TSE mantém veto a posts que ligam Lula e Flávio ao crime organizado

O plenário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu nesta terça-feira (13) confirmar decisões individuais de ministros da Corte que determinaram a retirada de postagens falsas nas redes sociais contra os candidatos à Presidência da República Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL).

Entre os casos julgados, os ministros decidiram manter decisão que determinou a derrubada de postagens dos deputados federais Lindbergh Farias (PT-RJ) e Rogério Correia (PT-MG) que apontaram a suposta relação de Flávio Bolsonaro com milícias e o crime organizado. O plenário também referendou a retirada de postagens que insinuaram apoio de Lula ao crime organizado por ter apoiado um candidato a prefeito que foi alvo de uma operação da Polícia Federal (PF).

Outras postagens que atribuíram a Lula suposto apoio a facções criminosas, incluindo mensagens para vincular o candidato à reeleição ao PCC e o CV, também tiveram a suspensão mantida. 

Judicialização

Na tarde de hoje, o presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, se reuniu com os representantes das campanhas de Lula e Flávio Bolsonaro para demonstrar preocupação com aumento da judicialização das campanhas. 

Segundo o ministro, os processos já superam 200% em relação ao pleito presidencial de 2022, com perspectiva de elevação.

 

 

 

 

 

 

Por - Agência Brasil

Saiba o que é adenocarcinoma pulmonar, câncer que atinge o papa

O Papa Leão XIV passou nesta terça-feira (13) por uma cirurgia para retirada de um nódulo no pulmão direito após os médicos detectarem adenocarcinoma pulmonar, que é o subtipo mais comum de câncer de pulmão. 

Esse tipo de câncer se desenvolve na região periférica dos pulmões e cresce mais lentamente do que outros tipos de câncer pulmonar. O adenocarcinoma de pulmão surge em glândulas que produzem muco e formam-se, em sua maioria, nos alvéolos (onde ocorre a entrada e saída de ar dos pulmões). É do tipo não pequenas células (CPNPC). 

Há maior probabilidade de ser detectado antes de se espalhar para outros órgãos em comparação a outros tipos de câncer de pulmão de não pequenas células. 

Sintomas 

Os principais sintomas são: 

  • Tosse persistente
  • Falta de ar
  • Dor no peito
  • Voz rouca
  • Fadiga
  • Dificuldade para respirar ou engolir
  • Chiado no peito
  • Tosse com muco e sangue
  • Perda de apetite
  • Inchaço no rosto ou nas veias do pescoço
  • Perda de peso sem motivo aparente 

Especialistas alertam que o adenocarcinoma de pulmão é silencioso e muitos sinais são confundidos com sintomas de outras doenças. Por isso, a recomendação é procurar uma consulta médica quando os sintomas surgirem. 

Causas

O tabagismo é a principal causa de câncer de pulmão. No entanto, o adenocarcinoma de pulmão também é detectado em pessoas não fumantes. 

A doença afeta mais mulheres e jovens. 

A exposição ao fumo passivo, radônio, gases de escapamento de motores a diesel, compostos de cromo, berílio, níquel, fuligem, alcatrão ou amianto pode aumentar o risco de desenvolver o adenocarcinoma pulmonar. 

Diagnóstico 

O diagnóstico ocorre por meio de exames laboratoriais (sangue, urina) e de imagem (raio-x, ressonância magnética ou tomografia computadorizada).

Se o médico suspeitar de câncer de pulmão a partir dos resultados dos exames, uma pequena amostra de tecido pulmonar é removida e é feita uma biópsia para confirmar ou não a doença. Foi o que ocorreu com o papa. Os médicos removeram um pequeno nódulo do pulmão direito após ter sido detectado em exames de rotina.

Com a confirmação da doença, os pacientes passam por exames para determinar o estágio da doença, se o tumor está localizado em apenas uma área ou em outros órgãos. A partir daí, são definidas as opções de tratamento. 

Tratamento e cura

O câncer pode ser curado, mas depende do estágio da doença e diagnóstico precoce. 

Se for diagnosticado logo no início, o tumor estiver pequeno e não tiver atingido os gânglios linfáticos, as chances de cura são mais altas.

O tratamento pode passar por cirurgia (remoção do tumor), quimioterapia, radioterapia, imunoterapia e terapias-alvo para atacar células cancerígenas específicas, a depender do estágio da doença. O Vaticano e os médicos ainda não informaram o prognóstico do papa. 

 

 

 

 

Por - Agência Brasil

Kassio reúne campanhas de Lula e Flávio e alerta para alta de ações

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, se reuniu nesta terça-feira (13) com os representantes das campanhas dos candidatos à presidência da República Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL).

Durante o encontro, o presidente demonstrou preocupação com aumento da judicialização das campanhas no TSE. Segundo Kassio, número de processos já supera 200% os do pleito presidencial de 2022, com perspectiva de elevação.

"Tratamos da judicialização excessiva, buscando entendimento para a diminuição do número de ações no TSE", afirmou.

Após a reunião, o presidente do PT, Edinho Silva, disse que a campanha de Lula quer colaborar com a redução da judicialização, mas defende que as duas campanhas sejam tratadas da mesma forma.

"Nós temos a postura de colaborar, de impedir a judicialização, de impedir o volume de medidas tomadas, mas isso precede a campanha não ser agredida e que não haja o desequilíbrio da disputa", afirmou.

O senador Rogério Marinho (PL-RN) e advogada Maria Claudia Bucchianeri participaram da reunião na condição de representantes da campanha de Flávio, mas não falaram com a imprensa.

A reunião com as campanhas ocorreu após o presidente do TSE derrubar a decisão do ministro Vilas Bôas Cuêva, que determinou a suspensão do funcionamento do canal "Exército do Lula" no WhatsApp, atendendo a pedido da campanha de Flávio.

Mais cedo, Kassio liberou o canal após a campanha de Lula registrar o canal no TSE.

 

 

 

 

 

 

 

 

Por - Agência Brasil

Master: Fachin se reúne com PF para tratar de citações a ministros

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, se reuniu nesta terça-feira (13) com o diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, para tratar das investigações do caso Master.

Na reunião, que durou uma hora e meia, Fachin disse a Andrei que a PF deverá encaminhar ao Supremo todas menções a ministros da Corte que foram encontradas na investigação, sem exceção. 

Após a apresentação das informações, o plenário da Corte vai se pronunciar sobre a eventual abertura de investigações contra os ministros citados.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) também deverá apresentar parecer prévio antes da análise pelo plenário.

A movimentação ocorreu após integrantes da Corte cobrarem o presidente do STF para que sejam avaliadas as menções a todos ministros que aparecem nas mensagens.

Entenda

No mês passado, o ministro André Mendonça, relator do caso Master, retirou o sigilo de parte da investigação. A medida revelou que o ex-banqueiro Daniel Vorcaro enviou mensagens a um número de celular atribuído ao ministro Alexandre de Moraes, às vésperas de ser preso, em novembro do ano passado. 

Em seguida, a retirada do sigilo revelou que os nomes dos ministros Kassio Nunes Marques, Dias Toffoli, Luiz Fux e do próprio Mendonça foram citados por pessoas que tinham vínculo com o ex-banqueiro. 

Em ofício enviado a Fachin, Gilmar Mendes também cobrou a identificação de todos os envolvidos. 

Investigações

O presidente do STF também informou ao diretor da PF que aguarda uma manifestação da PGR sobre medidas urgentes que foram solicitadas pela corporação nas investigações do caso Master e nas apurações que envolvem os descontos ilegais de benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Os casos eram relatados pelo ministro André Mendonça, mas foram enviados para a presidência do Supremo no auge do conflito interno deflagrado na Corte após Mendonça retirar o sigilo das supostas conversas entre Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

A PGR deverá se manifestar sobre os pedidos de soltura protocolados por alguns investigados, entre eles, o empresário Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro, e Felipe e Henrique Vorcaro, primo e pai do ex-banqueiro, respectivamente.

Fachin também pediu celeridade da PF para analisar eventuais medidas no âmbito do chamado inquérito das Fake News. 

Na semana passada, o presidente sinalizou que pretende encerrar o inquérito.

No mês passado, Fachin retirou de Alexandre de Moraes a relatoria do inquérito, que foi aberto em março de 2019. Na época, o então presidente do STF, ministro Dias Toffoli, defendeu a abertura como forma de combater a veiculação de notícias que atingem a honorabilidade e a segurança do STF, de seus membros e parentes. O ministro também nomeou Moraes como relator do caso. 

 

 

 

 

 

 

Por - Agência Brasil

Dinheiro esquecido em bancos sobe para R$ 5,8 bilhões em agosto

O Banco Central (BC) informou nesta terça-feira (13) que ainda há R$ 5,79 bilhões em dinheiro esquecido em bancos e outras instituições financeiras. Os valores, contabilizados até agosto de 2026, podem ser consultados por pessoas físicas, incluindo falecidos, e empresas por meio do Sistema Valores a Receber (SVR).

Do total disponível, R$ 4,31 bilhões pertencem a 23,94 milhões de pessoas físicas. Outros R$ 1,48 bilhão são destinados a 2,36 milhões de empresas.

O montante representa uma alta de 2,6% em relação aos R$ 5,65 bilhões registrados no mês anterior, indicando uma retomada do crescimento dos recursos disponíveis para resgate após a redução provocada pela transferência de parte do dinheiro para o programa de renegociação de dívidas do governo federal.

Onde está o dinheiro?

Os recursos estão distribuídos entre diferentes tipos de instituições financeiras. Os bancos concentram a maior parcela do montante disponível.

Confira a distribuição:

  • Bancos: R$ 2,46 bilhões, o equivalente a 42,4% do total
  • Administradoras de consórcios: R$ 1,97 bilhão
  • Cooperativas de crédito: R$ 805,6 milhões
  • Instituições de pagamento: R$ 369,6 milhões
  • Financeiras: R$ 121 milhões
  • Corretoras e distribuidoras: R$ 68 milhões
  • Outras instituições: R$ 5 milhões.

A maior parte dos beneficiários tem direito a quantias pequenas. Segundo os dados divulgados:

  • 69,4% dos valores a receber são de até R$ 10;
  • 18,95% estão na faixa entre R$ 10,01 e R$ 100;
  • 9,39% variam de R$ 100,01 a R$ 1 mil;
  • 2,21% dos beneficiários têm valores superiores a R$ 1 mil para resgatar.

Como consultar valores

A consulta deve ser feita exclusivamente pelo Sistema Valores a Receber, do Banco Central.

O procedimento permite verificar se há dinheiro disponível e identificar a instituição responsável pela devolução.

Para consultar, é necessário informar o CPF e a data de nascimento, no caso de pessoas físicas, ou os dados da empresa, conforme solicitado pelo sistema.

Para solicitar o resgate, o interessado deve seguir as orientações apresentadas na plataforma. Quando a devolução por Pix estiver disponível, o valor poderá ser transferido em até 12 dias úteis, segundo as instruções do serviço.

Confira as etapas:

  • Acesse o site oficial do Sistema Valores a Receber
  • Faça a consulta dos valores disponíveis;
  • Entre no sistema com uma conta Gov.br de nível prata ou ouro, quando solicitado para o resgate;
  • Leia e aceite o termo de responsabilidade;
  • Confira o valor e a instituição responsável pelo pagamento;
  • Selecione a opção de resgate disponível e siga as instruções.

Quem não possui chave Pix deverá entrar em contato com a instituição financeira indicada pelo sistema para combinar outra forma de recebimento.

No caso de valores pertencentes a pessoas falecidas, a consulta e a solicitação devem ser feitas por herdeiros, testamentários, inventariantes ou representantes legais, conforme as exigências do sistema e da instituição financeira.

De onde vêm os valores?

O chamado dinheiro esquecido corresponde a recursos que pertencem a clientes, mas permaneceram em instituições financeiras sem resgate. Entre as principais situações estão:

  • Contas correntes ou poupanças encerradas com saldo disponível
  • Tarifas ou parcelas de operações de crédito cobradas indevidamente
  • Recursos de grupos de consórcio encerrados
  • Valores de contas de pagamento pré-pagas ou pós-pagas encerradas
  • Cotas de capital e sobras líquidas de cooperativas de crédito
  • Saldos remanescentes em contas encerradas de corretoras e distribuidoras.

O sistema reúne informações fornecidas pelas instituições participantes e permite que os titulares verifiquem a existência de recursos a receber.

Atenção aos golpes

O Banco Central alerta que o serviço é gratuito e que não é necessário pagar intermediários para consultar ou recuperar os valores.

Para evitar fraudes, é importante observar algumas recomendações:

  • Utilize somente o endereço oficial do Banco Central;
  • Não clique em links suspeitos enviados por e-mail, SMS ou aplicativos de mensagens;
  • Não compartilhe senhas ou códigos de acesso;
  • Desconfie de cobranças antecipadas para liberar o dinheiro;

O Banco Central não envia links nem entra em contato para solicitar dados pessoais ou confirmar informações sobre valores a receber.

A consulta pelo sistema oficial é a forma indicada para verificar a existência de recursos e conhecer os procedimentos para solicitar a devolução.

Recursos para o Desenrola

Em maio, o governo anunciou o uso de recursos esquecidos em instituições financeiras para viabilizar o Desenrola 2.0, programa voltado à renegociação de dívidas.

No fim daquele mês, cerca de R$ 5,7 bilhões foram transferidos para o Fundo de Garantia de Operações (FGO), mecanismo que oferece garantias às instituições financeiras em operações de crédito.

Na prática, o fundo pode cobrir parte das perdas dos bancos em caso de inadimplência dos tomadores de empréstimos.

Segundo o governo, 10% do saldo transferido ficariam segregados para atender a eventuais pedidos de resgate dos titulares dos recursos.

A operação passou a ser investigada pelo Tribunal de Contas da União (TCU), que apura o uso de recursos em programas federais fora do Orçamento da União.

A preocupação envolve o fato de que valores movimentados fora do orçamento não ficam submetidos aos mesmos limites fiscais aplicáveis às despesas públicas. A inclusão formal desses gastos poderia exigir o bloqueio de outras despesas discricionárias do governo.

 

 

 

 

 

Por - Agência Brasil

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