O Paraná teve
no registro de diversos crimes que envolvem vítimas e em outras ocorrências criminais entre janeiro e julho de 2024 em relação ao mesmo período do ano passado.Os dados constam no Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública, e que reúne informações de todos os estados brasileiros e do Distrito Federal.
Nos primeiros sete meses deste ano, houve 942 homicídios dolosos no Paraná, que são aqueles cometidos com a intenção de matar. O número representa uma queda de 9,77% em relação aos 1.044 registrados no mesmo intervalo de tempo de 2023 no Estado. Em nível geral, o Brasil também teve queda nos homicídios dolosos, porém com menor intensidade, passando de 21.843 entre janeiro e julho de 2023 para 20.732 no mesmo período deste ano, o que representa uma variação negativa de 5,09%.
Em relação às tentativas de homicídio, a queda do indicador em nível estadual foi ainda mais expressiva, de 14,17%, passando de 642 no ano passado para 551 em 2024. A redução segue uma tendência oposta à nacional, cujas ocorrências aumentaram de 21.417 para 23.175 no recorte de sete meses, uma alta de 8,21% entre os dois anos.
O indicador que teve a maior queda proporcional entre os crimes com vítimas no Paraná foram os latrocínios – que são os roubos seguidos de morte. Eles passaram de 34 nos sete primeiros meses de 2023 para 21 neste ano, 38,24% a menos. No Brasil, a queda foi menor, de 13,56% (de 612 para 529).
Também houve diminuição acima da média nacional no Estado nos estupros, com uma queda de 8,21%, passando de 4.410 nos sete primeiros meses de 2023 para 4.048 vítimas entre janeiro e julho de 2024. No País, o índice foi reduzido em 6,52% (de 47.701 em 2023 para 44.590 em 2024).
Por fim, enquanto no Paraná as mortes registradas no trânsito caíram 6,18% (de 696 para 653), no somatório nacional ela aumentou 11,10% entre os dois anos (de 13.200 para 14.665).
OUTROS CRIMES – A atuação das forças policiais paranaenses também se refletiu em melhoras acima da média em indicadores relacionados a outros crimes segmentados pelo Sinesp. É o caso dos furtos de veículos, cujos registros somaram 6.519 de janeiro a julho de 2024, 14,56% a menos do que o mesmo período do ano passado. No Brasil, estas ocorrências foram de 129.722 e 122.695 para este período em 2023 e 2024, respectivamente, o que significa uma redução de 5,42%.
No caso dos roubos de veículos, que diferem dos furtos devido ao uso de violência ou ameaça pelos criminosos, novamente o Paraná tem vantagem em relação ao cenário nacional. No Estado, a queda foi de 29,86% (de 1.976 para 1.386), enquanto no País ela caiu 10,10% (de 79.065 para 71.079).
O Sinesp também apresenta números sobre os roubos de cargas, com diminuições de 57,26% em nível estadual (de 241 para 103), e de 23,76% em nível nacional (de 7.209 para 5.496).
A lista é completada com os roubos a instituições financeiras. Em todo o Paraná, houve apenas duas ocorrências neste ano, 75% a menos do que as 8 registradas de janeiro a julho de 2023. Em todo o País, este tipo de crime ocorreu 73 vezes nos sete primeiros meses do ano passado e 68 no mesmo período de 2024, o que representa uma variação negativa de 6,85%.
APREENSÃO DE DROGAS – Devido a sua localização estratégica na América do Sul, o Paraná acaba sendo utilizado como potencial canal utilizado pelo tráfico de drogas para ser enviado a outros países e para o restante do Brasil. O reforço da estrutura disponibilizada às forças policiais estaduais, com novas aeronaves, viaturas, armamentos e equipamentos de última tecnologia ajudam no monitoramento de fronteiras e combate ao crime organizado.
Com isso, apenas de janeiro a julho deste ano as forças de segurança pública do Paraná apreenderam 264 toneladas de maconha, um aumento de 10,92% em relação ao mesmo período de 2023. O montante equivale a 35,5% de toda a maconha apreendida no Brasil neste ano, o que coloca o Estado na vice-liderança pouco atrás do Mato Grosso do Sul, que lidera a lista com 300 toneladas apreendidas.
Também houve aumento de 13,43% nas apreensões de cocaína e de crack no Paraná, que de acordo com os critérios do Sinesp são agrupados na mesma categoria, chegando a mais de 5 toneladas neste ano contra 4,4 de janeiro a julho do último ano. Em âmbito nacional, houve queda de 14,32% nas interceptações destas duas drogas (de 85,5 toneladas em 2023 para 73,3 toneladas em 2024).
Com isso, o Estado lidera as apreensões de cocaína e crack na região Sul, ficando atrás apenas de São Paulo (28 toneladas), Mato Grosso (12,8), Mato Grosso do Sul (9,3) e Amazonas (5,6) no ranking nacional.
Por - AEN
A Coordenadoria Estadual de Vigilância Ambiental, órgão da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), publicou nesta terça-feira (3) o novo informe semanal da dengue.
Foram registrados mais 319 casos da doença sem nenhum óbito na última semana. Somados os dados do novo período epidemiológico, iniciado em 28 de julho de 2024, o Paraná contabiliza 8.032 notificações e 1.111 casos confirmados sem nenhuma morte em decorrência da dengue.
Ao todo, 293 municípios já registraram notificações da doença, que é transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, e 156 possuem casos confirmados.
OUTRAS ARBOVIROSES – Chikungunya e zika também são transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti e as informações sobre essas doenças constam no mesmo documento. Neste período não foram confirmados casos de chikungunya, sendo registradas apenas 51 notificações da doença no Estado. Não há notificações de zika vírus até o momento neste novo período epidemiológico.
Confira o Boletim Semanal completo AQUI.
Mais informações sobre a dengue estão neste LINK.
Por - AEN
Com o objetivo de aumentar as ações de conscientização masculina no combate à violência contra a mulher no Paraná, o governador Carlos Massa Ratinho Junior lançou nesta terça-feira (3) o projeto De Homem para Homem.
A medida prevê uma série de palestras e ações educativas em órgãos públicos, empresas e instituições de ensino com o objetivo de evitar crimes contra mulheres.
As palestras serão ministradas por delegados e policiais militares e tratarão dos direitos das mulheres, das tipificações penais dos crimes contra mulheres e do papel fundamental que os homens têm no engajamento de discussões como estas.
De acordo com Ratinho Junior, a ideia é promover uma mudança cultural e conscientizar que nenhum homem pode se comportar como se fosse dono de uma mulher. “Queremos acabar com a figura do ‘machão de cozinha’, que acha que tem a posse da mulher. O homem tem que entender que não pode cometer qualquer tipo de violência ou abuso contra a mulher, seja físico, sexual, psicológico ou emocional. E quem cometer qualquer crime vai ser punido com rigor”, disse.
As ações integram a Operação Mulher Segura, da Secretaria de Segurança Pública (Sesp), que já trabalha para reprimir crimes contra mulheres e realiza ações de suporte às vítimas. No entanto, o objetivo “De Homem para Homem” se soma a estas ações, intensificando medidas de prevenção das ocorrências e conscientização daqueles que, em geral, são os potenciais autores dos crimes.
“O Mulher Segura já atua com muita eficiência para fortalecer a rede de proteção das vítimas de crimes contra as mulheres, mas percebemos a necessidade de engajar mais os homens nestas ações”, afirmou o secretário de Segurança Pública, Hudson Leôncio Teixeira.
De acordo com a Secretária da Mulher, Igualdade Racial e Pessoa Idosa, Leandre Dal Ponde, a iniciativa é fundamental para se integrar a todas as demais ações já realizadas pelo Governo do Estado. “Temos uma série de medidas que têm as mulheres como foco, que estão nos ajudando a evoluir muito nesta questão, mas é uma discussão que precisa envolver toda a sociedade, por isso este projeto que foca na conscientização masculina é tão importante”, disse.
AÇÕES – A ideia é de que as palestras reúnam apenas homens, para que os participantes possam se sentir à vontade para tirar qualquer dúvida com os palestrantes e que o assunto possa ser discutido sem tabus.
As ações também apresentam vídeos com depoimentos de parentes de vítimas e condenados pelo crime de feminicídio, com o objetivo de mostrar o impacto da violência contra a mulher nas famílias e na sociedade em geral.
O programa vai atuar tanto na conscientização interna de órgãos do Estado, como em empresas, sindicatos, instituições de ensino e cooperativas. “Estamos buscando parcerias principalmente em ambientes em que culturalmente predomina o público masculino, como clubes de futebol, grupos de motociclistas, maçonaria, entre outros”, disse o coordenador de Planejamento Estratégico e Grupos Vulneráveis da Secretaria de Segurança Pública, Leonardo Bueno Carneiro.
Um ciclo inicial de 38 encontros para mais de 3 mil pessoas já foi realizado durante o mês de agosto. Com o lançamento oficial do projeto, a expectativa é de que as ações se espalhem por várias cidades do Estado, em diferentes órgãos e empresas. “Vimos que, desta maneira, estamos conseguindo trazer essa discussão para as rodas de conversa dos homens. Com parcerias que estamos alinhando, vamos levar este modelo para vários ambientes e impactar muito mais pessoas”, explicou o coordenador.
INTEGRAÇÃO – As ações do projeto de palestras fazem parte do programa Mulher Segura, com medidas de acolhimento às mulheres e de intensificação de combate aos crimes de violência doméstica.
Uma das medidas é a visita das forças de segurança a vítimas, testemunhas e autores de crimes contra a mulher para se evitar novas ocorrências. Desde abril, por exemplo, o programa já realizou mais de 24 mil visitas. O Programa Mulher Segura também já realizou 215 eventos de conscientização de mulheres, com mais de 24 mil pessoas impactadas.
Com isso, o Estado registrou uma queda no número de crimes contra as mulheres. De acordo com dados da Operação Vida, que combate a criminalidade nas 20 cidades com os maiores índices de violência doméstica, o número de feminicídios caiu 35,4% nestes municípios. Houve também uma redução de 3,7% nos casos de estupro.
PRESENÇAS – Também estiveram presentes no lançamento do projeto o vice-governador Darci Piana; a primeira-dama Luciana Saito Massa; o chefe da Casa Civil, João Carlos Ortega; o secretário de Justiça e Cidadania, Santin Roveda; o secretário de Saúde, César Neves; o chefe da Casa Militar, tenente-coronel Marcos Antonio Tordoro; a controladora-geral do Estado, Letícia Ferreira da Silva; o delegado-geral da Polícia Civil do Paraná, Silvio Jacob Rockembach; o comandante-geral da Polícia Militar do Paraná, Jefferson Silva; o comandante-geral do Corpo de Bombeiros, coronel Manoel Vasco Figueiredo Júnior; a diretora-geral do Departamento de Polícia Penal do Paraná, Ananda Chalegre dos Santos; o diretor-geral da Polícia Científica, Luiz Rodrigo Grochocki; os deputados estaduais Cloara Pinheiro, Márcia Huçulak, Flavia Francischini, Fábio Oliveira e Pedro Paulo Bazana; a vice-presidente do Tribunal de Justiça do Paraná, Joeci Machado Camargo; o procurador-geral de Justiça do Ministério Público do Paraná, Francisco Zanicotti; e outras autoridades.
Por - AEN
O esforço na identificação e no fortalecimento das culturas agropecuárias mais apropriadas ao cultivo e mais rentáveis em cada município pode garantir, além de maior volume de alimentos, mais recursos para investimento.
São elas que normalmente elevam o Valor Bruto da Produção (VBP), que tem peso de 8% na formação da cota-parte do ICMS para a constituição do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), o principal repassador de recursos para muitos dos municípios brasileiros.
O relatório final relativo à 2023, elaborado pelos técnicos do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento (Seab), foi publicado no final de agosto. Além de mostrar que 35 municípios do Paraná têm Valor Bruto da Produção Agropecuária superior a R$ 1 bilhão, o documento mostra os êxitos e potenciais de cada cidade em cada cadeia produtiva. A Agência Estadual de Notícias separou os líderes e vice-líderes de 22 culturas no Paraná.
O município de Toledo, no Oeste, detém o maior VBP individual do Estado – cerca de R$ 4,6 bilhões – e lidera duas das cadeias mais importantes da pecuária, além do milho de segunda safra. Ele é primeiro em suínos para corte, com R$ 1,3 bilhão de VBP e 1,9 milhão de toneladas, seguido de Santa Helena (R$ 560,9 milhões/798 mil toneladas de carne) e Missal (R$ 481,7 milhões/604,7 mil toneladas), todos na mesma região.
Também está na liderança em produção de frango, com R$ 917,6 milhões para 66,3 mil toneladas de carne. A seguir aparece Assis Chateaubriand, também no Oeste, com R$ 795 milhões para 52,5 mil toneladas, e Cianorte, no Noroeste, que produziu 49,3 mil toneladas e teve VBP de R$ 768,8 milhões.
Em milho, Toledo colheu 520 mil toneladas com rendimento financeiro de R$ 406 milhões na segunda safra, que é a mais produtiva no Paraná. O segundo lugar ficou com Assis Chateaubriand (R$ 385,3 milhões e 493,5 mil toneladas). Já o milho de primeira safra deu destaque a Guarapuava, com R$ 199,5 milhões e 212 mil toneladas, e Castro, com R$ 158 milhões e 168 mil toneladas.
Guarapuava é líder também em batata tanto de primeira safra (69,6 mil toneladas para R$ 172,5 milhões) quanto na segunda safra (60,2 mil toneladas/R$ 113,5 milhões). Mudam os segundos lugares. Enquanto na primeira é ocupado por Contenda, com 53,6 mil toneladas e R$ 133 milhões, na segunda prevalece Pinhão, com 52,4 mil toneladas e R$ 98,8 milhões.
A primeira safra de feijão preenche mais os campos do Centro-Sul, com Irati à frente, colhendo 20,7 mil toneladas em 2023, que renderam R$ 104,6 milhões. É seguido de Prudentópolis (15,2 mil toneladas/R$ 76,8 milhões). Na segunda safra o destaque ficou para Vitorino, no Sudoeste, que colheu 18,9 mil toneladas e teve VBP de R$ 69,4 milhões, e Pato Branco, com 17,1 mil toneladas e R$ 62,8 de rendimento financeiro.
Na soja, principal cultura do Estado, o maior produtor foi Cascavel, no Oeste, com 451,6 mil toneladas e R$ 986 milhões de VBP, seguido por Tibagi (407,4 mil toneladas/R$ 889,4 milhões) e Guarapuava (318,3 mil toneladas/R$ 695 milhões).
LEITE, CEVADA E TRIGO – A região dos Campos Gerais tem no leite uma das produções mais conhecidas. Castro é o líder, com 468,6 milhões de litros no ano passado e R$ 1,2 bilhão de VBP. É seguido de Carambeí (271,7 milhões de litros/R$ 693 milhões) e Arapoti (115,2 milhões de litros/R$ 293,8 milhões).
Na cevada a liderança foi de Guarapuava, no Centro-Sul, com 44,4 mil toneladas e R$ 59,9 milhões em rendimento monetário. Mas a segunda colocação ficou com Tibagi (24,9 mil toneladas/R$ 33,7 milhões), dos Campos Gerais.
No trigo, outro cereal de grande produção no Paraná, Tibagi novamente aparece como segundo, com colheita de 92,5 mil toneladas no ano passado e rendimento financeiro de R$ 94,4 milhões. Vem atrás de Cascavel, que colheu 94,1 mil toneladas e teve VBP de R$ 96,1 milhões, e à frente de Luiziana, no Centro-Oeste, com 77,5 mil toneladas e R$ 79,1 milhões.
NOROESTE – Os municípios do Noroeste do Estado são os maiores produtores de boi gordo para corte, liderando as seis primeiras colocações. O destaque ficou com Umuarama em 2023, com 50,9 toneladas, refletindo em VBP de R$ 253,6 milhões, e Alto Paraíso, com 27,6 toneladas e R$ 126,8 milhões.
A laranja também frutifica bastante na região, que abriga os sete maiores produtores. Paranavaí manteve a dianteira, com 184 mil toneladas e rendimento financeiro de R$ 189,1 milhões. Alto Paraná ocupou a segunda posição, com 95 mil toneladas e R$ 97,6 milhões em Valor Bruto.
A cana-de-açúcar tem igualmente espaço no Noroeste, com Colorado em destaque, produzindo 1,2 milhão de toneladas, o que rendeu R$ 147,7 milhões. A segunda colocação deslocou-se para o Norte Pioneiro, aparecendo o município de Jacarezinho, com 1,1 milhão de toneladas e R$ 135,1 milhões. Mas a partir da terceira até a oitava colocação retornou o Noroeste: Paranavaí, Santo Inácio, Tapejara, Cianorte, Paranacity e Rondon.
A sericicultura também ganhou projeção na região, destacando-se Nova Esperança (138,8 toneladas de casulos e R$ 4,1 milhões), seguido de Diamante do Sul (83,3 toneladas e R$ 2,5 milhões). O Norte-Pioneiro continua sendo local privilegiado para a produção de café. Carlópolis é o líder, com 9 mil toneladas e R$ 117,8 milhões, seguido de Pinhalão (4 mil toneladas/R$ 53 milhões) e Ibaiti (2,9 mil toneladas/R$ 37,9 milhões).
MORANGO E MATE – O morango também é cultura forte no Norte Pioneiro, com liderança de Jaboti, que produziu 4,4 mil toneladas em 2023, rendendo R$ 69,7 milhões. Mas a fruta igualmente faz sucesso entre produtores da Região Metropolitana de Curitiba, onde se sobressaem São José dos Pinhais (4 mil toneladas/R$ 63,4 milhões) e Araucária (3,8 mil toneladas/R$ 60,8 milhões).
Entre os principais produtos do Estado, a erva-mate domina no Sul, com Cruz Machado (140 mil toneladas/R$ 215,1 milhões), São Mateus do Sul (125 mil toneladas/R$ 192 milhões) e Bituruna (81 mil toneladas/R$ 124,4 milhões) protagonizando no ano passado.
TILÁPIA – O Oeste detém a primazia em produção de tilápia, principal espécie de peixe no Paraná. Nova Aurora liderou em 2023, com 19,5 mil toneladas e R$ 179,4 milhões em VBP, seguido de Palotina (15,2 mil toneladas/R$ 139,8 milhões) e Assis Chateaubriand (14,6 mil toneladas/R$ 134,5 milhões).
PAPEL E CELULOSE – A produção de papel e celulose é mais concentrada na região dos Campos Gerais, com destaque para Telêmaco Borba, que retirou 1,7 milhão de metros cúbicos no ano passado, com R$ 177,2 milhões em Valor Bruto, e Ortigueira, que produziu 1,3 milhão de metros cúbicos, rendendo R$ 136,7 milhões. Mas o terceiro lugar ficou com General Carneiro, no Sul, com 1 milhão de metros cúbicos e R$ 106,2 milhões em VBP.
OVOS – Os ovos de consumo são produzidos em grande escala em várias regiões do Estado. No ano passado a liderança ficou com Arapongas, no Norte, com 35,7 milhões de dúzias e R$ 173,5 milhões de rendimento. O segundo lugar foi de Santo Antônio do Sudoeste, produzindo 17,9 milhões de dúzias e R$ 87,2 milhões em VBP, enquanto Cruzeiro do Sul, no Noroeste, ficou em terceiro, com 16,5 milhões de dúzias e valor de R$ 80,3 milhões.
Confira a classificação por cultura:
Produção de suínos
1º - Toledo
2º - Santa Helena
Produção de aves
1º - Toledo
2º - Assis Chateaubriand
Milho - segunda safra
1º - Toledo
2° - Assis Chateaubriand
Milho - primeira safra
1º - Guarapuava
2º - Castro
Batata - primeira safra
1º - Guarapuava
2º - Contenda
Batata - segunda safra
1º - Guarapuava
2º - Pinhão
Feijão - primeira safra
1º - Irati
2º - Prudentópolis
Feijão - segunda safra
1º - Vitorino
2º - Pato Branco
Leite
1º - Castro
2º - Carambeí
Cevada
1º - Guarapuava
2º - Tibagi
Soja
1° - Cascavel
2º - Tibagi
Trigo
1º - Cascavel
2º - Tibagi
Produção bovina
1º - Umuarama
2º - Alto Paraíso
Laranja
1º - Paranavaí
2º - Alto Paraná
Cana-de-açúcar
1º - Colorado
2º - Jacarezinho
Sericicultura
1º - Nova Esperança
2º - Diamante do Sul
Café
1º - Carlópolis
2º - Pinhalão
Morango
1º - Jaboti
2º - São José dos Pinhais
Erva-mate
1º - Cruz Machado
2º - São Mateus do Sul
Tilápia
1º - Nova Aurora
2º - Palotina
Papel e celulose
1º - Telêmaco Borba
2º - Ortigueira
Ovos
1º - Arapongas
2º - Santo Antônio do Sudoeste
Por - AEN
O Governo do Estado, por meio da Secretaria da Fazenda, repassou cerca de R$ 916,8 milhões aos municípios do Estado no mês de agosto.
Desse total, R$ 800,2 milhões foram oriundos do Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), tributo que representa cerca de 25% das receitas totais paranaenses.
O Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) de 2024 contribuiu com R$ 98,8 milhões. O Fundo de Exportação correspondeu a outros R$ 16,2 milhões e os royalties do petróleo fecham a conta com mais R$ 1,52 milhão. Esses recursos, provenientes de transferências constitucionais, integram as receitas públicas correntes e podem ser destinados pelas prefeituras a áreas essenciais como saúde, educação, segurança pública e transporte.
As transferências de recursos são efetuadas conforme o Índice de Participação dos Municípios (IPM), que segue regras constitucionais e é calculado anualmente com base em critérios estabelecidos por leis estaduais. Cada ajuste no índice é aplicado no ano seguinte à alteração.
Confira os três municípios mais contemplados de cada região do Estado:
REGIÃO METROPOLITANA – A área que engloba Curitiba, a Região Metropolitana e o Litoral foi que mais recebeu repasses, com um total de R$ 179,8 milhões. A Capital foi a cidade mais beneficiada, com R$ 90,9 milhões. Na sequência, aparecem Araucária (R$ 56,3 mi) e São José dos Pinhais (R$ 32,6 mi).
REGIÃO CENTRAL – A região foi contemplada com R$ 40,9 milhões, sendo Ponta Grossa a cidade mais beneficiada, com R$ 22,3 milhões. Castro recebeu R$ 10,3 milhões, e Ortigueira contou com um repasse de R$ 8,3 milhões.
REGIÃO CENTRO-SUL – A região recebeu um total de R$ 20,5 milhões, dos quais Guarapuava ficou com a maior parte — R$ 13,2 milhões. Pinhão e Mangueirinha receberam, cada uma, R$ 3,5 milhões.
REGIÃO SUL – Foram distribuídos R$ 17 milhões, com Pato Branco recebendo R$ 6 milhões, seguido por Francisco Beltrão (R$ 5,9 milhões) e Dois Vizinhos (R$ 5,1 milhões).
REGIÃO NORTE – O total repassado foi de R$ 55 milhões. Londrina recebeu R$ 24,8 milhões, Maringá foi beneficiada com R$ 22,9 milhões, e Arapongas com R$ 7,3 milhões.
REGIÃO NORTE PIONEIRO – Os repasses somaram R$ 5,2 milhões. Cornélio Procópio recebeu R$ 2,2 milhões, enquanto Joaquim Távora e Andirá receberam, cada uma, R$ 1,6 e 1,4 milhão, respectivamente.
REGIÃO OESTE – A região foi beneficiada com R$ 53,6 milhões. Cascavel recebeu R$ 20,7 milhões, Foz do Iguaçu foi contemplada com R$ 17,6 milhões, e Toledo com R$ 15,3 milhões.
REGIÃO NOROESTE – Foram repassados R$ 15,5 milhões, com Cianorte recebendo R$ 5,6 milhões, Umuarama R$ 5,2 milhões, e Paranavaí R$ 4,7 milhões.
Os valores destinados a cada um dos municípios, assim como seu detalhamento, podem ser acessados pelo Portal da Transparência.
Por - AEN
Os atletas apoiados pelo Estado do Paraná, por meio do Geração Olímpica e Paralímpica (GOP) e do Programa Estadual de Fomento e Incentivo ao Esporte (Proesporte), conquistaram quatro medalhas na Paralimpíada de Paris-2024 nesta segunda-feira (2).
A segunda-feira começou a medalha do curitibano Ronan Nunes Cordeiro, 27 anos, que conquistou a primeira medalha brasileira do triatlo paralímpico da história. Ele disputou na classe PTS5, categoria para atletas com limitações físico-motoras, e finalizou a prova em 59 minutos e 01 segundo. A conquista foi muito comemorada no Colégio Estadual do Paraná (CEP), onde Ronan começou a carreira no esporte.
Ronan, que tem uma má-formação congênita na mão esquerda, começou na natação em 2012 e passou a competir no triatlo em 2018. Em seis anos na modalidade, ficou com a terceira colocação no mundial de 2021 e já ganhou medalhas em três etapas de Copa do Mundo.
Na natação, as irmãs Débora e Beatriz Carneiro conquistaram, respectivamente, a prata e o bronze na prova dos 100m peito SB14, para nadadores com deficiência intelectual. Débora finalizou a prova dentro de 1min16s02 para ficar com o segundo lugar, Beatriz fez em 1min16s46. O ouro ficou com a Louise Fiddes, da Grã-Bretanha, com tempo de 1min15s47.
Antes, Beatriz havia conquistado outro bronze no domingo (1º), na prova mista de revezamento 4x100 metros livres. A paranaense foi a terceira a entrar na piscina e ajudou o Brasil a marcar o tempo de 3 minutos, 47 segundos e 49 centésimos. A marca é o novo recorde das Américas na categoria.
Nascidas em Maringá em 1998, ambas iniciaram na natação ainda crianças. Beatriz soma três participações em Jogos Paralímpicos (esteve na Rio-2016 e Tóquio-2020), enquanto a irmã está participando pela segunda vez (estreou em Tóquio). As duas são apoiadas pelo estado desde 2015.
BADMINTON – Vitor Gonçalves Tavares, apoiado pelo GOP e pelo Proesporte, venceu o honconguês Chu Man Kai e conquistou a medalha de bronze na categoria SH6 do parabadminton, que reúne pessoas com baixa estatura. A partida foi vencida por 2 sets a 1, com parciais de 23x21, 16x21 e 21x12.
Cinco vezes medalhista mundial e campeão dos Jogos Parapan-Americanos, o curitibano já havia vivido a mesma situação em Tóquio-2020, mas acabou perdendo a disputa do bronze para o britânico Krysten Coombs. Ele tem apoio do estado desde 2018.
O treinador de Vitor, Italo Hauer, também é bolsista dos programas Geração Olímpica e Paralímpica e Proesporte.
GOP – O Geração Olímpica e Paralímpica (GOP) é o maior programa estadual de apoio ao esporte de alto rendimento em todo o Brasil. Desde a sua criação, em 2011, já foram mais de R$ 50 milhões investidos em atletas de diferentes níveis.
Ronan e Beatriz estão no grupo de 63 atletas olímpicos e paralímpicos que, neste ano, recebem a maior bolsa do projeto, de R$ 3 mil
Os editais das bolsas são abertos anualmente e a concessão delas acontece mediante a comprovação de bons desempenhos esportivos em diferentes competições. Os valores são pagos aos atletas por seis meses. Em 2024, foram contemplados 1.165 nomes para receberem o auxílio do Governo do Estado do Paraná, com investimento de R$ 5,2 milhões.
A iniciativa é considerada o maior programa estadual de incentivo ao esporte na modalidade bolsa-atleta, de acordo com uma pesquisa da Universidade Federal do Paraná (UFPR) e divulgada na Revista Latino-Americana de Estudos Socioculturais do Esporte.
Os recursos são usados pelos atletas para a execução e gestão das atividades previstas, confecção de uniformes, material de divulgação e promoção, infraestrutura de logística (hospedagem, alimentação e transporte), programas de treinamento e capacitação, bem como avaliações médicas e laboratoriais dos atletas.
PROESPORTE – Também do Governo do Paraná, o Programa Estadual de Fomento e Incentivo ao Esporte destinou R$ 50 milhões no edital 2024/2025 e mais R$ 50 milhões já anunciados para 2026/2027. Criado em 2013 e regulamentado em 2017, é uma lei de incentivo que permite aos contribuintes do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) a destinação de parte do valor do imposto a recolher para projetos credenciados pela Secretaria de Estado do Esporte.
Desde 2018, ano do primeiro edital, já foram destinados R$ 83 milhões para 577 projetos, sendo que R$ 10 milhões foram destinados a 39 projetos de pessoas com deficiência.
Por - AEN