Com apoio do Estado, Cascavel irá construir Centro de Inovação e Tecnologia

O Governo do Estado autorizou a prefeitura de Cascavel, no Oeste do Paraná, a iniciar as obras do Centro de Inovação e Tecnologia do município.

O secretário estadual das Cidades, Eduardo Pimentel, homologou o processo licitatório nesta semana, o que, na prática, permite à prefeitura assinar o contrato com a empresa que fará a obra.

O valor estimado da obra é de R$ 5,62 milhões, montante que será financiado pelo Governo do Estado, por meio do Sistema de Financiamento dos Municípios (SFM), linha operacionalizada em parceira pela Fomento Paraná e Paranacidade. 

“Essa é uma obra muito importante para Cascavel e estamos satisfeitos com essa parceria. Essa é nossa missão na Secretaria das Cidades: auxiliar os municípios paranaenses com obras e ações diversas”, disse o secretário das Cidades, Eduardo Pimentel.

O Centro de Inovação será instalado no antigo Terminal de Transbordo Oeste, com uma área de 2.360 metros quadrados, e vai funcionar como um local de desenvolvimento do empreendedorismo e novas tecnologias.

Abrange espaços de trabalho compartilhados (coworking), laboratório de games, aceleradoras e incubadora de empresas, impressoras 3D, plotter, laboratórios de hardware e espaço multiuso para reuniões e pequenos eventos.

 

 

 

 

 

 

Por - AEN

 Boletim destaca início do plantio da 2ª safra de milho e aumento de 370% nas exportações do produto

Os agricultores paranaenses plantaram 20 mil hectares da segunda safra de milho, de um total previsto de 2,65 milhões, até meados de janeiro deste ano.

Tradicionalmente este plantio começa pela região Sul e Sudoeste do Estado e depois avança para Oeste, finalizando no Norte e Noroeste. O plantio de milho é um dos destaques do boletim agropecuário semanal da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento, divulgado nesta quinta-feira (19).

A primeira safra de milho tem condições de campo estáveis comparadas à semana anterior. A colheita começou pontualmente pela região de Francisco Beltrão e deve ganhar ritmo no final deste mês, se as condições climáticas forem favoráveis.

No cenário externo, o Paraná exportou em 2022 um total de 2,5 milhões de toneladas de milho, alta de mais de 370% quando comparado a 2021. Já o Brasil exportou 43,3 milhões de toneladas, volume 112% maior que no ano anterior, sendo a maior exportação da história, superando o recorde anterior de 42,7 milhões atingido em 2019.

TRIGO – O boletim também analisa a cultura do trigo. Apesar de ser um grande produtor, o Paraná importa uma quantidade significativa do grão. Em 2022 a importação do cereal totalizou 452 mil toneladas, sendo 250 mil toneladas vindas do Paraguai e o restante da Argentina (202 mil). O volume é 9% inferior ao importado em 2021, redução motivada pelos altos preços internacionais, especialmente após a eclosão da guerra na Ucrânia, e também pela safra recorde brasileira.

Parte da safra nacional ainda está disponível para os moinhos e pode contribuir para uma nova diminuição das importações em 2023.

Por outro lado, em 2022 foram retomadas as exportações paranaenses, com o produto sendo escoado para Israel (23,5 mil t) e Equador (21,5 mil t) entre janeiro e fevereiro, bem como para o Vietnã (32 mil t) em dezembro. Junto a destinos menores, as exportações paranaenses somaram 80 mil toneladas em 2022, em contraste com a ausência de exportações em 2020 e 2021.

HORTICULTURA – A comercialização de hortaliças, frutas, plantas, forragens e flores, além de granjeiros, grãos, cereais e produtos atípicos, nas cinco unidades das Centrais de Abastecimento do Estado do Paraná, foi de 1,3 milhão de toneladas em 2022, girando R$ 4,8 bilhões em negociações financeiras, a um preço médio de R$ 3,67/kg.

Os vinte principais itens em volumes negociados em ordem de importância foram batata, tomate, laranja, banana, repolho, melancia, cebola, abacaxi, maçã, tangerina, batata doce, manga, cenoura, mamão, limão, pepino, chuchu, beterraba, abobrinha e abóbora. Já em valores, a ordem começa com tomate, batata, maçã, banana, mamão, cebola, laranja, manga, alho, abacaxi, melancia, uva, tangerina, cenoura, repolho, ovo, pepino, limão, batata doce e morango.

FEIJÃO – A primeira safra de feijão de 2022/2023 tem uma área cultivada de 110 mil hectares e uma produção estimada de 200 mil toneladas. A cultura atravessa a fase de colheita, cujos trabalhos já alcançaram cerca de 38% da área em nosso Estado.

Com relação à última safra, os trabalhos de colheita estão atrasados, uma vez que até meados de janeiro 70% estavam concluídos. Este atraso deve-se principalmente às condições climáticas desfavoráveis, com excesso de chuvas, a maioria dos produtores efetuou o plantio mais tarde.

O feijão colhido, até o momento, é de boa qualidade, porém a queixa dos produtores é com a baixa produtividade, principalmente nas lavouras dos meses de agosto e setembro. Segundo os técnicos do Estado, neste período houve excesso de chuvas e baixas temperaturas o que prejudicou o desenvolvimento normal das lavouras.

CADEIA ANIMAL – O boletim aponta que as exportações paranaenses de carne suína permaneceram estáveis no ano passado. O volume exportado chegou a 157 mil toneladas, ligeiramente maior que no ano anterior, com 155 mil toneladas. O principal comprador da carne suína paranaense foi Hong Kong, que importou 24% do total exportado. Em seguida ficou o Uruguai com participação de 16%.

Passadas as festas de fim de ano e o período de recesso, os abatedouros da bovinocultura voltaram a trabalhar normalmente. As escalas de abate permanecem confortáveis, enquanto o preço da arroba, que abriu a semana a R$ 287,00 (Cepea), continua em queda, atingindo R$ 279,50. A flutuação do dólar também é um ponto de atenção, com a moeda acumulando 6% de desvalorização nos últimos 15 dias, o que torna a carne brasileira menos competitiva no mercado externo.

 

 

 

 

 

Por - AEN

 Empresas atacadistas e varejistas registraram 633 milhões de notas com CPF em 2022

O Paraná possui mais de 345 mil contribuintes do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), que emitiram cerca de 1,35 bilhão de notas fiscais no ano de 2022.  

Desse total, 213.200 são estabelecimentos varejistas e atacadistas, dentre eles postos de combustíveis, mercados, farmácias, comércios em geral, que participam do Nota Paraná, programa do Governo do Estado, vinculado à Secretaria da Fazenda.

O programa devolve ao contribuinte que coloca o CPF na nota parte do imposto recolhido nas compras realizadas no comércio. Ao longo do ano passado, os estabelecimentos comerciais registraram 633 milhões notas fiscais com CPF – uma única pessoa pode emitir mais de uma nota em um mesmo estabelecimento.  

Segundo dados da Secretaria da Fazenda, o registro de CPF nas notas fiscais emitidas em estabelecimentos paranaenses no ano passado representa aumento de cerca de 10,2% em comparação com 2021, quando houve aproximadamente 575 milhões pedidos de identificação nas notas. 

A inclusão da identificação no documento fiscal, além de garantir a devolução de parte do ICMS cobrado nas compras feitas nos comércios varejista e atacadista, também possibilita aos contribuintes concorrerem a prêmios distribuídos em sorteios mensais do Nota Paraná. As duas principais premiações são de R$ 200 mil e R$ 1 milhão. 

“Ao longo dos últimos anos o programa passou por adequações e mudanças em sua regulamentação para que fosse possível estimular cada vez mais o pedido do CPF na nota na hora da compra”, explica o secretário da Fazenda, Renê Garcia Junior. “Essas modificações resultam neste aumento e demonstra que o consumidor pratica o exercício da cidadania fiscal, ajudando ainda no combate à sonegação de impostos”.   

CADASTRO – Para se cadastrar no Nota Paraná é só acessar o site www.notaparana.pr.gov.br, clicar na opção “cadastre-se” e preencher os dados pessoais, como CPF, data de nascimento, nome completo, CEP e endereço para criação da senha pessoal.  

 

 

 

 

 

 

 

 

Por - AEN

 Em quatro anos, Banco da Mulher Paranaense apoiou negócios de 12,8 mil empreendedoras

O Banco da Mulher Paranaense vem transformando a vida de empreendedoras, que passaram a ter acesso facilitado a financiamento para abrir ou ampliar o seu negócio.

Criada pelo governador Carlos Massa Ratinho Junior em 2019, a linha de crédito operacionalizada pela Fomento Paraná apoiou, em quatro anos, 12,8 mil mulheres empreendedoras, ofertando R$ 148 milhões em créditos.

A iniciativa busca estimular o empreendedorismo e o protagonismo feminino, dando sustentação a negócios próprios. São oferecidas taxas de juros abaixo do mercado e outros benefícios que dão mais oportunidades para as mulheres tocarem seus negócios.

Segundo o governador, a iniciativa é exitosa e garante oportunidades às mulheres paranaenses. “É muito satisfatório saber que conseguimos planejar e colocar em execução uma medida que cria oportunidades de crescimento para milhares de empreendedoras em nosso Estado”, disse Ratinho Junior. “As mulheres merecem esse incentivo para tocar seus empreendimentos e manter suas famílias, além de gerarem empregos e renda”.

O Banco da Mulher Paranaense envolve linhas de microcrédito, em valores até R$ 10 mil para informais e até R$ 20 mil para MEIs e microempresas, e linhas diversas acima de R$ 20 mil, até R$ 500 mil, para projetos de investimento, como compra de máquinas e equipamentos, reformas, ampliações, instalação de equipamentos para geração de energia de fontes renováveis, entre outros.

O programa foi criado com base em pesquisas que mostram que a mulher ainda tem mais dificuldade de acesso a linhas de crédito quando precisa começar uma atividade empreendedora – pouquíssimas iniciam os negócios com base em crédito. Segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), o percentual de domicílios brasileiros comandados por mulheres saltou de 25%, em 1995, para 45% em 2018, devido, principalmente, ao crescimento da participação feminina no mercado de trabalho.

As empreendedoras interessadas em obter crédito pelo Banco da Mulher Paranaense da Fomento Paraná podem acessar o site www.fomento.pr.gov.br ou solicitar auxílio por meio dos agentes de crédito e correspondentes da rede de parceiros da instituição nas prefeituras, salas do empreendedor, agências do trabalhador, associações comerciais e empresariais, além de diversas sociedades empresariais especializadas.

EMPREENDEDORAS DO SUL – As políticas de incentivo ao empreendedorismo feminino não param por aí. Outra iniciativa voltada a esse público vem do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), que também conta com uma linha de crédito voltada para as empreendedoras dos três estados da região.

O BRDE Empreendedoras do Sul é direcionado para empresas de diferentes portes que tenham ao menos 40% do seu capital social de sócias mulheres. As microempreendedoras individuais e pessoas físicas podem ter o apoio através de parcerias do banco com outras instituições que atuam com programas de microcrédito, como as cooperativas.

Lançado há quase dois anos, o programa já destinou R$ 226 milhões a empreendimentos tocados por mulheres nos três estados do Sul. As empreendedoras paranaenses lideram o acesso aos financiamentos, já que R$ 88,8 milhões foram contratados no Estado. Foram destinados, no mesmo período, R$ 96,2 milhões no Rio Grande do Sul e R$ 41,6 milhões em Santa Catarina.

Com o objetivo de fomentar ainda mais os negócios liderados pela força feminina, a oferta de crédito para capital de giro, que era reservada apenas para pessoas jurídicas e com receita operacional bruta de até R$ 90 milhões, agora não tem valor máximo por operação.

Os recursos contratados desde o início do programa atenderam micro, pequenos e médios empreendimentos e foram dirigidos à produção rural, inovação, construções e reformas, compra de equipamentos e adaptações de tecnologia.

Para solicitar o financiamento, as empresas devem acessar o site www.brde.com.br. Todos as operações serão através da plataforma digital e a documentação deverá ser inserida (upload) também através do site. O app do BRDE também traz as informações sobre o programa.

 

 

 

 

 

 

Por - AEN

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