Estado convida pesquisadores para revisão das espécies ameaçadas do Paraná

O Governo do Estado, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Sustentável (Sedest), convidou pesquisadores especialistas para participar da revisão e ampliação da lista de espécies da fauna ameaçadas de extinçãos do Paraná.

A nova revisão da lista se dá no âmbito do Projeto Pró.-Espécies e está sendo realizada pelo Instituto Mater Natura, contratado pela WWF-Brasil. O convite aos pesquisadores foi feito por e-mail na semana passada e o trabalho começa nos próximos dias

A revisão da lista faz parte das ações prioritárias do Plano de Ação Territorial (PAT) Caminho das Tropas Paraná-São Paulo, que, em território paranaense está sob supervisão da Sedest e do Instituto Água e Terra (IAT).

Essa etapa consiste na contribuição e validação das informações pela rede de pesquisadores que atuam no Paraná para a confecção de mapas rigorosamente alinhados com a área de ocorrência das espécies e de fichas de avaliação por espécie, produtos que darão subsídio para o processo de discussão durante as Oficinas de Avaliação.

A bióloga da Sedest, Fernanda Braga, coordenadora das atividades do Pró-Espécies dentro do território paranaense, comenta a importância da ação para a conservação das espécies ameaçadas.

“O desafio é deixar um legado organizacional, preparando uma base de dados com informações biológicas e ecológicas das espécies, além da compilação de registros de ocorrência. Desta forma, conseguiremos confeccionar mapas mais precisos e acurados da área de ocorrência das espécies. Os mapas ficarão disponíveis para embasar revisões posteriores”, diz ela.

O processo de avaliação da fauna do Estado segue a metodologia, os critérios e as categorias da União Internacional para Conservação da Natureza (UICN) e a consulta ampla é uma etapa prévia à Oficina de Avaliação dos Táxons, que será realizada nos próximos meses.

PESQUISADORES - Os pesquisadores estão convidados a acessar a plataforma www.listavermelhafaunapr.com.br, realizar o cadastro e participar do projeto. Nesse site, há também um vídeo tutorial para esclarecer eventuais dúvidas.

Até dia 07 de maio de 2023, a consulta está aberta para os táxons (refere-se à classificação científica) de Amphibia, Coleoptera e Echinodermata. Os demais táxons que estão em processo de revisão terão seus cronogramas de consulta divulgados nos próximos dias. a unidade taxonómica associada à classificação cientifica de seres vivos. Reino, ordem, género e espécie são exemplos de taxa

SOBRE O PROJETO – A estratégia adotada para a execução do trabalho é a da avaliação por grupo taxonômico (com inclusão de todas as espécies), a adoção dos critérios e categorias da União Internacional para Conservação da Natureza (UICN), com o desenvolvimento de um processo continuado de avaliação e o envolvimento do maior número possível de pesquisadores em um processo transparente e participativo.

Segundo a metodologia adotada para trabalho, o processo de avaliação passa por três etapas: preparatória, de avaliação, e final, sendo cada uma dividida em atividades. A consulta ampla aos especialistas é uma das ações da etapa preparatória, realizada após a compilação inicial de dados que formarão as fichas de avaliação (ex. dados biológicos, ecológicos e registros de ocorrência) das espécies, e precede a etapa de avaliação.

Durante a revisão serão considerados sete grupos de fauna:  Mammalia, Aves, Reptilia, Amphibia, Peixes, Apidae e Lepidoptera. Serão incluídos à Lista Vermelha da Fauna do Paraná, outros 10 grupos de fauna (considerados pela primeira vez): Ascidiacea, Cnidaria, Mollusca, Polychaeta, Oligochaeta, Crustacea, Echinodermata, Coleoptera, Hymenoptera e Libellulidae. 

O Mater Natura - Instituto de Estudos Ambientais foi contratado pela WWF-Brasil por meio de um processo seletivo nacional de ampla concorrência, para fazer a atualização da Lista de Espécies da Fauna Ameaçada no Estado do Paraná.

A inicitiva está inserida na “Estratégia Nacional para a Conservação de Espécies Ameaçadas de Extinção – GEF Pró-Espécies: Todos contra a extinção”, coordenada pelo governo federal por meio do Ministério do Meio Ambiente (MMA), financiada pelo Fundo Global para o Meio Ambiente (Global Environment Facility - GEF), por meio do Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (Funbio), que tem como agência executora o WWF-Brasil.

 

 

 

 

 

 

 

Por - AEN

 Tecnologia da Celepar tem participação importante na defesa agropecuária do Paraná

A tecnologia tem um papel fundamental no monitoramento e também na simplificação de processos para assegurar a qualidade dos produtos agropecuários no Estado.

Algumas soluções desenvolvidas pela Celepar (Tecnologia da Informação e Comunicação do Paraná) são importantes no trabalho de defesa agropecuária, fundamental para manter o status sanitário do Paraná.

São ferramentas que ajudam produtores e gestores a simplificar, desburocratizar e facilitar os processos. E essas inovações foram importantes, por exemplo, para que o Paraná fosse reconhecido pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) como área livre de febre aftosa sem vacinação, em maio de 2021, conquista que demonstra o bom trabalho de sanidade agropecuária.
Um exemplo de tecnologia para o agronegócio é o Sistema do Produtor, em que os criadores podem fazer o cadastro de atualização de rebanhos exigido pela Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar). A campanha de atualização de rebanhos, promovida anualmente, conta ainda com colaboração do aplicativo Paraná Agro, desenvolvido recentemente pela Celepar, onde também pode ser feito o cadastro.

Outra contribuição vem do Sistema de Defesa Sanitária Animal (SDSA), em atividade há mais de 20 anos. Um dos principais serviços utilizados é a geração da Guia de Trânsito Animal (GTA), documento obrigatório para o transporte de animais. Com a GTA, os fiscais da Adapar podem acompanhar a movimentação de rebanhos e prevenir a entrada de doenças no estado.

“A tecnologia é uma grande aliada na simplificação de processos, na gestão pública e também beneficia os produtores em nosso Estado. As soluções de referência são importantes para que o Paraná continue sendo destaque no setor agropecuário”, diz o CEO da Celepar, Gustavo Garbosa.

DIGITALIZAÇÃO - Segundo o secretário estadual da Agricultura e do Abastecimento, Norberto Ortigara, a tecnologia é fundamental em todas as etapas da produção, transporte e comercialização de produtos vegetais e animais. “Com o status de área livre de febre aftosa sem vacinação, precisávamos de algum sistema que nos desse conhecimento do tamanho e da mobilidade do rebanho. Optamos por um cadastro em vez de chips nas orelhas dos animais, que seria um gasto a mais para o produtor. Ainda mantemos a possibilidade de o cadastro ser feito de forma presencial, mas é cada vez mais importante contar com os meios eletrônicos e digitais, como o aplicativo Paraná Agro, que, entre outras funções, tem sido usado para esse trabalho”, diz.

Segundo diretor-presidente da Adapar, Otamir Martins, o investimento em tecnologia está de acordo com a visão de inovação da defesa agropecuária estadual, com melhorias nos processos internos, trabalho em parceria com outros órgãos e parcerias no desenvolvimento de um Laboratório de Inovação. “Tudo isso representa investimento na melhoria do serviço público, fortalecendo o reconhecimento do Paraná como um importante polo do agro”, diz.

MERCADO – A certificação internacional é fruto de mais de 50 anos de trabalho e parceria entre iniciativa privada, entidades representativas do agronegócio e governo estadual, tendo em vista os benefícios econômicos para todo o Estado. O Paraná é líder na avicultura e pescados – especialmente a tilápia -, é o segundo maior produtor brasileiro de suínos, leite e ovos, e está entre os dez maiores criadores de gado de corte, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O status ajudou a ampliar o mercado para as proteínas animais produzidas no estado, chamando a atenção de países que pagam mais pelo produto. Assim, deu segurança para que se ampliassem os investimentos das indústrias no setor. E a mudança dos olhos do mundo em relação à sanidade bovina também reflete na busca por outras proteínas animais.

Nos últimos anos, cerca de 30 empresas do setor pecuário anunciaram a instalação ou ampliação de unidades no Paraná. Os investimentos já anunciados ou previstos em mais de 20 municípios paranaenses ultrapassam R$ 6,6 bilhões. Outra notícia positiva relacionada ao status sanitário do Paraná foi a habilitação recente do Frigorífico Astra, em Cruzeiro do Oeste, na região Noroeste, um dos maiores do Paraná, para exportação de carne bovina para a Indonésia e a China.

DIÁLOGO – Em março, uma comitiva paranaense, liderada pelo governador Carlos Massa Ratinho Júnior, com secretários de Estado, empresários e representantes de entidades, visitou lideranças do Japão e da Coreia do Sul. Entre outras parcerias, o encontro foi fundamental para negociar a abertura do mercado para a carne paranaense. O Japão já é um dos maiores mercados importadores da produção estadual de frango, e tem potencial em comprar outras proteínas animais produzidas no Paraná.

 

 

 

 

 

 

 

 

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 Paraná tem melhor resultado do Sul no setor de serviços, aponta pesquisa do IBGE

O setor de serviços, que reúne restaurantes, academias, salões de estética, imobiliárias e uma série de outras atividades, cresceu 3% em janeiro no Paraná na comparação com dezembro de 2022, o melhor resultado na região Sul e bem acima da média nacional, que apresentou queda de 3,1% no mês.

Os dados são da Pesquisa Mensal de Serviços, divulgada nesta sexta-feira (14) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Santa Catarina teve queda de 1,4% e no Rio Grande do Sul não houve variação.

Esta é a primeira divulgação da nova série da pesquisa, que passou por atualizações na seleção da amostra de empresas, ajustes nos pesos dos produtos e das atividades, além de alterações metodológicas, para retratar mudanças econômicas na sociedade. São atualizações já previstas e implementadas periodicamente pelo IBGE.

Além do volume, a receita nominal de serviços também avançou em janeiro no Estado, com aumento de 4,4% em relação ao mês anterior. Foi o terceiro mês em que o setor fechou em alta no Paraná, com crescimento de 2,2% em novembro e de 0,6% em dezembro do ano passado. O Paraná foi uma das 11 unidades da Federação que avançaram em janeiro. Os outros 16 estados tiveram queda no volume de serviços no primeiro mês do ano, acompanhando o recuo observado no resultado do Brasil.

“Os resultados do setor de serviços, divulgados pelo IBGE, estão em linha com as perspectivas otimistas quanto ao desempenho da economia paranaense em 2023", afirma o diretor de Pesquisa do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes), Julio Suzuki. "Deve-se considerar que as atividades de serviços são as que têm um maior volume na estrutura produtiva estadual, influenciando fortemente a economia do Paraná como um todo".

AUMENTO - Na comparação com janeiro de 2022, houve crescimento de 12,1% no volume e de 22,7% nas receitas dessas atividades no Estado, também o melhor resultado do Sul neste recorte e o segundo melhor do Brasil no período, atrás apenas do Tocantins. Já a variação acumulada de 12 meses, entre fevereiro de 2022 e janeiro de 2023, foi de 4,9% no volume e de 15,8% nas receitas.

SETORES - Serviços profissionais, administrativos e complementares, que compreendem agências de viagens, atividades de vigilância e serviços de escritório, entre outras, foram os que mais cresceram, com aumento de 34,6% no mês. Transportes, serviços auxiliares aos transportes e correios tiveram avanço de 9,1%; serviços de informática e comunicação de 5,3%; serviços prestados às famílias cresceram 0,5%; e outros serviços 10,1%.

No acumulado de 12 meses, o maior avanço no volume foi nos serviços prestados às famílias, com variação de 17,3%. Na sequência estão os serviços profissionais, administrativos e complementares (12,6%); transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio (3,4%) e outros serviços (1,3%). A única queda foi nos serviços de informação e comunicação (-1%).

TURISMO – As atividades turísticas tiveram uma pequena queda (-1,3%) em janeiro em relação a dezembro no Paraná, mas avançou nos demais recortes. Na comparação com janeiro de 2023, os serviços prestados por hotéis, pousadas e outros negócios relacionados ao turismo no Estado cresceram 13,8%, com aumento de 36,8% nas receitas. Já no acumulado de 12 meses, o avanço foi bastante expressivo, com crescimento de 27,3% no volume e de 44% nas receitas.

 

 

 

 

 

 

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 População tem até domingo para sugerir prioridades do Estado para os próximos anos

Os paranaenses têm até este domingo (16) para contribuir com sugestões de prioridades para o planejamento do Estado nos próximos quatro anos. Pelo site da Consulta Pública para o Novo Plano Plurianual 2024-2027 (PPA) o cidadão escolhe a área de governo para a qual deseja propor melhorias e indica a solução possível para o Paraná avançar ainda mais.

Até o momento, a consulta recebeu mais de 1,5 mil sugestões vindas de todas as regiões do Estado, nas mais de 20 áreas de ação do governo, com destaque para o número de contribuições vindas de Curitiba, Campo Mourão e Imbaú, as campeãs em sugestões.

LEGADO - O PPA é o mais importante instrumento de planejamento de médio prazo do Governo do Estado. Após a análise dos dados da Consulta Pública e do período de Audiências Públicas, de 2 a 20 de agosto em todas as regiões do Estado, o documento será entregue até 30 de setembro, para tornar-se, então, Projeto de Lei na Assembleia Legislativa do Paraná.

O PPA vigora durante quatro anos e tem sua vigência iniciada no segundo ano do mandato do chefe do Poder Executivo, terminando no fim do primeiro ano de seu sucessor, destinado a programar políticas públicas do Governo e ações de demais poderes e órgãos constitucionais autônomos.

CONTRIBUIÇÕES - As contribuições dessa Consulta Pública podem ser feitas em diversas áreas de atuação estadual. Veja quais:

Assistência Social; Cidades e Mobilidade; Ciência, Tecnologia e Inovação; Comunicação Social; Controles e Transparência; Cultura; Desenvolvimento Rural; Educação; Esporte; Fiscal e Tributária; Gestão Pública; Habitação; Indústria, Comércio e Serviços; Infraestrutura e Logística; Justiça, Cidadania e Direitos Humanos; Legislativa Meio Ambiente e Sustentabilidade; Saúde; Segurança Pública; Trabalho e Geração de Renda; e Turismo.

 

 

 

 

 

 

 

Por - AEN

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