A Secretaria de Estado da Educação do Paraná (SEED) informa aos candidatos inscritos no Processo Seletivo Simplificado (PSS) para professores da rede que o prazo para o envio do vídeo e do plano de aula/plano de ação/plano de atendimento especializado, referente à prova prática, foi prorrogado. Os materiais podem ser enviados até as 18h do dia 27 de agosto de 2024.
A prorrogação é exclusiva para o envio do vídeo e dos planos mencionados, não impactando outros prazos do processo seletivo, como o término da reimpressão de boletos ou prazos anteriores que já foram finalizados. Clique AQUI para mais informações
Devido a instabilidades no sistema do Banco do Brasil, o prazo para o pagamento da taxa de inscrição do Processo Seletivo Simplificado (PSS) também foi prorrogado. O anúncio foi feito na tarde dessa segunda-feira (27). Com o novo prazo, o boleto bancário pode ser impresso e pago até as 20 horas desta terça-feira (27).
PSS – O processo seletivo terá uma prova objetiva, de caráter classificatório e eliminatório, além de provas de títulos e prática, que envolve um plano de aula, ambas classificatórias. As vagas para os professores são de até 40 horas semanais e a remuneração pode chegar a R$ 6.158,04 (incluindo gratificação e vale-transporte). Também serão ofertadas vagas para Professor de Apoio à Comunicação Alternativa (PAC) e Professor de Apoio Educacional Especializado (PAEE).
As taxas de inscrição são de R$ 62 para quem optar por uma inscrição e R$ 82 para aqueles que desejarem se inscrever em duas categorias. O Edital nº 73/2024 valerá para 2025 e poderá ser prorrogado para 2026. Do último PSS para professores, realizado em 2023, cerca de 39 mil profissionais foram contratados para trabalhar na rede estadual de ensino até o momento. Já o novo PSS pode preencher até 30 mil vagas ao longo de sua vigência.
Acesse o EDITAL do PSS.
Por - AEN
Clóvis Motin é agricultor e planta hidropônicos em Colombo, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC).
Há cerca de um ano ele resolveu implantar um sistema fotovoltaico na propriedade para diminuir os custos com energia elétrica. A modalidade exige alto consumo de energia, uma vez que o sistema não pode ficar sem água. O motor que irriga a plantação liga a cada 10 minutos. E o investimento surtiu efeito: em até quatro anos o financiamento estará quitado e o ativo vai ajudar a reforçar o caixa para novos projetos.
Na reportagem desta semana da série “Paraná, energia verde que renova o campo”, Motin explica como conseguiu financiar o sistema a juro zero e viu a conta de luz cair mais de 85% por mês.
Ele atua na propriedade que anteriormente era administrada por seu pai. Além de modernizar as técnicas de plantio do século passado, ele segue buscando alternativas para minimizar custos e aumentar a lucratividade da lavoura. Em Colombo, ele planta hortaliças no sistema hidropônico. Nas 21 estufas da propriedade são produzidos diferentes tipos de alface, rúcula, agrião e cebolete, que abastecem a mesa de muitos paranaenses. Todas as segundas e quintas-feiras ele colhe as hortaliças, e às terças e sextas vende a produção na Ceasa.
“Se ficamos sem energia, as plantas murcham e perdemos toda a produção. Então o consumo é alto e não podemos deixar de usar energia”, conta. Foi assim que ele chegou até a implantação de placas de energia solar. “Vi nisso uma oportunidade de reduzir custos. Eu gastava cerca de R$ 2 mil por mês com energia elétrica. A possibilidade de financiar o sistema fotovoltaico em 10 anos e sem juros através do RenovaPR e Banco do Agricultor Paranaense foi uma vantagem bem grande para mim. Hoje eu gasto certa de R$ 300 mensais em energia e, com o excedente, pago a parcela do financiamento”.
“Além disso, o fornecedor me deu garantia de 25 anos nas placas. Então em até quatro anos eu pago tudo e tenho mais 20 anos aproximadamente para usar as placas sem esquentar a cabeça e reduzindo a minha fatura de energia elétrica”, avalia.
Além de pagar a conta de luz da propriedade rural, Motin explica que conseguiu colocar todos os contratos de energia que estão no seu CPF para utilizarem a energia captada pelas placas solares. “O sistema para regar as plantas, o sistema das estufas, o barracão, a minha residência e até a casa na praia. Todo o consumo está sendo coberto pela captação solar”, afirma.
"Eu fiz o sistema um pouco maior do que eu necessitava já pensando em suprir uma possível ampliação das estufas ou a instalação, no futuro, de uma câmara fria no barracão. Tenho a opção de, futuramente, usar esta energia produzida para carregar um caminhão elétrico. Então todas as minhas necessidades serão supridas pelo sistema”, complementa.
Ele conta ainda que optou por instalar placas fotovoltaicas que fazem a captação da luz solar dos dois lados: tanto pela parte de cima, que fica voltada para o céu, quanto pela parte de baixo, que recebe a claridade que bate no solo e é devolvida para as placas.
"Não precisa nem ter sol e as placas estão carregando, somente pela claridade do dia. E pelo aplicativo que tenho no celular, consigo controlar tudo. Se por acaso um dos módulos não estiver carregando, eu consigo perceber o problema e corrigir. É muito prático”, afirma.
Hoje Motin trabalha com mais três funcionários na propriedade, gerando renda no campo. “Uma das maiores vantagens de passar as propriedades rurais de geração para geração é que a gente consegue evoluir, buscar soluções mais novas e mais vantajosas. Foi assim que optei pela hidroponia e agora pela energia solar”, afirma.
Motin explica que são colhidos cerca de 200 caixas de alface por semana e quatro mil maços de agrião e rúcula, somados. “É uma produção considerável e trabalhamos para obter o máximo de produtividade e também de aproveitamento, minimizando as perdas para garantir a lucratividade”, afirma.

HIDROPONIA – Optar pelo cultivo de hidropônicos foi a solução do agricultor para aumentar a lucratividade. Ele explica que as hortaliças são muito sensíveis às mudanças climáticas, e o ambiente protegido ajudou a melhorar a produtividade e reduzir gastos. “Muitos agricultores estão parando de trabalhar porque o custo está alto demais. Hoje você não pode mais plantar um monte de coisa e perder. É preciso plantar pouco e colher tudo porque o custo de produção está alto demais. É preciso plantar menos, com o máximo de produtividade e vender toda a produção. E isso só conseguimos otimizando processos”, diz.
Ele afirma que a vantagem maior do sistema hidropônico é conseguir deixar as hortaliças menos expostas às variações climáticas. “São produtos bastante sensíveis e, nas estufas, as plantas ficam mais protegidas porque não pegam chuva, vento. Fora isso, para o consumidor final é um produto mais durável porque ele compra a hortaliça com a raiz e, assim, o produto dura mais na geladeira”, afirma. Enquanto um pé de alface convencional dura de um a dois dias sem murchar em ambiente refrigerado, um alface hidropônico dura de três a quatro dias.
De acordo com a Embrapa, não existem estatísticas oficiais no Brasil sobre produção de hortaliças em ambientes protegidos. De acordo com Ítalo Moraes Rocha Guedes, pesquisador em Cultivo Protegido de Hortaliças e Agricultura em Ambiente Controlado, na Embrapa Hortaliças, o que tem se verificado em todo o País é um aumento nas demandas sobre cultivo protegido na produção de hortaliças, particularmente sobre hidroponia.
“Temos percebido este aumento por uma série de razões. Uma das coisas mais difíceis na cadeia de produção de hortaliças é a plantação em período chuvoso em campos abertos. Com o aumento da frequência de fenômenos climáticos extremos, o plantio de hortaliças em campo aberto está cada vez mais desafiador”, explica. "Assim, a procura por cultivo sob plástico e hidroponia tem aumentado, com vantagem da hidroponia porque, neste segmento, os problemas são minimizados, assim como os custos com água e defensivos".
“A hidroponia é mais eficiente no uso de água e fertilizantes e, também, reduz o uso de agrotóxicos, oferecendo ao consumidor final um produto mais limpo e saudável. Além de usar menos insumos, a hidroponia tem mais produtividade”, afirma o pesquisador.
De acordo com estimativas da Embrapa, existe no Brasil entre 1,5 mil a 3 mil hectares de áreas com hidroponia. São Paulo é a região que mais concentra este tipo de cultivo, e o Paraná é o destaque entre os estados do Sul, sobretudo na produção de hortaliças e morangos na Região Metropolitana de Curitiba e também no Oeste, com folhosas. “Temos percebido uma expansão muito rápida no Nordeste, no Centro-Oeste, sobretudo no Mato Grosso. No Sul, ainda não sabemos ao certo, mas com a degradação dos solos no Rio Grande do Sul com as enchentes recentes, é possível também que haja expansão dos cultivos hidropônicos por lá”, avalia.
SÉRIE – A série de reportagens “Paraná, energia verde que renova o campo” está mostrando exemplos de produtores rurais de todo o estado que aderiram ao programa RenovaPR para implantar sistemas de energias sustentáveis em suas propriedades. Criado em 2021, o RenovaPR apoia a instalação de unidades de geração distribuída em propriedades rurais paranaenses e, junto ao Banco do Agricultor Paranaense, permite que o produtor invista nesses sistemas com juros reduzidos. Todas as reportagens da série podem ser conferidas neste link.
Por - AEN
O governador Carlos Massa Ratinho Junior sancionou segunda-feira (26) o reajuste de valores repassados às famílias atendidas pelos programas Renda Agricultor Familiar e Inclusão Produtiva Solidária.
A partir da sanção do
, as famílias passarão a receber R$ 6 mil para o desenvolvimento de projetos produtivos rurais, que visam melhorias na renda familiar, bem como melhorias sanitárias domiciliar, contribuindo para a preservação do solo e da água.Desde 2019, os projetos, que são desenvolvidos de forma intersetorial entre as secretarias do Desenvolvimento Social e Família (Sedef), da Agricultura e do Abastecimento (Seab), por meio do Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná – Iapar-Emater (IDR-Paraná), já atenderam 10.600 famílias, em 375 municípios.
Até então, as famílias do Renda Agricultor Familiar, recebiam R$ 3 mil em duas parcelas e as do Inclusão Produtiva Solidária R$ 4 mil em parcela única, valores reajustados e igualados a partir do decreto 7151/2024.
Por meio deste decreto, inicialmente mil famílias serão atendidas em 93 municípios, priorizando 49 que compõem a Rota do Progresso - programa lançado em junho pelo governador Carlos Massa Ratinho Junior que envolve a destinação de R$ 2,5 bilhões para atender 80 municípios com índices de desenvolvimento abaixo da média estadual. Para o secretário do Desenvolvimento Social e Família, Rogério Carboni, esse é um avanço importante não apenas no viés financeiro, mas principalmente no social. “Estamos buscando a emancipação das famílias rurais, que desenvolvem importantes projetos que garantam uma melhoria da qualidade de vida de cada um, levando emancipação às famílias”, destacou.
O Inclusão Produtiva Solidária e Agricultor Familiar fazem parte do Programa Nossa Gente Paraná, também desenvolvido de forma intersetorial, em que os técnicos do IDR Paraná desenvolvem projetos e acompanham as famílias na execução deles.
“Há uma parcela da população rural que precisa de um olhar um pouco mais atencioso do Estado. O Renda Agricultor e o Inclusão Produtiva Solidária são programas que nasceram dessa sensibilidade social e se sustentam no propósito de proporcionar que a agricultura familiar se torne mais competitiva e geradora de riquezas”, disse o secretário de Estado da Agricultura e do Abastecimento, Natalino Avance de Souza.
PROGRAMAS - O Renda Agricultor Familiar tem como objetivo a inclusão socioprodutiva de famílias rurais em situação de vulnerabilidade social, por meio da disponibilização de serviços de Assistência Técnica e Extensão Rural (ATER) e transferência de recurso financeiro às famílias para investimento em melhorias no saneamento básico, produção para consumo próprio e atividades agropecuárias e não agropecuárias.
Já o Projeto Inclusão Produtiva Solidária quer promover a geração de renda no meio rural, por meio de atividades produtivas coletivas, como associativismo, cooperativismo e grupos de autogestão. A formulação de projetos produtivos coletivos otimiza a aplicação de recursos e esforços, contribuindo para o bem comum do território e o fortalecimento dos vínculos comunitários e familiares. Cada família do grupo recebe recurso financeiro, para aplicação no projeto coletivo.
Por - AEN
Dezoito municípios do Paraná bateram nesta segunda-feira (26) o recorde de dia mais frio no ano e quatro cidades alcançaram a menor temperatura para agosto, de acordo com o Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar), órgão vinculado à Secretaria de Estado do Desenvolvimento Sustentável (Sedest). General Carneiro, na região Sul, apresentou -5ºC de mínima, a temperatura mais baixa do Paraná. Já Curitiba registrou 2,4ºC.
Os municípios com o dia mais frio de 2024 foram: Guaraqueçaba (3,1ºC), Antonina (5,0ºC), Guaratuba (6,3ºC), e Paranaguá (7,9ºC), no Litoral; Guarapuava (-2,3ºC), na região Central; Londrina (4,2ºC) e Cornélio Procópio (4,1ºC), no Norte; Cascavel (0,5ºC), Santa Helena (1,1ºC), Toledo (-0,3ºC), e Guaíra (1,9ºC), no Oeste; Pinhão (-2,7ºC) e Laranjeiras do Sul (0,9ºC), no Centro-Sul; Telêmaco Borba (-0,6ºC) e Jaguariaíva (0,1ºC), nos Campos Gerais; Campo Mourão (0,9ºC), no Centro-Oeste; Santo Antônio da Platina (3,8ºC), no Norte Pioneiro; e Pato Branco (-0,8ºC), no Sudoeste.
Dessas, Guaratuba, Telêmaco Borba (1997), Paranaguá (2013) e Santo Antônio da Platina (2019) tiveram o dia mais frio para um mês de agosto desde que o Simepar começou a fazer a monitoramento dessas cidades.
Meteorologista do Simepar, William Romão explica que o cenário contrasta com as recentes temperaturas altas do Estado. “Depois de uma semana com temperaturas acima do esperado para o inverno, voltamos a registrar valores mais condizentes com a estação, com algumas cidades abaixo de 0°C e outras recebendo geadas”, afirmou.
Ele destaca que esses extremos são resultado de um sistema de alta pressão anticiclônico que está sobre o Estado. A previsão é que, a partir de quarta-feira (28), esse sistema se desloque para o oceano, permitindo a elevação gradativa das temperaturas em todo o Paraná. “Com as mudanças climáticas em curso, será frequente que massas de ar provoquem essas quedas e elevações mais acentuadas nas temperaturas nos próximos anos”, disse.
TEMPO REAL – No site do Simepar, estão disponíveis informações atualizadas sobre as condições do tempo no quadro Palavra do Meteorologista. É possível consultar a previsão para até 15 dias por município e região do Paraná, além de visualizar imagens de satélite, radar, raios, modelo numérico e telemetria (temperaturas e chuvas).
ALERTA GEADA – O Simepar oferece, até o final do inverno, previsões de geadas por categorias de intensidade (fraca, moderada ou forte) com até 72 horas de antecedência. Avisos são emitidos pelo serviço Alerta Geada, mantido em parceria com o Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná), disponível nos canais: aplicativo IDR Clima, site do IDR-Paraná e pelo telefone (43) 3391-4500 (WhatsApp).
De acordo com o IDR-Paraná, em caso de geadas, é recomendável proteger as lavouras suscetíveis com cuidados preventivos no campo e nos viveiros. Cafeeiros com até dois anos devem ser protegidos com palhada ou terra.
Canteiros e estufas de hortaliças precisam de aquecimento, irrigação ou cobertura. Também devem ser protegidas mudas recém-plantadas de frutíferas e espécies florestais tropicais. Em caso de forte resfriamento, granjas de aves e suínos também precisam ser aquecidas.
Por - AEN
A Polícia Civil do Paraná (PCPR) levará serviços de polícia judiciária, orientações e exposições para a população de Ortigueira, Cianorte, Três Barras do Paraná e Maripá durante esta semana.
A PCPR disponibilizará serviços como registro de boletins de ocorrência, emissão de atestados de antecedentes criminais e confecção da Carteira de Identidade Nacional para quem agendou previamente. Também haverá orientações e demonstrações de perícia papiloscópica.
Em Ortigueira, o evento será realizado na segunda-feira (26) e terça-feira (27), das 9h às 17h, no Auditório Municipal, na Avenida Paraná.
De quarta-feira (28) a sexta-feira (30), o programa PCPR na Comunidade será realizado em Três Barras do Paraná, no Oeste do Estado. Os serviços serão ofertados no Salão da Igreja Matriz Nossa Senhora Aparecida, localizado na Avenida Brasil, nº 144. O evento acontece em parceria com o Paraná em Ação, da Secretaria da Justiça e Cidadania (Seju).
Em Cianorte, o evento acontece em parceria com o Justiça no Bairro, do Tribunal de Justiça do Paraná, entre quinta-feira (29) a sábado (31), na Universidade Paranaense (Unipar), localizada na Avenida Brasil, nº 1.123, na Zona 1, das 9h às 17h.
Por fim, de quinta-feira (29) a domingo (1º), o PCPR na Comunidade estará na Festa das Orquídeas e do Peixe, em Maripá. O evento será no Centro Municipal de Eventos Dorival Moreira, localizado na Avenida General Canabarro, das 17h às 00h.
Os policiais civis estarão à disposição da população. "Nosso objetivo com o PCPR na Comunidade é garantir que os serviços de polícia judiciária cheguem a todos os cantos do Paraná, oferecendo um atendimento humanizado e eficiente. Queremos que a população se sinta segura e bem atendida, independentemente de onde estejam”, comenta o coordenador do programa, João Mário Goes.
ATENDIMENTOS RECENTES – A PCPR fez a diferença na vida de mais de 700 pessoas na semana passada, ao levar serviços de polícia judiciária, orientações e exposições à população de Curitiba, Paranaguá e São José dos Pinhais. Entre os dias 20 e 25 de agosto, o programa PCPR na Comunidade percorreu três municípios, reafirmando seu compromisso em proporcionar cidadania e segurança a todos os paranaenses.
Em Curitiba e Paranaguá, a população foi atendida com uma ampla gama de serviços, incluindo a emissão da nova Carteira de Identidade Nacional, registro de boletins de ocorrência e emissão de atestados de antecedentes criminais. Ao todo, 280 documentos foram confeccionados, divididos entre Curitiba e as Ilhas de Eufrasina e Amparo, em Paranaguá – durante a ação no Litoral os policiais civis também realizaram dois atendimentos volantes para a confecção da carteira de identidade..
Os atendimentos realizados durante o PCPR na Comunidade em Curitiba aconteceram em parceria com o Tribunal de Justiça do Estado do Paraná (TJPR). O evento foi destinado a pessoas em situação de rua. Esta foi a segunda edição do mutirão.
Em São José dos Pinhais, os policiais levaram orientações, exposições de viaturas, armamento e materiais táticos, demonstração de perícia papiloscópica e recreação para crianças. As atividades, promovidas durante o evento em comemoração ao Dia do Soldado, atenderam mais de 350 pessoas.
Por - AEN
As chuvas registradas no final de semana ajudaram a melhorar a qualidade do ar no Paraná. De acordo com um levantamento da equipe de Gerenciamento da Qualidade do Ar do Instituto Água e Terra (IAT), os níveis de Partículas Inaláveis (MP10) e Partículas Respiráveis (MP2,5) que estavam elevados por causa da fumaça de poluentes liberados na atmosfera e dos incêndios florestais em diferentes pontos do País, voltaram aos padrões habituais nesta segunda-feira (26).
Em Curitiba, que havia apresentado os índices mais problemáticos, as médias horárias de MP10 que chegaram próximo a 150 μg/m³ e a de MP2,5 a 100 μg/m³, caíram para valores entre 5 μg/m³ e 40 μg/m³ e entre 5 μg/m³ e 20 μg/m³ (padrão de qualidade do ar), respectivamente.
“A chuva ajuda a remover essas partículas da atmosfera, o que diminui a quantidade de poluentes e melhora a qualidade do ar”, explica o agente de execução e membro da equipe de Gerenciamento da Qualidade do Ar do IAT, João Carlos de Oliveira.
O agente também destaca que mesmo com o nível elevado de poluentes, a qualidade do ar do Estado não atingiu níveis críticos. “Mesmo com as queimadas, o ar permaneceu nos níveis de regularidade estabelecidos pelo Índice de Qualidade do Ar do Conselho Nacional de Meio Ambiente, que é usado como referência pela nossa equipe. Isso só reforça que o Paraná possui uma boa qualidade de ar”, acrescenta.
O IAT, inclusive, está ampliando em 64% a cobertura da medição da qualidade do ar no Paraná. Serão instaladas neste ano sete novas estações que coletam e enviam dados de forma automática, totalizando 18 espaços.
Elas serão implementadas em locais com alta concentração de poluentes, como indústrias ou áreas com grande fluxo de carros, nos municípios de Colombo, União da Vitória, Francisco Beltrão, Guarapuava, Foz do Iguaçu, Maringá e Londrina. O investimento do Governo do Estado é de R$ 8,9 milhões.
A atual estrutura conta com 11 bases: Curitiba (2), Cascavel, Araucária (3), Paranaguá, Londrina, Maringá, Ponta Grossa e São Mateus do Sul. “Esses equipamentos novos vão ser colocados em locais onde antes não existia nenhum tipo de monitoramento, ampliando a nossa cobertura. São máquinas que conseguem medir com mais precisão as Partículas Respiráveis, aquelas emitidas por fontes como veículos, e que são relevantes para os padrões da Organização Mundial de Saúde por causarem doenças”, acrescenta Oliveira.
NO BRASIL – Qualquer pessoa pode ter acesso e acompanhar as medições nas estações de monitoramento espalhadas pelo País. Para isso, basta acessar esse LINK ou baixar o aplicativo da plataforma MonitorAr, sistemas criados e coordenados pelo Ministério do Meio Ambiente.
O MonitorAr é atualizado em tempo real e permite navegação em mapa interativo, com informações precisas dos 12 estados do Brasil vinculados ao programa. O sistema permite aplicação de filtros por estados, cidades e proximidade geográfica. Atualmente o Brasil possui 168 unidades de monitoramento ativas.
SAÚDE – Dados epidemiológicos globais da OMS demonstram que a má qualidade do ar e a exposição aos poluentes atmosféricos refletem no aumento dos casos de morbidade e mortalidade, causados por problemas respiratórios e cardiovasculares, principalmente para grupos de risco como crianças, idosos, pessoas com a imunidade vulnerável e portadores de doenças respiratórias preexistentes.
Há ainda os custos de atendimentos, medicamentos e internações, decorrentes da poluição do ar que impactam nos cofres públicos. Além disso, a poluição atmosférica também pode causar prejuízos estruturais resultantes das chuvas ácidas.
De acordo com o Ministério do Meio Ambiente, a gestão da qualidade do ar tem como objetivo garantir que o desenvolvimento socioeconômico ocorra de forma sustentável e ambientalmente segura. Para tanto, se fazem necessárias ações de prevenção, combate e redução das emissões de poluentes e dos efeitos da degradação do ambiente atmosférico.
Por - AEN