De acordo com a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor, a Peic, realizada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo, a CNC, 77,5% das famílias brasileiras relatam te m dívidas a vencer. É o maior percentual já registrado em 12 anos e levantamento.
Em apenas um ano, o crescimento foi de mais de 10 pontos percentuais. Em março do ano passado, para comparação, a proporção de famílias endividadas era de 67,3%
Na avaliação da CNC, a alta no endividamento do brasileiro é reflexo da inflação, que vem pressionando cada vez mais o orçamento do brasileiro, que acaba tendo que tomar crédito para dar conta das obrigações mensais.
A pesquisa também monitora o índice de inadimplência, que é formado pela proporção de famílias com dívidas ou contas em atraso.
E, em março desse ano, também alcançou o maior patamar da pesquisa. Cresceu quase 1 ponto percentual em relação ao mês anterior e mais de 3 pontos na comparação anual, atingindo 27,8%. E o percentual de famílias que declararam não ter condição de quitar débitos em atraso e que, portanto, seguirão inadimplentes ficou em 10,8%.
O cartão de crédito continua sendo, disparado, o principal meio de endividamento do brasileiro: 87% das famílias têm dívidas no cartão.
Mais de 320 mil trabalhadores deixaram de sacar o abono salarial do PIS/Pasep referente a 2019.
A retirada dos valores – o montante de 208 MILHÕES DE REAIS - deveria ser feita até junho do ano passado.
Quem deixou o benefício “esquecido” ainda tem uma chance de restituir o dinheiro.
Para isso, é necessário fazer um requerimento ao Ministério do Trabalho e Previdência, pedindo a reemissão.
A solicitação pode ser feita presencialmente, com documento com foto em unidades regionais do ministério ou por e-mail no endereço trabalho PONTO a sigla do estado onde o trabalhador reside @ economia PONTO gov PONTO br
Quem fizer o pedido de reemissão terá até 29 de dezembro para resgatar o dinheiro. Caso contrário, a liberação ficará para o próximo ano, com nova solicitação de reembolso.
Vale lembrar que não se trata do lote referente ao ano-base 2020, que começou a ser pago em fevereiro deste ano, nem dos valores esquecidos em bancos, liberados pelo sistema do Banco Central.
A consulta para saber se o trabalhador tem direito ao abono é feita pelo telefone 158 ou pelo aplicativo Carteira de Trabalho Digital.
A conta fica mais barata a partir desse sábado, dia 16, dia em que a bandeira tarifária de escassez hídrica vai deixar de ser cobrada.
Ela foi acionada em setembro do ano passado e, desde então, o brasileiro paga uma taxa extra de R$ 14,20 a cada 100 kWh consumidos,
Tudo para cobrir aos custos da geração, transmissão e distribuição de energia durante o período de seca, quando é preciso acionar as termelétricas.
A bandeira verde entra em vigor agora, o que significa que o consumidor deixa de pagar valores a mais a cada 100 kWh que consome.
Não significa, porém, que a conta de luz ficará livre de taxas. Ao contrário. O Brasil continuará tendo uma das contas de luz mais caras do mundo, por causa dos impostos e dos subsídios destinados a grupos específicos, mas que são pagos pelos demais consumidores.
Segundo dados da Associação dos Grandes Consumidores Industriais de Energia, o brasileiro paga cerca de R$ 12 bilhões por mês em tributos e subsídios na conta de luz - valor que era 47% menor há quatro ano.
Dados da Agência Internacional de Energia revelam que o custo da energia aqui no Brasil, em relação à renda per capita, é o segundo maior do mundo.
Apenas a Colômbia, entre 33 países pesquisados, tem custos mais altos.
O que significa que, dentro do orçamento das famílias, o gasto com energia pesa mais para colombianos e brasileiros do que para consumidores que vivem países como Estados Unidos, Canadá, Chile e Turquia, entre outros.
Somente em 2022, a soma dos impostos e subsídios da conta de luz vai beirar R$ 145 bilhões.
Com Rádio 2
Nova parcela do Vale gás está disponível para famílias de baixa renda.
O benefício é liberado a cada dois meses e para abril, o valor é de 51 REAIS.
A ajuda de custo é destinada para a compra do botijão de gás de 13 quilos, de uso residencial e equivale a metade do preço médio calculado pelo governo.
Os pagamentos são liberados nas mesmas datas das parcelas do Auxílio Brasil e seguem o cronograma pelo número de inscrição social (NIS).
Para final 1 os valores foram disponibilizados no dia 14; na segunda-feira, serão os inscritos com final 2; dia 19 para final 3 e dia 20 para NIS final 4.
No feriado de Tiradentes, dia 21, não há liberação.
O cronograma volta na sexta, 22 de abril, e depois, na semana seguinte até a sexta-feira, quando encerra a lista com inscrição de final ZERO.
Podem receber o benefício aquelas famílias inscritas no CadÚnico, com renda mensal por pessoa igual ou menor que meio salário mínimo nacional, hoje, no valor de 606 reais.
Também têm direito os que tem algum integrante familiar que recebe o Benefício da Prestação Continuada (BPC), pago a idosos ou pessoa com deficiência.
E mulheres vítimas de violência doméstica sob medida protetiva.
Salário mínimo poderá ficar sem ganho real em 2023.
O governo sugere que o valor passe dos atuais 1212 reais para 1294 reais, uma diferença de 82 reais.
A proposta está no Projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias do próximo ano, enviado pelo governo na quinta-feira ao Congresso Nacional.
O cálculo considera a projeção de alta de 6,7% do Índice Nacional de Preços ao Consumidor, o INPC.
Ele é calculado pelo IBGE para medir a variação de preços de produtos e serviços, utilizados por famílias que ganham até cinco mínimos mensais.
No Projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2023, também foi apresentado o valor de mil 337 reais para o salário mínimo de 2024.
Para 2025, o valor sugerido para o piso nacional é de mil 378 reais, mas esses projetos ainda serão revistos nos próximos anos.
Em pouco mais de dez anos, o número de idosos no Brasil aumentou em 11 milhões de pessoas. Em 2010, o país tinha 19 milhões de habitantes com mais de 60 anos de idade. Em 2021, esse número chegou a 30,3 milhões de pessoas, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
A expectativa para as próximas décadas é que esse número continue aumentando. Projeções estimam que, em 2060, três em cada dez brasileiros serão idosos.
Para o gerente de Estimativas e Projeções de População do IBGE, Márcio Minamiguchi, o aumento do número de idosos vem acompanhado de uma mudança de perfil dessa parcela da população ao longo dos anos.
“Aqueles idosos que hoje em dia chegam a idades mais avançadas, certamente, vão ter um tempo de vida maior e mais saudável em comparação com o passado. Ser idoso agora é bem diferente do que há algumas décadas.”
Atualmente, a expectativa de vida no Brasil é de quase 77 anos – em 2010, era de 73 anos.
Segundo a geriatra Roberta França, o aumento da longevidade está relacionado com uma série de fatores como: a prática de exercícios, a alimentação saudável e o avanço da ciência que permitiu a descoberta de novos tratamentos.
“Nós começamos a compreender melhor o processo do envelhecimento e, com os diagnósticos mais precisos, criamos mecanismos para melhorar a qualidade de vida”.
O aumento da expectativa de vida provocou uma mudança no perfil dos pacientes que procuram o consultório da geriatra.
“Há 30 anos, ter um paciente centenário era muito pouco comum. Atualmente, eu atendo dezenas de pessoas com mais de 100 anos de idade, e quem chegou aos 60 anos continua tendo uma vida ativa com trabalho, viagens e namoro.”
O avanço da medicina é um dos fatores que permite a Antonio Aiex uma vida saudável, aos 86 anos, depois de ter superado um tumor no cérebro, um câncer de pele e um tumor na coluna.
O primeiro câncer foi diagnosticado quando ele tinha 60 anos. Já o último tumor, detectado há 11 anos, está estabilizado devido ao tratamento.
Antonio acredita que a herança genética e os hábitos saudáveis são os segredos da longevidade. “Eu sempre tive uma vida sem grandes excessos, com uma alimentação regrada e praticando exercícios. Além disso, o tratamento eficiente fez toda a diferença.”
Médico do Instituto Nacional do Câncer (Inca), Gélcio Mendes diz que em diversos tipos de câncer as chances de cura são consideradas altas, mesmo em pacientes idosos, e superam os 90% nos tumores na pele, mama, testículo, próstata e útero.
“Hoje em dia, entendemos melhor os tumores e temos tecnologias mais apropriadas para avaliar a extensão de cada tumor, mas o sucesso dos tratamentos está sempre relacionado com o diagnóstico precoce que é fundamental para aumentar as chances de cura.”
A medicina também avançou nos tratamentos das doenças cardiovasculares, embora elas ainda sejam a principal causa de morte em todo o mundo. No Brasil, anualmente, cerca de 230 mil pessoas morrem devido a problemas relacionados ao coração.
O coordenador do setor de medicina nuclear do Hospital Pró-Cardíaco, Cláudio Tinoco, diz que as pessoas devem procurar sempre controlar a glicose, a pressão arterial e o colesterol para evitar o agravamento das doenças.
“Este controle deve ser preventivo. Os pacientes devem procurar os médicos pelo menos uma vez por ano para realizar um check up completo. Isso é ainda mais importante depois dos 60 anos de idade.”
O aposentado José Alves, 73 anos, segue esses conselhos à risca e vai ao médico periodicamente para checar a saúde. Os resultados dos últimos exames foram ótimos, e José leva uma vida com muita disposição. Recentemente, ele começou a fazer aula de dança e faz planos para um futuro bem longo. “Eu me sinto bem e quero chegar aos 120 anos de idade”.
Por - Agência Brasil








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