Ronaldo Fenômeno comenta recordes na Copa do Mundo e a crise na Seleção

Ronaldo Fenômeno tem vivido uma sequência de ultrapassagens na lista de recordes da Copa do Mundo.
Neste sábado, por exemplo, Harry Kane pode igualar o recorde de gols brasileiro se marcar diante da Noruega nas quartas de final. O ex-camisa 9 garantiu não ver problema em ser superado e destacou o alto nível dos craques atuais.
— Virou uma várzea, está todo mundo me passando. Perdi a emoção já. Mas títulos eles têm que correr muito atrás. Os caras que estão me passando e fazendo números expressivos são realmente diferentes, eles merecem. Recordes são feitos para serem batidos. Não tenho que me preocupar. Se mantiverem meus gols na história, está tudo certo — brincou em entrevista.
Nesse momento, Ronaldo ocupa a quarta colocação no ranking de artilheiros das Copas do Mundo, com 15 tentos. Ele está atrás de Messi (21 gols), Mbappé (20) e Miroslav Klose (16). Kane vem logo depois do brasileiro, empatado em 14 gols com Gerd Muller.
Fenômeno garantiu que a posição de centroavante está bem representada no futebol atual, especialmente pela dupla que entrará em campo neste sábado: Kane e Haaland.
— Adoro os dois. Um tempo atrás, a gente estava falando sobre a carência de números 9 no mundo. Olha que reviravolta linda. Me sinto muito orgulhoso de ter esses caras como grandes representantes de centroavantes. O Mbappé também. Joga com a 10, mas é centroavante — afirmou.
Ronaldo contou que ainda está digerindo a eliminação do Brasil e a mudança de planos depois da derrota de 2 a 1 para a Noruega nas oitavas de final. Segundo o craque, o cenário atual da Copa mostra que o futebol brasileiro precisa admitir que está atrás da concorrência.
— Pelo amor de Deus. Eu não sei mais o que falar para justificar a nossa ausência aqui. Eu já tinha programado com a Fifa pedir mais de 50 ingressos — contou Ronaldo.
— Acho que ninguém entra nessa disputa com a gente. O nosso momento é muito ruim. A disputa de semifinal, quase todos europeus. Semifinal vai ser três europeus e talvez Argentina, ou quatro europeus. A gente tem que rever, assumir com humildade que estamos abaixo e assumir nossos erros. A partir daí, tentar melhorar para os próximos ciclos — concluiu.















