Uma comitiva do Governo do Paraná embarca nesta sexta-feira (9) para Montreal, no Canadá, para participar da COP15, a Conferência da Biodiversidade da Organização das Nações Unidas (ONU).
No evento, o Estado vai formalizar sua participação como membro oficial da Regions4, uma coalizão internacional formada por governos regionais (estados, regiões e províncias) para buscar soluções voltadas às mudanças climáticas, biodiversidade e desenvolvimento sustentável.
O governo também vai renovar o acordo firmado com a Secretaria da Convenção da Biodiversidade da ONU. O memorando de entendimento permite que o Paraná continue contribuindo com a neutralização das pegadas de carbono da entidade, o que é feito desde 2008 através do plantio de árvores em áreas protegidas do Estado.
Outro enfoque será na bioeconomia, com reuniões do Paraná com fundos de investimento, empresas e entidades que tratam do tema, na busca de atrair iniciativas e investimentos relacionados à economia verde e à redução dos impactos no meio ambiente. Além disso, também estão previstos encontros bilaterais com outros estados e entidades e a apresentação das políticas ambientais estaduais na 7ª Cúpula dos Governos Subnacionais e Municipais.
Fazem parte da comitiva o diretor de Políticas Ambientais da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Sustentável e do Turismo, Rafael Andreguetto; o diretor-presidente da Invest Paraná, Eduardo Bekin; e o diretor de Relações Internacionais e Institucionais, Giancarlo Rocco. A participação do Paraná na conferência segue até o dia 16 de dezembro.
Para Andreguetto, a participação na COP15 é fundamental para posicionar o Paraná como protagonista nos acordos e discussões internacionais que tratam da conservação da biodiversidade e das metas estabelecidas para mitigação das mudanças climáticas. “Durante a conferência, serão renovadas as metas e os compromissos dos governos para voltados à conservação da biodiversidade pelos próximos 10 anos. É a oportunidade de o Estado se tornar uma voz para a discussão e o endosso aos compromissos do Acordo de Paris”, afirma.
“Não precisamos ter uma Amazônia em nosso quintal para ir em busca de soluções que protejam nossa biodiversidade. Mesmo sem receber tanta pressão internacional com relação ao tema, o Estado se consolida como exemplo mundial de sustentabilidade”, salienta Eduardo Bekin. “Através da Invest, queremos trabalhar a marca da sustentabilidade paranaense no mercado nacional e internacional”, acrescenta.
COP15 – A COP15, que iniciou na última terça-feira (7) e vai até o dia 19 de dezembro, acontece um mês após a COP27, a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, que também teve participação do Paraná. O evento atual trata, porém, da proteção da biodiversidade, e deve dar continuidade às negociações para a adoção de um Quadro de Biodiversidade Global pós-2020.
Rafael Andreguetto destaca que o Paraná tem expertise para tratar do tema, por ser considerado o Estado mais sustentável do Brasil e referência mundial em sustentabilidade, de acordo com a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).
“Mais do que participar das discussões que tratam da biodiversidade, o Estado irá apresentar todas as iniciativas e ações que fazem com que essa conservação seja possível”, salienta. “O Paraná é pioneiro no Brasil na implantação do ICMS Ecológico, uma compensação aos municípios que têm áreas de proteção, além de várias iniciativas para frear os efeitos das mudanças climáticas”.
O Estado conta com programas como o Paraná Mais Verde, para o reflorestamento com árvores nativas e incentivo ao plantio de espécies ameaçadas de extinção, e o Poliniza Paraná, com a instalação de colmeias de abelhas nativas sem ferrão em parques e praças paranaenses. Outras ferramentas, como o Selo Clima e o programa Sinais da Natureza, buscam prevenir e mitigar os efeitos das mudanças climáticas no Estado.
BIOECONOMIA – A bioeconomia é outra questão de interesse do Estado, principalmente por meio do trabalho exercido pela Invest Paraná na atração de investimentos privados. O controle das emissões dos gases do efeito estufa e o destino correto dos resíduos sólidos estão, por exemplo, entre as exigências feitas às empresas para receberem incentivo fiscal no Estado.
Já inciativas como a Programa de Apoio às Vocações Regionais Sustentáveis buscar incentivar as cadeias de valor e abrir mercados nacionais e internacionais aos produtos típicos paranaenses, produzidos de forma sustentável e de maneira tradicional, apoiando principalmente pequenos produtores e agricultores familiares.
Apesar da redução de 4% nos preços recebidos pelos produtores de leite no Paraná entre outubro e novembro, o ano de 2022 está encerrando com melhores condições em comparação ao início do ano.
A análise está no Boletim de Conjuntura Agropecuária referente à semana de 2 a 8 de dezembro. O documento é elaborado pelos técnicos do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento.
No mês de novembro, o produtor paranaense recebeu R$ 2,71 por litro de leite entregue aos laticínios, 4% a menos em comparação com o mês anterior. Segundo o Deral, essa correção vem desde o inverno, quando o produto atingiu R$ 3,35 e as indústrias se viram obrigadas a recorrer a maiores volumes de derivados importados, devido à dificuldade na captação de leite cru no campo.
Com a cotação do milho a R$ 75,90 em média no Paraná, o produtor precisou vender 28 litros de leite para comprar uma saca do cereal, proporção semelhante à média do ano de 2020. Na comparação com novembro de 2021, os laticínios pagaram 25% a mais pelo leite entregue, enquanto o preço da saca de milho apresentou pequena variação para baixo.
Ainda que o milho não seja o único insumo importante nessa cadeia, a nutrição do rebanho representa a maior parte dos custos de produção. Assim, mesmo com os preços em queda, o produtor está mais confortável que nos primeiros meses de 2022.
GRÃOS – Resta apenas 1% da área de trigo a ser colhida no Paraná, que deve resultar em uma safra de 3,47 milhões de toneladas. Ainda que tenha sido afetado negativamente pela seca e pelas geadas, o volume é considerado bom. O plantio da primeira safra de milho 2022/23 foi encerrado nesta semana e as condições de lavoura são favoráveis, tendo 82% em condição boa, 16% em condição mediana e apenas 2% em condição ruim. Já o plantio da safra de soja atingiu 99% da área total estimada de 5,7 milhões de hectares.
FRUTICULTURA – Outro assunto analisado pelos técnicos do Deral é a fruticultura. Além do contexto mundial e nacional da produção de abacaxi, os números mostram que o Paraná responde somente por 0,7% da produção brasileira. No entanto, a atividade tem fundamental importância nos municípios onde se cultiva a fruta, pois gera emprego e renda, utilizando mão de obra intensiva nas diversas fases do cultivo. A área colhida no Paraná foi de 499 hectares em 2021, para uma produção de 9,6 mil toneladas.
O Brasil, com 2,7 milhões de toneladas, foi o quarto produtor mundial em 2020 e responde por 8,8% do total. Filipinas liderou com 9,7%, e China (2º), Costa Rica (3º) e Tailândia (5º) responderam por 9,5%, 9,4% e 8,8% respectivamente. No País, Pará (20,7%), Paraíba (15,1%), Minas Gerais (13,1%) e Rio de Janeiro (9,7%) participam com 58,6% das colheitas nacionais.
AVICULTURA E OVOS – Segundo a Embrapa Suínos e Aves (CNPSA), o custo de produção do frango, no Paraná, em outubro de 2022, manteve-se estável em relação ao mês de anterior, estacionado no valor médio de R$ 5,49/kg. Os dados sobre produção de ovos mostram recordes no volume em 2021 no Brasil, a partir da Pesquisa Pecuária Municipal (PPM) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
APICULTURA – O Paraná ocupa a terceira posição no ranking da exportação de mel in natura, atrás do Piauí e de Minas Gerais, considerando a exportação total dos dez meses de 2022. O Estado teve receita cambial de US$ 16,69 milhões e volume de 4.438 toneladas no período.
O principal destino para o mel brasileiro nos dez meses de 2022 (75,5% de todo volume exportado: 32.346 toneladas) continuou sendo os Estados Unidos: volume de 24.421 toneladas, com receita cambial de US$ 91,062 milhões e preço médio de US$ 3.728,85 por tonelada. Austrália, Países Baixos, Dinamarca, Áustria e França também são destinos recorrentes do produto.
Por - AEN
O governador Carlos Massa Ratinho Junior sancionou nesta quinta-feira (8) a , que institui um repasse extraordinário de R$ 220 milhões para hospitais contratualizados com o Estado.
A iniciativa visa prestar auxílio financeiro ainda durante o exercício de 2022 para as unidades que atendem pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS).
A proposta considerou a variação dos custos para manutenção das unidades hospitalares, desde o atendimento ambulatorial, eletivo, especializado e de média e alta complexidade, principalmente após a fase mais crítica da pandemia da Covid-19 – responsável pelo aumento expressivo no custo de insumos e mão de obra.
Essa é a primeira vez que o Estado realiza um aporte complementar dos valores pagos às unidades hospitalares contratualizadas com recursos próprios, amparadas por lei. De acordo com a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), estes valores representam aproximadamente o déficit financeiro dos hospitais durante este ano.
Atualmente, além dos valores pagos pelas tabelas do SUS, o Estado também realiza repasses financeiros para as unidades próprias e envio de recursos para hospitais filantrópicos por meio de programas de incentivo.
“Este repasse certamente dará um fôlego a mais para as unidades hospitalares que possuem contrato com a Sesa, permitindo que nenhum hospital ou serviço de saúde precise ser paralisado por falta de recursos financeiros, também considerando o cenário da pandemia”, afirmou o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto.
O critério de rateio para cada unidade deverá ser definido pela Sesa, baseado na produção de cada hospital para atendimentos do SUS, além de serem destinados integralmente para a aquisição de medicamentos, suprimentos, insumos, equipamentos, pequenas reformas e adaptações na estrutura física para aumento na oferta de atendimentos e produção de cirurgias eletivas, contratação e pagamento de profissionais e demais gastos vinculados com o enfrentamento da Covid-19. A lei será regulamentada nos próximos dias.
Por -AEN
A Sanepar comunica que nesta sexta-feira (9) as Centrais de Relacionamento em todo o Estado irão funcionar até as 11h30 e ficarão fechadas no período da tarde, em função do jogo do Brasil na Copa do Mundo.
Os clientes podem solicitar serviços pelo site da Sanepar www.sanepar.com.br/servicos ou pelo telefone 0800 200 0115, durante 24 horas por dia. Também podem enviar e-mail (neste link estão os e-mails de cada cidade).
Em compensação, todas as Centrais de Relacionamento estarão abertas no sábado da próxima semana, dia 17 de dezembro, para reforçar o atendimento no fim do ano.
Até 31 de dezembro, clientes podem fazer a adesão ao Programa de Recuperação de Crédito do Cliente Particular (Reclip), com parcelamento de débitos em até 60 vezes. Mais informações AQUI.
Por - AEN
A formulação de um planejamento de longo prazo que privilegie a sustentabilidade e ofereça mais segurança para as atividades agropecuárias no Paraná foi discutida durante dois dias por cerca de 140 servidores do Sistema Estadual de Agricultura (Seagri).
A reunião foi entre terça (06) e quarta-feira (07) no Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná Iapar-Emater (IDR-Paraná), em Londrina.
O Seagri é formado pela Secretaria da Agricultura e suas empresas vinculadas: IDR-Paraná, Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) e Centrais de Abastecimento do Paraná (Ceasa).
"O planejamento precisa ter em vista o longo prazo e deve levar em conta a parceria com quem faz as coisas, que são os produtores, os trabalhadores rurais, a razão de nossa existência enquanto profissionais", disse o secretário estadual da Agricultura e do Abastecimento, Norberto Ortigara.
Ele destacou a necessidade de inovação permanente. "O desafio que se tem pela frente é grande, porque a agropecuária é o carro-chefe do Paraná e há muito para se fazer", disse. "É preciso fazer um bom papel, estar presente para ajudar o Estado se desenvolver, para valorizar as famílias rurais e as organizações do setor, estar atento às inovações e, se possível, estar à frente delas".
A discussão foi pautada por seis eixos, que passam a conduzir as políticas públicas no setor agropecuário: segurança alimentar, segurança da informação, segurança energética e conectividade, segurança hídrica e sustentabilidade, segurança produtiva e tecnológica e segurança sanitária.
Várias ações foram projetadas em cada um dos segmentos, com a decisão de um trabalho conjunto não apenas entre as entidades que formam o Seagri, mas com o esforço de buscar parceria com outros órgãos públicos, no meio acadêmico e na iniciativa privada, evitando esforço dobrado, caso as soluções já existam.
"Todos nós trabalhamos com o mesmo propósito que é, como profissionais, estar atentos a tudo que ocorre no meio rural e, para isso, há necessidade de melhorar o nível de informação, que às vezes está na casa da gente. Podemos poupar esforço, usar ferramentas mais modernas", afirmou Ortigara. "Tem muita coisa para aperfeiçoar e vamos desenhar corretamente as políticas para que possa ter uma sempre boa, agradável e correta interlocução com os agricultores, com os trabalhadores rurais e com as agroindústrias".
NOVO CICLO – O Paraná entra em 2023 com a quarta maior economia do Brasil e com a posição consolidada entre os maiores produtores de proteína animal do País, além do maior produtor de orgânicos e de algumas culturas, como feijão. O Paraná também é o estado brasileiro com a maior área do seu território classificada com potencialidade agrícola "muito boa" (classe A1). A classificação está no Mapa de Potencialidade Agrícola Natural das Terras do Brasil , publicação inédita do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgado nesta semana
O Valor Bruto da Produção (VBP) agropecuária do Paraná atingiu, em 2021, o maior patamar de sua história, totalizando R$ 180,6 bilhões. Com um avanço médio de 5% ao ano desde 2012, o crescimento da produção agropecuária paranaense deu um salto ainda maior entre 2018 e 2021, durante a gestão de Carlos Massa Ratinho Junior, chegando a um crescimento médio de 9% no período. Em valores nominais, que desconsideram os índices de inflação, a taxa média de avanço foi de 26% por ano..
Por - AEN
O Paraná ganhou mais de 18 mil novas empresas em novembro e agora registra um saldo positivo de 142.107 novos estabelecimentos em 2022 (em 11 meses foram abertos 252.359 empreendimentos e houve a extinção de outros 110.252).
Os dados são da Junta Comercial do Paraná (Jucepar). O Estado tem, atualmente, 1,56 milhão de empresas ativas, um dos maiores números da história recente.
Do total de empresas abertas em 2022, a maioria corresponde a MEIs, com 75,34%; outras 21,38% são LTDA e 2,75% têm como Natureza Jurídica Empresário. Os outros segmentos têm percentual de abertura abaixo de 1%, sendo Eireli (0,13%), S/A (fechada) (0,22%), S/A (aberta) (0,06%), Cooperativa (0,09%), Consórcio (0,03%) e outros (0,01%).
Em novembro, o Paraná também foi o quarto estado mais ágil na abertura de empresas do País, com média de 15 horas, para a análise de 4.095 processos. O Estado ficou atrás de Sergipe, Espírito Santo e Roraima, que processam menos dados. O tempo está bem abaixo da média nacional, de 1 dia e 12 horas. Neste ano, todos os registros do Estado depois de março estão abaixo de um dia.
O tempo total de abertura de empresas e demais pessoas jurídicas leva em consideração o tempo na etapa de viabilidade, na validação cadastral que os órgãos efetuam e na efetivação do registro e obtenção do CNPJ. Não são considerados os tempos de inscrições municipais ou estaduais e nem a obtenção de licenças para funcionamento do negócio.
Do total de empresas abertas no Estado, 95% concluíram o processo em até 3 dias, 4% em até 5 dias e 1% em até 7 dias. No mesmo período de 2021, o tempo de abertura de empresas no Paraná estava em 1 dia e 2 horas, para a análise de 4.718 processos. Naquele ano, 92% das empresas conseguiam ser abertas em menos de 3 dias.
Confira o relatório de e o .
Por - AEN








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