O Paraná obteve reconhecimento nacional de Área Livre de Febre Aftosa sem Vacinação, uma conquista histórica para o setor agropecuário. A ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento Tereza Cristina assinou nesta terça dia (11) a Instrução Normativa nº 52, que concede o título ao Paraná, Acre, Rio Grande do Sul, Rondônia, e regiões dos Estados do Amazonas e de Mato Grosso. A IN deve ser publicada no Diário Oficial da União desta quarta dia (12) e passa a vigorar em 1º de setembro.
A medida deixa o Paraná mais perto do reconhecimento internacional pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE). O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento deve formalizar ainda neste mês o pedido à OIE, e a expectativa é que a entidade chancele a nova condição em maio de 2021.
Com isso, o setor vai garantir a abertura de novos mercados e atrair investimentos com a potencialização das cadeias de suínos, peixe, frango, leite e pecuária bovina de corte.
FRUTO DO TRABALHO – Para o diretor-presidente da Adapar, Otamir Cesar Martins, a conquista é fruto de muitos anos de planejamento, engajamento da sociedade, iniciativa privada, produtores rurais, lideranças políticas e Governo do Estado. Ele destaca a participação fundamental dos servidores da Adapar em todo o processo. “Nosso Estado sempre esteve em dia com as exigências para a conquista do novo status. O reconhecimento significa geração de mais emprego e renda com alcance de mercados mais exigentes”, diz.
O secretário de Estado da Agricultura e do Abastecimento, Norberto Ortigara, reforça que a medida representa ganho para os pecuaristas e para o Estado. “O Paraná tem avançado nos últimos anos para a construção de um ambiente sanitariamente adequado e o reconhecimento mostra o sucesso desse trabalho. Isso é resultado do esforço de vários setores e será fundamental para a nossa economia”, afirma.
DOBRAR EXPORTAÇÕES – O status sanitário internacional permitirá ao Paraná praticamente dobrar as exportações de carne suína, por exemplo, das atuais 107 mil toneladas para 200 mil toneladas por ano. Isso pode acontecer em caso de o Estado conquistar apenas 2% do mercado potencial, liderado por Japão, México e Coreia do Sul, que pagam mais pelo produto com reconhecida qualidade sanitária.
MESMO COM PANDEMIA – Mesmo diante da crise sanitária causada pela pandemia do novo coronavírus, o Paraná manteve a programação para conquistar o status. A fiscalização do trânsito agropecuário seguiu atuando nos últimos meses para garantir a defesa agropecuária.
Além disso, em maio a Adapar realizou uma das últimas etapas exigidas para o reconhecimento, um inquérito epidemiológico com coletas de amostras do sangue de quase 10 mil animais em 330 propriedades rurais. O inquérito comprovou que não há circulação viral no Paraná. O último foco de aftosa no Estado foi em 2006.
O gerente de Saúde Animal da Adapar, Rafael Gonçalves Dias, explica que a Instrução Normativa nº 52 não altera as regras de trânsito animal do Estado, que já proíbe, desde janeiro, a entrada de bovinos oriundos de estados que vacinam contra a doença, exceto em casos de carga lacrada para abate imediato. (Com ADAPAR/AEN).
O Governo do Paraná assinou nesta quarta dia 12, um memorando de entendimento com o Fundo de Investimento Direto da Rússia para ampliar a cooperação técnica, as transferências de tecnologia e os estudos sobre a vacina contra a Covid-19 desenvolvida pelo Instituto Gamaleia. O acordo deixa aberta a possibilidade de realização de testes, produção e distribuição do imunizante.
O embaixador russo no Brasil, Sergey Akopov, e o presidente do Fundo de Investimentos, Kirill Dmitriév, participaram do encontro virtual e referendaram o memorando. Integrantes do Ministério da Saúde, do Ministério das Relações Exteriores e do Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovações também acompanharam a assinatura. Todos os estudos serão acompanhados pelo governo federal.
O governador Carlos Massa Ratinho Junior disse que o Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar) será responsável por coordenar os estudos no Estado e lembrou que a entidade é referência nacional na produção de medicamentos. “A ideia do memorando de entendimento é ampliar a cooperação e estabelecer uma parceria. Estamos avançando nas tratativas para transferência de tecnologia”, afirmou.
O próximo passo é a formação de grupo de trabalho com integrantes do Governo do Estado e do governo russo para acompanhar a validação da vacina em território brasileiro.
ATIVIDADES - O memorando afirma que as partes vão desenvolver atividades conjuntas e organizar negociações em prol do desenvolvimento da vacina contra Sars-CoV-2 no Estado. Para isso vão compartilhar experiências e tecnologias e providenciar mecanismos que permitam a cooperação com orientações técnicas e profissionais relacionadas à vacina.
“É um memorando de entendimento bastante objetivo que versa sobre troca de tecnologia. Ele não gera obrigações, mas uma nova construção, um entendimento de que podemos trabalhar juntos. Vamos criar um grupo de trabalho para a formação de um protocolo que vai ser submetido às autoridades brasileiras”, afirmou Jorge Callado, diretor-presidente do Tecpar. “Nesse momento a prioridade é a validação da vacina no País. Dependemos dessa aprovação para os outros encaminhamentos”.
Callado acrescentou que o memorando é um “primeiríssimo passo” para a entrada da vacina no País. “Agora podemos trabalhar os aspectos regulatórios e técnicos, mas sempre pensando na prudência, na serenidade e na transparência. Temos que trabalhar muito bem essa parceria para que os resultados sejam os melhores possíveis para todos os brasileiros”, disse o diretor-presidente do Tecpar.
SINOPHARM – O Governo do Estado também já assinou um termo de cooperação técnica e científica com a China para iniciar a testagem e a produção de vacina da Sinopharm. O acordo garante ao Paraná acesso ao resultado das duas primeiras fases de testagem. Segundo o laboratório, os processos iniciais, já encerrados, tiveram 100% de positivação e nenhuma reação adversa grave.
PRESENÇAS – Participaram do encontro o vice-governador Darci Piana; o chefe da Casa Civil Guto Silva; o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto; o chefe do Escritório de Representação do Paraná em Brasília, Rubens Bueno II; o vice-presidente do Fundo de Investimento Direto da Rússia, Tagir Sitdekov; Luis Paulo Gomes Mascarenhas, da diretoria de Relações Internacionais da Superintendência Geral de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior; Acef Said, cônsul honorário da Rússia no Paraná; Marcos Schettino, presidente da sociedade do corpo consular do Paraná; Flávio Werneck, assessor especial para Assuntos Internacionais do Ministério da Saúde; Ana Paula Barreto, representante da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde; Priscila Souza, coordenadora-geral de Ações Estratégicas em Pesquisa Clínica do Ministério da Saúde; Max Nóbrega de Menezes, diretor do Departamento de Ciência e Tecnologia da Secretaria de Ciência, Tecnologia, Inovação e Insumos Estratégicos em Saúde, do Ministério da Saúde; Pedro Terra, diretor do departamento de Rússia e Ásia Central do Ministério de Relações Exteriores; e o diretor do Departamento de Programas de Desenvolvimento Científico do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações, Fábio Donato Larotonda.
Na busca constante pela melhoria na Educação do Paraná, o Governo do Estado promove uma série de medidas e projetos envolvendo a tecnologia nas escolas da rede estadual e salas de aula. Desde 2019 a Secretaria da Educação e do Esporte implementou iniciativas que já impactam diretamente a rotina de estudantes e professores, com resultados positivos.
Uma das primeiras inovações foi o aplicativo Escola Paraná, ferramenta online que reúne diversos recursos referentes ao aluno, como boletim, agenda, grade horária, eventos. O aplicativo possibilita acesso aos conteúdos e informações escolares, além de facilitar o acompanhamento escolar do aluno. Os pais também têm acesso à função “aviso de faltas”, em que os usuários recebem um alerta no mesmo dia toda vez que o estudante faltar. Outra novidade foi o Registro de Classe Online (RCO). Por meio dessa ferramenta, o professor pode fazer a chamada, registrar conteúdos, avaliações e acompanhar de perto a frequência dos alunos.
Essas iniciativas, além de modernizarem a gestão das escolas, trouxeram resultados na melhoria do rendimento escolar e no combate à evasão. Usando os dados do RCO e do app Escola Paraná, o Estado implantou o programa Presente na Escola, de combate ao abandono escolar, reduzindo em 53,85% a evasão dos estudantes do Ensino Médio e em 49,89% nos anos finais do Ensino Fundamental.
IDEB - Outro resultado positivo que se espera com o intenso uso das tecnologias é o salto no Ideb - Índice de Desenvolvimento da Educação Básica. Nos dados de 2017, últimos divulgados, o Paraná ocupa a 7ª posição, mas a expectativa é que passe a ocupar as primeiras posições do índice assim que o resultado referente a 2019 for divulgado.
ENSINO A DISTÂNCIA – No primeiro semestre de 2020, a Secretaria de Estado da Educação e do Esporte teve que acelerar o processo de evolução tecnológica na rede estadual. Em apenas 15 dias após o decreto de fechamento das escolas devido à pandemia, a Secretaria implantou o Aula Paraná, um sistema de aulas remotas capaz de manter os 1,07 milhão de alunos da rede em aulas mesmo com as escolas fechadas. Hoje, a plataforma já serve de referência para soluções de outros estados.
Para o secretário da Educação, Renato Feder, o Governo do Paraná foi rápido na busca de uma solução para que os alunos não perdessem seu ano letivo. Isso garantiu ao estado resultados que colocam o Paraná em posições de destaque no Brasil.
“Toda a modernização aplicada já fazia parte dos planos da secretaria a longo prazo. A pandemia, no entanto, nos fez agilizar o processo para atendermos nossos alunos e não deixarmos ninguém sem aula neste período”, explica.
SEGUNDO SEMESTRE - Para o segundo semestre de 2020, a Secretaria da Educação já começa a trabalhar na implantação de novas ferramentas. O Redação Paraná está sendo produzido pela equipe de tecnologia da Secretaria e auxiliará os alunos durante a redação. O professor vai ensinar sobre temas relacionados a produção de textos e a gêneros textuais, e a ferramenta fará automaticamente, usando Inteligência Artificial, a correção ortográfica e de concordância da redação produzida pelo aluno.
Outra proposta para o segundo semestre de 2020 são as aulas de programação. A expectativa é de que 10.000 alunos da rede estadual tenham a oportunidade de aprender programação em um curso profissionalizante oferecido pela Secretaria. O curso será gratuito, na modalidade ensino a distância e desenvolvido por meio de parceria entre a Secretaria e empresas do setor.
Outro projeto em andamento na Secretaria para os próximos anos será o uso de um software de reconhecimento facial para a chamada. A iniciativa, além de facilitar a rotina do professor em sala de aula, vai auxiliar no combate à evasão escolar.
Aula Paraná já tem 930 mil downloads e alunos tamvpem contam com o Google Classroom
Iniciado em abril, o Aula Paraná disponibiliza aulas online transmitidas pela TV aberta e YouTube. Também foi criado o aplicativo Aula Paraná, que permite ao estudante assistir às aulas transmitidas pela TV, em tempo real, e interagir com os colegas de sala e professor pelo chat do aplicativo sem gastar internet, por meio dos pacotes gratuitos de 3G e 4G com alcance em todo o estado, fornecidos pela Secretaria. Ao todo já foram 930 mil downloads do aplicativo, no qual basta o aluno ter seu número de matrícula atualizado para utilizar a ferramenta e a internet gratuita.
Ainda em abril foi firmada parceria com a empresa Google, oferecendo aos alunos a possibilidade de acessarem todas as ferramentas do Classroom gratuitamente. Espécie de sala de aula virtual, o Classroom permite ao aluno acessar todo o material da disciplina, como slides e atividades, que podem ser respondidas e corrigidas on-line. Na sala virtual o estudante também pode trocar mensagens e interagir no mural com seu professor em tempo real, garantindo mais uma forma de tirar suas dúvidas referentes ao conteúdo das videoaulas.
Adesão motivou outras ferramentas, como o de videochamada
Após a completa adesão dos professores e dos alunos ao Aula Paraná e suas ferramentas, a Secretaria da Educação deu início a incentivos de outras ferramentas disponíveis na parceria com a Google, como o Meet, sistema de videochamadas dentro do Classroom.
Em poucos dias a adesão aos meets já havia se consolidado. Ao todo, mais de 10.000 meetings diários passaram a ser realizados entre alunos e professores. Desde maio professores de todo o Estado passaram a complementar as videoaulas e tirar dúvidas de seus alunos por vídeo, uma forma ainda mais dinâmica do que o chat e os murais.
A professora Daniele Araujo, de Ciências, do Núcleo Regional de Educação de Maringá, conta que a opção foi excelente para ela e seus alunos. “Por meio dos Meets minha aula com minha turma continua, tenho o suporte das outras ferramentas on-line e estou respeitando a quarentena”, explica.
Os servidores da própria Secretaria da Educação passaram a usar a ferramenta em reuniões, formação de professores, conselhos de classe, tutoria pedagógica e outras tarefas. Hoje, os profissionais usam essa ferramenta diariamente.
Plataforma de games dinamiza aprendizado de matemática
Ao longo do primeiro semestre, a Secretaria da Educação também fechou uma parceria com a Matific, plataforma de games educativos de matemática, usada para dinamizar o aprendizado dos estudantes. O Matific é oferecido gratuitamente aos alunos de Matemática do 6º e 7º anos, e permite ao professor diversificar suas aulas, que passam a contar com jogos educativos capazes de facilitar a absorção dos conteúdos mais complexos da disciplina.
A professora Marytta Rennó Masseli afirma que a novidade foi de grande aceitação entre seus colegas de profissão e entre os alunos. “Algo que todos comentamos é que com o Matific o professor conseguiu deixar a aula ainda mais acessível para o aluno”, explica.
Descomplica facilita aprendizado na Educação de Jovens e Adultos
Em junho os estudantes matriculados na Educação de Jovens e Adultos (EJA) passaram também a receber nas salas do Classroom os conteúdos digitais personalizados produzidos pela empresa Descomplica, uma das maiores empresas de educação digital do Brasil, que cedeu gratuitamente seu material à Secretaria da Educação.
De acordo com Roni Miranda Vieira, diretor de Educação da Seed, o foco da novidade são os jovens e adultos, pois são alunos maiores de 18 anos e que precisam de uma linguagem mais direcionada. “São estudantes que trabalham, que possuem outras referências, e por isso precisam de conteúdos que estejam mais ligados ao seu dia a dia e chamem mais sua atenção”, completou. (Com AEN)
A Secretaria da Saúde do Paraná divulgou nesta terça dia 11, o primeiro boletim do novo período sazonal da dengue no Estado. O monitoramento terá sequência até julho de 2021, com dados notificados pelos municípios, acompanhados pelas Regionais de Saúde e analisados e publicados pela Coordenadoria de Vigilância Ambiental, vinculada à Diretoria de Atenção e Vigilância em Saúde.
O informe inicia o período com 79 novos casos confirmados, em 29 municípios. São 484 notificações e 350 casos em investigação.
“Mesmo diante da pandemia da Covid-19 não podemos nos descuidar da dengue, que se mantém como uma das maiores preocupações do Governo do Estado. Nossa mobilização para combater a proliferação do mosquito transmissor da doença é permanente, com apoio às ações em todos os municípios”, afirma o secretário da Saúde Beto Preto.
“O mosquito Aedes aegypti, transmissor da doença, se prolifera inclusive no inverno, por isso a recomendação de eliminação dos criadouros é válida para o ano todo. A dengue mata, mas pode ser evitada com a adoção sistemática da remoção dos focos”, explica o secretário.
Antes do início do novo período epidemiológico, a secretaria estadual da Saúde promoveu um ciclo com sete vídeoconferências com profissionais que atuam nas 22 Regionais de Saúde, secretarias municipais e unidades de saúde, nas áreas de Vigilância e Assistência. Os encontros virtuais foram realizados com o objetivo de alinhar condutas de prevenção e de manejo de pacientes com dengue. Mais de 200 profissionais participaram da ação.
Recentemente, a pasta repassou R$ 7 milhões para a aplicação em medidas de controle e prevenção em 236 municípios.
O boletim apresenta, como novidade, o canal endêmico do Estado representado graficamente. “Por meio das imagens podemos avaliar as ocorrências e observar se os números ultrapassam os limites esperados”, explica a coordenadora de Vigilância Ambiental, Ivana Belmonte.
As cidades com maior registro de casos confirmados na primeira publicação do período são: Foz do Iguaçu (20), Londrina (14), Pérola (9), Boa Vista da Aparecida (4) e Umuarama (3).
Ivaiporã , Maringá, Indianópolis, Goioerê e São Miguel do Iguaçu tiveram 2 casos confirmados cada uma. Os municípios de Tibagi, Marechal Cândido Rondon, São Pedro do Ivaí, Apucarana, Sarandi, Mandaguaçu, Colorado, Querência do Norte, Porto Rico, Inajá, Cruzeiro do Sul, São Jorge do Patrocínio, Ubiratã, Iretama, Campina da Lagoa, Cascavel, Medianeira, Marmeleiro e Dois Vizinhos registraram uma confirmação da doença.
MOSQUITO - O mosquito Aedes aegypti foi introduzido no País no período de colonização do Brasil, vindo da África. Os registros indicam que os primeiros relatos de dengue ocorreram em Curitiba no século 19. Porém, foi outra doença, a febre amarela, que despertou a preocupação em relação à proliferação do vetor. Nos anos 50 o Brasil erradicou o Aedes aegypti como forma de controle da febre amarela.
Aproximadamente 10 anos mais tarde, após o relaxamento das medidas de controle, o mosquito surgiu novamente em território brasileiro.
Além da dengue, o Aedes aegypti transmite zika, chikungunya e a febre amarela urbana. A transmissão das doenças se dá pela picada do mosquito fêmea infectado.
Entre as possíveis causas para o crescimento da população do mosquito estão a variedade e a quantidade de recipientes que acumulam água. “Anos atrás não tínhamos tantas embalagens plásticas, então era mais simples eliminar possíveis criadouros do mosquito. Os espaços que represavam água eram, em sua maioria, troncos de árvores, pedras e plantas”, complementa a coordenadora.
“Hoje, 90% dos criadouros estão nos quintais e ambientes internos, em garrafas, lixeiras, caixa d´água e ralos destampados, vasilhas para água de animais, vasos de plantas, coletores de água da geladeira e do ar condicionado, entre outros”, disse Ivana.
VÍRUS - Existem quatro tipos de vírus de dengue no Paraná: DEN-1, DEN-2, DEN-3 e DEN-4. Cada pessoa pode contrair a infecção provocada pelos diferentes sorotipos e a imunidade é gerada após a contaminação por cada um. A reincidência da dengue pode agravar os sintomas, podendo desenvolver a forma grave da doença.
No período epidemiológico anterior, o DEN-2 teve a maior circulação. “Como este vírus ainda não havia predominado no Estado, muitas pessoas foram contaminadas. Esta é uma das avaliações que fazemos para o registro de mais de 220 mil casos confirmados”, comenta Ivana Belmonte.
HISTÓRICO – A Sesa monitora os dados da dengue desde 1991. O primeiro boletim apresentou 161 notificações e 16 casos confirmados, sendo que todos foram importados – os pacientes foram infectados fora do Paraná. O primeiro informe não teve registro de óbitos.
O ano de 2007 marcou a primeira grande epidemia de dengue no Paraná. Foram mais de 50 mil notificados, cerca de 26 mil casos confirmados e sete pessoas morreram.
A série histórica da doença aponta que o último período, de 2019/2020, foi o de maior registro de casos, finalizado com 227.724 confirmações e 177 óbitos. (Com AEN)
O Instituto Água e Terra (IAT), vinculado à Secretaria de Estado do Desenvolvimento Sustentável e do Turismo, emitiu a portaria número 223/2020, liberando a reabertura, para uso público e turismo, de 18 Unidades de Conservação do Paraná. Esses parques estaduais, que estavam fechados por causa da pandemia do novo coronavírus, irão reabrir neste sábado dia 15, mas com restrições. Será obrigatório o uso de máscara, haverá álcool em gel e medição da temperatura dos visitantes na entrada, além de outras medidas de prevenção à Covid-19.
A importância da prática de atividades físicas e de lazer ao ar livre para a saúde corporal e psicológica, aumentando a imunidade e amplificando medidas de prevenção e enfrentamento ao coronavírus, foram fatores considerados para reabrir as unidades estaduais, respeitando as normas de distanciamento e higiene.
Técnicos vistoriaram os locais para avaliar a possibilidade de reabertura. “As unidades têm suporte para aplicar as novas normas e receber os visitantes com segurança”, ressalta o diretor de Patrimônio Natural do IAT, Rafael Andreguetto.
UNIDADES – Irão reabrir o Parque Estadual Pico do Marumbi, Parque Estadual do Palmito, Parque Estadual Pico Paraná, Parque Estadual Rio da Onça, Parque Estadual Serra da Baitaca, Parque Estadual do Monge, Parque Estadual do Cerrado, Parque Estadual do Guartelá, Parque Estadual do Lago Azul, Parque Estadual Vila Rica do Espírito Santo, Parque Estadual Mata dos Godoy, Parque Estadual de Ibicatu, Parque Estadual de São Camilo, Parque Estadual Cabeça do Cachorro, Parque Estadual Rio Guarani, Monumento Natural Salto São João, Parque Estadual João Paulo II e Parque Estadual Vitório Piassa.
Caso o município em que a Unidade de Conservação está inserida não autorize seu funcionamento, a decisão local deverá ser respeitada, de acordo com a decisão do Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) a respeito da Medida Provisória (MP) 926/2020.
LIGAR ANTES - A capacidade de público será limitada para 50% em cada unidade. O ideal é a pessoa ligar antes para certificar-se da capacidade ou até mesmo agendar presença, quando for o caso, principalmente para visitantes que vêm de longe não perderem a viagem.
PROIBIDO - Para evitar aglomerações, a portaria determina a proibição de acampamentos, práticas esportivas coletivas e eventos dentro dos locais. Outra decisão é a proibição de fogueiras como medida de prevenção de queimadas ilegais. “Estamos passando por um momento de seca e muitos incêndios na serra são provocados por focos de fogueiras que não são apagadas adequadamente ou que perdem o seu controle”, diz Andreguetto.
NÃO IRÃO REABRIR – A Ilha do Mel e o Parque de Vila Velha, considerados principais cartões-postais do Paraná, não estão incluídos na reabertura do dia 15. A Ilha do Mel, além de ser um parque de visitação turística, é uma área de vila, portanto, sua reabertura depende de aprovação dos protocolos de segurança pela Secretaria Municipal de Saúde.
Vila Velha irá esperar mais um pouco. O parque foi concedido recentemente para iniciativa privada e encontra-se em fase de finalização de alguns procedimentos de melhorias para recebimento de visitantes e aplicação da identidade visual reformulada. A previsão de reabertura é para setembro. (Com AEN)
Na manhã desta terça dia 11, em torno das 07:30hs, a PRF de Cascavel foi acionada para atendimento de acidente no km 80,4 da BR 467, nas proximidades do restaurante “Big Peixe”.
No local, uma carreta que saiu de Santa Terezinha de Itaipu/PR com destino a cidade de São Paulo/SP carregada com farinha. O condutor, após transitar por um declive, perdeu o controle do veículo, saiu de pista transitando sobre o canteiro central, capotando.
Equipes do Corpo de Bombeiros de Toledo foram mobilizadas para o socorro, entretanto, em razão da gravidade das lesões ocasionadas pelo acidente, o motorista de 35 anos veio a óbito no local.

(Foto: PRF).
Foi necessário o acionamento de dois guinchos pesados para a remoção do veículo, deixando o trânsito lento nos dois sentidos, com eventuais interdições totais de via no sentido Toledo para remoção do veículo envolvido.
A PRF controlou o trânsito e sinalizou a via, de modo a prevenir novos acidentes no local.
As causas do acidente ainda estão sendo investigadas, entretanto, a velocidade incompatível com a segurança pode ter sido um fator contribuinte para a ocorrência do acidente. (Com PRF).
O IML de Cascavel divulgou a identificação da vítima trata-se de Felipe Loebens Marschall, 35 anos.



























