Até junho deste ano, R$ 150,6 milhões deixaram de ser resgatados por ganhadores de prêmios de loterias no Brasil, segundo a Caixa Econômica Federal. Em 2017, R$ 326 milhões foram deixados para trás.
Nos últimos 5 anos, os valores não retirados pelos ganhadores na Mega-Sena, Lotofácil, Quina, Lotomania, Timemania, Dupla Sena, Loteca, Lotogol somaram R$ 1,5 bilhão.
Pelas regras das loterias, os ganhadores de qualquer sorteio têm até 90 dias corridos (com fins de semana e feriados) após a realização do sorteio para resgatar o prêmio.
Segundo a Caixa, os prêmios prescritos –não resgatados no prazo– são repassados ao Fies (Fundo de Financiamento Estudantil), programa do governo federal de financiamento de cursos de gradução no ensino superior.
Para o educador financeiro, Mauro Calil, fundador da Academia do Dinheiro, o montante não resgatado é resultado do acúmulo de vários prêmios pequenos que foram deixados para trás.
“Um dos motivos para a pessoa não resgatar pode ser o desinteresse por 1 prêmio pequeno. Outro fator pode ser a pessoa achar que tem mais tempo para resgatar o dinheiro ou não saber onde e como receber”, diz.
Na visão de Calil, mesmo que os recursos sejam repassados para o Fies, a quantia poderia ser melhor aproveitada nas mãos dos cidadãos.
“O fundo educacional tem custos e eventuais desvios. Por menor que fosse o valor, se estivesse com o cidadão ele giraria muito mais rápido a economia e os impostos. Pois, provavelmente seriam gastos no comércio”, afirma.
Como resgatar o prêmio
Para retirar o valor, o ganhador deve comparecer a qualquer agência da Caixa Econômica com o bilhete premiado, documento de identificação e CPF.
O banco ressalta que, em casos de bilhete ao portador (aqueles que não possuem a identificação do apostador) é importante que o ganhador escreva o nome completo, RG e CPF no verso da aposta antes de sair de casa. Assim, garante que ninguém retire o prêmio em casos de perda.
O local de resgate varia de acordo com o valor que será retirado. Prêmios de até R$ 1.903, podem ser sacados em casas lotéricas credenciadas ou em agências da Caixa. Acima desse valor, o ganhador só recebe na agência bancária.
Para os sortudos que ganharem R$ 10.000 ou acima, o pagamento só é feito após 2 dias do comparecimento em uma agência da Caixa. (Com Caixa)
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O Sistema de Pagamentos em Moeda Local (SML) entre Bancos Centrais do Brasil e do Paraguai entra em funcionamento na próxima semana. Com ele será possível a brasileiros e paraguaios realizarem pagamentos e recebimentos entre os dois países em suas respectivas moedas, dispensando o contrato de câmbio.
O Banco Central (BC) informou nesta sexta dia 03, em Brasília, que aprovou a Circular 3.907 estabelecendo normas de funcionamento do SML, firmado com o Banco Central do Paraguai. O documento contém os detalhes técnico-operacionais do sistema e entrará em vigor na próxima segunda dia 06, quando devem ser iniciadas as operações.
Segundo o BC, poderão cursar no sistema transferências para o pagamento de importações e exportações de bens e serviços associados como fretes e seguros, serviços diversos não relacionados ao comércio de bens e transferências unilaterais correntes, tais como aposentadorias e pensões.
Como será
"O Sistema de Pagamentos em Moeda Local caracteriza-se por interligar os sistemas de pagamentos locais, tornando as transferências internacionais mais eficientes e com custos reduzidos. Essas vantagens deverão aumentar o nível de acesso dos pequenos e médios agentes ao comércio de bens e serviços entre os dois países e aprofundar a utilização das respectivas moedas nacionais (Real e Guarani)", diz o BC, em nota.
A circular internacionaliza as regras estabelecidas no Regulamento Operacional do SML, firmado entre os dois Bancos Centrais em 30 de julho. O BC já possui outros dois SMLs em operação, um com o Banco Central da República Argentina, desde 2008, e outro com o Banco Central do Uruguai, desde 2014. (Com Agência Brasil)
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O preço do leite pago ao produtor deverá subir em agosto. Segundo levantamento da Scot Consultoria, 59% dos laticínios pesquisados acreditam em alta ao pecuarista, 38% falam em estabilidade e 3% estimam quedas nos preços, frente ao pagamento anterior. Neste caso, algumas indústrias da região Sul apontam para queda no preço do leite.
Julho
O valor do produto em julho atingiu R$ 1,230 por litro na média nacional, sem o frete. De acordo com a Scot, houve uma alta de 5,6% em relação a junho, e de 19,7% desde o começo do ano.
A entressafra na região central do Brasil e no Sudeste foi agravada pela falta de chuvas, que já ultrapassa 100 dias em muitos estados, e pelo aumento do custo da alimentação concentrada em 2018.
Além disso, o mercado ainda sentiu os efeitos da greve dos caminhoneiros no final de maio e começo de junho, que afetou de alguma maneira a curva de lactação dos animais.
De acordo com o Índice Scot Consultoria de Captação de Leite, em junho o volume captado de leite diminuiu 1,1%, em relação a maio deste ano. Vale destacar que houve queda nas produções em São Paulo, Minas Gerais e Goiás, mas nos estados do Sul do país a produção aumentou, ainda que em um ritmo menor que neste período do ano passado. (Com Canal Rural)
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A produção industrial brasileira cresceu 13,1% de maio para junho deste ano. Com o resultado, a indústria nacional recuperou a queda de 11% registrada em maio, que havia ocorrido devido à greve dos caminhoneiros na segunda quinzena daquele mês.
Os dados da Pesquisa Industrial Mensal foram divulgados nesta quinta dia 02, pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
O crescimento de 13,1% foi o maior registrado desde o início da série histórica da pesquisa, em 2002.
Também foram observadas altas na comparação com junho de 2017 (3,5%), no acumulado do ano (2,3%) e no acumulado de 12 meses (3,2%). Na média móvel trimestral, a produção cresceu 0,5%.
De maio para junho, foram registradas altas nas quatro grandes categorias econômicas pesquisadas, com destaque para a produção de bens de consumo duráveis (34,4%) e para os bens de capital, isto é, as máquinas e equipamentos (25,6%).
Os bens de consumo semi e não duráveis tiveram alta de 15,7% e os bens intermediários, ou seja, os insumos industrializados usados no setor produtivo, crescimento de 7,4%
Vinte e dois dos 26 ramos industriais pesquisados apresentaram alta de maio para junho. As principais influências positivas para a indústria vieram dos veículos automotores, reboques e carrocerias (47,1%), produtos alimentícios (19,4%), bebidas (33,6%) e produtos de minerais não-metálicos (20,8%).
O setor de produtos derivados do petróleo e biocombustível manteve-se estável e apenas três atividades tiveram queda. O maior recuo veio do setor de outros equipamentos de transporte (-10,7%). (Com Agência Brasil)
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O sorteio do concurso da Mega-Sena 2064 acumulou mais uma vez na noite desta quarta dia 1º e próximo prêmio deve pagar R$ 30 milhões.
As dezenas sorteadas foram 10, 14, 36, 53, 55 e 60.
Na quina 68 apostas levaram R$ 24.717,90.
Já na quadra 3.311 apostadores levaram pra casa R$ 725,20.
O valor arrecadado para a mega da virada é de R$ 41.809.425,73. (Com Loterias Caixa)
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Pela terceira vez seguida, o Banco Central não alterou os juros básicos da economia. Por unanimidade, o Copom (Comitê de Política Monetária) manteve nesta quarta dia 1º a taxa Selic em 6,5% ao ano. A decisão era esperada pelos analistas financeiros.
Em comunicado, o Copom informou que indicadores recentes mostram que a economia está se recuperando após a greve dos caminhoneiros, mas em ritmo mais lento que o esperado antes da paralisação. Em relação à economia internacional, o Copom ressaltou que, mesmo com certa acomodação recente do mercado, os riscos de elevação dos juros em países avançados e incertezas sobre o comércio global continuam.
Com a decisão de hoje, a Selic continua no menor nível desde o início da série histórica do Banco Central, em 1986. De outubro de 2012 a abril de 2013, a taxa foi mantida em 7,25% ao ano e passou a ser reajustada gradualmente até alcançar 14,25% ao ano em julho de 2015. Em outubro de 2016, o Copom voltou a reduzir os juros básicos da economia até que a taxa chegasse a 6,5% ao ano em março de 2018.
Em maio, o BC interrompeu uma sequência de quedas da Selic e manteve a taxa em 6,5% ao ano, numa decisão que surpreendeu o mercado financeiro. Na ocasião, o BC alegou que a instabilidade internacional, que se manifestou na valorização do dólar nos últimos meses, influenciou a decisão.
A Selic é o principal instrumento do Banco Central para manter sob controle a inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o IPCA acumula 4,39% nos 12 meses terminados em junho, abaixo do centro da meta de inflação, que é de 4,5%. O índice, no entanto, foi o maior para meses de junho desde 1995 por causa da greve dos caminhoneiros, que provocou escassez de produtos e alta de preços. O IPCA de julho só será divulgado nos próximos dias.
Segundo a nota do Copom, os dados recentes indicam que o impacto da inflação de junho foi temporário e que o efeito da paralisação dos caminhoneiros sobre os preços deve se diluir nos próximos meses. De acordo com o texto, ao retirar os fatores relacionados à greve, a inflação continua baixa. "As medidas de inflação subjacente ainda seguem em níveis baixos, inclusive os componentes mais sensíveis ao ciclo econômico e à política monetária", destacou o comunicado.
Até 2016, o Conselho Monetário Nacional (CMN) estabelecia meta de inflação de 4,5%, com margem de tolerância de 2 pontos, podendo chegar a 6,5%. Para 2017 e 2018, o CMN reduziu a margem de tolerância para 1,5 ponto percentual. A inflação, portanto, não poderá superar 6% neste ano nem ficar abaixo de 3%.
Inflação
No Relatório de Inflação, divulgado no fim de junho pelo Banco Central, a autoridade monetária estima que o IPCA encerrará 2018 em 4,2%. De acordo com o boletim Focus, pesquisa semanal com instituições financeiras divulgada pelo BC, a inflação oficial deverá fechar o ano num nível parecido: 4,11%.
Do fim de 2016 ao final de 2017, a inflação começou a diminuir por causa da recessão econômica, da queda do dólar e da supersafra de alimentos. Os índices haviam voltado a cair no início deste ano, afetados pela demora na recuperação da economia, mas voltaram a subir depois da greve dos caminhoneiros, que durou 11 dias e provocou desabastecimento de alguns produtos no mercado.
Crédito mais barato
A redução da taxa Selic estimula a economia porque juros menores barateiam o crédito e incentivam a produção e o consumo em um cenário de baixa atividade econômica. No último Relatório de Inflação, divulgado em junho, o BC projetava expansão da economia em 1,6% para este ano, estimativa revista para baixo depois da greve dos caminhoneiros. Segundo o boletim Focus, os analistas econômicos projetam crescimento de 1,76% do Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e serviços produzidos pelo país) em 2018.
A taxa básica de juros é usada nas negociações de títulos públicos no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) e serve de referência para as demais taxas de juros da economia. Ao reajustá-la para cima, o Banco Central segura o excesso de demanda que pressiona os preços, porque juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Ao reduzir os juros básicos, o Copom barateia o crédito e incentiva a produção e o consumo, mas enfraquece o controle da inflação. Para cortar a Selic, a autoridade monetária precisa estar segura de que os preços estão sob controle e não correm risco de subir. (Com Agência Brasil)
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