A Polícia Militar do Paraná, por intermédio dos comandos regionais, unidades especializadas e operacionais de área, fará nesta terça-feira (8) a escolta de todos os veículos da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) que transportarão as provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) para as regiões do Estado onde a avaliação será realizada.
No Paraná, segundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas (Inep), 145.675 estudantes farão o exame, entre as modalidades impressa e digital. As provas serão aplicadas em mais de 6,5 mil salas, em 88 municípios paranaenses, nos dias 13 e 20 de novembro. Estes números vão demandar, por parte da PMPR, atuação antes, durante e após o evento. Todo o acompanhamento se dará na distribuição, aplicação e coleta do material avaliativo, além do patrulhamento ostensivo e preventivo nos locais das provas.
A Polícia Militar também desenvolverá operações com ênfase nas atividades de policiamento ostensivo voltadas à preservação da ordem pública nos espaços onde serão armazenadas as provas, nos itinerários até os locais de aplicação e onde será realizado o exame.
ATUAÇÃO – Tão logo as provas sejam entregues nas unidades dos Correios, que contarão com segurança privada especificamente contratada para a guarda e vigilância das provas, as unidades vão iniciar o policiamento ostensivo preventivo para a garantia da segurança nesses espaços, fazendo o patrulhamento em ponto-base nas proximidades.
“É uma operação complexa e, uma semana antes, já promovemos várias ações. A Polícia Militar garante a segurança de toda a operação com escoltas desde a chegada ao nosso Estado até o local das provas no dia da aplicação”, explicou o coordenador operacional do Enem 2022 pela PMPR, major Fábio José Cruz de Paulo.
“As equipes ficam em todos os locais de prova para garantir a ordem pública. Os casos que mais acontecem, geralmente, são de perturbação de sossego. Já temos um plano de ação para evitar situações que possam prejudicar o andamento das provas”, frisou o major.
No dia da aplicação, a PMPR atua para garantir a segurança dos locais e também evitar situações que possam prejudicar a concentração dos estudantes.
Por - AEN
O Paraná registrou uma redução de 95% no número de vacinas aplicadas contra a Covid-19 no intervalo de um ano.
Em outubro de 2021, ainda na esteira da grande procura pelo imunizante, foram registradas 2.479.269 doses e em outubro deste ano, apenas 121.779. Os números são da Rede Nacional de Dados de Saúde (RNDS), disponíveis no Vacinômetro Nacional.
Diante desta queda, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) alerta para a importância da retomada da vacinação, considerando a grande disponibilidade de imunizantes, a necessidade de prevenção da população, o número de faltosos e a circulação de novas variantes.
“Sabemos que nossa maior ferramenta contra o coronavírus é a vacina, porque ela reduz o agravamento da doença e diminui o risco de morte. Por isso essa redução expressiva no número de doses aplicadas, na quantidade de paranaenses que não fecharam o esquema vacinal contra a doença, é extremamente preocupante”, afirmou o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto.
Segundo a RNDS, o Paraná é o 5º estado que mais vacinou no País, registrando ao todo a aplicação de 27.876.265 vacinas contra a Covid-19. Destas, 10.179.981 foram primeiras doses (D1), 9.378.983 segundas doses (D2), 338.346 doses únicas (DU), 6.115.097 primeiras doses de reforço (REF), 1.414.520 segundas doses de reforço (R2) e 449.338 doses adicionais (DA).
A cobertura vacinal do público acima de cinco anos para D1 e DU é de 97,86% e para D2 de 92,38%. Já para a REF, a porcentagem cai para quase 63% e para a R2 a cobertura é ainda menor, cerca de 23%. A R2 ou quarta dose é recomendada pelo Ministério da Saúde para pessoas a partir de 40 anos, mas as prefeituras que têm doses estão estimulando a vacinação de público mais jovem.
O número de não vacinados (nenhuma dose) é de 717.713 paranaenses. Os faltosos para D2 somam 1.406.201, para a REF, 5.289.405, e para a R2, 2.639.599 pessoas. Esses números consideram a estimativa populacional de 12 a 80 anos ou mais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de 2020 e a estimativa do Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos (Sinasc) de 2016 da população vacinável no Paraná, de 10.747.880 pessoas.
“Nossa cobertura na primeira e segunda dose é ótima, mas precisamos nos atentar aos faltosos nas doses de reforço, que são os imunizantes atualizados para as variantes que foram surgindo com o passar do tempo e vão continuar aparecendo enquanto houver a circulação da Covid-19. Não podemos deixar que a falsa sensação de proteção com as primeiras doses nos impeça de reforçarmos essa imunização e aumentarmos a prevenção contra a doença”, disse Beto Preto.
Todas as pessoas que possuam doses em atraso ou que ainda não tenham se vacinado contra a doença devem procurar uma Unidade de Saúde próxima e agendar sua imunização. As vacinas estão disponíveis nos 399 municípios do Estado.
ESTOQUE – Em dezembro de 2021, quando o Brasil já vacinava com a dose de reforço, foi discutido e pactuado entre Estado e municípios na Comissão Intergestores Bipartite do Paraná (CIB/PR) que o envio de vacinas contra a Covid-19 seria realizado mediante solicitação dos municípios, considerando a mudança na procura, a capacidade de armazenamento, condições de aplicação dentro do prazo de validade e o número de doses disponíveis nos pontos de vacinação.
Recentemente, segundo um levantamento preliminar da Sesa e das 22 Regionais de Saúde, além de mais de 500 mil vacinas aptas a alcançarem os paranaenses a qualquer momento, cerca de 1,5 milhão de vacinas contra a Covid-19 fora do prazo de validade estão armazenadas no Centro de Medicamentos do Paraná (Cemepar), nas regionais e nos municípios. Elas foram entregues ao Estado no primeiro semestre deste ano, com validade curta. A maioria é AstraZeneca.
Em agosto, o Ministério da Saúde estabeleceu um Termo de Cooperação Técnica com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) para realização de um estudo quanto à ampliação da validade de vacinas da AstraZeneca com prazo expirado para aplicação, e orientou os Estados que mantivessem esses imunizantes armazenados até a finalização do relatório. Com isso, mesmo em grande volume, as vacinas não foram descartadas.
“Estamos aguardando uma posição oficial do Ministério da Saúde sobre esses imunizantes para que possamos dar encaminhamento a essas doses, seja devolvendo ao governo federal ou disponibilizando para a aplicação, inclusive possibilitando a inclusão de novos grupos na segunda dose de reforço, que ainda é recomendada apenas para maiores de 40 anos”, explicou o secretário.
PANORAMA – Desde o início da pandemia, o Paraná registrou 2.742.740 casos confirmados e 45.209 mortes em decorrência da Covid-19. No último mês foram 2.835 casos e 29 óbitos – os números são os menores desde abril e março de 2020, respectivamente. Os daods têm registrado queda há pelo menos cinco meses e nessa primeira semana de novembro não houve nenhuma morte confirmada pela doença no Estado.
Dentre as mais de 4,5 mil amostras selecionadas para sequenciamento genômico pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) – para analisar as modificações do vírus e quais delas estão circulando – 3.621 já foram analisadas, resultando na detecção de 96 linhagens e sublinhagens do vírus Sars-CoV-2 no Estado. Destes, as principais são as variantes da Ômicron (57,9%), seguida pela Delta (17,7%) e Gamma (17,1%).
Nas últimas semanas uma nova subvariante da Ômicron, nominada como “BQ.1”, foi identificada no Brasil e aumentou a preocupação sobre uma possível nova onda da doença. Embora essa nova linhagem seja pouco conhecida e ainda não tenha chegado no Paraná, estima-se que a cepa possua maior risco de reinfecção, reforçando a necessidade da imunização contra a doença.
“O Estado monitora o aparecimento de todas as variantes desde o início e ressalta que a melhor proteção é a vacina. Se hoje temos uma situação epidemiológica estável é graças a vacinação. Por isso precisamos do apoio da população e das equipes municipais para retomar esse processo de imunização e impedir que os números voltem a subir”, alertou Beto Preto.
Por - AEN
O Governo do Estado publicou na tarde desta segunda-feira (7) o , que moderniza e agiliza o processo de recebimento de doações pela administração pública.
Na prática, o texto facilita doações de bens móveis, recursos financeiros ou serviços de pessoas físicas ou jurídicas de direito privado, nacionais ou estrangeiras, sem ônus ou encargos, aos órgãos da administração direta, autárquica e fundacional, desburocratizando os procedimentos até então vigentes.
O decreto simplifica os procedimentos e é uma solução importante para institucionalizar essas operações, ofertando a segurança jurídica necessária para os órgãos e entidades. A intenção é estabelecer uma maior sinergia entre o setor público e o privado, visando o desenvolvimento de parcerias na prestação de serviços do interesse do cidadão.
Podem ser objeto de doação bens móveis ou serviços que ainda não estejam disponíveis no mercado ou estejam em fase de testes. É uma nova maneira de ampliar a relação com startups e o exercício do empreendedorismo inovador e intensivo em conhecimento.
Os interessados na doação poderão se manifestar a qualquer momento e as propostas deverão ser enviadas exclusivamente por meio eletrônico através do eProtocolo ao órgão ou entidade a ser beneficiado, que avaliará e se manifestará quanto à necessidade, mérito administrativo e interesse no recebimento da proposta ofertada. Ela deve conter identificação, descrição, valor de mercado e declaração do doador. O termo obedecerá os ditames da Lei Geral de Proteção de Dados.
O órgão ou entidade responsável pelo recebimento da doação publicará no Portal da Transparência todas as informações referentes ao doador e ao objeto de doação. Haverá um procedimento extraordinário nos casos de enfrentamento de emergência e de calamidade (como uma pandemia), enquanto perdurarem tais situações.
O Decreto atende a princípios que regem a administração pública, como publicidade, legalidade, moralidade e transparência, sendo instrumento adequado para organização administrativa interna, de competência do Chefe do Executivo. Fica vedado o recebimento de doações quando houver conflito de interesse, gerar despesas adicionais ou se partir de pessoa jurídica inidônea ou impedida de contratar com a administração pública. A Controladoria-Geral do Estado vai regulamentar a nova norma.
Por - AEN
Os altos índices de chuvas registrados em outubro beneficiaram a agricultura e a pecuária.
Apenas as culturas do trigo e feijão foram prejudicadas pelas condições climáticas, segundo boletim agrometeorológico emitido nesta segunda-feira (7) pelo Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná – Iapar-Emater (IDR-Paraná. O mês finalizou com chuvas acima da média histórica em todas as regiões do Estado e com temperaturas amenas, em decorrência da abundância de água.
De acordo com o boletim, elaborado em conjunto com a Secretaria estadual da Agricultura e do Abastecimento (Seab) e o Simepar, até o final de outubro haviam sido semeados 67% da safra de soja no Paraná e, do total, 95% apresentavam boas condições. As chuvas atrasaram o plantio, mas favoreceram o aumento da disponibilidade de água no solo e germinação das sementes. Porém, provocaram baixos índices luminosidades e baixas temperaturas, acarretando um desenvolvimento mais lento das plantas.
O milho 1ª safra foi semeado em 91% da área de plantio até o final do mês passado. Do total, 86% apresentavam condições consideradas boas, 13% médias e 1% ruim. As chuvas constantes de outubro favoreceram o abastecimento hídrico do solo e das plantas, porém, assim como a soja, o longo período nublado com baixa incidência de radiação solar e temperaturas baixas provocou um desenvolvimento mais lento da cultura.
As condições meteorológicas de outubro foram desfavoráveis para a cultura do feijão 1ª safra. As luminosidades e temperaturas baixas registradas prejudicaram o desenvolvimento de algumas lavouras, que apresentaram porte baixo. As precipitações constantes impediram a semeadura do feijão em alguns locais e o excesso de umidade acarretou perda na qualidade das lavouras mais adiantadas na fase de maturação.
TRIGO – A colheita do trigo no Paraná teve continuidade em outubro. Segundo a Seab, até o final do mês, 72% da área haviam sido colhidas. Quanto às condições das lavouras 64% foram classificadas como boa, 31% médias e 5% ruins. A abundância de chuvas, além das geadas em algumas regiões durante o desenvolvimento vegetativo, prejudicaram a qualidade e produtividade do cereal.
BENEFICIADOS – Diversas culturas foram beneficiadas pelo clima em outubro. A colheita da mandioca ocorreu em um ritmo mais lento, mas o plantio da nova safra foi praticamente concluído e as lavouras apresentaram bom desenvolvimento. Também foi dada continuidade na colheita da cana-de-açúcar e a plantação de novas lavouras apresentou bons desenvolvimentos.
As chuvas acima da média histórica foram benéficas para a fruticultura em geral, para as olerícolas, para o café e para as pastagens - com aumento da produção de massa verde.
MANANCIAIS E SOLO – As chuvas elevaram consideravelmente os níveis dos rios, represas e córregos. Mas as condições climáticas fizeram aumentar episódios de erosão provocadas por excesso de água no solo.
Por - AEN
O Paraná reduziu mais uma vez o tempo médio para a abertura de empresas, colaborando com o bom ambiente de investimentos do setor privado.
Em outubro de 2022, foram necessárias, em média, apenas 14 horas para a criação de um empreendimento no Estado. É o menor tempo da história. O relatório, com base no Redesim, do governo federal, foi divulgado pela Junta Comercial do Paraná (Jucepar) nesta segunda-feira (7).
Com esse tempo, o Estado foi o terceiro mais rápido do País, atrás de Sergipe, com 10 horas, e Espírito Santo, com 11 horas. A média nacional para abertura de empresas está em 1 dia e 13 horas, quase 24 horas acima.
Em outubro de 2019, o empresário paranaense levava 2 dias e 20 horas para abrir uma empresa, ou seja, houve diminuição de 54 horas, fruto do Descomplica Paraná, programa de desburocratização da máquina pública. No mesmo mês de 2020, eram 3 dias e 8 horas. Em 2021, 1 dia e 13 horas.
O Paraná processou o terceiro maior volume de pedidos de abertura de empresas no mês passado, com 4.645 registros, ficando atrás somente de São Paulo, com 20.984 registros, e Minas Gerais, com 5.434. Do total de empresas abertas no Estado, 97% concluíram o trâmite em até 3 dias, 2% em até 5 dias e 1% em até 7 dias. Nenhuma demorou mais de 7 dias.
O tempo total de abertura de empresas e demais pessoas jurídicas leva em consideração o tempo na etapa de viabilidade, de validação cadastral que os órgãos efetuam e de efetivação do registro e obtenção do CNPJ. Não são considerados os tempos de inscrições municipais ou estaduais e nem a obtenção de licenças para funcionamento do negócio.
POSITIVO – Outro relatório divulgado pela Jucepar aponta que o Paraná fechou o período de janeiro a outubro com um saldo positivo de 132.710 novas empresas (diferença entre abertura e fechamento de empreendimentos). Foram abertas 233.553 empresas e encerradas 100.843 no período. O Estado tem, atualmente, 1,59 milhão de empresas ativas.
O número de empresas abertas nos primeiros dez meses deste ano foi 0,34% maior que no mesmo período de 2021, quando foram criados 232.769 empreendimentos. Em 2022, foram abertas 176.070 MEIs, 49.728 Ltda, 6.487 Empresários, 307 Eirelis, 513 S/A (fechada), 208 Cooperativas, 146 S/A (aberta), 82 Consórcios e 12 outros tipos.
Confira as aberturas e fechamentos em outubro. Confira o relatório do tempo de abertura e AQUI os dados do governo federal.
Por - AEN
O Valor Bruto da Produção (VBP) agropecuária do Paraná atingiu, em 2021, o maior patamar de sua história, totalizando R$ 180,6 bilhões.
Com um avanço médio de 5% ao ano desde 2012, o crescimento da produção agropecuária paranaense deu um salto ainda maior entre 2018 e 2021, durante a gestão de Carlos Massa Ratinho Junior, chegando a um crescimento médio de 9% no período. Em valores nominais, que desconsideram os índices de inflação, a taxa média de avanço foi de 26% por ano.
Os dados foram divulgados na quinta-feira (3) pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e Abastecimento, e leva em conta a produção agrícola, pecuária e florestal do Estado.
Mesmo com a estiagem que derrubou a safra paranaense nos últimos dois anos, o VBP paranaense avança continuamente ao longo dos anos. “O Paraná é uma das grandes potências agrícolas do Brasil e um dos principais produtores de alimentos do mundo. Mesmo em condições climáticas desfavoráveis, com a maior estiagem do século no Estado, o agronegócio continua forte e ascensão”, ressalta Ratinho Junior.
“Temos um setor muito relevante na economia do Paraná, representando algo em torno de 35% de toda a riqueza que produzimos no Estado”, salienta o secretário estadual da Agricultura e do Abastecimento, Norberto Ortigara. “No conceito mais amplo, o agro mostra sua força participando com 80% na balança comercial do Paraná. Ou seja, é um setor dinâmico, que melhora sistematicamente e tem potencial para continuar abastecendo o Brasil e o mundo”.
Para a coordenadora da Divisão de Estatísticas Básicas do Deral, Larissa Nahirny Alves, a quebra na safra foi compensada pela valorização dos preços, que se iniciou em 2020 e foi intensificada ao longo de 2021. “A expansão do faturamento permitiu mais um resultado recorde no faturamento da produção paranaense, com o mercado de commodities sendo bastante influenciado pelas variações cambiais”, explica.
AVANÇOS – Em valores reais, que inclui o cálculo da inflação, o maior crescimento aconteceu em 2020 – até então, o maior VBP registrado no Paraná. O aumento foi de 21% em relação ao ano anterior. Ele saltou de R$ 142,27 bilhões, em 2019, para R$ 172,5 bilhões em 2020. Entre 2018 e 2019 o avanço foi de 3%, passando de R$ 138 bilhões para R$ 142,2 bilhões. Em 2021, a produção agropecuária paranaense teve aumento de 4,6% ante 2020, alcançando o recorde de R$ 180,6 bilhões de VBP.
Já em valores nominais, o VBP de 2021 (R$ 180,5 bilhões) foi 41% superior ao montante de 2020 (R$ 128,2 bilhões), que já tinha avançado 31% em relação ao ano anterior. Entre 2018 e 2019, o crescimento tinha sido de 9%, passando de R$ 89,8 bilhões para R$ 98 bilhões.
SETORES – Entre os setores do agronegócio, a pecuária paranaense foi a que mais cresceu no período, com avanço médio, em valores nominais, de 27% ao ano. Na comparação entre 2018 e 2021, o crescimento chega a 106%. A produção animal do Paraná atingiu VBP de R$ 41,9 bilhões em 2018, R$ 48,7 bilhões em 2019, R$ 63,6 bilhões em 2020 e R$ 86,7 bilhões em 2021.
A agricultura, que no ano passado ficou à frente da agropecuária em valores nominais da produção, registrou crescimento médio anual de 26% no período. O VBP agrícola era de R$ 43,4 bilhões em 2018, passou para R$ 45 bilhões em 2019, R$ 60,3 bilhões em 2020 e R$ 87,6 bilhões em 2021.
Já o setor florestal cresceu, em média, 12% por ano entre 2018 e 2021, com pequenas quedas na produção em 2019 e 2020, mas que foram compensadas no resultado de 2021. O VBP florestal foi de R$ 4,42 bilhões em 2018, R$ 4,39 bilhões em 2019, R$ 4,27 bilhões em 2020 e R$ 6,2 bilhões em 2021.
CULTURAS – Principal cultura agrícola do Paraná, a soja responde por 28% de todo o VBP paranaense e apresentou uma taxa média de crescimento de 14% no período. O valor real da produção do grão passou de R$ 34,3 bilhões em 2018 para R$ 51,1 bilhões em 2021. Na comparação entre esses dois anos, o avanço foi de quase 50%.
A produção que mais cresceu no período, porém, foi a cevada, com aumento médio de 27% ao ano e crescimento real de 103% em 2021 em relação a 2018. O Paraná é o principal produtor nacional do grão e vê as áreas destinadas para a cultura crescendo, graças a novos investimentos de cervejarias e maltarias já confirmados no Estado.
Na pecuária, o destaque é para o frango, cuja produção nacional também é liderada pelo Paraná. Com avanço médio de 14% ao ano desde 2018, a produção avícola somou um VBP real de R$ 33,1 bilhões em 2021, contra R$ 22,2 bilhões em 2018. Na comparação entre os dois anos, o aumento foi de 49%.
“Soja e frango, que são os dois principais produtos do agronegócio brasileiro, representaram quase 47% de todo o VBP paranaense de 2021 e impactam muito no resultado. Ambos tiveram crescimento médio real de 14% no período, um avanço muito expressivo”, afirma Larissa. “A cevada, apesar de ter uma participação menor no VBP, é um produto que tem crescido bastante e de forma bem consistente”.
Confira os gráficos:










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