Saúde capacita servidores para ampliar transparência e aprimorar execução de orçamentos

A Secretaria estadual da Saúde (Sesa) iniciou nesta quarta-feira (30) uma capacitação direcionada a técnicos e servidores da área de execução orçamentária, no Estado e municípios.

Com mais de 200 participantes, o curso tem como objetivo atualizar e aprimorar o uso do Sistema de Informação sobre Orçamentos Públicos em Saúde (Siops), principalmente após a implementação de novos padrões da contabilidade pública estabelecidos pela Secretaria do Tesouro Nacional.

“Essa capacitação reflete o zelo pelo erário que temos adotado durante toda a gestão do governador Ratinho Junior”, disse o secretário estadual da Saúde, Beto Preto. “Orçamento não é apenas dinheiro, mas sim planejamento, previsão, antecipação e um olhar apurado para o direcionamento de recursos”.

A ação, que acontece de maneira presencial pela primeira vez desde 2019, conta com o apoio do Fundo Estadual de Saúde (Funsaude), em parceria com o Ministério da Saúde e o Conselho de Secretarias Municipais de Saúde do Paraná (Cosems).

"O Siops é uma ferramenta fundamental para apoio na definição de políticas públicas voltadas à área de saúde”, disse o diretor do Funsaude, Alessandro Rissati. “O sistema é importante, principalmente, por fornecer um diagnóstico informativo acerca da receita e despesas, permitindo uma melhor avaliação de todo o panorama orçamentário".

SIOPS – Desde a sua criação, em 2000, o Siops constitui um instrumento para o acompanhamento e monitoramento dos valores destinados pelos estados em Ações e Serviços Públicos de Saúde (ASPS), a fim de verificar a aplicação mínima de recursos, conforme Lei Complementar nº 141/2012.

Para o coordenador estadual do Siops, Mário Martins Junior, a capacitação permite manter os servidores atualizados, fortalecendo o controle orçamentário em todo o Estado. “Esse treinamento prevê maior intimidade com o tema para uma ampla gama de profissionais, que vai desde técnicos e contadores, até gestores em saúde. Quanto mais capacitados, melhor a capacidade operacional de todo o Paraná", concluiu.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Por - aen

Hashtag:
 Buscas na BR-376 têm equipes em solo e apoio de câmeras; quatro veículos já foram retirados

As equipes de segurança que prestam atendimento no local de deslizamento na BR-376, no Litoral do Paraná, mantêm as buscas mesmo com o mau tempo no local.

Estão sendo utilizados guinchos, cães treinados e drones com câmera com identificação térmica para encontrar sinais de vida. O equipamento, porém, não conseguiu resultados na identificação. O trabalho tem sido feito de forma cautelosa, já que as chuvas permanentes ampliam os perigos de novos desmoronamentos na área. Há risco, inclusive, da pista da rodovia ceder por causa do peso dos entulhos. 

Representantes do gabinete de crise instituído para acompanhar a tragédia concederam uma nova entrevista coletiva nesta quarta-feira (30) para atualizar as informações. O Corpo de Bombeiros conseguiu fazer a retirada de uma carreta e três veículos que estavam na parte superior da pista. O corpo da segunda pessoa, que teve o óbito confirmado ainda na terça-feira (29), foi retirado do local nesta manhã e encaminhado para Curitiba. O incidente envolveu 10 veículos de passeio e seis carretas.

A estimativa inicial é que 30 pessoas estejam desaparecidas. O Corpo de Bombeiros também descartou a informação de que um ônibus estivesse entre os veículos soterrados. Segundo o último boletim oficial, seis pessoas foram resgatadas com vida.

“O Corpo de Bombeiros permanece no local desde o início dos atendimentos. Especificamente na manhã desta quarta-feira, foi feita a avaliação da área pelos geólogos e engenheiros, a movimentação de terra para liberar os três veículos retirados de uma área de menor risco, a retirada do corpo da carreta e também dessa carreta do local. A avaliação de risco continua sendo feita”, explicou o comandante-geral do Corpo de Bombeiros, coronel Manoel Vasco.

“As maiores dificuldades enfrentadas neste momento são por causa do mau tempo, com a previsão de um aumento no volume de chuvas. A situação na área, que já é de risco, tende a piorar nos próximos dias se continuar assim”, complementou. “As equipes trabalham de forma ininterrupta. São 54 bombeiros atuando durante o dia e a equipe do Grupo de Operações Socorro Tático (Gost), que é altamente especializada, atuando durante a noite”.

VÍTIMAS – A Polícia Científica conseguiu confirmar a identidade de uma das vítimas e já fez o contato com a família. Trata-se de João Maria Pires, de 60 anos, natural de São Francisco do Sul (SC). O corpo da segunda vítima vai passar por perícia no Instituto Médico Legal (IML). “A primeira vítima passou pelo exame pericial, foi identificada pelas equipes de papiloscopia e já foi contatada a família”, disse o diretor-geral da Polícia Científica, Rodrigo Grochocki.

A instituição trabalha com o protocolo Identificação de Vítimas de Desastres (DVI, da sigla em inglês), código internacional desenvolvido pela Interpol que facilita o atendimento em tragédias como esta. Foi aberto um canal direto com os familiares e conhecidos de pessoas que poderiam estar no local do deslizamento, o que pode ajudar na identificação das vítimas.

Até o momento, 19 pessoas tinham entrado em contato com a Central de Atendimento da Polícia Científica, no telefone (41) 3361-7242, para passar a informações. O serviço funciona 24 horas. Além disso, outras informações sobre o evento podem ser obtidas pelo telefone da Centro de Operações Cidade da Polícia, no 0800-282-8082.

“A Polícia Científica do Paraná é um dos centros que utiliza esse protocolo internacional em diferentes emergências. Existe uma comissão, formada a maior parte por membros da Polícia Científica, que é acionada em uma situação de desastre como esta”, explicou o perito André Langowiski, que dirige a comissão de DVI. 

“Trabalhamos de forma ininterrupta para receber as famílias, para que nos deem as informações que ajudem a identificar essas vítimas mais facilmente, incluindo a entrega de documentos, descrição de tatuagem e outras particularidades”, explicou. “Por outro lado, é feito o exame pericial da vítima para tentar cruzar essas informações com o que é apresentado anteriormente. Pela natureza desse desastre, não devemos ter dificuldade em identificar as vítimas”. 

AVALIAÇÃO – A Coordenadoria Estadual da Defesa Civil, que conta com um grupo de engenheiros e geólogos fazendo a avaliação da área do deslizamento para a liberação das equipes de resgate, identificou outros dez pontos de deslocamento de terra em locais próximos ao km 669 da BR-376, onde ocorreu o deslizamento. 

A Defesa Civil Estadual também está trabalhando de forma articulada com as Defesas Civis Municipais e também com outras entidades para prestar atendimento à população atingida. Juntamente com a Federação das Empresas de Transporte de Cargas do Estado do Paraná (Fetranspar), a coordenadoria está prestando auxílio aos motoristas parados nas barreiras nas estradas, com a distribuição de alimentos, água e itens de higiene.

Em outra frente, em parceria com a Defesa Civil de Curitiba, o órgão conseguiu a liberação de dois abrigos para atender passageiros que estavam na Rodoviária de Curitiba esperando para embarcar para Santa Catarina e o Rio Grande do Sul, mas que não conseguiram por causa da interrupção nas rodovias.

Além dos deslizamentos, as chuvas fortes também causaram inundações e enxurradas em outros municípios do Litoral e da Região Metropolitana, e o órgão está atuando para prestar o apoio às famílias atingidas e distribuir itens de ajuda humanitária.

“Estamos com esse trabalho em vários municípios da Região Metropolitana e Litoral, apoiando as famílias, retirando das áreas de risco, fazendo o transporte, colocando em abrigos e alojamentos”, explicou o coordenador estadual da Defesa Civil, coronel Fernando Schunig.

MAIOR EVENTO DESDE 2011 – Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), esse foi o maior evento trágico na BR-369 desde 2011, quando também houve queda de barreira. "Ainda não temos previsão de liberação. A concessionária e todas as forças de segurança estão nesse trabalho. Nesse momento desaconselhamos os deslocamentos nesse local, ou buscar alternativas. Sabemos da necessidade de circulação, mas isso só vai acontecer com segurança e com aval dos técnicos", afirmou o superintendente da PRF no Paraná, Antonio Paim.

Os bloqueios na BR-376 são na praça de pedágio em São José dos Pinhais (sentido Santa Catarina), no km 635, e em Garuva (sentido Curitiba), no km 1. São áreas com possibilidade de retorno para que ninguém fique preso na rodovia enquanto a pista não for liberada. No momento, o único trajeto disponível para acessar o litoral paranaense é pela BR-116, sentido Rio Negro, e daí seguindo para Joinville antes de retornar ao Paraná, passando por Garuva.

Onças-pintadas com filhotes são encontradas na Serra do Mar paranaense

Já chega a sete o número de onças-pintadas identificadas por pesquisadores brasileiros na região da Serra do Mar paranaense, área de Mata Atlântica. A espécie, que chegou a ser considerada extinta na região, voltou a ser registrada por armadilhas fotográficas em setembro de 2018. 

As descobertas dos pesquisadores do Programa Grandes Mamíferos da Serra do Mar foram divulgadas na revista científica Oryx, publicada pela universidade britânica de Cambridge, em agosto passado. Após a publicação, adultos com filhotes foram registrados no local. O sétimo indivíduo da população foi avistado entre abril e outubro de 2022.

“[A quantidade total dessa população] a gente desconhece. O que descobrimos é que existem ocorrências de onças, tanto machos e fêmeas, e também de filhotes. Isso foi posterior ao estudo publicado, mas quantos indivíduos existem, isso é o que a gente tá buscando saber a partir de agora”, destaca o pesquisador e coordenador técnico do Programa Grandes Mamíferos da Serra do Mar, membro da Rede de Especialistas em Conservação da Natureza (RECN) e doutor em Ecologia e Conservação, Roberto Fusco.

Pesquisadores encontram onças-pintadas com filhotes na Serra do Mar paranaense.
Armadilhas fotográficas registram imagem de onças-pintadas na Serra do Mar paranaense. - Programa Grandes Mamíferos da Serra do Mar/Fundação Grupo Boticário

Segundo Fusco, as onças registradas estão em uma área florestal extensa e de difícil acesso. De acordo com o pesquisador, os animais foram pressionados a se deslocarem para áreas montanhosas e de difícil acesso, principalmente por conta da caça, desmatamento e extração de palmito.

“Na Serra do Mar [paranaense], esses animais encontraram refúgio em áreas montanhosas, mais remotas e com difícil acesso para humanos, fator que talvez tenha contribuído para que esses felinos ficassem tanto tempo sem serem registrados”, diz.

De acordo com o pesquisador, a confirmação dos animais na região classifica o bloco de floresta da Serra do Mar paranaense como uma área prioritária para conservação da onça-pintada na Mata Atlântica. 

“Uma vez que essa região é contínua a uma outra área prioritária já existente na Serra do Mar paulista, propomos uma expansão de 5.715 quilômetros quadrados a sul, o que torna o grande bloco de floresta da Serra do Mar paranaense e paulista a maior área prioritária para a conservação da onça-pintada na Mata Atlântica, totalizando 19.262 quilômetros quadrados”, diz Fusco.

Até a descoberta dos animais na região, a área era considerada como não ocupada de onça-pintada. “Agora muda toda a estratégia. O desafio maior é garantir a proteção da espécie ao longo do tempo e na redução das ameaças, que é a pressão de caça sobre a espécie e sobre as suas presas, como a paca, o cateto, o tatu, o porco do mato, e o veado”.

Fusco ressalta ainda que, com o aumento da população de onças na região, humanos e felinos terão de conviver. "Se, porventura, a espécie aumentar, que é o que a gente quer, precisamos trabalhar com a questão do conflito humano-fauna, para evitar que as pessoas matem a onça-pintada justamente por medo, por intolerância, ou por retaliação, no caso da onça predar animal doméstico de alguma propriedade rural”.

Redescoberta

O processo redescoberta da onça-pintada na região teve início em 2011, com a instalação de armadilhas fotográficas em algumas áreas específicas Serra do Mar paranaense. No entanto, nenhum indivíduo foi registrado. 

Moradores locais, porém, relatavam aos pesquisadores o avistamento dos animais em áreas afastadas. “A partir de então a gente começou a fazer um trabalho de entrevista com moradores, fizemos mais de 230 entrevistas em toda a região da Serra do Mar para buscar informações”, conta o pesquisador.

“A gente teve muita ajuda dos moradores locais para acessar essas áreas remotas, e a gente instalou armadilhas fotográficas. Aí sim, em alguns desses pontos, a gente obteve o registro da onça-pintada. Foi um macho e uma fêmea juntos. E, a partir daí, a gente monitorou, e começou a entrar em outras áreas também”.

O Programa Grandes Mamíferos da Serra do Mar é apoiado pela Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza e o WWF-Brasil.

 

 

 

 

 

 

 

 

Por - Agência Brasil

Hashtag:
 Empresas do Paraná estão entre as 500 maiores do Sul do País, aponta Revista Amanhã

As paranaenses Copel, Sanepar, Celepar, Cohapar, Fomento Paraná, Portos do Paraná e BRDE (nesse caso, parte paranaense) estão entre as 500 maiores empresas do Sul do Brasil.

O levantamento foi realizado pela Revista Amanhã e divulgado na tarde desta terça-feira (29) em Porto Alegre, durante o evento de premiação das “500 Maiores do Sul”, que ocorreu de forma híbrida, com transmissão no canal de YouTube do Grupo Amanhã. O ranking é considerado o mais importante indicador regional de empresas do País.

Para apurar as maiores e mais competitivas companhias nos estados do Paraná, Santa Catarina e no Rio Grande do Sul, além dos destaques em 28 setores da economia, a premiação considera informações com base no Valor Ponderado de Grandeza (VPG), que tem por base números de balanço sobre o patrimônio líquido, a receita e o lucro líquido. O ranking completo está disponível neste link.

“Essa importante premiação dá o devido destaque às 500 maiores empresas do Sul do País e muitas delas são aqui do nosso Estado. Estes resultados marcantes mostram como a política que alia investimentos públicos, atração de novas indústrias e gestão fiscal séria e eficiente dá resultado. Hoje é um dia de celebração, de comemorar a vitória e as conquistas de todos os paranaenses”, declarou o governador Carlos Massa Ratinho Junior.

No ranking regional das “500 Maiores do Sul”, a Copel ficou em 3º lugar e conquistou o 1º lugar entre as 100 maiores empresas do Paraná. Já no ranking Líder Setorial, que analisa os itens “receita líquida” e “rentabilidade” das empresas, a Copel está em 1º lugar no setor de energia em receita líquida.

“É uma honra para a Copel ser eleita mais uma vez a maior empresa do Paraná e a terceira do Sul do País. Nós temos feito um trabalho muito grande para o desenvolvimento do Paraná e do setor elétrico. Esse reconhecimento só nos engrandece e reforça a nossa missão de continuar neste caminho”, afirmou o presidente da Copel, Daniel Slaviero.

Na edição deste ano, a Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) ocupou a 19ª posição no ranking das 500 maiores do Sul e 8ª posição entre as 100 maiores empresas do Paraná. A Fomento Paraná ficou em 112º no geral e 42º no estadual, a Cohapar em 202º no geral e 76º no estadual, a Portos do Paraná em 234º (crescimento de 15 posições) no geral e 86º no estadual e a Celepar em 357º lugar, uma evolução de dez posições, no geral.

"Estabelecermos um planejamento de longo prazo, uma nova metodologia de desenvolvimento de software, um projeto de gestão de riscos e a revisão do nosso portfólio de soluções. Fortalecemos a instituição. Temos orgulho de figurarmos, mais uma vez, entre as 500 maiores empresas do Sul, melhorando a nossa posição em relação ao ranking anterior, isso significa que estamos no caminho certo", disse o presidente da Celepar, Leandro Moura.

O Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) ficou com a 53ª posição geral e apareceu como a maior instituição pública de fomento no ranking específico para esta categoria.

Um fator que impulsionou a conquista foi o resultado operacional que o BRDE alcançou no ano passado: R$ 266,6 milhões de lucro líquido, o segundo melhor já alcançado pelo banco na série histórica, iniciada há duas décadas, superando em 33,8% o apurado no ano anterior.

No mesmo período, as novas operações de crédito tiveram recorde histórico, fechando R$ 4,1 bilhões em novos financiamentos para a região Sul.

“Estarmos entre as maiores empresas é resultado do enorme esforço da nossa equipe de colaboradores, em especial num momento de superação de muitos desafios. Mas o importante é termos como meta sermos os melhores em nossa missão como instituição pública de fomento, atuando como grande parceiro de quem produz no campo e na cidade”, salientou o diretor-presidente do BRDE, Wilson Bley Lipski.

MAIS EMPRESAS – Além das estatais, empresas privadas do Paraná se destacaram no ranking. Coamo, Rumo e Klabin também estão entre as 10 maiores do Sul. Itaipu Binacional, C.Vale e Lar estão no top 20. 

Uma empresa pública do Paraná também aparece no ranking das 500 mais emergentes: a Ceasa. Nesse indicador a liderança é de uma paranaense, a Unimed Costa Oeste. Cocel, Jardim das Américas Administração e  Patrimonial, Arteche e Cia. de Automóveis Slaviero são as outras melhores classificadas.

 

 

 

 

 

Por - AEN

feed-image
SICREDI 02