Clima chuvoso prejudicou safra de café no Paraná; plantio de soja e milho está perto do fim

Com a colheita do café encerrada em outubro, o Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento do Paraná, calcula que os produtores retirarão aproximadamente 498 mil sacas na safra 2022.

O volume é 40,7% inferior às 841 mil sacas colhidas no ano passado. Esse é um dos dados da Previsão Subjetiva de Safra (PSS) apresentada nesta quinta-feira (01), que também traz informações sobre a eminente finalização do plantio de milho e soja e do quase término de colheita do trigo.

De acordo com o economista Paulo Sergio Franzini, analista de café no Deral, os números finais apenas confirmam a expectativa que já vinha se formando durante o desenvolvimento da cultura. A área cafeeira também registrou perda de 17,3%, enquanto a produtividade média reduziu em 28,4%.

“Os principais fatores que levaram a essa redução são as questões climáticas, começando com as geadas no inverno de 2021 e, depois, a falta de chuvas e temperaturas muito altas na fase do ciclo reprodutivo da safra 2022”, afirmou. A expectativa no início da safra era de que se pudesse chegar a 580 mil sacas.

A qualidade do café também decaiu. “A formação de grãos menores não é necessariamente sinônimo de qualidade menor, mas neste ano tivemos grãos mal granados, perdeu um pouco o aspecto sensorial da qualidade, a doçura”, explicou Franzini. “Não é tão significativo, mas em 2021 tivemos percentual de bebidas melhores, de qualidade bem superior em relação a este ano”.

A mesma situação atingiu os cafés especiais, dos quais o Paraná tem se revelado bom produtor. De acordo com o especialista do Deral, a média crescente era de 15% da produção classificada como especial. “Acreditamos que na safra 2022 esse percentual fique no máximo em 10%”, disse.

MILHO E SOJA – Os dados apontam que, em novembro, houve um pequeno reajuste de área para a safra de milho em comparação com o mês anterior, passando de 400 mil para 395 mil hectares. A expectativa de produção está em 3,8 milhões de toneladas. No campo, o plantio está praticamente encerrado, restando alguns pontos isolados.

“O início do plantio foi em agosto, e esse milho sofreu bem mais devido ao excesso de chuvas em setembro e outubro. O que foi plantado a partir de outubro tem uma situação melhor de campo e, provavelmente, terá maior produtividade”, destacou o analista da cultura, Edmar Gervásio. “Mas mesmo assim, deve ser boa safra”.

Sobre a soja, Gervásio informa que a semeadura também está próxima de se encerrar, cobrindo 5,7 milhões de hectares, o que significa 1,2% a mais que na safra anterior. A produção esperada é de cerca de 21,5 milhões de toneladas. “O desenvolvimento da planta é muito bom porque, apesar de ter um atraso no plantio, plantou-se em um período agronomicamente melhor”, disse o técnico. “Boa parte do Estado teve um nível de sol, de radiação, excelente”.

TRIGO E CEVADA – O trigo já está quase totalmente colhido no Paraná, restando cerca de 2% da área, sobretudo na região de Guarapuava, que sofreu mais com as chuvas. O prognóstico é que a qualidade do produto não será tão boa este ano, com provável queda de produtividade também.

De acordo com os técnicos que acompanham a cultura, as condições climáticas prejudicaram o manejo mais adequado. “Mas o que interferiu bastante para a queda da qualidade foi a luminosidade reduzida, devido aos longos períodos de tempo nublado”, disse o agrônomo Rogério Nogueira.

A cevada está com a colheita totalmente terminada. Diferente do trigo, a qualidade do produto é considerada muito boa, com cerca de 90% padrão cervejeiro – a maior cotação qualitativa – nos dois principais núcleos de produção, Guarapuava e Ponta Grossa. Em termos de área plantada, o Estado acresceu 10 mil hectares para a safra que se encerra, com produção de 344,2 mil toneladas – 16% a mais que no ano passado – em 84,3 mil hectares.

FEIJÃO – A safra das águas de feijão também está com o plantio praticamente encerrado no Paraná, estendendo-se por 122 mil hectares, restando a região de Curitiba, onde as chuvas impediram maior progresso. “No campo há uma preocupação porque 31% está em floração e as últimas chuvas vão provocar algumas perdas”, afirmou o agrônomo Joabe Rodrigues Pereira. Dessa forma, o Deral já projeta redução de 242 mil toneladas, prevista em outubro, para 230 mil toneladas, além de queda na qualidade.

BOLETIM – Nesta quinta-feira, o Deral divulgou também o Boletim de Conjuntura Agropecuária referente à semana de 25 de outubro a 1.º de dezembro. Além de analisar a produção da safra paranaense, ele apresenta dados sobre cotações da carne bovina e da criação e exportação de perus e frangos.

 

 

 

 

 

 

 

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 Governador diz que equipes mais especializadas do Estado estão no atendimento da BR-376

O governador Carlos Massa Ratinho Junior foi até a área afetada pelo deslizamento de terra na BR-376, na Serra do Mar, na manhã desta quinta-feira (01). A operação de resgate e limpeza do local já dura mais de 50 horas ininterruptas.

Ratinho Junior destacou o trabalho das equipes do Estado, da Polícia Rodoviária Federal e da concessionária que administra o trecho na operação. Durante a madrugada desta quinta, esses técnicos conseguiram avançar na limpeza da pista no sentido norte, o que deve permitir o avanço na operação. Até o momento, cerca de 7 mil metros cúbicos de massa terrosa foram retirados do local, informa o boletim divulgado às 10h30 pelo gabinete de crise que acompanha a ocorrência.

“A Defesa Civil, o Corpo de Bombeiros, os policiais militares, os policiais científicos e todos os envolvidos estão trabalhando de forma incansável no resgate. A operação não para em nenhum momento. Nesta quinta, com o tempo mais firme, o Corpo de Bombeiros trabalhará de forma mais ainda mais efetiva. Estamos junto das famílias atingidas nesta tragédia. O Governo do Estado não vai medir esforços para garantir rapidez no atendimento", disse.

O Corpo de Bombeiros já iniciou as operações na região mais sensível da ocorrência, que é a parte em que a massa de terra deslocou alguns veículos, inclusive caindo sobre eles. A área conta com uma extensão de aproximadamente 4,5 mil metros quadrados e o volume de terra a ser removido tem aproximadamente 5 mil metros cúbicos. No ponto mais sensível encontram-se bombeiros, cães de buscas e o maquinário da concessionária. Esta missão é delicada e demorada, por causa do constante risco que as equipes estão expostas.

"Nos últimos dias os bombeiros tiraram algumas piscinas de água em cima do morro, o que colocava em risco o trabalho dos bombeiros, devido ao peso de água. Essa drenagem ajudou a acelerar essa operação", afirmou.

Ele ainda reforçou o empenho do Estado em agilizar o resgate de eventuais vítimas. "As equipes mais especializadas do Corpo de Bombeiros estão no local, a elite dos servidores, o Grupo de Operações de Socorro Tático. Nossa torcida é que esse trabalho termine o quanto antes", complementou. "Estamos trabalhando com solidariedade, entendemos a angústia das famílias e dos cidadãos que dependem da estrada. Estamos mobilizados para resolver essa situação".

DESAPARECIDOS – A Polícia Científica segue auxiliando os trabalhos de levantamento de possíveis desaparecidos. Agora que grande parte da massa de terra da parte superior do incidente foi removida, a estimativa de potenciais vítimas foi reduzida para menos de 30 pessoas.

Este número tem como base os dados concretos que o comando do incidente possui, como a redução de veículos encontrados em relação às projeções iniciais, e pode ser alterado à medida que novas informações vão sendo coletadas. Por conta do grande volume de terra, ainda não é possível especificar com exatidão a quantidade de veículos e vítimas que podem estar soterrados no local.

O maquinário pesado de guincho e caminhões ainda estão no local, auxiliando na garantia dos acessos às áreas de busca e resgate pelas equipes especializadas. Também está em andamento o serviço de drenagem dos pontos alagados para mitigar riscos de novos desmoronamentos no local do incidente.

Familiares e amigos de pessoas que eventualmente possam ter desaparecido nesse local podem entrar em contato com a Central de Atendimento da Polícia Científica, pelo telefone (41) 3361-7242. O serviço funciona 24 horas. Além disso, outras informações sobre o evento podem ser obtidas pelo telefone da Centro de Operações Cidade da Polícia - 0800-282-8082.

APOIO – Os bloqueios de rodovias feitos pela PRF têm possibilitado a agilidade do serviço no local da ocorrência, pois garantem mais segurança às equipes e ainda evitam que a população fique exposta a novos incidentes.

A Polícia Militar do Paraná tem atuado com máximo empenho através das equipes do 9º BPM (Litoral) e 17º BPM (São José dos Pinhais). Elas atuam no serviço de proteção às vidas e às comunidades ao redor dos diversos incidentes da BR-376. Os policiais também garantem apoio às operações de remoção da massa de terra e desdobramentos logísticos de segurança e resgate.

 

 

 

 

 

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 Azul e Gol anunciam ampliação de voos saindo do Paraná nos próximos meses

A Gol Linhas Aéreas e a CCR Aeroportos, administradora dos aeroportos de Curitiba, Foz do Iguaçu e Londrina, anunciaram um aumento da malha aérea no Paraná. Serão 14 novas rotas para nove destinos brasileiros, que serão ofertadas durante a alta temporada de verão.

A partir de Curitiba são seis conexões: Rio de Janeiro (Santos Dumont), Cuiabá, Goiânia, Salvador, Natal e Maceió. Já de Foz do Iguaçu, serão sete, com voos para Florianópolis, Maceió, Natal, Salvador, Recife e Rio de Janeiro (Galeão e Santos Dumont). Em Londrina, a ligação será para Cuiabá. 

A companhia também irá reforçar o número de voos das rotas com alta demanda no verão, como as que ligam Foz do Iguaçu a São Paulo (CGH e GRU) e ao Rio de Janeiro (GIG), bem como entre Curitiba e Brasília. Estão previstas 174 partidas adicionais nos aeroportos CCR no Paraná, com 31.500 assentos partindo desses aeroportos. Os voos sazonais vão representar um aumento de 24% em relação à malha operada atualmente.

A Azul Linhas Aéreas começará, em março de 2023, a ofertar voos diretos do aeroporto de Congonhas, em São Paulo, a Curitiba. Até então, todos os voos da companhia saindo de Congonhas com destino ao Aeroporto Internacional Afonso Pena, em São José dos Pinhais, Região Metropolitana de Curitiba, faziam conexão com o Rio de Janeiro. A nova operação terá início em 26 de março, mas as passagens já podem ser compradas no site da companhia.

Serão cinco novos voos de ida e cinco de volta, cobrindo todos os dias da semana. Para quem vai de Curitiba a Congonhas, os horários ofertados são 7h45 (segunda a sábado), 10h35, 14h25 e 19h45 (todos os dias, exceto sábado), e 19h45 (segunda a sexta). De Congonhas a Curitiba, os voos serão às 8h45 (segunda a sexta), 12h35 (diariamente), 15h55, 18h10 e 21h35 (todos os dias, exceto sábado).

A ligação direta faz parte de um pacote de novos voos anunciados pela companhia, resultado do aumento da capacidade de Congonhas, autorizado na metade deste ano pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). Além de Curitiba, a companhia também terá ligação direta com Porto Alegre (RS) e Brasília (DF) e aumento no número de voos para Belo Horizonte (MG), Recife (PE) e Rio de Janeiro (RJ).

INTERNACIONAIS – Voos internacionais também ganharam espaço nos aeroportos paranaenses. No início de novembro, a Latam passou a oferecer um voo direto de Curitiba até Santiago, no Chile. O voo decola às 19h40 do Aeroporto Afonso Pena, em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba.

Esta é a primeira operação internacional da companhia na capital paranaense e o terceiro voo a esse país da América do Sul. A Latam tem linhas aéreas até Santiago saindo de São Paulo e do Rio de Janeiro. Além de Curitiba, a empresa abriu também uma nova rota para o Chile partindo de Florianópolis, que começa a operar em dezembro.

A Azul também confirmou, em outubro, novas rotas nacionais e internacionais partindo do Paraná, dessa vez saindo do Aeroporto Internacional de Foz do Iguaçu-Cataratas. O principal destaque é a ligação com Montevidéu, no Uruguai, que deve iniciar a operação em 20 de dezembro.

 

 

 

 

 

 

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 Governo manda para Assembleia Legislativa projeto de aumento do Salário Mínimo Regional

O Governo do Estado encaminhou nesta quarta-feira (30) à Assembleia Legislativa o projeto de lei que prevê aumento real no Salário Mínimo Regional a partir de 2023.

A nova composição é fruto do trabalho do Conselho Estadual de Trabalho, Emprego e Renda (Ceter-PR), que aprovou na semana passada a nova formatação do salário, a partir do aumento real com base no mínimo nacional e variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor. Com essa estrutura, o Paraná seguirá com o maior piso regional do País.

Para dar maior segurança ao setor produtivo, a regra valerá até 2026 (quatro anos), podendo ser revista pelo próprio Conselho caso ocorra uma definição de valorização na política nacional. O Salário Mínimo Regional é uma referência para a negociação das categorias sindicalizadas e uma garantia para aquelas que não têm sindicato ou acordos e convenções coletivas de trabalho. Ele vale exclusivamente para os empregados que não tenham piso salarial definido em lei federal, convenção ou acordo coletivo de trabalho.

Na proposta estão previstas duas formas de reajuste. Somadas, elas compõem o aumento total. Na parte do piso regional correspondente ao Salário Mínimo Nacional (atualmente em R$ 1.212,00) será aplicado o mesmo índice de reajuste definido pelo governo federal, que sinalizou para um aumento acima da inflação para 2023, atendendo, assim, algumas reivindicações colocadas pelos representantes do setor produtivo. 

Na parte restante, referente à diferença entre os mínimos nacional e estadual (atualmente de R$ 405 na menor faixa e R$ 658 na maior), o reajuste vai levar em consideração o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) de 2022, calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

De acordo com as projeções realizadas pelo Observatório do Trabalho do Paraná, composta por economistas e técnicos do Departamento de Trabalho da Secretaria de Justiça, Família e Trabalho (Sejuf), com as regras aprovadas o Salário Mínimo Regional poderá chegar a R$ 1.804,30 na menor faixa e R$ 2.071,72 na maior. Confira os valores nessa tabela.

O valor final, no entanto, só será oficializado no ano que vem, após a definição do Salário Mínimo Nacional, e se dará por ato normativo do governador Carlos Massa Ratinho Junior.

 

 

 

 

 

 

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