O WhatsApp reportou uma falha de segurança que permitia a instalação de um software espião no smartphone dos usuários. Bastava uma ligação para infiltrar o programa em celulares Android ou iPhones. Para Arthur Igreja, professor da FGV especialista em tecnologia e inovação, o problema de segurança é grave.
“É a pior crise que o WhatsApp já teve. O tipo de malware que pode ser instalado permite monitorar qualquer atividade no celular. Não falamos apenas de mensagens lidas, é algo mais grave. E não sabemos há quanto tempo isso acontece”, afirmou Igreja, em entrevista a EXAME.
Como o WhatsApp não guarda dados de usuários – apenas você e pessoa ou grupo para o qual escreve pode ler suas mensagens –, a empresa não sofreu ataque de hackers. Em vez disso, a falha estava no código do aplicativo. Por isso, cada usuário deve atualizar o app.
Igreja acredita que apenas uma minoria saiba que o aplicativo do WhatsApp pertence ao Facebook – recentemente envolvido casos de uso indevido de dados de usuários. A falha de segurança do WhatsApp, no entanto, não fazer o app perder parte dos seus 1,5 bilhão de usuários no mundo. “Esse problema vai arranhar a credibilidade do aplicativo, mas ainda não acho que seja o suficiente para fazer as pessoas deixarem de usar o aplicativo”, diz o professor.
Procurado por EXAME, o WhatsApp informou o seguinte:
“O WhatsApp incentiva as pessoas a atualizarem o nosso aplicativo para a versão mais recente, assim como manter o sistema operacional dos dispositivos atualizados, a fim de proteger contra possíveis ataques destinados a comprometer as informações armazenadas em dispositivos móveis. Estamos trabalhando constantemente ao lado de parceiros da indústria para fornecer os aprimoramentos de segurança mais recentes para ajudar a proteger nossos usuários.” (Com Exame.com)
Veja Também:
A Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) do Senado aprovou nesta terça dia 14, um projeto de lei que obriga detentos a ressarcirem o Estado das despesas com a sua manutenção. A proposição altera a Lei de Execução Penal e segue agora para votação no Plenário da Casa.
Segundo o PLS 580/2015, de autoria do ex-senador Waldemir Moka, quando os detentos não possuírem recursos próprios, o pagamento deverá acontecer por meio de trabalho. Já o preso que tiver condições financeiras mas se recusar a pagar ou a trabalhar será inscrito na dívida ativa da Fazenda Pública.
Uma emenda incluída ao texto por Simone Tebet (MDB-MS) determina ainda que, nos casos de detentos que tenham pendências financeiras mas não condições financeiras para quitá-las, haja perdão da dívida ao fim da pena.
A senadora Soraya Thronicke (PSL-MS) foi a responsável pelo voto favorável à proposta, em forma de substitutivo.
A parlamentar acatou a emenda do senador Humberto Costa (PT-PE), para que ausência de uma sentença definitiva, no caso dos presos provisórios, impeça os ressarcimentos.
Nesses casos, os valores recebidos pelo Estado serão depositados judicialmente, e só serão revertidos para o pagamento das despesas se houver condenação final. Caso contrário, a quantia será devolvida ao preso.
A proposição foi analisada no Plenário do Senado na última terça, 7, mas, a pedido do senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) foi remetido à CDH.
Segundo a assessoria de imprensa do Senado, os parlamentares tinham receio de que a imposição do pagamento levasse os detentos a trabalhos forçados ou prejudicasse a reintegração dos condenados endividados.
Na segunda, 13, a Comissão realizou audiência pública com especialistas sobre a matéria. Segundo o site do Senado, Soraya comentou que as inúmeras alterações na Lei de Execução Penal foram alvos de críticas.
A senadora ressaltou, ainda, que 45.937 pessoas declararam apoiar o projeto por meio do canal e-Cidadania enquanto 1.428 cidadãos se mostraram contra a medida.
O Teto da despesa e os presos sem condições financeiras
Soraya introduziu um teto no desconto das despesas com a manutenção do preso, caso ele não tenha condições de arcar com todos os custos. Nestes casos, o abatimento será fixado em até um quarto da remuneração.
Para detentos sem condições financeiras, a senadora sugeriu que a exigibilidade do débito seja suspensa por até cinco anos, aguardando uma possível mudança em sua situação econômica. Após esse prazo, a obrigação de pagamento seria extinta.
A parlamentar destacou ainda que quando o Estado não tiver condições de prover oportunidades de trabalho para os encarcerados, não deve exigir que o detento sem recursos financeiros arque com os custos de sua manutenção. (Com Estadão)
Veja Também:
Pessoas surdas que farão o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) 2019 podem se informar sobre todas as etapas pelas redes sociais do Inep. Pequenos vídeos explicativos, em Língua Brasileira de Sinais (Libras), já estão disponíveis em todas as plataformas do instituto - Facebook, Instagram, Twitter e YouTube. A produção do Inep, em parceria com a Comissão de Libras do Enem, faz parte de uma campanha própria para as redes sociais, com veiculação durante toda a edição do Enem. A abertura dos vídeos traz a Bia, personagem surda da Galera do Enem.
Esta é a terceira edição do Enem que conta com peças de comunicação pensadas especialmente para os participantes surdos que estão nas redes sociais. A campanha faz parte do Enem em Libras, uma iniciativa da Política de Acessibilidade e Inclusão do Inep direcionada às pessoas que tem a Língua Brasileira de Sinais como primeira língua. Os vídeos vão destacar as principais informações e datas do exame, que será aplicado nos dias 3 e 10 de novembro.
Pessoas surdas que quiserem fazer o Enem 2019 têm à disposição outros conteúdos exclusivos em Libras. O Inep disponibiliza uma versão do edital e um passo a passo das inscrições, ambos em Libras, em seu canal no YouTube. Também é possível se preparar para a prova por meio da plataforma Videoprova em Libras, que reúne questões em Libras das provas do Enem de 2017 e 2018.
CONQUISTA
O atendimento às diferentes necessidades dos participantes surdos, deficientes auditivos e surdocegos é uma preocupação do Inep ao longo da história do Enem. Recursos de acessibilidade, como tradutores e intérpretes de Libras, são oferecidos desde o ano 2000. Em 2015, o Inep começou a divulgar uma versão do edital e orientações aos participantes em Língua Brasileira de Sinais. A partir de 2017, passou a oferecer a videoprova em Libras e levou o tema "Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil" para a redação, promovendo o debate sobre o assunto. Pela primeira vez foi feita uma campanha para as redes sociais.
No ano de 2018, o Inep lançou o selo Enem em Libras, que identifica todo o conteúdo disponível em Língua Brasileira de Sinais, e publicou a primeira versão da Cartilha do Participante - Redação no Enem. No mesmo ano, foi lançada a plataforma Videoprova em Libras, na qual o instituto disponibiliza os vídeos com os enunciados e as opções de respostas da videoprova, permitindo que os participantes surdos estudem no mesmo formato acessível em que elas são aplicadas. A funcionalidade, disponível para as provas de 2017 e 2018, permite assistir ao vídeo das questões e conferir o gabarito, se o participante desejar.
Na edição deste ano, pela primeira vez, participantes surdos, deficientes auditivos e surdocegos poderão indicar, durante a inscrição, o uso do aparelho auditivo ou de implante coclear.
ENEM EM LIBRAS
Iniciativa da Política de Acessibilidade e Inclusão do Inep, o Enem em Libras é direcionado à comunidade surda que tem a Língua Brasileira de Sinais como primeira língua, e garante editais, videoprovas, cartilhas do participante e campanhas de comunicação do exame em Libras, tornando o Enem mais acessível.
Por Assessoria
Veja Também:
O STJ (Superior Tribunal de Justiça) decidiu nesta terça dia 14, que condomínios não podem restringir, de forma genérica, que moradores tenham animais domésticos de estimação, como cães e gatos, em apartamentos.
Pelo entendimento da Terceira Turma do tribunal, que julgou um caso sobre o tema, as convenções só podem fazer restrição quando os bichos apresentarem risco à segurança, higiene ou à saúde dos demais moradores.
A Corte julgou um recurso de uma moradora do Distrito Federal contra as regras de seu condomínio, que a impediu de criar um gato no imóvel. Na primeira instância, apesar de alegar que o animal não trazia transtornos aos vizinhos e nas áreas comuns do edifício, o Tribunal de Justiça entendeu que as regras previstas na convenção devem prevalecer.
Ao julgar o caso, o colegiado, por unanimidade, entendeu que as regras internas de condomínios não podem vedar a permanência de animais de qualquer espécie sem avaliar cada caso específico.
(Com Agência Brasil)
Após conceder habeas corpus ao ex-presidente Michel Temer e seu amigo João Baptista Lima Filho, o Superior Tribunal de Justiça enviou telegramas judiciais ao Tribunal Regional Federal da 2ª Região e à 7ª Vara Criminal do Rio para que a soltura de ambos seja cumprida imediatamente.
Por unanimidade, quatro ministros da Sexta Turma da Corte acolheram pedidos das defesas do emedebista e do coronel Lima, que estão presos na Operação Descontaminação, braço da Lava Jato no Rio. Após o julgamento, às 17h27, foi determinado o envio dos telegramas judiciais.
Às 18h59, foi comunicado o cumprimento da medida. "Juntada de Certidão: Certifico que, na presente data, os telegramas nºs J6T 1434 e J6T 1436 foram encaminhados, via Malote Digital, ao Tribunal de Origem e ao Juízo de primeiro grau, respectivamente, para cumprimento imediato. (581)".
Após o comunicado da Corte, cabe ao TRF-2 determinar à Justiça Federal do Rio que cumpra a decisão do STJ expedindo os alvarás de soltura de Temer e do coronel.
Prevaleceu na sessão o entendimento de que os fatos apurados na investigação são "razoavelmente antigos", relacionados à época em que Temer ocupava a vice-presidência da República, e que os crimes não teriam sido cometidos com violência, o que justifica a substituição da prisão por medidas cautelares.
Temer e o coronel Lima estão proibidos de manter contato com outros investigados, de mudar de endereço ou ausentar-se do País - também terão os bens bloqueados e serão obrigados a entregar o passaporte. O ex-presidente ainda não poderá ocupar cargo de direção partidária.
Prisão
Temer e coronel Lima são alvos da Operação Descontaminação, desdobramento da Operação Lava Jato no Rio para investigar supostos desvios em contratos de obras na usina Angra 3, operada pela Eletronuclear. Os investigadores apontam desvios de R$ 1,8 bilhão.
Na sessão da última quarta-feira, 8, o TRF-2 decretou a prisão preventiva de Temer e Lima.
Por dois votos a um, os desembargadores da Turma Especializada derrubaram liminar em habeas corpus dada em março e acolheram recurso do Ministério Público Federal, mandando o ex-presidente e seu antigo aliado de volta para a cadeia da Lava Jato. (Com Agência Brasil)
Veja Também:






















