Com R$ 477 milhões em 100 dias, BRDE aumenta em 135% o volume de créditos no Paraná

O Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) alcançou R$ 477,5 milhões em contratações de novos créditos no Paraná nos primeiros 100 dias do segundo mandato do governador Carlos Massa Ratinho Junior.

O montante é 135% maior que o contratado no mesmo período de 2022 (R$ 207,64 milhões). Nos três estados do Sul do Brasil, onde atua, o montante chega a R$ 934 milhões em contratações neste período.

No Paraná, houve aumento expressivo nos volumes de recursos destinados aos segmentos que mais contrataram crédito: o agronegócio, com R$ 155 milhões, teve crescimento de 44,5% em relação a 2022;  projetos de energia sustentável, com R$ 126 milhões, subiu 203%, e negócios, com R$ 109,3 milhões, registrou alta de 204%.No total, 181 projetos foram financiados nos três primeiros meses do ano.

A principal fonte de recursos foram os fundos internacionais, como o da Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD), que já operou R$ 124 milhões. Na sequência, vêm os financiamentos via Finame (Agência Especial de Financiamento Industrial), dirigido a projetos de máquinas e materiais para indústrias.

O presidente do BRDE, Wilson Bley Lipski, afirma que os resultados são frutos do trabalho de toda a equipe do banco, comprometida em levar o crédito como instrumento de desenvolvimento social e econômico.

“Esses resultados também representam o nosso posicionamento de manter diálogo mais aberto com a sociedade, de caminharmos para ser um Banco Verde. Também representam a capacidade de captar bons recursos e contribuir para uma sociedade que gere empregos, mova a economia de forma humanizada, em uma integração orientada pelo governador Carlos Massa Ratinho Junior”, disse Bley.

PROGRAMAS DE INOVAÇÃO - Em março, o BRDE realizou a solenidade de formatura de 632 jovens do Ensino Médio, matriculados em escolas da rede pública do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Eles integraram o programa Dev the Devs, que oferece formação inicial para desenvolvedores de sistemas, de forma gratuita.

O programa é operado pelo BRDE em parceria com o Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF) e Parque Tecnológico da PUCRS (Tecnopuc). Foram oferecidas 2.100 vagas, sendo 50% para meninas, divididas entre os três estados, e 153 jovens do Paraná concluíram o curso, totalmente online e gratuito.

Outro programa de destaque nestes primeiros 100 dias é o BRDE Labs PR, que na sua quarta edição tem como tema Inovação Verde e Equidade. O Labs é um instrumento criado pelo BRDE para acelerar o desenvolvimento do ambiente de inovação na região Sul do Brasil. Dez empresas paranaenses já foram selecionadas e, agora, desenvolvem os desafios que serão solucionados pelas startups a serem definidas na próxima fase.

Já no Smart City Expo Curitiba 2023, o BRDE prospectou linhas de crédito nas áreas de inovação, sustentabilidade e apoio aos municípios. Os participantes do evento conheceram a linha de crédito Município Forte BRDE, voltada para saneamento, mobilidade, gestão de resíduos, energia e iluminação pública e resiliência urbana. Desde 2019, essa linha movimentou R$ 177 milhões no Paraná e R$ 679 milhões em todo o Sul.

AGRONEGÓCIO - Na 35ª edição do Show Rural, realizada em fevereiro, em Cascavel, o BRDE assinou R$ 240 milhões em novos negócios com cooperativas e produtores rurais. Também foi firmado contrato com a Prefeitura de Cascavel para aquisição de 15 ônibus elétricos, sendo 13 do modelo convencional e dois articulados, para o transporte urbano do município.

Além disso, o BRDE assinou protocolo de intenções com a Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior e Fundação Araucária para apoio a projetos de pesquisa tecnológica nos termos propostos pelo Fundo Verde e de Equidade do BRDE. A prospecção de investimentos soma cerca de cerca de R$ 1,5 bilhão em novos negócios esse ano no Paraná.

No final de março, o governador Carlos Massa Ratinho Junior assinou a ordem de serviço que autoriza o início da instalação da usina solar, no Aeroporto Regional de Maringá, financiado pelo BRDE. O projeto terá capacidade de geração de 0,7 MWh e será a primeira instalada em um aeroporto regional do Brasil e deve reduzir em 95% os custos de energia elétrica.

Essa linha de crédito faz parte do BRDE Energias Limpas e Renováveis, que já destinou R$ 536,8 milhões a projetos dessa área no Paraná, desde 2019, e teve investimentos na ordem de R$ 6,4 bilhões, com recursos captados através da Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD).

 

 

 

 

 

 

 

 

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Paraná reforça combate à corrupção com especialização e padrões internacionais

A complexidade dos instrumentos de controle da administração pública e a operação de novas secretarias fizeram a Controladoria-Geral do Estado (CGE) investir em especialização de seus servidores nos primeiros 100 dias do segundo mandato do governador Carlos Massa Ratinho Junior.

O órgão deve ser a primeira controladoria-geral a obter certificação internacional no combate à corrupção, repetindo o ineditismo entre os estados do Programa de Integridade e Compliance do Paraná, criado em 2019.

Nos primeiros meses do ano, cerca de 30% dos servidores da CGE participaram da formação de implementadores e auditores líderes nas normas ISO 37.001, sobre gestão antissuborno, e ISO 37.301, sobre gestão em compliance. Foi dada prioridade, para participação no curso, aos servidores admitidos por concurso público, com o objetivo de a iniciativa ser permanente.

O controlador-geral do Estado, Raul Siqueira, explicou que a certificação reconhece as boas práticas e os sistemas adotados para garantir a integridade e evitar atos lesivos e de corrupção. “Estabelecemos o Programa de Integridade e Compliance na administração estadual. Agora demos um passo além, com a expectativa da certificação internacional”, afirmou.

A CGE passou, em março, por análise feita por consultoria externa a fim de identificar quais critérios ainda precisam ser atendidos para a certificação. De acordo com Siqueira, o resultado foi muito positivo, restando apenas ajustes em rotinas e algumas definições. “São procedimentos relativamente de fácil execução. Acredito que até o fim do semestre seremos a primeira CGE do Brasil a obter esse grau de confiabilidade e consolidaremos o Paraná como referência”.

A ISO prevê parâmetros e sistematização da prevenção ao suborno e da gestão do compliance. Essas normas são internacionais e, no Brasil, são publicadas pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). Siqueira acrescentou que, com a CGE certificada, ela poderá auxiliar outros órgãos do Estado a aderir ao padrão internacional.

NOVAS SECRETARIAS – A implantação do Programa de Integridade e Compliance já havia iniciado em toda administração direta e indireta. Cada órgão ou entidade tem um Núcleo de Integridade e Compliance Setorial, com agentes de compliance, de transparência, de ouvidoria e de controle interno. Esses servidores são os interlocutores com a Controladoria-Geral do Estado.

Com a criação das novas secretarias, a implantação precisou ser iniciada em sete delas. Em outras duas, foi possível aproveitar o trabalho desenvolvido anteriormente. Nos primeiros meses do ano, conforme eram admitidos, os novos agentes de compliance, responsáveis pela coordenação dos NICS, passaram a ser treinados pela Coordenadoria de Integridade e Compliance, da CGE.

A partir do mês passado, começaram as apresentações do programa aos gestores. Depois, são feitas entrevistas aos servidores daquele órgão ou entidades e elaborados os planos de integridade, com os riscos e vulnerabilidades de cada rotina ou procedimento. Para Paulo Palacios, coordenador de Integridade e Compliance da CGE, até o fim do semestre todos já terão iniciado o programa.

 

 

 

 

 

 

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 Leilão de veículos promovido pelo Governo do Estado arrecada R$ 1,8 milhão

O leilão de veículos e sucatas de automóveis promovido pela Secretaria da Administração e da Previdência no final do mês de março arrecadou R$ 1.830.150,75.

Foram mais de 500 pessoas (físicas e jurídicas) cadastradas para participar do certame. Em alguns itens, houve cerca de 50 lances até o arremate. No total, dos 321 itens disponibilizados (entre veículos e sucatas), apenas 17 não foram arrematados.

Os veículos leiloados eram da frota oficial do Estado, mas já sem utilização pelo poder público. A maior parte poderia ser recuperada, o que aumentou a procura de interessados.

“O resultado superou nossas expectativas e representa recursos que voltam para o caixa do estado em forma de receita. Com isso garantimos que o valor seja aplicado em serviços e ações que atendam as demandas dos paranaenses”, disse a secretária da Administração em exercício, Luciana Carla de Azevedo.

BALANÇO – Desde 2019, o Departamento de Transporte Oficial do Paraná, da Secretaria da Administração e da Previdência, já promoveu oito leilões de veículos e sucatas. Aproximadamente 1,8 mil itens foram arrematados e o valor arrecadado com os certames foi R$ 14.561.762,60.

 

 

 

 

 

 

 

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 Concessões rodoviárias: Ministério dos Transportes confirma aporte para descontos maiores que 18%

Após uma série de conversas e negociações com o Governo do Estado, o ministro dos Transportes, Renan Filho, confirmou nesta quarta-feira (12) que o modelo de concessão dos dois primeiros lotes de rodovias do Paraná contará com o depósito do aporte somente se o desconto sobre a tarifa teto do pedágio for maior que 18%.

O aumento da curva de aporte vai dar incentivos para que os descontos na tarifa sejam maiores.

O governador Carlos Massa Ratinho Junior afirmou que houve um amplo debate público para a construção do modelo que vai a leilão, buscando reduzir o preço do pedágio no Estado. “O aporte para descontos acima de 18% na tarifa foi uma grande conquista do setor produtivo e de toda a população paranaense para que tenhamos um pedágio mais barato”, salientou.

“É uma negociação que estamos fazendo desde o início desta nova gestão e que foi atendida pelo ministério. Esse modelo também garante as obras que o Paraná tanto precisa e está sendo construído com transparência, ao contrário das concessões anteriores”, afirmou o governador. “O Paraná se tornou mais uma vez referência ao construir um modelo pautado pelo diálogo, que inclui rodovias federais e estaduais e garante, ao mesmo tempo, a modicidade na tarifa e obras importantes nas nossas estradas. Queremos dar agora celeridade para finalizar esse processo o quanto antes. Essa é uma conquista de todo o povo paranaense”.

Em audiência pública na Comissão de Viação e Transportes da Câmara dos Deputados, o ministro também destacou que o cronograma de publicação do edital e da sessão pública de leilão dos dois primeiros lotes de rodovias serão definidos após o retorno do presidente Luiz Inácio Lula da Silva da viagem à China.

Renan Filho salientou que o leilão dos dois primeiros lotes do Paraná será a primeira concessão de rodovias realizada pelo atual governo e deve acontecer ainda neste ano. O modelo deve ser replicado nas concessões de Santa Catarina e Mato Grosso do Sul. “Estou muito animado com o novo modelo de concessão do Paraná, que provavelmente será replicado no Brasil. Porque ele busca eficiência de uma concessão que leva a leilão rodovias federais e estaduais a fim de garantir um pedágio mais barato, com mais investimentos”, disse.

“Estamos fazendo uma modernização. Tanto o Governo do Paraná quanto o governo federal têm os mesmos anseios, e chegar a essa negociação representa que os dois estão afinados”, ressaltou o ministro. “Vários estados se ressentem do alto custo do pedágio, e a gente buscou mais modicidade tarifária e também investimentos robustos, que vão reestruturar a infraestrutura rodoviária do Paraná”.

O secretário estadual de Infraestrutura e Logística, Sandro Alex, destacou que o programa de concessões construído pelo Paraná junto com o governo federal funcionará como referência para o País. “Essa curva maior de aporte garante aquilo que sempre defendemos: descontos maiores no pedágio, com uma tarifa justa que garanta as obras necessárias para as nossas rodovias, com prazo determinado de execução, além de um leilão transparente na Bolsa de Valores”, afirmou.

CONCESSÕES RODOVIÁRIAS – Dos seis lotes previstos, os dois primeiros já forma analisados pelo Tribunal de Contas da União e, após passar por alguns ajustes, estão aguardando o aval do governo federal para ir a leilão. Os outros quatro trechos estão, atualmente, em análise no TCU.

Ao todo, o programa de concessões abrange 3,3 mil quilômetros de rodovias federais e estaduais, dos quais 1.782 quilômetros devem ser duplicados. A previsão de investimentos é de R$ 50 bilhões em obras nos primeiros anos do contrato, que tem prazo de 30 anos.

 

 

 

 

 

 

 

Por - AEN

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