Com a proximidade do Enem 2025, a Secretaria da Educação do Paraná (Seed-PR) intensifica o uso de recursos educacionais digitais para apoiar a preparação dos estudantes da rede estadual. Entre as inovações, destaca-se a ferramenta Redação Paraná, um ambiente digital que utiliza inteligência artificial para corrigir e orientar produções textuais, ajudando os alunos a aprimorar o desempenho em uma das etapas mais decisivas do exame.
As provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2025 serão realizadas nos dias 9 e 16 de novembro e contarão com mais de 4,8 milhões de inscritos em todo o País. Somente no Paraná, cerca de 195 mil estudantes se inscreveram – são mais de 72 mil concluintes do Ensino Médio da rede estadual que confirmaram participação.
A redação tem um peso decisivo na nota final do Enem. Candidatos que obtêm nota zero nesta etapa ficam impedidos de concorrer a vagas em universidades públicas e privadas pelo Sisu, Prouni ou Fies, mesmo que apresentem bom desempenho nas provas objetivas. Além disso, a nota da redação é considerada em programas de bolsas de estudo e intercâmbio, o que reforça a importância da preparação para essa etapa do exame.
FERRAMENTA – Desenvolvida pela Seed-PR, a ferramenta lançada em 2021 é o resultado da integração entre as equipes pedagógica e tecnológica da pasta, com o intuito de fortalecer o ensino da língua portuguesa e preparar os estudantes para os desafios das avaliações escolares e nacionais. O recurso digital realiza análises automáticas das redações, avaliando critérios como coesão, coerência, gramática e argumentação, e fornece feedbacks personalizados em tempo real, tornando o aprendizado mais dinâmico e autônomo.
Além de aperfeiçoar as habilidades de escrita dos estudantes, o Redação Paraná também oferece suporte aos professores, com relatórios e indicadores que facilitam o acompanhamento individual e coletivo do desempenho das turmas. “Essa integração entre tecnologia e prática pedagógica reforça o compromisso do Estado com uma educação pública moderna, inovadora e de qualidade”, afirma o secretário estadual da Educação, Roni Miranda.
Em julho de 2025, o Redação Paraná foi aprimorado com a chegada da versão Redação 2.0, que incorporou uma inteligência artificial capaz de analisar aspectos linguísticos e argumentativos dos textos, oferecendo aos estudantes devolutivas mais detalhadas e construtivas.
A nova versão foi desenvolvida com base nos critérios aplicados no Enem, reforçando o alinhamento pedagógico da ferramenta com as práticas de avaliação oficiais, com oferta de um extenso banco de temas no formato exigido pelo Enem, tanto propostas já utilizadas quanto novas, elaboradas pela equipe pedagógica da Seed-PR.
"O Redação Paraná tem se mostrado essencial na preparação dos estudantes, oferecendo atividades orientadas e devolutivas automáticas baseadas nos mesmos critérios avaliativos do exame", explica a coordenadora de Educação Digital da Seed-PR, Lorena Pantaleão.
Segundo ela, a ferramenta garante um feedback individual aos alunos para apoiar o desenvolvimento de cada um deles. “O sistema de correção das redações é realizado por rubricas, que são específicas para cada gênero textual, permitindo uma análise detalhada das produções dos estudantes por meio de notas atribuídas a cada competência”, diz.
O recurso está disponível para todos os estudantes da rede, com mais de 833 mil usuários ativos. Em 2025, já foram concluídas mais de 4,6 milhões de redações na ferramenta, considerando todos os gêneros textuais. Deste total, cerca de 153 mil textos foram corrigidos com o apoio da IA.
FEEDBACK – De acordo com o setor responsável pelo Redação Paraná, o feedback de professores e estudantes tem sido positivo, devido à facilidade e rapidez na correção das redações elaboradas pelos estudantes.
Para a professora de Português Mayane Matos, do Colégio Estadual Cívico-Militar Gregório Szeremeta, situado no município de Reserva, a tecnologia modernizou bastante o processo, deixando-o mais rápido. A docente ressalta que a correção automática é uma aliada, pois faz uma triagem inicial.
“A inteligência artificial é uma parceira do professor e não uma substituta. A plataforma oferece dados técnicos importantes, mas é o professor que vai interpretar e contextualizar esses resultados. Eu consigo perceber que, muitas vezes, os textos dos alunos podem ter pequenos erros gramaticais, mas trazem ideias que vão muito além, ideias muito ricas que só o olhar humano mesmo consegue valorizar”, diz.
A educadora também fala sobre a evolução significativa na escrita dos seus alunos. Segundo ela, com o auxílio da ferramenta, os jovens passaram a organizar melhor as ideias, estruturando o texto com mais clareza e revisando as próprias produções. Ela cita que o feedback rápido e a possibilidade de acompanhar o próprio progresso geram mais autonomia e autoconfiança dos estudantes.
COMO ACESSAR – Com a iniciativa, o Paraná reafirma sua posição de destaque no cenário nacional em inovação educacional, mostrando que investir em tecnologia é investir em oportunidades, autonomia e desenvolvimento para toda a comunidade escolar. O Redação Paraná pode ser acessado neste link: https://redacao.pr.gov.br/.
Por - AEN
Com o objetivo de fortalecer e valorizar toda a cadeia produtiva da erva-mate no Paraná, foi lançado, nesta segunda-feira (3), o Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação (NAPI) Erva-Mate: Inovação e Valorização.
A iniciativa reúne universidades, centros de pesquisa e representantes do setor produtivo em torno de ações voltadas à adoção de sistemas de cultivo mais sustentáveis e eficientes, à otimização de processos industriais e à diversificação dos usos da matéria-prima. O investimento, de R$ 3,9 milhões, é do Governo do Paraná, por meio da Fundação Araucária.
O Paraná é o maior produtor nacional de erva-mate, que possui grande relevância econômica, social e cultural para o Estado. Nove municípios obtiveram a maior produção de erva-mate do Brasil em 2024, destacando-se São Mateus do Sul como a de maior volume extraído, com 17,2% do total nacional, e com a mesma produção do ano anterior. A extração de erva-mate, que se concentra na Região Sul, gerou o segundo maior valor da produção entre os produtos não madeireiros, com R$ 522,8 milhões, registrando redução de 11,3% na comparação com 2023.
Segundo a professora Vânia de Cássia Fonseca Burgardt, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) e articuladora do NAPI, o projeto busca integrar toda a cadeia produtiva, da produção primária ao consumo final, promovendo inovação e maior competitividade.
“Queremos desenvolver formas de produção mais rentáveis, que permitam ao pequeno produtor obter um ganho maior. Além disso, buscamos reduzir contaminantes que dificultam a exportação, garantindo um produto de maior qualidade e valor agregado”, explica.
Há também estudos em andamento sobre os possíveis benefícios da erva-mate para a saúde. “Podendo ser benéfica para o coração, para o metabolismo do nosso organismo. A partir desses estudos clínicos, a gente pode indicar o uso da erva-mate, por exemplo, em medicamentos, na própria indústria farmacêutica”, comenta Vânia.
Segundo o diretor de Ciência, Tecnologia e Inovação da Fundação Araucária, Luiz Márcio Spinosa, o NAPI Erva-Mate é mais um passo para fortalecer a relação entre a universidade e a sociedade.
“Esse NAPI em particular chama muito a atenção pelo envolvimento da sociedade civil organizada. Ele conta com um grupo bem expressivo, o que para nós é uma satisfação, o fato dessa proximidade das universidades com quem utiliza as pesquisas, quem vai utilizar os resultados. É um NAPI diferenciado e voltado para entregas bem tangíveis”, afirma o diretor.
Outro foco importante do projeto é o uso da erva-mate como alimento. A iniciativa prevê o desenvolvimento de novas receitas e produtos alimentares com potencial de aceitação ampla, inclusive para inserção na merenda escolar. “A erva-mate é extremamente rica e versátil. Queremos ampliar seu uso na alimentação e promover cursos de capacitação para produtores e merendeiras, difundindo conhecimento e boas práticas”, acrescenta Vânia.
EIXOS DE ATUAÇÃO – O NAPI Erva-Mate será estruturado em quatro eixos temáticos principais. No eixo da produção primária, coordenado pela Embrapa Florestas, serão validados genótipos com características químicas e sensoriais diferenciadas. Serão realizados a implantação de sistemas de cultivo inovadores e estudo de viabilidade econômica.
Já o eixo de processamento é coordenado pela Unioeste e conta com apoio da Universidade Federal Tecnológica do Paraná (UTFPR) e Embrapa Florestas, e visa otimizar processos industriais e desenvolver protocolos para classificação sensorial da matéria-prima.
“Hoje a erva-mate chega na indústria e não tem um direcionamento adequado de acordo com a qualidade que ela apresenta. Por isso, queremos também desenvolver protocolos para a indústria conseguir fazer essa classificação e direcionar, de forma mais assertiva, a nossa matéria-prima”, explica a professora Vânia.
“Por exemplo, essa matéria-prima que chegou nesse lote é melhor para chimarrão, é melhor para tererê. Isso também é um avanço muito significativo que vai agregar muito valor ao produto”, destaca.
O terceiro eixo de trabalho diz respeito ao produto e consumidor. Ele é coordenado pela UTFPR e Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS), em cooperação com a Sustentec (instituição que agrupa produtores, técnicos e profissionais ligados ao desenvolvimento sustentável), e universidades internacionais, que farão estudos clínicos, caracterização sensorial, pesquisa com consumidores e desenvolvimento de novos produtos.
O último eixo, coordenado pela UTFPR com apoio técnico do IDR-Paraná, envolve a promoção de treinamentos e ações de devolutiva aos diversos segmentos da cadeia produtiva, além da elaboração do plano de comunicação do NAPI, voltado à disseminação dos resultados e inovações tecnológicas.
O setor produtivo, representado pela Associação de Produtores e Industriais de Erva-Mate (Apimate), atuará de forma colaborativa em todos os eixos, contribuindo com a validação prática das ações e com a transferência de tecnologia para o mercado.
Por - Agência Brasil
O vice-governador Darci Piana se reuniu nesta segunda-feira (3), no Palácio Iguaçu, com o embaixador do Peru no Brasil, Rómulo Acurio, para discutir o fortalecimento da promoção do turismo entre o Paraná e o país sul-americano. Curitiba sedia, na noite desta segunda-feira (03), o lançamento da Peru Week Brasil, campanha promocional que incentiva os brasileiros a visitarem o Peru.
O evento está em sua 12ª edição e é organizado pela pela Comissão de Promoção do Peru para a Exportação e o Turismo (PromPeru) em diversos estados brasileiros. Entre 03 e 20 de setembro, a ação oferece passagens aéreas e pacotes de viagem a preços promocionais, além de cardápios gastronômicos especiais em restaurantes peruanos localizados em cidades do Brasil, inclusive na capital paranaense.
O Viaje Paraná, órgão de promoção do turismo do Estado, também planeja eventos semelhantes para divulgar os destinos paranaenses naquele País. Somado a isso, será retomada em dezembro a rota aérea entre Foz do Iguaçu e Lima, promovendo o intercâmbio de turistas entre dois dos principais destinos da América do Sul. Curitiba já conta com três voos semanais diretos até a capital peruana.
“É uma rota importante, porque pode trazer ao Paraná turistas estrangeiros, principalmente asiáticos, que viajam para o nosso continente tendo o Peru como porta de entrada”, afirmou o vice-governador. “Enquanto Foz tem as Cataratas do Iguaçu, uma das Sete Maravilhas da Natureza, Machu Picchu, no Peru, é um patrimônio da humanidade que muitas pessoas de fora têm interesse em conhecer. Então é muito interessante manter essa conexão entre essas maravilhas do nosso continente”.
“A Peru Week é uma campanha para todo o Brasil e o evento de lançamento acontece em Curitiba pela importância e o carinho que temos pela cidade e pelo Paraná. É uma ação junto com os restaurantes e agência de turismo para promover o Peru como destino turístico”, disse o embaixador Acurio. “Mas a ideia é também ajudar o Paraná e Curitiba a se promoverem no nosso país, do outro lado da América do Sul, aproveitando os voos diretos que já existem e conectam o Paraná ao Peru”.
Além da promoção turística, o Paraná também deve sediar, no ano que vem, uma rodada de negócios de empresas alimentícias paranaenses e peruanas. Também há o interesse de replicar em Lima o modelo de transporte coletivo curitibano, que é referência mundial.
Por - AEN
A Secretaria de Estado da Educação publicou nesta segunda-feira (3) a lista dos a partir do ano letivo de 2026. Esse processo será realizado nos dias 17 e 18 de novembro e contará com envolvimento de toda a comunidade escolar: pais e responsáveis, alunos e professores.
As escolas ficam em 34 cidades: Curitiba, Apucarana, Sabáudia, Arapongas, Engenheiro Beltrão, Cafelândia, Cascavel, Vera Cruz do Oeste, Japurá, São Tomé, Assaí, Dois Vizinhos, Foz do Iguaçu, Santa Terezinha de Itaipu, Marmeleiro, Guarapuava, Ivaiporã, Joaquim Távora, Abatiá, Laranjeiras do Sul, Loanda, Itaúna do Sul, Paiçandu, Maringá, Lobato, Antonina, Guaratuba, Paranaguá, Pontal do Paraná, Nova Esperança, Ponta Grossa, Toledo, Umuarama e Pérola. Elas reúnem 21,3 mil alunos e foram selecionadas a partir de critérios técnicos pelo Departamento de Educação.
A regulamentação completa das consultas, com formato e regras de votação, e novas informações serão publicadas nos canais oficiais da Secretaria da Educação nas próximas semanas.
Implantado pelo Governo do Estado em 2021, o modelo cívico-militar é coordenado pela Secretaria de Educação do Paraná (Seed-PR) e combina a gestão civil com a presença de militares da reserva nas atividades administrativas e no apoio à rotina e organização escolar. O Paraná tem o maior número de colégios da rede do País, com 312, reunindo cerca de 190 mil estudantes – o programa foi inclusive ampliado com a descontinuidade do Programa Nacional das Escolas Cívico-Militares (Pecim). Se todos os novos colégios votarem favoravelmente, serão 362 unidades com cerca de 211 mil alunos.
Na semana passada, o governador Carlos Massa Ratinho Junior sancionou a lei que autoriza a adesão das escolas de educação em tempo integral da rede estadual de ensino o modelo cívico-militar. Das 50 unidades selecionadas, 20 são da educação em tempo integral e também serão consultadas.
As últimas notas do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), referentes a 2023, comprovam o sucesso da metodologia. As unidades de ensino deste modelo obtiveram índices de 5,43 nos anos finais do ensino fundamental e de 4,75 no ensino médio, superando a média estadual. Que foi de 5,3 no ensino fundamental II e de 4,63 no ensino médio. No comparativo com o Ideb de 2021, quando ainda funcionavam no modelo tradicional, 64% dos colégios cívico-militares elevaram a sua nota Ideb.
Outro destaque é a participação dos estudantes no programa Ganhando o Mundo. Dos 2 mil jovens selecionados para intercâmbio em 2025, 417 estão matriculados em colégios cívico-militares, o equivalente a 20,6% do total.
Por - AEN
O governador Carlos Massa Ratinho Junior e diretores da TAP Air Portugal anunciaram nesta segunda-feira (3) a criação da primeira rota aérea regular que ligará o Paraná à Europa. A empresa aérea portuguesa, principal companhia europeia em operação no Brasil, vai iniciar em 2 de julho de 2026 os voos entre a região de Curitiba e Lisboa, com três voos por semana saindo do Aeroporto Internacional Afonso Pena, com início das vendas de passagens em 11 de novembro.
“A nova rota da TAP reforça o protagonismo do Paraná no cenário global. Essa ligação direta com Portugal a partir de Lisboa vai impulsionar o turismo, facilitar a vinda de visitantes europeus e ampliar as oportunidades de negócios com a Europa”, afirmou Ratinho Junior.
O governador também lembrou que o Estado vive um momento de expansão no setor. “Somente neste ano, o número de turistas internacionais cresceu 22,9%, consolidando o Paraná como o quarto principal portão de entrada de estrangeiros no Brasil. Esse voo da TAP é mais um passo no processo de internacionalização do nosso Estado”, acrescentou o governador.
O novo serviço internacional representa um marco histórico para o turismo e os negócios no Estado, o que promete ampliar o fluxo de turistas europeus para o Paraná, além de facilitar o facilitando o deslocamento de turistas e empresários paranaenses para o velho continente.
Os voos serão operados com aeronaves Airbus A330-200, que possuem capacidade para 269 passageiros. Eles seguirão o trajeto direto de Lisboa à Curitiba, com uma parada técnica no Rio de Janeiro no retorno à Capital Portuguesa. As partidas do Paraná serão às terças, quintas e sábados.
De acordo com Carlos Antunes, diretor da TAP para as Américas, a nova ligação reforça a estratégia da companhia de ampliar a presença no Brasil e fortalecer os laços entre os dois países. “O Brasil é um mercado estratégico para a TAP, e o Paraná passa a integrar essa rede de conexões com a Europa. Queremos aproximar ainda mais portugueses e brasileiros, oferecendo conectividade, conforto e eficiência”, disse.
DIVULGAÇÃO – Durante o anúncio, também foi assinado um protocolo de cooperação entre o Governo do Paraná – por meio do Viaje Paraná e Invest Paraná –, a concessionária Motiva Aeroportos, responsável pelo Bloco Sul de concessões, e a própria TAP Air Portugal. O objetivo é apoiar a divulgação da nova rota e promover o Paraná como destino turístico e de investimentos na Europa.
De acordo com o diretor-presidente do Viaje Paraná, Irapuan Cortes, o Estado já prepara uma série de ações de promoção turística voltadas ao mercado europeu. Segundo ele, a estratégia inclui participação em feiras internacionais como a Feira Internacional de Turismo de Madri (Fitur Madri), a Bolsa de Turismo de Lisboa (BTL Lisboa) e a Internationale Tourismus-Börse Berlin (ITB Berlin), além de campanhas de comunicação e intercâmbio com influenciadores dos dois países.
“Vamos aproveitar essa nova conexão direta para ampliar a presença do Paraná na Europa, mostrando nosso potencial turístico e de negócios. Queremos atrair não apenas portugueses, mas também visitantes de outros países europeus, consolidando o Estado como um destino internacional”, comentou o diretor-presidente do Viaje Paraná.
IMPULSO AO TURISMO – A nova rota se soma ao momento de expansão da malha aérea e do turismo internacional no Estado. Entre janeiro e setembro deste ano, o Paraná recebeu 826 mil turistas estrangeiros, um crescimento de 22,9% em relação a 2024, consolidando o Estado como o quarto que mais recebe visitantes internacionais.
Nos aeroportos de Curitiba e Foz do Iguaçu, o movimento somou 6 milhões de passageiros nos nove primeiros meses de 2025, alta de 8,3% sobre o mesmo período do ano passado.
Apenas o Aeroporto Afonso Pena registrou 530 mil passageiros em setembro de 2025, um aumento de cerca de 7% em relação a setembro de 2024 (495 mil). O terminal de Foz do Iguaçu contabilizou mais de 184 mil passageiros, alta de 12% em relação às 164 mil pessoas no mesmo período do ano passado.
O voo da TAP se soma a outras operações recentes que ampliaram as conexões aéreas do Paraná. No fim de outubro, a Latam iniciou dois novos voos diretos a partir de Foz do Iguaçu, conectando a cidade na tríplice fronteira com São Paulo e Brasília, enquanto a Azul e a JetSMART seguem expandindo ligações internacionais a partir de Curitiba, fortalecendo o Estado como destino turístico e de negócios.
NA ROTA INTERNACIONAL – Nas conexões aéreas internacionais, o Paraná conta agora com oito voos, sendo três conquistados no ano passado. Além de Lisboa, o Aeroporto Afonso Pena já conta com duas rotas para Santiago (Chile) e uma para Buenos Aires (Argentina), Lima (Peru), Assunção (Paraguai) e Montevidéu (Uruguai). Foz do Iguaçu também conta com uma conexão com Santiago.
Para ampliar as conexões internacionais, o Governo do Estado também tem participado ativamente do projeto de construção da terceira pista no Aeroporto Afonso Pena, que é conduzido pela concessionária Motiva. A iniciativa, prevista para ser concluída até o fim de 2026, permitirá receber mais aeronaves de grande porte e viabilizar novas rotas internacionais, reforçando a infraestrutura do Estado para o crescimento do turismo e do comércio exterior.
Recentemente, a Motiva também concluiu a homologação da pista ampliada do Aeroporto Internacional de Foz do Iguaçu. Com 2.700 metros de comprimento, ela tornou-se a maior pista da região Sul do Brasil.
Segundo a diretora de Negócios da Motiva, Monique Henriques, a nova rota da TAP consolida um objetivo antigo da concessionária. Ela ressaltou que o projeto da terceira pista vai ampliar ainda mais a capacidade operacional e abrir caminho para novas conexões internacionais.
“Essa é uma conquista importante não só para Curitiba, mas para todo o Paraná. A nova pista vai permitir a chegada de mais companhias e rotas de longo curso, fortalecendo o turismo e a conectividade com outros estados e países”, declarou Monique.
Por -AEN
O que a população do Paraná sentiu ao longo de outubro foi constatado pelos dados das estações meteorológicas do Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar). As temperaturas médias do mês ficaram até 2°C abaixo da média histórica. Já o volume acumulado de chuva, que deu a impressão de ter sido historicamente alto por conta da chuva constante ao longo do mês, ficou abaixo da média em mais da metade das estações.
Como a média de chuva para outubro é muito alta, entre as 43 estações meteorológicas do Simepar que possuem mais de cinco anos de operação, 25 registraram volume de chuvas abaixo da média histórica, e 18 acima da média para o mês. O destaque fica para Jaguariaíva, onde o acumulado de chuva médio para outubro é de 168,3 mm e choveu apenas 42,8 mm; e para Altônia, que registrou 118 mm de chuva acima da média histórica para outubro.
Cornélio Procópio, Guaíra, Maringá e Paranaguá atingiram a média histórica de acumulado de chuva para outubro 11 dias antes de o mês acabar. Um dos fatores que influenciou a situação da chuva no décimo mês do ano foram vários sistemas meteorológicos de média escala, ou seja, tempestades que duram poucas horas, causando muitos transtornos para a população, que são características da primavera.
Mas não apenas isso. “Houve também a passagem de algumas frentes frias pelo oceano Atlântico, que favoreceram transporte de umidade, contribuindo para a intensificação desses sistemas de tempo severo”, explica Reinaldo Kneib, meteorologista do Simepar. “Outro fenômeno que atuou ao longo do mês foi a oscilação Antártica, que quando está na sua fase negativa favorece com que os sistemas frontais sejam mais frequentes sobre o Sul do País”.
O mês também foi marcado por fortes rajadas de vento. No dia 16, por exemplo, as rajadas chegaram a 110,5 km/h em Cascavel, às 16h. Em Nova Tebas (INMET), por volta das 19h do mesmo dia, foi registrada uma rajada de 103,7 km/h.
MÊS FRIO – Com relação a temperaturas, a maior diferença do Estado foi em Cascavel, que tem média para outubro historicamente de 21,6°C e registrou apenas 19,5°C em 2025, ou seja, uma temperatura dois graus abaixo da média.
Outras cidades tiveram a temperatura média entre 1°C e 2°C abaixo da média para o mês: Altônia, Antonina, Apucarana, Capanema, Cerro Azul, Cianorte, Cornélio Procópio, Guarapuava, Irati, Foz do Iguaçu, Francisco Beltrão, Guaíra, Jaguariaíva, Lapa, Laranjeiras do Sul, Loanda, Maringá, Palmas, Palotina, Paranavaí, Pinhão, Guaraqueçaba, Santa Helena, Santo Antônio da Platina, São Miguel do Iguaçu, Toledo e Ubiratã.
“Tivemos a atuação de algumas massas de ar frio sobre o Sul do País, o que não é muito comum para essa época do ano. Elas também foram favorecidas pela oscilação Antártica. Isso culminou na diminuição dos dias quentes, que são mais característicos dessa época do ano. Esse reflexo foi sentido no dia a dia, e os números comprovam”, ressalta Kneib.
Cornélio Procópio registrou 10,4°C no dia 20, a temperatura mais baixa para outubro desde a instalação da estação na cidade, em 2018. No mesmo dia, Laranjeiras do Sul teve 8,3°C, a menor temperatura já registrada na estação no mês de outubro desde a instalação, em 2017.
No dia 19, o distrito de Horizonte, em Palmas, teve 4,7°C, a temperatura mais baixa para outubro desde a instalação da estação, em 2019. Já Santo Antônio da Platina, no dia 20, teve 10,1°C de mínima: a mais baixa desde o início da série histórica, em 2019. Outras doze estações meteorológicas tiveram as temperaturas máximas mais baixas da série histórica para o mês, indicando que as temperaturas não subiram muito ao longo do dia.
Com tantos dias frios, fica até difícil lembrar que o mês começou com calor. No dia 5 foi registrada a temperatura mais alta de 2025 até o momento nas estações meteorológicas do Simepar em Apucarana (34,1°C), Campo Mourão (35,7°C), Cianorte (35,6°C), Cornélio Procópio (35,6°C), Loanda (39,5°C), Londrina (36°C), Maringá (36,4°C), Paranavaí (37,8°C), Santo Antônio da Platina (36°C), São Miguel do Iguaçu (37,5°C), Toledo (36,6°C), Ubiratã (35,9°C) e União da Vitória (33,4°C).
A temperatura de Loanda naquela data foi a segunda mais alta em todo o Paraná em 2025 até o momento. Só perde para os 42,5°C registrados em Capanema em 27 de abril. Entre as estações do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), também foi registrada a temperatura mais alta do ano em Cidade Gaúcha (37,8°C), Japira (34,3°C) e Joaquim Távora (36,6°C).
CHUVA E FRIO COMBINADOS – Os fenômenos meteorológicos em outubro atingiram com mais intensidade as regiões do Interior do Paraná. “No Centro-Leste, principalmente na Região Metropolitana e Litoral, o maior impacto foi de sistemas frontais, que são as frentes frias que ficaram estacionadas por vários dias consecutivos sobre esses setores do Estado”, detalha Kneib.
Curitiba, por exemplo, teve apenas nove dias sem chuva durante todo o mês de outubro (e alguns deles, mesmo sem chuva, estavam nublados). Já a estação meteorológica de Antonina ficou com o pluviômetro zerado em apenas sete dias de outubro. Em Paranaguá, foram apenas seis dias sem chuva no mês.
Durante o mês de outubro, a Capital passou mais de 78 horas com temperaturas máximas abaixo de 15°C em plena primavera. Às 3h45 do dia 7 Curitiba registrou 14,9°C. No dia 8 a temperatura máxima foi de 11,9°C. No dia 9 a temperatura máxima foi de 14,2°C. Às 10h45 do dia 10 a cidade atingiu 15°C novamente. A máxima do dia 10 foi de 15,7°C e no dia 11, com algumas aberturas de sol e sem chuva, os termômetros registraram máxima de 21,2°C.
Essas temperaturas máximas em Curitiba estão entre as mais baixas já registradas no mês de outubro desde 1997, quando foi instalada a estação meteorológica do Simepar na Capital. As mais baixas para o mês foram 10,1°C em 03/10/1999, 11°C em 04/10/1999, 11,9°C em 03/10/2010 e 11,9°C em 08/10/2025.
Estações meteorológicas que terminaram outubro com o volume de chuvas abaixo da média:
Estação / média histórica / quanto choveu
APPA Antonina / 188,4 mm / 169 mm
Capanema / 277,2 mm / 211,6 mm
Cambará / 146 mm / 73,2 mm
Cândido de Abreu / 198,9 mm / 182 mm
Cerro Azul / 140 mm / 107,4 mm
Cianorte / 220,8 mm / 148 mm
Curitiba / 161,6 mm / 119,4 mm
Distrito de Entre Rios, em Guarapuava / 224,7 mm / 221,4 mm
Irati / 186,4 mm / 168,8 mm
Foz do Iguaçu / 250 mm / 192 mm
Francisco Beltrão / 263,3 / 236,8 mm
Guarapuava / 223,4 mm / 219,4 mm
Jaguariaíva / 168,3 mm / 42,8 mm
Lapa / 163,3 mm / 116,4 mm
Laranjeiras do Sul / 263,3 mm / 244,4 mm
Loanda / 161,9 mm / 157,4 mm
Palmas / 255,2 mm / 180 mm
Distrito de Horizonte, em Palmas / 254,3 mm / 186,8 mm
Palotina / 179,6 mm / 120 mm
Pinhais / 151,6 mm / 106,2 mm
Ponta Grossa / 166,4 mm / 87,4 mm
São Miguel do Iguaçu / 221,6 mm / 182,6 mm
Telêmaco Borba / 164,2 mm / 158,6 mm
Toledo / 237,2 mm / 214,6 mm
União da Vitória / 218,8 / 146,2 mm
Estações meteorológicas que terminaram outubro com o volume de chuvas acima da média:
Estação / média histórica / quanto choveu
Altônia / 226 mm / 344 mm
Antonina / 224,8 mm / 315,8 mm
Apucarana / 172,7 mm / 177 mm
Campo Mourão / 229,3 mm / 232 mm
Cascavel / 238,5 mm / 277,4 mm
Cornélio Procópio / 150,1 mm / 200 mm
Fazenda Rio Grande / 157,2 mm / 171 mm
Guaíra / 192,3 mm / 252,4 mm
Guaratuba / 220 mm / 309,8 mm
Londrina / 170 mm / 226,6 mm
Maringá / 162,3 mm / 214,4 mm
Paranaguá / 140,6 mm / 180,6 mm
Paranavaí / 150,7 mm / 183,8 mm
Pinhão / 237,8 mm / 268,6 mm
Guaraqueçaba / 214,5 mm / 235,4 mm
Santa Helena / 203,7 mm / 204,6 mm
Santo Antônio da Platina / 115,9 m / 126,4 mm
Ubiratã / 218,9 mm / 257,2 mm.
Por- AEN











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