Governador lança projeto de conscientização para combater violência contra a mulher

Com o objetivo de aumentar as ações de conscientização masculina no combate à violência contra a mulher no Paraná, o governador Carlos Massa Ratinho Junior lançou nesta terça-feira (3) o projeto De Homem para Homem.

A medida prevê uma série de palestras e ações educativas em órgãos públicos, empresas e instituições de ensino com o objetivo de evitar crimes contra mulheres.

As palestras serão ministradas por delegados e policiais militares e tratarão dos direitos das mulheres, das tipificações penais dos crimes contra mulheres e do papel fundamental que os homens têm no engajamento de discussões como estas.

De acordo com Ratinho Junior, a ideia é promover uma mudança cultural e conscientizar que nenhum homem pode se comportar como se fosse dono de uma mulher. “Queremos acabar com a figura do ‘machão de cozinha’, que acha que tem a posse da mulher. O homem tem que entender que não pode cometer qualquer tipo de violência ou abuso contra a mulher, seja físico, sexual, psicológico ou emocional. E quem cometer qualquer crime vai ser punido com rigor”, disse.

As ações integram a Operação Mulher Segura, da Secretaria de Segurança Pública (Sesp), que já trabalha para reprimir crimes contra mulheres e realiza ações de suporte às vítimas. No entanto, o objetivo “De Homem para Homem” se soma a estas ações, intensificando medidas de prevenção das ocorrências e conscientização daqueles que, em geral, são os potenciais autores dos crimes.

“O Mulher Segura já atua com muita eficiência para fortalecer a rede de proteção das vítimas de crimes contra as mulheres, mas percebemos a necessidade de engajar mais os homens nestas ações”, afirmou o secretário de Segurança Pública, Hudson Leôncio Teixeira.

De acordo com a Secretária da Mulher, Igualdade Racial e Pessoa Idosa, Leandre Dal Ponde, a iniciativa é fundamental para se integrar a todas as demais ações já realizadas pelo Governo do Estado. “Temos uma série de medidas que têm as mulheres como foco, que estão nos ajudando a evoluir muito nesta questão, mas é uma discussão que precisa envolver toda a sociedade, por isso este projeto que foca na conscientização masculina é tão importante”, disse.

AÇÕES – A ideia é de que as palestras reúnam apenas homens, para que os participantes possam se sentir à vontade para tirar qualquer dúvida com os palestrantes e que o assunto possa ser discutido sem tabus.

As ações também apresentam vídeos com depoimentos de parentes de vítimas e condenados pelo crime de feminicídio, com o objetivo de mostrar o impacto da violência contra a mulher nas famílias e na sociedade em geral.

O programa vai atuar tanto na conscientização interna de órgãos do Estado, como em empresas, sindicatos, instituições de ensino e cooperativas. “Estamos buscando parcerias principalmente em ambientes em que culturalmente predomina o público masculino, como clubes de futebol, grupos de motociclistas, maçonaria, entre outros”, disse o coordenador de Planejamento Estratégico e Grupos Vulneráveis da Secretaria de Segurança Pública, Leonardo Bueno Carneiro.

Um ciclo inicial de 38 encontros para mais de 3 mil pessoas já foi realizado durante o mês de agosto. Com o lançamento oficial do projeto, a expectativa é de que as ações se espalhem por várias cidades do Estado, em diferentes órgãos e empresas. “Vimos que, desta maneira, estamos conseguindo trazer essa discussão para as rodas de conversa dos homens. Com parcerias que estamos alinhando, vamos levar este modelo para vários ambientes e impactar muito mais pessoas”, explicou o coordenador.

INTEGRAÇÃO – As ações do projeto de palestras fazem parte do programa Mulher Segura, com medidas de acolhimento às mulheres e de intensificação de combate aos crimes de violência doméstica.

Uma das medidas é a visita das forças de segurança a vítimas, testemunhas e autores de crimes contra a mulher para se evitar novas ocorrências. Desde abril, por exemplo, o programa já realizou mais de 24 mil visitas. O Programa Mulher Segura também já realizou 215 eventos de conscientização de mulheres, com mais de 24 mil pessoas impactadas.

Com isso, o Estado registrou uma queda no número de crimes contra as mulheres. De acordo com dados da Operação Vida, que combate a criminalidade nas 20 cidades com os maiores índices de violência doméstica, o número de feminicídios caiu 35,4% nestes municípios. Houve também uma redução de 3,7% nos casos de estupro.

PRESENÇAS – Também estiveram presentes no lançamento do projeto o vice-governador Darci Piana; a primeira-dama Luciana Saito Massa; o chefe da Casa Civil, João Carlos Ortega; o secretário de Justiça e Cidadania, Santin Roveda; o secretário de Saúde, César Neves; o chefe da Casa Militar, tenente-coronel Marcos Antonio Tordoro; a controladora-geral do Estado, Letícia Ferreira da Silva; o delegado-geral da Polícia Civil do Paraná, Silvio Jacob Rockembach; o comandante-geral da Polícia Militar do Paraná, Jefferson Silva; o comandante-geral do Corpo de Bombeiros, coronel Manoel Vasco Figueiredo Júnior; a diretora-geral do Departamento de Polícia Penal do Paraná, Ananda Chalegre dos Santos; o diretor-geral da Polícia Científica, Luiz Rodrigo Grochocki; os deputados estaduais Cloara Pinheiro, Márcia Huçulak, Flavia Francischini, Fábio Oliveira e Pedro Paulo Bazana; a vice-presidente do Tribunal de Justiça do Paraná, Joeci Machado Camargo; o procurador-geral de Justiça do Ministério Público do Paraná, Francisco Zanicotti; e outras autoridades.

 

 

 

 

Por - AEN

 Paratletas apoiados pelo Paraná ganham mais quatro medalhas na Paralimpíada de Paris

Os atletas apoiados pelo Estado do Paraná, por meio do Geração Olímpica e Paralímpica (GOP) e do Programa Estadual de Fomento e Incentivo ao Esporte (Proesporte), conquistaram quatro medalhas na Paralimpíada de Paris-2024 nesta segunda-feira (2).

A segunda-feira começou a medalha do curitibano Ronan Nunes Cordeiro, 27 anos, que conquistou a primeira medalha brasileira do triatlo paralímpico da história. Ele disputou na classe PTS5, categoria para atletas com limitações físico-motoras, e finalizou a prova em 59 minutos e 01 segundo. A conquista foi muito comemorada no Colégio Estadual do Paraná (CEP), onde Ronan começou a carreira no esporte. 

Ronan, que tem uma má-formação congênita na mão esquerda, começou na natação em 2012 e passou a competir no triatlo em 2018. Em seis anos na modalidade, ficou com a terceira colocação no mundial de 2021 e já ganhou medalhas em três etapas de Copa do Mundo.

Na natação, as irmãs Débora e Beatriz Carneiro conquistaram, respectivamente, a prata e o bronze na prova dos 100m peito SB14, para nadadores com deficiência intelectual. Débora finalizou a prova dentro de 1min16s02 para ficar com o segundo lugar, Beatriz fez em 1min16s46. O ouro ficou com a Louise Fiddes, da Grã-Bretanha, com tempo de 1min15s47. 

Antes, Beatriz havia conquistado outro bronze no domingo (1º), na prova mista de revezamento 4x100 metros livres.  A paranaense foi a terceira a entrar na piscina e ajudou o Brasil a marcar o tempo de 3 minutos, 47 segundos e 49 centésimos. A marca é o novo recorde das Américas na categoria.

Nascidas em Maringá em 1998, ambas iniciaram na natação ainda crianças. Beatriz soma três participações em Jogos Paralímpicos (esteve na Rio-2016 e Tóquio-2020), enquanto a irmã está participando pela segunda vez (estreou em Tóquio). As duas são apoiadas pelo estado desde 2015.

BADMINTON – Vitor Gonçalves Tavares, apoiado pelo GOP e pelo Proesporte, venceu o honconguês Chu Man Kai e conquistou a medalha de bronze na categoria SH6 do parabadminton, que reúne pessoas com baixa estatura. A partida foi vencida por 2 sets a 1, com parciais de 23x21, 16x21 e 21x12.

Cinco vezes medalhista mundial e campeão dos Jogos Parapan-Americanos, o curitibano já havia vivido a mesma situação em Tóquio-2020, mas acabou perdendo a disputa do bronze para o britânico Krysten Coombs. Ele tem apoio do estado desde 2018.

O treinador de Vitor, Italo Hauer, também é bolsista dos programas Geração Olímpica e Paralímpica e Proesporte.

GOP – O Geração Olímpica e Paralímpica (GOP) é o maior programa estadual de apoio ao esporte de alto rendimento em todo o Brasil. Desde a sua criação, em 2011, já foram mais de R$ 50 milhões investidos em atletas de diferentes níveis.

Ronan e Beatriz estão no grupo de 63 atletas olímpicos e paralímpicos que, neste ano, recebem a maior bolsa do projeto, de R$ 3 mil

Os editais das bolsas são abertos anualmente e a concessão delas acontece mediante a comprovação de bons desempenhos esportivos em diferentes competições. Os valores são pagos aos atletas por seis meses. Em 2024, foram contemplados 1.165 nomes para receberem o auxílio do Governo do Estado do Paraná, com investimento de R$ 5,2 milhões.

A iniciativa é considerada o maior programa estadual de incentivo ao esporte na modalidade bolsa-atleta, de acordo com uma pesquisa da Universidade Federal do Paraná (UFPR) e divulgada na Revista Latino-Americana de Estudos Socioculturais do Esporte.

Os recursos são usados pelos atletas para a execução e gestão das atividades previstas, confecção de uniformes, material de divulgação e promoção, infraestrutura de logística (hospedagem, alimentação e transporte), programas de treinamento e capacitação, bem como avaliações médicas e laboratoriais dos atletas.

PROESPORTE – Também do Governo do Paraná, o Programa Estadual de Fomento e Incentivo ao Esporte destinou R$ 50 milhões no edital 2024/2025 e mais R$ 50 milhões já anunciados para 2026/2027. Criado em 2013 e regulamentado em 2017, é uma lei de incentivo que permite aos contribuintes do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) a destinação de parte do valor do imposto a recolher para projetos credenciados pela Secretaria de Estado do Esporte.

Desde 2018, ano do primeiro edital, já foram destinados R$ 83 milhões para 577 projetos, sendo que R$ 10 milhões foram destinados a 39 projetos de pessoas com deficiência.

 

 

 

 

 

Por - AEN

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