PMPR encontra 430 pés de maconha em quatro estufas em Maringá

A Polícia Militar do Paraná (PMPR) descobriu quatro estufas com 430 pés de maconha sexta-feira (30) em Maringá, no Noroeste do Estado.

Só uma das estufas tinha tinha cerca de 400 plantas. A ação ocorreu por meio da equipe Rondas Tático Móvel (ROTAM) do 4º Batalhão, durante um patrulhamento pelo Jardim Sumaré.

Após ser alertada por uma pessoa que passava pela região de que havia uma situação de roubo no final da rua, a equipe policial foi até o local e encontrou um veículo com uma arma de fogo. Após um suspeito não conseguir fugir, assumiu a posse da arma. No decorrer da abordagem, mais um homem foi localizado e os policiais descobriram as três estufas utilizadas para cultivar maconha.

A arma de fogo e a droga foram apreendidas, e os dois homens encaminhados para a delegacia da Polícia Civil, onde foram presos.

Em julho, a Polícia Militar do Paraná, por meio do Batalhão de Polícia de Rondas Ostensivas de Natureza Especial (BPRone), já tinha localizado duas estufas de maconha em Campina Grande do Sul, na Região Metropolitana de Curitiba. Foram apreendidos 501 pés de maconha, sete aparelhos de ar-condicionado e uma balança de precisão em uma das ações e 519 pés de maconha em outra.

 

 

 

 

 

Por - AEN

 Número de desempregados no Paraná cai pela metade desde 2019, aponta IBGE

O número de desempregados no Paraná caiu praticamente pela metade entre o 1º trimestre de 2019 e o 2º trimestre de 2024 em uma evolução que ficou acima da média nacional.

No intervalo entre estes cinco anos e meio, as pessoas com mais de 14 anos aptas a trabalhar e que estavam sem ocupação no Estado passaram de 550 mil para 279 mil, uma redução de 49,3%.

Os dados fazem parte da mais recente da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Por meio do levantamento, também foi possível comprovar que o desempenho estadual ficou acima da média nacional no período analisado – no Brasil, o número de desempregados passou de 13,6 milhões no 1º trimestre de 2019 para 6,1 milhões no 2º trimestre de 2024, uma diminuição de 44,7%.

A redução no número de pessoas desocupadas é relevante como um indicador isolado, mas também contribui com a melhoria do índice de desemprego do Estado, que atingiu o menor patamar dos últimos 10 anos. No início de 2019, a proporção de desempregados em relação à força total de trabalho do Paraná era de 6%, caindo para apenas 4,4% ao final do primeiro semestre deste ano. Em todo o País, a taxa de desemprego está em 6,8%.

O índice paranaense não melhorou apenas pela reinserção de pessoas que estavam sem ocupação mas também pelo ingresso de novas pessoas no mercado de trabalho. Isso pode ser percebido pelo aumento da chamada força de trabalho.

Também chamado de população economicamente ativa, o grupo é formado por pessoas acima de 14 anos, excluindo pessoas que não estavam ocupadas nem desocupadas, como estudantes, aposentados, pessoas que realizam trabalho doméstico não remunerado e aqueles que, embora em idade de trabalhar, não procuraram emprego recentemente.

No 1º trimestre de 2019, cerca de 6,1 milhões de pessoas compunham a força de trabalho no Paraná, dos quais 5,5 milhões estavam empregados. No 2º trimestre de 2024, a força de trabalho paranaense já está próxima de 6,3 milhões de pessoas, das quais mais de 6 milhões estão trabalhando atualmente.

PLENO EMPREGO – Com a redução contínua das taxas de desocupação, os 4,4% de taxa de desemprego atual coloca o Paraná em uma faixa considerada por economistas como de pleno emprego, que representa um equilíbrio desejável para a economia e estimula o crescimento econômico sustentável, a estabilidade nos preços e um alto nível de bem-estar social.

Identificada pela sigla NAIRU (Non-Accelerating Inflation Rate of Unemployment) em inglês, ou taxa natural de desemprego, ela representa uma porcentagem de pessoas sem ocupação que não pressiona a inflação para cima nem para baixo. Em economias desenvolvidas, a NAIRU costuma ficar entre 3% a 5%, considerando fatores econômicos naturais como as movimentações dos trabalhadores para diferentes empregos e contratações e desligamentos que ocorrem de forma sazonal, como no período de Natal e Ano Novo.

AMBIENTE FAVORÁVEL – Uma das principais estratégias adotadas pelo Governo do Estado para fomentar a criação de novos postos de trabalho no Paraná desde 2019 tem sido a atração de investimentos privados a partir da criação de um ambiente de negócios favoráveis. O esforço inclui, entre outras medidas, a desburocratização de processos ligados a abertura de empresas, agilidade na concessão de licenças ambientais, um grande pacote de obras estruturais e a concessão de incentivos fiscais para quem quer empreender no Paraná.

Graças a essas iniciativas, o Estado atingiu o recorde histórico de trabalhadores empregados na indústria, com 790 mil pessoas. Dois exemplos bem recentes disso foram os anúncios de R$ 3 bilhões da CSN para a instalação de fábricas de cimento e calcário em Itaperuçu, na Região Metropolitana de Curitiba, que devem gerar cerca de 15 mil empregos, enquanto outros 800 postos de trabalho devem ser ocupados em uma futura fábrica de fertilizantes nitrogenados em Sapopema, no Norte Pioneiro, também orçada em R$ 3 bilhões.

 

 

 

 

 

Por - AEN

 Tecpar inicia estudo para avaliar potencial de geração de energia a partir de resíduos de alimentos

O novo laboratório de pesquisa de biogás e biometano do Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar) iniciou um experimento para avaliar o potencial de produção de biogás a partir de resíduos de alimentos.

A intenção é avaliar o potencial metanogênico desse material para determinar se a biomassa contida ali é viável ou não para produzir metano em quantidade satisfatória.

A biomassa é toda a matéria orgânica vegetal ou animal usada como fonte de energia limpa, como no caso o biogás e o biometano, biocombustíveis produzidos a partir desses materiais orgânicos.

O Tecpar estruturou o novo laboratório neste ano, com a aquisição de um equipamento que faz análises automáticas do potencial de cada insumo na geração de energia renovável. É com essa infraestrutura que será realizado o experimento, explica o coordenador do projeto Bill Costa, químico, com mestrado e doutorado em engenharia de materiais.

Segundo ele, os resíduos de alimentos prontos, como é o caso daqueles servidos em um restaurante ou preparados pelas pessoas em suas residências, constituem biomassas com um bom potencial para a produção de biogás.

“São resíduos gerados em grandes quantidades e o biogás pode ser usado na produção de energia térmica ou energia elétrica. O aproveitamento desses resíduos tem um grande apelo ambiental, porque evita que eles sejam descartados em lixões ou aterros sanitários, e também econômico, pois o biogás produzido pode gerar calor ou eletricidade”, salienta o pesquisador do Tecpar.

Entre os alimentos testados neste experimento estão, por exemplo, resíduos de salada, de arroz, massas, frutas e frango desfiado. O experimento deve ser concluído no fim de setembro e haverá uma nova rodada de análises, desta vez com resíduos de alimentos do refeitório do Tecpar. Após esses dois testes, a validação da metodologia deve ser iniciada em outubro.

INFRAESTRUTURA – Um novo equipamento foi adquirido para modernizar o laboratório, um analisador portátil de biogás, com a intenção de fazer análise da composição de um biogás em campo.

Com a operacionalização do laboratório, o Tecpar pretende executar pesquisa aplicada, ou seja, atuar junto a indústrias e outros interessados que busquem a produção de biogás a partir da biomassa, com a oferta de novas soluções tecnológicas.

“Com esse equipamento portátil, é possível determinar os teores de metano, dióxido de carbono, gás sulfídrico e oxigênio do biogás, produzido em um biodigestor instalado em uma propriedade rural ou em uma indústria, por exemplo. As medições efetuadas pelo instrumento podem se constituir em uma futura prestação de serviços do laboratório”, observa o pesquisador.

O diretor-presidente do Tecpar, Celso Kloss, destaca que o instituto tem suas ações pautadas na consonância com as demandas da sociedade paranaense e brasileira. “O Governo do Estado está comprometido em ampliar o uso de biogás e biometado no Paraná e o com o novo laboratório no Tecpar poderemos apoiar indústrias que queiram gerar sua própria energia com as soluções laboratoriais e com nossa equipe especializada”, ressalta Kloss.

PLANO DE GOVERNO – A implantação do Laboratório de Pesquisa de Biogás e Biometano no Tecpar está em linha com as metas definidas pelo Governo do Estado ao instituto. O Tecpar tem como objetivo, até 2026, ampliar o portfólio de serviços com ensaios laboratoriais inéditos na área da saúde e do meio ambiente. Com isso, o instituto ofertará novos serviços e agregará valor às soluções disponibilizadas à sociedade.

 

 

 

 

 

Por - AEN

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