Campanha de atualização cadastral dos rebanhos do Paraná começa neste domingo

A Campanha de Atualização dos Rebanhos do Paraná de 2022 começa neste domingo (1°) e se estenderá até 30 de junho. A atualização é obrigatória para todos os produtores rurais com animais de produção de qualquer espécie sob sua guarda.

Aqueles que não cumprirem a exigência ficarão impedidos de obter a Guia de Trânsito Animal (GTA), documento que permite a movimentação de animais entre propriedades e para abate nos frigoríficos.

A GTA somente será emitida após a atualização de todas as espécies animais existentes na propriedade (bovinos, búfalos, equinos, asininos, muares, suínos, ovinos, caprinos, aves, peixes e outros animais aquáticos, colmeias de abelhas e bicho da seda).

Os produtores podem fazer a atualização no sistema online pelo site da Adapar e também presencialmente em uma das unidades locais da Adapar, sindicatos rurais ou escritório de atendimento de seu município (prefeituras). A partir de 30 de junho, o produtor que não atualizar o rebanho estará sujeito a penalidades previstas na legislação, inclusive multas.

O acesso ao sistema também está disponível de forma direta por meio deste LINK.

Para fazer a comprovação, o produtor deve ter o CPF cadastrado. Nos casos em que seja necessário ajustar o cadastro inicial (correção de e-mail, etc), o telefone para contato é (41) 3200-5007.

Segundo dados da Gerência de Saúde Animal, existem 158 mil propriedades no Paraná e 192 mil explorações pecuárias, sendo que as principais espécies somam, aproximadamente, 8,6 milhões de bovinos, 6,3 milhões de suínos, 20 mil aviários, 240 mil equídeos, além de outros animais.

ÁREA LIVRE – O Paraná foi reconhecido internacionalmente pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), em 27 de maio do ano passado, como Área Livre de Febre Aftosa Sem Vacinação. Como compromisso do Estado, há a necessidade de se realizar o cadastro de todos os animais uma vez por ano, durante os meses de maio e junho.

O gerente de Saúde Animal da Adapar, Rafael Gonçalves Dias, alertou que a atualização do rebanho é importante para os próprios produtores, pois possibilita uma ação rápida nos casos de suspeita inicial de doenças nos animais.

“O status de Área Livre Sem Vacinação que o Estado conquistou após muito esforço exige uma vigilância permanente, e é isso que queremos ao exigir a atualização do rebanho das propriedades rurais do Estado”, afirmou.

O diretor-presidente da Adapar, Otamir Cesar Martins, destacou que o trabalho dos profissionais da entidade não parou após a conquista na OIE. “Agora estamos ainda mais vigilantes, cuidando com muita atenção das fronteiras e das divisas do Estado, trocando muitas informações com os Conselhos de Sanidade Agropecuária e com entidades representativas do setor, e precisamos desse auxílio dos produtores para que nos forneçam os dados e juntos consigamos manter o status do Paraná”, disse.

CAMPANHA – Para comentar a campanha e apresentar maiores detalhes, o Sistema Estadual de Agricultura (Seagri) promove uma webinar nesta segunda-feira (02), às 17 horas, com a presença do secretário estadual da Agricultura e do Abastecimento, Norberto Ortigara; do presidente da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar), Otamir Cesar Martins; do presidente do Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná-Iapar-Emater (IDR-Paraná), Natalino Avance de Souza; do presidente da Federação da Agricultura do Paraná (Faep), Ágide Meneguette; do superintendente da Ocepar, Robson Mafioletti; e do presidente da Federação dos Trabalhadores Rurais Agricultores Familiares (Fetaep), Marcos Junior Brambilla.

O evento poderá ser acompanhado pelo Canal YouTube da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento.

 

 

 

 

 

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Paraná promove neste sábado o dia D de vacinação contra o Sarampo e Influenza

A Secretaria estadual da Saúde promove neste sábado (30), em parceria com o Ministério da Saúde e as secretarias municipais, o Dia D de mobilização da Campanha Nacional de Vacinação contra sarampo e influenza.

No Paraná, 1.347 Unidades Básicas de Saúde (UBS) e outros pontos estratégicos para a vacinação abrirão suas portas para atender a população.

Estratégia de intensificação das ações de rotina, o dia de mobilização é importante para ampliar a proteção da população preconizada com a vacina da gripe e para ampliar a proteção das crianças contra o sarampo. Nesse dia, as crianças, na faixa etária preconizada, podem receber a vacina da Influenza e do sarampo simultaneamente.

“O Dia D facilita o acesso à vacina para as pessoas que não conseguem comparecer às unidades de saúde durante a semana”, explica o secretário estadual da Saúde César Neves. “A fácil transmissão dessas doenças é preocupante, por isso é fundamental garantir o maior número de pessoas vacinadas para que o bloqueio da circulação dos vírus seja de fato efetivo”.

A Campanha Nacional de Vacinação contra o Sarampo e a Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza tiveram início no dia 04 de abril e ocorrem de forma simultânea, pela primeira vez. O Paraná já recebeu 660 mil doses da vacina contra o sarampo e mais de 2 milhões de imunizantes para a gripe.

SARAMPO – A imunização contra o sarampo iniciou de forma seletiva, com os trabalhadores da saúde. A partir do Dia D, neste sábado, e até o dia 3 de junho contemplará de forma indiscriminada crianças de seis meses a menores de cinco anos (4 anos, 11 meses e 29 dias).

No Estado, 692.651 crianças devem receber a dose contra a doença, a meta é atingir 95% de cobertura vacinal para este grupo. Os trabalhadores da saúde devem ser vacinados se não receberam ou não tem como comprovar o recebimento de 2 doses da vacina. Até o momento 11.084 doses foram aplicadas.

O sarampo é uma doença infecciosa, aguda, transmissível e extremamente contagiosa, podendo evoluir com complicações e óbito, particularmente, em crianças desnutridas e menores de um ano de idade. A estratégia de vacinação com a vacina tríplice viral foi incorporada no Programa Nacional de Imunizações (PNI) em 1992, com o propósito de controlar surtos, reduzir internações, complicações e óbitos.

O Paraná estava há mais de vinte anos sem casos de sarampo no território, mas em 2019, houve um surto da doença, que durou até setembro de 2020. Não ocorreram óbitos e as faixas etárias mais atingidas foram de 20 a 29, com 1.035 casos confirmados, seguidas da faixa de 10 a 19 anos, com 457 casos e 30 39 anos, com 293 casos confirmados.

A Secretaria da Saúde monitora constantemente o sarampo no Paraná. Desde o fim do surto, mais nenhum caso foi registrado, garantido assim ao Estado área livre da doença. Porém, a queda nas coberturas vacinais, devido à pandemia da Covid-19, a liberação de viagens dentro do país e no exterior e maior contato entre a população, podem propiciar a transmissão do vírus do sarampo.

Pessoas com viagens nacionais ou internacionais programadas devem estar devidamente imunizadas contra a doença. Aqueles que poderão conviver com imigrantes, visitantes estrangeiros ou refugiados devem ter o mesmo cuidado. A orientação da Secretaria é devido aos vários surtos existentes em alguns estados do Brasil e em diversos países.

A cada ano, cerca de 142.000 pessoas morrem de sarampo. O Brasil em 2018 registrou 9.342 casos da doença e no ano de 2019, após um ano de franca circulação do vírus, o País perdeu a certificação de “país livre do vírus do sarampo”, dando início a novos surtos, com a confirmação de 20.901 casos. Em 2020 foram 8.448 casos.

GRIPE – Para a vacinação da Influenza, além dos idosos acima de 60 anos e os trabalhadores da saúde, a partir do dia 2 de maio a vacinação será ampliada para os seguintes grupos: crianças de 6 meses a menores de 5 anos de idade (4 anos, 11 meses e 29 dias), gestantes e puérperas, povos indígenas, professores, pessoas com comorbidades, pessoas com deficiência permanente, forças de segurança e salvamento e forças armadas, caminhoneiros e trabalhadores de transporte coletivo rodoviário de passageiros urbano e de longo curso, trabalhadores portuários, funcionários do sistema prisional, adolescentes e jovens de 12 a 21 anos de idade sob medidas socioeducativas e população privada de liberdade.

O público estimado para a dose da Influenza é de 4,3 milhões de pessoas, com meta de 90% de cobertura vacinal. Foram aplicadas, até agora, 633.896 doses.

“O nosso esforço para aumentar o índice de pessoas vacinadas é diário, as 22 Regionais de Saúde estão preparadas para dar todo o suporte necessário aos municípios, para que possam articular suas estratégias e alcançar o maior número de pessoas. Precisamos aumentar a cobertura vacinal no Estado do Paraná, este é o desafio”, enfatiza o secretário César Neves.

A Influenza é uma infecção respiratória aguda e os sintomas mais comuns são: aparecimento súbito de calafrios, mal-estar, coriza, tosse seca e dores de cabeça, de garganta e no corpo. Em 2021, de modo geral, todos os estados apresentaram uma baixa adesão dos grupos alvos à campanha, situação provavelmente relacionada com a aplicação simultânea da vacina contra a Covid-19.

A média de cobertura nacional ficou em 72,8%. O Paraná aplicou 4.924.438 doses de vacina na campanha anterior e a cobertura no público prioritário do Estado fechou o ano em 68,7%.

Em 2022, o Paraná declarou epidemia de H3N2, no dia 12 de janeiro, após aumento de casos confirmados da variante. Essa condição teve fim no dia 30 de março, com a queda dos casos.

As medidas de prevenção, além da vacina, são a frequente higienização das mãos; cobrir nariz e boca com a dobra do braço quando espirrar ou tossir; não compartilhar objetos de uso pessoal; e manter os ambientes ventilados.

 

 

 

 

 

 

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Governo entrega planos operacionais para 15 regiões turísticas do Paraná

O Governo do Estado reuniu nesta quinta-feira (28), em Curitiba, representantes das 15 Regiões Turísticas do Paraná e repassou os planos operacionais do setor até 2024.

Cada documento destaca os potenciais da respectiva região. Eles foram desenvolvidos pela Paraná Turismo e são instrumentos que visam o desenvolvimento sustentável do setor. 

A entrega fez parte das atividades do Fórum Paraná Turístico 2026, promovido pela Paraná Turismo e realizado no Câmpus Rebouças da Universidade Federal do Paraná com apoio do Sebrae, UFPR e Fecomércio.

As 15 Regiões Turísticas do Paraná são representadas por Instâncias de Governança Regionais (IGR’s). Eros Tozzeto, coordenador da IGR Vale do Pinhão, destacou a aproximação do Governo do Estado, através da Paraná Turismo, com as coordenações locais.

“É um grande salto o que está acontecendo nessa versão do Plano, com o Fórum Turístico. Isso é uma aproximação do Estado com as IGR’s e esse trabalho conjunto é que vai dar uma velocidade maior para o desenvolvimento do turismo no Paraná”, afirmou.

Para a diretora executiva da Adetur Litoral, Patricia Assis, o fórum é o resultado de uma união de esforços para que cada vez mais as regiões tenham visitantes que consumam produtos locais. “Esse é um trabalho de um longo período que, mesmo durante a pandemia, já estávamos executando com o Estado. Isso é fundamental para a sociedade compreender que tem trabalho sendo realizado e quem são esses atores”, disse.

FÓRUM – O fórum integra as ações do Masterplan Paraná Turístico 2026, que oferece um direcionamento estratégico do setor no horizonte de dez anos, iniciado em 2016. O fórum prossegue com ampla programação até esta sexta-feira (29), com palestrantes de renome nacional e internacional, mostra de produtos, arte, artesanato, vídeos, mostra fotográfica.

No hall, uma mandala artística aponta produtos que representam o Paraná e as identidades das regiões turísticas do Estado. “São dois dias em que as pessoas diretamente ligadas ao setor do nosso Estado podem trocar experiências, receber informações e se capacitar para atuar de maneira articulada com o Governo do Estado”, destacou o secretário do Desenvolvimento Sustentável e do Turismo, Everton Souza. “O objetivo é que essas ações conjuntas dentro do Masterplan resultem em geração de emprego e renda”.

O Masterplan, segundo o secretário, além de adotar um modelo estratégico participativo, apresenta uma visão de futuro desafiadora com objetivos e metas a atingir e estratégias de atuação.

Ele foi desenvolvido com a participação de mais de 600 atores do turismo paranaense, com discussão em todas as regiões turísticas do Estado, e tem como resultado o plano orientador das ações a serem implementadas em nível estadual, regional e municipal.

O fórum também é o primeiro encontro presencial, pós-pandemia, com representantes das regiões turísticas.

Para o diretor-presidente da Paraná Turismo, Irapuan Cortes, esse momento é fundamental para entender as demandas e as tendências do setor nesse processo de retomada. “Quem conhece o Estado do Paraná são os representantes das regiões. Nos cabe compilar as informações, sentir as dores deles, para então transformar o Estado em um local de destinos turísticos a serem apresentados para o Brasil e para o mundo”, disse.

RETOMADA – A pandemia da Covid-19 apresentou uma característica inédita para o turismo, pois foi a primeira vez em que as atividades do setor foram paralisadas em todo o mundo. Com objetivo de mitigar o impacto socioeconômico desta crise e acelerar a retomada e a recuperação do setor, foi elaborado o Projeto de Retomada do Turismo no Paraná, que é dividido em três etapas.

A primeira delas foi a elaboração dos manuais de conduta segura, que apoiaram e orientaram os empresários para se adequar às medidas de segurança sanitária. A segunda foi o apoio aos produtos e roteiros paranaenses em âmbito regional, dentro de um raio de 200 quilômetros, além da capacitação dos empresários.

Já a terceira etapa foi a conclusão de um convênio com o Ministério do Turismo para a campanha Paraná Para o Paranaense, com vídeos que convidam os paranaenses a conhecerem o próprio Estado, folders para as 15 regiões turísticas, anúncios em revistas e ações potentes de divulgação com a participação ativa na operação Verão Paraná - Viva a Vida, participação em eventos em âmbito estadual e nacional.

Além disso, a Paraná Turismo promoveu a campanha "Paraná, seu Próximo Destino", que expandiu os horizontes de divulgação com o objetivo de atender ao público nacional e do Mercosul.

 

 

 

 

 

 

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Palestras sobre saúde mental alcançaram 1.200 profissionais das polícias do Paraná em abril

Mais de 1.200 profissionais das polícias do Paraná já participaram de palestras sobre saúde mental promovidas por psicólogos e assistentes sociais da Secretaria estadual da Segurança Pública.

Os palestrantes atuam no Programa de Atenção Psicossocial – Prumos, que presta atendimento gratuito voltado à saúde mental e à melhoria da qualidade de vida dos servidores e seus dependentes.

O programa conta com quatro Centros de Atendimento Psicossocial independentes, além de 36 seções em unidades policiais em 26 municípios. As palestras começaram em meados de abril e seguem durante todo o mês de maio.

 “O Prumos está trabalhando na identificação de fatores de risco e de demandas dos servidores”, disse a chefe da Assessoria de Planejamento Estratégico e Gestão de Projetos e coordenadora do programa, Patricia Manica.

As palestras estão ocorrendo em todo o Estado, mas sem prejuízo à agenda de atendimentos das unidades. “Nossos integrantes estão saindo dos consultórios para entrarem nas instituições e trabalharem os fatores preventivos, como ajudar um colega servidor que está passando por uma situação difícil, identificar riscos aos policiais, de forma que todos tenham mais conhecimento sobre saúde mental”, acrescentou Manica.

Segundo ela, nos encontros também é reforçado aos policiais que o programa está de portas abertas para prestar a assistência necessária. “Temos seções em quartéis, unidades penais e delegacias, além de centros em Curitiba, Maringá, Cascavel e Londrina, ou seja, é toda uma estrutura voltada ao profissional de segurança pública para que ele tenha mais qualidade de vida”, salientou.

As ações do programa são oferecidas de forma personalizada para os profissionais da segurança pública e seus familiares, com toda a discrição e responsabilidade que o tema envolve. "As sessões são reservadas, com a análise criteriosa da saúde mental, com várias técnicas de conversas e atividades em grupo, buscando elevar a qualidade de vida e o convívio social”, arrematou Patrícia.

 

 

 

 

 

 

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Paraná lança projeto pioneiro que busca produção de combustível renovável de aviação

Foi lançado nesta quarta-feira (27), em Curitiba, o projeto para o desenvolvimento de tecnologias destinadas à produção de combustível renovável de aviação, a partir do biogás e de hidrogênio verde, em escala piloto.

A iniciativa conta com o investimento de mais de R$ 10 milhões do Governo do Estado, por meio da Fundação Araucária, e da Cooperação Brasil-Alemanha para o Desenvolvimento Sustentável, por meio da Agência Técnica de Cooperação Alemã GIZ.

“Em função dos seus ativos em desenvolvimento científico e tecnológico, o Paraná tem todas as condições de avançar em relação à produção de hidrocarbonetos renováveis através da biomassa e da produção de querosene de aviação a partir do biogás. Esta é uma iniciativa pioneira que pode trazer resultados excepcionais para a economia e para a população paranaense nos próximos anos”, ressaltou o presidente da Fundação Araucária, Ramiro Wahrhaftig.

O objetivo do empreendimento, que será realizado no Paraná até o final de 2023, é reduzir as emissões de gases do efeito estufa pelo setor aeroportuário.

O coordenador-geral de Tecnologias Setoriais da Secretaria de Empreendedorismo e Inovação do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Rafael Menezes, que acompanha as discussões para organização do projeto, também destacou a importância da iniciativa. “O Paraná e suas instituições saem na frente com este projeto inovador, na vanguarda do conhecimento. Ele pode gerar muitos frutos para o desenvolvimento social e ambiental do País”, afirmou.

O superintendente de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Aldo Bona, destacou que o projeto para a produção de energias renováveis está alinhado com o objetivo do Governo do Estado de tornar o Paraná mais moderno e inovador.

“O Conselho Paranaense de Ciência e Tecnologia, presidido pelo governador Ratinho Junior, tem entre suas áreas prioritárias as energias renováveis. Este projeto embora ousado, mas que tem dando certo nesta escala piloto, poderá se transformar em um produto de mercado, possibilitando uma consciência de podermos voar pelo nosso país com um combustível limpo”, comentou.

VISÃO DE MERCADO – A ideia é desenvolver tecnologia alternativa que seja utilizada pelo setor de transportes para restringir os impactos climáticos gerados pela queima de combustíveis fósseis, como a produção de Combustível Sustentável de Aviação - SAF em pequena escala.

Segundo o diretor-presidente da CIBiogás, Rafael Gonzalez, embora seja um trabalho que envolve muita pesquisa, está sendo desenvolvido com o olhar do mercado, com o que o mercado está demandando. “Nossa principal intenção é construir uma base que tenha a capacidade de levar o projeto adiante. Sabemos dos desafios que teremos, pois não é simples o que estamos propondo, mas queremos possibilitar condições para que o mercado possa se desenvolver futuramente”, explicou.

De acordo com a coordenadora-geral de Serviços Aéreos da Secretaria Nacional de Aviação Civil do Ministério da Infraestrutura, Rafaela Cortes, a instituição tem a utilização de combustíveis sustentáveis como pauta extremamente relevante para o setor, sendo visto como o futuro da aviação.

“Especialmente esta solução descentralizada é interessante para o desenvolvimento da aviação regional, para aproveitar as potencialidades e os recursos da região, aqui do Paraná, no caso”, disse. “Acredito que ter uma produção, mesmo que em escala piloto, é uma sinalização extremamente relevante para o mercado”.

NOVA ROTA – A visão do projeto é que, ao substituir o carbono pelo uso do biogás, combinando-o com o hidrogênio verde produzido a partir de água e energia renovável, a iniciativa crie uma nova rota tecnológica para fontes alternativas de energia. Esses esforços incentivam a bioeconomia local e reforçam medidas sustentáveis, como a necessidade do tratamento adequado dos resíduos orgânicos.

Com a planta-piloto desenvolvida no Paraná, a expectativa é que sejam criados polos de hidrogênio verde em regiões com excedentes de energia renovável.

São responsáveis pelo projeto a GIZ (Deutsche Gesellschaft für Internationale Zusammenarbeit GmbH), o Centro Internacional de Energias Renováveis (CIBiogás), a Fundação Araucária, a Universidade Federal do Paraná (UFPR) e a Fundação Parque Tecnológico Itaipu.

Fazem parte da iniciativa o projeto da GIZ H2Brasil, que busca a expansão de hidrogênio verde no País, em colaboração com o Ministério de Minas e Energia (MME), e o ProQR, projeto voltado para a produção local e descentralizada de combustíveis sustentáveis para redução do carbono na atmosfera, coordenado em conjunto com o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI). Os trabalhos buscam o desenvolvimento de tecnologias que permitam reduzir a dependência de combustíveis fósseis e promover a descarbonização de setores-chave, como o transporte pesado.

Dos R$ 10 milhões previstos para investimentos, 80% serão financiados pela GIZ e 20% pela Fundação Araucária. “A Alemanha tem um compromisso de estar, a cada ano, mais verde e limpa e, se possível, ajudar outros países que queiram o mesmo. Este projeto é um grande exemplo disso, especialmente em um país com tanto tráfego aéreo onde é fundamental que se pense em combustível sustentável”, disse o diretor do projeto H2Brasil da GIZ, Markus Francke.

TRANSFERÊNCIA  O projeto prevê, também, a transferência de conhecimentos e a produção descentralizada de combustíveis renováveis a partir da elaboração de um modelo técnico.

“A Alemanha sempre tem participado de importantes projetos aqui no Paraná, uma parceria muito importante. A universidade tem este compromisso de resolver estes gargalos, principalmente nesta área de bioenergia e biocombustível. Trabalhamos para romper estes muros e atuar em melhorias para a sociedade”, disse a reitora em exercício da UFPR, Graciela Bolzon de Muniz.

ESTRATÉGIA DE GOVERNO – O Governo do Estado tem a questão energética como uma de suas prioridades, lembrou o diretor técnico da Secretaria de Agricultura e do Abastecimento do Paraná, Benno Henrique Doetzer. “Analisando o desenvolvimento do setor agro temos observado uma intensificação deste sistema produtivo e vimos alguns pontos críticos que são a água e a energia. Precisamos pensar em meios sustentáveis, principalmente de energia alternativa e renovável”, afirmou.

LANÇAMENTO – O evento de lançamento do projeto também pode ser revisto no canal da Fundação Araucária no YouTube. A coordenação do projeto realizada pela GIZ e pela CIBiogás apresentou o trabalho já em andamento e os resultados a serem alcançados. 

Confira: Apresentação 01 / Apresentação 02 / Apresentação 03.

 

 

 

 

 

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