Governo destina R$ 42 milhões para ações voltadas à infância e aos idosos em 383 municípios

O Governo do Paraná assinou nesta terça-feira (8) quatro liberações de recursos para as áreas da primeira infância e da pessoa idosa, além de anunciar a quinta fase do projeto Caixa D'água Boa.

Ao todo, foram destinados R$ 42,075 milhões para 383 municípios. As ações estão sob a coordenação da Secretaria da Justiça, Família e Trabalho (Sejuf).

A solenidade aconteceu durante a abertura do Seminário Internacional de Políticas de Enfrentamento à Vulnerabilidade Social, realizado no Canal da Música, em Curitiba. O evento é uma promoção da Unidade Técnica de Programas, Projetos e Benefícios da Sejuf, que coordena o programa Nossa Gente Paraná, que visa a superação da pobreza e o acompanhamento intersetorial das famílias em situação de vulnerabilidade. Atualmente são contempladas 31.450 famílias.

Durante o evento, que termina nesta quarta-feira (9), serão promovidas palestras e capacitações voltadas aos gestores municipais da área de assistência social. Todas as 750 vagas disponíveis no seminário foram preenchidas. Ao final do encontro serão entregues troféus e certificados do Prêmio Boas Práticas em Gestão Pública do Programa Nossa Gente. O encontro também é uma oportunidade para os gestores tirarem dúvidas em relação ao uso do recurso disponível.

“Apenas um governo muito bem administrado, que utiliza seu orçamento de forma responsável, chega ao final do mandato e ainda tem recursos para atender as demandas da população”, destacou o vice-governador Darci Piana, que participou do anúncio. "E ainda estamos capacitando os gestores. É uma entrega fantástica para os nossos municípios".

Segundo Rogério Carboni, secretário da Sejuf, a atuação do Governo do Estado é mais importante quando realizada na ponta, próxima à população, com investimentos nos municípios. “É gratificante visitar o Interior do Paraná e ser testemunha da diferença que estas deliberações fazem no dia a dia da comunidade”, disse.

“Em nome de todos os municípios do Paraná queremos agradecer ao governador por atender as demandas colocadas pelos prefeitos”, afirmou Júnior Weiller, presidente da Associação de Municípios do Paraná (AMP) e prefeito de Jesuítas (Oeste). “Enquanto outros estados estão segurando os gastos para fechar as contas e pagar o 13º do funcionalismo, o Paraná está assinando convênios e liberando recursos para todas as áreas para todas as cidades paranaenses”.

PESSOA IDOSA – Para a área da pessoa idosa foram assinadas duas deliberações em parceria com o Conselho Estadual dos Direitos do Idoso (Cedi-PR), que aportou, ao todo, R$ 10,375 milhões do Fundo Estadual dos Direitos do Idoso (Fipar).

Na primeira deliberação, são R$ 5,375 milhões destinados a 215 municípios, ou seja, R$ 25 mil por cidade, para a construção e aprimoramento dos Centros de Convivência da Pessoa Idosa municipais. Esses espaços ajudam a levar atendimento e dignidade à terceira idade.

Na segunda, são R$ 5 milhões para 151 Instituições de Longa Permanência para Idosos (ILPIs) de 124 cidades. Metade dos recursos será para investimentos, como compra de equipamentos e ampliação das vagas, e a outra para custeio e manutenção.

PRIMEIRA INFÂNCIA – Com o maior repasse anunciado durante o evento, a área da primeira infância (0 a 6 anos) será contemplada com R$ 29,7 milhões do Fundo Estadual da Infância e Adolescência (FIA-PR). 

O cofinanciamento atenderá 354 municípios. As administrações municipais poderão utilizar os repasses para o acompanhamento familiar, ações voltadas ao desenvolvimento integral e garantia dos direitos das crianças, além de capacitações das equipes técnicas municipais.

CAIXA D’ÁGUA BOA – Um dos eixos do programa Nossa Gente Paraná, o projeto Caixa D’Água Boa entra na sua quinta fase, e deve atender 2 mil famílias em 100 municípios, totalizando R$ 2 milhões destinados diretamente às famílias em vulnerabilidade social.

O projeto, realizado em parceria com a Sanepar e Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), faz a entrega de caixas d’águas, kit de instalação e R$ 1 mil para cada família contemplada. Na soma das quatro fases anteriores, o projeto destinou R$ 5,5 milhões para 5,5 mil famílias em 145 municípios.

"Uma caixa d'água é um item simples, mas na sua ausência a família pode ficar privada de conforto, higiene, bem-estar. O projeto beneficia não só as famílias contempladas, mas toda a comunidade, pois evita que a rede de distribuição de água fique sobrecarregada", ressaltou Tamara Zazera, coordenadora da Unidade Técnica de Programas, Projetos e Benefícios da Sejuf, que coordena o programa Nossa Gente Paraná.

 

 

 

 

 

 

 

 

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 Paraná vai ampliar debate e reforçar parcerias para uma agricultura mais sustentável

O Paraná está aprofundando a discussão em relação a novos caminhos da ciência, da inovação e do conhecimento tecnológico, com vistas à potencialização do bioinsumo e do reforço à agropecuária cada vez mais sustentável.

O plano foi apresentado pelo secretário estadual da Agricultura e do Abastecimento, Norberto Ortigara, na abertura do AgroBIT Brasil, um dos eventos mais relevantes de tecnologia e inovação para o agronegócio, que se estende até esta quarta-feira (09), no Parque Governador Ney Braga, em Londrina.

"Temos o desafio de curto prazo que é fazer uma legislação de bioinsumo no Paraná", disse Ortigara. "Não é para amarrar ou complicar, mas para dar mais clareza à sociedade sobre o que entendemos e como podemos potencializar, provocar e trazer investimentos para o desenvolvimento de bioinsumos."

Segundo o secretário, em paralelo a esse debate, o Estado estuda formas de melhorar ainda mais o incentivo às inovações. "Queremos elevar a régua dessa questão da ciência, da inovação e da tecnologia. Somos e seremos parceiros de todos os movimentos que conduzam o agricultor a um patamar mais elevado, mais eficiente, mais racional, que traga bons resultados para o nosso agricultor", afirmou.

Ao discursar para os cerca de 900 participantes do evento, Ortigara disse que hoje não há mais espaço para agricultura rudimentar, baseada apenas no conhecimento empírico. "Hoje é ciência, inovação e novos conhecimentos permanentemente", alertou. "Tem muito espaço nesse mundo novo, é preciso se apropriar desses processos modernos porque estão chegando para simplificar bastante e refinar a capacidade de decidir."

EVENTO – O AgroBIT termina nesta quarta-feira (09) com a premiação de produtores rurais e startups que se destacam como inovadores no setor agropecuário. A realização do evento é da Sociedade Rural do Paraná, Sebrae, FB Group e AgroValley Londrina.

Durante os dois dias produtores rurais, engenheiros agrônomos, cooperados, empresários, investidores, pesquisadores e acadêmicos estão sendo colocados em contato com soluções inovadoras que elevam a produtividade e a rentabilidade, além de reduzir custos de produção no campo.

Com diversas atividades e 48 palestrantes, o AgroBIT 2022 apresenta a inovação em todos os aspectos da jornada do produtor – do planejamento do plantio à comercialização. Entre os assuntos discutidos estão análise e preparo de solo; adubação e nutrição de plantas; tipos e tratamento de sementes; melhoramento genético de plantas; irrigação; manejo de pragas e doenças, biotecnologia e bioinsumos; agricultura urbana e colheita.

 

 

 

 

 

 

 

 

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 Paraná investe R$ 28 milhões em pesquisas de áreas prioritárias da saúde

O Governo do Estado investiu cerca de R$ 28 milhões em quase 340 projetos voltados para pesquisas na área da saúde, com foco na gestão compartilhada de ações no País e na aproximação dos sistemas de saúde, tecnologia e inovação.

Os financiamentos integram o Programa Pesquisa para o Sistema Único de Saúde: Gestão Compartilhada em Saúde (PPSUS).

​Os recursos foram disponibilizados por meio de nove chamadas públicas da Fundação Araucária, entre 2004 e 2020. O programa é uma parceria com a Secretaria de Estado da Saúde, Decit/MS (Departamento de Ciência e Tecnologia) e CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico), ambos vinculados à Secretaria de Ciência, Tecnologia, Inovação e Insumos Estratégicos em Saúde.

​O PPSUS é uma iniciativa de descentralização do fomento à pesquisa em saúde que prioriza a gestão compartilhada de ações, por meio da parceria entre instâncias estaduais de saúde e de ciência e tecnologia – C&T, financiando pesquisas em temas prioritários na área, capazes de dar resposta aos principais problemas de saúde da população, que necessitam do conhecimento científico para sua resolução.

“O objetivo do PPSUS é financiar pesquisas na área da saúde da população, contribuindo para a redução das desigualdades regionais no campo da ciência, tecnologia e inovação. Por meio deste programa torna-se possível promover a aproximação dos sistemas de saúde, ciência e tecnologia em todo o Brasil e, principalmente, no Paraná”, destacou a coordenadora do PPSUS na Fundação Araucária, Priscila Tsupal.

COVID-19 – Dos 40 projetos aprovados na chamada pública 11/2020, dez estão diretamente relacionados às ações estratégicas do enfrentamento à Covid-19 no Paraná.

Um deles é coordenado pelo professor da Unicesumar Braulio Henrique Magnani Branco. A pesquisa apresenta informações que reforçam a necessidade da promoção da saúde, com estímulo à prática de atividade física e alimentação saudável, a fim de manter os indicadores de saúde, como o percentual de gordura corporal, a aptidão cardiorrespiratória e o controle hemodinâmico dentro dos padrões de normalidade. O propósito é estimular a resposta imune e fortalecer o organismo frente a possíveis infecções.

Nesse projeto foi avaliada a composição corporal, aptidão cardiorrespiratória (com análise direta das trocas gasosas) e respostas hemodinâmicas de 171 pessoas que contraíram a Covid-19. Verificou-se que a maioria dos pacientes acometidos pelo coronavírus que já praticavam exercícios e cuidavam da alimentação não precisaram ser hospitalizados e tiveram uma recuperação mais rápida e efetiva.

As respostas do estudo “Composição corporal e aptidão cardiorrespiratória em pessoas com excesso de peso ou obesidade pós-Covid-19: um estudo comparativo” foram publicadas na revista Frontiers in Physiology. “Os recursos da Fundação Araucária foram fundamentais para a realização do presente estudo. Sem esse investimento seria impossível realizar esse trabalho, visto que tivemos subsídios com bolsas, reagentes e equipamentos que nos permitiram conduzir nossa pesquisa”, ressaltou o pesquisador.

De acordo com o diretor de Ciência, Tecnologia e Inovação da Fundação Araucária, Luiz Márcio Spinosa, o programa é uma das principais iniciativas na área da saúde por vários motivos. Entre os principais, destaca, está a saúde ser uma área prioritária. “A segunda razão é a forma pela qual o PPSUS é organizado, pois acaba oferecendo atenção maior à pesquisa aplicada, que hoje é uma das melhores formas de interação entre as universidades e a população, envolvendo a C,T&I”, disse.

Outro ponto relevante, acrescenta Spinosa, é o formato das pesquisas englobadas pelo PPSUS. “Ele vai ao encontro ao conceito dos Novos Arranjos de Pesquisa e Inovação, que utiliza dos mais variados atores para que a aplicabilidade das ações seja mais efetiva”, ressaltou.

AGROTÓXICOS – Outro projeto de destaque no programa e financiado por meio de chamada pública da Fundação Araucária é o coordenado pela professora da Unioeste Carolina Panis, apresentado no Seminário Estadual de Avaliação Final, em março de 2022. Trata-se de pesquisa referente à associação entre a exposição ocupacional continuada aos agrotóxicos e os elevados índices de câncer de mama identificados na população rural.

Foram englobadas mulheres dos 27 municípios que responderam questionários para que fosse possível identificar como elas são expostas aos pesticidas e, a partir disso, foi realizada uma análise do nível de incidência e de agressividade da doença. Os primeiros dados identificaram que existe um índice elevado da doença.

“O financiamento da Fundação Araucária foi um divisor de águas, pois foi só depois da entrada deste recurso que nós conseguimos alavancar e responder as perguntas que tínhamos em aberto. O papel da Araucária no nosso Estado é elementar, porque foi a partir deste investimento que consegui caminhar profissionalmente e adquirir colaborações internacionais”, disse Carolina.

 

 

 

 

 

 

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 Nova edição do Ganhando o Mundo terá mil estudantes; inscrições já estão abertas

A Secretaria de Estado da Educação e do Esporte publicou o novo edital do Ganhando o Mundo (nº 72/2022 ), programa de intercâmbio internacional do Governo do Estado destinado aos estudantes da rede estadual de ensino.

A terceira edição do programa cresceu e terá mil vagas, ao contrário das 100 em cada uma das edições anteriores.

Além de mais vagas, o intercâmbio também terá mais destinos e em três continentes, todos de língua inglesa: Austrália, Canadá, Estados Unidos, Inglaterra e Nova Zelândia. Na prática, as mil vagas serão distribuídas nesses cinco países e o intercâmbio terá a duração de um semestre letivo do país de destino, com embarque em 2024. Os estudantes aptos a participarem são os que estão cursando o 9° ano do Ensino Fundamental em 2022.

“Em nome do Governo do Estado tenho a alegria de anunciar que estamos com esse novo edital de mil vagas para jovens que vão entrar no ensino médio e vão ter essa oportunidade de estudar em países de primeiro mundo. Aumentamos as vagas e é muito importante lembrar que a gente vai selecionar pelo menos um estudante de cada um dos 399 municípios do Paraná pra ter essa experiência e poder retornar com um pedaçinho do primeiro mundo pra dentro da escola no Paraná”, diz o secretário Renato Feder.

As inscrições já estão abertas e vão até 31 de maio de 2023 pela Área do Aluno. Esse longo prazo para inscrição se deve aos novos critérios classificatórios para concorrer às vagas. A nota de classificação vai considerar três itens: a nota padronizada obtida pelo estudante na Prova Paraná Mais, realizada de 25/10/22 até 03/11/22, o número de certificados obtidos pelo estudante na plataforma Inglês Paraná e os certificados de participação como Aluno Monitor na escola em que o estudante estiver matriculado.

Ou seja, quem não estava utilizando ou pouco utilizava a plataforma Inglês Paraná e/ou não participou do Aluno Monitor tem tempo para se envolver nos programas e conseguir aumentar suas chances.

VAGAS – Das mil vagas ofertadas, 399 estão reservadas para o estudante que obtiver a maior nota de classificação em cada município do Estado. Outras 100 vagas são destinadas exclusivamente a estudantes beneficiários do programa Auxílio Brasil (ou equivalente), independentemente do município a que pertençam.

Já as demais 501 vagas serão destinadas proporcionalmente aos municípios que possuem número igual ou superior a 100 matrículas no 9º ano do Ensino Fundamental na data de elaboração do edital. Curitiba, por exemplo, terá 58 vagas desse total, seguida por Londrina (20), São José dos Pinhais (17), Ponta Grossa (16), Cascavel (15), Maringá (14), Foz do Iguaçu (13), Colombo (12) e Guarapuava (9). O número exato de vagas para cada município pode ser conferido no edital. 

A inscrição será para o programa como um todo, não sendo possível o estudante escolher o país de destino – essa indicação será feita pela Seed-PR, bem como a distribuição no número exato de vagas para cada país.

Ao fazer a inscrição on-line pela Área do Aluno, o estudante deverá informar nome completo, RG, CPF, Código Geral de Matrícula (CGM), e-mail (@escola), telefone de contato e dados do seu colégio. É obrigatório que tanto o estudante quanto o responsável declarem ciência de que leram e concordam com a inscrição e as regras do processo seletivo.

Além dos critérios de classificação (Prova Paraná Mais, Inglês Paraná e Aluno Monitor), o estudante precisa cumprir outros requisitos para ter sua inscrição validada, que na prática eram os antigos critérios de classificação: ter cursado do 6º ao 9º ano do Ensino Fundamental em uma instituição de ensino da rede pública estadual do Paraná; ter médias iguais ou superiores a 7,0 e frequência igual ou superior a 85% em cada uma das disciplinas da matriz curricular (em 2022); estar regularmente matriculado no 9º ano na rede pública estadual do Paraná em 2022 e estar matriculado e cursar a 1ª série do Ensino Médio na rede estadual em 2023. Na data do embarque ao exterior, também é preciso ter idade mínima de 14 e máxima de 17 anos e seis meses.

É necessário, claro, ter participado da Prova Paraná Mais neste ano, que terá peso 70 na nota de classificação. Já o Inglês Paraná e o Aluno Monitor terão peso 15 cada um na pontuação total (100).

GANHANDO O MUNDO – O programa de intercâmbio foi criado para possibilitar a ampliação do repertório cultural e acadêmico dos estudantes, permitir sua vivência e experiência na realidade de outros países, consolidar uma rede de jovens líderes que atuarão nas escolas da rede pública estadual de ensino do Paraná, além de potencializar o desenvolvimento da autonomia e aperfeiçoar o domínio da língua inglesa. 

Neste ano foram realizadas duas edições do programa: 100 estudantes passaram um semestre letivo no Canadá, entre fevereiro e julho, e outros 100 ficaram na Nova Zelândia entre julho e o fim de outubro.

Os custos de alimentação, hospedagem, transporte, emissão de vistos e passaportes, passagens aéreas e terrestres, exames médicos, vacinas, seguro viagem e saúde, taxa de matrícula, mensalidade da escola no exterior, material didático, uniforme, tradução juramentada da documentação escolar, reuniões de orientação, assim como o curso preparatório de língua estrangeira, são custeados pela Seed-PR. Os alunos também recebem um auxílio de R$ 800 mensais.

 

 

 

 

 

 

 

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 Paraná apresenta, na COP27, iniciativas voltadas à sustentabilidade

Iniciativas sustentáveis paranaenses serão apresentadas nesta e na próxima semana na Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas de 2022 (COP27), que iniciou no domingo (6), na cidade de Sharm El Sheikh, no Egito.

Servidores da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Sustentável e do Turismo (Sedest) vão participar de três painéis na conferência, e a Portos do Paraná foi a única autoridade portuária do planeta convidada a palestrar no evento.

O Governo do Estado também vai assinar a Declaração de Rabat Salé Kénitra de “Regiões para um Futuro Resiliente: impulsionando ações transformadoras para o planeta, as pessoas e a prosperidade” (Regions for a Resiliente Future: driving transformative action for the planet, people & prosperity). O documento, da rede internacional Regions4, terá como signatários governos regionais de diferentes partes do mundo, que se comprometem a implementar políticas para mitigar as mudanças climáticas e cumprir as metas do Acordo de Paris.

O diretor de Políticas Ambientais da Sedest, Rafael Andreguetto, vai palestrar nos painéis “A Sustentabilidade dos Biomas Brasileiros”, na segunda-feira (14); e “Regiões e a Economia de Hidrogênio: a Solução do Hidrogênio como um Vetor da Transição Energética”, na terça-feira (15). A diretora de Licenciamento Ambiental e Outorga do Instituto Água e Terra (IAT), Ivonete Chaves, participará do painel “O Papel dos Estados para o Avanço na Descarbonização do Setor Energético”, com data ainda a definir.

A Portos do Paraná vai participar, nesta terça-feira (8), no painel “Tecnologia e Transferência Inovadoras: Solução Chave para Ações Climáticas”. Na quarta-feira (9), os temas serão “Tornando-se Verde: Setor Privado Sustentável", "Lidere o Caminho: Estudos de Caso sobre Desenvolvimento Urbano Sustentável" e "Investimento em Comunidades”.

REUNIÕES BILATERAIS – No período em que estará presente na COP27, entre os dias 12 e 17 de novembro, o Paraná deve participar também de uma série de reuniões bilaterais com outros governos e com instituições da área de sustentabilidade, na busca de financiamentos a projetos e planos de mitigação climática.

Segundo Andreguetto, o Estado também vai apresentar programas voltados para a redução dos efeitos das mudanças climáticas, como o Sinais da Natureza, Paraná Energia Sustentável, Poliniza Paraná e o Selo Clima.

“Estamos indo para a COP27 para buscar conhecimento, informação e um apoio técnico para o Paraná, para que as ações do governo continuem sendo pautadas pela sustentabilidade, inclusive no trabalho com a iniciativa privada”, explicou. “Também buscamos financiamentos a projetos de sustentabilidade, algo que o Paraná é protagonista”.

PROGRAMAS – O programa Sinais da Natureza é uma parceria entre a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Sustentável e do Turismo (Sedest) e o Sistema Meteorológico do Paraná (Simepar) e desenvolve ações para ajudar a frear as mudanças climáticas.

Entre elas está o apoio para a criação de consórcios regionais de resíduos sólidos, a reorganização do Fórum Paranaense de Mudanças Climáticas, a criação de mecanismos de avaliação e informação sobre a vulnerabilidade de áreas de risco e a implantação de planos de contingência nos municípios.

Lançado no ano passado, o Paraná Energia Sustentável busca agilizar o licenciamento de atividades com foco na redução da emissão dos gases de efeito estufa. A intenção é fazer com que a produção de renovável no Estado, por meio de empreendimentos de pequeno porte, tenha uma nova dinâmica para a emissão de licenciamento ambiental, o que permite reduzir o tempo de espera pela permissão.

Pelo Poliniza Paraná, o Governo do Estado está espalhando em parques e praças dos municípios colmeias de abelhas nativas sem ferrão, que ajudam na conscientização ambiental, na proteção dessas espécies e também na polinização da flora paranaense.

Já o Selo Clima é uma referência no incentivo à redução dos gases do efeito estufa, ao fazer o reconhecimento de empresas, entidades e municípios que tenham iniciativas alinhadas com a preservação de recursos naturais.

O programa foi ampliado na atual gestão e passou a incluir princípios propostos por iniciativas com as quais o Paraná possui alinhamento e acordos, como a Agenda 2030 da ONU e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS); as campanhas Race to Zero e Race to Resilience e a Declaração de Edimburgo.

“Este ano, o empreendedor que adere ao Selo Clima vai passar não apenas a fazer o registro das emissões, como também vai apontar as ações de ESG que realiza. Ele passa a ser um instrumento muito maior de registro e de controle das mudanças climáticas, principalmente com relação às emissões dos gases de efeito estufa”, acrescentou Andreguetto.

 

 

 

 

 

 

 

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