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Temporais provocam morte, desaparecimentos e atingem 119 cidades no RS

Uma pessoa morreu em Pelotas (RS) após o forte temporal que atingiu o estado do Rio Grande do Sul nesta segunda-feira (21). Segundo informações da Polícia Civil, a vítima era um motociclista que foi atingido pela queda de fios de alta tensão no momento do temporal na cidade.

De acordo com a prefeitura de Pelotas, o evento climático, caracterizado principalmente por um forte vendaval que chegou a alcançar 89 km/h, provocou destelhamentos, quedas de árvores e de postes e falta de energia em diversos pontos da cidade. Por causa disso, as aulas na rede pública municipal foram suspensas nesta segunda-feira.

Outras quatro pessoas estão desaparecidas em Caxias do Sul, cidade que chegou a registrar 159,4 milímetros de chuva somente nesta segunda-feira. Três dessas pessoas, informou a Defesa Civil, estavam em um veículo que foi arrastado pela enxurrada. Um homem foi resgatado, mas um adolescente de 13 anos, uma criança de 4 anos e uma mulher de 43 anos seguem desaparecidos. Em uma outra ocorrência na cidade, um homem realizava a limpeza de uma galeria quando foi arrastado pela água no bairro De Lazzer.

Balanço divulgado no final da tarde de hoje pela Defesa Civil Estadual do Rio Grande do Sul apontou que, desde a última sexta-feira (18), foram registradas 122 ocorrências relacionadas a fortes ventos e chuvas em 119 municípios do estado. Além da morte registrada em Pelotas, os temporais ocorridos no estado também deixaram outras três pessoas feridas nas cidades de Aceguá, Caxias do Sul e Santa Maria.

No total, informou o órgão, mais de 485 mil pessoas de todo o estado foram afetadas pelos eventos climáticos dos últimos dias, sendo que 101 delas estão desabrigadas e 701 desalojadas. Os fortes ventos e chuvas também provocaram danos em 27 escolas e sete estabelecimentos de saúde.

 

 

 

 

 

 

Por - Agência Brasil

Conmebol anuncia datas e horários das semifinais da Copa Libertadores

As datas e horários das semifinais da Copa Libertadores da América foram definidas nesta segunda-feira (21) pela Conmebol. O primeiro duelo será entre Fluminense e Palmeiras no dia 14 de outubro (uma quarta-feira), às 21h30 (horário de Brasília), no Maracanã. No dia seguinte, no mesmo horário, o Estudiantes (Argentina) recebe o Flamengo, em local ainda indefinido.

Os jogos de volta ocorrerão na semana seguinte. O Verdão decidirá a vaga em embate contra o Tricolor carioca no Nubank Parque, em São Paulo, no dia 21 de outubro, às 21h30. No dia seguinte, será a vez de o Flamengo duelar contra o Estudiantes no Maracanã, também às 21h30.

Os times que avançarem à final receberão prêmio de US$ 7 milhões (aproximadamente R$ 36 milhões). A decisão do título será no dia 28 de novembro no Estádio Centenário, em Montevidéu (Uruguai). Quem vencer levantará a taça e será contemplado com US$ 25 milhões (R$129 milhões). Já o vice-campeão receberá US$ 7 milhões (R$ 36 milhões).

Nos últimos cinco anos, somente times brasileiros decidiram a taça Libertadores, com exceção da final de 2023, quando o Fluminense faturou o título ao ganhar do Boca Juniors (Argentina). Em 2020, o Palmeiras foi campeão com vitória sobre o Santos. No ano seguinte, o Verdão voltou a levantar a taça ao superar o Flamengo. Em 2022, o Flamengo foi campeão ao bater na final o Athletico-PR. Em 2024, o Botafogo conquistou o título inédito ao superar o Atlético-MG. Já no ano passado, o Flamengo arrematou seu quarto título da Libertadores ao derrotar o Palmeiras.

Semifinais da Copa Libertadores

Jogos de ida

14/10 - Fluminense x Palmeiras - às 21h30, no  Maracanã;

15/10 - Estudiantes x Flamengo - às 21h30, em local ainda a ser definido;

Jogos de volta

21/10 - Palmeiras x Fluminense - às 21h30 - no Nubank Parque;

22/10 - Flamengo x Estudiantes - às 21h30, no Maracanã.

 

 

 

 

 

 

POr - Agência Brasil

Quatro pessoas estão desaparecidas no RS após temporal

O temporal que atingiu o Rio Grande do Sul durante esta madrugada, com fortes chuvas e ventos, deixou ao menos quatro pessoas desaparecidas, quatro desabrigadas e outras 624 desalojadas, informou a Defesa Civil.

Os quatro desaparecidos são da cidade de Caxias do Sul, na Serra gaúcha. Três dessas pessoas, informou a Defesa Civil, estavam em um veículo que foi arrastado pela enxurrada. 

Um homem foi resgatado, mas um adolescente de 13 anos, uma criança de 4 anos e uma mulher de 43 anos seguem desaparecidos.

Em uma outra ocorrência na cidade, um homem fazia a limpeza de uma galeria quando foi arrastado pela água no bairro De Lazzer.

Segundo balanço do órgão, 64 municípios do estado enfrentaram problemas com o temporal, sendo que 49 deles sofreram principalmente com os ventos. No município de Hulha Negra, por exemplo, as rajadas de vento chegaram a atingir 126,7 km/h. Já em Caxias do Sul, a chuva acumulada em um só dia chegou a 159,4 milímetros.

Em Pelotas, a prefeitura informou que o temporal destelhou casas e provocou a queda de muitas árvores, deixando famílias desalojadas. Em Nova Santa Rita, a prefeitura informou que 400 casas foram destelhadas. Por causa do temporal, a administração municipal de Nova Santa Rita decidiu suspender as aulas em diversas escolas da cidade. 

Em Igrejinha, a prefeitura informou que o Rio Paranhana atingiu a cota de 3,5 metros e entrou em estágio de atenção, uma escala antes do nível de alerta. Mais de 100 casas ficaram destelhadas na cidade.

Segundo o Centro de Monitoramento da Defesa Civil Estadual do Rio Grande do Sul, as chuvas das últimas 12 horas estão provocando a elevação dos arroios e rios na região hidrográfica do rio Guaíba e, com a possibilidade de continuidade das chuvas, há riscos para alagamentos, enxurradas e extravasamento de rios. 

A previsão é de que ao longo desta tarde a condição de chuva intensa e volumosa em curto período de tempo continue a atingir as áreas do Norte, Vales e Serra do estado, com acumulados oscilando entre 50 e 80 milímetros em 12 horas. Como já foram registrados acumulados durante essa madrugada, a Defesa Civil emitiu um alerta para essas regiões.

Nas áreas Noroeste, Norte e Nordeste do estado há condição para tempestades, com queda de granizo e rajadas intensas de vento, que podem superar os 90 km/h. O alerta vale até a próxima quarta-feira (23).

 

 

 

 

 

Por - Agência Brasil

Gasolina com 35% de etanol pode estragar o carro? Veja peças que podem ser afetadas

O governo autorizou o início dos testes que aumentam a mistura de etanol na gasolina comum, chegando a 35% — atualmente são 32% na bomba do posto.

Ainda há etapas a serem cumpridas antes de o combustível chegar aos postos com a nova mistura. Mesmo assim, a medida já levanta questionamentos sobre possíveis danos a peças e motores, especialmente os projetados para rodar apenas com gasolina. 

Especialistas ouvidos pelo g1 foram unânimes ao afirmar que a nova composição da gasolina afeta de maneira mais direta e intensa os carros antigos. Ainda assim, os modelos mais novos também podem enfrentar problemas.

Entre os principais efeitos na direção estão o aumento do consumo de combustível e a redução da autonomia dos veículos movidos exclusivamente a gasolina.

"Quanto mais etanol for adicionado à gasolina, maior a dificuldade de queima ideal do combustível, porque a compressão do motor não é o bastante para o melhor aproveitamento do combustível e a temperatura de trabalho dos carros a gasolina, são inferiores aos carros flex ou a álcool", aponta Tenório Júnior, técnico e professor de mecânica automotiva.
 
  • 🔎 A taxa de compressão indica o quanto o motor comprime a mistura de ar e combustível antes da combustão que movimenta o veículo. Uma forma simples de entender é imaginar uma mola: quanto mais ela é pressionada, mais força libera ao ser solta. Os motores projetados para funcionar com etanol trabalham com níveis mais altos de compressão, enquanto a gasolina suporta índices menores.

 “Isso [a taxa de compressão incorreta] gera falhas, perda de potência e dificuldade nas partidas a frio”, diz Tenório.

O especialista afirma que os problemas são os mesmos já apontados para a atual mistura de 32% de etanol na gasolina, "porém, um pouco pior".

 

Partes afetadas pelo aumento de etanol na gasolina

Carburador aberto com corrosão (parte áspera e clara) por etanol — Foto: Bruno Bandeira/arquivo pessoal

  • Carburador: presente apenas em veículos mais antigos, anteriores à popularização da injeção eletrônica nos modelos zero-quilômetro, é o componente que mais preocupa os mecânicos. “Os carburadores são ‘burros’. Eles não se adaptam ao combustível. Nos carburadores, a passagem de ar e de combustível para obter a mistura ideal é fixa”, diz Tenório.
    Além de prejudicar o desempenho do motor nos veículos mais antigos, Bruno Bandeira, mecânico e proprietário da Oficina Mecânica Na Garagem, afirma que o carburador pode sofrer corrosão com o aumento da concentração de etanol na gasolina.
    “Esse material não foi feito para suportar etanol, então olha o que está fazendo. Esse carburador tá condenado”, diz Bruno.
  • Tanque de combustível: o problema também se concentra nos carros mais antigos, especialmente aqueles equipados com tanque metálico. Nesses casos, a peça pode precisar ser substituída. Segundo os três mecânicos ouvidos pela reportagem, os tanques de plástico, presentes na maioria dos veículos lançados desde o início dos anos 2000, não apresentam a mesma preocupação.
  • Bomba de combustível: o etanol presente na gasolina pode conter até 0,7% de água. No entanto, Alexandre explica que, se o veículo permanecer parado por muito tempo, o combustível tende a absorver a umidade do ar, aumentando a quantidade de água na mistura. Essa água acelera o processo de corrosão da bomba de combustível. Segundo Bruno, os danos também podem atingir a boia responsável por indicar o nível de combustível no tanque.
  • Bicos injetores (de injeção direta ou indireta): segundo os especialistas, os veículos sem turbocompressor tendem a ser os mais afetados por esse tipo de desgaste. “A central aumenta o tempo de injeção para compensar o menor poder energético do E35. Se os bicos já estiverem parcialmente sujos, o aumento da demanda pode deixar o problema mais evidente, causando falhas ou marcha lenta irregular”, diz Alexandre. 
  • Velas de ignição: segundo os mecânicos, o problema costuma surgir apenas quando as velas já estão desgastadas. Alexandre explica que, nesses casos, elas podem contribuir para falhas na queima do combustível, já que o motor exige uma regulagem mais precisa da mistura.
  • Catalisador: sua vida útil pode ser reduzida quando ele recebe combustível que não foi queimado corretamente, o que pode ocorrer devido a uma mistura inadequada dentro do motor.
  • Mangueiras, retentores e itens de vedação: em veículos mais antigos, esses componentes podem ressecar e se desgastar mais rapidamente.

"Se continuar aumentando a porcentagem, logo esses carros a gasolina não conseguirão andar sem fazer uma série de adaptações", aponta Tenório.

 

Há solução, mas ela pode ser complexa

Alexandre Dias, mecânico e proprietário das oficinas Guia Norte, explicou que, em carros sem carburador, a ECU, também conhecida como módulo de injeção eletrônica, pode ser atualizada para que o motor se adapte à nova proporção de etanol na gasolina.

Ele também destacou que uma manutenção mais cuidadosa dos componentes citados anteriormente pode ajudar a preservar a durabilidade do veículo.

Já nos modelos mais antigos, Tenório afirmou que é possível adaptar o carburador, embora o processo esteja longe de ser simples.

 Segundo ele, a dificuldade aparece “porque tem furos de passagem de ar e de combustível (giclês) no carburador, que são substituíveis por serem peças de rosca, mas será necessário ir ajustando e testando para ver o resultado, porque não existe uma tabela com as aplicações para esse tipo de combustível”.

Por - G1
Mercado reduz projeção da Selic para 13,50%

O mercado financeiro reduziu de 13,75% para 13,50% a expectativa para a taxa básica de juros Selic ao fim de 2026. A projeção, apresentada pelo Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira (21) pelo Banco Central, indica que o mercado trabalha com a expectativa de novo corte de juros ainda no ano corrente.

A revisão para baixo ocorre cinco dias depois de o Comitê de Política Monetária (Copom) ter reduzido em 0,25 ponto percentual a Selic, que está agora em 13,75%. A taxa Selic é o principal instrumento do Banco Central para alcançar a meta de inflação.

O cenário, portanto, reforça a avaliação de que o ciclo atual de juros será flexibilizado nos próximos meses, à medida que a inflação se mantém relativamente controlada.

Para 2027, a estimativa para a Selic permanece em 12% ao ano. Já as projeções para 2028 e 2029 ficaram estáveis em 10,50% e 10%, respectivamente.

Em relação à inflação oficial do país, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), o mercado elevou ligeiramente a previsão para este ano, de 4,90% para 4,92%. Para 2027, a expectativa foi mantida em 4,30%; e para 2028, em 3,80%.

Selic x inflação

A taxa básica de juros é o principal instrumento utilizado pelo Banco Central para controlar a inflação. Quando a Selic é elevada, o crédito tende a ficar mais caro, o que reduz o consumo e ajuda a conter a alta dos preços, além de estimular a poupança.

Já a redução dos juros busca estimular a atividade econômica, ao facilitar o acesso ao crédito e incentivar investimentos e consumo.

Vale lembrar que os bancos consideram também outros fatores, na hora de definir os juros cobrados dos consumidores. Entre eles, risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas.

Economia

A estimativa para o crescimento da economia brasileira apresentou nova revisão para baixo. A projeção para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) em 2026 caiu de 1,89% para 1,88%. Para 2027, a previsão recuou de 1,45% para 1,43%. As estimativas para 2028 foram mantidas em 1,87%.

No mercado de câmbio, as projeções permaneceram estáveis, tanto para este ano como para os anos subsequentes: de R$ 5,20 em 2026; de R$ 5,28 em 2027; e de R$ 5,30 em 2028.

 

 

 

 

Por - Agência Brasil

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