O Comitê de Bacia Hidrográfica (CBH) do Paraná 3 vai se reunir na próxima sexta-feira (6), às 10h30, para discutir aquiculturas instaladas em corpos hídricos de Classe 3 e 4 na área de jurisdição do comitê.
O encontro será virtual, com transmissão pelo YouTube. O CBH do Paraná 3 abrange 28 municípios da região Oeste do Paraná, incluindo Cascavel, Foz do Iguaçu e Guaíra, englobando uma área de 8.744 km².
As reuniões estão previstas no plano de trabalho da Diretoria de Saneamento Ambiental e Recursos Hídricos do Instituto Água e Terra (IAT), órgão executivo gestor do Sistema Estadual de Recursos Hídricos, que desempenha o papel de agência de água dentro dos comitês, com apoio técnico e financeiro.
Os CBHs são órgãos colegiados com atribuições normativas, deliberativas e consultivas, vinculados ao Conselho Estadual de Recursos Hídricos (CERH/PR), e têm o objetivo de contribuir para a aplicação da Política Estadual de Recursos Hídricos na sua área de atuação a fim de garantir o controle social da gestão das águas, conforme estabelecido pela Lei Estadual 12.726/1999 e Decreto Estadual nº 9.130/2010.
Constituídos por representantes do Poder Público, setores usuários de águas e sociedade civil, compartilham responsabilidades na gestão dos recursos hídricos. Eles funcionam como uma espécie de “conselho comunitário” especializados em água, onde as diferentes partes interessadas se reúnem para discutir e decidir sobre o uso e a conservação dos recursos hídricos. Essas decisões são cruciais para garantir que todos tenham acesso adequado à água, ao mesmo tempo em que se protege o meio ambiente e se planeja o uso sustentável da água para o futuro.
Por - AEN
Frequentes no cotidiano, especialmente em crianças e bebês, os engasgos e broncoaspiração são perigosos, além de ser uma das causas de chamados de emergência.
Bebês, por exemplo, podem engasgar com o leite durante a amamentação. Em crianças menores, o risco maior é com alimentos em grão, doces ou pequenos objetos levados à boca por curiosidade. Para identificar e socorrer os pequenos nessas situações, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) reforça algumas orientações.
Geralmente alguns sinais dão indicativo que a criança esteja engasgada, tais como tosse, agitação, dificuldade de respirar, a cor roxa ao redor dos lábios e as mãos no pescoço, como se estivesse sufocada são sugestivos do bloqueio das vias aéreas. Algumas vezes, ela pode emitir sons respiratórios agudos ou ausência de som. A Sesa disponibiliza no site oficial um manual de desengasgo: https://www.saude.pr.gov.br/Pagina/Manobras-de-Desengasgo, que ensina a Manobra de Heimlich, que ajuda no processo de desobstrução.
“Esse tipo de acidente é bastante comum. As pessoas costumam ligar para o 192 ou 193. Quando essa ligação ocorre, é aberto um chamado. O médico inicia o atendimento, por telefone mesmo, dando orientações, enquanto isso, uma ambulância se desloca até ao local solicitado. Esses momentos podem ser cruciais para salvar uma vida”, disse Márcio Allan Alves, médico da urgência do Samu.
A asfixia ocorre quando um objeto estranho (líquido ou sólido) entra na traqueia, causando interrupção total ou parcial da respiração do ar. Nos bebês ocorre principalmente através de líquidos, nas crianças maiores é mais frequente através de sólidos como alimentos e pequenos objetos (peças de brinquedos, botões, etc.). Segundo a Sociedade Brasileira de Pediatria, a aspiração de corpo estranho ocorre principalmente em crianças entre 1 e 3 anos.
No Paraná, das 1.571 ocorrências atendidas pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) por engasgo neste ano, 627 (39,91%) foram em crianças de até 10 anos. Somente em bebês (até um ano) foram 422 registros. Em 2023 o número geral de engasgos chegou a 2.364. Desse total, 618 foram em bebês, 271 em crianças de 1 a 5 anos e 59 engasgos na faixa etária de 6 a 10 anos.
Além dos chamados de emergência, o Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM) também teve registro de óbitos por esta causa. De janeiro até agora, 11 bebês já perderam a vida por engasgo, e em 2023, foram 17 óbitos.
CUIDADO PERMANENTE – Dentro da programação do Agosto Dourado, campanha que incentiva o aleitamento materno, a 3ª Regional de Ponta Grossa realizou nesta semana uma capacitação focada na amamentação e engasgamento. Cerca de 200 profissionais da Estratégia Amamenta e Alimenta Brasil, da Atenção Primária em Saúde, médicos, enfermeiros, nutricionistas, técnicos de enfermagem e referências municipais em saúde da criança e nutrição participaram do encontro.
Para Melina Lopes Lima, enfermeira da Seção de Atenção Primária à Saúde da 3ª RS e palestrante na capacitação, a manobra de Heimlich é um procedimento simples que deve ser trabalhado com os usuários dos serviços de saúde. “Esse conhecimento deve ser, de preferência, de forma prática, desde o pré-natal até a puericultura, necessitando ser direcionada aos pais e demais cuidadores, devido à elevada incidência de engasgo na pediatria e à prevenção de mortes com a realização desta manobra”, alertou.
Caso um bebé se engasgar, as orientações são:
- Aplicar a manobra de Heimlich enquanto se aguarda o socorro do Samu 192
- Colocar o bebê de bruços sobre o braço e fazer cinco compressões entre as escápulas (no meio das costas)
- Virar o bebé de barriga para cima no braço e fazer mais cinco compressões sobre o esterno (osso que divide o peito ao meio), na altura dos mamilos
- Manter a calma
- Segurar o bebé no colo em posição confortável virado para si
- Não sacudir o bebé
- Deixar o bebê chorar, pois significa que ele está a respirar
- Nunca tentar usar os dedos para retirar o objeto da garganta do bebê, pois poderá empurrá-lo ainda mais fundo, piorando a situação
- Observar se o bebê apresenta sinais de engasgo, como tosse, agitação, dificuldade de respirar, a cor roxa ao redor dos lábios e as mãos no pescoço, como se estivesse sufocada
Cuidados no ambiente doméstico:
- Mantenha o piso livre de objetos pequenos como botões, colares, moedas, tachinhas etc. Esses itens devem estar longe do alcance das crianças
- Sacolas plásticas também devem ficar longe do alcance
- Fique atento às crianças maiores. Muitos acidentes ocorrem quando irmãos ou irmãs oferecem objetos/alimentos para os menores
Por - AEN
Com 790.004 pessoas ocupadas, a indústria do Paraná atingiu em julho de 2024 o maior número absoluto de pessoas ocupadas no setor em sua história, de acordo com dados do Caged.
É o segundo setor que mais emprega no Estado, atrás apenas de serviços, com 1.393.907. O Paraná tem um estoque total de 3.216.048 pessoas com carteira assinada, o maior do Sul do Brasil.
Houve um salto de 7% em relação ao estoque de 2021 na indústria paranaense. Naquele ano o acumulado era de 736.429 pessoas empregadas. Em 2022 o número saltou para 751.313 e em 2023 foi para 758.327. Já a evolução em 2024 também tem sido constante, pulando de 763.668 em janeiro, passando para 779.892 em abril e chegando às atuais 790.004 carteiras assinadas. Em relação ao estoque nacional da indústria, de 8.912.786 pessoas, os empregos do Paraná representam 8,8% do setor em todo o País.
Setorialmente, os maiores empregadores atuais são indústria de transformação (755.058), água, esgoto, atividades de gestão de resíduos e descontaminação (19.579), eletricidade e gás (8.517) e indústria extrativa (6.850).
Na indústria de transformação, os campeões de emprego são fabricação de produtos alimentícios (243.851, um terço do total), confecção de artigos de vestuário (51.379), fabricação de produtos de metal (45.228), fabricação de veículos automotores, reboques e carrocerias (43.700), fabricação de móveis (39.998), fabricação de produtos de madeira (38.064), fabricação de máquinas (37.961), fabricação de produtos de borracha e material plástico (36,183) e fabricação de produtores de minerais não-metálicos (30.918).
No segmento de água e esgoto, os maiores empregadores são os setores de coleta, tratamento de disposição de resíduos (11.060) e captação, tratamento e distribuição de água (6.700). Na indústria extrativista, os destaques são extração de minerais não-metálicos (6.040), minerais metálicos (326) e petróleo e gás natural (222).
Alguns dos municípios com grandes estoques de emprego na indústria no Paraná são Curitiba (95.561), São José dos Pinhais (40.031), Maringá (29.500), Cascavel (25.610), Londrina (22.108), Ponta Grossa (21.071), Arapongas (17.622), Araucária (16.898), Rolândia (15.621), Pinhais (13.428), Colombo (13.175), Cianorte (10.823) e Medianeira (10.194).
OUTROS DADOS – No acumulado de janeiro a julho, a indústria paranaense soma 31.677 novas contratações, sendo responsável por 25% de todas as 124.647 vagas geradas no Estado. O setor de serviços empregou 65.763 pessoas, a construção civil 15.532 e o comércio 11.085. Somente em julho, a indústria abriu 5.731 novas vagas de trabalho formal, tendo sido o setor que mais gerou empregos nesse mês no Paraná. O crescimento na abertura de vagas foi 14 vezes maior quando comparado com o mesmo mês de 2023 (398).
Na comparação entre julho e junho deste ano, o resultado também foi positivo, com crescimento de 91% no saldo de empregos mensal. Em junho, a indústria estadual teve saldo de 2.996 novos postos de trabalho.
CAGED – Com 124.647 novos postos de trabalho entre janeiro e julho de 2024, o Paraná registrou o maior saldo de empregos com carteira assinada para os primeiros sete meses do ano desde 2021. Há três anos, o saldo de empregos no Estado foi de 130.470, quando a economia começava a se recuperar do período mais crítico da pandemia da Covid-19. Em 2022, foram criadas 110.502 vagas, e em 2023, 78.372 novos postos – o que significa que, na comparação entre 2024 e o mesmo período do ano anterior, o aumento na criação de vagas foi de 59%.
Por - AEN
A Educação de Jovens e Adultos (EJA) tem atraído cada vez mais alunos na rede estadual de ensino do Paraná.
No segundo semestre de 2024, a modalidade registrou um aumento de 13,7% no número de matrículas em comparação ao primeiro semestre. Segundo o Departamento de Gestão de Dados da Secretaria de Estado da Educação (Seed-PR), o total de estudantes matriculados na EJA saltou de 36.673 nos primeiros seis meses deste ano para 41.705 neste segundo semestre.
O número também supera o total de matriculados no segundo semestre de 2023, quando 36.908 alunos ingressaram na EJA. A Educação de Jovens e Adultos possibilita retomar os estudos do Ensino Fundamental II (anos finais) ou do Ensino Médio e conclui-los em menos tempo, obtendo a qualificação para ter melhores oportunidades no mercado de trabalho.
Segundo o secretário de Estado da Educação, Roni Miranda, um dos fatores que contribuiu para o crescimento da EJA na rede estadual paranaense foi a oferta do modo semipresencial, conhecido como EaD, que passou a ser ofertado em julho de 2023, exigindo a presença apenas um dia por semana dos estudantes que cursam o Ensino Fundamental e dois dias por semana para aqueles cursam o Ensino Médio.
O restante da carga horária é cumprida on-line, em ambiente virtual de aprendizagem. Neste modelo, os trabalhadores que não podem frequentar diariamente as aulas, ou possuem horários alternados, conseguem dar sequência em seus estudos e concluir a educação básica, de forma gratuita e com flexibilidade.
“Com a oferta da EJA semipresencial, a modalidade adaptou-se às necessidades de jovens e adultos que têm responsabilidades familiares ou profissionais, oferecendo horários flexíveis e modalidades de ensino que atendem às suas realidades”, afirma Miranda.
De acordo com ele, 75% dos estudantes que cursaram ou estão cursando a EJA Ead são novos na rede, ou seja, cidadãos que estavam totalmente fora do sistema educacional antes de ingressarem nessa modalidade. “Esse crescimento reflete o compromisso do Paraná em garantir que cada vez mais cidadãos tenham a oportunidade de retomar seus estudos, superar desafios e conquistar um futuro melhor por meio da educação”, afirma.
SOBRE A EJA – A Educação de Jovens e Adultos é oferecida gratuitamente, tanto na modalidade presencial quanto híbrida, em 250 instituições de ensino estaduais, espalhadas por todo o Paraná. A partir de 2010, com a instauração da Instrução n° 017/2010 SUED/SEED, passou a ser implementada também por meio da Ação Pedagógica Descentralizada (APED) em quase todos os municípios do Paraná.
As instituições estaduais de ensino com oferta da modalidade propiciam a conclusão em dois anos do Ensino Fundamental Fase II (6º ao 9º ano), para pessoas a partir de 15 anos, e do Ensino Médio em um ano e meio para pessoas a partir dos 18 anos.
As turmas de EJA são organizadas semestralmente, entretanto as matrículas podem ser realizadas durante todo o ano. Os interessados podem consultar as instituições de preferência neste LINK.
Por - AEN
A Receita Estadual lançou um novo programa de autorregularização tributária para que contribuintes possam ajustar suas pendências sem que isso dependa de uma ação fiscal. A medida visa empresas do setor de medicamentos e autopeças e estima recuperar mais de R$ 120 milhões em impostos.
A ideia da autorregularização faz parte de uma política de conformidade tributária em implantação pela Receita Estadual para incentivar as empresas a buscarem, de forma espontânea, a quitação de suas dívidas. Assim, ao identificar alguma inconsistência, o próprio contribuinte pode tomar a iniciativa para corrigir a situação.
Para o coordenador da Inspetoria Geral de Fiscalização (IGF) da Receita, Alexandre de Souza, o programa é uma ação bastante positiva, por ser benéfica para todos os envolvidos. “Ao contribuinte, é oferecida a oportunidade de regularizar-se antes do início da ação fiscal. E, para o Estado, é uma forma de ampliar seu alcance na recuperação do crédito tributário e reduzir os créditos em cobrança via auto de infração”.
Ao todo, 151 empresas do setor de medicamentos e 121 de autopeças poderão participar do programa. A escolha dessas áreas se deu a partir do volume de inconsistências relacionadas à substituição tributária, em que a cobrança do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) deixa de ser feita em toda a cadeia e passa a ser concentrada em poucas empresas.
A estimativa de recuperação de impostos nessas duas áreas é de R$ 121 milhões — R$ 19 milhões no caso dos medicamentos e R$ 102 milhões nas autopeças.
“Com a autorregularização, damos um passo importante em guiar o contribuinte para a conformidade fiscal”, diz o secretário da Fazenda, Norberto Ortigara. “Nosso objetivo é fazer com que a Receita assuma um papel de orientação, estando ao lado do cidadão em direção ao progresso do Paraná”.
COMO REGULARIZAR – As empresas já comunicadas que quiserem fazer a autorregularização poderão consultar as operações identificadas com inconsistências no Portal Receita/PR, onde também é possível emitir a guia de recolhimento correspondente (GR/PR).
O pagamento poderá ser à vista ou parcelado em até 180 meses. Além disso, ele segue os mesmos prazos do Refis. Isso significa que os contribuintes têm até o dia 26 de setembro para o pagamento à vista ou parcelado. Ao não regularizar a inconsistência apontada, a empresa estará sujeita a procedimento de ação fiscal, como a lavratura de um auto de infração, cobrança de multas e juros e a inclusão no cadastro de inadimplentes (Cadin).
Eventuais dúvidas podem ser esclarecidas pelo SAC (Serviço de Atendimento ao Cidadão) da Receita Estadual do Paraná pelos telefones 3200-5009 (Curitiba e região) e 0800-041-1528 (demais locais).
Por - AEN
A primeira Previsão Subjetiva para a safra paranaense 2024/25, divulgada nesta quinta-feira (29) pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), aponta para recuperação de produção em soja, milho e feijão, principais culturas do período.
A produção de batata também cresce. No entanto, o trigo da safra 2023/24, que começou a ser colhido, terá redução.
Na soja, a previsão inicial é que sejam plantados 5,8 milhões de hectares, o que representa aumento de 0,5% sobre os pouco mais de 5,7 milhões de hectares do ciclo anterior. No entanto, a produção pode alcançar 22,3 milhões de toneladas, com substancial acréscimo de 20% sobre as 18,5 milhões de toneladas da última colheita.
A área plantada na primeira safra representa mais de 90% do plantio entre os principais grãos produzidos no Paraná. “A soja é o principal item da agricultura paranaense e em geral tem ótimo retorno ao longo do tempo”, explicou o técnico Edmar Gervásio, analista da cultura no Deral. O plantio estará liberado em 10 de setembro, quando termina o vazio sanitário da ferrugem asiática.
MILHO – Para o milho primeira safra, as estimativas iniciais da safra 2024/25 apontam para 2,7 milhões de toneladas, ligeiramente superior às 2,5 milhões de toneladas do período 23/24. Há projeção de área 9,6% menor, ocupando 267,7 mil hectares, o que seria a menor da história. No ciclo anterior, a primeira safra teve 296 mil hectares.
Em 2010 a primeira safra já chegou a cobrir 900 mil hectares paranaenses, com redução de cerca de 70% agora. “A safra de milho de verão é hoje uma safra de nicho e os produtores são em geral especializados e com altas produtividades”, disse Gervásio. “Essencialmente esta redução está ligada à migração para soja, produto que tem maior liquidez e potencialmente maior lucratividade”.
FEIJÃO – O feijão de primeira safra paranaense, depois de muitos anos com perda de área, tende a ter um aumento de 22%, passando de 107,8 mil hectares em 2023/24 para 131,2 mil hectares agora. “É o incremento mais importante pelo menos dos últimos 10 anos, quando vinha sistematicamente perdendo área para a soja”, disse o agrônomo Carlo Hugo Godinho.
Segundo ele, os produtores têm agora uma nova opção de venda, que é a exportação de feijão preto. “Isso fez com que os preços se mantivessem mais estáveis e atrativos”, disse. A previsão é de aumento de 57% na produção da primeira safra, passando de 160 mil toneladas em 2023 para 251 mil toneladas na nova safra.
BATATA – Os plantios da batata de primeira safra 24/25 começaram. Até agora foram semeados 14% da área, o que corresponde a 2,2 mil hectares dos 15,8 mil estimados. “Uma média de 18% seria normal para este período, no entanto o tempo seco predominante desacelerou a ação”, afirmou o engenheiro agrônomo Paulo Andrade, do Deral. O plantio deve se estender até novembro, quando começa a colheita.
A expectativa é que o campo responda com 478,2 mil toneladas de batatas, cerca de 22% superior às 392,2 mil toneladas extraídas no mesmo período de 2023.
Em julho os produtores foram remunerados em R$ 94,33 pela saca de 25 quilos, 19,5% menor que os R$ 117,14 de junho. Na Ceasa Curitiba, a saca da batata comum ficou em R$ 120,00, valor estável em relação a junho. Já no varejo os preços tiveram queda de 15,2%, saindo de R$ 10,22 o quilo em junho para R$ 8,67 em julho.
TRIGO E CEVADA – O trigo da safra 2023/24, que começou a ser colhido no Paraná, tende a alcançar 3,1 milhões de toneladas, redução de 14% em relação às 3,6 milhões de toneladas do ano passado e de 17% sobre o potencial da safra (3,8 milhões de toneladas). “A seca tem sido o maior problema no Norte do Paraná, onde se concentram as lavouras colhidas até agora”, afirmou o agrônomo Carlos Hugo Godinho, analista da cultura.
Ele salientou que, apesar de essa ser a maior preocupação, também há perdas relacionadas às geadas. O levantamento de quanto isso vai impactar no resultado final ainda não está completo, o que será possível assim que a colheita evoluir nas áreas mais afetadas. Até agora foram colhidos pouco mais de 70 mil dos 1,1 milhão de hectares.
A cevada foi menos impactada pelo clima e deve render 331,5 mil toneladas. “Apesar de problemas pontuais, este número está dentro do intervalo de produção da cultura”, explicou Godinho. Se confirmado, será 19% superior às 278 mil toneladas do ano passado. “A seca tem sido menos crítica no Sul do Paraná e o ciclo mais longo da cultura evitou que a maior parte estivesse em fases suscetíveis a perdas durante as geadas”.
BOLETIM – O Boletim de Conjuntura Agropecuária referente à semana de 23 a 29 de agosto, também divulgado nesta quinta-feira, comenta as primeiras estimativas de safra e traz dados sobre outras culturas agropecuárias do Estado. Sobre o couro bovino, destaca que o Paraná foi o quarto maior produtor no Brasil, com 788.658 peças, atrás de Mato Grosso, Goiás e Mato Grosso do Sul.
Os suínos de corte atingiram um Valor Bruto de Produção (VBP) de R$ 8,5 bilhões em 2023, acréscimo de 2% sobre os R$ 8,3 bilhões do ano anterior. A suinocultura de corte está predominantemente concentrada nas regiões Oeste e Centro-Oriental do Paraná, onde estão os maiores frigoríficos. Toledo é o principal produtor, com VBP de R$ 1,4 bilhão.
O documento do Deral destaca ainda a celebração do Dia do Avicultor em 28 de agosto. A atividade engloba a produção de carne e de ovos. Segundo a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), em 2023 o Brasil produziu 14,8 milhões de toneladas de carne de frango, com exportação de 5,1 milhões de toneladas e consumo per capita de 45,1 quilos. Do total, cerca de 65% abastecem o mercado interno e o restante vai para exportação.
A estimativa da ABPA é que a produção cresça 1,8% em 2024, chegando a 15,1 milhões de toneladas. O Paraná, maior produtor e exportador de carne de frango do país, produziu 4,6 milhões de toneladas, com exportação de 2 milhões de toneladas. Estima-se que o setor gere mais de 4 milhões de empregos e que 1 milhão estejam no Estado.
Por - AEN