil chegam por Paranaguá e Antonina.
MERCADO – O gerente executivo do Sindicato da Indústria de Adubos e Corretivos Agrícolas do Estado do Paraná (Sindiadubos), Décio Luiz Gomes, explica que o fertilizante que chegou neste ano – janeiro, fevereiro, março e abril – já estava comprado desde o ano passado, entre setembro e outubro. De acordo com ele, os países importadores de fertilizantes – não apenas o Brasil – acabaram antecipando a compra dos produtos, diante de uma certa falta de matéria prima para a fabricação e da crise energética no mundo.
COMERCIALIZAÇÃO – E além da entrada, Paranaguá acaba sendo, também, centro de comercialização do produto. E nessas negociações, segundo Gomes, as empresas têm as próprias políticas, capacidade e estratégias.
Nesta quarta-feira (20), 18 navios aguardam para descarregar 585 mil toneladas de fertilizantes somente no Porto de Paranaguá. Desses, 13 estão com todas as exigências operacionais e de documentação prontas, e um deles deve atracar ainda nesta quarta-feira.
Apenas nos berços do cais do Porto de Paranaguá, são descarregados quatro navios simultaneamente – somando quase 114 mil toneladas de fertilizantes.
Por - AEN








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